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| Fonte: RAMZI HAIDAR / AFP / Getty Images |
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências, estratégias e negócios em mercados internacionais. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Espólio da antiga Diamang - Companhia de Diamantes de Angola na Universidade de Coimbra
A Diamang - Companhia de Diamantes de Angola foi, até 11 de Novembro de 1975, data da independência da República de Angola, a empresa concessionária da exploração de diamantes naquela, até então, Província Ultramarina portuguesa.
A empresa foi fundada em 1917 e teve na sua estrutura accionista capitais portugueses – da firma Henry Burnay & Companhia, depois Banco Burnay e do Banco Nacional Ultramarino; belgas – da Société Générale de Belgique e da Mutualité Coloniale; franceses – da Banque de l’Union Parisienne, e dos Estados Unidos da América – do grupo Ryan-Guggenheim. A este grupo inicial viriam a juntar-se, ao longo do tempo, outros investidores.
A Diamang tinha uma área concessão de cerca de 52.000 km2 (mais de metade da área de Portugal Continental que é de 92 090 Km2), que praticamente cobria as actuais províncias das Lundas Norte e Sul. Confinava, a oeste e sul com o restante território de Angola, a sudeste com a actual Zâmbia (então, Rodésia do Norte) e a norte e nordeste com a actual República Democrática do Congo (o então Congo Belga e depois Zaire). A cerca de12 Km a sul da actual República Democrática do Congo, situa-se o Dundo, povoação fundada pela Diamang, e que constituiu o seu centro administrativo na Lunda.
A Diamang foi sucedida, em 1981, pela Endiama – Empresa Nacional dos Diamantes de Angola. Em parte da antiga área de concessão da Diamang continua a intervir uma sociedade mineira participada pelo estado português, através da SPE-Sociedade Portuguesa de Emprendimentos, e do estado angolano, com a participação da Endiama, e designada por SML - Sociedade Mineira do Lucapa.
A Diamang foi uma empresa referência e bastante poderosa em Angola. Gozava de uma grande autonomia face às autoridades coloniais portuguesas e por lá passaram muitos quadros portugueses de grande qualidade, sobretudo na área da geologia.
O espólio documental, fotográfico e fonográfico da Diamang está a ser analisado, digitalizado e disponibilizado ao público pela Universidade de Coimbra no âmbito do projecto "Diamang Digital". Uma excelente iniciativa que nos recorda uma dimensão muito relevante da antiga presença empresarial portuguesa em África, nomeadamente em Angola, e pouco conhecida das gerações mais jovens.
União Europeia assina acordos comerciais com o Peru e a Colômbia
No passado dia 26 de Junho, a União Europeia assinou dois importantes acordos comerciais com o Peru e a Colômbia, depois de um longo e complexo processo de negociações que se iniciou em Janeiro de 2009. Estes dois novos acordos vão facilitar e criar condições para um desenvolvimento muito significativo das relações comerciais e de investimento entre o Peru e a Colômbia e os países da UE27. Em 2011, a UE27 exportou cerca de 5 mil milhões de euros para a Colômbia e 2,8 mil milhões para o Peru e importou mercadorias no valor de 6,9 mil milhões de euros da Colômbia e de 6,4 mil milhões de euros do Peru. Cabe agora às empresas europeias (e também às suas congéneres peruanas e colombianas) aproveitarem estas facilidades e explorarem de uma forma mais sistemática as oportunidades de negócios existentes nestes países. Veja aqui mais informações sobre o relacionamento comercial da UE27 com os países da Região Andina (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru). Também a 26 de Junho, a União Europeia iniciou conversações com a Vietname com vista à assinatura de um acordo comercial com este país asiático.
terça-feira, 10 de julho de 2012
As maiores empresas multinacionais em 2011
Via Graphic Detail Blog (The Economist) um ranking das principais empresas multinacionais em 2011, de acordo com o último World Investment Report da UNCTAD.
A criação de marcas através das redes sociais
A revista "El Exportador", editada pelo Instituto Español de Comercio Exterior (ICEX), é uma das melhores publicações internacionais dedicadas aos temas do comércio internacional e da promoção das exportações. O último número desta revista dedica um interessante artigo ao tema da criação e expansão de marcas através das redes sociais (Facebook, Twitter, YouTube entre outras). Uma problemática muito actual que merece ser aprofundada pelas empresas portuguesas.
sábado, 7 de julho de 2012
Banco Interamericano de Desenvolvimento muda representação na Europa de Paris para Madrid
Depois de mais de 30 anos em Paris (França), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), instituição financeira multilateral de que Portugal também é accionista, mudou ontem a sede da sua representação na Europa para a cidade de Madrid (Espanha). Neste acto participaram o Presidente do Governo Espanhol, Mariano Rajoy, e o Presidente do BID, Luis Alberto Moreno, e constitui, sem dúvida, uma importante vitória diplomática para as autoridades espanholas.
O BID foi criado em 1959, tem sede em Washington, conta 48 países membros, emprega cerca de 2 000 colaboradores e é a principal fonte de financiamento multilateral na América Latina. Por sua vez, a América Latina é a principal região de destino do investimento directo espanhol no exterior.
No caso de Portugal, o BID ainda é pouco conhecida por parte da maioria das empresas portuguesas, apesar dos esforços que nos últimos anos as entidades oficiais nacionais têm vindo a realizar na divulgação das oportunidades de negócios existentes neste tipo de instituições. Esta nova localização europeia do BID e o crescente interesse das empresas portuguesas por alguns países da América Latina, nomeadamente pelo Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Perú, México e Colômbia, são factores que poderão vir a estimular uma abordagem mais regular e sustentada desta entidade por parte do tecido empresarial nacional.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
A internacionalização empresarial e a população norte-americana de origem hispânica
Os EUA têm uma população de 309,3 milhões de habitantes (dados de 2010) dos quais cerca de 50,7 milhões (16,4% do total) têm origem hispânica, de acordo com um estudo recente publicado pelo Pew Hispanic Center. A maior comunidade hispânica é de origem mexicana que conta com 33 milhões de habitantes (65% do total). Só depois surgem as comunidades de origem porto-riquenha (4,7 milhões de habitantes), cubana (1,9 milhões de habitantes) e salvadorenha (1,8 milhões de habitantes). Por outro lado, dos 40 milhões de emigrantes a residirem nos EUA, cerca de 47% têm também origem hispânica. Estes factos evidenciam a diversidade e a multiculturalidade da sociedade norte-americana e devem ser tidos em conta nas estratégias de internacionalização para os EUA de empresas da América Latina e de Espanha, mas também de Portugal.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Sistema bancário na Europa Central e Oriental dominado por bancos estrangeiros
Via IMFdirect uma caracterização do sistema bancário na Europa Central e Oriental que é actualmente dominado por bancos da Europa Ocidental, quer através de participações de controlo em instituições bancárias locais, quer através de filiais da casa-mãe . Na Rep. Checa, Croácia, Estónia, Roménia e Eslováquia, a banca estrangeira possui mais de 80% de quota do mercado bancário. Por isso, e no contexto actual de profundas reestruturações em muitos bancos da Europa Ocidental, vale a pena avaliar e acompanhar as consequências dessas mudanças nas operações que possuem na Europa Central e Oriental, sobretudo ao nível do financiamento das empresas e das famílias e depois do "boom" do crédito ao consumo verificado no período de 2003-2008.
sábado, 23 de junho de 2012
O investimento directo estrangeiro dos países da União Europeia com o resto do mundo
Depois de um significativo decréscimo em 2010, os fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE) da UE27 com o mundo mais que duplicaram em 2011, de acordo com dados do Eurostat.
Os fluxos de IDE no exterior dos países da UE27 foram de 370 mil milhões de euros em 2011, depois de terem atingido 316 mil milhões de 2009 e 146 mil milhões em 2010.
O IDE da UE27 no estrangeiro cresceu em todos os principais parceiros económicos da União Europeia, com excepção do Brasil. Em 2011, os principais destinos destes investimentos foram os EUA (111 mil milhões de euros), vários centros financeiros offshore (59 mil milhões de euros), Suíça (32 mil milhões de euros), Brasil (28 mil milhões de euros), China (18 mil milhões de euros), Canada (12 mil milhões de euros) e Índia (12 mil milhões de euros).
O IDE da UE27 no estrangeiro cresceu em todos os principais parceiros económicos da União Europeia, com excepção do Brasil. Em 2011, os principais destinos destes investimentos foram os EUA (111 mil milhões de euros), vários centros financeiros offshore (59 mil milhões de euros), Suíça (32 mil milhões de euros), Brasil (28 mil milhões de euros), China (18 mil milhões de euros), Canada (12 mil milhões de euros) e Índia (12 mil milhões de euros).
Quanto aos maiores investidores estrangeiros na UE27, o ranking é liderado pelos EUA (115 milhões de euros), seguidos da Suíça (34 mil milhões de euros), centros financeiros offshore (16 mil milhões de euros), Canada ( 7 mil milhões de euros), Hong Kong ( 6 mil milhões de euros), Japão (5 mil milhões de euros) e Brasil (5 mil milhões de euros).
O Luxemburgo foi o maior investidor no estrangeiro no âmbito da UE27, com os seus investimentos a atingirem 110 mil milhões de euros, seguido pelo Reino Unido (89 mil milhões de euros), Alemanha (34 mil milhões de euros), França (21 mil milhões de euros), Espanha (19 mil milhões de euros) e Bélgica (16 mil milhões de euros). O Luxemburgo, foi também o principal país receptor de IDE na UE27 (86 mil milhões de euros), seguido da Suécia (16 mil milhões de euros), Espanha (15 mil milhões de euros), Reino Unido (14 mil milhões de euros), França (12 mil milhões de euros) e Alemanha (11 mil milhões de euros).
Estes são informações muito relevantes principalmente para apoio à definição e decisão das politicas de promoção e captação de investimento estrangeiro dos países da UE27. Ou seja, as agências de promoção de investimento estrangeiro destes países deverão estar e/ou continuar particularmente atentas às estratégias investimento de empresas dos EUA, Suíça, Canada, Hong Kong, Japão e Brasil, mas também do Luxemburgo (investimentos financeiros), Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Merece também especial referência a posição dominante dos EUA, em 2011, como principal país investidor na UE27, mas também como principal destino do IDE da UE27 no mundo.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
EUA reforçam actividades de "intelligence" em África
África suscita actualmente um grande interesse em termos politicos, económicos e empresariais por parte de antigos e novos parceiros externos. Mas não só! Os EUA estão a reforçar e a expandir as suas operações de "intelligence" em África, como aqui é explicado pelo Embaixador David Shinn. Numa perspectiva mais global, a administração Obama divulgou há dias um "paper" com a estratégia norte-americana para a África Subsaariana ("The US Strategy Toward the Sub - Saharan Africa") que pode ver aqui. A seguir!
The 50 Best Blogs By Business Professors
Veja aqui "The 50 Best Blogs By Business Professors", segundo a publicação "# 1 On line MBA News Destination".
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Espanha aposta na captação de turistas extra-comunitários através da simplificação dos pedidos de vista de entrada
A Espanha decidiu flexibilizar as formalidades relacionadas com a obtenção de vistos de entrada para os turistas oriundos dos países extra-comunitários. Uma decisão que surge na sequência de diversos protestos efectuados por turistas mexicanos e brasileiros devido à excessiva quantidade e "rigidez" da documentação que estava a ser requerida para a entrada em Espanha. Uma medida que surge num momento particularmente critico para a economia espanhola e que permitirá estimular a captação e a entrada de turistas oriundos de alguns promissores mercados extra-comunitários.
sábado, 16 de junho de 2012
"La Silenciosa Conquista China" e a diplomacia espanhola
Pablo Cardenal e Heriberto Araújo, são dois jornalistas espanhóis residentes na China e que publicaram recentemente "La silenciosa conquista china", uma obra que procura explicar, com grande detalhe, o processo de expansão internacional das empresas chinesas. Nesta investigação, os autores realizaram mais de 500 entrevistas em 25 países de África, Ásia e América Latina, sendo este livro já considerado um autêntico "best seller", com 5 traduções em espanhol e estando também a ser traduzido para francês, inglês, polaco e chinês (para o mercado de Taiwan). Trata-se de uma obra de referência em termos internacionais devido à qualidade da análise realizada sobre uma realidade económica e empresarial ainda pouco conhecida e constitui também um livro percursor em Espanha onde não têm surgido, nos últimos tempos, muitos trabalhos de autores espanhóis sobre os mercados asiáticos.
Mas esta obra tem suscitado alguma polémica em Espanha por outros motivos. Na sequência de pedido formulado pelos seus autores para que o livro fosse apresentado na Embaixada de Espanha em Pequim e/ou na Delegação local do Instituto Cervantes, que integra os Serviços Culturais da referida representação diplomática, o Embaixador espanhol no referido país considerou "pouco apropriada" essa apresentação nos referidos espaços, devido ao facto do livro não estar a ser distribuído na China. Esta decisão provocou grande surpresa nos autores do livro que referem que existe uma razão mais profunda para esta decisão que lhes foi explicada "off the record" pelo Embaixador de Espanha em Pequim e que estará relacionada com o facto da mesma poder pôr em causa os interesses políticos e económicos espanhóis na China. Esta actuação da diplomacia espanhola, que alguns consideram um "veto politico" e uma "verdadeira acção de censura ideológica", já originou vários artigos em jornais espanhóis de referência como o El Pais, El Mundo e ABC, com este último a considerar que "...la diplomacia española ha vuelto a pecar, una vez más, de cagona. Y es lo mejor que se puede decir porque la otra opción que nos queda es mucho más triste: connivencia con el autoritario régimen chino, que censura todo aquello contrario a sus intereses."
No final, e depois de toda esta polémica, o referido livro acabou por ser apresentado no passado dia 07 de Junho na Embaixada do México em Pequim que, pelos vistos, avaliou de forma diferente o pedido formulado pelos jornalistas espanhóis. Também ainda não foi desta que Camacho foi despedido de seleccionador nacional da equipa de futebol chinesa. Mas esta polémica vem chamar a atenção para as questões da "sensibilidade" e das características especificas do relacionamento político, económico e comercial da China com o seus parceiros externos.
CEI Solutions e IPAM lançam "Latin Polish Advanced Executive Course"
A CEI Solutions é uma empresa polaca com capitais portugueses, sediada em
Varsóvia, que pretende apoiar as empresas nacionais interessadas em investir
nos mercados da Europa Central e Oriental, principalmente na Polónia, quer
através da disponibilização de serviços de consultadoria, quer através da
entrada directa no capital dessas empresas. Tendo em atenção o potencial do mercado
polaco, país onde já se encontram instaladas mais de 100 empresas com capitais
portugueses, a CEI Solutions e o IPAM-The Marketing School decidiram avançar
com uma oferta formativa especifica destinada aos executivos portugueses
interessados no referido país e criaram o "Latin Polish Advanced Executive Course". Veja aqui mais informações sobre este curso.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Luanda é a 2ª cidade mais cara do mundo para expatriados
Depois de Tóquio (Japão), Luanda (Angola) é a 2ª cidade mais cara do mundo para expatriados de acordo com a "Mercer's 2012 Cost of Living Survey". No topo desta lista e depois de Tóquio e de Luanda, encontram-se as cidades de Osaka (Japão), Moscovo (Rússia) e Genebra (Suiça).
Luanda é uma presença habitual nos rankings das cidades mais caras do mundo para expatriados. Uma situação que (infelizmente) não se alterou, significativamente, desde o fim da guerra civil angolana, em 2002, e depois das transformações económicas observadas no país desde essa altura.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Na Irlanda a crise económica parece não estar a afectar as entradas de investimento directo estrangeiro
John Anderson no Private Sector Development Blog do World Bank faz uma interessante análise sobre o investimento directo estrangeiro (IDE) na Irlanda que parece não estar a ser afectado pelo processo de reajustamento económico e financeiro em curso no país que foi originado pela crise do sistema bancário de 2008. Para John Anderson, e julgo que também para as autoridades locais, a recuperação económica da Irlanda passa pela aposta no crescimento das exportações, mas também pela continuação da captação de importantes fluxos de IDE que deverão constituir "..a crucial aspect of overcoming the crisis, creating jobs, and achieving economic growth in the long run".
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