Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Cooperação e Desenvolvimento Internacional

Persistent COVID-19: Exploring potential economic implications, Olivier Blanchard (PIIE) and Jean Pisani-Ferry (PIIE)

Imagem
                                                                  Foto: Stephane de Sakutin/AFP Partilho uma análise de Olivier Blanchard e de Jean Pisani-Ferry sobre possíveis consequências económicas da persistência do Covid-19 nas nossas sociedades no contexto do surgimento de novas variantes do vírus Sars-CoV-2. " When the COVID-19 crisis spread in early 2020, many economists who stepped forward with projections of its impact assumed that a one-time shock would be followed eventually by a return close to the status quo. Views have differed since then regarding both the time it would take to produce vaccines and the extent of potential economic scarring, but, until the last few months, few outside the public health community seriously contemplated the possibility that the pandemic could persist on a significant scale. ...

A atractividade das universidades norte-americanas e chinesas: os avanços do "soft power" chinês

A r evista  Foreign Policy destaca num artigo recente, designado "Forget Stanford, Tsinghua Beckons" , a crescente atractividade para estudantes internacionais das universidades chinesas em relação às suas congéneres norte-americanas, apesar dos EUA ainda constituírem o principal hub mundial nesta área.  Em 2016, mais de 1 milhão de estudantes internacionais estavam matriculados em instituições de ensino superior nos EUA, contra cerca de 500 000 estudantes na China. Mas as coisas parecem se estar a alterar, ainda que de uma forma muito discreta, mas sustentada, sobretudo ao nível dos estudantes oriundos de países dos Continentes africano e asiático. A autora do artigo, Charlotte Yang, conclui " Y et, if China’s ambitions in Africa and Asia in fact come to fruition, the United States may one day wake up to discover a generation of leaders and elites in those countries who are more familiar—and comfortable—with Beijing than New York".

Comissão Europeia arranca com o processo de negociação de acordos comerciais com a Austrália e Nova Zelândia

No passado dia 13 de setembro, a Comissão Europeia iniciou os procedimentos para o arranque das negociações com a Austrália e a Nova Zelândia com vista ao estabelecimento de acordos comerciais.  A Comissão Europeia apresentou ao Conselho Europeu duas recomendações, juntamente com as propostas de mandatos de negociação, e de seguida irá solicitar autorização formal aos Estados-Membros para o começo das negociações que se espera virem a terminar no final do seu mandato. Veja aqui algumas das razões que poderão justificar a celebração destes acordos.

Zonas Económicas Especiais em África

Em África, a criação de Zonas Económicas Especiais (" SEZ - Special Economic Zones ") tem vindo a suscitar um grande interesse junto de alguns países africanos, sobretudo  naqueles que apresentam maiores fragilidades ao nível institucional e de governação, enquanto instrumento de promoção do desenvolvimento económico. A delimitação de uma determinada área geográfica com um quadro regulamentar especifico pode constituir uma medida de politica económica ajustada a  países que apresentem grandes deficiências ao nível das infraestruturas, ambientes de negócios pouco propícios à criação e desenvolvimento de empresas e que estejam particularmente interessados em captar investimento directo estrangeiro. No entanto, o estabelecimento de Zonas Económicas Especiais em África comporta um conjunto de custos e de riscos que, de acordo com um estudo do Banco Africano de Desenvolvimento, se podem sistematizar em 4 grandes dimensões: " i) SEZs require a minimum level of state capacity...

A Turquia e a África Subsaariana

O "think tank" londrino Chatham House (The Royal Institute of International Affairs) acaba de publicar um estudo da autoria de David Shinn sobre o envolvimento político e económico da Turquia na África Subsaariana, designado por "Turkey's Engagement in Sub-Saharan Africa: Shifting Alliances and Strategic Diversification". Da leitura deste trabalho (que pode ver aqui ), destacamos as seguintes principais conclusões: - "Turkey’s engagement in sub-Saharan Africa in recent years has been driven by the region’s growing economic importance to Ankara; its interest in diversifying away from the Middle East; and the apparent desire for influence among sub-Saharan Africa’s large Muslim population. - Turkey’s increasingly strained relations with traditional partners in the Middle East suggest that it will continue to expand its Africa strategy. The number of Turkish embassies in the region has risen, as have the number of high-level bilateral visits. The ...

Trailblazers'2015 - China/África

O "China -Africa Reporting Project" da University of Witwatersrand  de Joanesburgo (África do Sul) acaba de lançar uma compilação dos melhores artigos publicados por jornalistas africanos e chineses, entre 2009 e 2014, sobre as relações China-África. Esta primeira colecção foi designada por "Trailblazers'2015" e pode ser vista aqui .

África do Sul, Egipto, Nigéria, Quénia e Angola são os países africanos com maior número de milionários

Desde 2000, o número de indivíduos em África com activos iguais ou superiores a 1 milhão de USD cresceu 145%, de acordo com um estudo efectuado pela empresa New World Wealth. Este valor representa o dobro da média mundial para o mesmo período e estima-se que na próxima década o número de milionários africanos venha a crescer 45%. Estes milionários não estão distribuídos de uma forma homogénea pelos vários países do Continente e são originários da África do Sul (46 800), Egipto (20 200), Nigéria (15 400), Quénia (8 500) e Angola (6 400) e vivem, fundamentalmente, nas cidades de Joanesburgo (23 400), Lagos (9 100), Nairobi (6 200), Luanda (4 900) e Accra (2 250). Veja mais informações sobre este assunto aqui .

A expansão das comunidades chinesas pelo mundo e as consequências na política externa de Pequim

Via " The Official Blog of Amb. David H. Shinn ", um interessante artigo designado por " How Chinese Nationals Abroad Are Transforming Beijing's Foreign Policy " da autoria de Jonas Parello-Plesner e de Mathieu Duchatel, publicado na revista "Business Spectator", sobre a expansão das comunidades chineses pelo mundo e os seus efeitos na política externa de Pequim. Ou seja, para além da forte presença de empresas e de turistas chineses em todos os Continentes, estima-se que actualmente existam 5 milhões chineses a viver no exterior, incluindo 2 milhões em África. Esta situação está a obrigar as autoridades chinesas a reverem alguns dos seus conceitos fundamentais de política externa, passando agora a ser dado particular enfâse à "protecção dos seus nacionais no exterior", que passou a constituir uma prioridade do Partido Comunista chinês instituída no seu 18º Congresso, em 2012, e a considerarem os seus interesses no exterior como uma priorid...

Mercados fronteira: África lidera interesse numa amostra de 200 multinacionais

O "WSJ Frontiers/FSG Frontier Markets Sentiment Index Q3 2014" acaba de ser anunciado. Baseado numa amostra de 200 empresas multinacionais, este estudo revela um interesse acrescido destas empresas num conjunto de mercados fronteira, com destaque para a Nigéria, Quénia, Arábia Saudita e Marrocos. África continua a ser a região que suscita mais interesse junto das referidas empresas multinacionais, contribuindo com 5 mercados para o Top 10 e com 12 para o TOP 20. Veja mais informações sobre este assunto aqui .

Publicações do Banco de Portugal sobre os Países de Língua Portuguesa

O Banco de Portugal acaba de publicar três interessantes publicações sobre  a economia e as relações económicas com os Países de Língua Portuguesa, nomeadamente: - Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2013-2014 ; - Cadernos de Cooperação nº 5 ; - #Lusofonia - 2014 . Estes s ão trabalhos que têm contribuido pa ra uma melhor ia ba stante significat iva do conhecimento p ú blico sobre os Países de Língua Portuguesa, permitindo também o acesso a conjunto de dados de natureza económica que se encontram muitas vezes inacessíveis, dispersos e desactualizados.  

A nova dinâmica do International Trade Centre

O International Trade Centre  (ITC), instituição conjunta das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio (OMC), está a sofrer uma verdadeira revolução desde a chegada à sua liderança, em Setembro de 2013, da espanhola Arancha González. Desde que acompanho esta instituição, e já lá vão alguns anos, julgo que nunca assisti a um trabalho tão notável e relevante como aquele que está a ser agora desenvolvido por Arancha González, uma especialista em comércio e investimento internacional que chefiou durante vários anos o gabinete de Pascal Lamy na OMC. Uma das últimas iniciativas do ITC foi o lançamento da "SME Trade Academy" , uma plataforma tecnológica que pretende oferecer formação "on line" para pequenas e médias empresas e para especialistas nas áreas do comércio e do investimento internacional dos sectores público e privado.

Diplomacia económica: “La Francophonie et la Francophilie”, relatório de Jacques Attali

Na sequência de pedido formulado pelo Presidente francês, François Hollande, foi ontem apresentado um relatório coordenado por Jacques Attali, sobre a dimensão económica da francofonia, designado por “La Francophonie et la Francophilie: Moteurs de Croissance Durable” (pode ver aqui ). Pelo que já tive oportunidade de analisar trata-se de um excelente documento com um diagnóstico bastante aprofundado do “estado da arte” da diplomacia económica francesa e com diversas propostas de actuação para um conjunto de áreas prioritárias, nomeadamente a educação; turismo; empresas e tecnologias da informação; saúde; investigação e desenvolvimento; finanças; infra-estruturas;e sector mineiro. Uma reflexão bastante actual e pertinente que merecia também ser levada a cabo, em Portugal, para o espaço da lusofonia!

Encerramento do CDE – Centro para o Desenvolvimento da Empresa (Bruxelas)

Já aqui , aqui e aqui havíamos abordado o tema CDE – Centro para o Desenvolvimentoda Empresa , herdeiro do CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, instituição conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por missão principal o desenvolvimento do sector privado dos países ACP. Foi uma instituição que teve um papel relevante em Portugal, nos anos 90 e no inicio deste século, no estímulo e na criação de condições para a internacionalização de diversas empresas portuguesas para os países ACP, e principalmente para os países da África Subsaariana. Mas n o passado dia 18 de Junho de 2014 , e tendo em atenção “ the various initiatives to restore the CDE to proper working order did not yield the desired results .... (and) the European Union’s desire to proceed with the revision of Annex III of the Cotonou Agreement and the ordered closing of the CDE ”,   o Conselho de Ministros dos Países AC...

África em mudança

A última edição do Africa’s Pulse (veja aqui ), newsletter bi-anual do Banco Mundial, destaca um conjunto de factos relacionados com a evolução económica e social recente do Continente Africano, nomeadamente (os sublinhados são meus):   - “ O crescimento económico na África Subsariana (ASS) continua a expandir-se, com os 4,7 por cento de 2013 a subirem para uma previsão de 5,2 por cento em 2014 . Este desempenho está a ser incentivado por uma subida do investimento em recursos naturais e infraestruturas, e um robusto consumo das famílias”.   - “Os fluxos de capital para a África Subsariana continuaram a crescer, atingindo uma percentagem calculada em 5,3 por cento do PIB regional em 2013, consideravelmente acima da média de 3,9 por cento dos países em desenvolvimento. Os fluxos entrados na região em investimento líquido direto estrangeiro (IDE) cresceram 16 por cento, atingindo um quase-record de USD43 mil milhões em 2013 , graças ao impulso de nov...

UNCTAD - "Economic Development in Africa Report’2013: Intra-African Trade Unlocking Private Sector Dinamism"

Imagem
      A UNCTAD acaba de publicar o estudo “ Economic Development in Africa Report’2013 - Intra-African Trade: Unlocking Private Sector Dinamism ”, dedicado ao tema das relações comerciais intra-africanas, fazendo uma reflexão sobre como a forma como é que o sector privado africano pode contribuir para o crescimento e reforço deste tipo de relações comerciais.   De acordo com este trabalho, “Intra-African trade presents opportunities for sustained growth and development in Africa. It has the potential to reduce vulnerability to global shocks, contribute to economic diversification, enhance export competitiveness and create employment. (…) The report argues that for African countries to reap expected gains from intra-African trade and regional integration, they will need to place the building of productive capacities and domestic entrepreneurship at the heart of the policy agenda for boosting intra-African trade. In this context, the repor...

"Classe média" em África: a relevância e a necessidade de contextualização

Imagem
Fonte: HBR Blog Network   Via HBR Blog Network um interessante "post" de Bright B. Simons que pode ver aqui sobre a existência ou não de classe média em África e sobre qual a dimensão e características  dessa mesma classe média (outros, como David Cowan, economista no Citigroup Africa , consideram que não existe classe média em África, mas antes " only two super-classes: the über-rich, and a large sprawl of poor people who nevertheless are inclined towards consumption "). São interrogações que têm suscitado diversos estudos, sobretudo de natureza quantitativa, por parte de algumas empresas e organizações internacionais devido, fundamentalmente,  ao potencial de negócio actualmente existente no Continente, em termos globais, ou em em alguns determinados países africanos. Mas Bright B. Simons no referido "post" chama a atenção para o seguinte:  " The qualitative character of the middle class in your targeted African co...

Conferência: " A CPLP na era da globalização", por Carlos Lopes (ONU)

Imagem
Carlos Lopes (Guiné-Bissau) é um destacado funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), ocupando actualmente as funções de  Secretário - Executivo da Comissão Económica para África (ECA) da referida organização.  É também Presidente do Conselho Geral do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa .  Carlos Lopes vai estar em Lisboa, no próximo dia 13 de Maio, pelas 18h00, para proferir uma conferência intitulada “A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) na era da Globalização”, que se realiza na sede da CPLP, Palácio Conde de Penafiel, Rua de São Mamede (ao Caldas). Um tema muito oportuno, face aos desafios actuais que se colocam à CPLP.

"Notas Verbais": OMC. Dois na final, Portugal apoia candidato do Brasil

Imagem
Via Notas Verbais ,  blogue que está de "regresso" à blogosfera e que saúdo com simpatia, um ponto de situação da corrida à liderança da Organzação Mundial de Comércio (OMC), com o candidato brasileiro (na foto), Roberto Azevedo, na fase final, e contando com o apoio de Portugal, juntamente com o candidato mexicano, Hermínio Blanco. P.S.1 - Veja aqui um post anterior sobre este assunto. P.S.2 - Veja também aqui e aqui artigos do The Guardian sobre estas duas candidaturas. P.S.3 - Roberto Azevedo ganhou a corrida para a liderança da OMC, ao contar com o apoio dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) e de um vasto grupo de outros países em desenvolvimento . Os EUA e  maioria dos países da União Europeia, ou de acordo com outras fontes a União Europeia em bloco, votou no candidato mexicano.  Trata-se de um enorme sucesso para a diplomacia brasileira que já tinha consigo recentemente a eleição de Jose Graziano da ...

Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States/Brookings Institution

Imagem
  Um grupo de investigadores da Brookings Institution (EUA) acaba de publicar mais um interessante relatório com o titulo "Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States"(que pode ver aqui ). Trata-se de uma reflexão sobre o actual potencial do Continente Africano e as estratégias que devem ser prosseguidas pelos EUA e que me leva também a colocar a seguinte questão: Que tipo de prioridade e de relevância deve ter actualmente África para Portugal ?

Brookings Institution: "Foresight Africa: Top Priorities for the Continent in 2013"

Imagem
Como tem sido tradição nos últimos anos, a Brookings Institution (EUA), através da Africa Growth Initiative, lançou há dias o seu relatório anual  onde são identificadas as principais tendências e prioridades para o Continente Africano em 2013. Leia aqui o referido relatório.