sexta-feira, 2 de maio de 2014

Balanços do alargamento de 2004 da União Europeia - convergências a Leste, divergências a Sul


Ontem, dia 1 de Maio de 2014, celebrou-se o 10º aniversário da adesão à União Europeia (UE) de 8 países da Europa Central e Oriental (PECO), nomeadamente a Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia e República Checa (em 2004, também Chipre e Malta passaram a integrar a UE). Num breve balanço destes 10 anos de adesão dos PECO, Zsolt Darvas, do “think tank” Bruegel chega a um conjunto de interessantes conclusões:




Estes são alguns factos que evidenciam a rápida transformação económica e social verificada nos últimos anos nos PECO  e sua convergência, em termos do rendimento "per capita", em relação aos países mais dinâmicos da UE, mas também os desastrados resultados das prioridades financeiras e orçamentais que desde 2008/2009 vêm sendo seguidas pela UE em relação a alguns países do Sul da Europa, entre os quais Portugal, que têm levado ao empobrecimento e a perdas substanciais dos rendimentos das populações destes países.

terça-feira, 22 de abril de 2014

África em mudança

A última edição do Africa’s Pulse (veja aqui), newsletter bi-anual do Banco Mundial, destaca um conjunto de factos relacionados com a evolução económica e social recente do Continente Africano, nomeadamente (os sublinhados são meus):
 
- “O crescimento económico na África Subsariana (ASS) continua a expandir-se, com os 4,7 por cento de 2013 a subirem para uma previsão de 5,2 por cento em 2014. Este desempenho está a ser incentivado por uma subida do investimento em recursos naturais e infraestruturas, e um robusto consumo das famílias”.
 
- “Os fluxos de capital para a África Subsariana continuaram a crescer, atingindo uma percentagem calculada em 5,3 por cento do PIB regional em 2013, consideravelmente acima da média de 3,9 por cento dos países em desenvolvimento. Os fluxos entrados na região em investimento líquido direto estrangeiro (IDE) cresceram 16 por cento, atingindo um quase-record de USD43 mil milhões em 2013, graças ao impulso de novas descobertas de petróleo e gás em muitos países, incluindo Angola, Moçambique e Tanzânia”.
 
- “A globalização de serviços é potencialmente uma fonte importante de crescimento para países em desenvolvimento. A tecnologia e a terceirização estão a permitir que serviços tradicionais ultrapassem velhos constrangimentos, como a distância física e geográfica. Os serviços modernos, como o desenvolvimento de software, centrais de atendimento e processos administrativos deslocalizados, pode ser negociados tal como produtos manufaturados de valor acrescentado, permitindo aos países em desenvolvimento concentrar o seu enfoque nesses serviços, na inovação e tecnologia, usando os serviços como importante alavanca de crescimento”.
 
- Embora as exportações da África Subsariana continuem concentradas em alguns poucos produtos estratégicos, os países da região fizeram substanciais progressos na diversificação dos seus parceiros comerciais”, refere Francisco Ferreira, Economista Chefe do Banco Mundial para a Região África. “Ao longo da última década, as exportações para mercados emergentes, como os BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – cresceram de forma robusta, devido principalmente à prolongada fase de procura de matérias-primas. Os BRIC receberam apenas 9 por cento das exportações da África Subsariana em 2000, mas, uma década depois, representavam 34 por cento do total das exportações (…) O Dr. Ferreira explica que o total de exportações para os BRIC ultrapassou as exportações da região para o mercado da União Europeia (UE) em 2010 e continua a crescer. Em 2012 as exportações da região para os BRIC atingiram USD 145 mil milhões. Só a China, representava cerca de um quarto (23,3 por cento) do total de exportações de mercadorias. Como é evidente, esta mudança de parceiros comerciais aponta também a vulnerabilidade da região a qualquer abrandamento nos BRIC, em particular na China ”.
 
A referida publicação acrescenta ainda que os principais riscos ao crescimento e ao desenvolvimento desta região estão fundamentalmente relacionados com a instabilidade política, as alterações dos preços das matérias-primas e a volatilidade local dos preços dos alimentos. Mas são os desafios suscitados pela rápida mudança e transformação económica e social do Continente Africano e os substanciais progressos que os países africanos estão a realizar na diversificação dos seus parceiros comerciais que nesta altura devem merecer a necessária atenção por parte dos actores nacionais envolvidos na realização de negócios e na implementação de actividades de cooperação para o desenvolvimento com esta região.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Why British (and Portuguese) businesses should consider exporting to Poland?

O "The Guardian", um dos mais importantes e influentes jornais britânicos, publicou há dias um artigo chamando a atenção para a relevância dos mercados da Europa Central e Oriental, e particularmente do mercado da Polónia, como destinos preferenciais para operações de investimento e de exportação das pequenas e médias empresas do Reino Unido. As razões para esta recomendação estão relacionadas, fundamentalmente, com o facto da Polónia constituir um fast-developing country benefiting from post-communist economic liberalisation, with a growing appetite for western products" e estar classificado  "among the top 20 most attractive markets globally for retail brands. The fast developing tastes and stable economy mean that if retail is your business, Poland is a great country to target. With internet penetration of 65% in Poland, there are more than 24 million internet users in Poland. That potential can be accessed by simply translating and localising your website for the Polish market”. Veja o artigo aqui.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Volkswagen anuncia um grande investimento na Polónia

 
 
A Volkswagen (VW) acaba de anunciar um novo investimento (de raiz) na Polónia, país onde já possui uma unidade industrial localizada na cidade de Poznán (foto acima). Em Poznán são actualmente fabricados os modelos comerciais Candy e T5 desta marca de automóveis. O novo projecto industrial vai arrancar na cidade de Września (região da Wielkopolska), no âmbito da zona económica especial de Wałbrzych, tem um valor estimado de 800 milhões de euros e irá empregar cerca de 2 300 trabalhadores. A construção desta nova unidade industrial vai iniciar-se ainda este ano e espera-se que, a partir de 2016, se inicie a produção do modelo VW Crafter. Em 2009, prevê-se que venham a ser fabricadas 100 000 unidades/ano de VW Crafter.
 
Este é (mais) um sinal claro da forte competitividade e da capacidade de atracção de investimento directo estrangeiro, nomeadamente do sector automóvel, dos mercados da Europa Central e Oriental e particularmente do mercado polaco. A localização geográfica, a dimensão do mercado interno e dos mercados regionais onde está integrada, a existência de um robusto e diversificado “cluster automóvel” e os baixos custos de factores de produção, quando comparados com os mesmos custos na Alemanha ou na Áustria, fazem da Polónia um destino preferencial, em relação a outros destinos europeus, para os investimentos na indústria automóvel.

domingo, 16 de março de 2014

Festa da Francofonia em Portugal (7 a 27 de Março de 2014)


Está a decorrer em Portugal, até ao dia 27 de Março, a Festa da Francofonia, numa organização de diversas embaixadas de países ligados à francofonia, em colaboração com outras entidades públicas e privadas. São várias as iniciativas de promoção da cultura e dos valores da francofonia  que estão a decorrer em várias cidades portuguesas e que estão integradas nas comemorações anuais do Dia Internacional da Francofonia (dia 20 de Março). Neste âmbito, achei particularmente interessante, e muito oportuno, o artigo de opinião publicado este fim-de-semana no Expresso por um conjunto de embaixadores do "eixo da francofonia" acreditados em Portugal sobre a importância da língua francesa e do seu valor económico.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Razões para apoiar o Manifesto dos 70

As "7 razões para apoiar o Manifesto dos 70" apresentadas por Paulo Pedroso, via blogue Banco Corrido, e que subscrevo na globalidade:

"1. A nossa dívida cresceu de forma descontrolada por causa da crise económica internacional e da incapacidade de resposta adequada à nova situação por parte da Europa em geral e da zona Euro em particular, com especiais responsabilidades da parte do governo alemão na gestão errada do processo.


2. A estratégia assente na austeridade está a criar dificuldades adicionais ao país e não a contribuir para a resolução dos seus problemas. Não apenas depende de tornar permanentes medidas que se anunciaram como transitórias como exigirá recorrentemente medidas mais restritivas e asfixiará o investimento público e privado, retirando oxigénio à economia no presente e potencial ao seu crescimento no futuro. Mais, degradará os serviços públicos, já em risco progressivo de paralisia e baixará persistentemente o nível de vida dos portugueses em geral e da classes médias em particular, ao mesmo tempo que aumenta a precariedade social de diversos estratos sociais vulneráveis à acção ou omissão de acção por parte do Estado.
3. Os problemas estruturais do país não se resolvem sem uma nova estratégia económica e sem a canalização de recursos para um novo perfil de investimento, que mude os factores em que somos internacionalmente competitivos. Essa canalização de recursos é impossível se o Estado estiver duradouramente em contenção e o crédito for persistentemente escasso e caro. Voltar a investir é uma prioridade urgente para Portugal.
4. Não haverá recursos para alimentar um novo ciclo de investimento sem abaixamento dos juros, prolongamento dos prazos de amortização da dívida e todas as outras medidas que sejam necessárias para a redução do esforço nacional com encargos da dívida a um patamar comportável e sustentável no médio prazo.
5. As medidas a tomar para a gestão da dívida devem ser coordenadas no espaço europeu e entre países da zona Euro. É neste espaço que deve ser encontrado o mecanismo institucional de gestão do risco da dívida pública. E é urgente que sejam adoptados os mecanismos adequados ao bom funcionamento, em todas as suas dimensões, vários dos quais continuam a faltar, a ser insuficientes ou a estar mal orientados.
6. Entre esses mecanismos avulta a necessidade de adoptar um processo especial de restruturação das dívidas públicas dos países do Euro que se encontraram sobreendividados pela conjugação da crise económica internacional com a resposta europeia a ela e cuja margem de acção em matéria de política económica está circunscrita pela pertença ao Euro.
7. Não é cedo para gritar que o rei vai nu, conceber estratégias alternativas e lutar para que sejam adoptadas. A dimensão do processo institucional a desencadear implicará tempo de efectivação e discussão transparente. As tentativas europeias de gerir a crise pelo silêncio, pela calada da noite e ao fim-de-semana, para evitar os mercados e as opiniões públicas, trouxe-nos aqui. Não é credível que os mercados não saibam já que as dívidas têm que ser reestruturadas. E parece racional que considerem que a criação de um clima europeu para a sua reestruturação ordenada e no quadro institucional da União Económica e Monetária dá mais garantias de mitigação de riscos do que a entrega à agonia dos países atingidos pela crise internacional e a incapacidade de resposta adequada europeia. "

domingo, 2 de março de 2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

BRIC's, CIVETS, MINT's....

Em 2001, Jim O´Neill, à época economista-chefe da Goldman Sachs, lançou o termo "BRIC" para designar as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2009, Robert Ward, director do “Economist Intelligence Unit” chamou a atenção para as potencialidades dos "CIVETS", isto é, Colômbia, Indonésia, Vietname, Egipto, Turquia e África do Sul, mas alguns destes países viriam a não atingir o esperado protagonismo económico internacional. Mais recentemente, o mesmo Jim O´Neill avançou com o termo "MINT", ou seja, México, Indonésia, Nigéria e Turquia e considera que estes mercados apresentam um elevado potencial de crescimento económico e de oportunidades para as empresas dos países desenvolvidos. Sobre a crescente relevância internacional destes mercados, o referido ex-economista-chefe da Goldman Sachs realizou uma serie de programas na “BBC Radio”, designada por “MINT: The Next Economic Giants”, e o jornal “The Guardian”, no passado dia 10 de Janeiro, efectuou uma análise detalhada deste tema. Estas são designações que têm por base análises económicas com alguma profundidade e que nos ajudam a compreender melhor, e de uma forma simplificada, algumas tendências da economia global e as potencialidades e oportunidades de negócios existentes em alguns países. Estes são países que estão na agenda de internacionalização de muitas empresas europeias, constituindo importantes apostas no âmbito das suas políticas de diversificação de mercados e de clientes.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Malta aposta num programa de concessão de "nacionalidade gold"

O governo de Malta lançou o “Malta Individual Investor Program”, iniciativa que vai permitir a qualquer cidadão estrangeiro, mediante o investimento de uma quantia mínima de 650 000 euros, obter um passaporte de Malta e desse modo a nacionalidade deste país da União Europeia (em Chipre, e num programa semelhante, são necessários 2,5 milhões de euros para a obtenção da nacionalidade cipriota). Este novo cidadão maltês pode depois solicitar passaportes para a restante família, a preços de saldo: 25 000 euros para cada filho menor e 50 000 euros para os filhos maiores, esposa, pais e sogros. De acordo com o Primeiro-Ministro de Malta, pretende-se com este programa captar investidores estrangeiros e celebridades e individualidades do “jet-set” internacional. Portugal não foi tão longe com a sua política de “vistos gold”, em que mediante determinadas condições, e com um investimento mínimo de 500 000 euros, se pode obter um visto de residência em Portugal. Refira-se que em matérias de atribuição da nacionalidade, os Estados-membros da União Europeia têm autonomia para definirem as suas próprias regras e condições, não estando, por isso, limitados pelos condicionalismos da política de emigração da União Europeia. Vai valer a pena daqui a uns tempos efectuar uma avaliação de algumas destas medidas nas suas múltiplas dimensões incluindo, obviamente, ao nível da imagem externa da política europeia de emigração, por vezes tão restrita e brutal em relação a cidadãos de países terceiros  e até, como vimos recentemente, a movimentos de cidadãos de alguns países comunitários (casos da Bulgária e da Roménia) no espaço da própria União Europeia.


P.S. - Sobre a política de emigração da União Europeia ver aqui uma análise de Corinne Balleix recentemente publicada pela "La Documentation Française".


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fundos soberanos do Médio Oriente escapam à crise internacional

A crise internacional de 2008/2009 parece não ter afectado a capacidade financeira dos fundos soberanos do Médio Oriente que viram, desde 2007, os seus activos crescerem cerca de 60% e atingirem actualmente um valor de 1.600 mil milhões de USD. Entre os fundos soberanos mais robustos contam-se os da Arábia Saudita (680 mil milhões de USD), Abu Dhabi (425 milhões de USD), Koweit (400 mil milhões de USD), Qatar (175 mil milhões de USD), Oman (16 mil milhões de USD) e Bahrein (11 mil milhões de USD). Estas são entidades com uma intervenção geográfica global e que procuram oportunidades de investimento em múltiplos sectores e empresas. Por isso, deveriam fazer parte do "road map" de instituições internacionais a serem abordadas e visitadas regularmente pelos decisores económicos portugueses, sobretudo os que estão ligados às médias e grandes empresas nacionais mais internacionalizadas.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Programa "Os Europeus", SIC Notícias

Num país onde o debate e a discussão de temas europeus não têm merecido, infelizmente, grande atenção no espaço público, saúdo com grande satisfação o aparecimento de um novo programa semanal da SIC Notícias, designado "Os Europeus", que se propõe acompanhar a vida da Europa e da União Europeia.

Nova pauta aduaneira angolana

Uma nova pauta aduaneira está, desde o início do ano, em vigor em Angola. Esta nova pauta aduaneira veio introduzir algumas significativas alterações no regime de importação angolano com o aumento das taxas e dos direitos aduaneiros sobre um conjunto de produtos importados do exterior e que na maior parte dos casos já são produzidos nesse país. Com esta medida, as autoridades angolanas pretendem, fundamentalmente, proteger e promover o desenvolvimento da sua indústria, através da substituição das importações pela produção local. É uma decisão que vai ter consequências importantes na estruturação do tecido empresarial angolano, mas também ao nível do comércio externo deste país, quer no que se refere à tipologia dos produtos importados, e respectivos países fornecedores, quer no que diz respeito aos produtos que a médio-longo prazo passarão a ser exportados pelas empresas angolanas. Ou seja, esta nova pauta aduaneira vai ter implicações directas no perfil das exportações portuguesas para Angola e até nas estratégias de internacionalização de algumas empresas nacionais que desenvolvem negócios nesse país.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Espanha e o impasse nas obras de alargamento do Canal do Panamá


A suspensão das obras de alargamento do Canal do Panamá que estão a ser realizadas por um consórcio de empresas liderado pela construtora espanhola Sacyr, e que integra a empresa italiana Impregilio, a belga Jan de Nul e a panamiana Cusa, está a causar profundas preocupações nos governos panamianos e espanhol. Em causa está o facto da Autoridade do Canal do Panamá não reconhecer trabalhos extra no valor de 1.600 milhões de USD que na opinião do consórcio construtor de devem à existência de falhas geológicas não previstas no caderno de encargos desta obra. Com efeito, este é um dos maiores e mais relevantes contratos de engenharia internacionais, com um valor de 5 250 milhões de USD, e tem uma importância estratégica para as empresas envolvidas, mas também para a sustentabilidade da presença espanhola no Panamá e para própria imagem global da "Marca Espanha". Para a Sacyr, o Panamá representa 25% da sua facturação e para a FCC, outra empresa espanhola envolvida na construção do Metro da Cidade do Panamá, este país constitui o seu 2º mercado internacional detendo uma carteira de projectos de 2.500 milhões de USD e cerca de 2 400 empregados no país. Para além destas duas empresas, estão também presentes no Panamá cerca de 300 firmas espanholas de vários sectores de actividade (o stock de investimento directo estrangeiro espanhol no país é de 3.000 milhões de USD e permitiu a criação de 15 000 empregos) que podem ver os seus negócios afectados se não for encontrada uma rápida resolução para este diferendo. Para já, o governo espanhol encarregou a Ministra do Fomento, Ana Pastor, de assegurar a liderança de uma equipa de mediação com o objectivo de tentar chegar a um acordo em relação a este assunto, facto que vem colocar, uma vez mais, em evidência o papel que o Estado pode desempenhar no apoio à internacionalização das empresas que actuam nos chamados "mercados públicos", e particularmente em economias emergentes. A prazo, veremos também se o eventual atraso na concretização deste projecto não terá consequências em outras geografias, e nomeadamente em Portugal.

São Tomé e Príncipe – CNN’s Dream Destination for 2014

São Tomé e Príncipe faz parte de “short list” de destinos de sonho para 2014 do canal global de televisão CNN. Uma merecida distinção que poderá trazer efeitos bastante positivos e estruturantes para o sector turístico são-tomense.