A revista The Economist na sua edição de 1 de Novembro dedica um caderno especial ao Irão com o sugestivo titulo "The revolution in over" (que pode ver aqui). Trata-se de uma excelente análise da evolução recente deste país, ao nível político, económico e social, e onde é evidenciada a possibilidade de um acordo com os países ocidentais em relação ao programa nuclear iraniano na sequência das negociações que têm tido lugar em Genebra. Um acordo que, a concretizar-se, poderá mudar bastante a economia iraniana e o quadro actual das relações politicas e diplomáticas no Próximo e Médio Oriente. Hoje a BBC dá conta do grande esforço que está a ser feito pelos ministros dos negócios estrangeiros dos EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, Alemanha e Irão para a conclusão do referido acordo até amanhã, Segunda-feira. Sinais de que algo poderá vir a mudar na revolução iraniana.
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências e negócios em mercados internacionais. Estratégias de desenvolvimento e de internacionalização empresarial. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
domingo, 23 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Estudo da Fundação Dom Cabral (Brasil) revela que 25% das “startups” brasileiras cessam a sua actividade em menos de 1 ano
A Fundação Dom Cabral, a 1ª escola de
negócios da América Latina e a 23ª no ranking de 2014 do Financial Times sobre as melhores escolas de
negócios do mundo, investigou as causas da
“mortalidade” das “startups” brasileiras (empresas inovadores e com forte incorporação
tecnológica) e concluiu que 25% destas empresas cessam a sua actividade antes
de atingirem o 1º ano de actividade e cerca de 50% não chegam a atingir 4 anos
de actividade. De acordo com este estudo, onde foram entrevistados os
fundadores de 221 “startups” (130 “startups” em operação e 91 já
descontinuadas), as principais causas da descontinuidade ou encerramento destas
empresas têm a ver, sobretudo, com três tipos de factores:
- “O primeiro é o número de sócios:
a cada sócio a mais que trabalha em tempo integral na empresa, a chance de
descontinuidade da startup aumenta em 1,24 vez. Ou seja, quanto mais fundadores
à frente da startup, maiores as suas chances de ‘morrer’. “
- “Outro fator avaliado é o volume
de capital investido na “startup” antes do início das vendas. Três
situações foram consideradas: empresas que, antes de faturar, dispunham de
capital suficiente para manter seus custos operacionais por um mês; ou pelo
período de 2 meses a um ano; ou por mais de um ano. A pesquisa mostra que o
cenário mais preocupante é o de startups cujo capital investido cobre os custos
operacionais pelo período de 2 meses a um ano – elas são 3,2 vezes mais
suscetíveis de desaparecer do que as companhias com capital suficiente para
cobrir os custos por um mês e 2,5 vezes mais suscetíveis do que as com capital
para cobrir os custos por mais de um ano de operação”.
- “O terceiro fator para avaliar as
causas da ‘mortalidade’ das startups no Brasil é o local de instalação.
Quando a empresa está em uma aceleradora, incubadora ou parque, a chance de
descontinuidade da empresa é 3,45 vezes menor em relação às startups instaladas
em escritório próprio ou sala/loja alugada. A pesquisa mostra, ainda, o padrão
de instalação das startups nos Estados brasileiros. No Rio Grande do Sul e
Pernambuco, elas tendem a se instalar em incubadoras, aceleradoras e parques;
em São Paulo e Paraná, é mais comum a prática do home-office, coworking e
escritório virtual; no Rio de Janeiro e Minas Gerais, predomina a instalação da
empresa em escritório próprio ou sala alugada.”
As conclusões deste
estudo (que pode ver aqui) são de grande importância e utilidade, quer para os empreendedores
brasileiros que pretendam vir a criar as suas próprias “startups”, quer
inclusive para próprias "startups" estrangeiras, incluindo obviamente as portuguesas, que tenham intenções de se instalarem no Brasil, pois
são identificadas as principais ameaças e barreiras actualmente existentes ao estabelecimento e à sobrevivência
deste tipo de empresas no referido mercado.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Os 16 melhores locais para investir na Polónia
O PAIiIZ - Agência Polaca de Informação e de Investimento Estrangeiro acaba de anunciar o resultado do concurso "The Golden Site' 2014 National Competition" onde foram seleccionados os 16 melhores locais para investir na Polónia. Na edição deste ano da referida competição que escolhe a melhor localização para a realização de investimentos em cada uma das 16 Províncias polacas, constata-se que as empresas procuram, sobretudo, espaços que estejam situados próximos de boas vias de comunicação e de Zonas Económicas Especiais e que permitam a realização de investimentos de raíz. Veja aqui uma breve caracterização dos referidos "16 Polish best investment sites of 2014".
terça-feira, 28 de outubro de 2014
A propósito da venda pela Suécia de 36 aviões de combate Gripen ao Brasil
A indústria de defesa sueca continua a fazer o seu
caminho, com descrição, mas com grande eficiência, como, aliás, caracteriza a
abordagem e o posicionamento internacional da generalidade dos agentes económicos públicos
e privados suecos. Desta vez, o construtor de aviões SAAB acabou de concluir um acordo com o governo brasileiro para a venda de 36 caças Gripen por um valor de 4,8 mil milhões de euros, num contrato em que competia com a francesa Dassault-Aviation, com o seu modelo Rafale, e com a norte-americana Boeing que apresentava uma proposta para o fornecimento do F/A-18 Super Hornet. Esta encomenda vai permitir,
à Suécia, a criação de milhares de postos de trabalho e o desenvolvimento a
longo prazo deste modelo de avião e da própria indústria de aviação militar
sueca e, ao Brasil, o acesso a conhecimentos e a tecnologias nas áreas da
concepção e construção de aviões de combate.
O avião de caça Gripen é actualmente utilizado pelas forças
armadas da Suécia, República Checa, Hungria, África do Sul e Tailândia.
A Suécia é um país membro da União Europeia, mas
que não integra a Nato, e constitui o 3º maior exportador de armas do mundo “per capita”, atrás de Israel e da
Rússia.
Estes factos vêm chamar-nos a atenção para, pelo
menos, três situações que devem merecer alguma reflexão. A primeira, tem a ver
com a competitividade demonstrada pela indústria de defesa europeia que, mesmo
nestes tempos de recessão em muitos países do Continente Europeu, é capaz de
rivalizar com a oferta da norte-americana Boeing, um dos principais “players”
mundiais na área da defesa (apesar de que devemos também ter presente a
dimensão política geralmente associada a este tipo de contratos). A segunda, está
relacionada com o facto muito relevante da indústria de defesa sueca ter
conseguido modernizar-se fora do contexto politico e institucional da NATO ou
de qualquer outra aliança militar. E a terceira, vem destacar a necessidade das empresas portuguesas continuarem a acompanhar com muita atenção as
oportunidades de cooperação industrial e tecnológica existentes no mercado
sueco, quer no sector da defesa, quer em outros sectores de actividade.
domingo, 26 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Homenagem a Ildo Lobo (1953-2004)
Há dez anos falecia, na cidade da Praia, Ildo Lobo, uma das maiores vozes de Cabo Verde. Para assinalar a data, um grupo de amigos reuniu-se há dias, em Cabo Verde, para o homenagearem. Uma justa homenagem!
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Reunião anual da ETPO - European Trade Promotion Organisations
A reunião anual da ETPO - European Trade Promotion Organisations tem lugar hoje e amanhã em Madrid (Espanha). Desta vez, participam representantes de 22 agências públicas europeias de promoção das exportações e do invesimento, incluindo a AICEP. É uma excelente oportunidade para conhecer as principais tendências ao nível das politicas públicas de apoio à internacionalização e para efectuar "benchmark" das actividades desenvolvidas por algumas das mais dinâmicas agências públicas de promoção das exportações.
Mercados fronteira: África lidera interesse numa amostra de 200 multinacionais
O "WSJ Frontiers/FSG Frontier Markets Sentiment Index Q3 2014" acaba de ser anunciado. Baseado numa amostra de 200 empresas multinacionais, este estudo revela um interesse acrescido destas empresas num conjunto de mercados fronteira, com destaque para a Nigéria, Quénia, Arábia Saudita e Marrocos. África continua a ser a região que suscita mais interesse junto das referidas empresas multinacionais, contribuindo com 5 mercados para o Top 10 e com 12 para o TOP 20. Veja mais informações sobre este assunto aqui.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Publicações do Banco de Portugal sobre os Países de Língua Portuguesa
O Banco de Portugal acaba de publicar três interessantes publicações sobre a economia e as relações económicas com os Países de Língua Portuguesa, nomeadamente:
- Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2013-2014;
- Cadernos de Cooperação nº 5;
- #Lusofonia - 2014 .
Estes são trabalhos que têm contribuido para uma melhoria bastante significativa do conhecimento público sobre os Países de Língua Portuguesa, permitindo também o acesso a conjunto de dados de natureza económica que se encontram muitas vezes inacessíveis, dispersos e desactualizados.
A nova dinâmica do International Trade Centre
O International Trade Centre (ITC), instituição conjunta das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio (OMC), está a sofrer uma verdadeira revolução desde a chegada à sua liderança, em Setembro de 2013, da espanhola Arancha González. Desde que acompanho esta instituição, e já lá vão alguns anos, julgo que nunca assisti a um trabalho tão notável e relevante como aquele que está a ser agora desenvolvido por Arancha González, uma especialista em comércio e investimento internacional que chefiou durante vários anos o gabinete de Pascal Lamy na OMC. Uma das últimas iniciativas do ITC foi o lançamento da "SME Trade Academy", uma plataforma tecnológica que pretende oferecer formação "on line" para pequenas e médias empresas e para especialistas nas áreas do comércio e do investimento internacional dos sectores público e privado.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Construtoras espanholas reforçam presença no mercado dos EUA
O mercado norte-americano na área das infra-estruturas está revelar-se muito atractivo para as principais empresas construtoras espanholas. Ferrovial, ACS, OHL, e num plano mais secundário as suas congéneres ACCIONA e FCC, têm hoje uma presença muito forte no mercado dos EUA (ver aqui). Chegaram a este país em plena "bolha imobiliária espanhola", através da realização de diversas aquisições concretizadas entre 2005 e 2007, e actualmente os EUA têm uma importância muito relevante no volume de negócios destas empresas, fundamentalmente na área das estradas e auto-estradas. Trata-se de uma estratégia de internacionalização que está agora a obter os seus melhores resultados, depois de algumas dificuldades iniciais decorrentes, entre outros motivos, da subvalorização das diferenças existentes entre o mercado dos EUA e os mercados europeus onde tradicionalmente estas empresas tinham maior intervenção.
Será que as empresas da América Latina podem ter sucesso na China?
Já todos sabemos que a China (também) tem uma importância cada vez mais preponderante na América Latina. Mas o Banco Inter-Americano para o Desenvolvimento pretendeu também perceber o posicionamento das empresas da América Latina na China, tendo realizado para o efeito um estudo que designou por "LAC Investment in China: A New Chapter in Latin America and the Caribbean-China Relations". Deste trabalho resultaram as seguintes principais conclusões: " (1) "While natural resources continue to make up the bulk of the region’s exports to China, a diverse group of LAC firms selling products from pastry rolls and passenger jets to IT services have established a strong presence in the Chinese market—showing the answer to that question is a resounding “yes.”; (2) In contrast to LAC-China trade, manufacturing firms are the majority, making up 56 percent of the sample, and representing sectors such as industrial machinery, metals, and foods and beverages. The primary sector accounts for a mere 15 percent of the total; (3) Another important finding is that while the overall amount of LAC foreign direct investment (FDI) in China is small—official data puts the number at US$ 917 million between 2002 and 2012—firms do not need to engage in FDI per se to succeed in China. While FDI figures only reflect productive units set up in China, many LAC firms have reaped the benefits of direct presence in China via commercial affiliates, representative offices, and investments in distribution networks". Estas conclusões constitutem importantes contributos e reflexões para a definição das estratégias de internacionalização das empresas portuguesas para o mercado da China, sobretudo no que diz respeito aos modos de entrada.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Diplomacia económica: “La Francophonie et la Francophilie”, relatório de Jacques Attali
Na sequência
de pedido formulado pelo Presidente francês, François Hollande, foi ontem apresentado um
relatório coordenado por Jacques Attali, sobre a dimensão económica da
francofonia, designado por “La Francophonie et la Francophilie: Moteurs de
Croissance Durable” (pode ver aqui). Pelo que já tive oportunidade de analisar trata-se de um
excelente documento com um diagnóstico bastante aprofundado do “estado da arte”
da diplomacia económica francesa e com diversas propostas de actuação para um conjunto de áreas prioritárias, nomeadamente a educação; turismo; empresas e tecnologias da informação; saúde;
investigação e desenvolvimento; finanças; infra-estruturas;e sector mineiro. Uma reflexão bastante actual e pertinente que merecia também ser levada a cabo, em Portugal, para o espaço da
lusofonia!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Encerramento do CDE – Centro para o Desenvolvimento da Empresa (Bruxelas)
Já aqui, aqui e aqui havíamos abordado o tema CDE – Centro para o Desenvolvimentoda Empresa, herdeiro do CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, instituição
conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União
Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por missão principal o desenvolvimento do sector privado dos países ACP. Foi uma
instituição que teve um papel relevante em Portugal, nos anos 90 e no inicio deste século, no estímulo e na
criação de condições para a internacionalização de diversas empresas
portuguesas para os países ACP, e principalmente para os países da África
Subsaariana. Mas no passado dia 18 de Junho de 2014, e tendo em atenção
“the various initiatives to restore the CDE to proper working order did not
yield the desired results .... (and) the European Union’s desire to proceed with the
revision of Annex III of the Cotonou Agreement and the ordered closing of the
CDE”, o Conselho de Ministros dos Países ACP, reunido em Nairobi, decidiu encerrar o Centro para o Desenvolvimento da Empresa e avançar com a criação de “a light structure capable of adequately responding to the
needs of the ACP private sector while safeguarding the CDE's gains and best
practices”. É um nova fase que vai iniciar no apoio ao sector privado, no âmbito da parceria ACP-UE, existindo alguma expectativa sobre o tipo de prioridade que vai dada a este assunto.
Alan Rugman (1945-2014)
Actualmente desempenhava as funções de Director da área de “International Business & Strategy” e de “Founding Fellow” do The John Dunning Centre for International Business da Henley Business School/University of Reading (Reino Unido). Foi professor em várias universidades europeias e e da América do Norte e publicou um largo e diversificado número de livros e de artigos onde, entre outros assuntos, analisou as estratégias e o desempenho das empresas multinacionais. O Prof. Rugman foi também Presidente da Academy of International Business (2004-2006) e “Fellow da Royal Society of Arts” e um dos 10 autores mais citados na área do “International Business”. Deixa uma grande saudade também para todos aqueles que vinham acompanhando a sua obra!
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Implicações da mudança do Banco Africano de Desenvolvimento para Abidjan (Costa do Marfim)
Como já aqui havíamos dado conta, o Banco Africano
de Desenvolvimento (BAD) vai deixar a sua sede provisória em Tunis (Tunisia),
depois de ali ter permanecido cerca de 10 anos, e voltar a Abdijan (Costa do
Marfim). Este processo de relocalização já foi iniciado há alguns meses e
espera-se que fique concluído até finais de Novembro de 2014. Com esta mudança
cerca de 1500 dos 2000 funcionários desta instituição, e respectivas famílias
(estima-se um total de 5000 pessoas), vão voltar a Abidjan. Para os funcionários
que não pretendam regressar a Abidjan, cerca de 8% do número total de
colaboradores, e que irão abandonar o BAD, foi preparado um pacote de indemnizações para fazer face a esta
situação. Mas esta mudança do BAD do Magrebe para a África Ocidental não traz apenas importantes consequências para os colaboradores da instituição. Os efeitos desta decisão são também muito relevantes para as economias das duas
cidades, Tunis e Abidjan, e diria até para as economias dos dois países, e para as aparelhos diplomáticos dos países que costumam acompanhar com mais atenção a
actividade da mais importante instituição financeira internacional com intervenção em
África. Em relação a esta última dimensão são já vários os países que estão a
estudar o reforço da sua presença diplomática, na área económica e comercial, em
Abidjan ou a avaliarem que tipo de presença institucional deverão passar a ter
na Costa de Marfim, de modo a poderem seguir de perto a actividade do BAD.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Determinantes do investimento directo chinês no estrangeiro
As estratégias de investimento no estrangeiro das empresas chinesas são fortemente influenciadas pela dimensão e pelo potencial de crescimento dos mercados, de acordo com um estudo realizado junto de 140 executivos chineses por Bala Ramasamy, professor na CEIBS - China Europe International Business School (Shangai). Outros factores determinantes na escolha de mercados externos por parte de investidores chineses estão relacionados com a existência de boas relações políticas e diplomáticas com a
China e de acordos comerciais bilaterais, de níveis reduzidos de corrupção, de
boas infra-estruturas tecnológicas e de facilidades de natureza fiscal e
aduaneira. Estes dados têm particular significado num momento em que a China tem
um papel cada vez mais relevante enquanto investidor internacional, como revelam
os dados do “World Investment Report’2014”. Com efeito, em 2013, o investimento
directo no exterior (IDE) da China ultrapassou, pela primeira vez, os 100 mil
milhões de USD, representando 18,1% do IDE global e ocupando um lugar preponderante em algumas economias do Sudeste Asiático, África e América Latina. Para
as empresas portuguesas, e sobretudo para aquelas com maior envolvimento nos mercados internacionais, o reforço da posição da
China (também) como actor e emissor global de investimento directo estrangeiro traz crescentes oportunidades, mas também algumas ameaças. Para que possam tirar os maiores benefícios desta incontornável situação, as empresas portuguesas deverão ser capazes de perceberem as consequências destas macro tendências e de estabelecerem, face a situações concretas, estratégias de colaboração ou de reposicionamento empresarial, principalmente, nos mercados mais relevantes para a oferta portuguesa de bens e serviços, não esquecendo naturalmente o mercado doméstico.
domingo, 8 de junho de 2014
Finlândia e América Latina
Via blogue EcoAmericano do jornal espanhol El País uma análise muito oportuna de Alejandro Rebossio sobre as relações económicas da Finlândia com os países da América Latina. Em 2013, e pela primeira vez, o governo finlandês estabeleceu um plano de actuação específico para esta região do Continente americano onde já estão instaladas cerca de 160 empresas de capitais finlandeses. O stock de investimento finlandês na região já atingiu um montante de 6 mil milhões de euros. Como se constata, até países com poucas afinidades históricas e culturais com a América Latina, como é do caso da Finlândia, estão a apostar no incremento das relações económicas e comerciais com esta região devido, fundamentalmente, às oportunidades de negócios existentes nos mercados latino-americanos. Face a esta tendência e a este tipo de desafios que surgem num contexto de alguma instabilidade económica e política na União Europeia, vai ser particularmente interessante perceber qual vai ser a "reacção" de alguns dos parceiros históricos e tradicionais dos países da América Latina. Referimo-nos a Portugal e a Espanha, cada um deles com os respectivos interesses, mas com níveis de envolvimento e de compromisso diferentes.
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