domingo, 17 de setembro de 2017

Comissão Europeia arranca com o processo de negociação de acordos comerciais com a Austrália e Nova Zelândia

No passado dia 13 de setembro, a Comissão Europeia iniciou os procedimentos para o arranque das negociações com a Austrália e a Nova Zelândia com vista ao estabelecimento de acordos comerciais. A Comissão Europeia apresentou ao Conselho Europeu duas recomendações, juntamente com as propostas de mandatos de negociação, e de seguida irá solicitar autorização formal aos Estados-Membros para o começo das negociações que se espera virem a terminar no final do seu mandato. Veja aqui algumas das razões que poderão justificar a celebração destes acordos.

sábado, 15 de julho de 2017

Inquérito a empresas exportadoras aponta para aumento nominal de 7,5% das exportações portuguesas de bens em 2017

 
Em termos metodológicos, "IPEB incide sobre uma amostra de empresas exportadoras de bens em atividade, localizadas em Portugal, que declararam valores de exportação nas estatísticas do Comércio Internacional de Bens (CI) no ano 2015 superiores a 250 000€ (soma do Comércio Intra-UE (via Sistema Intrastat) e do Comércio Extra-UE (via Declarações Alfandegárias)) ou no ano 2016 no caso de novas empresas exportadoras", tendo sido realizado junto de uma amostra de 3 022 empresas, que representavam cerca de 90% das exportações nacionais de bens". 
 
De acordo com os resultados deste inquérito, "as empresas exportadoras de bens perspetivam um crescimento nominal de 7,5% das suas exportações em 2017, revendo 2,2 pontos percentuais (p.p.) em alta a 1ª previsão indicada em novembro de 2016. Esta revisão resulta da atualização das expetativas das exportações para ambos os tipos de comércio: +2,3 p.p. nas exportações Extra-UE, para uma variação de 11,2% e +2,2 p.p. nas exportações Intra-UE, para +6,3% de crescimento nominal".
 
Na primeira previsão de 2017 do IPEB, que foi realizada em novembro de 2016, as empresas exportadoras inquiridas perspetivavam um aumento nominal de 5,3% das exportações de bens em 2017.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Jornal Le Monde destaca capacidade de transformação de setores tradicionais da indústria portuguesa

"Poussiéreuses, archaïques, low cost… Il y a vingt ans, les industries du textile, du liège ou de l’agroalimentaire lusitaniennes étaient données pour mortes, ou presque. Mais elles se sont transformées et sont devenues des championnes de l’export, contribuant à la reprise économique du pays", este é o subtítulo de um  artigo da autoria da jornalista Marie Charrel, publicado na edição do último fim-de-semana no jornal francês Le Monde, sobre a evolução da economia portuguesa e as transformações verificadas nos últimos anos no tecido empresarial nacional, nomeadamente em alguns setores industriais tradicionais como o têxtil, calçado, cortiça e agroalimentar. Neste texto, intitulado "La renaissance des industries traditionnelles portugaises", é ainda destacada, com base em dados quantitativos e em diversos testemunhos recolhidos em Portugal, a competitividade e a resiliência exportadora destes setores tradicionais  e as estratégias que foram seguidas pelas empresas para fazerem face à concorrência internacional de países asiáticos e da Europa Central e Oriental.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Presidente Mário Soares (1924-2017)

O Presidente Mário Soares marcou de uma forma preponderante a história recente de Portugal. A sua ação política teve um impacto determinante na sociedade e na história portuguesa do Sec. XX. Deixa um legado de paz, de democracia, de liberdade, de tolerância, de universalidade e de combate por um Portugal mais moderno, mais desenvolvido, mais inclusivo, mais inovador. Numa dimensão mais pessoal, nunca me esquecerei da audiência que concedeu, em 1991, enquanto Presidente da República, à então recém-eleita Direção da Associação Académica de Lisboa, de que eu era membro, para se inteirar das principais preocupações e reivindicações dos estudantes da academia de Lisboa e da conversa que manteve com aquele grupo de jovens sobre  a intervenção associativa e política em Portugal e os principais desafios que naquela altura se colocavam ao nosso país. Muito obrigado, Presidente Mário Soares!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Estudo Ubifrance/Kantar Public - O sector exportador francês: vantagens competitivas e obstáculos ao seu desenvolvimento

A Business France (congénere francesa da AICEP), realizou recentemente, em conjunto com a empresa de consultoria Kantar Public, um estudo de diagnóstico das empresas exportadoras francesas, junto de 352 quadros dirigentes de empresas e de 31 analistas e jornalistas . Entre as diversas conclusões a que chegaram, chamamos a atenção para as seguintes:
 
- "Pour 90% des entreprises interrogées, l’export est un enjeu décisif de leur stratégie. Cette approche se retrouve logiquement dans leur chiffre d’affaires".
 
- "Les avis sont plus partagés sur les atouts et les freins perçus par les entreprises qui exportent depuis la France. 50% d’entre-elles estiment qu’il est facile de se déployer à l’international depuis l’Hexagone tandis que l’autre moitié considère que l’exercice pourrait être facilité. Au chapitre des atouts, la France dispose d’avantages compétitifs majeurs : la qualité des services et produits « made in France » (95% des entreprises interrogées), les infrastructures (85%), la chaîne logistique(85%) ou encore la réputation de la France (83%) sont plébiscitées. Au-delà de ces qualités structurelles, 2/3 des entreprises soulignent l’importance de l’accompagnement aux entreprises
souhaitant exporter".

- "Le positionnement géographique de la France et les liens quelle a su tisser avec les marchés extérieurs, en font un hub dexportation majeur. Dabord vers lEurope, son marché naturel (60%)des exportations françaises sont à destination de lUnion Européenne), pour 88% des entreprises interrogées mais également vers l´Afrique pour plus de 8 entreprises sur 10 (81%). Mais ces atouts sont nuancés par des difficultés persistantes auxquelles sont confrontées les entreprises. En premier lieu et sans surprise, ce sont les coûts qui sont pointés du doigt par les entreprises, que ce soit dans la production (67%), les transports (51%) ou les frais de douanes à l´entrée des marchés étrangers (50%). Plus étonnant, les entreprises estiment à 55% que la France manque d’ouverture vers l’international.Cette perception se situe au niveau culturel. Les Français sont perçus comme ne pratiquant pas suffisamment les langues étrangères et dotés d’un état d’esprit trop peu ouvert vers l’extérieur".

- "Interrogées sur leurs besoins pour réussir à lexport, les 2/3 des entreprises (63%) expriment le souhait dêtre accompagnées dans leurs démarches. Mais avant cet appui de terrain, elles souhaitent bénéficier dune bonne connaissance des marchés visés (98%), dinformations sur la réglementation locale (91%), de bénéficier daides financières (85%) ou de connaître leur potentiel export (84%). Ces besoins sont couverts par le dispositif dappui aux entreprises exportatrices, que ce soit par Business France ou ses partenaires. Mais les dispositifs daides, de même que les organismes qui les gèrent bénéficient dune notoriété encore trop relative".

 

Mais dados sobre este interessante estudo podem ser obtidos aqui.
 
 

Câmara de Comércio Polónia-Portugal atribui medalhas de mérito a um conjunto de personalidades

 


A Câmara de Comércio Polónia-Portugal (CCPP), considerada, em 2014, a melhor Câmara de Comércio de Portugal no estrangeiro, distinguiu, no passado dia 08 de dezembro de 2016, um conjunto de personalidades portugueses e polacas que deram um contributo relevante para a sua criação, em Março de 2008,  e para o desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre Portugal e a Polónia. As medalhas de mérito da CCPP foram atribuídas a Rodrigo Carvalho, Vitor Pinto, António Castro, João Rodrigues, Marcin Krakowiak, José Cunha, Pedro Pereira da Silva e ao signatário.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Emmanuel Faber (CEO, Danone) - Cérémonie Remise Diplômes HEC - Juin 2016


Um discurso fortissimo, e a ouvir com atenção, de Emmanuel Faber, CEO da Danone, na cerimónia de entrega de diplomas (junho de 2016) da HEC (França), uma das escolas de gestão de referência a nível mundial.

sábado, 7 de maio de 2016

Negócios com o Irão

A Harvard Business Review acaba de dedicar um artigo, da autoria de Matthew Spivack (que pode ver aqui), às potencialidades e oportunidades de negócios no mercado do Irão com o sugestivo titulo "What to Know About Doing Business in Iran". Depois de ser efectuado um enquadramento da economia e do ambiente de negócios no Irão - um país de 78 milhões de habitantes, com uma população jovem (60% da população tem menos de 30 anos de idade) e que vive em grandes centros urbanos (mais de 70% da população), Matthew Spivack apresenta um conjunto de sugestões/recomendações que nos parecem muito úteis aos empresários interessados na abordagem deste mercado:
  • " Updating global compliance policies. A comprehensive compliance strategy is the essential bedrock for building and implementing a successful Iran plan. Companies need to confirm that their policies are compliant by consulting with an external sanctions lawyer.
  • Overcoming a lack of market data. Companies looking to enter the market should identify and track leading macroeconomic indicators of specific customer segments. Focusing on data such as population growth, inflation, and GDP growth is a way to anticipate market developments.
  • Finding the right local partners. While it is possible to set up a direct presence, using local distributors at first is strongly advised. The best way to identify new partners involves in-person due diligence. Companies are increasingly considering a “Dubai model,” in which they use local partners in the UAE to connect with distributors in Iran. Many foreign companies have already employed a similar approach through a “Turkish model,” involving partners based in Istanbul.
  • Reclaiming brand equity. Customers may have distorted views of foreign goods that are in Iran illegally. Senior executives should be ready to trace the origins of and combat grey market trade and counterfeits of their products in Iran. Otherwise, companies risk facing challenges related to pricing, value, and positioning against competitors.
  • Accessing foreign exchange. Often, local companies spend weeks waiting for access to foreign currency to import goods from their foreign partners. Without access to the U.S. financial system, this pressure will not ease in the near term. Moreover, this problem is likely to persist because Iran is unifying dual currency exchange rates while also seeking to protect local producers from volatility."
E no final do artigo é ainda realizado o seguinte alerta: "Iran presents an important opportunity for multinational companies that operate in emerging markets. But managing expectations about the country’s trajectory is crucial for building an effective strategy. A smart approach will find the sweet spot: advancing ahead of competitors while sidestepping first-mover mistakes that often plague companies in unfamiliar, rapidly changing, high-stakes business environments".

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Boas Festas


Para todos os leitores deste blogue, votos de Boas Festas (o tema desta música é precisamente Boas Festas do cantor cabo-verdiano Luís Morais, no ano em que este tema foi considerado património histórico-cultural de Cabo-Verde).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Zonas Económicas Especiais em África

Em África, a criação de Zonas Económicas Especiais ("SEZ - Special Economic Zones") tem vindo a suscitar um grande interesse junto de alguns países africanos, sobretudo  naqueles que apresentam maiores fragilidades ao nível institucional e de governação, enquanto instrumento de promoção do desenvolvimento económico. A delimitação de uma determinada área geográfica com um quadro regulamentar especifico pode constituir uma medida de politica económica ajustada a  países que apresentem grandes deficiências ao nível das infraestruturas, ambientes de negócios pouco propícios à criação e desenvolvimento de empresas e que estejam particularmente interessados em captar investimento directo estrangeiro. No entanto, o estabelecimento de Zonas Económicas Especiais em África comporta um conjunto de custos e de riscos que, de acordo com um estudo do Banco Africano de Desenvolvimento, se podem sistematizar em 4 grandes dimensões: " i) SEZs require a minimum level of state capacity, ii) SEZ policy design and implementation is a lengthy and difficult process, iii) there is an increased threat that SEZs in fragile situations may fall captive to vested interests, iv) meaningful private sector participation is even more important in fragile situations". Este estudo está disponível aqui.

domingo, 15 de novembro de 2015

Expatriação, repatriação e gestão de quadros internacionais

Com um cada vez maior número de empresas portuguesas internacionalizadas, a expatriação, repatriação e gestão de quadros internacionais assumem uma relevância crescente na actividade dessas empresas. A revista "The Economist" num artigo recente, que pode ver aqui, e de uma forma bastante sintética, sinaliza as principais dificuldades e desafios que as empresas hoje enfrentam, com base em investigações realizadas por diversos especialistas. Entre essas dificuldades contam-se as que estão relacionadas com a repatriação de quadros internacionais: "there are signs of repatriation being more difficult than integration into a culturally distant country" (Jan Sebastian Knocke, University of Erlangen-Nuremberg).

domingo, 18 de outubro de 2015

Haka Ever! - New Zealand (All Blacks) - France - Rugby World Cup' 2015/Quarter Finals


Banco Mundial e Banco Asiático de Desenvolvimento: inquéritos internos apontam para a necessidade de diversas mudanças


Algumas das principais instituições de financiamento multilateral realizam regularmente inquéritos de opinião aos seus empregados ("staff engagement survey") onde se pretende ter a opinião destes sobre vários aspectos e dimensões destas organizações, incluindo o posicionamento em relação aos restantes "stakeholders". Parece-nos um exercício bastante interessante que, desde que bem utilizado, poderá apoiar o topo estratégico destas organizações na implementação de medidas que permitam melhorar o funcionamento das mesmas e até aumentar os níveis de compromisso e de comprometimento dos seus empregados. No caso dos inquéritos lançados recentemente no Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento, entidades de que Portugal é accionista,  constata-se algum descontentamento do "staff" destas institiuições face ao desempenho do seu "senior management", apontando inclusive um conjunto de áreas onde deverão ser introduzidas diversas mudanças. Via Devex, veja aqui e aqui a análise dos resultados alcançados no Banco Mundial e no Banco Asiático de Desenvolvimento, respectivamente,

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Renasce o interesse pelo mercado da Costa do Marfim

A FNAC, cadeia francesa de produtos e bens culturais, está a reforçar sua expansão internacional. Na Europa esta empresa já possui estabelecimentos na Bélgica, Espanha, Portugal e Suíça, depois de há cerca de 3 anos ter encerrado as suas operações na Grécia. Na América, dispõe de 12 lojas no Brasil. Em África, e depois do investimento realizado em Marrocos,  a FNAC decidiu agora realizar uma nova aposta na Costa do Marfim,a primeira na África Subsariana, em parceria com um grupo empresarial local.

A aposta que esta empresa francesa faz no mercado da Costa do Marfim é justificada pelo facto da situação política do país ter “estabilizado”, mas também por se tratar de um país com grande potencial económico e que integra o grupo de países africanos francófonos. Mas não é apenas a FNAC que mostra interesse pela Costa do Marfim. Outros grandes grupos internacionais estão também a implantar-se neste mercado da Costa Ocidental Africana, como pode ver aqui. E para além das razões já apresentadas pela FNAC, outros investidores consideram também que o regresso do Banco Africano de Desenvolvimento à sua sede em Abidjan, depois de ter estado "deslocalizado" durante 11 anos em Tunis, constitui "per si" um forte sinal de confiança no país e até de abertura para a realização de negócios.

sábado, 19 de setembro de 2015

Investidores estrangeiros apostam em escolas e universidades privadas em África

A área do ensino privado em África está um suscitar um interesse crescente por parte de algumas multinacionais e fundos de investimento europeus e norte-americanos. Bill Gates e Mark Zuckerberg investirem recentemente na Kenya's Bridge International Academies, no Quénia, que tem mais  de 100 000 estudantes. A Laureate International Universities, que em Portugal é proprietária da Universidade Europeia, IPAM e IADE, adquiriu, em Marrocos, a Université Internationale de Casablanca. O fundo de investimento norte-americano TPG, liderado pelo multimilionário David Bonderman, comprou uma posição minoritária nas Ecoles Yassamine, em Marrocos. Estes são apenas alguns exemplos de investimentos com capitais estrangeiros realizados recentemente no sector da educação em África, mas existem muitos outros, sobretudo em países africanos anglófonos e francófonos.
O Continente Africano têm a maior proporção de população jovem do Mundo, estimando-se que cerca de metade da sua população total (1, 16 mil milhões de habitantes) é constituída por crianças e jovens. Existe, por isso, uma grande variedade de oportunidades de negócio (também) na área da educação, e também nos nos países africanos lusófonos, que deverão vir a ser analisadas, com mais atenção e a curto-médio prazo, por parte de investidores internacionais.

domingo, 13 de setembro de 2015

A Turquia e a África Subsaariana

O "think tank" londrino Chatham House (The Royal Institute of International Affairs) acaba de publicar um estudo da autoria de David Shinn sobre o envolvimento político e económico da Turquia na África Subsaariana, designado por "Turkey's Engagement in Sub-Saharan Africa: Shifting Alliances and Strategic Diversification".

Da leitura deste trabalho (que pode ver aqui), destacamos as seguintes principais conclusões:

- "Turkey’s engagement in sub-Saharan Africa in recent years has been driven by the region’s growing economic importance to Ankara; its interest in diversifying away from the Middle East; and the apparent desire for influence among sub-Saharan Africa’s large Muslim population.

- Turkey’s increasingly strained relations with traditional partners in the Middle East suggest that it will continue to expand its Africa strategy. The number of Turkish embassies in the region has risen, as have the number of high-level bilateral visits. The Second Turkey–Africa Partnership Summit was held in Equatorial Guinea in late 2014.

- Trade with sub-Saharan African countries represents only a fraction of Turkey’s global trade, but foreign direct investment is increasing, and a number of free trade agreements are being negotiated. Turkish businesses, particularly small and medium-sized enterprises, are carving out a niche in construction and in information and communications technology, and Turkish Airlines is becoming prominent as a carrier to the region.

- Turkish aid to sub-Saharan Africa has grown. The Turkish International Cooperation and Development Agency (TIKA) has expanded its presence, and there has been significant growth in the number of Turkish scholarships available to African students.

- Turkish humanitarian organizations are prominent in sub-Saharan Africa, particularly in those countries with significant Muslim populations. However, organizations linked to Fethullah Gülen have found their operations under increasing pressure from the AKP government following the rift between Erdoğan and his former ally – although some African governments have apparently resisted pressure from Ankara to close down Gülenist-run schools".

Este crescente protagonismo de empresas turcas em mercados da África Subaariana, tem sido também bastante notoda em algumas iniciativas comerciais realizadas em alguns paises africanos de língua oficial portuguesa, sobretudo em Angola e em Moçambique, e nomeadamente nas edições anuais da Feira Internacional de Luanda (FILDA) e da Feira Internacional de Maputo (FACIM).


  • Turkey’s engagement in sub-Saharan Africa in recent years has been driven by the region’s growing economic importance to Ankara; its interest in diversifying away from the Middle East; and the apparent desire for influence among sub-Saharan Africa’s large Muslim population.
  • Turkey’s increasingly strained relations with traditional partners in the Middle East suggest that it will continue to expand its Africa strategy. The number of Turkish embassies in the region has risen, as have the number of high-level bilateral visits. The Second Turkey–Africa Partnership Summit was held in Equatorial Guinea in late 2014.
  • Somalia has been central to Turkey’s Africa strategy. Recep Tayyip Erdoğan’s visit to Mogadishu in 2011 was the first by a non-African head of government in almost 20 years, and Turkish business and humanitarian agencies and NGOs are increasingly present in the country.
  • Trade with sub-Saharan African countries represents only a fraction of Turkey’s global trade, but foreign direct investment is increasing, and a number of free trade agreements are being negotiated. Turkish businesses, particularly small and medium-sized enterprises, are carving out a niche in construction and in information and communications technology, and Turkish Airlines is becoming prominent as a carrier to the region.
  • Turkish aid to sub-Saharan Africa has grown. The Turkish International Cooperation and Development Agency (TIKA) has expanded its presence, and there has been significant growth in the number of Turkish scholarships available to African students.
  • Turkish humanitarian organizations are prominent in sub-Saharan Africa, particularly in those countries with significant Muslim populations. However, organizations linked to Fethullah Gülen have found their operations under increasing pressure from the AKP government following the rift between Erdoğan and his former ally – although some African governments have apparently resisted pressure from Ankara to close down Gülenist-run schools.
  • - See more at: https://www.chathamhouse.org/publication/turkeys-engagement-sub-saharan-africa-shifting-alliances-and-strategic-diversification#sthash.f1HdYEXA.dpuf


  • Turkey’s engagement in sub-Saharan Africa in recent years has been driven by the region’s growing economic importance to Ankara; its interest in diversifying away from the Middle East; and the apparent desire for influence among sub-Saharan Africa’s large Muslim population.
  • Turkey’s increasingly strained relations with traditional partners in the Middle East suggest that it will continue to expand its Africa strategy. The number of Turkish embassies in the region has risen, as have the number of high-level bilateral visits. The Second Turkey–Africa Partnership Summit was held in Equatorial Guinea in late 2014.
  • Somalia has been central to Turkey’s Africa strategy. Recep Tayyip Erdoğan’s visit to Mogadishu in 2011 was the first by a non-African head of government in almost 20 years, and Turkish business and humanitarian agencies and NGOs are increasingly present in the country.
  • Trade with sub-Saharan African countries represents only a fraction of Turkey’s global trade, but foreign direct investment is increasing, and a number of free trade agreements are being negotiated. Turkish businesses, particularly small and medium-sized enterprises, are carving out a niche in construction and in information and communications technology, and Turkish Airlines is becoming prominent as a carrier to the region.
  • Turkish aid to sub-Saharan Africa has grown. The Turkish International Cooperation and Development Agency (TIKA) has expanded its presence, and there has been significant growth in the number of Turkish scholarships available to African students.
  • Turkish humanitarian organizations are prominent in sub-Saharan Africa, particularly in those countries with significant Muslim populations. However, organizations linked to Fethullah Gülen have found their operations under increasing pressure from the AKP government following the rift between Erdoğan and his former ally – although some African governments have apparently resisted pressure from Ankara to close down Gülenist-run schools.
  • - See more at: https://www.chathamhouse.org/publication/turkeys-engagement-sub-saharan-africa-shifting-alliances-and-strategic-diversification#sthash.f1HdYEXA.dpuf

    segunda-feira, 31 de agosto de 2015

    Lançado o primeiro ranking internacional de escolas de moda


    O site de informação "Business of Fashion", especializado nas industrias de luxo e de design anunciou o primeiro ranking internacional de escolas de moda. Uma classificação dominada por escolas britânicas e norte-americanas, onde apenas surge uma escola francesa (IFM - Institut Français de la Mode) e nenhuma escola portuguesa. Este é o tipo de assunto (a oferta formativa universitária na área da moda) a acompanhar com atenção em Portugal face à tradição e relevância da fileira da moda na produção de riqueza e nas exportações nacionais.

    Trailblazers'2015 - China/África

    O "China -Africa Reporting Project" da University of Witwatersrand  de Joanesburgo (África do Sul) acaba de lançar uma compilação dos melhores artigos publicados por jornalistas africanos e chineses, entre 2009 e 2014, sobre as relações China-África. Esta primeira colecção foi designada por "Trailblazers'2015" e pode ser vista aqui.

    quinta-feira, 6 de agosto de 2015

    Qual é a melhor cidade polaca para constituir e expandir uma empresa?

    O Banco Mundial publicou recentemente, no âmbito do programa "Doing Business", um estudo que avalia e compara as regulamentações de negócios em 18 cidades polacas (Białystok, Bydgoszcz, Gdańsk, Gorzów Wielkopolski, Katowice, Kielce, Kraków, Łódź, Lublin, Olsztyn, Opole, Poznań, Rzeszów, Szczecin, Toruń, Warsaw, Wrocław and Zielona Góra), quatro estádios do ciclo de vida de uma pequena e média empresa, nomeadamente na abertura da empresa, obtenção de alvará de construção, registo de propriedade e execução de contratos. As principais conclusões deste estudo são as seguintes (os sublinhados são meus):
    • " Polish entrepreneurs face different regulatory hurdles depending on where they establish their businesses. This is due to varying efficiency levels at the public agencies in charge of the 4 areas benchmarked—starting a business, dealing with construction permits, registering property and enforcing contracts—and discrepancies in the interpretation of national legislation.
    • It is easier to start a business in Poznań, deal with construction permits in Bydgoszcz, register property in Białystok, and enforce a contract in Olsztyn.
    • Smaller cities tend to do better overall across the 4 indicators: of the 18 cities measured, Bydgoszcz tops the aggregate ranking. However, several large cities rank at or near the top of individual indicators—for example, Poznań and Wrocław on starting a business and dealing with construction permits, respectively—proving that high demand for business services can be dealt with efficiently.
    • No single city does equally well on all 4 indicators. With the exception of Kielce, all cities do better than average on at least one indicator and 13 out of 18 rank in the top third on at least one indicator.
    • Reform-minded local officials can make tangible improvements by replicating measures already successfully implemented in other cities in Poland.
    • On all indicators, there are good practices to be found across Poland. If a hypothetical city were to adopt the best practices found across the 18 cities, it would rank 24th out of 189 economies globally—8 positions higher than Poland’s current ranking according to Doing Business 2015—placing the country ahead of France and the Netherlands".
    Trata-se de um trabalho bastante útil (que pode ver aqui) para a avaliação de possíveis localizações na Polónia para a realização de operações de investimento estrangeiro.

    quarta-feira, 5 de agosto de 2015

    África do Sul, Egipto, Nigéria, Quénia e Angola são os países africanos com maior número de milionários

    Desde 2000, o número de indivíduos em África com activos iguais ou superiores a 1 milhão de USD cresceu 145%, de acordo com um estudo efectuado pela empresa New World Wealth. Este valor representa o dobro da média mundial para o mesmo período e estima-se que na próxima década o número de milionários africanos venha a crescer 45%. Estes milionários não estão distribuídos de uma forma homogénea pelos vários países do Continente e são originários da África do Sul (46 800), Egipto (20 200), Nigéria (15 400), Quénia (8 500) e Angola (6 400) e vivem, fundamentalmente, nas cidades de Joanesburgo (23 400), Lagos (9 100), Nairobi (6 200), Luanda (4 900) e Accra (2 250). Veja mais informações sobre este assunto aqui.

    domingo, 5 de julho de 2015

    Hino à Alegria (Beethoven), o espírito da construção europeia


    A expansão das comunidades chinesas pelo mundo e as consequências na política externa de Pequim

    Via "The Official Blog of Amb. David H. Shinn", um interessante artigo designado por "How Chinese Nationals Abroad Are Transforming Beijing's Foreign Policy" da autoria de Jonas Parello-Plesner e de Mathieu Duchatel, publicado na revista "Business Spectator", sobre a expansão das comunidades chineses pelo mundo e os seus efeitos na política externa de Pequim. Ou seja, para além da forte presença de empresas e de turistas chineses em todos os Continentes, estima-se que actualmente existam 5 milhões chineses a viver no exterior, incluindo 2 milhões em África. Esta situação está a obrigar as autoridades chinesas a reverem alguns dos seus conceitos fundamentais de política externa, passando agora a ser dado particular enfâse à "protecção dos seus nacionais no exterior", que passou a constituir uma prioridade do Partido Comunista chinês instituída no seu 18º Congresso, em 2012, e a considerarem os seus interesses no exterior como uma prioridade na política de segurança nacional. Em síntese, a recente expansão global dos interesses comerciais e económicos chineses  e o surgimento da China como um actor político, económico e militar cada vez mais preponderante, está a obrigar a significativas alterações e reajustamentos no posicionamento internacional deste país, obrigando, em alguns casos, e face a determinadas situações de risco ou de conflitos internacionais, ao estabelecimento de estratégias de intervenção para protecção dos seu nacionais que vivem no estrangeiro.

    domingo, 7 de junho de 2015

    As oportunidades de negócios nos mercados da Parceria Oriental da União Europeia

    A Parceria Oriental ("Eastern Partnership"), é uma iniciativa conjunta lançada, em 2009, pela União Europeia (UE) e por um conjunto de seis  países da Europa Central e Oriental e do Sul do Cáucaso (Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia). Esta parceria visa reforçar a presença da União Europeia nas suas fronteiras orientais, garantindo maior segurança e estabilidade numa região que tem atravessado, desde o desmembramento da União Soviética, um conjunto de conflitos e que enfrenta grandes desafios na via da democracia e do Estado de Direito.

    O Eurostat acaba de publicar uma análise económica dos países da Parceria Oriental e das suas relações comerciais com os países da União Europeia (pode ver aqui). Se em 2004, as exportações de bens da UE para os países da Parceria Oriental, que têm uma população total de 75,2 milhões de habitantes, representavam 16 365 milhões de euros, em 2014 já atingiam 33 069 milhões de euros. Os principais mercados de exportação, em 2014, para as empresas europeias foram a Ucrânia (17 143 milhões de euros), a Bielorrússia, (7 464), Azerbaijão (3 482), Moldávia ( 2 355), Geórgia (1 911) e Arménia (714). Por sua vez, os maiores países europeus exportadores de bens para a Parceria Oriental foram, a larga distância dos restantes, a Alemanha (7 mil milhões de euros e 21% do total de exportações) e a Polónia (5,2 mil milhões e 16% do total das exportações). Seguiram-se a Itália (2,8 mil milhões de euros e 8% do total), a Lituânia (2,2 mil milhões de euros e 7% do total)  e a Hungria (2,1 mil milhões de euros e 6% do total). A posição portuguesa ainda é modesta, mas parece-nos que existem oportunidades de exportação que poderão ser potenciadas, sobretudo, pelas empresas nacionais com investimentos nos mercados da Europa Central e Oriental, pois já conhecem o ambiente de negócios desta região e algumas delas conseguiram estabelecer redes de relações com diversos "stakeholders" nestes mercados.

    sábado, 2 de maio de 2015

    Câmara de Comércio Polónia-Portugal recebeu prémio "Câmara de Comércio do Ano 2014"


    Como já havia referido várias vezes neste blogue, como por exemplo  aqui,  aqui e aqui, a Câmara de Comércio Polónia-Portugal, com sede em Varsóvia,  e liderada, desde a sua criação, por Pedro Pereira da Silva (Grupo Jerónimo Martins), constitui um "case study" do associativismo empresarial português no estrangeiro pelo dinamismo da sua actividade e pela orientação estratégica que tem seguido no apoio à internacionalização de empresas portuguesas e polacas e na promoção dos interesses económicos e empresariais nacionais na Polónia. Desta vez, e na IV Reunião Anual da Câmaras de Comércio Portuguesas que teve lugar no Harvard Club, em Nova Iorque, a Câmara de Comércio Polónia-Portugal recebeu o prémio "Camara de Comércio Portuguesa do Ano 2014". Esta é a primeira edição deste prémio lançado pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e pela CIEP-Confederação Internacional dos Empresários Portugueses, com o apoio da AICEP e da Secretaria de Estado das Comunidades. Parabéns a toda a Direção e associados da Câmara de Comércio Polónia-Portugal!

    terça-feira, 31 de março de 2015

    As exportações de mercadorias dos Países da União Europeia em 2014


    A Eurosat acaba de publicar uma análise sobre o comércio internacional de mercadorias da União Europeia, em 2014 (que pode ver aqui), que conclui que a os EUA  (15% do total de comércio de mercadorias) e a China (14% do total) continuam a ser os principais parceiros da UE. Seguem-se a Rússia (8% do total) e a Suíça (7%).

    Já em relação às exportações de mercadorias dos 28 estados-membros da União Europeia, que atingiram 4 636 mil milhões de euros, destinaram-se, em cerca de 63% do total (2 934 mil milhões de euros), a outros estados-membros da União Europeia (comércio intra-União Europeia). Conforme se pode constatar da leitura do quadro acima apresentado (clicando no quadro aumenta-se a sua dimensão), mais de 75% das vendas de mercadorias de 7 estados-membros da União Europeia Europeia, nomeadamente a Eslováquia (84%), Luxemburgo (83%), República Checa (82%), Hungria (80%), Polónia (77%), Holanda (76%) e Eslovénia (75%), foram direccionadas para outros estados-membros da União Europeia. Por outro lado, apenas o Grécia (48% do total), Malta (48%) e o Reino Unido (48%) venderam mais mercadorias para países extra-comunitários, em 2014, do que para os seus parceiros comunitários. Portugal, apesar da estratégia de diversificação de mercados seguida nos últimos anos, continua a ter as suas exportações de mercadorias ainda muito concentradas nos países da União Europeia (71% do total) e num valor superior às exportações espanholas para o mesmo espaço económico (64% do total).

    segunda-feira, 23 de março de 2015

    Lee Kuan Yew

    Faleceu Lee Kuan Yew, o primeiro chefe de Governo de Singapura, tendo ocupado o lugar de primeiro-ministro durante três décadas (1955 e 1990), e o principal responsável pela transformação desta antiga colónia britânica num dos mais prósperos e desenvolvidos países do mundo. O jornal britânico The Guardian dedica-lhe um longo artigo (que pode ver aqui) e a Lee Kuan Yew School of Public Policy da National University of Singapore, considerada a primeira escola asiática de políticas públicas e a 22ª no mundo, presta também um importante tributo ao seu inspirador e principal referência. Aliás, num momento particularmente relevante para a sociedade e para a economia de Singapura, o actual Reitor da Lee Kuan Yew School of Public Policy, Kishore Mahbubani, acaba de publicar um livro que dá pelo nome de "Can Singapore Survive?" que pretende contribuir para uma reflexão, agora ainda mais justificada depois do desaparecimento do mais marcante líder politico e estadista deste país, sobre os principais desafios, obstáculos e oportunidades que se colocam  nos dias de hoje a esta pequena cidade-estado.

    domingo, 22 de março de 2015

    Análise do comércio internacional de armamento (2010-2014)

    O Stockholm International Peace Research Institute acaba de publicar um relatório designado por "Trends in International Arms Transfers'2014" (pode ver aqui), da autoria de Pieter Wezeman e Siemon Wezeman, que faz uma análise sintética das principais tendências e dos principais importadores e exportadores de armamento no mundo. De acordo com este relatório, os cinco principais exportadores de armas, no período 2010-2014, foram os EUA, Rússia, China, Alemanha e França, enquanto os cinco principais importadores foram a Índia, Arábia Saudita, China, Emirados Árabes Unidos e Paquistão.

    Os desafios dos investimentos chineses na Europa

    Os principais determinantes do investimento chinês na Europa passaram da procura de recursos para a procura de activos e de mercados, de acordo com a opinião de Louis Brennan, professor no Trinity College (Dublin), expressa num "paper" publicado pelo Columbia Center on Sustainable Development (pode ver aqui). Mas a Europa, com os seus mercados e marcas sofisticadas e as suas potencialidades de desenvolvimento de tecnologias inovadores, coloca também sérios desafios aos investidores chineses, face à grande "distância psicológica" existente entre a Europa e a China e às diferentes formas de acolhimento que tiveram nos países onde se instalaram (desde a resistência e a apreensão até a situações de boa recepção).  Estas diferenças culturais e institucionais entre a Europa e a China estão a obrigar as empresas chineses na Europa a adaptarem-se a novas normas e práticas e a ajustarem o seu estilo de organização e de gestão, passando do tradicional modo de organização hierárquico e de comando e controlo, para  formas de gestão mais compatíveis com a cultura de maior autonomia funcional prevalecente na Europa. Neste âmbito seria muito interessante analisar e avaliar este tipo de fenómeno em algumas das empresas portuguesas recentemente adquiridas por interesses chineses.