sábado, 22 de junho de 2013

"Classe média" em África: a relevância e a necessidade de contextualização




Fonte: HBR Blog Network
 
Via HBR Blog Network um interessante "post" de Bright B. Simons que pode ver aqui sobre a existência ou não de classe média em África e sobre qual a dimensão e características  dessa mesma classe média (outros, como David Cowan, economista no Citigroup Africa, consideram que não existe classe média em África, mas antes "only two super-classes: the über-rich, and a large sprawl of poor people who nevertheless are inclined towards consumption"). São interrogações que têm suscitado diversos estudos, sobretudo de natureza quantitativa, por parte de algumas empresas e organizações internacionais devido, fundamentalmente,  ao potencial de negócio actualmente existente no Continente, em termos globais, ou em em alguns determinados países africanos. Mas Bright B. Simons no referido "post" chama a atenção para o seguinte:  "The qualitative character of the middle class in your targeted African country has implications for your human resource strategy, public relations, government relations, corporate responsibility and citizenship, reliance on local financial instruments, operational effectiveness, and the overall sustainability of your market position. (...)  For the prospective investor in Africa, then, it is obvious that qualitative factors should matter more than quantitative factoids in shaping your strategy."

sexta-feira, 7 de junho de 2013

América Latina, entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico?


Fonte: The Economist

Numa altura em que se verifica uma clara aposta das empresas portuguesas num conjunto de mercados da América Latina, particularmente no Brasil, Chile, Colômbia, Peru, México e Venezuela, a The Economist fez uma análise (ver aqui) do processo de integração regional que está a verificar-se na região, cada vez vez mais focado em duas comunidades económicas: o Mercosul (que tem como membros plenos a Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Perú). Na opinião do Ministro das Finanças do Chile, Filipe Larraín, a Aliança do Pacífico, é "the most exciting thing going on in Latin America today", enquanto outros consideram que a Aliança do Pacífico "has proved to be a brilliant piece of diplomatic marketing", mas que "has to add substance". Para já, e em termos concretos, o Chile, Colômbia, México e Perú assinaram, no passado dia 23 de Maio, um acordo que prevê a eliminação das tarifas alfandegárias em cerca de 90% do comércio externo de mercadorias entre os respectivos países e também a supressão dos vistos de viagens para os seus cidadãos. São, sem dúvida, acontecimentos que vão ter implicações ao nível da estratégia de desenvolvimento do Mercosul e que colocam, sobretudo, sérios desafios à diplomacia brasileira.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

“Marca España”, ¿para españoles?


                                                                Foto: La Vanguardia

Via blogue “Diario de Bruselas” de Beatriz Navarro, correspondente junto da União Europeia do diário espanhol “La Vanguardia”, uma interessante análise e avaliação de uma acção de promoção da “Marca Espanha”, realizada recentemente no Parlamento Europeu, em Bruxelas, e que pode ver aqui. Entre as várias reflexões que são realizadas no referido post é efectuada uma referência ao “… mala costumbre española de hacer promoción exterior para el público interior no ha cambiado nada a pesar de la crisis”, por sinal, bastante oportuna no âmbito da problemática da promoção da imagem externa de um país.

domingo, 19 de maio de 2013

Caminhos para o ensino superior

 

                                                                             Foto: PA
 
O actual contexto de rápida mudança social, económica e tecnológica está na causar grandes desafios ao ensino superior público e privado, sobretudo nos países desenvolvidos e nas chamadas "economias emergentes". É uma situação que está a obrigar a uma profunda reestruturação deste sector e a reposicionamenteos estratégicos dos estabelecimentos de ensino superior em relação às características das sua oferta formativa, ao financiamento da sua actividade, à integração em redes internacionais, à empregabilidade dos seus cursos, à concorrência e à pressão dos "rankings" nacionais e internacionais, à forma como se relacionam com todos os seus parceiros, entre outros desafios. Portugal não se pode afastar desde debate. E sobre este tema o grupo editorial Pearson elaborou um excelente trabalho para o "think tank" Institute for Public Policy Research (UK), designado por "An avalanche is coming - Higher education and the revolution ahead", onde propõe cinco possibilidades de desenvolvimento estratégico dos estabelecimentos de ensino superior: (i) as universidades de elite; (ii) as universidades de massas; (iii) as universidades especializadas; (iv) as universidades locais; (v) as universidades orientadas para o "lifelong learning", acrescentando ainda o seguinte:

"Each university needs to be clear which niches or market segments it wants to serve and how. The traditional multipurpose university with a combination of a range of degrees and a modestly effective research programme has had its day.

The traditional university is being unbundled.


The pressure of competition on universities is greater than ever, not just because of the global competition between them, but also because a range of new players like MOOCs provider Coursera, skill-educator General Assembly and consultancies that develop people and produce cutting edge research, are now stepping up to compete with various specific functions of a traditional university.

 
Governments will need to rethink their regulatory regimes which were designed for a new era when university systems were national rather than global. In the new era, governments need to face up to big questions – how can they fund and support part-time students? Should a student who takes courses from a range of providers, including MOOCs, receive funding on the same basis as any other student? How can government incentivise the connection between universities, cities and innovation? In an era of globalisation how do governments ensure that universities in their country continue to thrive? How can meritocracy be ensured? ".

E concluem o seguinte "there are three fundamental challenges facing systems all round the world: (1) How can universities and new providers ensure education for employability? (2) How can the link between cost and quality be broken? (3) How does the entire learning ecosystem need to change to support alternative providers and the future of work?".


Neste quadro de referência que estratégias de afirmação irão ser seguidas, ou reforçadas, no curto-médio prazo pelos estabelecimentos de ensino superior portugueses? Iremos assistir a fenómenos de fusão/concentração e ao desaparecimento de alguns estabelecimentos de ensino? Num sector bastante regulado como este que  "espaço" existe para a implementação de politicas de inovação e de diferenciação?



P.S. - Sobre este assunto veja também aqui o artigo "2020 Vision: A dual strategy for European business schools" de Stéphanie Dameron e Thomas Durand.


 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Conferência: " A CPLP na era da globalização", por Carlos Lopes (ONU)



Carlos Lopes (Guiné-Bissau) é um destacado funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU), ocupando actualmente as funções de  Secretário - Executivo da Comissão Económica para África (ECA) da referida organização. É também Presidente do Conselho Geral do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.  Carlos Lopes vai estar em Lisboa, no próximo dia 13 de Maio, pelas 18h00, para proferir uma conferência intitulada “A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) na era da Globalização”, que se realiza na sede da CPLP, Palácio Conde de Penafiel, Rua de São Mamede (ao Caldas). Um tema muito oportuno, face aos desafios actuais que se colocam à CPLP.

domingo, 5 de maio de 2013

"Notas Verbais": OMC. Dois na final, Portugal apoia candidato do Brasil



Via Notas Verbais,  blogue que está de "regresso" à blogosfera e que saúdo com simpatia, um ponto de situação da corrida à liderança da Organzação Mundial de Comércio (OMC), com o candidato brasileiro (na foto), Roberto Azevedo, na fase final, e contando com o apoio de Portugal, juntamente com o candidato mexicano, Hermínio Blanco.

P.S.1 - Veja aqui um post anterior sobre este assunto.

P.S.2 - Veja também aqui e aqui artigos do The Guardian sobre estas duas candidaturas.

P.S.3 - Roberto Azevedo ganhou a corrida para a liderança da OMC, ao contar com o apoio dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) e de um vasto grupo de outros países em desenvolvimento. Os EUA e  maioria dos países da União Europeia, ou de acordo com outras fontes a União Europeia em bloco, votou no candidato mexicano.  Trata-se de um enorme sucesso para a diplomacia brasileira que já tinha consigo recentemente a eleição de Jose Graziano da Silva para Director-Geral da FAO/ONU - o próximo desafio da diplomacia brasileira será a conquista de um lugar de membro-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Mas os resultados alcançados por candidatos oriundos de economias emergentes, ao nível das principais organizações internacionais - veja-se também os casos da ONU (liderada por um sul-coreano) e da  OCDE (liderada por um mexicano) -, estão também a modificar, de uma forma clara, a geopolitica destas organizações.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

BERD quer alargar intervenção na Rússia



A Rússia é o país com o maior numero de operações no âmbito da actividade do BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. O BERD já financiou  714 projectos no mercado russo, sobretudo no sector privado (84% do total), que implicaram um desembolso financeiro de cerca de 15,6 mil milhões de euros por parte deste instituição financeira internacional. Mas o BERD quer reforçar o seu envolvimento na Rússia, esperando contar para isso com um maior protagonismo das empresas oriundas de alguns dos seus países accionistas, nomeadamente de empresas norte-americanas. Num dircurso realizado há dias na US Chamber of Commerce, em Nova Iorque, Sir Suma Chakrabarti, Presidente doo BERD, apontou, de forma muito clara, as razões desta aposta e as dificuldades que as empresas estrangeiras normalmente encontram na abordagem deste mercado, concluindo do seguinte modo: "There are lucrative opportunities out there - the big risks are commensurate with the big rewards. We've worked with many of those who've done it already and we don't often hear regrets. To quote an old Russian proverb, `without pain there is no science’ or as we would say `adversity is a great teacher’. In other words, investment in Russia isn’t easy but companies tell us the benefits are clear in the end". Sobre  o enquadramento económico, o clima de investimento e as formas de entrada no mercado russo, o BERD tem disponível um estudo bastante útil designado "Diversifying Russia" que pode ver aqui.
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento

 
 
                                              Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento
 
Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses  e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao, e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, são analisados com pertinência e oportunidade por Scott Morris do Center for Global Development (EUA) que conclui o seguinte em relação  ao que se está a passar no Banco Asiático de Desenvolvimento: " So if the ADB presidential selection process is business as usual, with a sole Japanese candidate quickly and quietly selected, I hardly think it spells disaster for the ADB’s important work. But I do think it will represent an unfortunate set back in what has become an increasingly robust leadership competition across the international financial institutions, in which candidates and the countries who nominate them are motivated to put their best ideas forward for the future of the organizations ". Ou seja, começa-se a discutir, cada vez mais, as características da governação e da liderança deste tipo de instituições, facto a que não será alheia a pressão que está a ser exercida junto destas instituições por um conjunto de países emergentes que aspiram, também aqui, a terem mais poder e protagonismo!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States/Brookings Institution

 

Um grupo de investigadores da Brookings Institution (EUA) acaba de publicar mais um interessante relatório com o titulo "Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States"(que pode ver aqui). Trata-se de uma reflexão sobre o actual potencial do Continente Africano e as estratégias que devem ser prosseguidas pelos EUA e que me leva também a colocar a seguinte questão: Que tipo de prioridade e de relevância deve ter actualmente África para Portugal ?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A importância das competências nas áreas da geopolítica e da globalização nos programas dos cursos de gestão empresarial: a experiência da “Grenoble École de Management”


A “Grenoble École de Management” é uma das principais escolas de gestão francesas (ver aqui os principais rankings)  e organizou, na semana passada, a 5ª edição do “Festival de Géopolitique”, dedicada, este ano, à problemática da globalização. Esta universidade tem tido um papel pioneiro em França na incorporação das problemáticas das geopolítica e da globalização nos “curricula” dos vários cursos de gestão (graduação e pós-graduação). Ou seja, para além das tradicionais unidades curriculares nas áreas da contabilidade, finanças, marketing, logística ou recursos humanos, são também oferecidas aos estudantes da “Grenoble École de Management” um conjunto de competências ao nível  da economia internacional, relações internacionais, sociologia, geografia e até antropologia que seguramente  vão permitir aos estudantes “compreenderem melhor os outros” e, sobretudo, perceberem  o rápido processo de globalização e de transformação económica e social em curso. Uma estratégia que me parece também bastante ajustada à actual procura das empresas  e que faria todo o sentido ser também prosseguida em Portugal.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UNCTAD e UNECA analisam relacionamento económico BRICS - ÁFRICA


Ainda a propósito da última Cimeira dos BRICS, que abordámos no "post" anterior, a UNCTAD – UN Conference on Trade and Investment e a UNECA – Economic Comission for Africa, publicaram dois excelentes trabalhos sobre as relações económicas e comerciais entre os BRICS e o Continente Africano. O documento da UNECA designa-se "Africa-BRICS Cooperation: Implications for Growth, Employment and Structural Transformation in Africa" e o da UNCTAD "The Rise of BRICS and Africa".

A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento



Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a  "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui. No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes. Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às  diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível  a médio-longo prazo se houver o necessário apoio politico e diplomático. Certo, certo, é que a próxima Cimeira dos BRICS vai ter lugar no Brasil, em 2014, e até lá vamos assistir, seguramente, a um reforço das relações económicas e politicas deste grupo de países com os países da América Central e do Sul.

domingo, 17 de março de 2013

Governo espanhol lança programa "Study in Spain"

 

Em tempos já havia aqui abordado a pertinência do programa "Study in Australia", lançado pela Austrade, organismo responsável pela promoção do comércio externo e do investimento australianos. Chegou agora a vez do governo espanhol, através da Turespaña (organismo oficial de promoção turística) e do ICEX (organismo oficial de promoção do comércio externo e do investimento), e com a colaboração do Ministério da Educação, Cultura e Desportos e do Instituto Cervantes (organismo oficial de promoção da língua e da cultura espanholas), anunciar uma iniciativa semelhante designada por  "Study in Spain"
 
Este programa tem por "objetivo favorecer el turismo de estudios hacia España y la internacionalización de los servicios educativos de nuestro país, destacando los atractivos de España como destino de estudios y la calidad educativa de los centros de enseñanza. Asimismo pretende captar potenciales estudiantes en el extranjero ofertando los atractivos del destino turístico España. Además, proporcionará la información útil para los estudiantes extranjeros como la necesidad o no de visado para su estancia en España, los procesos de inscripción y matriculaciones, tasas, homologaciones, etc."
 
De acordo com as autoridades espanholas, em 2012, chegaram a Espanha cerca de 950 000 estudantes estrangeiros (+ 25% que em 2011), oriundos fundamentalmente de França, Itália, EUA e Alemanha, que permitiram uma receita, apenas no segmento turístico, de 2 026 milhões de euros (+28% que em 2011).
 
Em face dos comprovados sucessos, e dos efeitos estruturantes deste tipo de programas, quais serão os países que se seguem no lançamento de iniciativas semelhantes que constituem excelentes instrumentos de exportação de serviços na área do ensino e da cultura?
 

Banca em África: os níveis de bancarização em Angola e em Moçambique

 
Fonte: The Economist
 
Se ainda restavam algumas dúvidas sobre o papel estruturante da banca portuguesa ao nível dos sistema bancário dos PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, e particularmente em Angola e em Moçambique, um artigo recente da revista The Economist, que pode ver aqui, revela que Moçambique e Angola são dos países da África Subsaariana com taxas mais elevadas de bancarização (neste caso, o indicador é a % da população com mais de 15 anos e com uma conta bancária numa instituição financeira). Com efeito, os bancos portugueses, em alguns casos com parceiros locais, foram as primeiras instituições bancárias estrangeiras a instalarem-se em Angola e em Moçambique, a partir do inicio da década de 90 do século passado, e rapidamente expandiram a sua actividade contribuindo decisivamente para o processo de abertura e de expansão da economia destes países.
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies" by Victor Zhang, CEO Huawei UK





Excelente intervenção de Victor Zhang, CEO no Reino Unido da tecnológica chinesa Huawei sobre o tema "Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies".

domingo, 3 de março de 2013

Cuba: um excelente "case study" de um país em transição

 
 
Shangai, São Paulo, Moscovo, Mumbai, Silicon Valley, Singapura, Istambul, Joanesburgo são locais que fazem parte dos itenerários obrigatórios dos alunos das principais escolas de gestão nacionais e internacionais. Nestes destinos, costumam realizar alguns módulos dos seus cursos e/ou são disponibilizadas visitas de estudo curriculares para tomarem contacto com a realidade económica e empresarial dos referidos países. A Bradeis International Business School (E.U.A.) para além de seguir o exemplo das suas congéneres em alguns dos referidos destinos, organizou também este ano para os seus alunos de MBA uma visita a.....Cuba -  "Students on last week's immersion program mingled with entrepreneurs, exchanged ideas at the University of Havana, visited tobacco farms, and learned the ins and outs of an economy in transition". O que, por todos os motivos, me parece uma excelente escolha e a que acrescentaria também Luanda e Varsóvia!