Bélgica: crise politica e competitividade económica



A Bélgica tem vindo a atravessar há muitos meses um periodo de grande instabilidade politica que tem base as históricas diferenças e rivalidades entre flamengos e francófonos e que se tem consubstanciado em enormes dificuldades dos vários partidos políticos em chegarem a plataformas estáveis e duradouras de entendimento para a governação do país. Na opinião de muitos observadores este tipo de dificuldades de natureza politica, poderá levar um dia  à propria cisão do Estado belga. No entanto, este facto não tem impedido que este país tenha vindo a reforçar a sua competitividade económica e empresarial, como apontam alguns indicadores divulgados nos últimos dias. Assim, no último relatório de avaliação da competitividade das nações (Global Competitiveness Report 2011/2012) do World Economic Forum, a Bélgica alcançou a 15ª posição, o melhor lugar alcançado por este país desde a criação deste ranking em 2001. Pela primeira vez, a Bélgica ultrapassa a França (18ª posição) e aproximou-se da Alemanha  (6ª) e da Holanda (7ª posição). Refira-se que Portugal está classificado em 45ª posição, tendo subido um lugar em relação ao ano passado, num ranking que é liderado pela Suíça, seguida de Singapura e da Suécia. Num outro estudo divulgado há dias pela consultora Deloitte sobre as condições de atractividade, em termos de formalidades legais de emigração, para recursos humanos altamente qualificados oriundos de países fora da União Europeia, a Bélgica tem também uma posição preponderante neste ranking no contexto dos países da União Europeia. De acordo com a Deloitte, um visto de trabalho na Bélgica é emitido num prazo de 3 semanas, enquanto em Espanha e em Itália podem demorar até 6 meses. Para além disso, os rendimentos minimos exigidos para a otenção destes vistos são de 36 000 euros na Bélgica, enquanto na Alemanga alcançam os 65 000 euros.
Em síntese, na Bélgica a instabilidade politica existe, persiste e  poderá levar à própria desintegração do país, mas isso não tem impedido a sociedade belga de se modernizar, de crescer e de se desenvolver.

POSTS MAIS POPULARES

Angela Merkel a mulher mais poderosa do mundo, segundo revista Forbes

Lady Gaga: um "case study" na Harvard Business School

Junta da Andaluzia entra no capital social de empresa tecnológica espanhola

It’s time for São Tomé!

Turquia: mercado de aposta na internacionalização empresarial

Espólio da antiga Diamang - Companhia de Diamantes de Angola na Universidade de Coimbra

A internacionalização das empresas e das marcas angolanas: o caso do refrigerante da marca "Blue"

"Forum des Innovations Financières pour Le Développement", Paris, 04 e 05 de Março de 2010

Martifer, Euro'2012 e diplomacia comercial

Inditex/Zara abriu primeira loja na África do Sul