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A mostrar mensagens de junho, 2009

Fórum para a Competitividade faz diagnóstico do sector exportador

O Fórum para a Competitividade acaba de lançar os resultados do Inquérito às Empresas sobre a Actividade Exportadora , onde participaram 626 empresas. Estas identificam a procura externa e a concorrência nos mercados como os factores que mais condicionam a actividade exportadora. Para além disso, as empresas que responderam a este inquérito esperam uma quebra das exportações no corrente ano, referem que o actual modelo fiscal prejudica a internacionalização, apontam o preço como um factor determinante das exportações e indicam que as medidas anti-crise do Governo são pouco relevantes. Num próximo inquérito, seria interessante colocarem algumas questões relacionadas com a promoção externa, em que as empresas pudessem identificar os mercados onde estão a ter mais dificuldades de penetração, os países onde tencionam apostar no curto-médio prazo, as formas de entrada (“ entry modes ”) que irão utilizar e o tipo de apoio que esperam ter das entidades públicas e privadas com responsabilid...

Justiça e negócios na Rússia

Um relatório da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, divulgado no passado dia 23 de Junho, e designado por " Allegations of Politically Motivated Abuses of the Criminal Justice System in Council of Europe Member States ", traça um cenário muito preocupante sobre o sistema de justiça russo referindo abusos, alegadas fraudes e interferências de entidades politicas e policiais . Neste relatório são apontados dois casos emblemáticos da forma discricionária como as autoridades russas actuaram em relação a investidores estrangeiros e locais, como foram os casos " Yukos Oil " e " Hermitage Fund " (Grupo HSBC ). Estes dados vêem reforçar, junto da opinião pública e de empresários e investidores, a imagem negativa existente sobre o ambiente e as condições de realização de negócios na Rússia e o sentimento de desconfiança em relação ao funcionamento do sistema de justiça russo.

Relações Europa-Taiwan

A European Chamber of Commerce de Taipé comemorou o dia da Europa com a presença de um elevado número de empresários e do próprio Presidente de Taiwan, conforme relata o Director-Adjunto do British Trade and Cultural Office, em Taipé. Ou seja, apesar da toda a pressão diplomática chinesa para condicionar o relacionamento diplomático internacional com a Taiwan (apenas 23 Estados reconhecem oficialmente Taiwan, sendo o Vaticano o único Estado europeu), existe um forte interesse de alguns países da União Europeia, nomeadamente do Reino Unido, em reforçarem o relacionamento económico e comercial com este país, quer enquanto destino de exportações, quer enquanto emissor de investimento estrangeiro.

Semana dedicada aos Países da Europa Central e Oriental (PECO) em Madrid

Apesar da crise económica que está a afectar com alguma intensidade a Europa Central e Oriental, as autoridades espanholas continuam a dar especial prioridade e atenção ao apoio à internacionalização das empresas para a referida região. Esta semana vai decorrer, em Madrid, a Semana da Internacionalização para os PECO, organizada pelo ICEX , em que está prevista a realização de um conjunto de seminários sectoriais - nas fileiras moda, casa, alimentar, audiovisual, energias renováveis, entre outros –, encontros de empresários e também acções de informação/sensibilização sobre os financiamentos multilaterais para a região dos Balcãs.

Note to President Obama: Want to fix the schools? Look to Portugal?

Esta é a opinião de um especialista norte-americano sobre as reformas que estão a ser feitas em Portugal no dominio da educação. Esta posição de Don Tapscott foi publicada no blog The Huffington Post, onde costumava colaborar Barack Obama, antes da sua eleição para a Presidência dos E.U.A..

Negócios e língua: a ofensiva espanhola na Austrália

Os Reis de Espanha inauguraram hoje um Centro do Instituto Cervantes em Sydney (Austrália). É a primeira delegação do Cervantes na Oceânia e o 73ª no mundo. Na mesma altura, Espanha faz uma grande ofensiva económica e comercial na Austrália, com a realização de um Encontro Empresarial Austrália-Espanha que também será inaugurado pelo Rei de Espanha, D. Juan Carlos. Ora aí está, tão fácil! Sinais da afirmação externa de um país, através da articulação e da concertação de posições entre as chamadas diplomacia económica (promoção dos empresas e dos negócios) e diplomacia cultural (promoção da língua e da cultura).

BoP: Novas estratégias empresariais para mercados emergentes?

Os livros de C.K. Prahalad “The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty Through Profits” e de Stuart Hart, “Capitalism at the Crossroads” marcaram uma viragem na forma como instituições, sociedade civil e empresas passaram a olhar para a chamada “bottom of the piramid”. A “bottom of the piramid”, também chamada “base of the piramid” ou simplesmente “BoP”, consiste nos 4 mil milhões de pessoas que vivem na pobreza com um rendimento per capita de menos de 2 USD/dia. A proposta de C.K. Prahalad é muito simples e é apresentada logo no inicio do seu livro “ …if we stop thinking of the poor as victims or as a burden and start recognizing them as resilient and creative entrepreneurs and value-conscious consumers, a whole new world of opportunity will open up”. Nesta perpectiva, os 4 mil milhões de pobres podem ser a alavanca de crescimento do comércio mundial e fonte de inovação, obrigando para isso a uma maior colaboração entre empresas, organizações da sociedade civil e ...

RTP Internacional, RTP África e os empresários portugueses radicados no estrangeiro

A RTP Internacional anunciou um conjunto de mudanças bastante oportunas nas suas emissões e que se consubstanciam fundamentalmente na adaptação dos programas aos fusos horários dos seus telespectadores, alargamento das horas de emissão, realização de novos programas e na colaboração da RTP Açores e Madeira nos blocos informativos das emissões dirigidas ao Continente Americano. A RTP Internacional e a RTP África são dois instrumentos fundamentais na divulgação de Portugal no mundo e na relação com a nossa d iáspora , estimada em cerca de milhões de pessoas. Vale a pena por isso, reflectir, entre outros aspectos, sobre o papel que estes canais de televisão podem ter na divulgação da imagem externa de Portugal e no promoção dos negócios e das empresas portuguesas. Pensamos que a RTP Internacional e a RTP África podem ter um papel determinante no estímulo do relacionamento comercial, e até de investimento, entre o tecido empresarial nacional e os empresários portugueses radicados no exteri...

Estudo da Universidade de Navarra considera Lionel Messi, o jogador mais mediático da temporada 2008/2009

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Lionel Messi, com 21,9 pontos, foi considerado o jogador mais mediático da temporada 2008/2009, segundo um estudo realizado pelo “Grupo de Investigacíon en Economia, Deporte e Intangibles” da Universidade de Navarra (Espanha). Logo a seguir surge Cristiano Ronaldo, com 21 pontos, que ocupou o ano passado o 1º lugar deste ranking. Este estudo também identifica e avalia os futebolistas mais caros da actualidade, sendo neste caso a classsificação liderada por Cristiano Ronaldo (82 milhões de Euros), seguido de Lionel Messi (80 milhões de Euros) e Fernando Torres (67 milhões de Euros). Em relação ao ranking dos clubes mais mediáticos, pelo Barcelona é o primeiro classificado (86,2 pontos), seguido do Manchester United (86,o), Chelsea (58,5), A.C. Milan (49,8), Real Madrid (48,5), Liverpool (47,0), Inter Milan (39,5), Arsenal (36,9), Bayern (30,9) e Juventus (26,1).

O CDE e Portugal

O CDE – Centre pour le Centre pour le Développement de l’Entreprise (CDE), acaba de lançar ao último número da sua newsletter institucional . O CDE, herdeiro de algumas das funções do antigo CDI-Centro para o Desenvolvimento Industrial é uma instituição conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e tem por objectivo o desenvolvimento das empresas privadas do países ACP. Para concretizar a sua missão, o CDE é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento. Ao nível dos programas de apoio ao sector privado, o CDE actua em estreita ligação com a Comissão Europeia, Secretariado do Grupo de Estados ACP e Banco Europeu de investimentos, para além de gerir, sob supervisão da EuropeAID/AIDCO, o programa Pro€Invest, programa de partenariado UE-ACP, que tem uma dotação de 110 milhões de Euros. Até ao aparecimento do CDE, Portugal era o país da União Europeia com maior número de projectos co-financiados pelo CDI – Ce...

Exportações de vinhos: Espanha ultrapassa França

Em 2008, as exportações de vinhos espanhóis ultrapassaram as francesas, em termos de volume. Nesse ano, os espanhóis venderam 1 690 milhões de litros por um valor de 1 994 milhões de euros, o que representou um crescimento de 8,5%, em termos de volume, e de 8%, em valor, em relação ao ano de 2007. Na sequência destes resultados a Espanha tornou-se o 2º exportador mundial de vinhos, em volume, atrás da Itália. Em valor, França continua a liderar as exportações mundiais deste produto. No caso de Espanha, os resultados que estão a ser alcançados vêm premiar a estratégia que tem sido implementada, nos últimos anos, pelo ICEX - Instituto de Comércio Externo de Espanha e pelas agências regionais de promoção das exportações ligadas às Comunidades Autónomas produtoras de vinhos. Ou seja, de uma forma bastante articulada têm vindo a promover a chamada "cozinha espanhola" que se tem traduz na realização de acções envolvendo a promoção de vinhos juntamente com a de outros produtos ali...

Crise internacional está a afectar exportações de vinhos franceses

Segundo dados da Federação Francesa de Vinhos, anunciados na recente edição da feira VINEXPO (Bordéus), as exportações de vinhos franceses deverão diminuir cerca de 20%, em 2009, com as quebras a fazerem-se sentir, fundamentalmente, nos mercados do Reino Unido e dos EUA. Resultados animadores vêm sobretudo da Ásia. Para além disso, um estudo da SOPEXA - entidade de apoio às exportações de vinhos e produtos alimentares franceses, revela que, devido ao preço de venda, os vinhos deste país estão a enfrentar problemas de atractividade nos mercados internacionais, mas que são, todavia, atenuados pela grande notoriedade e imagem internacional este produto. Mais oportunidades para os vinhos portugueses nos mercados do Reino Unido e dos EUA, países "core" do relatório Porter?

E-Readiness Ranking'2009: Portugal perde uma posição

Na edição deste ano do ranking "e-readiness", elaborado pelo Economist Intelligence Unit (EIU), Portugal está classificado na 28ª posição , perdendo um lugar em relação a 2008. Este ranking de 70 países é liderado pela Dinamarca, seguida da Suécia, Holanda, Noruega, EUA, Austrália e Singapura. Este indicador mede o ambiente de negócios para "e-business" em cada país, a forma como familias e empresas consomem produtos e serviços na área das tecnologias de informação e também os factores indiciadores se um determinado mercado está ou não preparado para explorar as oportunidades no âmbito da Internet.

Recursos linguísticos e expansão internacional das empresas

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Face à crescente relevância da interdependência entre recursos linguísticos e interculturais e negócios, a Direcção-Geral de Educação e Cultura da Comissão Europeia promoveu, em Dezembro de 2005, um estudo designado por “ELAN – Effects on the European Economy of Shortages of Foreign Language Skills in Entreprise”. Este trabalho foi realizado pelo CILT – The National Center for Languages (Reino Unido) e teve por base um inquérito efectuado a cerca de 2000 PME’s exportadoras de 29 países europeus (União Europeia, EEA e países candidatos) com o objectivo de recolher informações sobre “language skills, intercultural competence, awareness of language strategies, loss of business owing to lack of languega skills, future exporting intentions and hence projected requirements for further language skills”. O “ELAN” constata, fundamentalmente, que se perdeu um número significativo de oportunidades de negócios em resultado directo da escassez de competências linguísticas e interculturais - cerca d...

Junta da Extremadura abre representação em Portugal

A Junta da Extremadura inaugurou hoje a sua delegação em Portugal. Esta pequena “embaixada” da mais “portuguesa” das Comunidades espanholas, está situada no Restelo, em Lisboa, e vai alojar, para além do representante oficial do governo regional em Portugal, um conjunto de empresas e entidades ligadas à promoção económica externa desta região, tais como a TurExtremadura (promoção turística), Fomento de Mercados da Extremadura (promoção das exportações) e Sofiex (investimentos e capital de risco). Trata-se de um importante sinal politico do governo regional liderado por Guillermo Fernández Vara, um médico natural de Olivença, que consubstancia a forte vontade de reforçar o relacionamento com Portugal, a todos os níveis, e de dar a conhecer esta região espanhola.

Crise não afecta expansão internacional das empresas da América Latina e Caribe

A crise internacional não está a condicionar a expansão e os investimentos internacionais das empresas multinacionais da América Latina e Caribe, segundo é revelado no relatório “ La inversión extranjera directa en América Latina y el Caribe 2008 ” do CEPAL (Comissão Económica para a América Latina e Caribe das Nações Unidas) -. O investimento no estrangeiro das chamadas “"translatinas" atingiu, em 2008, 35 561 milhões de USD, o que representou um crescimento de 42% em relação ao ano de 2007. Os resultados alcançados em 2008 foram os melhores de sempre, só ultrapassados pelo valor dos investimentos no exterior realizados em 2006 (42 986 milhões de USD). As 15 maiores empresas da América Latina e Caribe (2007) Empresa - País de origem - Vendas 2007 (Em milhões de USD) - Sectores 1. PDVSA (Venezuela), 110 000, Petróleo/Gas 2. PETROBRAS (Brasil), 87 476, Petróleo/Gas 3. AMÉRICA MÓVIL/TELMEX (México), 41,221, Telecomunicaciones 4. BRASKEM (Brasil), 9 981, Petroquímica 5. GRUPO A...

How to stimulate creativity? Go live abroad

As pessoas que vivem fora do seu país são mais criativas e quanto mais tempo viverem fora, mais criativas se tornam. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelos Profs. William Maddux (INSEAD) e Adam Galisnky (Northwestern University).

Mota-Engil e Angola

O Grupo Mota-Engil acabou de anunciar uma parceria com a Sonangol e com o Banco Privado do Atlântico, entidade financeira também ligada à Sonangol, que se vai consubstanciar, numa primeira fase, na criação de uma nova empresa de capitais luso-angolanos que vai reunir todos os actuais activos da sucursal desta construtora em Angola. Trata-se de uma decisão que vai permitir alavancar a já forte presença do grupo português neste mercado e melhorar a sua competitividade em relação a concorrentes sul-africanos, brasileiros, chineses e portugueses. Depois da banca, parece chegar agora a vez do cruzamento de participações entre interesses angolanos e portugueses às grandes construtoras nacionais presentes em Angola. Face a este anúncio, como irão reagir a Teixeira Duarte e a Soares da Costa, empresas com uma presença histórica em Angola e actualmente muito dependentes da facturação obtida neste país?

Bulgária

Depois da Efacec , agora é a vez da Teixeira Duarte também anunciar que pretende entrar no mercado da Bulgária. Será que é desta que este país da União Europeia vai passar a constar das agenda de internacionalização das empresas portuguesas? O "efeito demonstração" destas duas empresas poderá suscitar o interesse de outras neste mercado? Por ora a Bulgária é o 60º cliente de Portugal. Em 2008, as vendas nacionais à Bulgária atingiram 27,1 milhões de euros enquanto as importações foram mais modestas e tiveram um valor de 17,3 milhões de euros. Quanto ao investimento português existirão meia dúzia de empresas instaladas neste mercado, ao contrário, por exemplo, da forte presença firmas nacionais no mercado vizinho, e de maior dimensão, da Roménia. Portugal tem uma Embaixada em Sofia e a AICEP não possui representação neste país.

Turismo e TAP apostam na Europa Central e Oriental

Depois de vários anos de estudos e análises, a TAP vai finalmente iniciar (ou nalguns casos reiniciar), no corrente mês, as ligações aéreas regulares para Moscovo, Varsóvia e Helsínquia. Para apoiar e potenciar esta iniciativa, o Governo vai investir 1,12 milhões de euros - 500 mil euros em Moscovo, 417 mil euros em Varsóvia e 200 mil euros em Helsínquia - na promoção de Portugal nessas três cidades, no âmbito de um contrato de promoção, com a duração de três anos, assinado entre o Turismo de Portugal, TAP, ANA e a Associação de Turismo de Lisboa. Os países da Europa Central e Oriental (não incluindo nesta análise a Finlândia) são mercados ainda marginais para a oferta turística portuguesa mas que apresentam um enorme potencial de crescimento, conforme se tem vindo a constatar desde 2003/2004 em termos do número de hóspedes e de dormidas na hotelaria portuguesa. O destino Portugal goza de boa imagem e os voos directos entre Portugal e os 4 principais mercados emissores (Hungria, P...

Governo espanhol lança medidas de apoio às exportações

No âmbito do Plano de Estimulo à Economia e Emprego, anunciado recentemente pelo governo espanhol, foi dada particular atenção à política de relançamento e de promoção das exportações. Para tornar as empresas espanholas mais competitivas nos mercados externos, foram lançadas um conjunto de medidas de âmbito financeiro e não-financeiro. Entre estas, destacam-se as propostas de incentivo à concessão de crédito à exportação, plano de apoio ao financiamento de projectos de infraestruturas em África, flexibilização das condições de acesso ao seguro de crédito à exportação, apoio financeiro a projectos de investimento espanhol no exterior, realização de acções de abordagem aos chamados "fundos soberanos", lançamento do Plano LICITA com vista a melhor aproveitar as oportunidades de negócios existentes nas entidades multilaterais de financiamento, criação de um Centro de Apoio ao Investidor , melhoria do portal de informação sobre barreiras ao comércio externo, alargamento do plano ...

Câmara de Comércio Polónia-Portugal: um exemplo na promoção de Portugal nos Países da Europa Central e Oriental

Para quem pretende acompanhar com atenção a evolução da economia polaca e das empresas portuguesas na Polónia não pode deixar de visitar o excelente site da Câmara de Comércio Polónia-Portugal , sediada em Varsóvia. Trata-se de uma jovem e muito dinâmica associação empresarial que conta nesta altura com cerca de 50 associados. É dirigida por um conjunto de gestores e empresários portugueses de grande qualidade e nível internacional bastante empenhados no reforço do relacionamento económico bilateral e na promoção da economia e das empresas portuguesas no maior país dos últimos dois alargamentos da União Europeia. O Presidente da Câmara de Comércio Polónia-Portugal é Pedro Silva, Director-Geral da Biedronka, empresa polaca de distribuição alimentar do Grupo Jerónimo Martins.

Empresas e entidades chinesas duplicam valor dos investimentos no exterior

Em 2008, o investimento directo estrangeiro global deverá diminuir perto de 20%, mas o investimento directo da China no exterior prevê-se que venha a duplicar, segundo um estudo realizado por Ken Davies do Vale Columbia Center on Sustainable International Investment. Na sequência de uma decisões tomadas pelo governo chinês, a China tornou-se, a partir de 2000, um “international player” enquanto emissor de investimento directo estrangeiro, e não apenas receptor, conforme se poderá constatar dos dados abaixo apresentados: 1982-1989 – 453 milhões de USD 1990-1999 – 2,3 mil milhões de USD 2004 – 5,5 mil milhões de USD 2005 – 12,3 mil milhões de USD 2006 – 17,6 mil milhões de USD 2007 – 24,8 mil milhões de USD 2008 – 40,7 mil milhões de USD (estimativa) Fonte: Vale Columbia Center on Sustainable International Investment Se incluirmos, em 2008, os investimentos financeiros (não contabilizáveis até 2006), o total de investimentos chineses no exterior atingiria 52,2 mil milhões ...

A propósito das diversas sessões e seminários sobre o relacionamento económico e comercial Portugal-Angola

Sucedem-se por todo o país os seminários e as sessões de informação e divulgação dirigidas a empresários sobre as oportunidades de negócios existentes em Angola e o relacionamento económico Portugal/Angola. São iniciativas que têm utilidade , organizadas, fundamentalmente, por associações empresariais, câmaras municipais, instituições bancárias, câmaras de comércio e entidades públicas com responsabilidades nesta área, e onde se costuma abordar de uma forma muito genérica e homogénea a realidade económica e empresarial daquele importante país de língua oficial portuguesa (os temas dos seminários são geralmente "Como Investir em Angola", "Como fazer negócios com Angola", "Oportunidades de Negócios em Angola", entre outros) . No entanto, parece-nos que na actual fase de desenvolvimento deste país, urge mudar o formato e a orientação de algumas destas acções. Ou seja, como já tem vindo a ser prosseguido e percebido por algumas associações empresariais e entid...

Banco Asiático de Desenvolvimento tem novo economista-chefe

O Banco Asiático de Desenvolvimento, com sede em Manila (Filipinas), tem um novo economista-chefe. Trata-se do Dr. Jong-Wha Lee , de nacionalidade sul coreana e diplomado em Harvard. Portugal. Portugal é um dos accionistas deste entidade multilateral de financiamento, sendo representado no "Board of Directors" por João Simões de Almeida (Alternate Executive Director), mas até à data tem sido bastante reduzida a intervenção de empresas e entidades portuguesas em projectos financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento.

Portugal e Espanha ou Espanha, Espanha, Espanha

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Espanha é e deve continuar a ser uma das primeiras prioridades da política económica externa portuguesa independentemente dos perfis dos governos que liderarem os dois países ou até da crise económica que está a afectar, significativamente, as economias espanhola (depois de muitos anos de grande crescimento e expansão) e portuguesa. Senão vejamos alguns dados sobre a interdependência das duas economias tendo como referência o ano de 2008: - As exportações espanholas para Portugal atingiram 16 545 milhões de Euros, segundo o INE - Instituto Nacional de Estatística de Espanha. As vendas portuguesas para Espanha ficaram-se pelos 9 216 milhões de Euros. Estes valores indicam um saldo desfavorável para Portugal de 7 329 milhões de Euros. Para outros países europeus de dimensão semelhante a Portugal, as exportações espanholas não têm o mesmo significado. Vejam-se os casos da da Bélgica (5 617 milhões de Euros), Suécia ( 1 641 milhões de Euros) ou Rep. Checa (1 445 milhões de Euros). - As...

Fundos soberanos da Líbia

Numa altura em que a Líbia surge como um dos mercados de aposta da diplomacia económica portuguesa e em que capitais líbios demonstram interesse em investir e/ou tomar posições em empresas portuguesas, a UBIFRANCE, entidade francesa congénere da AICEP, vai organizar no próximo dia 15 de Junho, em Paris, um seminário designado por "Comment travailler avec les fonds d'investissement libyens en Libye, Afrique et Europe ?". Esta acção dirigida exclusivamente a empresários franceses pretende divulgar as estratégias, mercados e sectores prioritários, procedimentos e formas de acesso aos vários fundos soberanos libios - Libya Africa Investment Portfolio (LAIP), Libyan Foreign Investment Company (LAFICO), Libyan African Investment Company (LAICO), Economic and Social Development Fund (ESDF) - que dispõem nesta altura de cerca de 135 mil milhões de Euros de liquidez para realizarem projectos no exterior.