sábado, 6 de outubro de 2012

Oportunidades de Negócios nas Instituições da União Europeia

 

O Centro de Informação Europeia Jacques Delors, em Lisboa, lançou recentemente uma iniciativa  de grande utilidade para a empresas portuguesas interessadas em explorar as oportunidades de negócios existentes no âmbito das instituições da União Europeia. Esse projecto designa-se "Oportunidades de Negócios na UE" e nesse site podem ser obtidas informações sobre os concursos públicos a decorrer nas instituições e organismos da União Europeia. Esta (ainda) é uma área de negócio pouco explorada pela maioria das empresas portuguesas, verificando-se algum desconhecimento sobre os procedimentos de acesso às referidas oportunidades, um deficiente acompanhamento dos concursos públicos e uma quase ausência de actividades de "lobby" junto das respectivas instituições.   Espero que este importante sinal que é dado pelo Centro de Informação Europeia Jacques Delors traga bons resultados!

Novo Blogue: O Retorno da Ásia


"O Retorno da Ásia" é um novo e muito interessante blogue dedicado à análise e reflexão de temas asiáticos da autoria de Enrique Martínez Galán e Luis Mah e que passarei a acompanhar com atenção.

Exposalão aposta no potencial dos mercados da diáspora portuguesa



Está a decorrer até ao final do dia de hoje, no recinto da Exposalão (Batalha), a 1ª edição da feira Intergal - Feira Internacional de Produtos Portugueses. Trata-se de um certame especialmente dirigido aos mercados da diáspora portuguesa e que conseguiu mobilizar, logo na edição de estreia,   um número bastante significativo e diversificado de compradores internacionais. Na feira estão presentes pequenas e médias empresas de todo o país, fundamentalmente da área da alimentação e bebidas, muitas delas a darem os primeiros passos no seu processo de internacionalização. Depois do SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas , que já vai na  17ª edição, esta é a segunda iniciativa de promoção comercial realizada em Portugal que tenta explorar as oportunidades de negócios existentes junto da comunidade empresarial portuguesa radicada no estrangeiro. Um nicho de mercado de enorme potencial que urge ser melhor compreendido e explorado pelas empresas portuguesas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

França apresenta prioridades para a área do comércio externo

           Photo : Citizenside/Zaer Belkalai

Nicole Bricq (na foto) é a ministra francesa do comércio externo . Desta vez, e ao contrário do que se tem verificado nos últimos anos ao nível da orgânica do governo francês, a área do comércio externo foi elevada ao estatuto de ministério e goza de autonomia politica própria, deixando de estar na dependência do ministério da economia e finanças ou do ministério dos negócios estrangeiros. Como a politica também é feita de "sinais", este "estatuto de maioridade" que é dado ao sector do comércio comércio representa uma mensagem politica clara sobre a importância desta área de governação  que é dada pelo chefe do governo francês aos empresários locais, e seus representantes, e aos restantes membros do governo. 

No passado dia 17 de Setembro, Nicole Bricq participou nas jornadas anuais da Ubifrance (entidade congénere da AICEP, com cerca de 1400 trabalhadores e presente em 60 países com uma rede de 80 escritórios) e apresentou aos quadros superiores da instituição as principais prioridades do governo francês para a área do comércio externo (antes, teve ainda tempo para referir que a situação económica francesa é grave - lá como cá ou mais cá que lá? - , que o país atravessa uma crise sem precedentes e que por isso é fundamental uma aposta reforçada na promoção do comércio externo e no apoio à internacionalização das empresas francesas ) que passo a citar:

"Votre cœur de cible, ce sont les ETI et les PME qui peuvent s’internationaliser durablement. Le Fonds stratégique d'investissement (FSI) a identifié plus de 800 ETI  (entreprises de taille intermédiaire) stratégiques. Vous proposerez à chacune d’entre elles un programme de prospection et d’accompagnement personnalisé triennal et contractualisé", a indiqué la ministre qui a présenté ses priorités d'action.

En premier lieu, l'identification des filières prioritaires et un regroupement des entreprises travaillant sur ces marchés. Ce qui aurait pour avantage "une intervention collective sur les marchés à l'étranger". La ministre a également souhaité "un renouvellement du portage" avec un soutien accru des grands groupes aux PME pour mutualiser les moyens de commercialisation des produits sur les marchés étrangers.

Une meilleure adéquation de l'offre et de la demande. Nicole Bricq a annoncé la mise en œuvre "très prochainement de couples pays-produits [afin] de coupler l'offre commerciale de nos ETI avec les besoins des pays." Pour ce faire, elle a commandé à la Direction générale du Trésor une étude des zones de croissance et de leurs marchés porteurs sur trois grandes zones géographiques : "l'Europe, les grands pays émergents, ceux que j'appelle les émergents de taille intermédiaire : la Turquie, la Colombie, le Maroc… et les nouvelles terres de croissance en Afrique", a-t-elle précisé.

Les régions devront concourir aux "déclinaisons régionales de mon plan d'action", a annoncé Nicole Bricq qui a souligné leur rôle "majeur, central." La ministre compte fortement sur les régions pour qu'elles "repèrent, sélectionnent et préparent les entreprises capables d'aller vers l'international". Un partenariat État-régions a été signé le 18 septembre. Des plans régions seront proposés d'ici au 31 mars 2013 pour organiser un "dispositif d'appui au développement international des PME et des ETI" en relation avec les pôles de compétitivité, les chambres de commerce et d'industrie, les centres régionaux de la Banque publique d'investissement et Ubifrance qui "doit devenir un opérateur connu et reconnu par les régions", a-t-elle déclaré. Objectif du partenariat État-régions : porter à 10 000 le nombre de PME/ETI d'ici à trois ans.
Les acteurs d'Ubifrance se rendront sur le terrain pour fortifier la présence et le développement des entreprises sur les marchés étrangers. "La mission diplomatique que je mets en œuvre avec Laurent Fabius est une mission nécessaire mais pas suffisante", a précisé la ministre qui a exhorté les acteurs d'Ubifrance "à conduire une action de terrain" pour avoir une approche spécifique des entreprises. "

O plano é ambicioso ( "l'équilibre du commerce extérieur - hors énergie - en cinq ans") e as prioridades parecem correctas. Aguarde-se, agora, pela sua implementação que é a fase mais preponderante e determinante desta nova estratégia de promoção do comércio externo e de internacionalização de empresas francesas (lá como cá ou mais cá que lá?).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Cimeira UE-África do Sul



Está a decorrer durante o dia de hoje, em Bruxelas, a 5ª Cimeira União Europeia-África do Sul. É uma ocasião para a União Europeia e a África do Sul reforçarem as suas relações ao nível politico e económico, existindo um conjunto de temas de interesse comum, nomeadamente a situação económica mundial, os “dossiers” ambiente, comércio e cooperação internacional e também os temas relacionados com a situação em África e no Médio Oriente.

A União Europeia é o principal parceiro comercial da África do Sul (representa 28% das exportações sul-africanas), o primeiro investidor externo no país (77,5% do IDE na África do Sul tem origem nos países da UE27) e o principal parceiro sul-africano no âmbito da ajuda e cooperação internacional (70% do total de ajuda externa). Desde 2004, o comércio externo UE-África do Sul cresceu 128%  e cerca de 3/4 do investimento directo estrangeiro realizado país foi concretizado por empresas da União Europeia.

Como é habitual neste tipo de iniciativas, o Eurostat publicou há dias um ponto de situação actualizado das relações comerciais e de investimento da União Europeia com a África do Sul. A leitura destes dados  permitem tirar algumas ilacções sobre o posicionamento e a competitividade internacional das empresas da UE27 no país em análise mas também face às suas congéneres europeias. De acordo com a Eurostat, e durante o 1º semestre de 2012, a Alemanha é, de longe, o principal exportador para a África do Sul (4,3 mil milhões de Euros; 33% do total das exportações da UE27 para a África do Sul), seguida do Reino Unido (1,9 mil milhões de euros; 14% do total das exportações), enquanto o principal importador da UE27 de produtos “Made in South África” é o Reino Unido (2,9 mil milhões de euros; 30% do total das importações) e o 2º a Alemanha (2 mil milhões de euros; 21% do total das importações). A posição de Portugal é modesta - as exportações nacionais alcançaram 47 milhões de euros (18º fornecedor no âmbito da UE27) enquanto as importações se ficaram pelos 30 milhões de euros (15º cliente no quadro da UE27).

No entanto, abordagem do mercado sul-africano por parte de algumas empresas europeias tem sido perspectivada no contexto mais amplo da África Austral e da SADC - Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. A África do Sul é a principal potência económica na África Austral, uma base de operações ("hub") muito relevante para algumas empresas internacionais com negócios na região e é também bastante significativo o número de firmas sul-africanas com investimentos directos em todos os países da SADC. Para o caso de alguns países europeus, entre os quais Portugal, há ainda a acrescentar o potencial económico das respectivas Diásporas que desde que devidamente utilizadas podem permitir o desenvolvimento de boas oportunidades de negócios. Por tudo isto, vale a pena colocar a África do Sul no grupo de mercados internacionais a acompanhar!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

The Sinodependency Index



Depois do "Big Mac Index", a "The Economist" avançou recentemente com a criação do "Sinodependency Index" que tem por objectivo avaliar o nível de dependência das principais empresas multinacionais em relação ao mercado chinês. É um tema muito actual e premente e que merece a pena ser aprofundado, sobretudo quando se avalia o o potencial do mercado chinês, as consequências de eventuais reorientações da politica comercial do país ou até mesmo os efeitos na economia mundial de um possivel "arrefecimento" da economia chinesa. Integram este indicador todas as empresas da S&P 500 Index que foram analisadas em termos sectoriais. Intel, Apple, IBM, GE, Caterpillar, Boeing, Procter&Gamble, Johnson&Johnson, Philip Morris, 3M e AIG são algumas das empresas do S&P 500 Index com maior nivel de exposição e de relacionamento comercial com a China. Uma outra questão que merece a pena ser colocada nesta reflexão é a de sabermos se iremos assistir a uma cada vez maior interpenetração destas empresas na China, e até que nível,  ou se pelo contrário esta relação será diluida face ao interesse e presença destas empresas em outros mercados internacionais emergentes (Indía, Rússia, Brasil, outros países asiáticos, África).

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Espanha: Madrid reforça centralidade económica e empresarial




Madrid não pára!

Em relação ao investimento directo no estrangeiro, as empresas da Comunidade de Madrid investiram 781,6 milhões de euros (55,8% do total), seguida da Comunidade da Cantábria (11,7%), Catalunha (11,3%) e do País Basco (5,7%).

Quanto ao investimento directo estrangeiro em Espanha, a liderança de Madrid ainda é mais significativa. Entre Janeiro e Março de 2012 foram investidos em Madrid 3 162 milhões de euros, o que representou 88,3% do total de IDE em Espanha (+73% em relação ao período homólogo do ano de 2011). Depois de Madrid, seguiu-se, a uma longa "distância", a Catalunha com 274 milhões de euros (7,7% do total).

No período 2003-2012, Madrid recebeu 92 414 milhões de euros de IDE, ou seja,  62% do total de IDE realizado em Espanha. Depois de Madrid, aparece novamente a Catalunha que recebeu ("apenas") 15% do IDE concretizado em Espanha no mesmo período.


Estes são dados que evidenciam a crescente centralidade económica e empresarial da Comunidade de Madrid no contexto de Espanha e diria até no âmbito da Península Ibérica. Numa evolução em sinal contrário surge a Catalunha. São muitos os sinais da debilidade da economia catalã. Resta saber se esta situação se tornará irreversível.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ainda sobre o discurso histórico de Bill Clinton na Convenção do Partido Democrata

Foto:  Jason Reed/Reuters

Bill Clinton fez ontem um discurso histórico na Convenção do Partido Democrata. Paulo Pedroso chamou-lhe aqui uma "aula prática de política". Por seu lado, o jornal "El País" apelidou este discurso como "La irrupción del rey Clinton", considerando que nunca um ex-presidente dos EUA fez tanto - e tão bem - por um Presidente que busca a sua reeleição. Robert Reich que foi Secretário do Trabalho de Bill Clinton assinala no seu blogue que " Bill Clinton’s speech tonight at the Democratic National Convention was very long but it was masterful — not only in laying out the case for Barack Obama and against Mitt Romney and Paul Ryan, but in giving the American public what they most want and need in this election season: details, facts, and logic". E acrescenta que  "The question is not how many undecided voters saw the speech (I doubt many did) but whether it galvanizes Democrats — giving them the clarity of conviction and argument they need over the next nine weeks to explain why Obama must be re-elected, and why a Romney-Ryan administration would be a disaster for this country". Pelo que conseguiu fazer no seu primeiro mandato, num contexto económico muito dificil, Obama merece ficar mais 4 anos na Casa Branca.

Singapura de olhos postos em África



Depois da China, Japão, Coreia do Sul, India e Taiwan, chegou agora também a vez de Singapura dar sinais claro do interesse em explorar as oportunidades de negócios existentes em África. Nos dias 29 e 30 de  Agosto, as autoridades de Singapura, através do International Enterprise Singapore/Ministério do Comércio e Industria, realizaram a 2ª edição da Conferência “Africa Singapore Business Forum” e assinaram nesta ocasião um acordo com a IFC/World Bank "to jointly identify growth sectors in Africa for Singapore-based companies to invest in and to share business leads and opportunities through partnerships”.

Em 2011, o comércio externo Singapura-África atingiu S$ 13,8 mil milhões o que representou um crescimento de 11,8% para o período 2007-2011. Singapura foi, em 2011, o principal investidor em África no âmbito dos países do ASEAN (cerca de S$ 23,8 mil milhões, o que constituiu um aumento de 29% face ao ano de 2010), existindo 48 empresas com capitais de Singapura instaladas em 42 países africanos (em 2010, existiam 35 empresas em 29 países africanos). Neste âmbito, parece-me que existiem vários oportunidades de negócios a explorar envolvendo empresas portuguesas instaladas em África e empresas e entidades de Singapura, sobretudo nos sectores da banca, seguros, transportes, comunicações, "trading" e infra-estruturas.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Relações Rússia-África

Fonte: RIA-NOVOSTI

O "ThinkAfricaPress" publica um artigo designado por "Russia's Relations With Africa Floundering" que faz uma avaliação do actual estado das relações da Rússia-África. Depois do forte envolvimento russo no Continente Africano na "era soviética", constata-se, actualmente, um aparente desinteresse das autoridades de Moscovo em apostarem no reforço do relacionamento politico e económico com os países africanos, ao contrário do que se verifica, por exemplo, com os restantes BRIC (Brasil, China e Índia). Em 2009, e de acordo com o quadro acima apresentado, o comércio externo da Rússia com África tinha um valor de 7 mil milhões de USD, representando 1,8% das exportações e 1%, das importações russas, existindo também um conjunto de empresas russas, sobretudo do sector dos recursos minerais, com investimentos em vários países africanos. Segundo alguns especialistas citados no referido artigo, e face às inúmeras oportunidades de negócios e de cooperação existentes em África, urge que a Rússia defina rapidamente uma estratégia para esta região que deverá estar associada a uma maior empenho e envolvimento politico do governo de Putin/Medvedev.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Algumas implicações da adesão da Rússia à Organização Mundial do Comércio




De acordo com o protocolo de adesão negociado entre a Rússia e a Organização Mundial do Comércio
(OMC), os direitos de importação cobrados pelas russas vão baixar, em termos médios, de 10% para 7,8%, com descidas muito equivalentes ao nível dos produtos agrícolas - de 13,2% para 10,8% - e dos produtos transformados - de 9,5% para 7,3%. Estas mudanças irão afectar com mais intensidade os sectores da madeira, papel, tecnologias de informação, cereais e produtos derivados do leite e em menor grau os produtos químicos e as máquinas eléctricas. Para além disso, a Rússia vai ser obrigada a eliminar alguns subsídios à produção industrial e a adaptar determinadas regras sanitárias e fitossanitárias à legislação da OMC , conseguindo, no entanto, que lhe fossem concedidas condições de excepção para a protecção dos sectores mais vulneráveis à concorrência externa, a manutenção de regras especiais ao nível da exportação de alguns produtos, sobretudo matérias-primas, e o direito de continuar a regular no mercado interno um conjunto de preços (gás, etc..).

A adesão da Rússia à OMC irá permitir uma maior abertura do mercado russo à concorrência estrangeira e, desde que haja vontade politica e capacidade da administração pública local, poderá vir a constituir uma boa oportunidade para a realização de um conjunto de transformações na economia russa. Decorrente deste facto, o Banco Mundial prevê que a Rússia venha a crescer 3% nos próximos 2/3 anos e cerca de 11% a médio-longo prazo, apesar da redução muito significativa das receitas cobradas pelo Estado em direitos e taxas de importação (em 2013, estima-se que esse valor possa atingir cerca de 10 mil milhões de USD).


Festas do Mar em Cascais



Estão a decorrer até ao dia 26 de Agosto, em Cascais, as tradicionais "Festas do Mar", numa iniciativa da autarquia local. O programa da edição de 2012 deste evento é excelente e tem conseguido mobilizar a população do concelho e um número bastante significativo de turistas nacionais e estrangeiros com ganhos relevantes para o comércio local. A Câmara Municipal de Cascais está de parabéns, pois a vila voltou a ter nestes dias a vitalidade e o dinamismo de outros tempos!

sábado, 18 de agosto de 2012

Fornecedores da União Europeia perdem posição no aprovisionamento da Inditex/Zara



A Inditex (Zara, Massimo Dutti, Uterqüe, Bershka, entre outras marcas) comprou, em 2011, a menos  fornecedores da União Europeia. No ano passado, a Inditex tinha 1 398 fornecedores (+ 4,5% que no ano anterior), dos quais 625 na Ásia, 457 na países da União Europeia, 130 nos países da Europa Não-Comunitária, 122 em África e 64 na América. De 2009 para 2011, o numero de fornecedores comunitários da Inditex diminuiu 10,7%, ou seja de 512 empresas para 457 empresas. Face aos custos de produção existentes nos países na UE27 e às condicionantes de logística e transportes existentes para os mercados mais longínquos, a tendência para a fabricação de grandes séries de artigos de vestuário em mercados extra-comunitários e de pequenas séries e de maior valor acrescentado nos mercados comunitários irá, com certeza, manter-se nos próximos anos na Inditex. De qualquer, a empresa galega continua destacar a sua estratégia de "aprovisonamento de proximidade" em relação à sede das suas principais cadeias de retalho, onde estão instaladas as suas equipas de design e logística, e à existência de um conjunto de "clusters" Inditex em vários países, nomeadamente em Portugal, Turquia, Índia, Brasil, Marrocos, Bangladesh e China. No caso português, e para um grande número de empresas da fileira da moda do Norte e Centro do país, a Inditex têm uma importância determinante, constituindo, em muitos casos, o único e exclusivo cliente dessas empresas. Espera-se, por isso, que esta relação com a Inditex se mantenha e seja até aprofundada!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Expatriação, distância geográfica e fluxos económicos externos: o caso francês



Via blogue "Le Reste du Monde" um estudo denominado "L’expatriation française, un enjeu géopolitique émergent"(2009), de Arnaud Brennetot et Céline Colange, onde se efectua uma interessante análise sobre os fluxos de expatriação (os autores do trabalho fazem uma  distinção entre fluxos de expatriação e fluxos de emigração), a distância geográfica e as relações económicas externas de França, ao nível do comércio externo e do investimento directo no estrangeiro. Constata-se que os expatriados franceses têm vindo a fixarem-se, fundamentalmente, nos maiores países vizinhos (influência da distância geográfica) e nos principais  parceiros comerciais europeus de França (influência económica). Existirão com certeza outras dimensões a ter em conta, como as relações históricas e culturais e até a evolução politica de alguns países - argumentos particularmente válidos para o caso português -, mas este é trabalho muito relevante sobre um fenómeno que ganha cada vez mais importância nas sociedades mais desenvolvidas

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Crise económica obriga a alterações no dispositivo regional e estatal da diplomacia comercial espanhola


Como já aqui referimos, cada uma das 17 Comunidades Autónomas de Espanha dispõe uma agência, dependente do governo regional, com a missão de realizar a promoção económica externa dessa Comunidade. Assim, existe a PROMOMADRID na Comunidade de Madrid, a ACC1Ó na Comunidade da Catalunha;  a EXTENDA na Comunidade da Andaluzia; o IGAPE na Comunidade da Galiza, entre outras.  A grande maioria destes organismos dispõe de uma rede de delegações/representações económicas e comerciais no estrangeiro que funciona de forma mais ou menos independente do "network" estatal de serviços económicos e comerciais existente junto das representações diplomáticas de Espanha no exterior.  No caso da ACC1Ó (Catalunha), esta agência possui um rede de 34 delegações no exterior nas regiões da Ásia-Pacífico, África-Médio Oriente, Europa e América. Mas a crise (também) chegou a Espanha!  E o governo de Mariano Rajoy para além de estar a avaliar as localizações e o desempenho do seu dispositivo de diplomacia comercial quer também integrar as delegações económicas e comerciais regionais existentes no estrangeiro na rede estatal. Com estas medidas, pretende-se poupar custos e melhorar a eficácia da promoção da "imagem de Espanha". Até ao momento, apenas duas Comunidades - Catalunha e País Basco - não mostraram interesse e vontade de integrar as suas delegações na rede estatal. Porque será?

domingo, 5 de agosto de 2012

“A Europa Central e Oriental e a Internacionalização das Empresas Portuguesas”, intervenção proferida na Sociedade de Geografia de Lisboa



No passado dia 25 de Junho, e numa iniciativa da Secção de Indústria da Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) e da Comissão Europeia, efectuei uma intervenção sobre “A Europa Central e Oriental e a Internacionalização das Empresas Portuguesas”. Constituiu uma excelente oportunidade para debater e trocar impressões sobre o referido tema com uma audiência interessada e bastante participativa. Foi também uma ocasião para rever alguns amigos e antigos quadros do ex-ICEP que têm vindo a dinamizar de forma entusiástica a Secção de Indústria da Sociedade de Geografia de Lisboa e aos quais estou muito grato pelo convite que me formularam. Veja aqui a minha intervenção.