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PortugalConnectEU - Missão Empresarial às Instituições Europeias em Bruxelas, 24 e 25 de Junho 2025

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A  AICEP dinamizou, entre os dias 24 e 25 de junho de 2025, no âmbito do projeto PortugalConnectEU, uma missão empresarial às instituições europeias em Bruxelas, que contou com o apoio da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER) e da Embaixada de Portugal na Bélgica, e foi realizada com a colaboração do IAPMEI, CIP (Confederação Empresarial de Portugal) e  Enterprise Europe Network (EEN). Nesta iniciativa participaram 40 empresas e entidades portuguesas (universidades, associações empresariais, clusters , centros de investigação, laboratórios colaborativos, entre outros), num total de 50 participantes, ligados às áreas da economia verde, economia azul e infraestruturas e ação externa da União Europeia . Durante esta missão os participantes tiveram a oportunidade de conhecer programas e instrumentos diretos da UE, bem como oportunidades de negócio e financiamento que visam reforçar a internacionalização, tanto no mercado interno europeu como em merca...

Banco Mundial e Banco Asiático de Desenvolvimento: inquéritos internos apontam para a necessidade de diversas mudanças

Algumas das principais instituições de financiamento multilateral realizam regularmente inquéritos de opinião aos seus empregados ("staff engagement survey") onde se pretende ter a opinião destes sobre vários aspectos e dimensões destas organizações, incluindo o posicionamento em relação aos restantes "stakeholders". Parece-nos um exercício bastante interessante que, desde que bem utilizado, poderá apoiar o topo estratégico destas organizações na implementação de medidas que permitam melhorar o funcionamento das mesmas e até aumentar os níveis de compromisso e de comprometimento dos seus empregados. No caso dos inquéritos lançados recentemente no Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento, entidades de que Portugal é accionista,  constata-se algum descontentamento do "staff" destas institiuições face ao desempenho do seu "senior management", apontando inclusive um conjunto de áreas onde deverão ser introduzidas diversas mudanças. Via ...

Encerramento do CDE – Centro para o Desenvolvimento da Empresa (Bruxelas)

Já aqui , aqui e aqui havíamos abordado o tema CDE – Centro para o Desenvolvimentoda Empresa , herdeiro do CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, instituição conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por missão principal o desenvolvimento do sector privado dos países ACP. Foi uma instituição que teve um papel relevante em Portugal, nos anos 90 e no inicio deste século, no estímulo e na criação de condições para a internacionalização de diversas empresas portuguesas para os países ACP, e principalmente para os países da África Subsaariana. Mas n o passado dia 18 de Junho de 2014 , e tendo em atenção “ the various initiatives to restore the CDE to proper working order did not yield the desired results .... (and) the European Union’s desire to proceed with the revision of Annex III of the Cotonou Agreement and the ordered closing of the CDE ”,   o Conselho de Ministros dos Países AC...

Implicações da mudança do Banco Africano de Desenvolvimento para Abidjan (Costa do Marfim)

Como já aqui havíamos dado conta, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai deixar a sua sede provisória em Tunis (Tunisia), depois de ali ter permanecido cerca de 10 anos, e voltar a Abdijan (Costa do Marfim). Este processo de relocalização já foi iniciado há alguns meses e espera-se que fique concluído até finais de Novembro de 2014. Com esta mudança cerca de 1500 dos 2000 funcionários desta instituição, e respectivas famílias (estima-se um total de 5000 pessoas), vão voltar a Abidjan. Para os funcionários que não pretendam regressar a Abidjan, cerca de 8% do número total de colaboradores,  e que irão abandonar o BAD, foi preparado um pacote de indemnizações para fazer face a esta situação. Mas esta mudança do BAD do Magrebe para a África Ocidental não traz apenas importantes consequências para os colaboradores da instituição. Os efeitos desta decisão são também muito relevantes  para as economias das duas cidades, Tunis e Abidjan, e ...

Fundos soberanos do Médio Oriente escapam à crise internacional

A crise internacional de 2008/2009 parece não ter afectado a capacidade financeira dos fundos soberanos do Médio Oriente que viram, desde 2007, os seus activos crescerem cerca de 60% e atingirem actualmente um valor de 1.600 mil milhões de USD . Entre os fundos soberanos mais robustos contam-se os da Arábia Saudita (680 mil milhões de USD), Abu Dhabi (425 milhões de USD), Koweit (400 mil milhões de USD), Qatar (175 mil milhões de USD), Oman (16 mil milhões de USD) e Bahrein (11 mil milhões de USD). Estas são entidades com uma intervenção geográfica global e que procuram oportunidades de investimento em múltiplos sectores e empresas. Por isso, deveriam fazer parte do "road map" de instituições internacionais a serem abordadas e visitadas regularmente pelos decisores económicos portugueses, sobretudo os que estão ligados às médias e grandes empresas nacionais mais internacionalizadas.

Banco Africano de Desenvolvimento vai voltar a Abidjan (Costa do Marfim)

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  Na sequência de uma decisão do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) tomada na última Assembleia Anual, realizada entre os dias 27 e 31 de Maio de 2013, em Marrakech (Marrocos), esta entidade multilateral de financiamento vai voltar a localizar a sua sede em Abidjan (na foto), Costa do Marfim . A mudança de Abdijan para Tunis ocorreu no ano de 2003, na sequência da eclosão da guerra civil na Costa do Marfim. De acordo com a referida decisão, o início da deslocalização dos cerca de 1500 funcionários do BAD vai ter lugar em finais do corrente ano, esperando-se que este processo fique concluído até Novembro de 2014, altura em que esta instituição irá comemorar o seu 50º aniversário. Esta mudança está a ser preparada com bastante atenção pela administração do BAD -  por exemplo, esta realizou há dias uma sessão de informação/formação para as empresas da Costa do Marfim sobre o tema “Comment devenir fournisseur de la BAD ?” - pois as mu...

BERD quer alargar intervenção na Rússia

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A Rússia é o país com o maior numero de operações no âmbito da actividade do BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. O BERD já financiou  714 projectos no mercado russo, sobretudo no sector privado (84% do total), que implicaram um desembolso financeiro de cerca de 15,6 mil milhões de euros por parte deste instituição financeira internacional. Mas o BERD quer reforçar o seu envolvimento na Rússia, esperando contar para isso com um maior protagonismo das empresas oriundas de alguns dos seus países accionistas, nomeadamente de empresas norte-americanas. Num dircurso realizado há dias na US Chamber of Commerce, em Nova Iorque, Sir Suma Chakrabarti, Presidente doo BERD , apontou, de forma muito clara, as razões desta aposta e as dificuldades que as empresas estrangeiras normalmente encontram na abordagem deste mercado, concluindo do seguinte modo: " There are lucrative opportunities out there - the big risks are commensurate with t...

Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento

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                                                  Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento   Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses    e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao , e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução ...

A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento

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Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a  "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui . No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes . Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às  diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível...

Uma avaliação do World Bank Development Report' 2013 realizada por Jan Svejnar/Columbia University

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Jan Svejnar é Director do Center on Global Economic Governance da SIPA/School of International and Public Affairs-Columbia University e faz, no video acima apresentado, uma interessante avaliação do World Bank Development Report'2013 , este ano dedicado ao tema do emprego.

Banco Interamericano de Desenvolvimento muda representação na Europa de Paris para Madrid

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  Depois de mais de 30 anos em Paris (França), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição financeira multilateral de que Portugal também é accionista, mudou ontem a sede da sua representação na Europa para a cidade de Madrid (Espanha). Neste acto participaram o Presidente do Governo Espanhol, Mariano Rajoy, e o Presidente do BID,   Luis Alberto Moreno, e constitui, sem dúvida, uma importante vitória diplomática para as autoridades espanholas. O BID foi criado em 1959, tem sede em Washington, conta 48 países membros, emprega cerca de 2 000 colaboradores e é a principal fonte de financiamento multilateral na América Latina. Por sua vez, a América Latina é a principal região de destino do investimento directo espanhol no exterior. No caso de Portugal, o BID ainda é pouco conhecida por parte da maioria das empresas portuguesas, apesar dos esforços que nos últimos anos as entidades oficiais nacionai...

Presidência do BERD escapa a alemães e franceses

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Pela primeira vez desde a sua função o BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento vai ter um Presidente que não é nem alemão, nem francês . Um tanto surpreendentemente, o britânico Sir Suma Chakrabarti (na foto), um especialista em questões de desenvolvimento e cooperação internacional, foi eleito, na Sexta-feira,  Presidente do BERD. Na mesma Assembleia Geral do BERD, foi decidido a criação de um fundo especial no valor de mil milhões de euros para apoiar as operações em quatro democracias árabes emergentes: Egipto, Tunísia, Marrocos e Jordânia. Neste quatro países, o BERD vai concentrar a sua actuação "sur le développement du secteur privé, la croissance des petites et moyennes entreprises, l'amélioration des services municipaux, le développement de secteurs financiers stables et l'amélioration des services de fourniture d'énergie" . A prazo, o BERD poderá vir a investir cerca de 2,5 mil milhões de euros por ano nestes quatro países, sem...

Depois do Banco Mundial chega agora a vez do BERD escolher o seu próximo Presidente

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Depois da recente eleição no Presidente do Banco Mundial, vai ser escolhido, próximos dias 18 e 19 de Maio, o próximo Presidente do BERD-Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento , instituição financeira internacional, com sede em Londes. O BERD foi fundado, em 1991, com o objectivo de apoiar a transição para a economia de mercado dos antigos países comunistas da Europa Central e Oriental. Hoje o BERD tem 63 países accionistas, entre os quais Portugal, e alargou a sua intervenção aos países da Ásia Central e mais recentemente também a alguns países do Norte de África e Próximo Oriente, nomeadamente Tunísia, Marrocos, Egipto e Jordânia. Os candidatos à presidência do BERD são: - Bozidar Djelic (ex-Vice-Primeiro-Ministro da Sérvia); - Jan Krzysztof Bielecki (ex-Primeiro Ministro da Polónia); - Philippe de Fontaine Vive Curtaz (Vice-Presidente do Banco Europeu de Investimento, e de nacionalidade francesa); - Suma Chakrabarti ("Permanent Secretary...

Banco Mundial: a tradição cumpriu-se!

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Como se tem verificado nos últimos 60 anos, a tradição cumpriu-se! O Banco Mundial vai continuar a ser dirigido por uma personalidade norte-americana e que vai ser, desta vez, Jim Yong Kim (na foto), professor de saúde pública e presidente da Dartmouth University (EUA). Nesta eleição foi derrotada  a candidata nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala, depois da desistência do colombiano Jose Antonio Ocampo . Ou seja, o bloco EUA/Europa que controla mais de metade dos votos necessários para a eleição do Presidente do Banco Mundial continua a impor as suas regras, não restando alternativa às economias emergentes do que apresentar os seus candidatos, esperando um dia romper esta tradição. Nestas alturas, surge novamente em debate a questão da necessidade de reforma das instituições de Bretton Woods, criadas num contexto histórico e económico que já tem muito pouco a ver com a realidade de hoje. Será que algum dia as economias emergentes vão conseguir impor essas ref...

Quem vai ser o próximo Presidente do Banco Mundial?

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Começou a corrida à liderança do Banco Mundial (World Bank). Até agora este tem sido um lugar "reservado" aos EUA, no âmbito de um "acordo de cavalheiros" que tem permitido que a liderança do FMI (Fundo Monetário Internacional) seja ocupada por candidatos europeus. Desta vez, e depois do Presidente Obama ter designado Jim Yong Kim, professor de saúde pública e presidente da Dartmouth University (EUA),  como o candidato dos EUA à presidência do Banco Mundial , 11 directores executivos desta instituição internacional, oriundos de economias emergentes ou em vias de desenvolvimento, apresentaram as candidaturas da nigeriana  Ngozi Okonjo-Iweala e do colombiano José Antonio Ocampo  (na foto). Joseph Stiglitz faz aqui uma interessante análise sobre o perfil dos vários candidatos. O jornal britânico The Guardian está a promover um inquérito à opinião dos seus leitores sobre este assunto e um conjunto de 100 reputados economistas já subscreveram uma petição ...

Relações China/África: a posição do Banco Africano de Desenvolvimento

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O Banco Africano de Desenvolvimento acaba de publicar um livro designado por "China and Africa: An Emerging Partnership for Development? que faz uma análise das relações económicas entre os países do Continente Africano e a China e avança com um conjunto de recomendações para que que esta relação seja mutuamente vantajosa e contribua, nomeadamente, para uma efectiva redução da pobreza e a para o desenvolvimento sustentado de África. Face à relevância da actual posição económica e política chinesa em África, começa a ser tempo das organizações multilaterais e bilateriais envolvidas no ajuda ao desenvolvimento deste Continente não escamotearem esta situação e terem elas próprias um discurso e uma  posição sobre este assunto para bem das populações e dos governos africanos. A presença da China em África está para ficar e tendencialmente alargar-se-á a outros países e sectores da actividade, como aliás se está verificar, com algumas diferenças de actua...

Quem será o próximo Director-Geral do FMI?

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Num altura em que discute a sucessão de Dominique Strauss-Khan no Fundo Monetário Internacional(FMI), William Hill  na revista "Economist" apontou os mais fortes candidatos ao lugar:

Portugal co-organiza Assembleia Anual do Banco Africano de Desenvolvimento

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Portugal vai co-organizar em Lisboa, nos dias 9 e 10 de Junho de 2011, a próxima Assembleia Anual do Conselho de Governadores do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento . Trata-se de um importante evento internacional que irá trazer a Lisboa os principais actores e decisores internacionais, públicos e privados, envolvidos na problemática do desenvolvimento e da cooperação com o Continente Africano. Espera-se, por isso, que Portugal saiba aproveitar esta excelente ocasião para projectar junto dos referidos decisores internacionais a imagem de um país que mantém um relacionamento económico e politico muito estreito com África e que dispõe de uma oferta de bens e serviços capaz de responder às actuais necessidades de crescimento e de desenvolvimento económico do Continente. Mais informações sobre esta iniciativa podem ser obtidas aqui .

Leituras: "Les entreprises face aux fonds souverains", Institut de l'Entreprise (France)

O Institut de l'Entreprise (France) publicou um oportuno estudo sobre a problemática da intervenção dos fundos soberanos na economia e nas empresas francesas, com o sugestivo titulo "Les entreprises face aux fonds souverains" , e que chega, entre outras, às seguintes conclusões:  "L’arrivée des fonds souverains constitue pour elles (les entreprises) une opportunité, singulièrement en France, où le niveau et la structure de l’épargne nationale, l’absence de fonds de pension nationaux et la modestie des moyens des grands acteurs institutionnels pourraient les priver d’investisseurs de long terme, stables et pourvoyeurs de capitaux à grande échelle. Pour autant, il importe d’établir les conditions d’un partenariat respectueux entre entreprises et fonds souverains. Une stratégie d’attrait des fonds souverains doit désormais voir le jour, prohibant toute réglementation discriminatoire à l’endroit des fonds mais insistant aussi sur la nécessité d’une ...

Qatar Holding: o novo "player" na disputa ACS/HOCHTIEF

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A luta pelo controlo da construtora alemã Hochtief teve esta semana um novo desenvolvimento, depois da OPA hostil que foi realizada sobre esta empresa pela sua congénere espanhola ACS, liderada por Florentino Peres, actual Presidente do clube de futebol Real Madrid. Refira-se que são duas empresas de grande dimensão, com uma presença geográfica global e com actuação em toda a fileira das infraestruturas e "utilities". A ACS é já o maior accionista da Hochtief, com um posição de cerca de 30% do capital social, mas os alemães têm utilizado diversos expedientes e estratégias para evitarem o controlo da  empresa por parte da ACS. Esta semana, e para baralhar ainda mais esta disputa, a Hochtief conseguiu captar os recursos da Qatar Holding LLC, braço financeiro e investidor do referido país do Médio Oriente, que através de um aumento de capital vai passar a controlar 9,1% do capital da empresa por uma valor de 400 milhões de euros . Tudo isto se passa dias depois do Comité Execut...