domingo, 5 de maio de 2013

"Notas Verbais": OMC. Dois na final, Portugal apoia candidato do Brasil



Via Notas Verbais,  blogue que está de "regresso" à blogosfera e que saúdo com simpatia, um ponto de situação da corrida à liderança da Organzação Mundial de Comércio (OMC), com o candidato brasileiro (na foto), Roberto Azevedo, na fase final, e contando com o apoio de Portugal, juntamente com o candidato mexicano, Hermínio Blanco.

P.S.1 - Veja aqui um post anterior sobre este assunto.

P.S.2 - Veja também aqui e aqui artigos do The Guardian sobre estas duas candidaturas.

P.S.3 - Roberto Azevedo ganhou a corrida para a liderança da OMC, ao contar com o apoio dos BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul) e de um vasto grupo de outros países em desenvolvimento. Os EUA e  maioria dos países da União Europeia, ou de acordo com outras fontes a União Europeia em bloco, votou no candidato mexicano.  Trata-se de um enorme sucesso para a diplomacia brasileira que já tinha consigo recentemente a eleição de Jose Graziano da Silva para Director-Geral da FAO/ONU - o próximo desafio da diplomacia brasileira será a conquista de um lugar de membro-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas? Mas os resultados alcançados por candidatos oriundos de economias emergentes, ao nível das principais organizações internacionais - veja-se também os casos da ONU (liderada por um sul-coreano) e da  OCDE (liderada por um mexicano) -, estão também a modificar, de uma forma clara, a geopolitica destas organizações.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

BERD quer alargar intervenção na Rússia



A Rússia é o país com o maior numero de operações no âmbito da actividade do BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento. O BERD já financiou  714 projectos no mercado russo, sobretudo no sector privado (84% do total), que implicaram um desembolso financeiro de cerca de 15,6 mil milhões de euros por parte deste instituição financeira internacional. Mas o BERD quer reforçar o seu envolvimento na Rússia, esperando contar para isso com um maior protagonismo das empresas oriundas de alguns dos seus países accionistas, nomeadamente de empresas norte-americanas. Num dircurso realizado há dias na US Chamber of Commerce, em Nova Iorque, Sir Suma Chakrabarti, Presidente doo BERD, apontou, de forma muito clara, as razões desta aposta e as dificuldades que as empresas estrangeiras normalmente encontram na abordagem deste mercado, concluindo do seguinte modo: "There are lucrative opportunities out there - the big risks are commensurate with the big rewards. We've worked with many of those who've done it already and we don't often hear regrets. To quote an old Russian proverb, `without pain there is no science’ or as we would say `adversity is a great teacher’. In other words, investment in Russia isn’t easy but companies tell us the benefits are clear in the end". Sobre  o enquadramento económico, o clima de investimento e as formas de entrada no mercado russo, o BERD tem disponível um estudo bastante útil designado "Diversifying Russia" que pode ver aqui.
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sobre a eleição do próximo Presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento

 
 
                                              Foto: Banco Asiático de Desenvolvimento
 
Discute-se nesta altura a eleição do próximo presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, onde o Japão é o principal accionista regional (Portugal é um dos países accionistas não-regionais). Desde a sua criação, em 1966, que esta instituição de financiamento multilateral tem sido dirigida por japoneses  e tudo indica que o próximo Presidente venha a ser o actual Vice-Ministro das Finanças japonês, Takehiko Nakao, e candidato único ao lugar. Os contornos e consequências desta eleição, em comparação com processos eleitorais recentes verificados no Banco Mundial e no Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, são analisados com pertinência e oportunidade por Scott Morris do Center for Global Development (EUA) que conclui o seguinte em relação  ao que se está a passar no Banco Asiático de Desenvolvimento: " So if the ADB presidential selection process is business as usual, with a sole Japanese candidate quickly and quietly selected, I hardly think it spells disaster for the ADB’s important work. But I do think it will represent an unfortunate set back in what has become an increasingly robust leadership competition across the international financial institutions, in which candidates and the countries who nominate them are motivated to put their best ideas forward for the future of the organizations ". Ou seja, começa-se a discutir, cada vez mais, as características da governação e da liderança deste tipo de instituições, facto a que não será alheia a pressão que está a ser exercida junto destas instituições por um conjunto de países emergentes que aspiram, também aqui, a terem mais poder e protagonismo!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States/Brookings Institution

 

Um grupo de investigadores da Brookings Institution (EUA) acaba de publicar mais um interessante relatório com o titulo "Top Five Reasons Why Africa Should Be a Priority for the United States"(que pode ver aqui). Trata-se de uma reflexão sobre o actual potencial do Continente Africano e as estratégias que devem ser prosseguidas pelos EUA e que me leva também a colocar a seguinte questão: Que tipo de prioridade e de relevância deve ter actualmente África para Portugal ?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A importância das competências nas áreas da geopolítica e da globalização nos programas dos cursos de gestão empresarial: a experiência da “Grenoble École de Management”


A “Grenoble École de Management” é uma das principais escolas de gestão francesas (ver aqui os principais rankings)  e organizou, na semana passada, a 5ª edição do “Festival de Géopolitique”, dedicada, este ano, à problemática da globalização. Esta universidade tem tido um papel pioneiro em França na incorporação das problemáticas das geopolítica e da globalização nos “curricula” dos vários cursos de gestão (graduação e pós-graduação). Ou seja, para além das tradicionais unidades curriculares nas áreas da contabilidade, finanças, marketing, logística ou recursos humanos, são também oferecidas aos estudantes da “Grenoble École de Management” um conjunto de competências ao nível  da economia internacional, relações internacionais, sociologia, geografia e até antropologia que seguramente  vão permitir aos estudantes “compreenderem melhor os outros” e, sobretudo, perceberem  o rápido processo de globalização e de transformação económica e social em curso. Uma estratégia que me parece também bastante ajustada à actual procura das empresas  e que faria todo o sentido ser também prosseguida em Portugal.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UNCTAD e UNECA analisam relacionamento económico BRICS - ÁFRICA


Ainda a propósito da última Cimeira dos BRICS, que abordámos no "post" anterior, a UNCTAD – UN Conference on Trade and Investment e a UNECA – Economic Comission for Africa, publicaram dois excelentes trabalhos sobre as relações económicas e comerciais entre os BRICS e o Continente Africano. O documento da UNECA designa-se "Africa-BRICS Cooperation: Implications for Growth, Employment and Structural Transformation in Africa" e o da UNCTAD "The Rise of BRICS and Africa".

A Cimeira dos BRICS e a intenção de criação de um novo banco de desenvolvimento



Terminou há dias na cidade de Durban, na África do Sul, a  "5ª Cimeira dos BRICS" (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul). Um comunicado final desta Cimeira pode ver aqui. No entanto, a medida mais emblemática desta iniciativa é a intenção manifestada por este grupo de países de criarem de uma instituição financeira para apoio ao desenvolvimento de projectos nos BRICS, sobretudo na área das infra-estruturas, e eventualmente também em outros mercados emergentes. Ou seja, uma entidade com características muito semelhantes a outras instituições multilaterais de financiamento, tais como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento ou Banco Asiático de Desenvolvimento. Para uns, esta intenção é bastante difícil de concretizar, face às  diferenças ainda existentes entre os BRICS em relação a este projecto e também ao actual contexto da economia internacional, para outros, esta intenção é exequível  a médio-longo prazo se houver o necessário apoio politico e diplomático. Certo, certo, é que a próxima Cimeira dos BRICS vai ter lugar no Brasil, em 2014, e até lá vamos assistir, seguramente, a um reforço das relações económicas e politicas deste grupo de países com os países da América Central e do Sul.

domingo, 17 de março de 2013

Governo espanhol lança programa "Study in Spain"

 

Em tempos já havia aqui abordado a pertinência do programa "Study in Australia", lançado pela Austrade, organismo responsável pela promoção do comércio externo e do investimento australianos. Chegou agora a vez do governo espanhol, através da Turespaña (organismo oficial de promoção turística) e do ICEX (organismo oficial de promoção do comércio externo e do investimento), e com a colaboração do Ministério da Educação, Cultura e Desportos e do Instituto Cervantes (organismo oficial de promoção da língua e da cultura espanholas), anunciar uma iniciativa semelhante designada por  "Study in Spain"
 
Este programa tem por "objetivo favorecer el turismo de estudios hacia España y la internacionalización de los servicios educativos de nuestro país, destacando los atractivos de España como destino de estudios y la calidad educativa de los centros de enseñanza. Asimismo pretende captar potenciales estudiantes en el extranjero ofertando los atractivos del destino turístico España. Además, proporcionará la información útil para los estudiantes extranjeros como la necesidad o no de visado para su estancia en España, los procesos de inscripción y matriculaciones, tasas, homologaciones, etc."
 
De acordo com as autoridades espanholas, em 2012, chegaram a Espanha cerca de 950 000 estudantes estrangeiros (+ 25% que em 2011), oriundos fundamentalmente de França, Itália, EUA e Alemanha, que permitiram uma receita, apenas no segmento turístico, de 2 026 milhões de euros (+28% que em 2011).
 
Em face dos comprovados sucessos, e dos efeitos estruturantes deste tipo de programas, quais serão os países que se seguem no lançamento de iniciativas semelhantes que constituem excelentes instrumentos de exportação de serviços na área do ensino e da cultura?
 

Banca em África: os níveis de bancarização em Angola e em Moçambique

 
Fonte: The Economist
 
Se ainda restavam algumas dúvidas sobre o papel estruturante da banca portuguesa ao nível dos sistema bancário dos PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, e particularmente em Angola e em Moçambique, um artigo recente da revista The Economist, que pode ver aqui, revela que Moçambique e Angola são dos países da África Subsaariana com taxas mais elevadas de bancarização (neste caso, o indicador é a % da população com mais de 15 anos e com uma conta bancária numa instituição financeira). Com efeito, os bancos portugueses, em alguns casos com parceiros locais, foram as primeiras instituições bancárias estrangeiras a instalarem-se em Angola e em Moçambique, a partir do inicio da década de 90 do século passado, e rapidamente expandiram a sua actividade contribuindo decisivamente para o processo de abertura e de expansão da economia destes países.
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

"Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies" by Victor Zhang, CEO Huawei UK





Excelente intervenção de Victor Zhang, CEO no Reino Unido da tecnológica chinesa Huawei sobre o tema "Internationalisation and innovation in MNEs from emerging economies".

domingo, 3 de março de 2013

Cuba: um excelente "case study" de um país em transição

 
 
Shangai, São Paulo, Moscovo, Mumbai, Silicon Valley, Singapura, Istambul, Joanesburgo são locais que fazem parte dos itenerários obrigatórios dos alunos das principais escolas de gestão nacionais e internacionais. Nestes destinos, costumam realizar alguns módulos dos seus cursos e/ou são disponibilizadas visitas de estudo curriculares para tomarem contacto com a realidade económica e empresarial dos referidos países. A Bradeis International Business School (E.U.A.) para além de seguir o exemplo das suas congéneres em alguns dos referidos destinos, organizou também este ano para os seus alunos de MBA uma visita a.....Cuba -  "Students on last week's immersion program mingled with entrepreneurs, exchanged ideas at the University of Havana, visited tobacco farms, and learned the ins and outs of an economy in transition". O que, por todos os motivos, me parece uma excelente escolha e a que acrescentaria também Luanda e Varsóvia!

Índia na rota da diplomacia económica europeia: depois de Hollande seguiu-se Cameron


Depois do Presidente francês, François Hollande, ter visitado há dias a Índia, seguiu-se agora a deslocação de David Cameron, primeiro-ministro britânico, uma agenda bastante diversificada, mas onde se destacam os assuntos de natureza económica e empresarial. Com David Cameron seguiu a maior delegação empresarial que algum vez acompanhou um primeiro-ministro britânico à Índia. Quer no caso francês, quer no caso inglês, e também como consequência destas visitas oficiais, está a assistir-se a um reforço dos dispositivos de diplomacia comercial e de apoio à internacionalização junto da representações diplomáticas dos dois países na Índia (para mais informações sobre este assunto veja aqui o website da Embaixada de França em Nova Deli e aqui o website da Embaixada do Reino Unido em Nova Deli), com o objectivo de reforçar o apoio à actividade das empresas francesas e inglesas no vasto e complexo mercado indiano. Depois de Hollande e de Cameron qual será o próximo dirigente europeu a visitar a Índia?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

The Wall Street Journal - Ranking "Economists’ 2012 Predictions: The Best and Worst"

 
Arun Raha, quadro da empresa norte-americana de energia Eaton Corporation foi considerado "the top economic forecaster' 2012", de acordo com o ranking anual  "Economists Predictions" do The Wall Street Journal.  Este ranking é baseado nas previsões efectuadas, no inicio de 2012, para a economia americana em relação à evolução de indicadores como a inflação, desemprego, taxas de juro e crescimento do produto. Face ao "ruído" actualmente existente em Portugal em relação às previsões económicas, esta seria, sem dúvida, uma iniciativa a replicar por estas bandas. Deste modo, teríamos, em cada ano, a oportunidade da avaliar os prognósticos efectuados para a economia portuguesa pelos vários actores do nosso sistema económico.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

François Hollande na Índia

 
 
 
Foto: AFP / RAVEENDRAN
 
O Presidente francês François Hollande efectuou esta semana uma deslocação oficial à Índia. A primeira visita oficial bilateral que faz à Ásia e onde esteve acompanhado por 6 ministros - Negócios Estrangeiros, Defesa, Comércio Externo, Ensino Superior e Ciência, Tranportes e Cultura (os sublinhados são meus) - e por cerca de 60 empresas de grande, média e e pequena dimensão. Com esta visita a França pretende reforçar o seu relacionamento  bilateral, a todos os níveis, com este gigante asiático. Na área económica, e para além da promoção das exportações e do investimento francês na Índia (nesta altura existem cerca de 750 empresas indianas com capitais francesas que empregam 250 000 trabalhadores), deu-se também particular atenção à captação de investimento indiano e à necessidade de rápida conclusão do Acordo Comercial entre a Índia e a União Europeia, em negociação desde 2007 (sem dúvida, um importante desafio para João Gomes Cravinho, actual Embaixador da União Europeia na Índia).  Uma última e pertinente observação deixada pelo CEO da SNCF (Caminhos de Ferro franceses), Guillaume Pepy, por ocasião desta visita e que com certeza é também válida para outras empresas europeias interessadas no mercado indiano "En Inde, tout passe par le politique, on ne fait rien sur une base purement business. Une telle visite peut donc avoir un effet facilitateur pour accélérer les choses dans un pays où tout prend beaucoup de temps pour se faire". Face à complexidade desta visita e da abordagem deste mercado, Laurent, Goulvestre não hesitou em publicar no jornal francês "LesEchos" uma "carta aberta" a François Hollande, designada  "10 conseils à François Hollande pour réussir en Inde ...", em que depois das várias recomendações termina deste modo "Et enfin, les Indiens ne connaissent rien de notre savoir-faire et n’ont pas d’a priori. Il est cependant très difficile de les séduire par notre technologie car ils pensent déjà être en avance sur de nombreux points. Ce n’est qu’avec des démonstrations percutantes ou encore avec une technologie très avancée qu’ils seront à l’écoute".

 

Blog de Assuntos Europeus de Hugo Zsolt de Sousa

O Hugo Sousa que vive e trabalha em Bruxelas acabou de criar um blogue dedicado à análise e à reflexão de temas europeus. Uma área que conhece bastante bem e que manifestamente não tem merecido grande debate e atenção em Portugal. Um blogue que vai passar a fazer parte das minhas leituras frequentes e que pode acompanhar aqui.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Chinese Outbound Investment in European Union", European Union Chamber of Commerce in China



A European Union Chamber of Commerce in China, em colaboração com as consultoras KPMG e Roland Berger, lançou um interessante estudo designado por "Chinese Outbound Investment in European Union" onde se analisa o investimento estrangeiro da China nos países da União Europeia. O estudo pode ser obtido aqui e tem o seguinte indíce:

1. Foreword
2. Executive summary
2.1 To European policy makers
2.2 To Chinese policy makers
2.3 Further recommendations
2.4 Key survey findings

3. Background information: Chinese ODI in context
3.1 China FDI vs. ODI
3.2 Destination of Chinese ODI globally and to the EU
3.3 EU member states as recipients of Chinese ODI
3.4 Sectors invested in by Chinese enterprises in the EU
3.5 Size and type of Chinese ODI
3.6 SOEs and POEs as outbound investors
3.7 Key conclusions 
3.8 A note on the measurement of Chinese ODI

4. Study background
4.1 Survey
4.2 Interviews
4.3 Respondents’ profile summary

5. Findings
5.1 Strategy
5.1.1 Why look outside of China?
5.1.2 Motivations for investing
5.1.3 Destination and rationale
5.1.4 Perceptions of the EU investment environment
5.1.5 Key conclusions
5.2 EU FDI policy and approval processes
5.2.1 Regulatory obstacles
5.2.2 Key conclusions
5.3 EU operating and non-regulatory environment
5.3.1 Operating difficulties in the EU
5.3.2 Business-framework related difficulties
5.3.3 Operating, market and infrastructure difficulties
5.3.4 Key conclusions



José Manuel Prostes da Fonseca (1933-2013)

Soube ontem da triste notícia do falecimento do Prof. José Manuel Prostes da Fonseca. O Paulo já aqui referiu muitas das coisas que eu poderia dizer, com mais autoridade e um conhecimento mais próximo. No entanto, eu queria acrescentar umas quantas e prestar aqui homenagem a uma pessoa que me tocou bastante. Conheci o Prof. José Manuel Prostes da Fonseca quando este exercia as funções de Presidente do Conselho Directivo do ISCTE. Na altura, finais da década de 80/inícios da década de 90 do século passado, eu era dirigente da Associação de Estudantes do ISCTE e também membro do Conselho Directivo do ISCTE, eleito pelos estudantes. O ISCTE passava um período de alguma instabilidade com crescentes clivagens entre alguns sectores da escola que trespassavam para os vários órgãos da instituição, nomeadamente para o Conselho Directivo e até para  a Associação de Estudantes. Era necessário negociar  e chegar a compromissos em "dossiers" complexos que envolviam o Ministério da Educação, vários sectores da escola e também a associação de estudantes. Neste período, o Prof. Prostes da Fonseca, com a sua correção, generosidade, experiência e capacidade de liderança conseguiu, em momentos determinantes, sistematizar as posições das várias partes e chegar a consensos que viriam a ser preponderantes para o processo de  crescente afirmação do ISCTE no panorama universitário português. O ISCTE deve, por isso, bastante a este professor discreto, educado e persistente. Mais recentemente, tive oportunidade de contactar com o Prof. Prostes da Fonseca, na sua qualidade de Secretário Executivo  do CEEP Portugal/Centro Europeu de Empresas com Participação Pública, e foi bastante gratificante recordarmos alguns dos momentos por que passámos no ISCTE. Até sempre!