Angola e China: o fim da lua-de-mel?
A imprensa de hoje, e nomeadamente o Diário Económico , faz referência ao facto da Sonangol, petrolífera estatal angolana, não estar a autorizar as petrolíferas estatais chinesas CNOOC e SINOPEC a comprarem uma participação de 20% no bloco 32 à empresa norte-americana Marathon International Petroleum. Adiantam ainda, com base na opinião de alguns analistas, que este episódio pode significar o “fim da lua-de-mel” entre China e Angola. Na nossa opinião, não se trata do “fim da lua-de-mel” e da forte relação económica e politica que une estes dois países. Trata-se antes de mais, de um sinal que as autoridades angolanas pretendem dar ao Governo chinês que não estão “reféns” ou “dependentes” da sua ajuda económica e financeira e que pretendem, como até aqui, continuar a ter um grupo alargado e diversificado de parceiros económicos e comerciais, entre os quais se inclui, obviamente, a China. Esta tem sido a estratégia que inteligentemente as autoridades angolanas têm vindo a seguir, nos últi...