segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Leituras: "Anti-corruption policies and measures of the Fortune Global 500"

Um relatório da UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime) e da PricewaterhouseCoopers analisa algumas das medidas que as empresas que integram o ranking "Fortune 500 Global Index (2008)" estão a implementar para combater a corrupção.

domingo, 29 de novembro de 2009

Os franceses e a politica de ajuda ao desenvolvimento

Uma sondagem da Agence Française de Développement (AFD)/IFO revela que, apesar da crise, os franceses apoiam a ajuda pública ao desenvolvimento realizada pelo seu país, mas desejam conhecer melhor os resultados alcançados.
E no de caso de Portugal, qual será a a opinião dos portugueses sobre a ajuda pública ao desenvolvimento (APD)? Têm os portugueses um conhecimento mínimo dos valores envolvidos, projectos financiados, principais países destino e resultados alcançados pela APD portuguesa? E quais são e como é que actuam os vários agentes públicos e privados envolvidos na politica de cooperação portuguesa? Que recursos dispõe a cooperação oficial portuguesa nos principais países destino da sua ajuda pública ao desenvolvimento? Será que tem havido suficiente debate em Portugal sobre este assunto? Aqui ficam para reflexão algumas questões sobre este tema.

Modelo de desenvolvimento económico finlandês em crise?

O modelo de inovação e de desenvolvimento económico finlandês tem diversos problemas, é "complicado" e necessita urgentemente de ser revisto. Esta é a opinião de diversos especialistas e que é corroborada num estudo encomendado pelo governo finlandês e designado "Evaluation of the Finnish National Innovation System". Depois dos problemas que a Nokia enfrenta seguem-se agora as dificuldades daquele que era considerado o modelo de inovação referência em termos internacionais. Não estarão estas duas situações, ainda que indirectamente, relacionadas?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Leituras: "Mass Resignations at China's Top Magazine"

Artigo de Bob Dowling da revista "BusinesseWeek" sobre a demissão de Wang Boming, jornalista diplomada na Universidade de Columbia (USA) e responsável da revista chinesa "Caijing". O significado desta demissão, e as suas consequências politicas, tem sido abordado nos últimos dias pelos principais orgãos de comunicação social internacionais.

Leituras: "Começar de novo"

Artigo de opinião de Paulo Pedroso no jornal "Público" sobre o actual momento político.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Leituras: "American Economic Relations with Asia"

Num momento em que a administração norte-americana de Barack Obama aposta seriamente no desenvolvimento das relações económicas com a Ásia, Marcus Nolan do "think tank" Peterson Institute for International Economics (USA), publica um interessante trabalho sobre este tema.

Blogue Notas Verbais - Agradecimento

Agradeço a simpática referência feita aqui por um dos mais interessantes, atentos e acutilantes espaços da blogosfera. São estas mensagens que alimentam a vontade de ir andando e prosseguindo o nosso caminho.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Comércio externo UE27-Rússia: Portugal com uma posição marginal

No passado dia 18 de Novembro, teve lugar em Estocolmo, Suécia, a 24ª Cimeira da União Europeia com a Rússia.

A propósito deste evento o Eurostat publicou um conjunto de estatísticas sobre o comércio externo UE27-Rússia. Destes dados, há a reter as seguintes principais conclusões:

a) A Rússia perde importância enquanto parceiro comercial da UE27 - No primeiro semestre de 2009, e em comparação com o período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 decresceram de 51 mil milhões de euros para 31 mil milhões de euros. A mesma tendência observou-se ao nível das importações da UE27 que passaram de 91 mil milhões de euros para 52 mil milhões de euros, no mesmo período.

b) Na UE27 a Alemanha é o principal parceiro comercial da Rússia - A Alemanha é o principal exportador (cerca de 9,6 mil milhões de euros que representaram 31% do total das exportações) e o maior importador da Rússia (10, 4 mil milhões de euros e 20% das importações totais). Depois da Alemanha, e como fornecedores do mercado russo, surgem a Itália (3,1 mil milhões de euros e 10% do total), França (2,3 mil milhões de euros e 8% do total), Holanda (2,1 mil milhões de euros e 7% do total) e Finlândia (2 mil milhões de euros e 6% do total).

c) Portugal tem uma posição pouco relevante enquanto fornecedor do mercado russo - No período em análise, 1º semestre de 2009, Portugal foi (apenas) o 24º fornecedor da Rússia no quadro da UE27 (49 milhões de euros de exportações), seguido do Luxemburgo (46 milhões de euros), Chipre (11 milhões de euros) e Malta (as exportações não chegaram a 1 milhão de euros). Refira-se ainda a posição e o valor das vendas dos seguintes países: Áustria, 1 088 milhões de euros; Hungria, 960 milhões de euros; Espanha, 676 milhões de euros; Dinamarca, 463 milhões de euros; Irlanda, 97 milhões de euros; Grécia, 97 milhões de euros.
Como se constata, e no caso da posição portuguesa, existe uma grande margem de crescimento e um longo caminho (ainda) a percorrer pelas empresas nacionais no "difícil" mercado russo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Negócios com Timor Leste (3)

Já antes havíamos referido aqui e aqui sobre a necessidade de reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono.
De acordo com dados do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Timor Leste recebeu, entre 2005 e 2008, cerca de 121, 5 milhões de euros de ajuda pública ao desenvolvimento portuguesa, tendo sido em 2008, e depois de Cabo Verde, o país lusófono que mais beneficiou da ajuda bilateral nacional (27, 3 milhões de euros que representaram 10,4% do total).
Por isso, assumem particular significado os anúncios recentes referentes à intenção da Caixa Geral de Depósitos em criar um banco de direito timorense e ao arranque de um projecto imobiliário em Dili, no valor de 27 milhões de euros, por parte da "holding" Estia, ligada aos Irmãos Martins (Martifer) e ao Finibanco.
Parece-nos que estamos no bom caminho, mas haverá, com certeza, muitas oportunidades ainda por explorar!
Entretanto, deixamos também aqui o link para o site institucional da Embaixada de Portugal em Timor Leste.

sábado, 21 de novembro de 2009

Martifer, Euro'2012 e diplomacia comercial


A Martifer anunciou esta semana que a sua sucursal polaca, a Martifer Polska, ganhou o concurso para o fabrico e montagem da estrutura metálica do Baltic Arena, em Gdansk, um dos estádios que vai acolher alguns dos jogos do Fase Final do Campeonato Europeu de Futebol de 2012 (Euro'2012) que irá ser co-organizado pela Polónia e Ucrânia. Uma empreitada que vai envolver cerca de 6 440 toneladas de estrutura metálica e vai custar 10,4 milhões de euros.
É uma obra importante e com um grande valor simbólico, pois comprova a competitividade e a capacidade de uma empresa portuguesa, neste caso a Martifer, num mercados europeus mais dinâmicos e concorrenciais. Estão, por isso, de parabéns os quadros portuguesas e polacos da Martifer Polska, empresa localizada na cidade de Gliwice (Silésia, sul da Polónia) e que tive oportunidade de visitar várias vezes no período em que desempenhei funções de Director da AICEP e de Conselheiro Económico na Embaixada de Portugal na Polónia (2003-2007).

Para mim, esta noticia tem também para um significado especial, pois sempre acreditei que seria possível o envolvimento das empresas portuguesas na construção e reabilitação dos estádios polacos e ucranianos do Euro'2012. No período em que estive colocado em Varsóvia, e com o apoio e intervenção directa dos Embaixadores de Portugal na Polónia - primeiro Margarida Figueiredo e depois José Sequeira e Serpa -, com quem tive o grande prazer de trabalhar, acompanhámos com muita atenção e dedicação o chamado dossier "Euro 2012". No âmbito deste dossier, realizámos reuniões de trabalho com várias empresas nacionais - sobretudo das áreas da construção civil, arquitectura, imobiliário, metalomecânica, banca e consultadoria de engenharia; informámos estas sobre as características dos concursos de construção/realibilitação dos estádios e acerca dos principais "players" envolvidos; agendámos encontros com várias entidades e empresas locais; convidámos, em colaboração com algumas firmas portuguesas, decisores e jornalistas polacos para visitarem os estádios portuguesas do Euro 2004; e efectuámos todas as "diligências" possíveis por estas empresas, no âmbito da chamada "diplomacia económica".

Com esta noticia sobre a Martifer constata-se também o indiscutivel sucesso da grande maioria dos investimentos portugueses no mercado polaco que constitui hoje, sem dúvida, um mercado incontornável nas estratégias de internacionalização destas empresas e, acrescentaríamos, de todas as outras que tenham planos sérios e consistentes de abordagem de mercados externos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Leituras: "La UE denuncia a España por modificar los contratos públicos tras adjudicarlos"

Artigo do jornal "El Pais" sobre a intervenção da Comissão Europeia nos procedimentos seguidos em Espanha ao nível dos contratos públicos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MBA's chegam a Cuba

Depois de há cerca de 2 semanas a universidade argentina Aden Business School ter chegado a acordo com o governo cubano para a criação do primeiro MBA em Cuba, chegou agora a vez do escola de negócios espanhola Esade avançar também para a constituição de um centro de ensino para alta direcção na ilha de Fidel Castro. Segundo a imprensa espanhola, este projecto vai ter o apoio financeiro da União Europeia e surge no âmbito da European Foundation for Management Development (EFMD), rede internacional de escolas de negócios.
Como se constata, a internacionalização dos estabelecimentos de ensino superior é um assunto que está na agenda internacional, depois das iniciativas percursoras das principais escolas de negócios americanas e europeias (Insead, Iese, Esade, Hec, entre outras) que têm hoje uma presença, fundamentalmente, nos principais mercados emergentes. As universidades portuguesas devem estar atentas e acompanhar esta tendência de criação local de estruturas de formação e/ou de captação de estudantes, sobretudo nos países mais próximos em termos culturais e históricos e/ou naqueles onde já exista alguma massa critica de tecido empresarial com ligações a Portugal (casos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Timor-Leste, mas também de Macau, Polónia, Roménia, Marrocos, entre outros).

Doing Business in the Arab World'2010

O Banco Mundial acaba de publicar o relatório "Doing Business in the Arab World'2010" que faz uma análise do quadro regulamentar na área dos negócios em 20 países árabes do Médio Oriente, Norte de África e África Subsaariana. Em 2008/2009, os Emirados Árabes Unidos e o Egipto estiveram entre os "top 10 global reformers".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

China: actor global

Esta semana decorreu, em Lisboa, a edição de 2009 do “Global China Business Meeting” que reuniu um conjunto muito vasto de líderes económicos e empresariais chineses e seus contrapartes internacionais, oriundos principalmente da Europa e África. Esta iniciativa organizada pela empresa de consultadoria Horasis contou com o apoio do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, através da AICEP e do Turismo de Portugal e também da Caixa Geral de Depósitos. Os assuntos debatidos neste encontro foram muito actuais e relevantes, e à margem desta iniciativa o Banco Espirito Santo anunciou que irá alargar a sua actividade a Hong Kong, o Banco Comercial Português solicitou autorização para criar uma sucursal (“on shore”) em Macau e o BANIF acabou de ter "luz verde" para a abertura de um escritório de representação em Hong Kong.

Nesta mesma semana, um fundo soberano chinês – o China Investment Corporation - comprou 15% da empresa de energia norte-americana AES Corporation por 1 580 milhões de USD e realizou-se, durante dois dias,, em Sharm El-Sheik (Egipto), o Fórum de Cooperação China-África com a presença do Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, e de representantes de 50 países. Nesta ocasião, o governo de Pequim anunciou o lançamento de um dispositivo de linhas de crédito concessionais, no valor de 10 mil milhões de USD, para o Continente Africano e para os próximos 3 anos (recorde-se que a China é o segundo parceiro comercial de África, depois dos EUA, e que os investimentos chineses em África passaram de 327 milhões de euros, em 2003, para 5,2 mil milhões de euros, em 2008).
Hoje, a China é, de facto, um actor global que devemos seguir e acompanhar com muita atenção.
Em Portugal, e à semelhança do que se verifica em outros países europeus, começam a surgir ao nível do sector privado um conjunto de entidades e empresas com “know-how” e capacidade de aconselhamento sobre as melhores formas de abordagem do mercado chinês e que podem complementar e auxiliar as actividades desenvolvidas pelas instituições públicas. Merecem especial referência, entre outros, os trabalhos dos Profs. Nelson António (ISCTE), Virgínia Trigo (ISCTE) e Fernanda Ilhéu (ISEG) – que acabou de criar o projecto ChinaLogus -, da Câmara de Comércio e Industria Luso-Chinesa, e também as iniciativas protagonizadas por empresas de consultadoria como a Market Acess e Edeluc.

Leituras: "2009 Best Young Entrepreneurs/Business Week"

Veja aqui o ranking da revista "Business Week" sobre os casos mais promissores de empreendorismo, no ano de 2009, nos EUA.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Fall of the Berlin Hall: A Victory for Europe"

Hoje comemoram-se os 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Um dia histórico, memorável e feliz para a grande maioria dos europeus, sobretudo para os povos da Europa Central e Oriental, e um dos momentos políticos mais marcantes e impressionantes que até agora tive oportunidade de assistir. Foram muitos os que contribuíram para este acto cheio de simbolismo politico. Todavia, não poderemos esquecer os papéis determinantes do Papa João Paulo II, de M. Gorbatchev, de Ronald Reagan, de Helmut Kohl, de Lech Walesa e do sindicato polaco Solidariedade e de todos os anónimos que durante mais de 40 anos, e com enormes sacrificios pessoais, lutaram contra a ocupação soviética dos seus próprios países.
Sobre a dimensão económica e politica deste acontecimento, Gabriele Suder, professora de International Business na Ceram Business School, escreve um artigo muito interessante na revista Business Week.

Espanha aposta forte no mercado indiano

Espanha está a fazer uma forte aposta no apoio à internacionalização das suas empresas para o mercado indiano. Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, uma missão empresarial composta por 65 empresas espanholas, e liderada pelo Príncipe das Astúrias e pela Secretária de Estado do Comércio, Silvia Iranzo, vai deslocar-se a Bombaim para participar num encontro empresarial hispano-indiano que tem por objectivo a identificação de oportunidades de cooperação empresarial e de investimento. Esta é a segunda grande iniciativa realizada pelas autoridades espanholas nos últimos 2 anos na Índia, depois do Forum de Investimentos e Cooperação Empresarial, realizado em Nova Deli, em Dezembro de 2008.
Para além das referidas iniciativas, e devido ao potencial e às oportunidades existentes no mercado da Índia, o ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo tem um programa especifico de promoção da imagem e dos bens e serviços espanhóis designado por "Plan Integral de Desarollo de Mercados de la India".

domingo, 8 de novembro de 2009

Luis Reto novo reitor do ISCTE-IUL


Luís Reto, é o novo e o primeiro reitor do ISCTE-IUL, depois da passagem desta instituição universitária a fundação, tendo sido eleito com 21 votos a favor e 9 votos contra pelo Conselho Geral do ISCTE-IUL. Uma boa escolha de alguém que tem pela frente um conjunto de desafios muito importantes e que passam fundamentalmente pela consolidação do "projecto ISCTE" e pela sua internacionalização para outros países.

Para os nossos leitores, informo que o ISCTE é a "minha escola". Foi no ISCTE que me licenciei em Sociologia e é no ISCTE que me encontro a fazer actualmente o meu doutoramento em gestão, estratégia e desenvolvimento empresarial. Enquanto aluno da licenciatura em Sociologia, fui dirigente da associação de estudantes - e também membro da direcção da Associação Académica de Lisboa, organismo de cúpula das associações de estudantes da academia de Lisboa, numa lista encabeçada por Paulo Campos, actual Secretário de Estado das Obras Públicas -, membro da Assembleia de Representantes, na altura excelentemente liderada por Eduardo Ferro Rodrigues, e vogal do Conselho Directivo do ISCTE (representante dos alunos), nesse período presidido por José Manuel Prostes da Fonseca, alguém a quem esta instituição muito deve.

De regresso ao ISCTE, constatei, com grande satisfação, o enorme dinamismo e abertura da escola, a qualidade e profissionalismo do seu corpo docente, o posicionamento e a multiplicidade de contactos internacionais da instituição, a modernidade das instalações e dos serviços prestados aos alunos e até a "internacionalização" do seu corpo discente. Os desafios do próximo mandato de Luis Reto são, por isso, bastante grandes e estimulantes!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cimeira UE-Índia

Jagdish Bhagwati, um reputado economista indiano e professor na Columbia University de Nova York, referia recentemente, a propósito da economia indiana, que esta se encontrava "... at a crossroads" e adiantava ainda que "... India is moving from the completion of conventional economic reforms, such as removing industrial licensing requirements, to what he calls second-generation reforms in areas like health care and education”.

É portanto neste contexto de profunda transformação económica e social que se vai realizar amanhã, em Nova Delhi, a "10th European Union Summit". Por ocasião desta iniciativa, o Eurostat, serviço de estatísticas da União Europeia, decidiu publicar uma excelente análise do relacionamento económico dos países da UE27 com a Índia, um dos países do designado grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Deste trabalho, há a reter um conjunto de dados bastante interessantes:

1. Entre 2000 e 2008, o comércio externo da UE27 com a Índia mais que duplicou em valor: as exportações da UE27 passaram de 13,7 mil milhões de euros para 31,6 mil milhões de euros, enquanto as importações aumentaram de 12,8 mil milhões de euros para 29,5 mil milhões de euros.

2. No primeiro semestre de 2009, e em relação ao período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 para a Índia baixaram de 15,7 mil milhões de euros para 12,7 mil milhões de euros, o mesmo se tendo verificado com as importações que diminuiram de 14,9 mil milhões de euros para 12,9 mil milhões de euros. Isto significa que a balança comercial da UE27 com a Índia passou de excedentária em 0,8 mil milhões de euros, na primeira metade de 2008, para deficitária em 0,2 mil milhões de euros, no mesmo periodo de 2009.

3. Entre os países da UE27, a Alemanha é de longe o principal exportador para a Índia (26% do total das exportações da UE), seguida do Reino Unido (16%), Bélgica (16%), França (11%) e Itália (10%).

4. A posição de Portugal enquanto exportador para a Índia é muito modesta. As exportações nacionais para a Índia, em 2008, foram inferiores às vendas de alguns dos membros da mais recentes da União Europeia, como a Hungria, Rep. Checa, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Roménia e Bulgária.

5. Já quanto às exportações de serviços, em 2008, a UE27 vendeu serviços no valor de 9 mil milhões de euros, enquanto as importações de serviços indianos alcançaram 7,4 mil milhões de euros, existindo, por isso, um saldo favorável à UE27 de 1,5 mil milhões de euros.

6. Ao nível do investimento directo estrangeiro da UE27 na Índia este atingiu, em 2006, cerca de 2,5 mil milhões de euros, em 2007, foi de 5,4 mil milhões de euros e, em 2008, baixou para 0,8 mil milhões de euros. Já quanto ao investimento directo indiano na UE27 não teve grande expressão em 2006 (0,5 mil milhões de euros) e em 2007 (0,9 mil milhões de euros em 2007), mas, em 2008, atingiu um valor muito significativo (2,4 mil milhões de euros).

Em síntese, nesta grande economia emergente da Ásia, existe uma ampla margem para o reforço do relacionamento económico com os países da UE27. E, por sua vez, Portugal não pode perder as oportunidades de negócios, ao nível das exportações de mercadorias e de serviços e da captação de investimento estrangeiro, decorrentes deste período de transformação e expansão da economia indiana.

Leituras: "Doing Business Portugal'2010"

Já está disponivel o relatório "Doing Business Portugal'2010" que faz uma avaliação do quadro regulamentar em que se desenvolve a actividade empresarial em Portugal e a sua comparação internacional com 183 países.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Junta da Andaluzia entra no capital social de empresa tecnológica espanhola

O governo da comunidade autónoma espanhola da Andaluzia (Junta da Andaluzia), através da Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia, investiu cerca de 2 milhões de euros no capital social da empresa tecnológica Avánzit.

Segundo o jornal espanhol "Expansion", a entrada da Junta da Andaluzia no capital social desta empresa foi justificada, entre outros factores, pela mudança de sede social da Avánzit da Comunidade de Madrid para a Comunidade da Andaluzia. Para além disto, outras filiais da Avànzit, como a Navento ou a Elfer, poderão também deslocalizarem-se para a Andaluzia, estando prevista a criação progressiva de cerca de 500 novos postos de trabalho a par de um maior envolvimento financeiro, que pode chegar até aos 6 milhões de euros, das referidas autoridades regionais.

Depois de Madrid e de Barcelona (Catalunha), a Andaluzia é a 3ª Comunidade espanhola com maior número de empresas do sector das tecnologias de informação e da comunicação (cerca de 1 350 empresas) e a Avánzit passa, assim, a ser a 3ª empresa andaluz a estar cotada na Bolsa de Madrid, juntamente com a Abengoa e a Inmobiliaria del Sur.

Este é apenas mais um exemplo da crescente concorrência entre Comunidades Autónomas espanholas na captação de investimento nacional e estrangeiro e na criação de condições para a alavancagem de empresas e de sectores de actividade com relevância regional. Este é um campo, ou se quiserem é um “jogo”, em que Portugal, uma das regiões da Península Ibérica, deverá estar particularmente atento, face à competitividade, ao dinamismo e aos recursos financeiros existentes em algumas Comunidades espanholas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leituras: "EBRD - Transition Report'2009"

O BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento lançou hoje o "Transition Report'2009" que faz uma análise da evolução económica e social dos países abrangidos pela actividade do BERD. Um documento de leitura obrigatório para quem acompanha o processo de transição para economias de mercado de um conjunto variado de países da Europa Central, Oriental e Ásia.