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Determinantes do investimento directo chinês no estrangeiro

As estratégias de investimento no estrangeiro das empresas chinesas são fortemente influenciadas pela dimensão e pelo potencial de crescimento dos mercados, de acordo com um estudo realizado junto de 140 executivos chineses por Bala Ramasamy, professor na CEIBS - China Europe International Business School (Shangai ). Outros factores determinantes na escolha de mercados externos por parte de investidores chineses estão relacionados com a existência de boas relações políticas e diplomáticas com a China e de acordos comerciais bilaterais, de níveis reduzidos de corrupção, de boas infra-estruturas tecnológicas e de facilidades de natureza fiscal e aduaneira. Estes dados têm particular significado num momento em que a China tem um papel cada vez mais relevante enquanto investidor internacional, como revelam os dados do “World Investment Report’2014”. Com efeito, em 2013, o investimento directo no exterior (IDE) da China ultrapassou, pela primeira vez, os 100 mil milhões de USD, repr...

Finlândia e América Latina

Via blogue EcoAmericano do jornal espanhol El País uma análise muito oportuna de Alejandro Rebossio sobre as relações económicas da Finlândia com os países da América Latina . Em 2013, e pela primeira vez, o governo finlandês estabeleceu um plano de actuação específico para esta região do Continente americano onde já estão instaladas cerca de 160 empresas de capitais finlandeses. O stock de investimento finlandês na região já atingiu um montante de  6 mil milhões de euros. Como se constata, até países com poucas afinidades históricas e culturais com a América Latina, como é do caso da Finlândia, estão a apostar no incremento das relações económicas e comerciais com esta região devido, fundamentalmente, às oportunidades de negócios existentes nos mercados latino-americanos. Face a esta tendência e a este tipo de desafios que surgem num contexto de alguma instabilidade económica e política na União Europeia, vai ser particularmente intere...

Balanços do alargamento de 2004 da União Europeia - convergências a Leste, divergências a Sul

Ontem, dia 1 de Maio de 2014, celebrou-se o 10º aniversário da adesão à União Europeia (UE) de 8 países da Europa Central e Oriental (PECO), nomeadamente a Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia e República Checa (em 2004, também Chipre e Malta passaram a integrar a UE). Num breve balanço destes 10 anos de adesão dos PECO, Zsolt Darvas, do “think tank” Bruegel chega a um conjunto de interessantes conclusões: “ Since their accession to the European Union ten years ago, something extraordinary has has been going on in the central European capitals. Measured in purchasing power standards (PPS), Warsaw, Bratislava and Prague now have a higher GDP per capita than Vienna. Budapest is also not far behind Vienna and the other anniversary members' capitals are closing the gap as well, except the Ljubljana region. This development is in sharp contrast to the relative positions of capitals in southern European countries, which have not converged to th...

África em mudança

A última edição do Africa’s Pulse (veja aqui ), newsletter bi-anual do Banco Mundial, destaca um conjunto de factos relacionados com a evolução económica e social recente do Continente Africano, nomeadamente (os sublinhados são meus):   - “ O crescimento económico na África Subsariana (ASS) continua a expandir-se, com os 4,7 por cento de 2013 a subirem para uma previsão de 5,2 por cento em 2014 . Este desempenho está a ser incentivado por uma subida do investimento em recursos naturais e infraestruturas, e um robusto consumo das famílias”.   - “Os fluxos de capital para a África Subsariana continuaram a crescer, atingindo uma percentagem calculada em 5,3 por cento do PIB regional em 2013, consideravelmente acima da média de 3,9 por cento dos países em desenvolvimento. Os fluxos entrados na região em investimento líquido direto estrangeiro (IDE) cresceram 16 por cento, atingindo um quase-record de USD43 mil milhões em 2013 , graças ao impulso de nov...

Why British (and Portuguese) businesses should consider exporting to Poland?

O "The Guardian", um dos mais importantes e influentes jornais britânicos, publicou há dias um artigo chamando a atenção para a relevância dos mercados da Europa Central e Oriental, e particularmente do mercado da Polónia, como destinos preferenciais para operações de investimento e de exportação das pequenas e médias empresas do Reino Unido. As razões para esta recomendação estão relacionadas, fundamentalmente, com o facto da Polónia constituir um “ fast-developing country benefiting from post-communist economic liberalisation, with a growing appetite for western products" e estar classificado   " among the top 20 most attractive markets globally for retail brands. The fast developing tastes and stable economy mean that if retail is your business, Poland is a great country to target. With internet penetration of 65% in Poland , there are more than 24 million internet users in Poland. That potential can be accessed by simply translating and localising ...

Volkswagen anuncia um grande investimento na Polónia

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    A Volkswagen (VW) acaba de anunciar um novo investimento (de raiz) na Polónia, país onde já possui uma unidade industrial localizada na cidade de Poznán (foto acima). Em Poznán são actualmente fabricados os modelos comerciais Candy e T5 desta marca de automóveis. O novo projecto industrial vai arrancar na cidade de Września (região da Wielkopolska), no âmbito da zona económica especial de Wałbrzych, tem um valor estimado de 800 milhões de euros e irá empregar cerca de 2 300 trabalhadores. A construção desta nova unidade industrial vai iniciar-se ainda este ano e espera-se que, a partir de 2016, se inicie a produção do modelo VW Crafter. Em 2009, prevê-se que venham a ser fabricadas 100 000 unidades/ano de VW Crafter.   Este é (mais) um sinal claro da forte competitividade e da capacidade de atracção de investimento directo estrangeiro, nomeadamente do sector automóvel, dos mercados da Europa Central e Oriental e particularmente do mercado ...

Festa da Francofonia em Portugal (7 a 27 de Março de 2014)

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  Está a decorrer em Portugal, até ao dia 27 de Março, a Festa da Francofonia, numa organização de diversas embaixadas de países ligados à francofonia, em colaboração com outras entidades públicas e privadas. São várias as iniciativas de promoção da cultura e dos valores da francofonia  que estão a decorrer em várias cidades portuguesas e que estão integradas nas comemorações anuais do Dia Internacional da Francofonia (dia 20 de Março) . Neste âmbito, achei particularmente interessante, e muito oportuno, o artigo de opinião publicado este fim-de-semana no Expresso por um conjunto de embaixadores do "eixo da francofonia" acreditados em Portugal sobre a importância da língua francesa e do seu valor económico.

Razões para apoiar o Manifesto dos 70

As "7 razões para apoiar o Manifesto dos 70" apresentadas por Paulo Pedroso, via blogue Banco Corrido , e que subscrevo na globalidade: " 1. A nossa dívida cresceu de forma descontrolada por causa da crise económica internacional e da incapacidade de resposta adequada à nova situação por parte da Europa em geral e da zona Euro em particular, com especiais responsabilidades da parte do governo alemão na gestão errada do processo. 2. A estratégia assente na austeridade está a criar dificuldades adicionais ao país e não a contribuir para a resolução dos seus problemas. Não apenas depende de tornar permanentes medidas que se anunciaram como transitórias como exigirá recorrentemente medidas mais restritivas e asfixiará o investimento público e privado, retirando oxigénio à economia no presente e potencial ao seu crescimento no futuro. Mais, degradará os serviços públicos, já em risco progressivo de paralisia e baixará persistentemente o nível de vida dos portugueses em...

"Putinism: the ideology", Conferência da Profª. Anne Applebaum na London School of Economics and Political Science (LSE), em 28.01.2013

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Uma notável conferência que nos permite compreender melhor o que está em causa no actual conflito político e militar entre a Rússia e a Ucrânia.

Também a Polónia aposta em África

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Este é o video promocional lançado pelo governo polaco, no âmbito do programa "GoAfrica", para incentivar o reforço das relações económicas e empresariais com o Continente Africano, pois " Poland, one of the biggest countries of the European Union, cannot lag behind other European players that are already present in Africa ".

BRIC's, CIVETS, MINT's....

Em 2001, Jim O´Neill, à época economista-chefe da Goldman Sachs, lançou o termo "BRIC" para designar as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2009, Robert Ward, director do “Economist Intelligence Unit” chamou a atenção para as potencialidades dos "CIVETS", isto é, Colômbia, Indonésia, Vietname, Egipto, Turquia e África do Sul, mas alguns destes países viriam a não atingir o esperado protagonismo económico internacional. Mais recentemente, o mesmo Jim O´Neill avançou com o termo "MINT", ou seja, México, Indonésia, Nigéria e Turquia e considera que estes mercados apresentam um elevado potencial de crescimento económico e de oportunidades para as empresas dos países desenvolvidos. Sobre a crescente relevância internacional destes mercados, o referido ex-economista-chefe da Goldman Sachs realizou uma serie de programas na “BBC Radio”, designada por “MINT: The Next Economic Giants” , e o jornal “The Guardian”, no passado dia 10 d...

Malta aposta num programa de concessão de "nacionalidade gold"

O governo de Malta lançou o “Malta Individual Investor Program”, iniciativa que vai permitir a qualquer cidadão estrangeiro, mediante o investimento de uma quantia mínima de 650 000 euros, obter um passaporte de Malta e desse modo a nacionalidade deste país da União Europeia  (em Chipre, e num programa semelhante, são necessários 2,5 milhões de euros para a obtenção da nacionalidade cipriota). Este novo cidadão maltês pode depois solicitar passaportes para a restante família, a preços de saldo: 25 000 euros para cada filho menor e 50 000 euros para os filhos maiores, esposa, pais e sogros. De acordo com o Primeiro-Ministro de Malta, pretende-se com este programa captar investidores estrangeiros e celebridades e individualidades do “jet-set” internacional. Portugal não foi tão longe com a sua política de “vistos gold”, em que mediante determinadas condições, e com um investimento mínimo de 500 000 euros, se pode obter um visto de residência em Portugal. Ref...