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BusinessEurope: EU-China relations - Engaging with a systemic rival

A BusinessEurope , principal confederação patronal europeia, publicou recentemente um novo "paper" dedicado ao tema das relações União Europeia-China. Veja abaixo as principais conclusões deste documento: i) "EU-China relations have faced considerable challenges in recent times. On the one hand, our trade and investment relations remain characterised by significant asymmetries, including a lack of reciprocity in market access and an unlevel playing field in some sectors. Therefore, the recommendations that BusinessEurope set out in its 2020 publication “ The EU and China: addressing the systemic challenge ” remain relevant today. With the increased politicisation of the Chinese business environment, the situation has become even more challenging for European companies in some areas, exacerbated by the lack of international mobility with China since February 2020. On the other hand, new risk factors have emerged such as China’s increased assertiveness and the supply chai...

A atractividade das universidades norte-americanas e chinesas: os avanços do "soft power" chinês

A r evista  Foreign Policy destaca num artigo recente, designado "Forget Stanford, Tsinghua Beckons" , a crescente atractividade para estudantes internacionais das universidades chinesas em relação às suas congéneres norte-americanas, apesar dos EUA ainda constituírem o principal hub mundial nesta área.  Em 2016, mais de 1 milhão de estudantes internacionais estavam matriculados em instituições de ensino superior nos EUA, contra cerca de 500 000 estudantes na China. Mas as coisas parecem se estar a alterar, ainda que de uma forma muito discreta, mas sustentada, sobretudo ao nível dos estudantes oriundos de países dos Continentes africano e asiático. A autora do artigo, Charlotte Yang, conclui " Y et, if China’s ambitions in Africa and Asia in fact come to fruition, the United States may one day wake up to discover a generation of leaders and elites in those countries who are more familiar—and comfortable—with Beijing than New York".

Negócios com o Irão

A Harvard Business Review acaba de dedicar um artigo, da autoria de Matthew Spivack (que pode ver aqui ), às potencialidades e oportunidades de negócios no mercado do Irão com o sugestivo titulo "What to Know About Doing Business in Iran". Depois de ser efectuado um enquadramento da economia e do ambiente de negócios no Irão - um país de 78 milhões de habitantes, com uma população jovem (60% da população tem menos de 30 anos de idade) e que vive em grandes centros urbanos (mais de 70% da população), Matthew Spivack apresenta um conjunto de sugestões/recomendações que nos parecem muito úteis aos empresários interessados na abordagem deste mercado: " Updating global compliance policies.  A comprehensive compliance strategy is the essential bedrock for building and implementing a successful Iran plan. Companies need to confirm that their policies are compliant by consulting with an external sanctions lawyer. Overcoming a lack of market data.  Companies looking to ...

Banco Mundial e Banco Asiático de Desenvolvimento: inquéritos internos apontam para a necessidade de diversas mudanças

Algumas das principais instituições de financiamento multilateral realizam regularmente inquéritos de opinião aos seus empregados ("staff engagement survey") onde se pretende ter a opinião destes sobre vários aspectos e dimensões destas organizações, incluindo o posicionamento em relação aos restantes "stakeholders". Parece-nos um exercício bastante interessante que, desde que bem utilizado, poderá apoiar o topo estratégico destas organizações na implementação de medidas que permitam melhorar o funcionamento das mesmas e até aumentar os níveis de compromisso e de comprometimento dos seus empregados. No caso dos inquéritos lançados recentemente no Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento, entidades de que Portugal é accionista,  constata-se algum descontentamento do "staff" destas institiuições face ao desempenho do seu "senior management", apontando inclusive um conjunto de áreas onde deverão ser introduzidas diversas mudanças. Via ...

Trailblazers'2015 - China/África

O "China -Africa Reporting Project" da University of Witwatersrand  de Joanesburgo (África do Sul) acaba de lançar uma compilação dos melhores artigos publicados por jornalistas africanos e chineses, entre 2009 e 2014, sobre as relações China-África. Esta primeira colecção foi designada por "Trailblazers'2015" e pode ser vista aqui .

A expansão das comunidades chinesas pelo mundo e as consequências na política externa de Pequim

Via " The Official Blog of Amb. David H. Shinn ", um interessante artigo designado por " How Chinese Nationals Abroad Are Transforming Beijing's Foreign Policy " da autoria de Jonas Parello-Plesner e de Mathieu Duchatel, publicado na revista "Business Spectator", sobre a expansão das comunidades chineses pelo mundo e os seus efeitos na política externa de Pequim. Ou seja, para além da forte presença de empresas e de turistas chineses em todos os Continentes, estima-se que actualmente existam 5 milhões chineses a viver no exterior, incluindo 2 milhões em África. Esta situação está a obrigar as autoridades chinesas a reverem alguns dos seus conceitos fundamentais de política externa, passando agora a ser dado particular enfâse à "protecção dos seus nacionais no exterior", que passou a constituir uma prioridade do Partido Comunista chinês instituída no seu 18º Congresso, em 2012, e a considerarem os seus interesses no exterior como uma priorid...

Lee Kuan Yew

Faleceu Lee Kuan Yew, o primeiro chefe de Governo de Singapura, tendo ocupado o lugar de primeiro-ministro durante três décadas (1955 e 1990), e o principal responsável pela transformação desta antiga colónia britânica num dos mais prósperos e desenvolvidos países do mundo. O jornal britânico The Guardian dedica-lhe um longo artigo (que pode ver aqui ) e a Lee Kuan Yew School of Public Policy da National University of Singapore, considerada a primeira escola asiática de políticas públicas e a 22ª no mundo, presta também um importante tributo ao seu inspirador e principal referência. Aliás, num momento particularmente relevante para a sociedade e para a economia de Singapura, o actual Reitor da Lee Kuan Yew School of Public Policy, Kishore Mahbubani, acaba de publicar um livro que dá pelo nome de " Can Singapore Survive? " que pretende contribuir para uma reflexão, agora ainda mais justificada depois do desaparecimento do mais marcante líder politico e estadista deste país, ...

Os desafios dos investimentos chineses na Europa

Os principais determinantes do investimento chinês na Europa passaram da procura de recursos para a procura de activos e de mercados, de acordo com a opinião de Louis Brennan, professor no Trinity College (Dublin), expressa num "paper" publicado pelo Columbia Center on Sustainable Development (pode ver aqui ). Mas a Europa, com os seus mercados e marcas sofisticadas e as suas potencialidades de desenvolvimento de tecnologias inovadores, coloca também sérios desafios aos investidores chineses, face à grande "distância psicológica" existente entre a Europa e a China e às diferentes formas de acolhimento que tiveram nos países onde se instalaram (desde a resistência e a apreensão até a situações de boa recepção).  Estas diferenças culturais e institucionais entre a Europa e a China estão a obrigar as empresas chineses na Europa a adaptarem-se a novas normas e práticas e a ajustarem o seu estilo de organização e de gestão, passando do tradicional modo de organ...

Negócios em mercados emergentes: as dificuldades de um consórcio de empresas espanholas na Arábia Saudita

Há dias o jornal espanhol "El País" dava conta das dificuldades enfrentadas actualmente por um consórcio de empresas espanholas a quem foi adjudicada, pelo governo da Arábia Saudita, a construção de uma linha de alta velocidade (AVE) entre Medina e Meca. É a maior obra realizada no estrangeiro por empresas espanholas e atinge um valor de 6 700 milhões de euros.  De acordo com as informações recolhidas pelo "El País", este podia constituir um excelente " case study " sobre os condicionalismos da realização de negócios em mercados emergentes, e nomeadamente de contratos públicos, envolvendo múltiplas dimensões e actores. Neste caso, são identificadas uma diversidade de dificuldades que merecem a devida reflexão, sendo certo que algumas delas seriam de algum modo "previsíveis". Assim, temos (traduções realizadas por mim) um" projecto ingovernável, onde é muito complicado pôr de acordo as 12 empresas espanholas"; a "complexidade de u...

Iran - The revolution is over (?)

A revista The Economist na sua edição de 1 de Novembro dedica um caderno especial ao Irão com o sugestivo titulo "The revolution in over" (que pode ver aqui ). Trata-se de uma excelente análise da evolução recente deste país, ao nível político, económico e social, e onde é evidenciada a possibilidade de um acordo com os países ocidentais em relação ao programa nuclear iraniano na sequência das negociações que têm tido lugar em Genebra. Um acordo que, a concretizar-se, poderá mudar bastante a economia iraniana e o quadro actual das relações politicas e diplomáticas no Próximo e Médio Oriente. Hoje a BBC dá conta do grande esforço que está a ser feito pelos ministros dos negócios estrangeiros dos EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Alemanha e Irão para a conclusão do referido acordo até amanhã, Segunda-feira . Sinais de que algo poderá vir a mudar na revolução iraniana.

Será que as empresas da América Latina podem ter sucesso na China?

Já todos sabemos que a China (também) tem uma importância cada vez mais preponderante na América Latina. Mas o Banco Inter-Americano para o Desenvolvimento pretendeu também perceber o posicionamento das empresas da América Latina na China, tendo realizado para o efeito um estudo que designou por " LAC Investment in China: A New Chapter in Latin America and the Caribbean-China Relations ". Deste trabalho resultaram as seguintes principais conclusões: "  (1)  "While natural resources continue to make up the bulk of the region’s exports to China, a diverse group of LAC firms selling products from pastry rolls and passenger jets to IT services have established a strong presence in the Chinese market—showing the answer to that question is a resounding “yes.”; (2) In contrast to LAC-China trade, manufacturing firms are the majority, making up 56 percent of the sample, and representing sectors such as industrial machinery, metals, and foods and beverages. The primary ...

Determinantes do investimento directo chinês no estrangeiro

As estratégias de investimento no estrangeiro das empresas chinesas são fortemente influenciadas pela dimensão e pelo potencial de crescimento dos mercados, de acordo com um estudo realizado junto de 140 executivos chineses por Bala Ramasamy, professor na CEIBS - China Europe International Business School (Shangai ). Outros factores determinantes na escolha de mercados externos por parte de investidores chineses estão relacionados com a existência de boas relações políticas e diplomáticas com a China e de acordos comerciais bilaterais, de níveis reduzidos de corrupção, de boas infra-estruturas tecnológicas e de facilidades de natureza fiscal e aduaneira. Estes dados têm particular significado num momento em que a China tem um papel cada vez mais relevante enquanto investidor internacional, como revelam os dados do “World Investment Report’2014”. Com efeito, em 2013, o investimento directo no exterior (IDE) da China ultrapassou, pela primeira vez, os 100 mil milhões de USD, repr...

Fundos soberanos do Médio Oriente escapam à crise internacional

A crise internacional de 2008/2009 parece não ter afectado a capacidade financeira dos fundos soberanos do Médio Oriente que viram, desde 2007, os seus activos crescerem cerca de 60% e atingirem actualmente um valor de 1.600 mil milhões de USD . Entre os fundos soberanos mais robustos contam-se os da Arábia Saudita (680 mil milhões de USD), Abu Dhabi (425 milhões de USD), Koweit (400 mil milhões de USD), Qatar (175 mil milhões de USD), Oman (16 mil milhões de USD) e Bahrein (11 mil milhões de USD). Estas são entidades com uma intervenção geográfica global e que procuram oportunidades de investimento em múltiplos sectores e empresas. Por isso, deveriam fazer parte do "road map" de instituições internacionais a serem abordadas e visitadas regularmente pelos decisores económicos portugueses, sobretudo os que estão ligados às médias e grandes empresas nacionais mais internacionalizadas.

"Futre e os chineses" - FC Barcelona abre representação comercial em Hong Kong

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A intervenção do ex-futebolista Paulo Futre sobre o potencial económico do mercado chinês para a sustentabilidade comercial e financeira do Sporting Clube de Portugal mereceu, em tempos, um amplo destaque na opinião pública portuguesa (ver vídeo acima). Nesta linha de "argumentação", a imprensa espanhola de hoje dá conta da próxima abertura de uma representação comercial do FC Barcelona em Hong Kong com o objectivo de mobilizar/angariar patrocinadores e publicidade e de desenvolver as propostas de negócios "on line" do clube catalão na China. Neste sentido, como é que os principais clubes de futebol portugueses tencionam tratar as potencialidades de negócio oferecidas pelo mercado chinês?

Ratan Tata: Moving the Tata Group Beyond India

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Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento

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                                                  Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento   Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses    e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao , e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução ...

UNCTAD e UNECA analisam relacionamento económico BRICS - ÁFRICA

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Ainda a propósito da última Cimeira dos BRICS, que abordámos no "post" anterior , a UNCTAD – UN Conference on Trade and Investment e a UNECA – Economic Comission for Africa, publicaram dois excelentes trabalhos sobre as relações económicas e comerciais entre os BRICS e o Continente Africano. O documento da UNECA designa-se "Africa-BRICS Cooperation: Implications for Growth, Employment and Structural Transformation in Africa" e o da UNCTAD "The Rise of BRICS and Africa".

A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento

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Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a  "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui . No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes . Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às  diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível...

"Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies" by Victor Zhang, CEO Huawei UK

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Excelente intervenção de Victor Zhang, CEO no Reino Unido da tecnológica chinesa Huawei sobre o tema "Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies".

Índia na rota da diplomacia económica europeia: depois de Hollande seguiu-se Cameron

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Depois do Presidente francês, François Hollande, ter visitado há dias a Índia , seguiu-se agora a deslocação de David Cameron, primeiro-ministro britânico, uma agenda bastante diversificada, mas onde se destacam os assuntos de natureza económica e empresarial. Com David Cameron seguiu a maior delegação empresarial que algum vez acompanhou um primeiro-ministro britânico à Índia. Quer no caso francês, quer no caso inglês, e também como consequência destas visitas oficiais, está a assistir-se a um reforço dos dispositivos de diplomacia comercial e de apoio à internacionalização junto da representações diplomáticas dos dois países na Índia (para mais informações sobre este assunto veja aqui o website da Embaixada de França em Nova Deli e aqui o website da Embaixada do Reino Unido em Nova Deli), com o objectivo de reforçar o apoio à actividade das empresas francesas e inglesas no vasto e complexo mercado indiano. Depois de Hollande e de Cameron qual será o próximo dirig...