Este é o video promocional lançado pelo governo polaco, no âmbito do programa "GoAfrica", para incentivar o reforço das relações económicas e empresariais com o Continente Africano, pois "Poland, one of the biggest countries of the European Union, cannot lag behind other European players that are already present in Africa".
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências, estratégias e negócios em mercados internacionais. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
BRIC's, CIVETS, MINT's....
Em 2001, Jim O´Neill, à época economista-chefe da Goldman Sachs, lançou o termo "BRIC" para designar as economias emergentes do Brasil,
Rússia, Índia e China. Em 2009, Robert Ward, director do “Economist
Intelligence Unit” chamou a atenção para as potencialidades dos "CIVETS", isto é, Colômbia, Indonésia, Vietname, Egipto, Turquia e África do Sul, mas alguns destes países viriam a não atingir o esperado protagonismo económico internacional. Mais recentemente, o mesmo Jim O´Neill avançou com o termo "MINT", ou seja, México, Indonésia, Nigéria e Turquia e considera que estes mercados apresentam
um elevado potencial de crescimento económico e de oportunidades para as
empresas dos países desenvolvidos. Sobre a crescente relevância internacional
destes mercados, o referido ex-economista-chefe da Goldman Sachs realizou uma serie de programas na “BBC Radio”,
designada por “MINT: The Next Economic Giants”, e o jornal “The Guardian”, no passado dia 10 de Janeiro, efectuou uma análise detalhada deste tema. Estas são designações que têm por base análises económicas com alguma profundidade e que nos ajudam a compreender melhor, e de uma forma simplificada, algumas tendências da economia global e as potencialidades e oportunidades de negócios existentes em alguns países. Estes são países que estão na agenda de internacionalização de muitas empresas europeias, constituindo importantes apostas no âmbito das suas políticas de diversificação de mercados e de clientes.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Malta aposta num programa de concessão de "nacionalidade gold"
O governo de Malta lançou o “Malta Individual Investor Program”, iniciativa que vai permitir a qualquer cidadão estrangeiro, mediante o investimento de uma quantia mínima de 650 000 euros, obter um passaporte de Malta e desse modo a nacionalidade deste país da União Europeia (em Chipre, e num programa semelhante, são necessários 2,5 milhões de euros para a obtenção da nacionalidade cipriota). Este novo cidadão maltês pode depois solicitar
passaportes para a restante família, a preços de saldo: 25 000 euros para cada
filho menor e 50 000 euros para os filhos maiores, esposa, pais e sogros. De
acordo com o Primeiro-Ministro de Malta, pretende-se com este programa captar investidores
estrangeiros e celebridades e individualidades do “jet-set” internacional.
Portugal não foi tão longe com a sua política de “vistos gold”, em que
mediante determinadas condições, e com um investimento mínimo de 500 000 euros,
se pode obter um visto de residência em Portugal. Refira-se que em matérias de atribuição da
nacionalidade, os Estados-membros da União Europeia têm autonomia para definirem
as suas próprias regras e condições, não estando, por isso, limitados pelos condicionalismos da política de
emigração da União Europeia. Vai valer a pena daqui a uns tempos efectuar uma avaliação de algumas destas medidas nas suas múltiplas dimensões incluindo, obviamente, ao nível da imagem externa da política
europeia de emigração, por vezes tão restrita e brutal em relação a cidadãos de países terceiros e até, como vimos recentemente, a movimentos de cidadãos de
alguns países comunitários (casos da Bulgária e da Roménia) no espaço da própria União Europeia.
P.S. - Sobre a política de emigração da União Europeia ver aqui uma análise de Corinne Balleix recentemente publicada pela "La Documentation Française".
P.S. - Sobre a política de emigração da União Europeia ver aqui uma análise de Corinne Balleix recentemente publicada pela "La Documentation Française".
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
América Latina
Dois interessantes artigos relacionados com a
América Latina. O primeiro, da autoria do escritor mexicano Enrique Krauze e publicado no jornal El País, referente a um debate em que este recentemente participou, juntamente com o seu colega peruano Mario Vargas Llosa, na universidade norte-americana de Princeton, sobre a realidade política e económica da América Latina, os progressos atingidos e os desafios que colocam a alguns dos países mais relevantes dessa região. O segundo artigo, apresentado na Harvard Business Review Blog Network, destaca o crescente protagonismo da população de origem hispânica na economia norte-americana, prevendo-se que já no próximo ano venha a representar a maior componente da população activa do Estado da Califórnia e que, em 2050, constitua mais de metade da população activa dos EUA. Uma nota complementar: em face das diferentes visões sobre o processo de desenvolvimento político e económico e das rápidas transformações que se estão a verificar na América Latina, dever-se-á olhar para esta região com particular atenção, tentando também avaliar as consequências para a economia portuguesa das crescentes interdependências
que se vão estabelecendo entre esta região e os EUA.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Fundos soberanos do Médio Oriente escapam à crise internacional
A crise internacional de 2008/2009 parece não ter afectado a capacidade financeira dos fundos soberanos do Médio Oriente que viram, desde 2007, os seus activos crescerem cerca de 60% e atingirem actualmente um valor de 1.600 mil milhões de USD. Entre os fundos soberanos mais robustos contam-se os da Arábia Saudita
(680 mil milhões de USD), Abu Dhabi (425 milhões de USD), Koweit (400 mil
milhões de USD), Qatar (175 mil milhões de USD), Oman (16 mil milhões de USD) e
Bahrein (11 mil milhões de USD). Estas são entidades com uma intervenção
geográfica global e que procuram oportunidades de investimento em múltiplos sectores e empresas. Por isso,
deveriam fazer parte do "road map" de instituições internacionais a serem abordadas e visitadas regularmente pelos decisores económicos portugueses, sobretudo os que estão ligados às médias e grandes empresas nacionais mais internacionalizadas.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Programa "Os Europeus", SIC Notícias
Num país onde o debate e a discussão de temas europeus não têm merecido, infelizmente, grande atenção no espaço público, saúdo com grande satisfação o aparecimento de um novo programa semanal da SIC Notícias, designado "Os Europeus", que se propõe acompanhar a vida da Europa e da União Europeia.
Nova pauta aduaneira angolana
Uma nova pauta aduaneira está, desde o início do ano, em vigor em Angola. Esta nova pauta aduaneira veio introduzir algumas significativas alterações no regime de importação angolano com o aumento das taxas e dos direitos aduaneiros sobre um conjunto de produtos importados do exterior e que na maior parte dos casos já são produzidos nesse país. Com esta medida, as autoridades angolanas pretendem, fundamentalmente, proteger e promover o desenvolvimento da sua indústria, através da substituição das importações pela produção local. É uma decisão que vai ter consequências importantes na estruturação do tecido empresarial angolano, mas também ao nível do comércio externo deste país, quer no que se refere à tipologia dos produtos importados, e respectivos países fornecedores, quer no que diz respeito aos produtos que a médio-longo prazo passarão a ser exportados pelas empresas angolanas. Ou seja, esta nova pauta aduaneira vai ter implicações directas no perfil das exportações portuguesas para Angola e até nas estratégias de internacionalização de algumas empresas nacionais que desenvolvem negócios nesse país.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Espanha e o impasse nas obras de alargamento do Canal do Panamá
A suspensão das obras de alargamento do Canal do Panamá que estão a ser realizadas por um consórcio de empresas liderado pela construtora espanhola Sacyr, e que integra a empresa italiana Impregilio, a belga Jan de Nul e a panamiana Cusa, está a causar profundas preocupações nos governos panamianos e espanhol. Em causa está o facto da Autoridade do Canal do Panamá não reconhecer trabalhos extra no valor de 1.600 milhões de USD que na opinião do consórcio construtor de devem à existência de falhas geológicas não previstas no caderno de encargos desta obra. Com efeito, este é um dos maiores e mais
relevantes contratos de engenharia internacionais, com um valor de 5 250
milhões de USD, e tem uma importância estratégica para as empresas envolvidas, mas
também para a sustentabilidade da presença espanhola no Panamá e para própria
imagem global da "Marca Espanha". Para a Sacyr, o Panamá representa 25% da sua
facturação e para a FCC, outra empresa espanhola envolvida na construção do Metro
da Cidade do Panamá, este país constitui o seu 2º mercado internacional detendo
uma carteira de projectos de 2.500 milhões de USD e cerca de 2 400 empregados
no país. Para além destas duas empresas, estão também presentes no Panamá cerca de 300
firmas espanholas de vários sectores de actividade (o stock de investimento
directo estrangeiro espanhol no país é de 3.000 milhões de USD e permitiu a
criação de 15 000 empregos) que podem ver os seus negócios afectados se não for
encontrada uma rápida resolução para este diferendo. Para já, o governo
espanhol encarregou a Ministra do Fomento, Ana Pastor, de assegurar a liderança de uma equipa
de mediação com o objectivo de tentar chegar a um acordo em relação a este assunto, facto que vem colocar, uma vez mais, em
evidência o papel que o Estado pode desempenhar no apoio à internacionalização das empresas que
actuam nos chamados "mercados públicos", e particularmente em economias emergentes. A prazo, veremos também se o eventual atraso na concretização deste projecto não terá consequências em outras geografias, e nomeadamente em Portugal.
São Tomé e Príncipe – CNN’s Dream Destination for 2014
São Tomé e Príncipe faz parte de “short list” de destinos de sonho para 2014 do canal global de televisão CNN. Uma merecida distinção que poderá trazer
efeitos bastante positivos e estruturantes para o sector turístico
são-tomense.
domingo, 5 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Letónia é o novo membro da Zona Euro
A Letónia é o 18º país membro da União Europeia a aderir à Zona Euro. Passou a ser o 2º país Báltico e o 4º país ex-comunista da Europa Central e Oriental a adoptar a moeda única, depois da Eslovénia, em 2007, da Eslováquia, em 2009, e da Estónia, em 2011. Que outros países da Europa Central e Oriental se seguirão na adesão à Zona Euro? É ainda uma grande incógnita, pois se existem países que estão longe de cumprir os critérios exigidos para essa adesão, como a Hungria ou a Roménia, outros acreditam que têm vantagens em preservar, pelos menos por enquanto, as suas moedas nacionais, como são os casos da Polónia e da República Checa. De qualquer modo, e 15 anos depois do lançamento do Euro, em 1999, são já 333 milhões os europeus que utilizam a moeda única.
P.S. - Depois de uma "ausência" de cerca de 4 meses, volto aos meus "posts". É uma actividade sempre estimulante que espero que não venha a ser prejudicada, nos próximos tempos, por falta de tempo e/ou de motivação. Boas leituras e votos de um excelente ano de 2014!
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Break Time
Pela necessidade de um profundo envolvimento em outras actividades, iremos fazer um intervalo nas nossas notas até ao final do corrente ano. Até lá, andaremos pelo Twitter em @ruipauloalmas. Muito obrigado pelas vossas leituras, e também pela compreensão, e um resto de um excelente ano de 2013.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Observatório da Emigração: Entrevista à investigadora Cláudia Pereira sobre a emigração portuguesa no Reino Unido
Foto: The Guardian
O Observatório da Emigração foi criado em 2008, com base num protocolo
entre a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas
(DGACCP) e o CIES/ISCTE – Centro de
Investigação e Estudos de Sociologia/ISCTE –
Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) com o objectivo de “produzir e disponibilizar informação sobre a
evolução e as características da emigração e das comunidades portuguesas e
contribuir para a definição de políticas públicas neste domínio”. Trata-se de um
projecto bastante interessante que tem como coordenador cientifico Rui Pena
Pires (CIES, ISCTE) e que tem contribuido para uma maior conhecimento das actuais caracteristicas da diáspora portuguesa. Reproduzo aqui uma entrevista realizada, no âmbito do
referido Observatório, à investigadora Cláudia Pereira sobre a problemática e caracterização da emigração portuguesa no Reino Unido.
UNCTAD - "Economic Development in Africa Report’2013: Intra-African Trade Unlocking Private Sector Dinamism"
A UNCTAD acaba de publicar o estudo “Economic Development in Africa Report’2013 - Intra-African Trade: Unlocking Private Sector Dinamism”, dedicado ao tema das relações comerciais intra-africanas, fazendo uma reflexão sobre como a forma como é que o sector
privado africano pode contribuir para o crescimento e reforço deste tipo de
relações comerciais.
De
acordo com este trabalho, “Intra-African trade presents opportunities for
sustained growth and development in Africa. It has the potential to reduce
vulnerability to global shocks, contribute to economic diversification, enhance
export competitiveness and create employment. (…) The report argues that for
African countries to reap expected gains from intra-African trade and regional
integration, they will need to place the building of productive capacities and
domestic entrepreneurship at the heart of the policy agenda for boosting
intra-African trade. In this context, the report recommends that African
Governments should promote intra-African trade in the context of developmental
regionalism. In particular, it stresses the need for a shift from a linear and
process based approach to integration, which focuses on elimination of trade
barriers, to a more development-based approach to integration, which pays as
much attention to the building of productive capacities and private sector
development as to the elimination of trade
barriers.”
domingo, 28 de julho de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)



