quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Fundos soberanos do Médio Oriente escapam à crise internacional

A crise internacional de 2008/2009 parece não ter afectado a capacidade financeira dos fundos soberanos do Médio Oriente que viram, desde 2007, os seus activos crescerem cerca de 60% e atingirem actualmente um valor de 1.600 mil milhões de USD. Entre os fundos soberanos mais robustos contam-se os da Arábia Saudita (680 mil milhões de USD), Abu Dhabi (425 milhões de USD), Koweit (400 mil milhões de USD), Qatar (175 mil milhões de USD), Oman (16 mil milhões de USD) e Bahrein (11 mil milhões de USD). Estas são entidades com uma intervenção geográfica global e que procuram oportunidades de investimento em múltiplos sectores e empresas. Por isso, deveriam fazer parte do "road map" de instituições internacionais a serem abordadas e visitadas regularmente pelos decisores económicos portugueses, sobretudo os que estão ligados às médias e grandes empresas nacionais mais internacionalizadas.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Programa "Os Europeus", SIC Notícias

Num país onde o debate e a discussão de temas europeus não têm merecido, infelizmente, grande atenção no espaço público, saúdo com grande satisfação o aparecimento de um novo programa semanal da SIC Notícias, designado "Os Europeus", que se propõe acompanhar a vida da Europa e da União Europeia.

Nova pauta aduaneira angolana

Uma nova pauta aduaneira está, desde o início do ano, em vigor em Angola. Esta nova pauta aduaneira veio introduzir algumas significativas alterações no regime de importação angolano com o aumento das taxas e dos direitos aduaneiros sobre um conjunto de produtos importados do exterior e que na maior parte dos casos já são produzidos nesse país. Com esta medida, as autoridades angolanas pretendem, fundamentalmente, proteger e promover o desenvolvimento da sua indústria, através da substituição das importações pela produção local. É uma decisão que vai ter consequências importantes na estruturação do tecido empresarial angolano, mas também ao nível do comércio externo deste país, quer no que se refere à tipologia dos produtos importados, e respectivos países fornecedores, quer no que diz respeito aos produtos que a médio-longo prazo passarão a ser exportados pelas empresas angolanas. Ou seja, esta nova pauta aduaneira vai ter implicações directas no perfil das exportações portuguesas para Angola e até nas estratégias de internacionalização de algumas empresas nacionais que desenvolvem negócios nesse país.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Espanha e o impasse nas obras de alargamento do Canal do Panamá


A suspensão das obras de alargamento do Canal do Panamá que estão a ser realizadas por um consórcio de empresas liderado pela construtora espanhola Sacyr, e que integra a empresa italiana Impregilio, a belga Jan de Nul e a panamiana Cusa, está a causar profundas preocupações nos governos panamianos e espanhol. Em causa está o facto da Autoridade do Canal do Panamá não reconhecer trabalhos extra no valor de 1.600 milhões de USD que na opinião do consórcio construtor de devem à existência de falhas geológicas não previstas no caderno de encargos desta obra. Com efeito, este é um dos maiores e mais relevantes contratos de engenharia internacionais, com um valor de 5 250 milhões de USD, e tem uma importância estratégica para as empresas envolvidas, mas também para a sustentabilidade da presença espanhola no Panamá e para própria imagem global da "Marca Espanha". Para a Sacyr, o Panamá representa 25% da sua facturação e para a FCC, outra empresa espanhola envolvida na construção do Metro da Cidade do Panamá, este país constitui o seu 2º mercado internacional detendo uma carteira de projectos de 2.500 milhões de USD e cerca de 2 400 empregados no país. Para além destas duas empresas, estão também presentes no Panamá cerca de 300 firmas espanholas de vários sectores de actividade (o stock de investimento directo estrangeiro espanhol no país é de 3.000 milhões de USD e permitiu a criação de 15 000 empregos) que podem ver os seus negócios afectados se não for encontrada uma rápida resolução para este diferendo. Para já, o governo espanhol encarregou a Ministra do Fomento, Ana Pastor, de assegurar a liderança de uma equipa de mediação com o objectivo de tentar chegar a um acordo em relação a este assunto, facto que vem colocar, uma vez mais, em evidência o papel que o Estado pode desempenhar no apoio à internacionalização das empresas que actuam nos chamados "mercados públicos", e particularmente em economias emergentes. A prazo, veremos também se o eventual atraso na concretização deste projecto não terá consequências em outras geografias, e nomeadamente em Portugal.

São Tomé e Príncipe – CNN’s Dream Destination for 2014

São Tomé e Príncipe faz parte de “short list” de destinos de sonho para 2014 do canal global de televisão CNN. Uma merecida distinção que poderá trazer efeitos bastante positivos e estruturantes para o sector turístico são-tomense.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Letónia é o novo membro da Zona Euro

A Letónia é o 18º país membro da União Europeia a aderir à Zona Euro. Passou a ser o 2º país Báltico e o 4º país ex-comunista da Europa Central e Oriental a adoptar a moeda única, depois da Eslovénia, em 2007, da Eslováquia, em 2009, e da Estónia, em 2011. Que outros países da Europa Central e Oriental se seguirão na adesão à Zona Euro? É ainda uma grande incógnita, pois se existem países que estão longe de cumprir os critérios exigidos para essa adesão, como a Hungria ou a Roménia, outros acreditam que têm vantagens em preservar, pelos menos por enquanto, as suas moedas nacionais, como são os casos da Polónia e da República Checa. De qualquer modo, e 15 anos depois do lançamento do Euro, em 1999, são já 333 milhões os europeus que utilizam a moeda única.
 
P.S. - Depois de uma "ausência" de cerca de 4 meses, volto aos meus "posts". É uma actividade sempre estimulante que espero que não venha a ser prejudicada, nos próximos tempos, por falta de tempo e/ou de motivação. Boas leituras e votos de um excelente ano de 2014!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Break Time

  
 
Pela necessidade de um profundo envolvimento em outras actividades, iremos fazer um intervalo nas nossas notas até ao final do corrente ano. Até lá, andaremos pelo Twitter em @ruipauloalmas. Muito obrigado pelas vossas leituras, e também pela compreensão, e um resto de um excelente ano de 2013.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Observatório da Emigração: Entrevista à investigadora Cláudia Pereira sobre a emigração portuguesa no Reino Unido

 
                                                                    Foto: The Guardian
 
O Observatório da Emigração foi criado em 2008, com base num protocolo entre a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP) e o CIES/ISCTE – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia/ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) com o objectivo de “produzir e disponibilizar informação sobre a evolução e as características da emigração e das comunidades portuguesas e contribuir para a definição de políticas públicas neste domínio”. Trata-se de um projecto bastante interessante que tem como coordenador cientifico Rui Pena Pires (CIES, ISCTE) e que tem contribuido para uma maior conhecimento das actuais caracteristicas da diáspora portuguesa. Reproduzo aqui uma entrevista realizada, no âmbito do referido Observatório, à investigadora Cláudia Pereira sobre a problemática e caracterização da emigração portuguesa no Reino Unido.

UNCTAD - "Economic Development in Africa Report’2013: Intra-African Trade Unlocking Private Sector Dinamism"

 
 
 
A UNCTAD acaba de publicar o estudo “Economic Development in Africa Report’2013 - Intra-African Trade: Unlocking Private Sector Dinamism”, dedicado ao tema das relações comerciais intra-africanas, fazendo uma reflexão sobre como a forma como é que o sector privado africano pode contribuir para o crescimento e reforço deste tipo de relações comerciais.
 
De acordo com este trabalho, “Intra-African trade presents opportunities for sustained growth and development in Africa. It has the potential to reduce vulnerability to global shocks, contribute to economic diversification, enhance export competitiveness and create employment. (…) The report argues that for African countries to reap expected gains from intra-African trade and regional integration, they will need to place the building of productive capacities and domestic entrepreneurship at the heart of the policy agenda for boosting intra-African trade. In this context, the report recommends that African Governments should promote intra-African trade in the context of developmental regionalism. In particular, it stresses the need for a shift from a linear and process based approach to integration, which focuses on elimination of trade barriers, to a more development-based approach to integration, which pays as much attention to the building of productive capacities and private sector development as to the elimination of trade barriers.”

terça-feira, 23 de julho de 2013

"Futre e os chineses" - FC Barcelona abre representação comercial em Hong Kong





A intervenção do ex-futebolista Paulo Futre sobre o potencial económico do mercado chinês para a sustentabilidade comercial e financeira do Sporting Clube de Portugal mereceu, em tempos, um amplo destaque na opinião pública portuguesa (ver vídeo acima). Nesta linha de "argumentação", a imprensa espanhola de hoje dá conta da próxima abertura de uma representação comercial do FC Barcelona em Hong Kong com o objectivo de mobilizar/angariar patrocinadores e publicidade e de desenvolver as propostas de negócios "on line" do clube catalão na China. Neste sentido, como é que os principais clubes de futebol portugueses tencionam tratar as potencialidades de negócio oferecidas pelo mercado chinês?

domingo, 21 de julho de 2013

2013 - Um ano marcante para os Países Bálticos


O ano de 2013 vai ser um ano marcante para os três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) que aderiram, em 2004, à União Europeia. Desde 1 de Julho de 2013,  a Lituânia passou a ser o primeiro país báltico a assegurar a presidência rotativa da União Europeia e, em 2013,  foi também formulado o convite para a Letónia passar a integrar, a partir de 1 de Janeiro de 2014, a Zona Euro, juntando-se, assim, à Estónia na partilha da moeda única europeia. Em face desta diversidade de desafios que irão afectar a situação económica e politica destes países nos próximos anos, o "think tank" francês "Notre Europe/Institut Jacques Delors", dirigido actualmente pelo ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino, decidiu realizar um interessante estudo sobre esta realidade, designado por "Les États baltes dans l'UE: passé, présent et futur" , da autoria de Agnia Grigas, Andres Kasekamp, Kristina Maslauskaite, Liva Zorgenfreija e Jerzy Buzek, e que pode ver aqui.
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Banco Africano de Desenvolvimento vai voltar a Abidjan (Costa do Marfim)



 
Na sequência de uma decisão do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) tomada na última Assembleia Anual, realizada entre os dias 27 e 31 de Maio de 2013, em Marrakech (Marrocos), esta entidade multilateral de financiamento vai voltar a localizar a sua sede em Abidjan (na foto), Costa do Marfim. A mudança de Abdijan para Tunis ocorreu no ano de 2003, na sequência da eclosão da guerra civil na Costa do Marfim. De acordo com a referida decisão, o início da deslocalização dos cerca de 1500 funcionários do BAD vai ter lugar em finais do corrente ano, esperando-se que este processo fique concluído até Novembro de 2014, altura em que esta instituição irá comemorar o seu 50º aniversário. Esta mudança está a ser preparada com bastante atenção pela administração do BAD -  por exemplo, esta realizou há dias uma sessão de informação/formação para as empresas da Costa do Marfim sobre o tema “Comment devenir fournisseur de la BAD ?”- pois as mudanças irão ser grandes, mas em sentidos opostos, para Tunis e para Abidjan. Abidjan vai voltar a ocupar o lugar de importante plataforma económica e financeira africana, sendo esta decisão um sinal claro de confiança e de apoio às autoridades marfinenses, enquanto a saída de Tunis surge num momento particularmente difícil da vida politica e económica tunisina.

Face à relevância do BAD no apoio financeiro ao desenvolvimento de países africanos, de que  têm beneficiado algumas empresas portuguesas, esta deslocalização para Abidjan pode levar à necessidade de algumas alterações na estrutura da diplomacia económica portuguesa na África Subsaariana, e nomeadamente na Costa do Marfim onde não existe, actualmente, nenhuma  representação diplomática nacional.