“European Attractiveness Survey’2009”/ Ernst&Young

A Ernst&Young acaba de publicar o “European Attractiveness Survey’2009”, desta vez com o subtítulo “Reinventing European Growth”, sob o signo da contracção do investimento directo estrangeiro (IDE), sobretudo ao nível da criação de emprego.

Segundo este trabalho, em 2008, e comparando com os dados de 2007, verificou-se uma redução significativa (-16%) do número de postos de trabalho criados, 176 551 para 148 333 empregos, e uma estabilização do número de projectos de IDE que passaram de 3 712 projectos para 3 718 projectos.



As operações de IDE na Europa, e no que diz respeito ao número de projectos, continuam a ser dominadas por investidores europeus (51% do total), sobretudo alemães, ingleses e franceses, e norte-americanos (25% do total). Os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) apresentaram, ainda, um reduzido número de projectos (6% do total), mas a tendência é para um crescimento do número de operações, fundamentalmente por parte de investidores chineses e indianos.

Segundo a “European Attractiveness Survey’2009”, os países que acolheram maior número de projectos de investimento estrangeiro, em 2008, foram o Reino Unido (686 projectos, 18% do total), França (523, projectos, 14% do total), Alemanha 390 projectos, 10% do total), Espanha (211 projectos, 6% do total) e Polónia (176 projectos, 5% do total). Por sua vez, os países mais beneficiados, em termos de criação de postos de trabalho, no âmbito destes projectos de IDE, foram o Reino Unido (20 196 empregos), Polónia (15 512), França (12 933), Rússia (12 900) e Hungria (11 659).

Portugal acolheu 37 projectos de IDE que criaram 3 448 postos de trabalho.



Quanto a perspectivas e tendências de curto prazo, esta “survey”, para a qual foram entrevistados 809 “global investors”, em Fevereiro de 2009, refere que os principais investidores internacionais vão apostar, fundamentalmente, nos países da Europa Ocidental (40% dos inquiridos) e da Europa Central e Oriental (39%), seguidos da China (33%), América do Norte (25%) e Índia (20%).

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