sábado, 31 de dezembro de 2011

Ten Trends for 2012, The European Council on Foreign Relations



Para último post deste ano, escolhemos um artigo do "think tank" The European Council on Foreign Relations" e designado "Ten Trends for 2012". Esta análise pode ser lida aqui e tem os seguintes tópicos:

1. A European clash of civilisations.

2. Germany rediscovers that it’s a European country.

3. A British Europe without Britain.

4. China is forced into a financial G3 to safeguard the value of its reserves.

5. The Russian Scramble for Europe(an banks).

6. The remilitarisation of Europe.

7. China discovers competitive politics while reinforcing authoritarianism.

8. The re-Atlanticisation of Turkey.

9. The Domesticated Brotherhood.

10. A perfect Iranian storm.


Votos de um excelente ano de 2012.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A selecção e a entrada de PME's em mercados internacionais em 2012


Neste final de ano de 2011, caracterizado por uma forte crise económica e financeira e por grandes incertezas sobre o desempenho da economia portuguesa em 2012, a aposta na internacionalização está no topo da agenda de um grande número de empresas, sobretudo das pequenas e médias empresas nacionais. Neste sentido, abaixo apresento um conjunto de sugestões que me pareceram muito bem conseguidas sobre como seleccionar e como entrar em mercados internacionais, apresentadas por Clive Drinkwater, quadro da UK Trade & Investment, agência de promoção das exportações e do investimento do Reino Unido:

"Market Potential
  • Size of the market, in both volume and value
  • Market growth – getting in nearly when growth is about to happen will help enormously
  • Barriers to Entry
  • Competition – what are your competitors doing? What substitute products/ services are available?
  • Price levels, standards and quality expectations
  • Demographics in market

Geography
  • Are any trading blocs applicable?
  • Will distance affect shipping costs?
  • Will you have to resort to airfreight rather than seafreight to ensure speedy delivery
  • To provide quality service, will you have to consider stocking in market? Consignment stock and issues around bonded warehouses may need to be addressed.

Legal/Regulatory Factors
  • Are there import controls in the market?
    What is the position on import tariffs? How high are they and can you build them into your pricing structure?
  • What legal systems apply? In the UK we use a common law system and this is common in many other Commonwealth countries but also in USA. A code law system is more commonly used by European countries.
  • Is there a separately defined commercial law or code? 
  • How do IPR laws get interpreted in the market?

Political Matters
  • How politically stable is the market?
  • Is there any likelihood of state intervention and what could you do to minimise the possible adverse effects?
  • How is economic growth in market?
  • What is the environment like on trade restrictions?

Cultural and Language Issues
  • Is English widely spoken or understood?
  • Do you have language skills that you can utilise?
  • Are there any shared cultural backgrounds?
  • Have you fully understood the demand factors in market?"

E se pretender aprofundar um pouco mais algumas destas sugestões, veja também o artigo  "5 Keys to Growing Your Export Sales, de Jill Jusko, publicado na revista "IndustryWeek". 

Em síntese, o grande desafio que se coloca às empresas apostadas na internacionalização passa fundamentalmente pela correcta selecção dos mercados e pela escolha da forma mais eficaz de entrada nesses países, tendo sempre presente a necessidade de redução dos riscos, o aumento das oportunidades de negócios e a sustentabilidade da presença da empresa nesses mercados.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Entre o "declínio" americano e a crescente liderança mundial dos mercados emergentes: o caso da venda da EDP a uma empresa chinesa


De acordo com as estimativas da revista "The Economist", e via blogue EcoInter View, os países emergentes vão representar, já em 2012, mais de 50% das importações mundiais (cf. quadro acima apresentado) e cerca de 3/5 das exportações norte-americanas. Em 2014, e de acordo com a mesma fonte, a China irá ultrapassar os EUA como primeiro importador mundial e, provavelmente, dentro de 15 anos os mercados emergentes representarão cerca de metade da vendas de um grande número de empresas multinacionais.

Por outro lado, e pela primeira vez no ranking "The 50 Most Innovative Companies" da revista "Bloomberg BusinessWeek", criado em 2005, a maioria das empresas que integram o Top 25 estão localizadas fora dos EUA, e nomeadamente num conjunto de mercados emergentes do Continente Asiático (China, Taiwan, Coreia do Sul, entre outros). A mesma revista conclui que "the age of Asian innovation has begun".

É neste contexto mais global que deveremos também analisar a recente aquisição de uma posição accionista significativa na EDP por parte da empresa chinesa Three Gorges. Vai ser muito interessante avaliarmos, a curto-médio prazo,  as consequências para a economia e para as empresas portuguesas da entrada em Portugal de um "player" estatal desta dimensão e com ligações muito estreitas à liderança politica chinesa. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal



Um Feliz Natal para todos os nossos leitores com esta excelente interpretação de Sheryl Crow  do tema original de John Lennon "Happy Christmas (War is Over)", realizada, em 2002, no Rockefeller Center  de Nova York.

Os BRIC têm posição preponderante entre os países em desenvolvimento na captação de investimentos

Net Equity Inflows (in billion USD)

 Fonte: World Bank

De acordo com o World Bank, desde 2005, o Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) receberam mais de metade dos investimentos líquidos em capital efectuados nos países em desenvolvimento. De um total de 1, 130 mil milhões de USD de investimentos realizados nos referidos países cerca de 60% foram efectuados nos BRIC. Por sua vez, no âmbito dos BRIC, a China tem uma posição de grande preponderância tendo recebido, no período de 2005-2010, cerca de metade dos investimentos líquidos canalizados para os BRIC (leia aqui todo o artigo da autoria de Malvina Pollock e Ibrahim Levent). Em função de mais este indicador conclui-se que os BRIC são hoje uma realidade politica e económica incontornável. Ás empresas esta realidade vem também colocar grandes desafios, ou seja, qualquer empresa que pretenda ser sustentável no curto-médio prazo, e independentemente da sua dimensão, sector ou localização, deverá ter uma estratégia de abordagem para os BRIC, seja do ponto de vista da exportação/investimento, seja do ponto de vista da importação.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A desistência da venda do BCP na Polónia e as relações económicas Polónia-Angola


Foto: Pedro Elias/Negócios

Quando no Verão se anunciou a intenção de venda da operação do BCP/Millennium na Polónia tive oportunidade de referir aqui as consequências negativas desta decisão para um conjunto de “stakeholders”, e nomeadamente para as empresas portuguesas envolvidas ou potencialmente interessadas no processo de internacionalização para o mercado polaco e outros mercados da Europa Central e Oriental. Daí que a notícia da desistência, por ora, da venda do Millennium Bank é uma boa noticia! Agora, é tempo do BCP/Millennium recuperar o tempo perdido, pois com certeza muitas decisões estratégicas do banco ficaram nestes últimos meses a aguardar o desfecho deste processo de venda, e de  reforçar a aposta na divulgação das oportunidades de negócios existentes na Polónia, para os seus clientes portugueses, e em Portugal, para os seus clientes polacos, contribuindo assim para o crescimento e sustentabilidade das relações económicas entre os dois países. Por outro lado, e tendo em atenção o actual estádio de expansão da economia e das empresas polacas e a importância das operações do BCP/Millennium em Angola, a par das características da sua actual estrutura accionista dominada por interesses angolanos, o Millennium Bank pode também vir a constituir um instrumento relevante no desenvolvimento das relações económicas entre Angola e a Polónia. As relações entre estes dois países são bastante estreitas - desde os primeiros anos da independência de Angola que os dois países estão representados ao nível de Embaixador - havendo por isso um vasto campo de oportunidades a explorar nas áreas da promoção das exportações e do investimento.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Leituras: "Ministerial Advisors: Role, Influence and Management", OCDE


A OCDE acaba de lançar um estudo com o sugestivo titulo "Ministerial Advisors: Role, Influence and Management" e que resulta de uma "survey" realizada, em 2010, em 27 países. Este trabalho "...examines the survey’s findings in order to better understand the important role advisors play and how they are managed. It considers why ministers use their services, how they are appointed, the special status they enjoy, the concerns they have prompted in the general public, and how reform may make them more accountable and improve the transparency of their status." Um tema muito actual na acção politica contemporânea e que com certeza merecerá também uma leitura atenta por parte dos agentes políticos portugueses.

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Hieróglifos Órfãos de Roseta" de Octávio Carmo Santos


O meu colega e amigo Octávio Carmo Santos vai lançar na proxima semana a sua obra "Hieróglifos Órfãos de Roseta", editado pela Calçada das Letras e com prefácio de Henrique Monteiro. Este livro vai ser apresentado em duas sessões: no dia 20 de Dezembro, pelas 18h30, no Arquivo Histórico de Loures; e no dia 21 de Dezembro, pelas 18h30, no Café dos Artistas, localizado na Rua do Século, número 171, em Lisboa. Uma obra que me suscita grande curiosidade e interesse na leitura.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Índia reforça presença em África


Foto: BBC

Depois do Brasil e da China, a Índia aposta agora no reforço da sua presença económica e empresarial em África. Nesta fase, as empresas indianas parecem muito interessadas no sector da agricultura e na exploração de recursos naturais, em países como a África do Sul, Etiópia, Senegal, Tanzânia ou Moçambique. Desde 2005, já foram criadas de raiz ou adquiridas por interesses indianos cerca de 79 empresas africanas. Estes factos comprovam que os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) começam, cada vez mais, a disputar entre si a presença em espaços económicos mais alargados, sinal das profundas mudanças que se estão a verificar na economia internacional.

O merchandise das universidades


O "merchandise" dinamizado pelas universidades constitui hoje uma forma eficaz de promoção e de marketing e também uma fonte de receitas com significado nos orçamentos de alguns estabelecimentos de ensino superior. Se consultarmos os web sites de algumas universidades estrangeiras (Stanford, HEC, Cambridge, Georgetown, University of Auckland), constatamos que a área de "merchandise" está devidamente sinalizada. Nessa área,  podem ser adquiridos "on line" pelos alunos, ou antigos alunos, uma vasta variedade de artigos que vão desde t-shirts, canetas, malas, canecas, relógios, entre outros. Esta é  uma dimensão que me parece que poderia ser mais desenvolvida pelas universidades portuguesas, apesar dos progressos registados nos últimos anos, sobretudo nas escolas de economia e gestão.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Investir na Guiné-Bissau


Depois de um longo período de instabilidade politica e militar, a bonança parece estar a chegar à Guiné-Bissau. Pelo menos, o Banco Mundial revela algum optimismo em relação às melhorias observadas no ambiente local de negócios e nas condições existentes para a criação e desenvolvimento da actividade empresarial. Para além da relativa estabilidade governativa que o país atravessa e do interesse das autoridades em promoverem o desenvolvimento do sector privado guineense, parte da referida mudança está também relacionada com a actividade realizada pelo CFE – Centro de Formalização de Empresas, entidade que funciona como uma “one stop-shop” para o registo de empresas e que foi criada com o apoio, e beneficia da assistência técnica, do Banco Mundial, IFC, PNUD e Banco Africano de Desenvolvimento. No último relatório “Doing Business´ 2012”, elaborado pelo  Banco Mundial, a Guiné-Bissau foi considerada “among the 10 most improved economies in África this year”, tendo passado da posição 181 para a posição 176 no referido ranking. Para além disso, o “Doing Business’2012” destaca também as reformas efectuadas ao nivel da legislação económica e comercial e a redução do número de procedimentos (de 17 para 9 procedimentos) e de dias para a criação de uma empresa (de 216 para 9 dias) neste país africano. São progressos significativos e imprescindíveis para o desenvolvimento do sector privado da Guiné-Bissau que não estarão a passar despercebidos em Portugal e que poderão (re) estimular o interesse das empresas nacionais por este país, como, aliás, se constata com a partida para Bissau, no inicio desta semana, de uma missão empresarial organizada pela AIP– Associação Industrial Portuguesa.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UNCTAD publica manuais na área da promoção económica externa



A UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Investment, no âmbito do Investment Advisory Series, tem vindo a dar especial especial à publicação de diversos manuais na área da promoção do investimento directo estrangeiro e das exportações. Tratam-se de manuais que abordam de um forma bastante precisa e concreta áreas e dimensões-chave da promoção económica externa. A mais recente publicação do Investment Advisory Series da UNCTAD foi lançada há dias e designa-se "Investment Promotion Handbook for Diplomats". Veja abaixo os restantes manuais já publicados:

- No. 5. Promoting Investment in Tourism.
 68p. UNCTAD/DIAE/PCB/2009/16
http://www.unctad.org/en/docs//diaepcb200916_en.pdf.


- No. 4. Promoting Investment and Trade: Practices and Issues.
78 p. UNCTAD/DIAE/PCB/2009/9
http://www.unctad.org/en/docs/diaepcb20099_en.pdf.


- No. 3. Evaluating Investment Promotion Agencies.
85 p. UNCTAD/DIAE/PCB/2008/2
http://www.unctad.org/en/docs/diaepcb20082_en.pdf.


- No. 2. Investment Promotion Agencies as Policy Advocates.
112 p. UNCTAD/ITE/IPC/2007/6
http://www.unctad.org/en/docs/iteipc20076_en.pdf.


- No. 1. Aftercare: A Core Function in Investment Promotion.
 82p. UNCTAD/ITE/IPC/2007/1
http://www.unctad.org/en/docs/iteipc20071_en.pdf.




Top 5 Foreign Policy Books in 2011



Neste final de ano, os colaboradores da Foreign Policy Association (E.U.A.) efectuaram uma votação sobre os melhores livros de 2011 relacionados com a politica externa dos E.U.A. e chegaram aos seguintes resultados:

Best Biography
George F. Kennan: An American Life
by John Lewis Gaddis (Penguin Press 2011)

Best Regional Read
Rock the Casbah: Rage and Rebellion Across the Islamic World
by Robin Wright (Simon & Schuster 2011)

Best History
Berlin 1961: Kennedy, Khrushchev, and the Most Dangerous Place on Earth
by Frederick Kempe (Putnam 2011)

Best Contemporary Issue
The Quest: Energy, Security and the Remaking of the Modern World
by Daniel Yergin (Penguin Press 2011)

Best "Off the Radar" Subject
Where China Meets India: Burma and the New Crossroads of Asia
by Thant Myint-U (Farrar, Straus and Giroux 2011)

Veja aqui uma análise mais detalhada dos referidos livros.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

As interdependências entre os níveis de corrupção e de desenvolvimento humano


Via blogue The Graphic Detail da revista The Economist uma análise comparativa dos últimos indicadores do Corruption Perceptions Index, da Transparency International, e o Human Development Index das Nações Unidas que revelam algumas interessantes conexões, a saber: "when the corruption index is between approximately 2.0 and 4.0 there appears to be little relationship with the human development index, but as it rises beyond 4.0 a stronger connection can be seen. Outliers include small but well-run poorer countries such as Bhutan and Cape Verde, while Greece and Italy stand out among the richer countries." Uma chamada de atenção para as atipicidades ("outliers") desta análise e sobretudo para a excepção e bom exemplo de Cabo Verde. Por outro lado, e se outros argumentos não faltassem, esta análise constitui mais uma forte justificação para a necessidade de uma maior  aposta na promoção da educação e do desenvolvimento, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento, e para a implementação de mecanismos mais rigorosos de prevenção e combate à corrupção.

O empreendedorismo da Diáspora polaca na Alemanha


 

De acordo com dados da Embaixada da Polónia em Berlim, existem cerca de 100 000 empresas alemãs com capitais polacos, das quais cerca de 95% são empresas em nome individual. De acordo com a mesma fonte, este número de empresas é cerca de 3 vezes superior ao número de firmas constituídas por emigrantes turcos residentes na Alemanha. É um sinal claro do empreendedorismo da Diáspora polaca na Alemanha. Uma Diáspora que cresceu, sobretudo, depois da adesão da Polónia à União Europeia, em Maio de 2004, e que pode agora constituir uma excelente plataforma para a importação e comercialização de produtos polacos na Alemanha, sobretudo ao nível do chamado "mercado étnico", a exemplo do que está a acontecer também com outras comunidades emigrantes polacas "mais recentes" e residentes em países do Norte da Europa (Inglaterra, Irlanda e Escandinávia).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

10 Novos Rostos do Pensamento de Espanha e da América Latina


A edição espanhola da revista Foreign Policy perguntou, há uns meses, aos seus leitores quais são os novos rostos do pensamento de Espanha e da América Latina. De um conjunto de 25 personalidades propostas pela FP, os participantes neste inquérito seleccionaram 10 personalidades e deram uma vitória esmagadora ao guatemalteco Luis von Ahn. Nas restantes posições, encontramos 6 latino-americanos, dois espanhóis e um brasileiro (o economista Ricardo Amorim). Veja aqui  a lista final.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Leituras: "Dealing with a Post-Bric Russia"


Via Blogue "Da Rússia", de José Milhazes, este interessante "paper" de Ben Judah, Jana Kobzova e Nicu Popescu, do European Council of Foreign Relations, e designado "Dealing with a Post-Bric Russia".

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Banco Santander pretende contratar Robert Kúbica para promoção das suas operações na Polónia



A Polónia é um dos principais e mais atractivos mercados europeus. Apesar disso, o Banco Santander chegou tarde a este mercado, ao contrário do que se verificou com alguns dos seus concorrentes italianos, austríacos, irlandeses, alemães, franceses, norte-americanos e até portugueses. Mas tem vindo a recuperar a posição, sobretudo depois da compra do Bank Zachodni WBK. Agora, pretende entrar numa fase de expansão da sua operação e, depois de estudarem várias modalidades desportivas neste país, os responsáveis do marketing do Banco Santander elegeram o piloto polaco de Formúla 1 Robert Josef Kúbica  (na foto) para divulgar a imagem do banco na Polónia. O passo seguinte passará pelo apoio à realização de uma das provas do calendário mundial de Formúla 1 na Polónia?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Brazil´s rise in international development


Fonte: Agência Brasileira de Cooperação

O Presidente da Agência Brasileira de Cooperação, Marco Farani, esteve recentemente em Londres, a convite do “Think Tank” inglês ODI – Overseas Development Institute, para participar na Conferência “Brazil´s rise in international development: unlocking the potential”. Esta passagem de Marco Farani por Inglaterra foi especialmente notada na imprensa e nas entidades britânicas que se dedicam ao desenvolvimento e cooperação internacional, sinal da atenção e da importância que estão a dar à emergência do Brasil não só como um “player” global ao nivel politico e económico, mas também agora como um emergente doador internacional. Neste âmbito, o jornal The Guardian dedica um interessante artigo aos desafios que se colocam à cooperação brasileira, enquanto o Director do Institute of Developmente Studies (IDS), instituição de referência mundial na área dos estudos para o desenvolvimento, coloca no seu blogue um post com algumas considerações sobre estratégia brasileira  de cooperação para o desenvolvimento, na sequência dos encontros que manteve com Marco Farani. Pela sua relevância, abaixo apresentamos algumas dessas considerações:

“* the terms "North" and "South" will soon become as anachronistic as the terms "East" and "West" became after the end of the Cold War.

* Brazil's approach to development cooperation is, at the moment, project based, pragmatic and underpinned by solidarity, not ideology or commerce.

* Brazil's lack of a "past" (e.g. colonial) means it comes to Africa with less baggage than most existing donors. It has opened up 17 new embassies in Africa under President Lula Da Silva and trade with Africa has quadrupled in the past 10 years. Moreover at least 50% of the population has an African heritage.

* Already Brazil is being asked to give advice about its tropical agriculture (its agricultural research system EMBRAPA is widely respected throughout the world) and on its approaches to social protection (ditto).

* The Minister thought Brazil's development cooperation programme would specialise in environment, agriculture and social protection, but not necessarily worrying about becoming a world leader in these areas--Mr Farani reminded us, after all, that Brazil is still a recipient of ODA from Germany and Japan.

* The need to manage expectations--Brazil's domestic success in development will not necessarily mean it has the answers for other countries

* Brazil will probably retain a slightly heterodox development cooperation path, going its own way, with no plans, at least in the short term, a DAC member. “

Veja também aqui um anterior post sobre este assunto.

As Diásporas e a internacionalização da economia e das empresas



Foto: Getty Images via The Economist

A revista The Economist publicou na semana passada um excelente artigo sobre a importância actual das Diásporas, sobretudo ao nível da partilha e da divulgação de conhecimentos, da criação e alavancagem das oportunidades de negócios e até como facilitadoras dos processos de internacionalização empresarial. Este é um tema cada mais actual e relevante nos países com comunidades emigrantes. Pela sua numerosa e diversificada Diáspora, Portugal tem nesta área um vasto campo de oportunidades por explorar. Para isso, é necessário, sobretudo no actual momento que atravessamos, que este assunto ganhe maior prioridade politica e mediática e que seja feita uma avaliação e uma reflexão sobre o que tem sido, desde 1974, a politica portuguesa de relacionamento com as suas comunidades emigrantes. Depois, que as propostas de actuação sejam, de facto, implementadas e obedeçam a uma estratégia de intervenção com uma duração alargada e vantajosa para todas as partes envolvidas.
Ainda sobre este assunto veja aqui o "paper" de C. Fritz Foley e William R. Kerr  e designado "Ethnic Innovation and U.S. Multinational Firm Activity" sobre o papel das comunidades emigrantes radicadas nos EUA no processo de  internacionalização das multinacionais norte-americadas.

Armada espanhola desembarca na Ásia e na Oceânia


As empresas espanholas dos sectores da construção e serviços estão a comportar-se como autênticas “pontas de lança” do processo de diversificação de mercados e de internacionalização da economia de Espanha. Assim, depois de há algumas semanas um conjunto de empresas espanholas ter ganho  o concurso para a construção de um projecto ferroviário de alta velocidade entre Medina e Meca, na Arábia Saudita, agora algumas dessas mesmas empresas, em parceria com sócios indianos, encontram-se muito bem posicionadas no concurso para a execução de um novo projecto de alta velocidade que irá ligar as cidades de Nova Deli, Bombaim e Calcutá, numa extensão de 1800 km de via. Na mesma altura, a construtora OHL decidiu abrir uma filial em Brisbane, na Austrália com o objectivo de avaliar projectos na área da construção civil e da gestão de infra-estruturas na região da Ásia-Pacifico. Hoje, desembarcou em Jacarta, Indonésia, uma missão empresarial de 20 empresas espanholas com o objectivo de avaliarem as oportunidades de negócios existentes neste país. Em síntese, a crise económica em Espanha está a "estimular" um conjunto de médias e grandes empresas a estalecerem planos de internacionalização cada vez mais ambiciosos e para mercados cada vez mais distantes, quer em termos geográficos quer em termos de “distância psicológica” ("from local champions to global masters"?).

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Start-Up: Chile, USA e Espanha


O Programa Start-Up Chile é um caso de sucesso internacional ao nível das políticas públicas de apoio ao empreendorismo. Esta iniciativa liderada pelo Ministério da Economia do Chile, em colaboração com entidades privadas, tem por objectivo "...attract early stage, high-potential entrepreneurs to bootstrap their startups in Chile, using it as a platform to go global. The end goal of the accelerator program is to convert Chile into the definitive innovation and entrepreneurial hub of Latin America".
Depois do sucesso alcançado pelo Start-Up Chile, esta experiência foi replicada nos EUA, envolvendo o governo federal e um conjunto de grandes empresas norte-americanas com o objectivo de coordenar os esforços das várias entidades norte-americanas envolvidas no apoio ao empreendorismo. Agora, chegou também a vez de Espanha aprofundar este assunto! Com efeito, as autoridades espanholas constataram a existência de mais de 2 500 plataformas dedicadas ao empreendorismo, mas que apresentam algumas dificuldades de funcionamento e de coordenação  e também deficiências e debilidades ao nível do estabelecimento de alianças estratégicas com o tecido empresarial e com entidades públicas. Por isso, um conjunto de empreendedores espanhóis, com o apoio da Esade Business School, pretende agora alterar este estado de coisas com o desenvolvimento de um programa designado por Start-Up Espanha que permita criar as condições para uma maior eficiência nos sistemas de apoio ao empreendorismo e para o aumento da iniciativa empresarial privada. Com este objectivo, vai realizar-se no próximo dia 30 de Novembro, em Madrid, na Fundação Rafael del Pino, um encontro sobre este assunto que decerto vai marcar a agenda e a reflexão sobre os desafios das plataformas de empreendorismo existentes em Espanha. Como curiosidade, este encontro vai ter o seguinte programa:

17h30 Bienvenida

María del Pino, Presidenta de la Fundación Rafael del Pino

Eugenia Bieto, Directora General de ESADE


17h45 Introducción

Luisa Alemany, Profesora y Directora del Instituto de Iniciativa Emprendedora de ESADE


18h00 Mesa redonda “Emprendedores europeos y americanos en España. ¿Por qué elegimos España para nuestros proyectos? ¿Qué debería hacer España para generar atracción más allá de sus fronteras?

Moderador:
Javier Santiso, Director de ESADE Center for Global Economy and Geopolitics (ESADEgeo) y Profesor de ESADE

Intervienen:

Francois Derbaix , Fundador y CEO de Toprural (Bélgica)

Niklas Gustafson, Fundador y CEO de conZumo (Suecia)

Michael Kleindl, Fundador y Presidente de Plenummedia (Alemania); Fundador de Smartclip (Alemania)

Ana María Llopis, Fundadora y CEO de Ideas4all (Venezuela y España)

Bernhard Niesner , Co-Fundador y CEO de Busuu (Austria)

Joshua Novick, Fundador y CEO de Antevenio (Estados Unidos)

Iván Retzignac, Fundador y CEO de MedicAnimal (Francia y Estados Unidos)

19h15 Mesa redonda “Conclusiones para la mejora de las políticas en el ámbito emprendedor”

Moderador:
Marcel Planellas, Secretario General y Profesor de ESADE y Coordinador del Grupo de Investigación en Iniciativa Emprendedora (GRIE)

Intervienen:

José Cerdán, CEO de Acens (España)

Jesús Encinar, Fundador y CEO de idealista.com (España)

Gustavo García, Fundador y CEO de BuyVip (España)

Sobre este tema políticas públicas de apoio ao empreendorismo vale a pena também a leitura de uma obra recente e já incontornável nesta área: "Start-up Nation: The Story of Israel's Economic Miracle".

Manuel Marín: "Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana"


"Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana", é uma das afirmações proferidas por Manuel Marín numa entrevista hoje publicada no jornal espanhol "El País" sobre a crise na Europa e o funcionamento das instituições comunitárias. Manuel Marín foi um destacado dirigente socialista espanhol, muito próximo de Felipe González, que ocupou durante vários anos o cargo de Vice-Presidente da Comissão Europeia nos mandatos liderados por Jacques Delors e Jacques Santer. Mais recentemente ocupou o cargo de Presidente do Parlamento de Espanha (2004-2008). Durante o período em que vivi em Madrid tive a oportunidade de escutar de Manuel Marín algumas interessantes "estorias" sobre os primeiros anos da democracia espanhola e o processo de adesão de Espanha e Portugal à União Europeia, em que foi o principal negociador espanhol, na qualidade de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Para quem teve este nível de comprometimento e de implicação com o "projecto europeu", o actual estado da Europa deve com certeza causar alguma frustração e desalento.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As relações entre a União Europeia e a Rússia por Adam Michnik


Adam Michnik é dos mais conhecidos intelectuais polacos. Teve um papel relevante na oposição ao regime comunista polaco e é actualmente editor-chefe do "Gazeta Wyborcza", um dos principais jornais do seus país. Amanhã vai estar na Fundação Calouste Gulbenkian para nos falar  sobre as relações entre a União Europeia e a Rússia. Um tema que na Polónia é acompanhado com especial atenção!

domingo, 20 de novembro de 2011

A internacionalização das empresas e das marcas angolanas: o caso do refrigerante da marca "Blue"


O "Blue" é uma marca de refrigerantes produzida pela empresa angolana de bebidas Refriango e que começou ser exportado, em finais de 2010, para Portugal. Talvez tenha sido a primeira marca angolana de produtos de grande consumo a ser exportada para a Europa, e nomeadamente para Portugal. Para este facto não será alheio a existência de capitais portuguesas na estrutura accionista da Refriango e a crescente importância da diáspora angolana residente em Portugal. Para além disso, os responsáveis de marketing desta empresa estão de parabéns, pois logo no ano de entrada em Portugal conseguem que a marca "Blue" esteja associada a um feito desportivo de grande relevância nacional. Com efeito, a equipa de voleibol da Associação de Jovens de Fonte Bastardo (na foto), da Ilha Terceira, Açores, patrocinada pela "Blue", sagrou-se, pela primeira vez, campeão nacional na época de 2010/2011.  Esta aposta acertada da Refriango na equipa de Fonte Bastardo revela também o profundo conhecimento existente em Angola da realidade desportiva portuguesa, mas também da realidade económica e empresarial nacional. Um facto às vezes esquecido nos vários discursos que normalmente se fazem sobre as caracteristicas do relacionamento entre os dois países, mais propícios a explorarem o "enorme capital de conhecimento existente em Portugal sobre Angola". Estou certo que depois da "Blue" outras marcas angolanas chegarão a Portugal, caso, por exemplo, de algumas marcas de cerveja e de café, sinal da crescente interdepêndencia entre as duas economias, numa altura em que assiste a algum nervosismo junto dos exportadores nacionais devido à perspectiva de aumento, já em 2012, das taxas e direitos aduaneiros sobre produtos importados por Angola.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Clusters aeronáuticos na Bacia do Mediterrâneo

A empresa canadiana Bombardier anunciou esta semana na Feira Aeronáutica do Dubai que vai avançar, já no próximo ano, com a construção de uma unidade industrial em Marrocos que se vai dedicar à fabricação de aviões. Este investimento vai atingir cerca de 148 milhões de euros e espera-se que esteja operacional em 2013. De acordo com a empresa, as razões para a escolha desta localização do Norte de África foram os custos de produção bastante competitivos em termos internacionais, os baixos custos de transporte e de operação logística e a proximidade geográfica em relação à Europa. Aliás, motivações muito semelhantes às que levaram a brasileira Embraer a escolher Évora (Portugal) para a instalação da sua futura fábrica de aviões. Não deixa, por isso, de ser muito curiosa as opções de localização de investimentos - a região da Bacia do Mediterrâneo - destas duas companhias de aviação que são grandes concorrentes no segmento dos aviões executivos e dos pequenos aviões comerciais. A prazo, iremos ter em cada uma das margens do Mediterrâneo dois importantes "clusters" aeronáuticos" que irão competir entre si e que vão alavancar a instalação de um conjunto de outras empresas a montante e a jusante do sector aeronáutico (não esquecendo também que é no sul de França, em Toulouse, que está localizada a sede da Airbus).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

World’s Top 50 Business Thinkers


Já está disponível o ranking de 2011 referente aos “World’s Top 50 Business Thinkers”. Em 2011, este ranking é liderado por Clayton M. Christensen (na foto à esquerda), "Kim B. Clark Professor o Business Administration" na Harvard Business School.



A importância estratégica do novo aeroporto de Luanda


O aeroporto de Joanesburgo é maior “airport hub” (centro de ligações) da África Austral e do Continente Africano. A partir Joanensburgo, existem ligações aéreas directas para todos os Continentes e para um grande número de países africanos. Passei por Joanesburgo várias vezes em trânsito para Moçambique, Zimbabwe e Namíbia e recordo uma infra-estrutrura aeroportuária eficiente e apoiada numa companhia de bandeira, a South African Airways, moderna e com um serviço de qualidade. No entanto, e a exemplo do que já se verifica em outras áreas, a posição sul-africana neste domínio das ligações aéreas vai também passar a ter, a curto-médio prazo, um rival regional de alguma relevância. Com efeito, o governo angolano decidiu recentemente apostar na construção de um novo aeroporto, nos arredores de Luanda, que pretende vir a ser o novo “hub” para a região austral do Continente Africano. Os trabalhos neste novo aeroporto estão a decorrer a bom ritmo, têm o acompanhamento directo do Presidente da República – o que releva a importância do projecto para o Estado angolano –, vai custar cerca de 3 mil milhões de USD e estará, em principio, concluído num prazo de 2 anos. Até lá, haverá um conjunto de outras melhorias que as autoridades angolanas deverão efectuar ao nível das diversas infra-estruturas de apoio ao aeroporto e na modernização e aumento da capacidade operacional da companhia de bandeira angolana (TAAG). No entanto, a construção deste novo aeroporto, em Luanda, não vai ter apenas consequências regionais ou até no Continente Africano. Irá também colocar grandes desafios à TAP Air Portugal, em termos de comerciais e de relacionamento com as autoridades angolanas, numa rota de importância estratégica para a actual companhia de bandeira portuguesa.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Inditex/Zara abriu primeira loja na África do Sul


A Inditex/Zara continua a sua expansão internacional. Na passada Quarta-Feira, abriu a sua primeira loja Zara na África do Sul, nomeadamente no Sandton City Shopping Centre, um dos mais exclusivos centros comerciais de Joanesburgo. Na semana anterior, tinha sido Taipé, capital de Taiwan, a acolher a primeira loja Zara deste pais asiático.  O Peru, Geórgia e Azerbeijão vão ser os próximos mercados de entrada desta marca espanhola, sinal de que o crescimento do Grupo Inditex passa nesta altura, e fundamentalmente, pela entrada e aposta em mercados emergentes.

Actuable (Espanha): Uma plataforma on line para a apresentação/colocação de petições e propostas de mudança social, económica e politica


Cheguei à plataforma Actuable na sequência de uma noticia sobre uma petição apresentada por um grupo de pequenos e médios empresários espanhóis ao governo de Rodriguez Zapatero sobre a situação económica de Espanha. A petição chama-se Manifiesto España Emprende e já tem um número significativo de aderentes, de comentários e de retweets. No entanto, e depois da consulta a esta plataforma, constatei a existência um conjunto mais alargado de propostas e de petições que percebi que podem ser apresentadas/colocadas por qualquer indivíduo mas que através da Actuable passam a ter uma divulgação e uma visibilidade muito mais alargadas. A Actuable apresenta-se como “una comunidad online de personas y organizaciones que unen esfuerzos para transformar el mundo diciéndole a gobiernos, empresas y otros actores importantes de nuestra sociedad qué cambios queremos” e  tem como slogan  "Inicia Acciones, suma fuerzas e provoca cambios". Sinais dos tempos, neste final de 2011, nos países da bacia do Mediterrâneo?

Doação de antigo aluno permite criar o Stanford Institute for Innovation in Developing Economies


A Stanford Graduate School of Business recebeu recentemente uma das maiores doações da sua história no valor de 150 milhões de USD. Os responsáveis por esta acção foram Dorothy and Robert King (na foto), este último um antigo aluno dessa universidade (MBA em 1960) e ex-Presidente da empresa financeira R. Eliot King & Associates. Esta contribuição vai permitir à  Stanford Graduate School of Business a criação do Stanford Institute for Innovation in Developing Economies que vai dedicar à promoção da inovação, do empreendorismo e ao combate à pobreza em países em vias de desenvolvimento.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Financial Times and Goldman Sachs Business Book of the Year: “Poor Economics” by Abhijit Banerjee and Esther Duflo



Na passada Sexta-feira foi anunciado o vencedor do “Financial Times and Goldman Sachs Business Book of the Year” e a escolha do júri recaiu sobre a  obra “Poor Economics” de Abhijit Banerjee e Esther Duflo.

Os autores do livro são professores de economia no MIT-Massachusetts Institute of Technology, onde também dirigem o  J-PAL, um  dos centros de investigação do MIT dedicados ao estudo e à investigação de temas relacionados com a luta contra a pobreza e o desenvolvimento internacional.

Na “short list” estiveram as seguintes obras: Exorbitant Privilege de Barry Eichengreen; Good Strategy/Bad Strategy de Richard Rumelt; The Quest de Daniel Yergin; Triumph of the City de Edward Glaeser; e Wilful Blindess de Margaret Heffernan.
Veja também aqui a web page criada por  Abhijit Banerjee e Esther Duflo  para o debate e reflexão de alguns dos temas abordados no livro "Poor Economics". 

Rumo: Nova revista angolana de economia e negócios



Em Angola, e à semelhança do que já acontece em outros sectores de actividade, também a imprensa económica está a entrar num período de expansão e de forte concorrência com o aparecimento de novas publicações ligadas a alguns dos principais grupos económicos locais.

Desta vez, o Grupo Impresa e a sociedade angolana de gestão de activos Finicapital vão lançar, até ao final do ano, a revista de economia e negócios Rumo, de periodicidade mensal e que vai ser dirigida por Luís Ferreira Lopes, ex-editor de economia da SIC e Rosália Amorim, ex-coordenadora da revista Única do Expresso. Até ao lançamento desta publicação, podemos começar já a acompanhar as novidades económicas e empresariais angolanas através da web page da Rumo.

domingo, 6 de novembro de 2011

O estado chocante e deplorável da casa de Aristides Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu



É chocante e deplorável o estado de conservação da casa de Aristides Sousa Mendes, classificada como monumento nacional, em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu. Não é desta maneira que se homenageia a memória e se reconhece a generosidade e o altruísmo dos actos praticados pelo "Cônsul português em Bordéus, durante a 2ª Guerra Mundial". Veja aqui o texto do artigo ontem publicado no jornal Público sobre este assunto, sob o título "Em defesa da Casa do Passal, de Aristides Sousa Mendes", e que nos chegou via blogue Duas ou Três Coisas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A propósito da entrada do Grupo Jerónimo Martins na Colômbia



O Grupo Jerónimo Martins (JM) anunciou esta semana que a Colômbia vai ser o seu novo mercado de expansão internacional, depois de Portugal e da Polónia. Nos próximos 3 anos, o Grupo Jerónimo Martins estima investir cerca de 400 milhões de euros no mercado colombiano. É uma aposta forte de um grupo empresarial que é hoje uma referência mundial no sector da distribuição alimentar . Por sua vez, a Colômbia com 44 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento bastante robusta,  é um dos mercados emergentes que oferece maiores potencialidades de negócios em vários sectores de actividade económica.
Esta é também uma noticia que poderá suscitar interesse a algumas empresas portuguesas que apostam nos mercados da América Latina, e nomeadamente na Colômbia, para a sua expansão internacional. A exemplo do que se verificou com a entrada e posterior expansão do Grupo Jerónimo Martins na Polónia, este novo investimento vai criar oportunidades de negócios que permitirão alavancar a penetração de empresas portuguesas e polacas (algumas delas já fornecedoras da JM)  no mercado colombiano, para além de que deverá obrigar a algumas alterações no dispositivo português de diplomacia comercial existente na América Latina.

TAP Air Portugal, Qatar Airways e Spanair



No inicio deste ano, a imprensa portuguesa dava conta do interesse de várias companhias de aviação estrangeiras na privatização da Tap Air Portugal. Uma das empresas de que se falava era a Qatar Airways, companhia de bandeira do Qatar. Na altura referia-se que "a TAP é muito interessante para a Qatar Airways, já que não tem parcerias nem na Star Aliance, nem na Oneworld, e quer posicionar-se no mapa global...além de que o Qatar tem as maiores reservas de gás do mundo, é muito rico em petróleo e há grandes ligações no Brasil na área do gás. É óbvio que precisa de ligações massivas ao Brasil, logo, uma companhia com mais de 70 ligações semanais para aquele país, como a TAP, torna-se atractiva". Por motivos vários, a privatização da TAP ainda não avançou, mas a Qatar Airways deu um passo em frente e, de acordo com a imprensa espanhola, estará nesta altura a negociar a aquisição de 49% do capital da companhia espanhola de aviação Spanair que atravessa grandes dificuldades financeiras. Com esta aquisição, e segundo a mesma fonte, a Qatar Airways pretende converter o aeroporto de Barcelona num "hub" (centro de distribuição de voos) para a América Latina e Costa Leste dos EUA, entrando assim em concorrência directa com as operações da TAP Air Portugal para as referidas zonas geográficas. A concretizar-se a referida aquisição quais vão ser as consequências para o futuro da Tap Air Portugal?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Leituras: "10 Reasons Why Russia Still Matters", Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School

Foto: AP Photo/RIA-Novosti, Dmitry Astakhov, Presidential Press Service

Nas últimas décadas, assistimos a mudanças significativas na politica internacional e ao aparecimento de um conjunto de novas realidades politicas e económicas que mudaram bastante a actuação externa de muitos países, entre os quais os EUA e a Rússia. No entanto, e apesar das novas prioridades das politicas externas norte-americana e russa, a Rússia deve continuar a merecer uma atenção muito especial por parte dos decisores norte-americanos, como justificam e explicam aqui e aqui um grupo de investigadores do Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School.  E como nos recordam estes investigadores a primeira razão para a Rússia continuar no topo da agenda da politica externa norte-americana é a seguinte: " Russia remains the only nation that can erase the United States from the map in 30 minutes. As every president since John F. Kennedy has recognized, Russia’s cooperation is critical to averting nuclear war".

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O impacto dos blogues económicos


Tendo por referência o "paper" "The Impact of Economics Blogs" (veja também aqui), de David McKenzie and Berk Ozler, Lawrence Addad, Director do Institute of Development Studies (Reino Unido) faz esta interessante reflexão sobre os blogues económicos, em que destaco as seguintes conclusões:

"1. Do they affect the dissemination of economics research? (Yes.)

They note that RePEc (Research Papers in Economics-a collaborative effort of hundreds of volunteers in 75 countries to enhance the dissemination of research in economics) working paper downloads increase by 20-30 fold after a paper has been mentioned on a popular blog. More formally they regress abstract views on papers mentioned in the top 50 blogs and allow for lags and reverse causality and find big impacts of blog mentions on views.

2. Do they affect the reputation of their creators? (Yes.)

Here they use a list of most admired economists (derived from a poll of US academics) and combine that with the top 500 economists in terms of RePEc downloads. The run a probit regression (1=on admired list, 0 not) and try to explain that with variables such as whether the economists regularly blog and where they rank in the RePEc download ratings. It turns out that those who blog regularly are more admired than their RePEc ratings would suggest (although people are surely admired for more than their writing--whether articles or blogs!).

3. Do they change attitudes of readers or lead to their increased knowledge? (Yes.)

Here the authors used the launch of their own blog (Development Impact) on April 2011 to randomise encouragement to read the blog among other researchers. They did a baseline and follow up. As they note their study design has good internal validity (i.e. it is good at assessing whether their blog has an impact) but that they can say less about other blogs (less strong external validity) although they argue that their blog is not atypical of other blogs (although it is a World Bank blog).

They find that those encouraged to read the blog (the treatment group) were more likely to be interested in working as a researcher at the World Bank, had a more positive perception of the World Bank's research quality, were more aware of the authors of the blog, relaxed their perceptions that World Bank staff face censorship over blogs and changed their opinions on the effectiveness of different interventions.

4. Do they influence policy? (Don't know, probably yes)

This is the part of the paper that has the weakest evidence base and is essentially a search for stories which cannot be verified. The bloggers interviewed cannot put their finger on specific policies changed as a result of their blogs, but then again that is not how policy works. A better strategy would be to see how widely policymakers read blogs. But the strong suspicion has to be if policymakers are influenced by research, and if the blogs are any good, the blogs should enhance the likelihood of research being influential)."

Em síntese, os blogues económicos têm hoje uma importância crescente em vários dimensões da activividade económica, a que acrescentaria ainda, "sobretudo nas sociedade mais desenvolvidas" .

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Doing Business'2012" - World Bank



Já está disponivel a edição de 2012 do relatório "Doing Business", elaborado pelo World Bank. O relatório deste ano apresenta as seguintes principais conclusões:

- "Morocco improved its business regulation the most compared to other global economies, climbing 21 places to 94, by simplifying the construction permitting process, easing the administrative burden of tax compliance, and providing greater protections to minority shareholders. Since 2005, Morocco has implemented 15 business regulatory reforms;

- Besides Morocco, 11 other economies are recognized as having the most improved ease of doing business across several areas of regulation as measured by the report: Moldova, the former Yugoslav Republic of Macedonia, São Tomé and Príncipe, Latvia, Cape Verde, Sierra Leone, Burundi, the Solomon Islands, the Republic of Korea, Armenia, and Colombia;

- The Republic of Korea was a new entrant to the top 10;

- Governments in 125 economies out of 183 measured implemented a total of 245 business regulatory reforms—13 percent more reforms than in the previous year. In Sub-Saharan Africa, a record 36 out of 46 economies improved business regulations this year. Over the past six years, 163 economies have made their regulatory environment more business-friendly. China, India, and the Russian Federation are among the 30 economies that improved the most over time. Read about reforms;

- Singapore led on the overall ease of doing business, followed by Hong Kong SAR, China, New Zealand, the United States and Denmark."

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Le (grand) retour de la politique industrielle?



A politica industrial é um assunto que em França , e nos últimos anos, tem merecido muita atenção por parte dos sucessivos governos, do sector empresarial e dos próprios meios de comunicação social. Porém,   desta vez, o "dossier" da politica industrial francesa está no topo da agenda de vários dos candidatos às próximas eleições presidenciais que se vão realizar neste país em 2012. Como referia há dias o jornal "Le Monde", vários dos candidatos presidenciais têm a vindo a abordar este assunto de forma persistente e assertiva nas suas várias intervenções: "François Hollande (PS) propose un "grand contrat avec l'industrie". François Bayrou (MoDem), "notre urgence, c'est produire". Eva Joly (Europe Ecologie-Les Verts) défend un plan de transition écologique pour une conversion industrielle. Jean-Luc Mélenchon (Front de Gauche) plaide pour un "renouveau industriel et technologique". Marine Le Pen (Front National) entend "réindustrialiser la France". Para alguns observadores, como Jean-Hervé Lorenzi, professeur à Paris-Dauphine, citado pelo "Le Monde,  "...il s'agit de créer un nouveau modèle productif afin de retrouver un avantage concurrentiel par rapport aux pays émergents". Este novo modelo deverá passar também pelo lançamento de medidas de estimulo à expansão das pequenas e médias empresas inovadoras e pela relocalização para França de um conjunto de sectores industriais que há bem pouco tempo se haviam deslocalizado para países emergentes da Europa Oriental, Norte de África e Ásia. Por seu lado, o governo francês, atento a este debate e a este conjunto de preocupações, lançou também no mês passado, e através do Centre D´ Analyse Stratégique, um "paper" designado por "Investissements d'avenir et politique industrielle en Europe (Note d'analyse 236 - Sept. 2011)". Em sintese, face à relevância das próximas eleições presidenciais francesas e ao peso politico de França no contexto da União Europeia este é um debate que tenderá a ganhar maior preponderância e protagonismo no contexto das próprias instituições comunitárias. Por isso, mas sobretudo pelo momento por que passa actualmente a economia portuguesa, não deveríamos também estar a reflectir um pouco mais sobre este assunto?

domingo, 23 de outubro de 2011

Apresentação do livro "China and Portuguese Speaking Countries", de Nelson Santos António, Virginia Trigo et al.


Vai decorrer amanhã, dia 24 de Outubro, pelas 18h00, no ISCTE-IUL, ed. II, sala C205, a sessão de apresentação do livro "China and Portuguese Speaking Africa: Business Approaches and Management Models in China, Mozambique and Cape Verde". A obra vai ser apresentada por um dos seus autores, Nelson Santos António, professor catedrático do ISCTE-IUL.

A RTP e a final do campeonato do mundo de râguebi


Foto: Reuters

A Nova Zelândia  ("All Black") derrotou na manhã deste domingo a França por 8-7 e conquistou pela segunda vez na sua história o Campeonato do Mundo de râguebi. Os "All Black" (na foto) são uns justos vencedores deste mundial, mas a França bateu-se muito bem neste jogo. No fim deste mundial, não podia deixar de salientar a posição do canal público de televisão português (RTP) que lamentavelmente não transmitiu, em canal aberto, nenhum dos jogos desta competição, incluindo a final. Na RTP assiste-se, há muitos anos, a uma autêntica "ditadura do futebol" nos espaços de informação e de recreio dedicados ao desporto. Não vejo esta situação em mais nenhum outro país da União Europeia, incluindo Espanha e Itália, onde o futebol também tem grande popularidade. Esta é uma situação que deveria merecer atenção no âmbito do processo de reestruturação que está previsto ser implementado na televisão pública.  Uma mudança nesta área exige-se até para estímulo de todas as outras modalidades desportivas amadoras que se praticam por milhares de jovens em Portugal.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

It’s time for São Tomé!



Na sequência das últimas eleições presidenciais realizadas em São Tomé e Príncipe, a revista "The Economist" dedica um artigo a este arquipélago a que chama "Sao Tome and Principe: The Chocolate Islands". É um artigo que chama a atenção para as potencialidades económicas existentes em São Tomé e Príncipe, sobretudo nos sectores do turismo e da exploração petrolífera. Mais, a "The Economist" considera que "It´s time for São Tomé!". É uma posição que partilho. No entanto, adiantaria que para São Tomé e Príncipe entrar numa nova fase de desenvolvimento e económico e social é necessário  que haja, em primeiro lugar, estabilidade política, a par de um melhor  funcionamento das instituições (ou seja, "melhor governação").  Depois, o governo terá de tentar superar as dificuldades existentes ao nível das infra-estruturas do país e também as debilidades do sistema de educação/formação (a questão da malária, julgo que tenderá a resolver-se a curto-médio prazo)
Durante alguns anos, primeiro a partir de Lisboa, e mais tarde a partir de Luanda, e enquanto Conselheiro Comercial Não-Residente junto da Embaixada de Portugal em São Tomé, desloquei-me várias a São Tomé e Príncipe. Tive a oportunidade de acompanhar, com alguma atenção, a evolução da situação económica, contactar entidades e instituições locais e de  realizar diversas iniciativas que envolveram empresas e associações empresariais portuguesas e são-tomenses. Desta magnifica e útil experiência pude constatar, e divulgar, as oportunidades de negócios existentes neste país, fundamentalmente, nos sectores do turismo (eco-turismo, "bird watching") e da agricultura, sobretudo ao nível do cultivo de alguns produtos agrícolas de exportação (cacau, café, pimenta, flores, legumes, entre outros). Por isso, e agora também com as perspectivas das receitas resultantes da exploração petrolífera, julgo que este poderá ser um bom momento para algumas empresas portuguesas  avaliarem, ou reavaliarem, as oportunidades de negócios existentes neste país. Para este "pequeno" país de 160 mil habitantes, as exportações portuguesas atingiram, em 2010, cerca de 42,7 milhões de euros (56º cliente de Portugal) e os investimentos nacionais foram de 2,7 milhões de euros. Aos interessados na realização de investimentos em São Tomé e Príncipe, consultem aqui e aqui  o "Guia do Investidor para São Tomé e Príncipe", elaborado pelo Earth Institute e pelo The Vale Columbia Center on Sustainable International Investment, ambas as entidades ligadas à Columbia University (EUA).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Barreiras na abordagem de mercados extra-comunitários: dados de um inquérito envolvendo empresas belgas



Num estudo realizado recentemente na Bélgica pela DHL e pela UNIZO (organização empresarial de profissionais liberais e pequenas e médias empresas) junto de 500 PME's com menos de 200 trabalhadores, constatou-se que cerca de 85% das empresas têm actividades de exportação ou de importação, direccionadas, fundamentalmente, para os seguintes mercados/regiões geográficas: França (74%), Alemanha (46%), Holanda (44%), África (10%), Ásia/Oceânia (10%), Médio Oriente (6%) e América do Norte (5%). A Bélgica, tal como a Holanda, são pequenos países com uma grande vocação exportadora e são hoje dois dos principais "traders" globais, No entanto, e numa altura em que lá, como cá, se aposta na abordagem de mercados extra-comunitários, caracterizados por  fortes índices de crescimento e grandes oportunidades de negócios, cerca de 35% das empresas belgas inquiridas encontram nesses países diversas barreiras, nomeadamente ao nível dos procedimentos alfandegários de importação/exportação, para além de outros obstáculos não formais. Por isso, é neste tipo de mercados que os dispositivos públicos de diplomacia comercial são, e tenderão a ser, mais procurados pelas empresas, sobretudo pelas PME's, e em que deverão estar devidamente ajustados aos fluxos e às características dessa procura empresarial.

sábado, 15 de outubro de 2011

Leituras: Alguns "papers" sobre diplomacia económica e diplomacia comercial/Clingendael - Netherlands Institute of International Relations


A imprensa deste fim-de-semana continua a dar grande destaque à problemática da diplomacia económica portuguesa, e nomeadamente aos desafios que se colocam ao nível do funcionamento do dispositivo nacional de diplomacia comercial. Também o “The Hague Journal of Diplomacy”, editado pelo  Clingendael - Netherlands Institute of International Relations, dedicou o seu último número ao tema da diplomacia económica. Abaixo pode encontrar um conjunto de artigos publicados nesse número da referida revista:

Contents Vol. 6 (2011), No. 1-2
Special issue
·         Economic Diplomacy
·         Economic and Political Perspectives
Guest Editors: Peter A.G. van Bergeijk, Maaike Okano-Heijmans and Jan Melissen
Editor: Jan Melissen and Paul Sharp

ARTICLES:
·         Economic Diplomacy: The Issues. pp. 1-6 – Peter A.G. van Bergeijk, Maaike Okano-Heijmans and Jan Melissen
RESEARCH PAPERS:
·         Conceptualizing Economic Diplomacy: The Crossroads of International Relations, Economics, IPE and Diplomatic Studies pp. 7-36 – Maaike Okano-Heijmans
·         Globalism Ascendant, Regionalism Stagnant: Japan’s response to the Global Financial Crisis, pp. 37-61– Mireya Solís
·         Great Power Style’ in China’s Economic Diplomacy: Filling the Shoes of a Benign Hegemon? pp. 63-81– Yang Jiang
·         EU Economic Diplomacy:The Factors Shaping Common Action, pp. 83-99– Stephen Woolcock
·         The Economic Effectiveness if Diplomatic Representation: An Economic Analysis of its Contribution to Bilateral Trade, pp.101-120– Peter A.G. van Bergeijk, Henri L.F. de Groot and Mina Yakop
·         Commercial Diplomacy in the Context of International Business, pp. 121-148– Olivier Naray
·         Any Ties that Bind? Economic Diplomacy on the South Asian Subcontinent, pp. 149-169– Han Dorussen, Syed Mansoob Murshed and Hugh Ward

Practitioners’ Perspectives
·         Economic Diplomacy in a Changing World, pp. 171-186– Maxime Verhagen and Henk Bleker
·         The Diplomacy of the Financial Crisis in Context, pp. 187-201– Nicholas Bayne
·         Development Cooperation as Economic Diplomacy? pp. 203-217– Arjan de Haan

Bookreviews
·         R.S. Zaharna, Battle to Bridges: US Strategic Communication and Public Diplomacy after 9/11, pp. 219-221– Ellen Huijgh
·         Robert Steinmetz and Anders Wivel (eds.), Small States in Europe: Challenges and Opportunities, pp. 222-223– Ali Naseer Mohamed
·         Kathy R. Fitzpatrick, The Future of US Public Diplomacy: An Uncertain Fate, pp. 224-225– Bruce S. Allen
·         Ivor Roberts (ed.), Satow’s Diplomatic Practice, pp. 226-227– Stuart Murray

E se ainda tiver tempo, veja também os seguintes “papers”, sobre o mesmo assunto, já publicados pelo Clingendael: