O "WSJ Frontiers/FSG Frontier Markets Sentiment Index Q3 2014" acaba de ser anunciado. Baseado numa amostra de 200 empresas multinacionais, este estudo revela um interesse acrescido destas empresas num conjunto de mercados fronteira, com destaque para a Nigéria, Quénia, Arábia Saudita e Marrocos. África continua a ser a região que suscita mais interesse junto das referidas empresas multinacionais, contribuindo com 5 mercados para o Top 10 e com 12 para o TOP 20. Veja mais informações sobre este assunto aqui.
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências e negócios em mercados internacionais. Estratégias de desenvolvimento e de internacionalização empresarial. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Publicações do Banco de Portugal sobre os Países de Língua Portuguesa
O Banco de Portugal acaba de publicar três interessantes publicações sobre a economia e as relações económicas com os Países de Língua Portuguesa, nomeadamente:
- Evolução das Economias dos PALOP e de Timor-Leste 2013-2014;
- Cadernos de Cooperação nº 5;
- #Lusofonia - 2014 .
Estes são trabalhos que têm contribuido para uma melhoria bastante significativa do conhecimento público sobre os Países de Língua Portuguesa, permitindo também o acesso a conjunto de dados de natureza económica que se encontram muitas vezes inacessíveis, dispersos e desactualizados.
A nova dinâmica do International Trade Centre
O International Trade Centre (ITC), instituição conjunta das Nações Unidas e da Organização Mundial do Comércio (OMC), está a sofrer uma verdadeira revolução desde a chegada à sua liderança, em Setembro de 2013, da espanhola Arancha González. Desde que acompanho esta instituição, e já lá vão alguns anos, julgo que nunca assisti a um trabalho tão notável e relevante como aquele que está a ser agora desenvolvido por Arancha González, uma especialista em comércio e investimento internacional que chefiou durante vários anos o gabinete de Pascal Lamy na OMC. Uma das últimas iniciativas do ITC foi o lançamento da "SME Trade Academy", uma plataforma tecnológica que pretende oferecer formação "on line" para pequenas e médias empresas e para especialistas nas áreas do comércio e do investimento internacional dos sectores público e privado.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Construtoras espanholas reforçam presença no mercado dos EUA
O mercado norte-americano na área das infra-estruturas está revelar-se muito atractivo para as principais empresas construtoras espanholas. Ferrovial, ACS, OHL, e num plano mais secundário as suas congéneres ACCIONA e FCC, têm hoje uma presença muito forte no mercado dos EUA (ver aqui). Chegaram a este país em plena "bolha imobiliária espanhola", através da realização de diversas aquisições concretizadas entre 2005 e 2007, e actualmente os EUA têm uma importância muito relevante no volume de negócios destas empresas, fundamentalmente na área das estradas e auto-estradas. Trata-se de uma estratégia de internacionalização que está agora a obter os seus melhores resultados, depois de algumas dificuldades iniciais decorrentes, entre outros motivos, da subvalorização das diferenças existentes entre o mercado dos EUA e os mercados europeus onde tradicionalmente estas empresas tinham maior intervenção.
Será que as empresas da América Latina podem ter sucesso na China?
Já todos sabemos que a China (também) tem uma importância cada vez mais preponderante na América Latina. Mas o Banco Inter-Americano para o Desenvolvimento pretendeu também perceber o posicionamento das empresas da América Latina na China, tendo realizado para o efeito um estudo que designou por "LAC Investment in China: A New Chapter in Latin America and the Caribbean-China Relations". Deste trabalho resultaram as seguintes principais conclusões: " (1) "While natural resources continue to make up the bulk of the region’s exports to China, a diverse group of LAC firms selling products from pastry rolls and passenger jets to IT services have established a strong presence in the Chinese market—showing the answer to that question is a resounding “yes.”; (2) In contrast to LAC-China trade, manufacturing firms are the majority, making up 56 percent of the sample, and representing sectors such as industrial machinery, metals, and foods and beverages. The primary sector accounts for a mere 15 percent of the total; (3) Another important finding is that while the overall amount of LAC foreign direct investment (FDI) in China is small—official data puts the number at US$ 917 million between 2002 and 2012—firms do not need to engage in FDI per se to succeed in China. While FDI figures only reflect productive units set up in China, many LAC firms have reaped the benefits of direct presence in China via commercial affiliates, representative offices, and investments in distribution networks". Estas conclusões constitutem importantes contributos e reflexões para a definição das estratégias de internacionalização das empresas portuguesas para o mercado da China, sobretudo no que diz respeito aos modos de entrada.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Diplomacia económica: “La Francophonie et la Francophilie”, relatório de Jacques Attali
Na sequência
de pedido formulado pelo Presidente francês, François Hollande, foi ontem apresentado um
relatório coordenado por Jacques Attali, sobre a dimensão económica da
francofonia, designado por “La Francophonie et la Francophilie: Moteurs de
Croissance Durable” (pode ver aqui). Pelo que já tive oportunidade de analisar trata-se de um
excelente documento com um diagnóstico bastante aprofundado do “estado da arte”
da diplomacia económica francesa e com diversas propostas de actuação para um conjunto de áreas prioritárias, nomeadamente a educação; turismo; empresas e tecnologias da informação; saúde;
investigação e desenvolvimento; finanças; infra-estruturas;e sector mineiro. Uma reflexão bastante actual e pertinente que merecia também ser levada a cabo, em Portugal, para o espaço da
lusofonia!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Encerramento do CDE – Centro para o Desenvolvimento da Empresa (Bruxelas)
Já aqui, aqui e aqui havíamos abordado o tema CDE – Centro para o Desenvolvimentoda Empresa, herdeiro do CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, instituição
conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União
Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por missão principal o desenvolvimento do sector privado dos países ACP. Foi uma
instituição que teve um papel relevante em Portugal, nos anos 90 e no inicio deste século, no estímulo e na
criação de condições para a internacionalização de diversas empresas
portuguesas para os países ACP, e principalmente para os países da África
Subsaariana. Mas no passado dia 18 de Junho de 2014, e tendo em atenção
“the various initiatives to restore the CDE to proper working order did not
yield the desired results .... (and) the European Union’s desire to proceed with the
revision of Annex III of the Cotonou Agreement and the ordered closing of the
CDE”, o Conselho de Ministros dos Países ACP, reunido em Nairobi, decidiu encerrar o Centro para o Desenvolvimento da Empresa e avançar com a criação de “a light structure capable of adequately responding to the
needs of the ACP private sector while safeguarding the CDE's gains and best
practices”. É um nova fase que vai iniciar no apoio ao sector privado, no âmbito da parceria ACP-UE, existindo alguma expectativa sobre o tipo de prioridade que vai dada a este assunto.
Alan Rugman (1945-2014)
Actualmente desempenhava as funções de Director da área de “International Business & Strategy” e de “Founding Fellow” do The John Dunning Centre for International Business da Henley Business School/University of Reading (Reino Unido). Foi professor em várias universidades europeias e e da América do Norte e publicou um largo e diversificado número de livros e de artigos onde, entre outros assuntos, analisou as estratégias e o desempenho das empresas multinacionais. O Prof. Rugman foi também Presidente da Academy of International Business (2004-2006) e “Fellow da Royal Society of Arts” e um dos 10 autores mais citados na área do “International Business”. Deixa uma grande saudade também para todos aqueles que vinham acompanhando a sua obra!
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Implicações da mudança do Banco Africano de Desenvolvimento para Abidjan (Costa do Marfim)
Como já aqui havíamos dado conta, o Banco Africano
de Desenvolvimento (BAD) vai deixar a sua sede provisória em Tunis (Tunisia),
depois de ali ter permanecido cerca de 10 anos, e voltar a Abdijan (Costa do
Marfim). Este processo de relocalização já foi iniciado há alguns meses e
espera-se que fique concluído até finais de Novembro de 2014. Com esta mudança
cerca de 1500 dos 2000 funcionários desta instituição, e respectivas famílias
(estima-se um total de 5000 pessoas), vão voltar a Abidjan. Para os funcionários
que não pretendam regressar a Abidjan, cerca de 8% do número total de
colaboradores, e que irão abandonar o BAD, foi preparado um pacote de indemnizações para fazer face a esta
situação. Mas esta mudança do BAD do Magrebe para a África Ocidental não traz apenas importantes consequências para os colaboradores da instituição. Os efeitos desta decisão são também muito relevantes para as economias das duas
cidades, Tunis e Abidjan, e diria até para as economias dos dois países, e para as aparelhos diplomáticos dos países que costumam acompanhar com mais atenção a
actividade da mais importante instituição financeira internacional com intervenção em
África. Em relação a esta última dimensão são já vários os países que estão a
estudar o reforço da sua presença diplomática, na área económica e comercial, em
Abidjan ou a avaliarem que tipo de presença institucional deverão passar a ter
na Costa de Marfim, de modo a poderem seguir de perto a actividade do BAD.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Determinantes do investimento directo chinês no estrangeiro
As estratégias de investimento no estrangeiro das empresas chinesas são fortemente influenciadas pela dimensão e pelo potencial de crescimento dos mercados, de acordo com um estudo realizado junto de 140 executivos chineses por Bala Ramasamy, professor na CEIBS - China Europe International Business School (Shangai). Outros factores determinantes na escolha de mercados externos por parte de investidores chineses estão relacionados com a existência de boas relações políticas e diplomáticas com a
China e de acordos comerciais bilaterais, de níveis reduzidos de corrupção, de
boas infra-estruturas tecnológicas e de facilidades de natureza fiscal e
aduaneira. Estes dados têm particular significado num momento em que a China tem
um papel cada vez mais relevante enquanto investidor internacional, como revelam
os dados do “World Investment Report’2014”. Com efeito, em 2013, o investimento
directo no exterior (IDE) da China ultrapassou, pela primeira vez, os 100 mil
milhões de USD, representando 18,1% do IDE global e ocupando um lugar preponderante em algumas economias do Sudeste Asiático, África e América Latina. Para
as empresas portuguesas, e sobretudo para aquelas com maior envolvimento nos mercados internacionais, o reforço da posição da
China (também) como actor e emissor global de investimento directo estrangeiro traz crescentes oportunidades, mas também algumas ameaças. Para que possam tirar os maiores benefícios desta incontornável situação, as empresas portuguesas deverão ser capazes de perceberem as consequências destas macro tendências e de estabelecerem, face a situações concretas, estratégias de colaboração ou de reposicionamento empresarial, principalmente, nos mercados mais relevantes para a oferta portuguesa de bens e serviços, não esquecendo naturalmente o mercado doméstico.
domingo, 8 de junho de 2014
Finlândia e América Latina
Via blogue EcoAmericano do jornal espanhol El País uma análise muito oportuna de Alejandro Rebossio sobre as relações económicas da Finlândia com os países da América Latina. Em 2013, e pela primeira vez, o governo finlandês estabeleceu um plano de actuação específico para esta região do Continente americano onde já estão instaladas cerca de 160 empresas de capitais finlandeses. O stock de investimento finlandês na região já atingiu um montante de 6 mil milhões de euros. Como se constata, até países com poucas afinidades históricas e culturais com a América Latina, como é do caso da Finlândia, estão a apostar no incremento das relações económicas e comerciais com esta região devido, fundamentalmente, às oportunidades de negócios existentes nos mercados latino-americanos. Face a esta tendência e a este tipo de desafios que surgem num contexto de alguma instabilidade económica e política na União Europeia, vai ser particularmente interessante perceber qual vai ser a "reacção" de alguns dos parceiros históricos e tradicionais dos países da América Latina. Referimo-nos a Portugal e a Espanha, cada um deles com os respectivos interesses, mas com níveis de envolvimento e de compromisso diferentes.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Balanços do alargamento de 2004 da União Europeia - convergências a Leste, divergências a Sul
Ontem, dia 1 de Maio de 2014, celebrou-se o 10º
aniversário da adesão à União Europeia (UE) de 8 países da Europa Central e Oriental
(PECO), nomeadamente a Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria,
Polónia e República Checa (em 2004, também Chipre e Malta passaram a integrar a
UE). Num breve balanço destes 10 anos de adesão dos PECO, Zsolt Darvas, do “think
tank” Bruegel chega a um conjunto de interessantes conclusões:
Estes são alguns factos que evidenciam a rápida
transformação económica e social verificada nos últimos anos nos PECO e sua convergência, em termos do rendimento "per capita", em relação aos
países mais dinâmicos da UE, mas também os desastrados resultados das prioridades
financeiras e orçamentais que desde 2008/2009 vêm sendo seguidas pela UE em
relação a alguns países do Sul da Europa, entre os quais Portugal, que têm levado ao empobrecimento e a perdas substanciais dos rendimentos das populações destes países.
terça-feira, 22 de abril de 2014
África em mudança
A última
edição do Africa’s Pulse (veja aqui), newsletter bi-anual do Banco Mundial,
destaca um conjunto de factos relacionados com a evolução económica e social
recente do Continente Africano, nomeadamente (os sublinhados são meus):
- “O crescimento económico na África Subsariana (ASS) continua a
expandir-se, com os 4,7 por cento de 2013 a subirem para uma previsão de 5,2 por
cento em 2014. Este desempenho está a ser incentivado por uma subida do
investimento em recursos naturais e infraestruturas, e um robusto consumo das
famílias”.
- “Os fluxos de capital para a África Subsariana continuaram a crescer,
atingindo uma percentagem calculada em 5,3 por cento do PIB regional em 2013,
consideravelmente acima da média de 3,9 por cento dos países em
desenvolvimento. Os fluxos entrados na região em investimento líquido direto
estrangeiro (IDE) cresceram 16 por cento, atingindo um quase-record de USD43 mil
milhões em 2013, graças ao impulso de novas descobertas de petróleo e gás em
muitos países, incluindo Angola, Moçambique e Tanzânia”.
- “A globalização de serviços é potencialmente uma fonte importante de
crescimento para países em desenvolvimento. A tecnologia e a terceirização estão
a permitir que serviços tradicionais ultrapassem velhos constrangimentos, como a
distância física e geográfica. Os serviços modernos, como o desenvolvimento de
software, centrais de atendimento e processos administrativos
deslocalizados, pode ser negociados tal como produtos manufaturados de valor
acrescentado, permitindo aos países em desenvolvimento concentrar o seu enfoque
nesses serviços, na inovação e tecnologia, usando os serviços como importante
alavanca de crescimento”.
- “Embora as exportações da África Subsariana continuem concentradas em
alguns poucos produtos estratégicos, os países da região fizeram substanciais
progressos na diversificação dos seus parceiros comerciais”, refere
Francisco Ferreira, Economista Chefe do Banco Mundial para a Região
África. “Ao longo da última década, as exportações para mercados
emergentes, como os BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – cresceram de forma
robusta, devido principalmente à prolongada fase de procura de matérias-primas.
Os BRIC receberam apenas 9 por cento das exportações da África Subsariana em
2000, mas, uma década depois, representavam 34 por cento do total das
exportações (…) O Dr. Ferreira explica que o total de exportações para os BRIC
ultrapassou as exportações da região para o mercado da União Europeia (UE) em
2010 e continua a crescer. Em 2012 as exportações da região para os BRIC
atingiram USD 145 mil milhões. Só a China, representava cerca de um quarto (23,3
por cento) do total de exportações de mercadorias. Como é evidente, esta mudança
de parceiros comerciais aponta também a vulnerabilidade da região a qualquer
abrandamento nos BRIC, em particular na China ”.
A referida publicação acrescenta ainda que os principais riscos ao
crescimento e ao desenvolvimento desta região estão fundamentalmente
relacionados com a instabilidade política, as alterações dos preços das
matérias-primas e a volatilidade local dos preços dos alimentos. Mas são os
desafios suscitados pela rápida mudança e transformação económica e social do
Continente Africano e os substanciais progressos que os países africanos estão a
realizar na diversificação dos seus parceiros comerciais que nesta altura devem
merecer a necessária atenção por parte dos actores nacionais envolvidos na realização de
negócios e na implementação de actividades de cooperação para o desenvolvimento com esta
região.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Why British (and Portuguese) businesses should consider exporting to Poland?
O "The Guardian", um dos mais importantes e influentes jornais britânicos,
publicou há dias um artigo chamando a atenção para a relevância dos mercados da
Europa Central e Oriental, e particularmente do mercado da Polónia, como
destinos preferenciais para operações de investimento e de exportação das
pequenas e médias empresas do Reino Unido. As razões para esta recomendação estão relacionadas, fundamentalmente, com
o facto da Polónia constituir um “fast-developing country benefiting from post-communist economic
liberalisation, with a growing appetite for western products" e estar classificado "among
the top 20 most attractive markets globally for retail brands. The fast
developing tastes and stable economy mean that if retail is your business,
Poland is a great country to target. With internet
penetration of 65% in Poland, there are more than 24
million internet users in Poland. That potential can be accessed by simply
translating and localising your website for the Polish
market”. Veja o artigo aqui.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Volkswagen anuncia um grande investimento na Polónia
A Volkswagen (VW) acaba de anunciar um novo investimento (de raiz) na Polónia, país onde já possui uma unidade industrial
localizada na cidade de Poznán (foto acima). Em Poznán são actualmente
fabricados os modelos comerciais Candy e T5 desta marca de automóveis. O novo projecto industrial vai
arrancar na cidade de Września (região da Wielkopolska),
no âmbito da zona económica especial de Wałbrzych, tem um valor estimado de 800
milhões de euros e irá empregar cerca de 2 300 trabalhadores. A construção desta
nova unidade industrial vai iniciar-se ainda este ano e espera-se que, a partir
de 2016, se inicie a produção do modelo VW Crafter. Em 2009, prevê-se que venham a ser fabricadas 100 000 unidades/ano de VW Crafter.
Este é (mais) um sinal claro da forte
competitividade e da capacidade de atracção de investimento directo estrangeiro,
nomeadamente do sector automóvel, dos mercados da Europa Central e Oriental e
particularmente do mercado polaco. A localização geográfica, a dimensão do
mercado interno e dos mercados regionais onde está integrada, a existência de um robusto e diversificado “cluster automóvel” e os baixos custos de factores de
produção, quando comparados com os mesmos custos na Alemanha ou na Áustria,
fazem da Polónia um destino preferencial, em relação a outros destinos europeus, para os investimentos na indústria
automóvel.
domingo, 16 de março de 2014
Festa da Francofonia em Portugal (7 a 27 de Março de 2014)
Está a decorrer em Portugal, até ao dia 27 de Março, a Festa da Francofonia, numa organização de diversas embaixadas de países ligados à francofonia, em colaboração com outras entidades públicas e privadas. São várias as iniciativas de promoção da cultura e dos valores da francofonia que estão a decorrer em várias cidades portuguesas e que estão integradas nas comemorações anuais do Dia Internacional da Francofonia (dia 20 de Março). Neste âmbito, achei particularmente interessante, e muito oportuno, o artigo de opinião publicado este fim-de-semana no Expresso por um conjunto de embaixadores do "eixo da francofonia" acreditados em Portugal sobre a importância da língua francesa e do seu valor económico.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Razões para apoiar o Manifesto dos 70
As "7 razões para apoiar o Manifesto dos 70" apresentadas por Paulo Pedroso, via blogue Banco Corrido, e que subscrevo na globalidade:
"1. A nossa dívida cresceu de forma descontrolada por causa da crise económica internacional e da incapacidade de resposta adequada à nova situação por parte da Europa em geral e da zona Euro em particular, com especiais responsabilidades da parte do governo alemão na gestão errada do processo.
2. A estratégia assente na austeridade está a criar dificuldades adicionais ao país e não a contribuir para a resolução dos seus problemas. Não apenas depende de tornar permanentes medidas que se anunciaram como transitórias como exigirá recorrentemente medidas mais restritivas e asfixiará o investimento público e privado, retirando oxigénio à economia no presente e potencial ao seu crescimento no futuro. Mais, degradará os serviços públicos, já em risco progressivo de paralisia e baixará persistentemente o nível de vida dos portugueses em geral e da classes médias em particular, ao mesmo tempo que aumenta a precariedade social de diversos estratos sociais vulneráveis à acção ou omissão de acção por parte do Estado.
3. Os problemas estruturais do país não se resolvem sem uma nova estratégia económica e sem a canalização de recursos para um novo perfil de investimento, que mude os factores em que somos internacionalmente competitivos. Essa canalização de recursos é impossível se o Estado estiver duradouramente em contenção e o crédito for persistentemente escasso e caro. Voltar a investir é uma prioridade urgente para Portugal.
4. Não haverá recursos para alimentar um novo ciclo de investimento sem abaixamento dos juros, prolongamento dos prazos de amortização da dívida e todas as outras medidas que sejam necessárias para a redução do esforço nacional com encargos da dívida a um patamar comportável e sustentável no médio prazo.
5. As medidas a tomar para a gestão da dívida devem ser coordenadas no espaço europeu e entre países da zona Euro. É neste espaço que deve ser encontrado o mecanismo institucional de gestão do risco da dívida pública. E é urgente que sejam adoptados os mecanismos adequados ao bom funcionamento, em todas as suas dimensões, vários dos quais continuam a faltar, a ser insuficientes ou a estar mal orientados.
6. Entre esses mecanismos avulta a necessidade de adoptar um processo especial de restruturação das dívidas públicas dos países do Euro que se encontraram sobreendividados pela conjugação da crise económica internacional com a resposta europeia a ela e cuja margem de acção em matéria de política económica está circunscrita pela pertença ao Euro.
7. Não é cedo para gritar que o rei vai nu, conceber estratégias alternativas e lutar para que sejam adoptadas. A dimensão do processo institucional a desencadear implicará tempo de efectivação e discussão transparente. As tentativas europeias de gerir a crise pelo silêncio, pela calada da noite e ao fim-de-semana, para evitar os mercados e as opiniões públicas, trouxe-nos aqui. Não é credível que os mercados não saibam já que as dívidas têm que ser reestruturadas. E parece racional que considerem que a criação de um clima europeu para a sua reestruturação ordenada e no quadro institucional da União Económica e Monetária dá mais garantias de mitigação de riscos do que a entrega à agonia dos países atingidos pela crise internacional e a incapacidade de resposta adequada europeia. "
domingo, 2 de março de 2014
"Putinism: the ideology", Conferência da Profª. Anne Applebaum na London School of Economics and Political Science (LSE), em 28.01.2013
Uma notável conferência que nos permite compreender melhor o que está em causa no actual conflito político e militar entre a Rússia e a Ucrânia.
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