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A mostrar mensagens de julho 17, 2009

A transição politica no Gabão

Em meados da década de 90 do século passado, desloquei-me em trabalho a Libreville, capital no Gabão, com o objectivo de fazer um levantamento das oportunidades de negócios para as empresas portuguesas e de contactar as principais instituições locais ligadas às áreas económica e empresarial. Dessa viagem, e dos contactos que realizei, houve um conjunto de factos que, na altura, me impressionaram bastante. Em primeiro lugar, a forte presença francesa a todos os níveis da sociedade gabonesa, e nomeadamente na área económica. Empresas e interesses franceses, com ligações ao mais alto nível do poder politico, controlavam a economia gabonesa, e nomeadamente as áreas dos petróleos, banca, infra-estruturas, madeiras e distribuição alimentar (numa deslocação a um supermercado tive oportunidade de ver alfaces, tomates, leite do dia e iogurtes franceses que eram enviados diariamente, e por avião, a partir de Paris. Para além disso, era bem visível todo o dispositivo militar francês no país (a Fr...

Doing Business in India'2009

O Banco Mundial acaba de lançar o estudo "Doing Business in India' 2009". Trata-se de um relatório de leitura obrigatória para quem pretender fazer a abordagem e realizar negócios neste mercado.

Investimento estrangeiro em Espanha cresce apesar da crise económica

O investimento directo estrangeiro (IDE) em Espanha, em 2008, atingiu 37 715 milhões de Euros (bruto), o que constitui um crescimento de 0,4% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Industria, Turismo e Comércio de Espanha. Em termos líquidos, o IDE em Espanha alcançou 34 543 milhões de Euros, o que significou um incremento de 26,7% em relação a 2007. Trata-se de um facto bastante relevante, tendo em atenção a crise económica que se tem feito sentir no pais vizinho, sobretudo, desde o 2º semestre de 2008. Por zonas geográficas, a União Europeia foi o 1º investidor em Espanha, representando 93,2% do total de IDE. Em termos de países, o Reino Unido foi o primeiro investidor (46,3% do total, devido principalmente à operação de compra da Altadis pela Imperial Tobacco), seguido da Alemanha (26,3%), França (7,8%) e Holanda (4,1%). Sinal da forma eficaz e sustentada como as autoridades espanholas têm vindo a fazer a promoção e angariação de IDE, a agência e...