domingo, 11 de novembro de 2018

A atractividade das universidades norte-americanas e chinesas: os avanços do soft power chinês


A revista Foreign Policy destaca num artigo recente, designado "Forget Stanford, Tsinghua Beckons", a crescente atractividade para estudantes internacionais das universidades chinesas em relação às suas congéneres norte-americanas, apesar dos EUA ainda constituírem o principal hub mundial nesta área. Em 2016, mais de 1 milhão de estudantes internacionais estavam matriculados em instituições de ensino superior nos EUA, contra cerca de 500 000 estudantes na China. Mas as coisas parecem se estar a alterar, ainda que de uma forma muito discreta, mas sustentada, sobretudo ao nível dos estudantes oriundos de países dos Continentes africano e asiático. A autora do artigo, Charlotte Yang, conclui "Yet, if China’s ambitions in Africa and Asia in fact come to fruition, the United States may one day wake up to discover a generation of leaders and elites in those countries who are more familiar—and comfortable—with Beijing than New York".

sábado, 14 de julho de 2018

18 de Julho - Nelson Mandela International Day 2018


No próximo dia 18 de julho comemora-se o Nelson Mandela International Day 2018 que assinala o centenário do nascimento (18 de julho de 1918) deste grande Homem e personalidade política universal. Esta deve também ser uma ocasião para todos refletirmos sobre a vida e o legado que Nelson Mandela nos deixou. Para assinalar esta data, deixo aqui a homenagem, e também a extraordinária interpretação, de  Johnny Clegg  a Nelson Mandela, e a outros destacados membros do ANC (Partido do Congresso Nacional Africano) e da luta anti-apartheid na África do Sul  - "Asimbonanga".
 

domingo, 3 de junho de 2018

Eurostat: A mobilidade de trabalhadores na União Europeia (2017)


O Eurostat divulgou no passado dia 28 de maio um comunicado de imprensa sobre a mobilidade de cidadãos na União Europeia em idade activa (entre os 20 e os 64 anos), tendo por referência o ano de 2017, e em que nos parecem muito relevante os seguintes dados:

- "Au total, 3,8% des citoyens de l’Union européenne (UE) en âge de travailler (20-64 ans) résidaient dans un autre État membre que celui dont ils avaient la citoyenneté en 2017. Cette part a progressé par rapport aux 2,5% d’il y a dix ans. La situation varie considérablement selon les États membres, et la proportion s’échelonne entre 1,0% des citoyens en âge de travailler dans le cas de l’Allemagne et 19,7% dans celui de la Roumanie".
 
- "La mobilité est généralement plus forte parmi les diplômés de l’enseignement supérieur que dans le reste de la population. Ainsi, 32,4% des citoyens de l’UE « mobiles » sont des diplômés de l’enseignement supérieur, contre 30,1% pour la population de l’UE dans son ensemble".

 - (La plus forte mobilité est observée pour les Roumains et les Lituaniens) - "En 2017, les ressortissants roumains qui étaient en âge de travailler (20-64 ans) et qui résidaient à l’étranger au sein de l’UE représentaient environ un cinquième (19,7%) du nombre de leurs compatriotes résidant en Roumanie. Suivaient les ressortissants lituaniens (15,0%), croates (14,0%), portugais (13,9%), lettons (12,9%) et bulgares (12,5%)".
 
- "Les États membres de l’UE ayant la plus faible proportion de citoyens « mobiles » (par rapport à la population totale du pays) sont l’Allemagne (1,0%), le Royaume-Uni (1,1%), la Suède et la France (1,3% chacune)".
 
- " Dans la plupart des cas, la proportion des personnes disposant d’un diplôme de l’enseignement supérieur est plus élevée parmi les ressortissants en âge de travailler qui vivent dans un autre pays de l’UE population que parmi leurs compatriotes vivant dans leur pays de citoyenneté. C’est le cas en particulier en France (62,5% des Français vivant dans un autre État membre ont un diplôme de l’enseignement supérieur, contre 34,6% pour la population résidente de la France) et en Allemagne (54,5%, contre 26,7%)".

- "Dans six États membres toutefois, c’est la population restée au pays qui affiche une plus forte proportion de diplômés de l’enseignement supérieur: en Bulgarie, en Croatie, au Portugal et dans les trois États baltes (Lettonie, Estonie et Lituanie)".

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Le made in Portugal a le vent en poupe, Les Echos

O diário económico francês Les Echos, através da sua jornalista Cecile Thibauld, dedicou no passado dia 31 de janeiro, um artigo sobre a evolução económica recente em Portugal com sugestivo título "Le made in Portugal a le vent en poupe" (que pode ver aqui). Na opinião da referida jornalista, "Après des années de récession et d'austérité, le Portugal a retrouvé le chemin de la croissance tout en se modernisant. (...) C'est un mix de relance et de flexibilité du marché du travail, à la scandinave, qui a relancé la consommation et redynamisé l'économie du pays, portée à la fois par le boom du tourisme et par les exportations ". Trata-se de uma análise muito importante e oportuna sobre a competitividade da economia e das empresas portuguesas e com efeitos relevantes ao nível da imagem de Portugal em França, um mercado incontornável para as exportações nacionais (2º cliente mundial de Portugal, ao nível das exportações de bens e serviços) e para a captação de investimento direto estrangeiro (juntamente com a Alemanha, a França é um emissor de investimento estrangeiro para Portugal preponderante ao nível do investimento produtivo na área dos bens transacionáveis).

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

PME’s portuguesas têm um peso de 56% nas exportações em valor para o espaço da União Europeia (2015)


O EUROSTAT acaba de publicar um conjunto de dados, referentes a 2015, sobre a posição das pequenas e médias empresas (PME’s) no comércio de bens no espaço da União Europeia. Este trabalho indica que as PME’s  (empresas com menos de 249 trabalhadores) representam 44,6% das exportações intra-europeias em valor, enquanto as grandes empresas (+ de 250 trabalhadores) são responsáveis por 55,4%. Já no que se refere às importações, as PME´s têm um peso de 50,9% e as grandes empresas contribuem com 49,1%.  

Em 5 países da União Europeia, as PME’s  geram mais de 2/3 do valor total das exportações de bens no espaço intra-europeu: Chipre (88,1%), Letónia (81,2%), Bélgica (70,2%), Estónia (68,1%) e Holanda (66,5%).  Em sentido oposto, com as PME’s a representarem menos de 1/3 do valor das exportações de bens no interior da União Europeia, temos países como a França (21,4%) - o valor mais baixo dos países da União Europeia e onde a posição das grandes empresas é dominante -, Alemanha (26,1%), Eslováquia (29,9%) e Irlanda (32,3%).

Do lado das importações, num grande maioria dos países membros da União Europeia, pelo menos metade das importações em valor intra-europeias são realizadas por PME’s. Destacam-se neste âmbito as importações realizadas pelas PME’s da Letónia (84,6% do total), Chipre (81,5%), Estónia (78,6%), Lituânia (78%) e Malta (76,6%).

No caso de Portugal, as PME’s asseguram 56% das exportações de bens, em valor, do país para o espaço da União Europeia enquanto as importações realizadas pelas PME’s têm um peso de 70,8%, o que permite evidenciar o papel muito relevante que estas empresas ocupam (também) ao nível do comércio externo nacional.

domingo, 17 de setembro de 2017

Comissão Europeia arranca com o processo de negociação de acordos comerciais com a Austrália e Nova Zelândia

No passado dia 13 de setembro, a Comissão Europeia iniciou os procedimentos para o arranque das negociações com a Austrália e a Nova Zelândia com vista ao estabelecimento de acordos comerciais. A Comissão Europeia apresentou ao Conselho Europeu duas recomendações, juntamente com as propostas de mandatos de negociação, e de seguida irá solicitar autorização formal aos Estados-Membros para o começo das negociações que se espera virem a terminar no final do seu mandato. Veja aqui algumas das razões que poderão justificar a celebração destes acordos.

sábado, 15 de julho de 2017

Inquérito a empresas exportadoras aponta para aumento nominal de 7,5% das exportações portuguesas de bens em 2017

 
Em termos metodológicos, "IPEB incide sobre uma amostra de empresas exportadoras de bens em atividade, localizadas em Portugal, que declararam valores de exportação nas estatísticas do Comércio Internacional de Bens (CI) no ano 2015 superiores a 250 000€ (soma do Comércio Intra-UE (via Sistema Intrastat) e do Comércio Extra-UE (via Declarações Alfandegárias)) ou no ano 2016 no caso de novas empresas exportadoras", tendo sido realizado junto de uma amostra de 3 022 empresas, que representavam cerca de 90% das exportações nacionais de bens". 
 
De acordo com os resultados deste inquérito, "as empresas exportadoras de bens perspetivam um crescimento nominal de 7,5% das suas exportações em 2017, revendo 2,2 pontos percentuais (p.p.) em alta a 1ª previsão indicada em novembro de 2016. Esta revisão resulta da atualização das expetativas das exportações para ambos os tipos de comércio: +2,3 p.p. nas exportações Extra-UE, para uma variação de 11,2% e +2,2 p.p. nas exportações Intra-UE, para +6,3% de crescimento nominal".
 
Na primeira previsão de 2017 do IPEB, que foi realizada em novembro de 2016, as empresas exportadoras inquiridas perspetivavam um aumento nominal de 5,3% das exportações de bens em 2017.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Jornal francês "Le Monde" destaca capacidade de transformação de setores tradicionais da indústria portuguesa

"Poussiéreuses, archaïques, low cost… Il y a vingt ans, les industries du textile, du liège ou de l’agroalimentaire lusitaniennes étaient données pour mortes, ou presque. Mais elles se sont transformées et sont devenues des championnes de l’export, contribuant à la reprise économique du pays", este é o subtítulo de um  artigo da autoria da jornalista Marie Charrel, publicado na edição do último fim-de-semana no jornal francês Le Monde, sobre a evolução da economia portuguesa e as transformações verificadas nos últimos anos no tecido empresarial nacional, nomeadamente em alguns setores industriais tradicionais como o têxtil, calçado, cortiça e agroalimentar. Neste texto, intitulado "La renaissance des industries traditionnelles portugaises", é ainda destacada, com base em dados quantitativos e em diversos testemunhos recolhidos em Portugal, a competitividade e a resiliência exportadora destes setores tradicionais  e as estratégias que foram seguidas pelas empresas para fazerem face à concorrência internacional de países asiáticos e da Europa Central e Oriental.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Presidente Mário Soares (1924-2017)

O Presidente Mário Soares marcou de uma forma preponderante a história recente de Portugal. A sua ação política teve um impacto determinante na sociedade e na história portuguesa do Sec. XX. Deixa um legado de paz, de democracia, de liberdade, de tolerância, de universalidade e de combate por um Portugal mais moderno, mais desenvolvido, mais inclusivo, mais inovador. Numa dimensão mais pessoal, nunca me esquecerei da audiência que concedeu, em 1991, enquanto Presidente da República, à então recém-eleita Direção da Associação Académica de Lisboa, de que eu era membro, para se inteirar das principais preocupações e reivindicações dos estudantes da academia de Lisboa e da conversa que manteve com aquele grupo de jovens sobre  a intervenção associativa e política em Portugal e os principais desafios que naquela altura se colocavam ao nosso país. Muito obrigado, Presidente Mário Soares!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Estudo Ubifrance/Kantar Public - O sector exportador francês: vantagens competitivas e obstáculos ao seu desenvolvimento

A Business France (congénere francesa da AICEP), realizou recentemente, em conjunto com a empresa de consultoria Kantar Public, um estudo de diagnóstico das empresas exportadoras francesas, junto de 352 quadros dirigentes de empresas e de 31 analistas e jornalistas . Entre as diversas conclusões a que chegaram, chamamos a atenção para as seguintes:
 
- "Pour 90% des entreprises interrogées, l’export est un enjeu décisif de leur stratégie. Cette approche se retrouve logiquement dans leur chiffre d’affaires".
 
- "Les avis sont plus partagés sur les atouts et les freins perçus par les entreprises qui exportent depuis la France. 50% d’entre-elles estiment qu’il est facile de se déployer à l’international depuis l’Hexagone tandis que l’autre moitié considère que l’exercice pourrait être facilité. Au chapitre des atouts, la France dispose d’avantages compétitifs majeurs : la qualité des services et produits « made in France » (95% des entreprises interrogées), les infrastructures (85%), la chaîne logistique(85%) ou encore la réputation de la France (83%) sont plébiscitées. Au-delà de ces qualités structurelles, 2/3 des entreprises soulignent l’importance de l’accompagnement aux entreprises
souhaitant exporter".

- "Le positionnement géographique de la France et les liens quelle a su tisser avec les marchés extérieurs, en font un hub dexportation majeur. Dabord vers lEurope, son marché naturel (60%)des exportations françaises sont à destination de lUnion Européenne), pour 88% des entreprises interrogées mais également vers l´Afrique pour plus de 8 entreprises sur 10 (81%). Mais ces atouts sont nuancés par des difficultés persistantes auxquelles sont confrontées les entreprises. En premier lieu et sans surprise, ce sont les coûts qui sont pointés du doigt par les entreprises, que ce soit dans la production (67%), les transports (51%) ou les frais de douanes à l´entrée des marchés étrangers (50%). Plus étonnant, les entreprises estiment à 55% que la France manque d’ouverture vers l’international.Cette perception se situe au niveau culturel. Les Français sont perçus comme ne pratiquant pas suffisamment les langues étrangères et dotés d’un état d’esprit trop peu ouvert vers l’extérieur".

- "Interrogées sur leurs besoins pour réussir à lexport, les 2/3 des entreprises (63%) expriment le souhait dêtre accompagnées dans leurs démarches. Mais avant cet appui de terrain, elles souhaitent bénéficier dune bonne connaissance des marchés visés (98%), dinformations sur la réglementation locale (91%), de bénéficier daides financières (85%) ou de connaître leur potentiel export (84%). Ces besoins sont couverts par le dispositif dappui aux entreprises exportatrices, que ce soit par Business France ou ses partenaires. Mais les dispositifs daides, de même que les organismes qui les gèrent bénéficient dune notoriété encore trop relative".

 

Mais dados sobre este interessante estudo podem ser obtidos aqui.

 
 

Câmara de Comércio Polónia-Portugal atribui medalhas de mérito a um conjunto de personalidades

 


A Câmara de Comércio Polónia-Portugal (CCPP), considerada, em 2014, a melhor Câmara de Comércio de Portugal no estrangeiro, distinguiu, no passado dia 08 de dezembro de 2016, um conjunto de personalidades portugueses e polacas que deram um contributo relevante para a sua criação, em Março de 2008,  e para o desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre Portugal e a Polónia. As medalhas de mérito da CCPP foram atribuídas a Rodrigo Carvalho, Vitor Pinto, António Castro, João Rodrigues, Marcin Krakowiak, José Cunha, Pedro Pereira da Silva e ao signatário.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Emmanuel Faber (CEO, Danone) - Cérémonie Remise Diplômes HEC - Juin 2016


Um discurso fortissimo, e a ouvir com atenção, de Emmanuel Faber, CEO da Danone, na cerimónia de entrega de diplomas (junho de 2016) da HEC (França), uma das escolas de gestão de referência a nível mundial.

sábado, 7 de maio de 2016

Negócios com o Irão

A Harvard Business Review acaba de dedicar um artigo, da autoria de Matthew Spivack (que pode ver aqui), às potencialidades e oportunidades de negócios no mercado do Irão com o sugestivo titulo "What to Know About Doing Business in Iran". Depois de ser efectuado um enquadramento da economia e do ambiente de negócios no Irão - um país de 78 milhões de habitantes, com uma população jovem (60% da população tem menos de 30 anos de idade) e que vive em grandes centros urbanos (mais de 70% da população), Matthew Spivack apresenta um conjunto de sugestões/recomendações que nos parecem muito úteis aos empresários interessados na abordagem deste mercado:
  • " Updating global compliance policies. A comprehensive compliance strategy is the essential bedrock for building and implementing a successful Iran plan. Companies need to confirm that their policies are compliant by consulting with an external sanctions lawyer.
  • Overcoming a lack of market data. Companies looking to enter the market should identify and track leading macroeconomic indicators of specific customer segments. Focusing on data such as population growth, inflation, and GDP growth is a way to anticipate market developments.
  • Finding the right local partners. While it is possible to set up a direct presence, using local distributors at first is strongly advised. The best way to identify new partners involves in-person due diligence. Companies are increasingly considering a “Dubai model,” in which they use local partners in the UAE to connect with distributors in Iran. Many foreign companies have already employed a similar approach through a “Turkish model,” involving partners based in Istanbul.
  • Reclaiming brand equity. Customers may have distorted views of foreign goods that are in Iran illegally. Senior executives should be ready to trace the origins of and combat grey market trade and counterfeits of their products in Iran. Otherwise, companies risk facing challenges related to pricing, value, and positioning against competitors.
  • Accessing foreign exchange. Often, local companies spend weeks waiting for access to foreign currency to import goods from their foreign partners. Without access to the U.S. financial system, this pressure will not ease in the near term. Moreover, this problem is likely to persist because Iran is unifying dual currency exchange rates while also seeking to protect local producers from volatility."
E no final do artigo é ainda realizado o seguinte alerta: "Iran presents an important opportunity for multinational companies that operate in emerging markets. But managing expectations about the country’s trajectory is crucial for building an effective strategy. A smart approach will find the sweet spot: advancing ahead of competitors while sidestepping first-mover mistakes that often plague companies in unfamiliar, rapidly changing, high-stakes business environments".

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Boas Festas


Para todos os leitores deste blogue, votos de Boas Festas (o tema desta música é precisamente Boas Festas do cantor cabo-verdiano Luís Morais, no ano em que este tema foi considerado património histórico-cultural de Cabo-Verde).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Zonas Económicas Especiais em África

Em África, a criação de Zonas Económicas Especiais ("SEZ - Special Economic Zones") tem vindo a suscitar um grande interesse junto de alguns países africanos, sobretudo  naqueles que apresentam maiores fragilidades ao nível institucional e de governação, enquanto instrumento de promoção do desenvolvimento económico. A delimitação de uma determinada área geográfica com um quadro regulamentar especifico pode constituir uma medida de politica económica ajustada a  países que apresentem grandes deficiências ao nível das infraestruturas, ambientes de negócios pouco propícios à criação e desenvolvimento de empresas e que estejam particularmente interessados em captar investimento directo estrangeiro. No entanto, o estabelecimento de Zonas Económicas Especiais em África comporta um conjunto de custos e de riscos que, de acordo com um estudo do Banco Africano de Desenvolvimento, se podem sistematizar em 4 grandes dimensões: " i) SEZs require a minimum level of state capacity, ii) SEZ policy design and implementation is a lengthy and difficult process, iii) there is an increased threat that SEZs in fragile situations may fall captive to vested interests, iv) meaningful private sector participation is even more important in fragile situations". Este estudo está disponível aqui.

domingo, 15 de novembro de 2015

Expatriação, repatriação e gestão de quadros internacionais

Com um cada vez maior número de empresas portuguesas internacionalizadas, a expatriação, repatriação e gestão de quadros internacionais assumem uma relevância crescente na actividade dessas empresas. A revista "The Economist" num artigo recente, que pode ver aqui, e de uma forma bastante sintética, sinaliza as principais dificuldades e desafios que as empresas hoje enfrentam, com base em investigações realizadas por diversos especialistas. Entre essas dificuldades contam-se as que estão relacionadas com a repatriação de quadros internacionais: "there are signs of repatriation being more difficult than integration into a culturally distant country" (Jan Sebastian Knocke, University of Erlangen-Nuremberg).

domingo, 18 de outubro de 2015

Haka Ever! - New Zealand (All Blacks) - France - Rugby World Cup' 2015/Quarter Finals


Banco Mundial e Banco Asiático de Desenvolvimento: inquéritos internos apontam para a necessidade de diversas mudanças


Algumas das principais instituições de financiamento multilateral realizam regularmente inquéritos de opinião aos seus empregados ("staff engagement survey") onde se pretende ter a opinião destes sobre vários aspectos e dimensões destas organizações, incluindo o posicionamento em relação aos restantes "stakeholders". Parece-nos um exercício bastante interessante que, desde que bem utilizado, poderá apoiar o topo estratégico destas organizações na implementação de medidas que permitam melhorar o funcionamento das mesmas e até aumentar os níveis de compromisso e de comprometimento dos seus empregados. No caso dos inquéritos lançados recentemente no Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento, entidades de que Portugal é accionista,  constata-se algum descontentamento do "staff" destas institiuições face ao desempenho do seu "senior management", apontando inclusive um conjunto de áreas onde deverão ser introduzidas diversas mudanças. Via Devex, veja aqui e aqui a análise dos resultados alcançados no Banco Mundial e no Banco Asiático de Desenvolvimento, respectivamente,

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Renasce o interesse pelo mercado da Costa do Marfim

A FNAC, cadeia francesa de produtos e bens culturais, está a reforçar sua expansão internacional. Na Europa esta empresa já possui estabelecimentos na Bélgica, Espanha, Portugal e Suíça, depois de há cerca de 3 anos ter encerrado as suas operações na Grécia. Na América, dispõe de 12 lojas no Brasil. Em África, e depois do investimento realizado em Marrocos,  a FNAC decidiu agora realizar uma nova aposta na Costa do Marfim,a primeira na África Subsariana, em parceria com um grupo empresarial local.

A aposta que esta empresa francesa faz no mercado da Costa do Marfim é justificada pelo facto da situação política do país ter “estabilizado”, mas também por se tratar de um país com grande potencial económico e que integra o grupo de países africanos francófonos. Mas não é apenas a FNAC que mostra interesse pela Costa do Marfim. Outros grandes grupos internacionais estão também a implantar-se neste mercado da Costa Ocidental Africana, como pode ver aqui. E para além das razões já apresentadas pela FNAC, outros investidores consideram também que o regresso do Banco Africano de Desenvolvimento à sua sede em Abidjan, depois de ter estado "deslocalizado" durante 11 anos em Tunis, constitui "per si" um forte sinal de confiança no país e até de abertura para a realização de negócios.