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BERD quer alargar intervenção na Rússia
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A Rússia é o país com o maior numero de operações no âmbito da actividade do BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. O BERD já financiou 714 projectos no mercado russo, sobretudo no sector privado (84% do total), que implicaram um desembolso financeiro de cerca de 15,6 mil milhões de euros por parte deste instituição financeira internacional. Mas o BERD quer reforçar o seu envolvimento na Rússia, esperando contar para isso com um maior protagonismo das empresas oriundas de alguns dos seus países accionistas, nomeadamente de empresas norte-americanas. Num dircurso realizado há dias na US Chamber of Commerce, em Nova Iorque, Sir Suma Chakrabarti, Presidente doo BERD , apontou, de forma muito clara, as razões desta aposta e as dificuldades que as empresas estrangeiras normalmente encontram na abordagem deste mercado, concluindo do seguinte modo: " There are lucrative opportunities out there - the big risks are commensurate with t...
Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento
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Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao , e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução ...
Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States/Brookings Institution
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Um grupo de investigadores da Brookings Institution (EUA) acaba de publicar mais um interessante relatório com o titulo "Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States"(que pode ver aqui ). Trata-se de uma reflexão sobre o actual potencial do Continente Africano e as estratégias que devem ser prosseguidas pelos EUA e que me leva também a colocar a seguinte questão: Que tipo de prioridade e de relevância deve ter actualmente África para Portugal ?
A importância das competências nas áreas da geopolítica e da globalização nos programas dos cursos de gestão empresarial: a experiência da “Grenoble École de Management”
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A “Grenoble École de Management” é uma das principais escolas de gestão francesas (ver aqui os principais rankings) e organizou, na semana passada, a 5ª edição do “Festival de Géopolitique”, dedicada, este ano, à problemática da globalização. Esta universidade tem tido um papel pioneiro em França na incorporação das problemáticas das geopolítica e da globalização nos “curricula” dos vários cursos de gestão (graduação e pós-graduação). Ou seja, para além das tradicionais unidades curriculares nas áreas da contabilidade, finanças, marketing, logística ou recursos humanos, são também oferecidas aos estudantes da “Grenoble École de Management” um conjunto de competências ao nível da economia internacional, relações internacionais, sociologia, geografia e até antropologia que seguramente vão permitir aos estudantes “compreenderem melhor os outros” e, sobretudo, perceberem o rápido processo de globalização e de transformação económica e social e...
UNCTAD e UNECA analisam relacionamento económico BRICS - ÁFRICA
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Ainda a propósito da última Cimeira dos BRICS, que abordámos no "post" anterior , a UNCTAD – UN Conference on Trade and Investment e a UNECA – Economic Comission for Africa, publicaram dois excelentes trabalhos sobre as relações económicas e comerciais entre os BRICS e o Continente Africano. O documento da UNECA designa-se "Africa-BRICS Cooperation: Implications for Growth, Employment and Structural Transformation in Africa" e o da UNCTAD "The Rise of BRICS and Africa".
A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento
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Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui . No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes . Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível...
Governo espanhol lança programa "Study in Spain"
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Em tempos já havia aqui abordado a pertinência do programa "Study in Australia", lançado pela Austrade, organismo responsável pela promoção do comércio externo e do investimento australianos. Chegou agora a vez do governo espanhol, através da Turespaña (organismo oficial de promoção turística) e do ICEX (organismo oficial de promoção do comércio externo e do investimento), e com a colaboração do Ministério da Educação, Cultura e Desportos e do Instituto Cervantes (organismo oficial de promoção da língua e da cultura espanholas), anunciar uma iniciativa semelhante designada por "Study in Spain" . Este programa tem por " objetivo favorecer el turismo de estudios hacia España y la internacionalización de los servicios educativos de nuestro país, destacando los atractivos de España como destino de estudios y la calidad educativa de los centros de enseñanza. Asimismo pretende captar potenciales estudiantes en el ext...
Banca em África: os níveis de bancarização em Angola e em Moçambique
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Fonte: The Economist Se ainda restavam algumas dúvidas sobre o papel estruturante da banca portuguesa ao nível dos sistema bancário dos PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, e particularmente em Angola e em Moçambique, um artigo recente da revista The Economist, que pode ver aqui , revela que Moçambique e Angola são dos países da África Subsaariana com taxas mais elevadas de bancarização (neste caso, o indicador é a % da população com mais de 15 anos e com uma conta bancária numa instituição financeira). Com efeito, os bancos portugueses, em alguns casos com parceiros locais, foram as primeiras instituições bancárias estrangeiras a instalarem-se em Angola e em Moçambique, a partir do inicio da década de 90 do século passado, e rapidamente expandiram a sua actividade contribuindo decisivamente para o processo de abertura e de expansão da economia destes países.
"Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies" by Victor Zhang, CEO Huawei UK
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Cuba: um excelente "case study" de um país em transição
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Shangai, São Paulo, Moscovo, Mumbai, Silicon Valley, Singapura, Istambul, Joanesburgo são locais que fazem parte dos itenerários obrigatórios dos alunos das principais escolas de gestão nacionais e internacionais. Nestes destinos, costumam realizar alguns módulos dos seus cursos e/ou são disponibilizadas visitas de estudo curriculares para tomarem contacto com a realidade económica e empresarial dos referidos países. A Bradeis International Business School (E.U.A.) para além de seguir o exemplo das suas congéneres em alguns dos referidos destinos, organizou também este ano para os seus alunos de MBA uma visita a.....Cuba - "Students on last week's immersion program mingled with entrepreneurs, exchanged ideas at the University of Havana, visited tobacco farms, and learned the ins and outs of an economy in transition". O que, por todos os motivos, me parece uma excelente escolha e a que acrescentaria também Luand...
Índia na rota da diplomacia económica europeia: depois de Hollande seguiu-se Cameron
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Depois do Presidente francês, François Hollande, ter visitado há dias a Índia , seguiu-se agora a deslocação de David Cameron, primeiro-ministro britânico, uma agenda bastante diversificada, mas onde se destacam os assuntos de natureza económica e empresarial. Com David Cameron seguiu a maior delegação empresarial que algum vez acompanhou um primeiro-ministro britânico à Índia. Quer no caso francês, quer no caso inglês, e também como consequência destas visitas oficiais, está a assistir-se a um reforço dos dispositivos de diplomacia comercial e de apoio à internacionalização junto da representações diplomáticas dos dois países na Índia (para mais informações sobre este assunto veja aqui o website da Embaixada de França em Nova Deli e aqui o website da Embaixada do Reino Unido em Nova Deli), com o objectivo de reforçar o apoio à actividade das empresas francesas e inglesas no vasto e complexo mercado indiano. Depois de Hollande e de Cameron qual será o próximo dirig...