O ano de 2013 vai ser um ano marcante para os três países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) que aderiram, em 2004, à União Europeia. Desde 1 de Julho de 2013, a Lituânia passou a ser o primeiro país báltico a assegurar a presidência rotativa da União Europeia e, em 2013, foi também formulado o convite para a Letónia passar a integrar, a partir de 1 de Janeiro de 2014, a Zona Euro, juntando-se, assim, à Estónia na partilha da moeda única europeia. Em face desta diversidade de desafios que irão afectar a situação económica e politica destes países nos próximos anos, o "think tank" francês "Notre Europe/Institut Jacques Delors", dirigido actualmente pelo ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino, decidiu realizar um interessante estudo sobre esta realidade, designado por "Les États baltes dans l'UE: passé, présent et futur" , da autoria de Agnia Grigas, Andres Kasekamp, Kristina Maslauskaite, Liva Zorgenfreija e Jerzy Buzek, e que pode ver aqui.
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências e negócios em mercados internacionais. Estratégias de desenvolvimento e de internacionalização empresarial. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Banco Africano de Desenvolvimento vai voltar a Abidjan (Costa do Marfim)
Na sequência de uma decisão do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) tomada na última Assembleia Anual, realizada entre os dias 27 e 31 de Maio de 2013, em Marrakech (Marrocos), esta entidade multilateral de financiamento vai voltar a localizar a sua sede em Abidjan (na foto), Costa do Marfim. A mudança de Abdijan para Tunis ocorreu no ano de 2003, na sequência da eclosão da guerra civil na Costa do Marfim. De acordo com a referida decisão, o início da deslocalização dos cerca de 1500 funcionários do BAD vai ter lugar em finais do corrente ano, esperando-se que este processo fique concluído até Novembro de 2014, altura em que esta instituição irá comemorar o seu 50º aniversário. Esta mudança está a ser preparada com bastante atenção pela administração do BAD - por exemplo, esta realizou há dias uma sessão de informação/formação para as empresas da Costa do Marfim sobre o tema “Comment devenir fournisseur de la BAD ?”- pois as mudanças irão ser grandes, mas em sentidos opostos, para Tunis e para Abidjan. Abidjan vai voltar a ocupar o lugar de importante plataforma económica e financeira africana, sendo esta decisão um sinal claro de confiança e de apoio às autoridades marfinenses, enquanto a saída de Tunis surge num momento particularmente difícil da vida politica e económica tunisina.
Face à relevância do BAD no apoio financeiro ao desenvolvimento de países africanos, de que têm beneficiado algumas empresas portuguesas, esta deslocalização para Abidjan pode levar à necessidade de algumas alterações na estrutura da diplomacia económica portuguesa na África Subsaariana, e nomeadamente na Costa do Marfim onde não existe, actualmente, nenhuma representação diplomática nacional.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Marcas globais e multinacionais de economias emergentes: "Never give up, no matter what"
Via The Economist: "Fortune magazine’s 2012 list of the largest 500 companies by sales revenue included 73 Chinese firms, more than from any other country except the United States, with 132. Yet Interbrand’s 2012 list of the 100 “best global brands” included not one Chinese firm". Este é um facto relevante, mas que com certeza irá mudar rapidamente, pois de acordo com a mesma revista "developing-country firms are swiftly learning the art of branding. A few emerging-market brands have already gone global: it is hard to watch a football match in Europe without having “Emirates” burned onto your retina. More are on the way: Haier of China (white goods), Concha y Toro of Chile (wine), and Natura of Brazil (beauty products). Westerners feeling besieged by the rise of the developing world comfort themselves with the thought that they still hold the high ground of premium-priced branded goods. But they should be in no doubt that emerging-market contenders are mounting their warhorses and readying their battering-rams". A seguir, pois as estas novas multinacionais "Never give up, no matter what"!
Ainda sobre a adesão da Croácia à União Europeia
Desde 1 de Julho, a Croácia é o 28º membro da União Europeia. Neste âmbito, o Eurostat publicou um estudo comparativo sobre os principais indicadores económicos e sociais da Croácia e da União Europeia(UE), que pode ver aqui, e dos quais se destacam os seguintes dados:
- A Croácia tem uma população de 4,4 milhões de habitantes (UE27 - 502 milhões de habitantes) com uma esperança média de vida e uma taxa de fertilidade sensivelmente inferiores à média da UE27.
- Um PIB per capita que representa 61% da média comunitária (UE27-100).
- O sector agrícola emprega cerca 11% da população activa.
- 60% das exportações croatas destinam-se à União Europeia.
Também o Institut Delors/Notre Europe, fez uma análise deste último alargamento da UE defendendo, todavia, alguns ajustamentos nas politicas de alargamento que constituem, actualmente, um dos principais pilares da dimensão externa da UE (pode ver aqui).
Para as empresas portuguesas, e depois da entrada da Eslovénia na UE, em 2004, abre-se um espaço de novas oportunidades de negócios que deverá também incluir outras repúblicas da ex-Jugoslávia, como a Sérvia, Montenegro, Macedónia e Bósnia e Herzegovina, algumas delas em adiantadas negociações de adesão à UE.
sábado, 22 de junho de 2013
"Classe média" em África: a relevância e a necessidade de contextualização
Fonte: HBR Blog Network
Via HBR Blog Network um interessante "post" de Bright B. Simons que pode ver aqui sobre a existência ou não de classe média em África e sobre qual a dimensão e características dessa mesma classe média (outros, como David Cowan, economista no Citigroup Africa, consideram que não existe classe média em África, mas antes "only two super-classes: the über-rich, and a large sprawl of poor people who nevertheless are inclined towards consumption"). São interrogações que têm suscitado diversos estudos, sobretudo de natureza quantitativa, por parte de algumas empresas e organizações internacionais devido, fundamentalmente, ao potencial de negócio actualmente existente no Continente, em termos globais, ou em em alguns determinados países africanos. Mas Bright B. Simons no referido "post" chama a atenção para o seguinte: "The qualitative character of the middle class in your targeted African country has implications for your human resource strategy, public relations, government relations, corporate responsibility and citizenship, reliance on local financial instruments, operational effectiveness, and the overall sustainability of your market position. (...) For the prospective investor in Africa, then, it is obvious that qualitative factors should matter more than quantitative factoids in shaping your strategy."
sexta-feira, 7 de junho de 2013
América Latina, entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico?
Fonte: The Economist
Numa altura em que se verifica uma clara aposta das empresas portuguesas num conjunto de mercados da América Latina, particularmente no Brasil, Chile, Colômbia, Peru, México e Venezuela, a The Economist fez uma análise (ver aqui) do processo de integração regional que está a verificar-se na região, cada vez vez mais focado em duas comunidades económicas: o Mercosul (que tem como membros plenos a Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Perú). Na opinião do Ministro das Finanças do Chile, Filipe Larraín, a Aliança do Pacífico, é "the most exciting thing going on in Latin America today", enquanto outros consideram que a Aliança do Pacífico "has proved to be a brilliant piece of diplomatic marketing", mas que "has to add substance". Para já, e em termos concretos, o Chile, Colômbia, México e Perú assinaram, no passado dia 23 de Maio, um acordo que prevê a eliminação das tarifas alfandegárias em cerca de 90% do comércio externo de mercadorias entre os respectivos países e também a supressão dos vistos de viagens para os seus cidadãos. São, sem dúvida, acontecimentos que vão ter implicações ao nível da estratégia de desenvolvimento do Mercosul e que colocam, sobretudo, sérios desafios à diplomacia brasileira.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
“Marca España”, ¿para españoles?
Foto: La Vanguardia
Via blogue “Diario de Bruselas” de Beatriz Navarro, correspondente junto da União Europeia do diário espanhol “La Vanguardia”, uma interessante análise e avaliação de uma acção de promoção da “Marca Espanha”, realizada recentemente no Parlamento Europeu, em Bruxelas, e que pode ver aqui. Entre as várias reflexões que são realizadas no referido post é efectuada uma referência ao “… mala costumbre española de hacer promoción exterior para el público interior no ha cambiado nada a pesar de la crisis”, por sinal, bastante oportuna no âmbito da problemática da promoção da imagem externa de um país.
domingo, 19 de maio de 2013
Caminhos para o ensino superior
Foto: PA
O actual contexto de rápida mudança social,
económica e tecnológica está na causar grandes desafios ao ensino superior público e privado, sobretudo nos países desenvolvidos e nas
chamadas "economias emergentes". É uma situação que está a obrigar a uma profunda reestruturação deste sector e a reposicionamenteos estratégicos dos
estabelecimentos de ensino superior em relação às características das sua oferta
formativa, ao financiamento da sua actividade, à integração em redes
internacionais, à empregabilidade dos seus cursos, à concorrência e à pressão
dos "rankings" nacionais e internacionais, à forma como se relacionam com todos
os seus parceiros, entre outros desafios. Portugal não se pode afastar desde debate. E sobre este tema o grupo editorial Pearson elaborou um
excelente trabalho para o "think tank" Institute for Public Policy Research (UK),
designado por "An avalanche is coming - Higher education and the revolution ahead", onde propõe cinco possibilidades de desenvolvimento estratégico
dos estabelecimentos de ensino superior: (i) as universidades de elite; (ii) as
universidades de massas; (iii) as universidades especializadas; (iv) as
universidades locais; (v) as universidades orientadas para o "lifelong
learning", acrescentando ainda o seguinte:
"Each university needs to be clear which niches or market segments it wants to serve and how. The traditional multipurpose university with a combination of a range of degrees and a modestly effective research programme has had its day.
The traditional university is being unbundled.
The pressure of competition on universities is greater than ever, not just
because of the global competition between them, but also because a range of new
players like MOOCs provider Coursera, skill-educator General Assembly and
consultancies that develop people and produce cutting edge research, are now
stepping up to compete with various specific functions of a traditional
university.
Governments will need to rethink their
regulatory regimes which were designed for a new era when university systems
were national rather than global. In the new era, governments need to face up to
big questions – how can they fund and support part-time students? Should a
student who takes courses from a range of providers, including MOOCs, receive
funding on the same basis as any other student? How can government incentivise
the connection between universities, cities and innovation? In an era of
globalisation how do governments ensure that universities in their country
continue to thrive? How can meritocracy be ensured? ".
E concluem o seguinte "there are three fundamental challenges facing systems all round the world: (1) How can universities and new providers ensure education for employability? (2) How can the link between cost and quality be broken? (3) How does the entire learning ecosystem need to change to support alternative providers and the future of work?".
Neste quadro de referência que estratégias de afirmação irão ser seguidas, ou reforçadas, no curto-médio prazo pelos estabelecimentos de ensino superior portugueses? Iremos assistir a fenómenos de fusão/concentração e ao desaparecimento de alguns estabelecimentos de ensino? Num sector bastante regulado como este que "espaço" existe para a implementação de politicas de inovação e de diferenciação?
P.S. - Sobre este assunto veja também aqui o artigo "2020 Vision: A dual strategy for European business schools" de Stéphanie Dameron e Thomas Durand.
P.S. - Sobre este assunto veja também aqui o artigo "2020 Vision: A dual strategy for European business schools" de Stéphanie Dameron e Thomas Durand.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Conferência: " A CPLP na era da globalização", por Carlos Lopes (ONU)
Carlos Lopes (Guiné-Bissau) é um destacado funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), ocupando actualmente as funções de Secretário - Executivo da Comissão Económica para África (ECA) da referida organização. É também Presidente do Conselho Geral do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. Carlos Lopes vai estar em Lisboa, no próximo dia 13 de Maio, pelas 18h00, para proferir uma conferência intitulada “A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) na era da Globalização”, que se realiza na sede da CPLP, Palácio Conde de Penafiel, Rua de São Mamede (ao Caldas). Um tema muito oportuno, face aos desafios actuais que se colocam à CPLP.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
"Notas Verbais": OMC. Dois na final, Portugal apoia candidato do Brasil
Via Notas Verbais, blogue que está de "regresso" à blogosfera e que saúdo com simpatia, um ponto de situação da corrida à liderança da Organzação Mundial de Comércio (OMC), com o candidato brasileiro (na foto), Roberto Azevedo, na fase final, e contando com o apoio de Portugal, juntamente com o candidato mexicano, Hermínio Blanco.
P.S.1 - Veja aqui um post anterior sobre este assunto.
P.S.2 - Veja também aqui e aqui artigos do The Guardian sobre estas duas candidaturas.
P.S.3 - Roberto Azevedo ganhou a corrida para a liderança da OMC, ao contar com o apoio dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) e de um vasto grupo de outros países em desenvolvimento. Os EUA e maioria dos países da União Europeia, ou de acordo com outras fontes a União Europeia em bloco, votou no candidato mexicano. Trata-se de um enorme sucesso para a diplomacia brasileira que já tinha consigo recentemente a eleição de Jose Graziano da Silva para Director-Geral da FAO/ONU - o próximo desafio da diplomacia brasileira será a conquista de um lugar de membro-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Mas os resultados alcançados por candidatos oriundos de economias emergentes, ao nível das principais organizações internacionais - veja-se também os casos da ONU (liderada por um sul-coreano) e da OCDE (liderada por um mexicano) -, estão também a modificar, de uma forma clara, a geopolitica destas organizações.
P.S.1 - Veja aqui um post anterior sobre este assunto.
P.S.2 - Veja também aqui e aqui artigos do The Guardian sobre estas duas candidaturas.
P.S.3 - Roberto Azevedo ganhou a corrida para a liderança da OMC, ao contar com o apoio dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) e de um vasto grupo de outros países em desenvolvimento. Os EUA e maioria dos países da União Europeia, ou de acordo com outras fontes a União Europeia em bloco, votou no candidato mexicano. Trata-se de um enorme sucesso para a diplomacia brasileira que já tinha consigo recentemente a eleição de Jose Graziano da Silva para Director-Geral da FAO/ONU - o próximo desafio da diplomacia brasileira será a conquista de um lugar de membro-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Mas os resultados alcançados por candidatos oriundos de economias emergentes, ao nível das principais organizações internacionais - veja-se também os casos da ONU (liderada por um sul-coreano) e da OCDE (liderada por um mexicano) -, estão também a modificar, de uma forma clara, a geopolitica destas organizações.
domingo, 28 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
BERD quer alargar intervenção na Rússia
A Rússia é o país com o maior numero de operações no âmbito da actividade do BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. O BERD já financiou 714 projectos no mercado russo, sobretudo no sector privado (84% do total), que implicaram um desembolso financeiro de cerca de 15,6 mil milhões de euros por parte deste instituição financeira internacional. Mas o BERD quer reforçar o seu envolvimento na Rússia, esperando contar para isso com um maior protagonismo das empresas oriundas de alguns dos seus países accionistas, nomeadamente de empresas norte-americanas. Num dircurso realizado há dias na US Chamber of Commerce, em Nova Iorque, Sir Suma Chakrabarti, Presidente doo BERD, apontou, de forma muito clara, as razões desta aposta e as dificuldades que as empresas estrangeiras normalmente encontram na abordagem deste mercado, concluindo do seguinte modo: "There are lucrative opportunities out there - the big risks are commensurate with the big rewards. We've worked with many of those who've done it already and we don't often hear regrets. To quote an old Russian proverb, `without pain there is no science’ or as we would say `adversity is a great teacher’. In other words, investment in Russia isn’t easy but companies tell us the benefits are clear in the end". Sobre o enquadramento económico, o clima de investimento e as formas de entrada no mercado russo, o BERD tem disponível um estudo bastante útil designado "Diversifying Russia" que pode ver aqui.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento
Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento
Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao, e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, são analisados com pertinência e oportunidade por Scott Morris do Center for Global Development (EUA) que conclui o seguinte em relação ao que se está a passar no Banco Asiático de Desenvolvimento: " So if the ADB presidential selection process is business as usual, with a sole Japanese candidate quickly and quietly selected, I hardly think it spells disaster for the ADB’s important work. But I do think it will represent an unfortunate set back in what has become an increasingly robust leadership competition across the international financial institutions, in which candidates and the countries who nominate them are motivated to put their best ideas forward for the future of the organizations ". Ou seja, começa-se a discutir, cada vez mais, as características da governação e da liderança deste tipo de instituições, facto a que não será alheia a pressão que está a ser exercida junto destas instituições por um conjunto de países emergentes que aspiram, também aqui, a terem mais poder e protagonismo!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States/Brookings Institution
Um grupo de investigadores da Brookings Institution (EUA) acaba de publicar mais um interessante relatório com o titulo "Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States"(que pode ver aqui). Trata-se de uma reflexão sobre o actual potencial do Continente Africano e as estratégias que devem ser prosseguidas pelos EUA e que me leva também a colocar a seguinte questão: Que tipo de prioridade e de relevância deve ter actualmente África para Portugal ?
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A importância das competências nas áreas da geopolítica e da globalização nos programas dos cursos de gestão empresarial: a experiência da “Grenoble École de Management”
A “Grenoble École de Management” é uma das principais escolas de gestão francesas (ver aqui os principais rankings) e organizou, na semana passada, a 5ª edição do “Festival de Géopolitique”, dedicada, este ano, à problemática da globalização. Esta universidade tem tido um papel pioneiro em França na incorporação das problemáticas das geopolítica e da globalização nos “curricula” dos vários cursos de gestão (graduação e pós-graduação). Ou seja, para além das tradicionais unidades curriculares nas áreas da contabilidade, finanças, marketing, logística ou recursos humanos, são também oferecidas aos estudantes da “Grenoble École de Management” um conjunto de competências ao nível da economia internacional, relações internacionais, sociologia, geografia e até antropologia que seguramente vão permitir aos estudantes “compreenderem melhor os outros” e, sobretudo, perceberem o rápido processo de globalização e de transformação económica e social em curso. Uma estratégia que me parece também bastante ajustada à actual procura das empresas e que faria todo o sentido ser também prosseguida em Portugal.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
UNCTAD e UNECA analisam relacionamento económico BRICS - ÁFRICA
Ainda a propósito da última Cimeira dos BRICS, que abordámos no "post" anterior, a UNCTAD – UN Conference on Trade and Investment e a UNECA – Economic Comission for Africa, publicaram dois excelentes trabalhos sobre as relações económicas e comerciais entre os BRICS e o Continente Africano. O documento da UNECA designa-se "Africa-BRICS Cooperation: Implications for Growth, Employment and Structural Transformation in Africa" e o da UNCTAD "The Rise of BRICS and Africa".
A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento
Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui. No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes. Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível a médio-longo prazo se houver o necessário apoio politico e diplomático. Certo, certo, é que a próxima Cimeira dos BRICS vai ter lugar no Brasil, em 2014, e até lá vamos assistir, seguramente, a um reforço das relações económicas e politicas deste grupo de países com os países da América Central e do Sul.
Subscrever:
Mensagens (Atom)















