segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Estudo Ubifrance/Kantar Public - O sector exportador francês: vantagens competitivas e obstáculos ao seu desenvolvimento

A Business France (congénere francesa da AICEP), realizou recentemente, em conjunto com a empresa de consultoria Kantar Public, um estudo de diagnóstico das empresas exportadoras francesas, junto de 352 quadros dirigentes de empresas e de 31 analistas e jornalistas . Entre as diversas conclusões a que chegaram, chamamos a atenção para as seguintes:
 
- "Pour 90% des entreprises interrogées, l’export est un enjeu décisif de leur stratégie. Cette approche se retrouve logiquement dans leur chiffre d’affaires".
 
- "Les avis sont plus partagés sur les atouts et les freins perçus par les entreprises qui exportent depuis la France. 50% d’entre-elles estiment qu’il est facile de se déployer à l’international depuis l’Hexagone tandis que l’autre moitié considère que l’exercice pourrait être facilité. Au chapitre des atouts, la France dispose d’avantages compétitifs majeurs : la qualité des services et produits « made in France » (95% des entreprises interrogées), les infrastructures (85%), la chaîne logistique(85%) ou encore la réputation de la France (83%) sont plébiscitées. Au-delà de ces qualités structurelles, 2/3 des entreprises soulignent l’importance de l’accompagnement aux entreprises
souhaitant exporter".

- "Le positionnement géographique de la France et les liens quelle a su tisser avec les marchés extérieurs, en font un hub dexportation majeur. Dabord vers lEurope, son marché naturel (60%)des exportations françaises sont à destination de lUnion Européenne), pour 88% des entreprises interrogées mais également vers l´Afrique pour plus de 8 entreprises sur 10 (81%). Mais ces atouts sont nuancés par des difficultés persistantes auxquelles sont confrontées les entreprises. En premier lieu et sans surprise, ce sont les coûts qui sont pointés du doigt par les entreprises, que ce soit dans la production (67%), les transports (51%) ou les frais de douanes à l´entrée des marchés étrangers (50%). Plus étonnant, les entreprises estiment à 55% que la France manque d’ouverture vers l’international.Cette perception se situe au niveau culturel. Les Français sont perçus comme ne pratiquant pas suffisamment les langues étrangères et dotés d’un état d’esprit trop peu ouvert vers l’extérieur".

- "Interrogées sur leurs besoins pour réussir à lexport, les 2/3 des entreprises (63%) expriment le souhait dêtre accompagnées dans leurs démarches. Mais avant cet appui de terrain, elles souhaitent bénéficier dune bonne connaissance des marchés visés (98%), dinformations sur la réglementation locale (91%), de bénéficier daides financières (85%) ou de connaître leur potentiel export (84%). Ces besoins sont couverts par le dispositif dappui aux entreprises exportatrices, que ce soit par Business France ou ses partenaires. Mais les dispositifs daides, de même que les organismes qui les gèrent bénéficient dune notoriété encore trop relative".
 
Mais dados sobre este interessante estudo podem ser obtidos aqui.
 
 

Câmara de Comércio Polónia-Portugal atribui medalhas de mérito a um conjunto de personalidades

 


A Câmara de Comércio Polónia-Portugal (CCPP), considerada, em 2014, a melhor Câmara de Comércio de Portugal no estrangeiro, distinguiu, no passado dia 08 de dezembro de 2016, um conjunto de personalidades portugueses e polacas que deram um contributo relevante para a sua criação, em Março de 2008,  e para o desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre Portugal e a Polónia. As medalhas de mérito da CCPP foram atribuídas a Rodrigo Carvalho, Vitor Pinto, António Castro, João Rodrigues, Marcin Krakowiak, José Cunha, Pedro Pereira da Silva e ao signatário.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Emmanuel Faber (CEO, Danone) - Cérémonie Remise Diplômes HEC - Juin 2016


Um discurso fortissimo, e a ouvir com atenção, de Emmanuel Faber, CEO da Danone, na cerimónia de entrega de diplomas (junho de 2016) da HEC (França), uma das escolas de gestão de referência a nível mundial.

sábado, 7 de maio de 2016

Negócios com o Irão

A Harvard Business Review acaba de dedicar um artigo, da autoria de Matthew Spivack (que pode ver aqui), às potencialidades e oportunidades de negócios no mercado do Irão com o sugestivo titulo "What to Know About Doing Business in Iran". Depois de ser efectuado um enquadramento da economia e do ambiente de negócios no Irão - um país de 78 milhões de habitantes, com uma população jovem (60% da população tem menos de 30 anos de idade) e que vive em grandes centros urbanos (mais de 70% da população), Matthew Spivack apresenta um conjunto de sugestões/recomendações que nos parecem muito úteis aos empresários interessados na abordagem deste mercado:
  • " Updating global compliance policies. A comprehensive compliance strategy is the essential bedrock for building and implementing a successful Iran plan. Companies need to confirm that their policies are compliant by consulting with an external sanctions lawyer.
  • Overcoming a lack of market data. Companies looking to enter the market should identify and track leading macroeconomic indicators of specific customer segments. Focusing on data such as population growth, inflation, and GDP growth is a way to anticipate market developments.
  • Finding the right local partners. While it is possible to set up a direct presence, using local distributors at first is strongly advised. The best way to identify new partners involves in-person due diligence. Companies are increasingly considering a “Dubai model,” in which they use local partners in the UAE to connect with distributors in Iran. Many foreign companies have already employed a similar approach through a “Turkish model,” involving partners based in Istanbul.
  • Reclaiming brand equity. Customers may have distorted views of foreign goods that are in Iran illegally. Senior executives should be ready to trace the origins of and combat grey market trade and counterfeits of their products in Iran. Otherwise, companies risk facing challenges related to pricing, value, and positioning against competitors.
  • Accessing foreign exchange. Often, local companies spend weeks waiting for access to foreign currency to import goods from their foreign partners. Without access to the U.S. financial system, this pressure will not ease in the near term. Moreover, this problem is likely to persist because Iran is unifying dual currency exchange rates while also seeking to protect local producers from volatility."
E no final do artigo é ainda realizado o seguinte alerta: "Iran presents an important opportunity for multinational companies that operate in emerging markets. But managing expectations about the country’s trajectory is crucial for building an effective strategy. A smart approach will find the sweet spot: advancing ahead of competitors while sidestepping first-mover mistakes that often plague companies in unfamiliar, rapidly changing, high-stakes business environments".