segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Concurso "Blogs do Ano 2012" - "Blogue Notas de Rui Paulo Almas" candidato a blogue do ano 2012 na categoria "Economia"


O blogue  Aventar está a organizar o concurso "Blogs do ano 2012". O "Blogue Notas de Rui Paulo Almas" é candidato a Blogue do Ano na categoria "Economia". A partir de hoje, e até ao dia 18 de Janeiro, pode participar no referido concurso e, eventualmente, votar também no meu blogue. Nesse caso, pode fazê-lo aqui. O calendário do concurso é o seguinte:
 

Inscrições: 13-12-2012 a 04-01-2013
Votações 1ª fase: 07-01-2013 a 18-01-2013
Resultados 1ª fase: 20-01-2013
Votações 2ª fase: 21-01-2013 a 25-01-2013
Resultados final: 27-01-2013

Conto convosco.

Muito obrigado.

Rui Paulo Almas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Exemplos de dinamização das diásporas (I): o caso do projecto “Gathering Ireland’ 2013”


A Irlanda, tal como Portugal e a Grécia, está a atravessar uma grave crise económica e sob "vigilância" e assistência financeira da chamada “Troika”. Irlanda, Portugal e Grécia têm diásporas numerosas e, no caso irlandês, existirão cerca de 100 milhões de irlandeses e seus descendentes a viverem no estrangeiro ( o que representa mais de 15 vezes a população actual do país). Face a este quadro de referência, e à necessidade de se proceder a uma rápida reconversão da economia irlandesa, as autoridades de Dublin anunciaram o lançamento de um interessante projecto que tem por objectivo que cada elemento da diáspora irlandesa visite o país, durante o corrente ano, permitindo desse modo um forte estímulo na economia local, nomeadamente em toda a fileira do turismo. Este projecto designa-se “Gathering Ireland” e constitui a “umbrella” para um conjunto de iniciativas na área cultural, económica e até desportiva que irão ser dinamizadas por diversas entidades públicas e privadas do país. O efeito multiplicador destas ações na economia irlandesa poderá ser muito relevante. E em Portugal, face à actual situação económica do país e à importância do sector do turismo e da diáspora portuguesa que tipo de projectos poderiam ser implementados?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Estudo revela que a China já é percepcionada como a 1ª potência económica mundial

    Foto: Getty Images

Um estudo de opinião realizado pelo Pew Research Center, um centro de investigação norte-americano, em 14 países (EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Espanha, Polónia, Rússia, Turquia, Egipto, Jordânia, Líbano, China, Japão, Paquistão e México) revela que cerca de 42% dos inquiridos têm a percepção de que a China já é a 1ª potência económica mundial, seguida dos EUA (36%), quando, de facto, este lugar ainda é ocupado pelos EUA. Em 2008, antes do início da crise financeira mundial, e neste grupo de 14 países, a opinião era diferente: 45% das pessoas inquiridas citavam o EUA como a 1ª potência económica mundial, contra 22ª que consideravam que este lugar já era ocupado pela China.
 
 
 Por outro lado, e conforme se pode constatar do quadro abaixo apresentado, “assessments of American economic power have declined over the last year, and views about U.S. economic strength have shifted dramatically over the last four years, especially in Western Europe, where China is now seen as the world’s economic leader. For example, in 2008, before the global economic downturn, 42% in Spain described the U.S. as the world’s leading economic power; just 24% said China. Today, only 26% name the U.S., while 57% think China occupies the top spot".
 
 
Por seu lado, a OCDE, num estudo recente, aponta a China como a principal potência económica mundial em 2016.

Estes factos permitem uma conclusão muito clara:  o mundo está a mudar e está a mudar muito depressa. A China vai ter um papel preponderante nesta mudança. Portugal vai ter que procurar rapidamente a melhor inserção nesta nova ordem económica e financeira multipolar.  Por isso, os próximos anos vão ser decisivos e esclarecedores! Até 2013!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Conselho da Diáspora Portuguesa e a Rede de Conselheiros para a Internacionalização da Economia Portuguesa


Por diversas vezes neste blogue (ver Etiquetas, separador "Diásporas"), tive a oportunidade de chamar a atenção para a necessidade das autoridades portuguesas definirem uma estratégia de envolvimento activo da diáspora portuguesa no âmbito da política externa nacional, sobretudo na sua vertente económica e comercial. Por isso,  saúdo e registo com especial satisfação o anúncio da criação do Conselho da Diáspora Portuguesa. Trata-se de uma excelente iniciativa que pretende envolver os mais destacados elementos da diáspora portuguesa  numa estratégia de aumento da visibilidade e credibilidade da imagem de Portugal no exterior e de reforço da capacidade de "lobby" portuguesa nos diversos países de acolhimento da nossa emigração. Recordo,  no entanto, que a 21 de Julho de 1999,  o ICEP (actual AICEP) e a Confederação Mundial dos Empresários das Comunidades Portuguesas (actual, Confederação Internacional dos Empresários Portugueses), constituiram a chamada Rede de Conselheiros para a Internacionalização da Economia Portuguesa (RCIEP) que já incorporava alguns dos objectivos hoje anunciados para o Conselho da Diáspora Portuguesa. No âmbito desta estrutura, foram nomeados por sucessivos governos, como Conselheiros para a Internacionalização da Economia Portuguesa, alguns dos  mais destacados gestores e empresários da diáspora portuguesa que, de um modo geral, se envolveram de uma forma bastante determinada e profissional nesse projecto (tive a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho de excelência desenvolvido pelo grupo de Conselheiros no mercado da Polónia). Por isso,  espero que este antigo "network"  venha a ser envolvido na iniciativa agora anunciada que julgo que deverá ter, claramente, uma maior abrangência,  e que seja também aproveitada toda a experiência adquirida no projecto RCIEP que teve "momentos altos" mas que, por vicissitudes várias, acabou por perder dinamismo e vitalidade.


P.S. - Sobre este assunto veja também o post "Portugal, um país sem mulheres ilustres" no blogue Vistas Largas.
 

A Amazon.com vai passar a vender vinho "on line" nos EUA

 
A Amazon.com, o  maior site mundial de vendas "on line"  anunciou a criação de uma "on line store" para o sector dos vinhos que vai estar disponivel, numa primeira fase, para 12 Estados dos EUA. Não é a primeira vez que a Amazon tenta desenvolver esta área de negócio. Já em 2000, havia avançado com um projecto nesta área - Wineshopper.com - que viria a falhar. Se esta nova iniciativa da Amazon.com vier a ter o sucesso que a empresa espera ter e que passará pelo alargamento da cobertura geográfica da referida "on line store" para outras partes do mundo, irá revolucionar o mercado mundial dos vinhos, sobretudo ao nível da estruturação e desenvolvimento dos diversos canais de distribuição deste produto. Um tema que merece ser acompanhado com atenção pelas empresas portuguesas exportadoras de vinhos! 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Argélia: mercado de elevado potencial na outra margem do Mediterrâneo



O Presidente francês, François Hollande iniciou ontem uma visita oficial à Argélia. É um momento muito significativo para a politica externa francesa, tendo em atenção as fortes interdependências existentes entre os dois países e as cicatrizes ainda existentes da luta de libertação da Argélia que opôs a França e os movimentos independentistas argelinos. François Hollande está acompanhado por 9 ministros, cerca de 30 grandes empresários, 90 jornalistas e também de uma comitiva bastante representativa de entidades ligadas ao sector da cultura e das artes (significativo também este último dado...a politica externa não se deve limitar ou até ficar refém dos sucessos ou insucessos da diplomacia económica).
No âmbito desta visita, a Renault anunciou que vai abrir uma unidade de montagem de automóveis na Argélia que irá produzir, já a partir de 2014, cerca de 25 000 automóveis/ano da marca Renault Symbol, uma viatura derivada da do Renault Logan. Do lado argelino, Issad Rebrab , líder do Grupo Cevital, o primeiro grupo privado do país com negócios no sector agro-alimentar, distribuição e material eléctrico e electrónico e uma facturação anual de 3 mil milhões de euros, refere que tem a firme intenção de realizar grandes investimentos em França, alguns deles em parceria com entidades do Qatar, pois  "L’Algérie n’a pas de problème d’argent. L’Etat et les entreprises sont mêmes en situation de surliquidités. Mais il nous manque la technologie et le savoir faire technique. Je souhaite racheter des entreprises françaises, qui ensuite transfèreront leur savoir-faire en Algérie. Pour autant, elles ne délocaliseront pas leur production, qui restera en France. En revanche, si elles sont en sureffectifs, elles pourront transférer une partie de leur personnel dans nos sociétés en Algérie" (estes objectivos não encaixam perfeitamente nos planos de expansão internacional de algumas empresas portuguesas?).
Em face deste quadro de referência, da existência de um grande e ambicioso plano de investimentos públicos que está a ser implementado neste país do Norte de África - "Tout le pays est en construction (...) Car Abdelaziz Bouteflika, le président algérien, a lancé un programme titanesque de grands travaux: 2,1 millions de logements, 4 500 kilomètres de routes, 2 200 kilomètres de voies ferrées, 17 barrages, 1.100 établissements scolaires, 300 hôpitaux...Soit 286 milliards de dollars dépensés entre 2010 et 2013...." -, e apesar de alguns condicionalismos existentes ao nível do ambiente de negócios local, não estará na altura dos agentes económicos portugueses voltarem a acompanhar com mais atenção o mercado argelino, a exemplo do que se verificou no passado recente?



P.S. - Sobre este assunto veja também este excelente artigo de Alexandre Kateb publicado no dia 18.12.12, no jornal francês "La Tribune", com o titulo "Pourquoi l' Algérie n' est pas encore une puissance émergente".


 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Escolas de gestão: mudanças de liderança e prioridades de desenvolvimento


Duas das principais escolas de gestão portuguesas mudaram recentemente de liderança. Refiro-me à ISCTE Business School que passou a ser dirigida por Mohamed Azzim e à Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) que passou a ser liderada por Francisco  Veloso. Na actual conjuntura económica e com a crescente internacionalização das principais escolas de gestão internacionais, as duas instituições de ensino portuguesas têm importantes desafios no curto prazo.  A Yale School of Management passou recentemente por um processo semelhante, sendo agora dirigida por Edward Snyder que, logo que tomou posse, definiu um conjunto de prioridades para a sua escola que nos chegaram via blog de Juan Luis Manfredi e que passamos a apresentar de seguida:

"1. Una escuela de negocios debe especializarse. No cabe que un nuevo competidor ofrezca otra vez el mejor MBA, el mejor club de antiguos alumnos o el mejor campus. El margen de diferenciación en ese entorno es limitado. Hay que buscar otras áreas de desarrollo, probablemente vinculadas los sectores económicos propios del entorno.

2. El profesorado. Hay que diversificar perfiles y contenidos. Ni en la vida ni en los negocios todo gira en torno a las finanzas, el marketing o la economía real. Las escuelas necesitan contratar nuevos perfiles que expliquen cómo funcionan los mercados, las tendencias, los nuevos medios, la comunicación estratégica o la diplomacia corporativa. Esa diversidad enriquecerá la experiencia educativa.

3. La inteligencia económica. Una escuela de negocios debe ser un centro de estudios y análisis de las realidades económicas e industriales. Hay que aprovechar el impulso y los intereses académicos para realizar estudios prospectivos, conocer las dinámicas de cambio de una economía y mostrar el conocimiento. Es, además, la mejor carta de presentación ante los futuros alumnos y ante la industria.

4. La oferta académica no puede ser rígida. Este verano hemos visto el auge de los MOOC. Pero, en general, lo que vemos es un cambio absoluto en el sistema y los valores de la educación superior: la disrupción tiene causas concretas. Para una escuela de negocios, estos cambios pasan necesariamente por diversificar la oferta y ampliar los cursos a tiempo parcial, compatibles con otras actividades.

5. No existe nada parecido a ser global. Una empresa tiene que comenzar por países, zonas geográficas o destinos concretos. Según Snyder, es más interesante comenzar por países como Vietnam o Polonia antes que lanzarse al mercado chino. Éste es amplio y diverso, mientras que aquellos son mercados con población joven y con una alta demanda de bienes y servicios".

Serão algumas destas prioridades válidas para as escolas de gestão portuguesas? Parecem-me que sim, até porque a concorrência nesta área é bastante grande e estas escolas terão que apresentar factores de diferenciação face às suas congéneres nacionais e internacionais.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ICEX (Espanha) – Ferramentas de apoio ao investimento directo no estrangeiro


Com o objectivo de apoiar as empresas espanholas interessadas em realizar operações de investimento directo no estrangeiro (IDE), o ICEX, organismo espanhol congénere da AICEP,  sistematizou recentemente no seu portal institucional um conjunto de informações bastante relevantes sobre o referido tema, a saber:

- Um directório das empresas espanholas com investimentos no estrangeiro.
- Um guia das principais agências internacionais envolvidas na captação e promoção do investimento estrangeiro, com informações sobre sistemas de apoios e incentivos ao IDE.
- Um simulador dos custos de instalação de empresas em mercados internacionais com dados bastante detalhados sobre todos os encargos relacionados com esse tipo  de operações.

Trata-se, efectivamente, de um conjunto de ferramentas bastante úteis para suporte e apoio à decisão das empresas espanholas interessadas em promover a sua internacionalização via investimento directo estrangeiro.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Acordos bilaterais entre agências de cooperação: nova estratégia de alargamento das políticas públicas de cooperação e desenvolvimento internacional?

 
As agências espanhola (AECID) e sul-coreana (KOICA) de cooperação e desenvolvimento internacional assinaram há dias um acordo que prevê a colaboração mutúa das duas entidades na coordenação das suas actividades em diversos países em vias de desenvolvimento. Entre os países elegidos, numa primeira fase, para a realização dessas acções conjuntas de cooperação contam-se o Paraguai, Bolívia, Peru, Filipinas e Moçambique. Poderá ser esta estratégia - o estabelecimento de parcerias com agências congéneres de cooperação para a actuação conjunta em mercados específicos - uma via para o reforço e alargamento da actuação do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (resultante da fusão dos antigos IPAD e Instituto Camões) nos mercados prioritários para a cooperação portuguesa?

domingo, 4 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

Os escritórios de advogados portugueses e a internacionalização empresarial


Os escritórios de advogados portugueses têm hoje um papel muito activo na promoção da internacionalização das empresas nacionais. Actualmente, os escritórios de advogados portugueses dinamizam, com bastante regularidade, acções na área da promoção da internacionalização que vão desde seminários e workshops de divulgação de mercados internacionais, elaboração de guias de negócios e outros materiais informativos, captação e assessoria a investidores estrangeiros, até ao apoio e co-organização de missões empresariais. Os escritórios de advogados portugueses constituem hoje, aquilo a que em marketing internacional, se costuma designar por "external internacionalization triggers", isto é agentes ou factores externos à empresa que estimulam o inicio do processo de internacionalização empresarial. A jusante de todo este processo estes mesmos escritórios acompanharam a internacionalização de muitos dos seus clientes e estaleceram parcerias e/ou criaram sucursais em diferentes mercados, sobretudo naqueles que têm constituído os principais destinos do investimento directo português no estrangeiro (Brasil, Espanha, Palop, Norte de África, China e Macau e Países da Europa Central e Oriental). Este fenómeno passa-se também em outros países, como por exemplo em França.
 
Mas este inteligente posicionamento dos escritórios de advogados vem colocar também novos desafios aos actores tradicionais do sistema português de apoio á internacionalização empresarial. Refiro-me às associações empresariais (regionais, sectoriais, multisectoriais), câmaras de comércio bilaterais, instituições bancárias e seguradoras, empresas de consultadoria e entidades públicas envolvidas na promoção económica externa do país. Também nesta área a crise por que passa actualmente a economia portuguesa irá potenciar a clarificação do papel destes diferentes actores, saindo "vencedores" os que conseguirem antecipar tendências e se posicionarem correctamente neste sistema, o mesmo é dizer os que conseguirem reflectir e actuar estratégicamente numa área cada vez globalizada e mais exigente em termos de recursos e de conhecimentos.
 

A Guide to China´s Leadership Changes


Entre os dias 08 e 14 de Novembro de 2012, vai ter lugar o 18º Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês que irá  escolher uma nova liderança politica para o país. Thomas König do ECFR’s China Programme, explica num excelente trabalho as características deste processo, apresenta os seus principais protagonistas e descreve, de um forma bastante clara, os maiores desafios do novo governo chinês:
 
" Background:
The once-in-a-decade selection of China’s leadership will take place at the 18th National Congress of the Communist Party of China, which starts on November 8th and is likely to end on 14th November. The selection comes at a tumultuous time for China. The Bo Xilai and Wang Lijun scandal made headlines across the world. Tensions have been escalating with neighbours over the contested Senkaku/Diaoyutai islands. And as a forthcoming ECFR report will argue, China is moving into the third phase of its development since the Revolution – what we call China 3.0.
 
What happens on November 8th 2012?
Roughly 2,300 delegates from across the country will meet in Beijing. As well as municipalities, autonomous regions and provinces, among other things they will represent Taiwan, the People’s Liberation Army, Central State Owned Enterprises and Central Banks and Financial Institutions. They will review the Party’s performance over the last five years and select members for the (200 member) Central Committee. This will then convene to appoint the Politburo and the Politburo Standing Committee. Rumours suggest the Politburo Standing Committee will have seven rather than the current nine members this year. The delegates will also rubber stamp decisions made by the outgoing leadership and by Party elders.
 
What is the National Congress of the Communist Party of China?
Congresses are held every five years, and serve to appoint the central institutions of the Party (Central Committee, Politburo, Secretariat). The Congress’s final resolution establishes the Party’s policy lines and often revises the Party Constitution, offering leaders a chance to put their own imprints on it.
 
What is the National People’s Congress?
The National Congress is not the same as the National People’s Congress (NPC), which is China’s national legislature. The NPC only holds one session per year, in March. It appoints all high government positions, although these appointments are pre-cooked by the Party leadership. The NPC also debates and votes new laws, and although this process offers no room for rejection, debate and nay votes can reveal a degree of internal dissent. The Party leaders slated for government roles after the November 2012 Party Congress will formally take their roles at the end of the next NPC session, in March 2013.
 
Why is the 18th National Congress of the Communist Party of China so important?
It represents a significant clearing out of many of those with their hands on the levers of power. 14 of the 25 Politburo members are due to retire, and seven of the nine current Politburo Standing Committee members will step down. Three quarters of the Central Military Commission, along with large portions of China’s ‘cabinet’ – the State Council – will also be replaced. Put simply, 60-70% of China’s top leadership will retire.
 
The new generation includes many ‘princelings’, the offspring of prominent influential senior Party officials (for instance Xi Jinping, whose father Xi Zhongxun is a former Vice-Premier), and members of the Communist Youth League (previously led by President Hu Jintao and Vice Premier Li Keqiang). In contrast to previous ‘technocratic’ leaders (all nine spots on the current Politburo Standing Committee are held by engineers), this ‘fifth generation’ of Chinese leaders comes from diverse educational backgrounds, often studying social sciences or the humanities.
 
Who are the new Chinese leaders?
Xi Jinping is expected to succeed President Hu Jintao. He will become the General Secretary of the Chinese Communist Party during the Party Congress, and President of the People’s Republic during the NPC 2013 session. The timing of his succession to Hu Jintao at the head of the Party and State Military Affairs commission is still unknown. Xi is currently overshadowed by his wife, Peng Liyuan, a major general in the PLA and an incredibly popular folksinger.
 
In 1969, Xi was sent to work in poverty-stricken Yanchuan County in Mao Zedong's ‘Down to the Countryside Movement’, encouraging (ie forcing) ‘the urban masses’ to learn from the peasants. The time Xi spent in relative poverty is important to his image, and the Communist Party wants to portray him less as a privileged princeling, more as a man who has experienced the life of some of China's poorest. His rise through the ranks of the Party has been fast, and includes a stint at the Military Affairs Commission and other PLA positions, as well as leadership posts in Fujian, Zhejiang and Shanghai.

Li Keqiang is set to succeed Wen Jiabao as Premier of the State Council. He has a close relationship with Hu Jintao, because he was involved with the Communist Youth League when it was led by Hu. Li studied law and economics (holding a doctorate), and has long held tenure in the province of Henan, before running Liaoning. A vice-premier since 2008, his portfolio includes economic policy.
 
What are their challenges and what does it mean to the rest of us?
The new Chinese leadership will face several challenges in the coming decade:
  • Social stability: There are around 300 million migrant workers currently struggling to integrate into urban China, and an increasing gap between the rich and poor. In 2011 there were around 180,000 ‘mass incidents’ (which involve more than 500 people and spill into public space). The Chinese government has significantly increased the public security budget, especially at the central government level where it rose by 68% between 2009 and 2011.
  • Changing the economic growth mode: China will have to complete the transition from an export-led economy with notoriously high labour, energy and environmental costs, to an economy powered by domestic consumption and innovation.
  • International affairs: The Xi-Li administration will need to improve relations with neighbouring countries, the US and the European Union. This will be difficult, as the coming Chinese leadership (out of necessity) will be primarily inward-looking, but forced to become more assertive externally. This tension is likely to affect any foreign engagement in the coming years. The EU-China relationship will continue to be dominated by economics. China’s domestic economic transformation will lead to a larger stake in Europe (particularly in FDI and financial inflows) and more interdependence, but as this could reinforce splits among EU member states it will need to be approached with more transparency and continued calls for reciprocal engagement."
Como já descrito no parágrafo anterior, importa perceber com mais profundidade qual vai ser a estratégia de relacionamento politico e económico das autoridades de Pequim com a União Europeia e o tipo de posicionamento que vai ser seguido pelas empresas chineses nos mercados europeus.
 

Australia in the Asia Century - White Paper



A profunda transformação que se está a verificar no Continente Asiático coloca grandes desafios, mas também oportunidades, à economia australiana e ao seu posicionamento geo-estratégico no contexto da região Ásia-Pacifico. Ciente deste facto, o governo de Camberra  acaba de publicar um documento designado "Australia in the Asia Century - White Paper" que constitui "a roadmap to guide Australia to become a more prosperous and resilient nation, fully part of the region and open to the world" e que faz uma reflexão sobre qual deverá ser o lugar da Austrália neste novo enquadramento politico e económico. No caso português não se conhecem muitos trabalhos semelhantes nem para o Continente asiático, nem para outras áreas geográficas mais relevantes para os interesses nacionais, em termos politicos, económicos e empresariais. Algum dia as coisas mudarão? A seguir!
 

sábado, 6 de outubro de 2012

Oportunidades de Negócios nas Instituições da União Europeia

 

O Centro de Informação Europeia Jacques Delors, em Lisboa, lançou recentemente uma iniciativa  de grande utilidade para a empresas portuguesas interessadas em explorar as oportunidades de negócios existentes no âmbito das instituições da União Europeia. Esse projecto designa-se "Oportunidades de Negócios na UE" e nesse site podem ser obtidas informações sobre os concursos públicos a decorrer nas instituições e organismos da União Europeia. Esta (ainda) é uma área de negócio pouco explorada pela maioria das empresas portuguesas, verificando-se algum desconhecimento sobre os procedimentos de acesso às referidas oportunidades, um deficiente acompanhamento dos concursos públicos e uma quase ausência de actividades de "lobby" junto das respectivas instituições.   Espero que este importante sinal que é dado pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors traga bons resultados!

Novo Blogue: O Retorno da Ásia


"O Retorno da Ásia" é um novo e muito interessante blogue dedicado à análise e reflexão de temas asiáticos da autoria de Enrique Martínez Galán e Luis Mah e que passarei a acompanhar com atenção.

Exposalão aposta no potencial dos mercados da diáspora portuguesa



Está a decorrer até ao final do dia de hoje, no recinto da Exposalão (Batalha), a 1ª edição da feira Intergal - Feira Internacional de Produtos Portugueses. Trata-se de um certame especialmente dirigido aos mercados da diáspora portuguesa e que conseguiu mobilizar, logo na edição de estreia,   um número bastante significativo e diversificado de compradores internacionais. Na feira estão presentes pequenas e médias empresas de todo o país, fundamentalmente da área da alimentação e bebidas, muitas delas a darem os primeiros passos no seu processo de internacionalização. Depois do SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas , que já vai na  17ª edição, esta é a segunda iniciativa de promoção comercial realizada em Portugal que tenta explorar as oportunidades de negócios existentes junto da comunidade empresarial portuguesa radicada no estrangeiro. Um nicho de mercado de enorme potencial que urge ser melhor compreendido e explorado pelas empresas portuguesas.