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A mostrar mensagens de julho 15, 2009

Banca angolana instala-se em Portugal

Depois do BAI - Banco Africano de Investimentos e do BIC - Banco Internacional de Crédito , chega a agora a vez do BPA - Banco Privado do Atlântico também se instalar em Portugal. O BPA, tal como o BAI , é um banco participado pela Sonangol e pelo Grupo BCP/ Millennium . O Presidente do Conselho de Administração do BPA é Carlos Silva, ex-administrador do Banco Espírito Santo Angola, e conta também com Isménio Macedo, antigo Director-Geral da Sucursal do BCP/ Millennium em Angola, como administrador. Por sua vez, António Monteiro, ex-Embaixador de Portugal em Paris e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros será um dos rostos do BPA em Portugal. Estas são entidades que pretendem ter um papel preponderante no apoio, captação e intermediação dos inúmeros e cada vez mais relevantes negócios que se fazem entre empresas portuguesas e angolanas, concorrendo directamente com os bancos portugueses instalados em Angola.

O bom exemplo de Cabo Verde

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Em África, Cabo Verde é um exemplo ímpar de transição democrática, de funcionamento das instituições, de liberdade de opinião, de desenvolvimento económico, de gestão da ajuda internacional , de aposta na sociedade do conhecimento. Agora, é também de assinalar o sucesso que este pequeno país - sem grande relevância no contexto politico-diplomático africano, mas com alguns quadros muito bem preparados - está a alcançar na abordagem das instituições internacionais. Esta estratégia acaba de atingir novos resultados com a selecção (entre 65 candidatos), e posterior nomeação, de Helena Semedo, ex-Secretária de Estado e ex-Ministra das Pescas de Cabo Verde (num governo do partido MPD ), para directora-geral para África da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em acumulação com o cargo de adjunta do Director-Geral da FAO .

França e Polónia: que rumos, que cenários, que estratégias de desenvolvimento para o médio-longo prazo?

“France 2025”, do “Conseil d’ Analyse Économique” do Primeiro-Ministro de França, e “Poland 2030 – Development Challenges" , do “Board of Strategic Advisers” do Primeiro-Ministro da Polónia, são dois importantes trabalhos prospectivos sobre os desafios e oportunidades que se colocam a estes dois países no médio-longo prazo. Discutem-se nestes estudos temas como a globalização, a Europa, o crescimento económico, as politicas sociais, a energia e as infra-estruturas, a modernização das instituições, apresentando-se alguns cenários de evolução futura. Na actual encruzilhada por que passa a economia portuguesa, com muitos sinais contraditórios e poucos consensos em relação a questões básicas sobre o modelo de desenvolvimento e o posicionamento internacional do nosso país, parece-nos que esta seria uma iniciativa interessante de ser replicada em Portugal. Ou seja, é necessário reflectir, discutir, partilhar e lançar novos desafios para Portugal, depois de se terem alcançado os dois últ...