Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta África

Livro " Os rios não sobem montanhas", de José Manuel de Braga Dias

Imagem
José Manuel de Braga Dias nasceu em Vila Franca do Campo, Açores. É licenciado em Ciências Sociais e Política Ultramarina pelo ISCSP/Universidade Técnica de Lisboa. É meu amigo e foi meu colega no ICEP - Instituto do Comércio Externo de Portugal onde exerceu diversas funções em Portugal e foi Delegado deste Instituto no Brasil, Venezuela e Angola, entre 1982 e 1996. Depois de ter publicado em 2015, o livro de contos "Os Olhos verdes da justiça e outros olhares" e, em 20019, o livro de poesia "As cores do tempo", acabou agora de lançar mais um livro, designado "Os rios não sobem montanhas", editado pela Causa das Regras. A capa do livro (acima) é da autoria de João Salgueiro e Jairo Gruenberg. É uma obra que aborda um conjunto de excelentes "estórias" de Angola sobretudo da cidade de Luanda, durante a década de 90 do século passado, na fase pós Acordos de Bicesse e no período de plena guerra civil que atravessava, na altura, aquele país africano. ...

Angola - Inauguração da Academia Diplomática Venâncio de Moura

Imagem
                                                                        Foto: ANGOP/Angola O Presidente de Angola,  João Lourenço, inaugurou, no passado dia 12 de Novembro, a Academia Diplomática Venâncio de Moura que substitui, no âmbito da recente reforma curricular do ensino superior público angolano, o Instituto de Relações Internacionais Venâncio da Silva Moura . A Academia Diplomática irá dedicar-se ao ensino de nível universitário nas áreas das relações internacionais e da diplomacia, e também ao apoio ao Ministério das Relações Exteriores de Angola na realização de ações de formação especificas para os seus funcionários. Venâncio de Moura (1942-1999) foi um  destacado diplomata e dirigente do MPLA , natural da Província do Uíge  (norte de Angola). Fez parte dos grupos de ativis...

A atractividade das universidades norte-americanas e chinesas: os avanços do "soft power" chinês

A r evista  Foreign Policy destaca num artigo recente, designado "Forget Stanford, Tsinghua Beckons" , a crescente atractividade para estudantes internacionais das universidades chinesas em relação às suas congéneres norte-americanas, apesar dos EUA ainda constituírem o principal hub mundial nesta área.  Em 2016, mais de 1 milhão de estudantes internacionais estavam matriculados em instituições de ensino superior nos EUA, contra cerca de 500 000 estudantes na China. Mas as coisas parecem se estar a alterar, ainda que de uma forma muito discreta, mas sustentada, sobretudo ao nível dos estudantes oriundos de países dos Continentes africano e asiático. A autora do artigo, Charlotte Yang, conclui " Y et, if China’s ambitions in Africa and Asia in fact come to fruition, the United States may one day wake up to discover a generation of leaders and elites in those countries who are more familiar—and comfortable—with Beijing than New York".

Zonas Económicas Especiais em África

Em África, a criação de Zonas Económicas Especiais (" SEZ - Special Economic Zones ") tem vindo a suscitar um grande interesse junto de alguns países africanos, sobretudo  naqueles que apresentam maiores fragilidades ao nível institucional e de governação, enquanto instrumento de promoção do desenvolvimento económico. A delimitação de uma determinada área geográfica com um quadro regulamentar especifico pode constituir uma medida de politica económica ajustada a  países que apresentem grandes deficiências ao nível das infraestruturas, ambientes de negócios pouco propícios à criação e desenvolvimento de empresas e que estejam particularmente interessados em captar investimento directo estrangeiro. No entanto, o estabelecimento de Zonas Económicas Especiais em África comporta um conjunto de custos e de riscos que, de acordo com um estudo do Banco Africano de Desenvolvimento, se podem sistematizar em 4 grandes dimensões: " i) SEZs require a minimum level of state capacity...

Renasce o interesse pelo mercado da Costa do Marfim

A FNAC, cadeia francesa de produtos e bens culturais, está a reforça r sua expansão internacional. Na Europa esta empresa já possui estabelecimentos na Bélgica, Espanha, Portugal e Suíça, depois de há cerca de 3 anos ter encerrado as suas operações na Grécia. Na América, dispõe de 12 lojas no Brasil. E m África, e depois do investimento realizado em Marrocos,  a FNAC decidiu agora realizar uma nova aposta na Costa do Marfim,a primeira na África Subsariana, em parceria com um grupo empresarial local. A aposta que esta empresa francesa faz no mercado da Costa do Marfim é justificada pelo facto da situação política do país ter “estabilizado”, mas também por se tratar de um país com grande potencial económico e que integra o grupo de países africanos francófonos. Mas não é apenas a FNAC que mostra interess e pela Costa do Marfim. Outros grandes grupos internacionais estão também a implantar-se neste mercado da Costa Ocidental Africana, como pode ver aqui . E para além...

Investidores estrangeiros apostam em escolas e universidades privadas em África

A área do ensino privado em África está um suscitar um interesse crescente por parte de algumas multinacionais e fundos de investimento europeus e norte-americanos. Bill Gates e Mark Zuckerberg investirem recentemente na Kenya's Bridge International Academies, no Quénia, que tem mais  de 100 000 estudantes. A Laureate International Universities, que em Portugal é proprietária da Universidade Europeia, IPAM e IADE, adquiriu, em Marrocos, a Université Internationale de Casablanca. O fundo de investimento norte-americano TPG, liderado pelo multimilionário David Bonderman, comprou uma posição minoritária nas Ecoles Yassamine, em Marrocos. Estes são apenas alguns exemplos de investimentos com capitais estrangeiros realizados recentemente no sector da educação em África, mas existem muitos outros, sobretudo em países africanos anglófonos e francófonos. O Continente Africano têm a maior proporção de população jovem do Mundo, estimando-se que cerca de metade da sua população total (1, ...

A Turquia e a África Subsaariana

O "think tank" londrino Chatham House (The Royal Institute of International Affairs) acaba de publicar um estudo da autoria de David Shinn sobre o envolvimento político e económico da Turquia na África Subsaariana, designado por "Turkey's Engagement in Sub-Saharan Africa: Shifting Alliances and Strategic Diversification". Da leitura deste trabalho (que pode ver aqui ), destacamos as seguintes principais conclusões: - "Turkey’s engagement in sub-Saharan Africa in recent years has been driven by the region’s growing economic importance to Ankara; its interest in diversifying away from the Middle East; and the apparent desire for influence among sub-Saharan Africa’s large Muslim population. - Turkey’s increasingly strained relations with traditional partners in the Middle East suggest that it will continue to expand its Africa strategy. The number of Turkish embassies in the region has risen, as have the number of high-level bilateral visits. The ...

Trailblazers'2015 - China/África

O "China -Africa Reporting Project" da University of Witwatersrand  de Joanesburgo (África do Sul) acaba de lançar uma compilação dos melhores artigos publicados por jornalistas africanos e chineses, entre 2009 e 2014, sobre as relações China-África. Esta primeira colecção foi designada por "Trailblazers'2015" e pode ser vista aqui .

África do Sul, Egipto, Nigéria, Quénia e Angola são os países africanos com maior número de milionários

Desde 2000, o número de indivíduos em África com activos iguais ou superiores a 1 milhão de USD cresceu 145%, de acordo com um estudo efectuado pela empresa New World Wealth. Este valor representa o dobro da média mundial para o mesmo período e estima-se que na próxima década o número de milionários africanos venha a crescer 45%. Estes milionários não estão distribuídos de uma forma homogénea pelos vários países do Continente e são originários da África do Sul (46 800), Egipto (20 200), Nigéria (15 400), Quénia (8 500) e Angola (6 400) e vivem, fundamentalmente, nas cidades de Joanesburgo (23 400), Lagos (9 100), Nairobi (6 200), Luanda (4 900) e Accra (2 250). Veja mais informações sobre este assunto aqui .

A expansão das comunidades chinesas pelo mundo e as consequências na política externa de Pequim

Via " The Official Blog of Amb. David H. Shinn ", um interessante artigo designado por " How Chinese Nationals Abroad Are Transforming Beijing's Foreign Policy " da autoria de Jonas Parello-Plesner e de Mathieu Duchatel, publicado na revista "Business Spectator", sobre a expansão das comunidades chineses pelo mundo e os seus efeitos na política externa de Pequim. Ou seja, para além da forte presença de empresas e de turistas chineses em todos os Continentes, estima-se que actualmente existam 5 milhões chineses a viver no exterior, incluindo 2 milhões em África. Esta situação está a obrigar as autoridades chinesas a reverem alguns dos seus conceitos fundamentais de política externa, passando agora a ser dado particular enfâse à "protecção dos seus nacionais no exterior", que passou a constituir uma prioridade do Partido Comunista chinês instituída no seu 18º Congresso, em 2012, e a considerarem os seus interesses no exterior como uma priorid...

As prioridades do processo de expansão internacional das universidades do Reino Unido

David Bell, Vice-Chanceler na Universidade de Reading, Reino Unido, num artigo de opinião que publicou recentemente com o titulo " Why Africa should be the next focus for UK global higher education drive " faz uma excelente análise do processo de internacionalização das universidades britânicas e dos desafios actualmente existentes nesta área. Desta análise retirámos algumas considerações que nos parecem bastante relevantes, a saber: - " Until now, UK universities have focused on the emerging economies of Asia, with great success. This has brought Asian students to the UK in large numbers. It has also prompted British universities to set up new campuses overseas and initiate agreements with in-country institutions – the model known as transnational education ". -  " Transnational education is on the rise. In November, the Higher Education Funding Council for England reported on the increasing importance of overseas campuses and partnerships in sustai...

Publicações do Banco de Portugal sobre os Países de Língua Portuguesa

O Banco de Portugal acaba de publicar três interessantes publicações sobre  a economia e as relações económicas com os Países de Língua Portuguesa, nomeadamente: - Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2013-2014 ; - Cadernos de Cooperação nº 5 ; - #Lusofonia - 2014 . Estes s ão trabalhos que têm contribuido pa ra uma melhor ia ba stante significat iva do conhecimento p ú blico sobre os Países de Língua Portuguesa, permitindo também o acesso a conjunto de dados de natureza económica que se encontram muitas vezes inacessíveis, dispersos e desactualizados.  

Encerramento do CDE – Centro para o Desenvolvimento da Empresa (Bruxelas)

Já aqui , aqui e aqui havíamos abordado o tema CDE – Centro para o Desenvolvimentoda Empresa , herdeiro do CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, instituição conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por missão principal o desenvolvimento do sector privado dos países ACP. Foi uma instituição que teve um papel relevante em Portugal, nos anos 90 e no inicio deste século, no estímulo e na criação de condições para a internacionalização de diversas empresas portuguesas para os países ACP, e principalmente para os países da África Subsaariana. Mas n o passado dia 18 de Junho de 2014 , e tendo em atenção “ the various initiatives to restore the CDE to proper working order did not yield the desired results .... (and) the European Union’s desire to proceed with the revision of Annex III of the Cotonou Agreement and the ordered closing of the CDE ”,   o Conselho de Ministros dos Países AC...

Implicações da mudança do Banco Africano de Desenvolvimento para Abidjan (Costa do Marfim)

Como já aqui havíamos dado conta, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai deixar a sua sede provisória em Tunis (Tunisia), depois de ali ter permanecido cerca de 10 anos, e voltar a Abdijan (Costa do Marfim). Este processo de relocalização já foi iniciado há alguns meses e espera-se que fique concluído até finais de Novembro de 2014. Com esta mudança cerca de 1500 dos 2000 funcionários desta instituição, e respectivas famílias (estima-se um total de 5000 pessoas), vão voltar a Abidjan. Para os funcionários que não pretendam regressar a Abidjan, cerca de 8% do número total de colaboradores,  e que irão abandonar o BAD, foi preparado um pacote de indemnizações para fazer face a esta situação. Mas esta mudança do BAD do Magrebe para a África Ocidental não traz apenas importantes consequências para os colaboradores da instituição. Os efeitos desta decisão são também muito relevantes  para as economias das duas cidades, Tunis e Abidjan, e ...

África em mudança

A última edição do Africa’s Pulse (veja aqui ), newsletter bi-anual do Banco Mundial, destaca um conjunto de factos relacionados com a evolução económica e social recente do Continente Africano, nomeadamente (os sublinhados são meus):   - “ O crescimento económico na África Subsariana (ASS) continua a expandir-se, com os 4,7 por cento de 2013 a subirem para uma previsão de 5,2 por cento em 2014 . Este desempenho está a ser incentivado por uma subida do investimento em recursos naturais e infraestruturas, e um robusto consumo das famílias”.   - “Os fluxos de capital para a África Subsariana continuaram a crescer, atingindo uma percentagem calculada em 5,3 por cento do PIB regional em 2013, consideravelmente acima da média de 3,9 por cento dos países em desenvolvimento. Os fluxos entrados na região em investimento líquido direto estrangeiro (IDE) cresceram 16 por cento, atingindo um quase-record de USD43 mil milhões em 2013 , graças ao impulso de nov...

Também a Polónia aposta em África

Imagem
Este é o video promocional lançado pelo governo polaco, no âmbito do programa "GoAfrica", para incentivar o reforço das relações económicas e empresariais com o Continente Africano, pois " Poland, one of the biggest countries of the European Union, cannot lag behind other European players that are already present in Africa ".

Nova pauta aduaneira angolana

Uma nova pauta aduaneira está, desde o início do ano, em vigor em Angola . Esta nova pauta aduaneira veio introduzir algumas significativas alterações no regime de importação angolano com o aumento das taxas e dos direitos aduaneiros sobre um conjunto de produtos importados do exterior e que na maior parte dos casos já são produzidos nesse país. Com esta medida, as autoridades angolanas pretendem, fundamentalmente, proteger e promover o desenvolvimento da sua indústria, através da substituição das importações pela produção local. É uma decisão que vai ter consequências importantes na estruturação do tecido empresarial angolano, mas também ao nível do comércio externo deste país, quer no que se refere à tipologia dos produtos importados, e respectivos países fornecedores, quer no que diz respeito aos produtos que a médio-longo prazo passarão a ser exportados pelas empresas angolanas. Ou seja, esta nova pauta aduaneira vai ter implicações directas no pe...

São Tomé e Príncipe – CNN’s Dream Destination for 2014

São Tomé e Príncipe faz parte de “short list” de destinos de sonho para 2014 do canal global de televisão CNN . Uma merecida distinção que poderá trazer efeitos bastante positivos e estruturantes para o sector turístico são-tomense.

UNCTAD - "Economic Development in Africa Report’2013: Intra-African Trade Unlocking Private Sector Dinamism"

Imagem
      A UNCTAD acaba de publicar o estudo “ Economic Development in Africa Report’2013 - Intra-African Trade: Unlocking Private Sector Dinamism ”, dedicado ao tema das relações comerciais intra-africanas, fazendo uma reflexão sobre como a forma como é que o sector privado africano pode contribuir para o crescimento e reforço deste tipo de relações comerciais.   De acordo com este trabalho, “Intra-African trade presents opportunities for sustained growth and development in Africa. It has the potential to reduce vulnerability to global shocks, contribute to economic diversification, enhance export competitiveness and create employment. (…) The report argues that for African countries to reap expected gains from intra-African trade and regional integration, they will need to place the building of productive capacities and domestic entrepreneurship at the heart of the policy agenda for boosting intra-African trade. In this context, the repor...

The Central African Republic: a country abandoned to its fate

Imagem
Via The Guardian .