sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Os hispânicos e as indústrias culturais em espanhol nos EUA

Nos EUA vivem actualmente cerca de 54,1 milhões de pessoas com origens hispânicas que representam 17% da população do país. Em 2050, estima-se que os hispânicos venham a constituir 30% dos habitantes dos EUA. Nessa altura, os EUA serão o país do mundo onde mais se falará espanhol. Tendo em atenção esta realidade, o "think tank" espanhol Real Instituto Elcano realizou um estudo de caracterização do mercado norte-americano para as indústrias culturais em língua espanhola, designado por "Los latinos y las industrias culturales en español en Estados Unidos", tendo chamado a atenção para para o facto do "el mercado cultural “hispano-unidense”, como hemos querido llamarlo en este documento, sigue suponiendo un prometedor espacio de crecimiento para las industrias culturales en español de todo el mundo, pero sólo si se lo comprende en su complejidad y su heterogeneidad. La música, la radio, el cine, la televisión y la industria editorial son, precisamente por su carácter de industrias culturales, no sólo mercados de contenido, sino sobre todo espacios para la gestión de las identidades. Sólo un esfuerzo permanente por conocer y comprender las transformaciones de la comunidad latina en EEUU, sus consumos y prácticas de consumo cultural, puede garantizar una mirada lo suficientemente compleja sobre los “hispano-unidenses”, acorde con la realidad multicultural de un grupo sin el que no puede comprenderse el presente ni el futuro del que ya es el segundo país del mundo, tras México, en número de hablantes de español". Ou seja, existe um enorme potencial para as indústrias culturais hispânicas neste país, mas é necessário que se faça um maior esforço para compreender as dinâmicas, especificidades e as rápidas transformações por que passa a comunidade hispânica nos EUA.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Negócios em mercados emergentes: as dificuldades de um consórcio de empresas espanholas na Arábia Saudita

Há dias o jornal espanhol "El País" dava conta das dificuldades enfrentadas actualmente por um consórcio de empresas espanholas a quem foi adjudicada, pelo governo da Arábia Saudita, a construção de uma linha de alta velocidade (AVE) entre Medina e Meca. É a maior obra realizada no estrangeiro por empresas espanholas e atinge um valor de 6 700 milhões de euros.  De acordo com as informações recolhidas pelo "El País", este podia constituir um excelente "case study" sobre os condicionalismos da realização de negócios em mercados emergentes, e nomeadamente de contratos públicos, envolvendo múltiplas dimensões e actores. Neste caso, são identificadas uma diversidade de dificuldades que merecem a devida reflexão, sendo certo que algumas delas seriam de algum modo "previsíveis". Assim, temos (traduções realizadas por mim) um" projecto ingovernável, onde é muito complicado pôr de acordo as 12 empresas espanholas"; a "complexidade de uma obra em pleno deserto e num país com uma cultura diferente"; a mudança do ministro dos transportes (o ministério dos transportes saudita é a entidade adjudicante da obra), engenheiro de formação, e que "ao contrário do comportamento habitual de outros príncipes árabes que nunca dizem não (...) este expressa a sua contrariedade de forma directa"; o longo periodo de negociação da obra (mais de 3 anos); a "falta de liderança num projecto que desde o principio tem estado muito politizado", com o ministro saudita dos transportes, a não querer falar com politicos, mas com técnicos, e pretendendo, sobretudo, ter um único  interlocutor; a pretensão das empresas espanholas de que o governo saudita reconheça e aceite o atraso nas obras, enquanto o governo saudita pretende que as empresas cumpram o prazo estabelecido para a conclusão das obras; os custos e as dificuldades para ultrapassaram os problemas técnicos resultantes das difíceis condições ambientais locais (clima e terrenos de areia)  e até das condições de trabalho, sobretudo para os trabalhadores expatriados  ("de vez em quando temos que enviar o pessoal aos Emirados Árabes Unidos para que tomem uma cerveja e vejam um filme");  a existência de um consórcio com um número muito alargado de empresas (os consórcios concorrentes não tinham mais de 4 empresas) e com perfis muito diferentes em termos de propriedade (empresas públicas e empresas privadas), dimensão e experiência internacional; e como se tudo isto já não bastasse, são ainda apontadas as dificuldades de "lobbying" da diplomacia económica espanhola que supostamente não geriu de uma forma regular e sustentada a relação com os seus interlocutores institucionais locais, sobretudo,  depois da saída do Rei Juan Carlos que teve um papel decisivo na adjudicação desta obra, devido às suas relações de amizade com a família real saudita (o antigo soberano espanhol teve de deslocar-se, agora e  de novo, a Riade). Como referi no inicio, este é um autêntico "case study" sobre a realização de contratos públicos em mercados emergentes, neste caso envolvendo os sectores consultadoria, construção civil e fornecimento de equipamentos, com implicações também ao nível da imagem e da notoriedade de um país (Espanha) numa região de elevado potencial económico. Veremos como é que todas estas dificuldades vão ser ultrapassadas!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Mudanças no dispositivo francês de diplomacia económica: lançamento da "Business France"

Com efeitos a 1 de Janeiro de 2015, o governo de Manuel Valls decidiu efectuar a fusão das duas principais agências envolvidas na promoção internacional da economia e das empresas francesas, ou seja, a  "Invest in France-Agence Française pour les Investissements Internationaux" e a "Ubifrance" deram ligar à "Business France". A "Business France" vai ter como missão "favoriser le développement international des entreprises implantées en France, de promouvoir les exportations françaises et de développer l’attractivité du territoire national. Business France prendra ainsi toute sa part dans les efforts pour générer plus d’échanges et d’investissements durables, au service de la relance de l’économie française, du développement économique des territoires et de la création d’emplois". Nesta mudança do dispositivo francês de diplomacia económica vai também haver uma atenção muito especial ao apoio à internacionalização das pequenas e médias empresas, à divulgação da imagem global de França e à racionalização dos meios e das equipas das duas entidades agora extintas. A rápida transformação por que passa a economia internacional e a crescente concorrência entre países pela promoção das suas empresas e pelas captação de investimento internacional, obrigam os Estados, cada vez com maior frequência, a efectuarem mudanças e reajustamentos nas suas políticas de promoção económica internacional.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Votos de um Bom Ano de 2015!


Lituânia: a adesão à Zona Euro e as relações com a Rússia


Depois da Estónia, em 2011, e da Letónia, em 2014, a Lituânia é, desde hoje, o último país Báltico a aderir à Zona Euro. A entrada da Lituânia na Zona Euro decorre numa altura de grande tensão entre a Rússia e os Países Bálticos (antigas repúblicas da União Soviética), e constitui mais uma etapa no processo de integração deste país a Ocidente (por contraponto ao facto de anteriormente pertencer ao chamado Bloco de Leste), depois da adesão, em 2004, à União Europeia e à NATO. Por ora, e de acordo com uma sondagem do Eurobarómetro de Dezembro de 2014, 63% da população lituana tem uma posição favorável à mudança de moeda e às consequências decorrentes desta opção, numa altura em que a economia lituana revela já sinais de se encontrar familiarizada com esta nova moeda (mais de 70% dos empréstimos bancários das empresas e das famílias são realizados em Euros). Por outro lado,  cerca de 50% das exportações lituanas já são destinadas aos países da União Europeia, tendência que se está a consolidar, depois da crise russa de 1998 ter forçado grande parte das empresas lituanas a reorientarem as suas prioridades em termos de mercados de exportação. No entanto, a Rússia continua a ser o primeiro cliente (19,8% do total, em 2013) e o primeiro fornecedor (28,1% do total, em 2013) da Lituânia. Mas a evolução da situação na Rússia deverá continuar a ser acompanhada com muita atenção pelas autoridades deste país de 3 milhões de habitantes (dos quais cerca de 5% são de origem russa), que adquire actualmente a totalidade das suas necessidades de gaz à Rússia, que viu recentemente algumas das suas empresas agrícolas impedidas de exportarem os seus produtos para este mercado na sequência do embargo russo a um conjunto de produtos agrícolas europeus, mas que quer continuar a reforçar ao seu posicionamento no âmbito da União Europeia e da NATO.

domingo, 14 de dezembro de 2014

As prioridades do processo de expansão internacional das universidades do Reino Unido

David Bell, Vice-Chanceler na Universidade de Reading, Reino Unido, num artigo de opinião que publicou recentemente com o titulo "Why Africa should be the next focus for UK global higher education drive" faz uma excelente análise do processo de internacionalização das universidades britânicas e dos desafios actualmente existentes nesta área. Desta análise retirámos algumas considerações que nos parecem bastante relevantes, a saber:

- "Until now, UK universities have focused on the emerging economies of Asia, with great success. This has brought Asian students to the UK in large numbers. It has also prompted British universities to set up new campuses overseas and initiate agreements with in-country institutions – the model known as transnational education".

-  "Transnational education is on the rise. In November, the Higher Education Funding Council for England reported on the increasing importance of overseas campuses and partnerships in sustaining the growth of UK universities. The Department for Business and Industry has also calculated that the sector is worth nearly half a billion pounds annually.Currently, South Africa is still somewhat off the radar of many UK universities. But some international providers, such as Australia’s Monash University, are already well embedded and seeing the extraordinary results. I am proud that my institution’s business school is among them".

-  "Given the strong historical ties to Britain, South African students might consider coming to UK universities to supplement their in-country education, before returning to lead change. Such transnational education can bring additional benefits for UK-based students too. As graduate employers increasingly look to attract a workforce with “global skills", providing opportunities for study and travel in both directions becomes more important. Transnational campuses in English-speaking countries could bring new opportunities for more adventurous anglophone undergraduates, in subjects beyond those that traditionally involve a year abroad".

Em síntese, parece-nos que esta reflexão de David Bell pode constituir um contributo importante para o debate que está a ter lugar em algumas universidades portuguesas (públicas e privadas) sobre o seu processo de expansão internacional, nomeadamente para os países lusófonos. Aliás, estamos em crer que este espaço de expansão natural das universidades portugueses vai passar a ser disputado, a muito curto prazo, por universidades de outros países, a exemplo do que verifica em outros sectores da actividade económica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Despesas militares em África aumentaram 8,3% em 2013



"Last year military spending there grew by 8.3%, according to the Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), faster than in other parts of the world (see chart). Two out of three African countries have substantially increased military spending over the past decade; the continent as a whole raised military expenditure by 65%, after it had stagnated for the previous 15 years. Angola’s defence budget increased by more than one-third in 2013, to $6 billion, overtaking South Africa as the biggest spender in sub-Saharan Africa. Other countries with rocketing defence budgets include Burkina Faso, Ghana, Namibia, Tanzania, Zambia and Zimbabwe. The continent’s biggest spender by far is Algeria, at $10 billion".

domingo, 23 de novembro de 2014

Iran - The revolution is over (?)

A revista The Economist na sua edição de 1 de Novembro dedica um caderno especial ao Irão com o sugestivo titulo "The revolution in over" (que pode ver aqui). Trata-se de uma excelente análise da evolução recente deste país, ao nível político, económico e social, e onde é evidenciada a possibilidade de um acordo com os países ocidentais em relação ao programa nuclear iraniano na sequência das negociações que têm tido lugar em Genebra. Um acordo que, a concretizar-se, poderá mudar bastante a economia iraniana e o quadro actual das relações politicas e diplomáticas no Próximo e Médio Oriente. Hoje a BBC dá conta do grande esforço que está a ser feito pelos ministros dos negócios estrangeiros dos EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Alemanha e Irão para a conclusão do referido acordo até amanhã, Segunda-feira. Sinais de que algo poderá vir a mudar na revolução iraniana.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Estudo da Fundação Dom Cabral (Brasil) revela que 25% das “startups” brasileiras cessam a sua actividade em menos de 1 ano

A Fundação Dom Cabral, a 1ª escola de negócios da América Latina e a 23ª no ranking de 2014 do Financial Times sobre as melhores escolas de negócios do mundo, investigou as causas da “mortalidade” das “startups” brasileiras (empresas inovadores e com forte incorporação tecnológica) e concluiu que 25% destas empresas cessam a sua actividade antes de atingirem o 1º ano de actividade e cerca de 50% não chegam a atingir 4 anos de actividade. De acordo com este estudo, onde foram entrevistados os fundadores de 221 “startups” (130 “startups” em operação e 91 já descontinuadas), as principais causas da descontinuidade ou encerramento destas empresas têm a ver, sobretudo, com três tipos de factores:

- “O primeiro é o número de sócios: a cada sócio a mais que trabalha em tempo integral na empresa, a chance de descontinuidade da startup aumenta em 1,24 vez. Ou seja, quanto mais fundadores à frente da startup, maiores as suas chances de ‘morrer’. “


- “Outro fator avaliado é o volume de capital investido na “startup” antes do início das vendas. Três situações foram consideradas: empresas que, antes de faturar, dispunham de capital suficiente para manter seus custos operacionais por um mês; ou pelo período de 2 meses a um ano; ou por mais de um ano. A pesquisa mostra que o cenário mais preocupante é o de startups cujo capital investido cobre os custos operacionais pelo período de 2 meses a um ano – elas são 3,2 vezes mais suscetíveis de desaparecer do que as companhias com capital suficiente para cobrir os custos por um mês e 2,5 vezes mais suscetíveis do que as com capital para cobrir os custos por mais de um ano de operação”.

- “O terceiro fator para avaliar as causas da ‘mortalidade’ das startups no Brasil é o local de instalação. Quando a empresa está em uma aceleradora, incubadora ou parque, a chance de descontinuidade da empresa é 3,45 vezes menor em relação às startups instaladas em escritório próprio ou sala/loja alugada. A pesquisa mostra, ainda, o padrão de instalação das startups nos Estados brasileiros. No Rio Grande do Sul e Pernambuco, elas tendem a se instalar em incubadoras, aceleradoras e parques; em São Paulo e Paraná, é mais comum a prática do home-office, coworking e escritório virtual; no Rio de Janeiro e Minas Gerais, predomina a instalação da empresa em escritório próprio ou sala alugada.”

As conclusões deste estudo (que pode ver aqui) são de grande importância e utilidade, quer para os empreendedores brasileiros que pretendam vir a criar as suas próprias “startups”, quer inclusive para próprias "startups" estrangeiras, incluindo obviamente as portuguesas, que tenham intenções de se instalarem no Brasil, pois são identificadas as principais ameaças e barreiras actualmente existentes ao estabelecimento e à sobrevivência deste tipo de empresas no referido mercado.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Os 16 melhores locais para investir na Polónia

O PAIiIZ - Agência Polaca de Informação e de Investimento Estrangeiro acaba de anunciar o resultado do concurso  "The Golden Site' 2014 National Competition" onde foram seleccionados os 16 melhores locais para investir na Polónia. Na edição deste ano da referida competição que escolhe a melhor localização para a realização de investimentos em cada uma das 16 Províncias polacas, constata-se que as empresas procuram, sobretudo, espaços que estejam situados próximos de boas vias de comunicação e de Zonas Económicas Especiais e que permitam a realização de investimentos de raíz. Veja aqui uma breve caracterização dos referidos "16 Polish best investment sites of 2014".

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A propósito da venda pela Suécia de 36 aviões de combate Gripen ao Brasil

A indústria de defesa sueca continua a fazer o seu caminho, com descrição, mas com grande eficiência, como, aliás, caracteriza a abordagem e o posicionamento internacional da generalidade dos agentes económicos públicos e privados suecos. Desta vez, o construtor de aviões SAAB acabou de concluir um acordo com o governo brasileiro para a venda de 36 caças Gripen por um valor de 4,8 mil milhões de euros, num contrato em que competia com a francesa Dassault-Aviation, com o seu modelo Rafale, e com a norte-americana Boeing que apresentava uma proposta para o fornecimento do F/A-18 Super Hornet. Esta encomenda vai permitir, à Suécia, a criação de milhares de postos de trabalho e o desenvolvimento a longo prazo deste modelo de avião e da própria indústria de aviação militar sueca e, ao Brasil, o acesso a conhecimentos e a tecnologias nas áreas da concepção e construção de aviões de combate.

O avião de caça Gripen é actualmente utilizado pelas forças armadas da Suécia, República Checa, Hungria, África do Sul e Tailândia.


A Suécia é um país membro da União Europeia, mas que não integra a Nato, e constitui o 3º maior exportador de armas do mundo “per capita”, atrás de Israel e da Rússia.


Estes factos vêm chamar-nos a atenção para, pelo menos, três situações que devem merecer alguma reflexão. A primeira, tem a ver com a competitividade demonstrada pela indústria de defesa europeia que, mesmo nestes tempos de recessão em muitos países do Continente Europeu, é capaz de rivalizar com a oferta da norte-americana Boeing, um dos principais “players” mundiais na área da defesa (apesar de que devemos também ter presente a dimensão política geralmente associada a este tipo de contratos). A segunda, está relacionada com o facto muito relevante da indústria de defesa sueca ter conseguido modernizar-se fora do contexto politico e institucional da NATO ou de qualquer outra aliança militar. E a terceira, vem destacar a necessidade das empresas portuguesas continuarem a acompanhar com muita atenção as oportunidades de cooperação industrial e tecnológica existentes no mercado sueco, quer no sector da defesa, quer em outros sectores de actividade.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Homenagem a Ildo Lobo (1953-2004)

 
 
Há dez anos falecia, na cidade da Praia, Ildo Lobo, uma das maiores vozes de Cabo Verde. Para assinalar a data, um grupo de amigos reuniu-se há dias, em Cabo Verde, para o homenagearem. Uma justa homenagem!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Reunião anual da ETPO - European Trade Promotion Organisations

A reunião anual da ETPO - European Trade Promotion Organisations tem lugar hoje e amanhã em Madrid (Espanha). Desta vez, participam representantes de 22 agências públicas europeias de promoção das exportações e do invesimento, incluindo a AICEP. É uma excelente oportunidade para conhecer as principais tendências ao nível das politicas públicas de apoio à internacionalização e para efectuar "benchmark" das actividades desenvolvidas por algumas das mais dinâmicas agências públicas de promoção das exportações.

Mercados fronteira: África lidera interesse numa amostra de 200 multinacionais

O "WSJ Frontiers/FSG Frontier Markets Sentiment Index Q3 2014" acaba de ser anunciado. Baseado numa amostra de 200 empresas multinacionais, este estudo revela um interesse acrescido destas empresas num conjunto de mercados fronteira, com destaque para a Nigéria, Quénia, Arábia Saudita e Marrocos. África continua a ser a região que suscita mais interesse junto das referidas empresas multinacionais, contribuindo com 5 mercados para o Top 10 e com 12 para o TOP 20. Veja mais informações sobre este assunto aqui.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Publicações do Banco de Portugal sobre os Países de Língua Portuguesa

O Banco de Portugal acaba de publicar três interessantes publicações sobre  a economia e as relações económicas com os Países de Língua Portuguesa, nomeadamente:

- Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2013-2014;
- Cadernos de Cooperação nº 5;
- #Lusofonia - 2014 .

Estes são trabalhos que têm contribuido para uma melhoria bastante significativa do conhecimento público sobre os Países de Língua Portuguesa, permitindo também o acesso a conjunto de dados de natureza económica que se encontram muitas vezes inacessíveis, dispersos e desactualizados. 

A nova dinâmica do International Trade Centre

O International Trade Centre (ITC), instituição conjunta das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio (OMC), está a sofrer uma verdadeira revolução desde a chegada à sua liderança, em Setembro de 2013, da espanhola Arancha González. Desde que acompanho esta instituição, e já lá vão alguns anos, julgo que nunca assisti a um trabalho tão notável e relevante como aquele que está a ser agora desenvolvido por Arancha González, uma especialista em comércio e investimento internacional que chefiou durante vários anos o gabinete de Pascal Lamy na OMC. Uma das últimas iniciativas do ITC foi o lançamento da "SME Trade Academy", uma plataforma tecnológica que pretende oferecer formação "on line" para pequenas e médias empresas e para especialistas nas áreas do comércio e do investimento internacional dos sectores público e privado.