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A propósito da entrada do Grupo Jerónimo Martins na Colômbia

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O Grupo Jerónimo Martins (JM) anunciou esta semana que a Colômbia vai ser o seu novo mercado de expansão internacional, depois de Portugal e da Polónia . Nos próximos 3 anos, o Grupo Jerónimo Martins estima investir cerca de 400 milhões de euros no mercado colombiano. É uma aposta forte de um grupo empresarial que é hoje uma referência mundial no sector da distribuição alimentar . Por sua vez, a Colômbia com 44 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento bastante robusta,  é um dos mercados emergentes que oferece maiores potencialidades de negócios em vários sectores de actividade económica. Esta é também uma noticia que poderá suscitar interesse a algumas empresas portuguesas que apostam nos mercados da América Latina, e nomeadamente na Colômbia, para a sua expansão internacional. A exemplo do que se verificou com a entrada e posterior expansão do Grupo Jerónimo Martins na Polónia, este novo investimento vai criar oportunidades de negócios que...

TAP Air Portugal, Qatar Airways e Spanair

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No inicio deste ano, a imprensa portuguesa dava conta do interesse de várias companhias de aviação estrangeiras na privatização da Tap Air Portugal . Uma das empresas de que se falava era a Qatar Airways, companhia de bandeira do Qatar. Na altura referia-se que "a TAP é muito interessante para a Qatar Airways, já que não tem parcerias nem na Star Aliance, nem na Oneworld, e quer posicionar-se no mapa global...além de que o Qatar tem as maiores reservas de gás do mundo, é muito rico em petróleo e há grandes ligações no Brasil na área do gás. É óbvio que precisa de ligações massivas ao Brasil, logo, uma companhia com mais de 70 ligações semanais para aquele país, como a TAP, torna-se atractiva". Por motivos vários, a privatização da TAP ainda não avançou, mas a  Qatar Airways deu um passo em frente e, de acordo com a imprensa espanhola, estará nesta altura a negociar a aquisição de 49% do capital da companhia espanhola de aviação Spanair que ...

Leituras: "10 Reasons Why Russia Still Matters", Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School

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Foto: AP Photo/RIA-Novosti, Dmitry Astakhov, Presidential Press Service Nas últimas décadas, assistimos a mudanças significativas na politica internacional e ao aparecimento de um conjunto de novas realidades politicas e económicas que mudaram bastante a actuação externa de muitos países, entre os quais os EUA e a Rússia. No entanto, e apesar das novas prioridades das politicas externas norte-americana e russa, a Rússia deve continuar a merecer uma atenção muito especial por parte dos decisores norte-americanos, como justificam e explicam  aqui e aqui um grupo de investigadores do Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School.  E como nos recordam estes investigadores a primeira razão para a Rússia continuar no topo da agenda da politica externa norte-americana é a seguinte: " Russia remains the only nation that can erase the United States from the map in 30 minutes. As every president since John F. Kennedy has recog...

O impacto dos blogues económicos

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Tendo por referência o "paper" " The Impact of Economics Blogs " (veja também aqui ), de David McKenzie and Berk Ozler, Lawrence Addad, Director do Institute of Development Studies (Reino Unido) faz esta interessante reflexão sobre os blogues económicos , em que destaco as seguintes conclusões: "1. Do they affect the dissemination of economics research? (Yes.) They note that RePEc (Research Papers in Economics-a collaborative effort of hundreds of volunteers in 75 countries to enhance the dissemination of research in economics) working paper downloads increase by 20-30 fold after a paper has been mentioned on a popular blog. More formally they regress abstract views on papers mentioned in the top 50 blogs and allow for lags and reverse causality and find big impacts of blog mentions on views. 2. Do they affect the reputation of their creators? (Yes.) Here they use a list of most admired economists (derived from a poll of US academics) and ...

"Doing Business'2012" - World Bank

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Já está disponivel a edição de 2012 do relatório "Doing Business" , elaborado pelo World Bank. O relatório deste ano apresenta as seguintes principais conclusões: - " Morocco improved its business regulation the most compared to other global economies, climbing 21 places to 94, by simplifying the construction permitting process, easing the administrative burden of tax compliance, and providing greater protections to minority shareholders. Since 2005, Morocco has implemented 15 business regulatory reforms; - Besides Morocco, 11 other economies are recognized as having the most improved ease of doing business across several areas of regulation as measured by the report: Moldova, the former Yugoslav Republic of Macedonia, São Tomé and Príncipe, Latvia, Cape Verde, Sierra Leone, Burundi, the Solomon Islands, the Republic of Korea, Armenia, and Colombia; - The Republic of Korea was a new entrant to the top 10; - Governments in 125 economies out of 183 m...

Le (grand) retour de la politique industrielle?

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A politica industrial é um assunto que em França , e nos últimos anos, tem merecido muita atenção por parte dos sucessivos governos, do sector empresarial e dos próprios meios de comunicação social. Porém,   desta vez, o "dossier" da politica industrial francesa está no topo da agenda de vários dos candidatos às próximas eleições presidenciais que se vão realizar neste país em 2012. Como referia há dias o jornal "Le Monde", vários dos candidatos presidenciais têm a vindo a abordar este assunto de forma persistente e assertiva nas suas várias intervenções: "François Hollande (PS) propose un "grand contrat avec l'industrie". François Bayrou (MoDem), "notre urgence, c'est produire". Eva Joly (Europe Ecologie-Les Verts) défend un plan de transition écologique pour une conversion industrielle. Jean-Luc Mélenchon (Front de Gauche) plaide pour un "renouveau industriel et technologique". Marine Le Pen (Front National) ente...

Apresentação do livro "China and Portuguese Speaking Countries", de Nelson Santos António, Virginia Trigo et al.

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Vai decorrer amanhã, dia 24 de Outubro, pelas 18h00, no ISCTE-IUL, ed. II, sala C205, a sessão de apresentação do livro "China and Portuguese Speaking Africa: Business Approaches and Management Models in China, Mozambique and Cape Verde". A obra vai ser apresentada por um dos seus autores, Nelson Santos António, professor catedrático do ISCTE-IUL.

A RTP e a final do campeonato do mundo de râguebi

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Foto: Reuters A Nova Zelândia  ("All Black") derrotou na manhã deste domingo a França por 8-7 e conquistou pela segunda vez na sua história o Campeonato do Mundo de râguebi. Os "All Black" (na foto) são uns justos vencedores deste mundial, mas a França bateu-se muito bem neste jogo. No fim deste mundial, não podia deixar de salientar a posição do canal público de televisão português (RTP) que lamentavelmente não transmitiu, em canal aberto, nenhum dos jogos desta competição, incluindo a final. Na RTP assiste-se, há muitos anos, a uma autêntica "ditadura do futebol" nos espaços de informação e de recreio dedicados ao desporto. Não vejo esta situação em mais nenhum outro país da União Europeia, incluindo Espanha e Itália, onde o futebol também tem grande popularidade. Esta é uma situação que deveria merecer atenção no âmbito do processo de reestruturação que está previsto ser implementado na televisão pública.  Uma mudança nesta área exige-s...

It’s time for São Tomé!

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Na sequência das últimas eleições presidenciais realizadas em São Tomé e Príncipe , a revista "The Economist" dedica um artigo a este arquipélago a que chama "Sao Tome and Principe: The Chocolate Islands". É um artigo que chama a atenção para as potencialidades económicas existentes em São Tomé e Príncipe, sobretudo nos sectores do turismo e da exploração petrolífera. Mais, a "The Economist" considera que "It´s time for São Tomé!". É uma posição que partilho. No entanto, adiantaria que para São Tomé e Príncipe entrar numa nova fase de desenvolvimento e económico e social é necessário  que haja, em primeiro lugar, estabilidade política, a par de um melhor  funcionamento das instituições (ou seja, "melhor governação").  Depois, o governo terá de tentar superar as dificuldades existentes ao nível das infra-estruturas do país e também as debilidades do sistema de educação/formação (a questão da malária, julgo que tenderá a resolver-...

Barreiras na abordagem de mercados extra-comunitários: dados de um inquérito envolvendo empresas belgas

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Num estudo realizado recentemente na Bélgica pela DHL e pela UNIZO (organização empresarial de profissionais liberais e pequenas e médias empresas) junto de 500 PME's com menos de 200 trabalhadores , constatou-se que cerca de 85% das empresas têm actividades de exportação ou de importação, direccionadas, fundamentalmente, para os seguintes mercados/regiões geográficas: França (74%), Alemanha (46%), Holanda (44%), África (10%), Ásia/Oceânia (10%), Médio Oriente (6%) e América do Norte (5%). A Bélgica, tal como a Holanda, são pequenos países com uma grande vocação exportadora e são hoje dois dos principais "traders" globais, No entanto, e numa altura em que lá, como cá, se aposta na abordagem de mercados extra-comunitários, caracterizados por  fortes índices de crescimento e grandes oportunidades de negócios, cerca de 35% das empresas belgas inquiridas encontram nesses países diversas barreiras, nomeadamente ao nível dos procedimentos alfandegários de importação/expo...

Leituras: Alguns "papers" sobre diplomacia económica e diplomacia comercial/Clingendael - Netherlands Institute of International Relations

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A imprensa deste fim-de-semana continua a dar grande destaque à problemática da diplomacia económica portuguesa, e nomeadamente aos desafios que se colocam ao nível do funcionamento do dispositivo nacional de diplomacia comercial. Também o “The Hague Journal of Diplomacy”,  editado pelo  Clingendael - Netherlands Institute of International Relations , dedicou o seu último número ao tema da diplomacia económica. Abaixo pode encontrar um conjunto de artigos publicados nesse número da referida revista: Contents Vol. 6 (2011), No. 1-2 Special issue ·          Economic Diplomacy ·          Economic and Political Perspectives Guest Editors: Peter A.G. van Bergeijk, Maaike Okano-Heijmans and Jan Melissen Editor: Jan Melissen and Paul Sharp ARTICLES: ·          Economic Diplomacy: The Issues. pp. 1-6 – P...

A maioria dos franceses são favoráveis à ajuda pública ao desenvolvimento

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De acordo com os resultados do Barómetro "Agence Française de Développement/IFOP'2011", cerca de 63% dos franceses têm uma posição favorável à politica de ajuda pública ao desenvolvimento prosseguida pelo governo do seu país (veja aqui e aqui informações sobre este estudo). Ainda de acordo com o mesmo estudo "... 77% d’entre eux considèrent même que l’Etat français doit disposer de sa propre politique d’aide au développement au sein de l’Europe. La lutte contre la pauvreté est le premier des  objectifs à atteindre, pour 36% des Français. Les secteurs prioritaires restent l’accès à l’eau potable (pour 35% des Français), l’accès à l’éducation (14%) et la santé (8%). S’ils souhaitent que les pays d’Afrique subsaharienne restent une zone d’intervention prioritaire, ils sont aussi nombreux à espérer un engagement supplémentaire de la France en faveur des pays d’Afrique du Nord. 45% des Français jugent que le résultat global de l’APD est plutôt positif et répond à l...