sexta-feira, 29 de junho de 2012

A internacionalização empresarial e a população norte-americana de origem hispânica


Os EUA têm uma população de 309,3 milhões de habitantes (dados de 2010) dos quais cerca de 50,7 milhões (16,4% do total) têm origem hispânica, de acordo com um estudo recente publicado pelo Pew Hispanic Center. A maior comunidade hispânica é de origem mexicana que conta com 33 milhões de habitantes (65% do total). Só depois surgem as comunidades de origem porto-riquenha (4,7 milhões de habitantes), cubana (1,9 milhões de habitantes) e salvadorenha (1,8 milhões de habitantes). Por outro lado, dos 40 milhões de emigrantes a residirem nos EUA, cerca de 47% têm também origem hispânica. Estes factos evidenciam a diversidade e a multiculturalidade da sociedade norte-americana e devem ser tidos em conta nas estratégias de internacionalização para os EUA de empresas da América Latina e de Espanha, mas também de Portugal. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sistema bancário na Europa Central e Oriental dominado por bancos estrangeiros



 Via IMFdirect uma caracterização do sistema bancário na Europa Central e Oriental que é actualmente  dominado por  bancos da  Europa Ocidental, quer através de participações de controlo em instituições bancárias locais, quer através de filiais da casa-mãe . Na Rep. Checa, Croácia, Estónia, Roménia e Eslováquia, a banca estrangeira possui mais de 80% de quota do mercado bancário. Por isso, e no contexto actual de profundas reestruturações em muitos bancos da Europa Ocidental, vale a pena avaliar e acompanhar as consequências dessas mudanças nas operações que possuem na Europa Central e Oriental, sobretudo ao nível do financiamento das empresas e das famílias e depois  do "boom" do crédito ao consumo verificado no período de 2003-2008.

sábado, 23 de junho de 2012

O investimento directo estrangeiro dos países da União Europeia com o resto do mundo


Depois de um significativo decréscimo em 2010, os fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE) da UE27 com o mundo mais que duplicaram em 2011, de acordo com dados do Eurostat.
Os fluxos de IDE no exterior dos países da UE27 foram de 370 mil milhões de euros em 2011, depois de terem atingido 316 mil milhões de 2009 e 146 mil milhões em 2010.

O IDE da UE27 no estrangeiro cresceu em todos os principais parceiros económicos da União Europeia, com excepção do Brasil. Em 2011, os principais destinos destes investimentos foram os EUA (111 mil milhões de euros), vários centros financeiros offshore (59 mil milhões de euros), Suíça (32 mil milhões de euros), Brasil (28 mil milhões de euros), China (18 mil milhões de euros), Canada (12 mil milhões de euros) e Índia (12 mil milhões de euros).

Quanto aos maiores investidores estrangeiros na UE27, o ranking é liderado pelos EUA (115 milhões de euros), seguidos da Suíça (34 mil milhões de euros), centros financeiros offshore (16 mil milhões de euros), Canada ( 7 mil milhões de euros), Hong Kong ( 6 mil milhões de euros), Japão (5 mil milhões de euros) e Brasil (5 mil milhões de euros).

O Luxemburgo foi o maior investidor no estrangeiro no âmbito da UE27, com os seus investimentos a atingirem 110 mil milhões de euros, seguido pelo Reino Unido (89 mil milhões de euros), Alemanha (34 mil milhões de euros), França (21 mil milhões de euros), Espanha (19 mil milhões de euros) e Bélgica (16 mil milhões de euros). O Luxemburgo, foi também o principal país receptor de IDE na UE27 (86 mil milhões de euros), seguido da Suécia (16 mil milhões de euros), Espanha (15 mil milhões de euros), Reino Unido (14 mil milhões de euros), França (12 mil milhões de euros) e Alemanha (11 mil milhões de euros).

Estes são informações muito relevantes principalmente para apoio à definição e decisão das politicas de promoção e captação de investimento estrangeiro dos países da UE27. Ou seja, as agências de promoção de investimento estrangeiro destes países deverão estar e/ou continuar particularmente atentas às estratégias investimento de empresas dos EUA, Suíça, Canada, Hong Kong, Japão e Brasil, mas também do Luxemburgo (investimentos financeiros), Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Bélgica.  Merece também especial referência a posição dominante dos EUA, em 2011, como principal país investidor na UE27, mas também como principal destino do IDE da UE27 no mundo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

EUA reforçam actividades de "intelligence" em África



África suscita actualmente um grande interesse em termos politicos, económicos e empresariais por parte de antigos e novos parceiros externos. Mas não só! Os EUA estão a reforçar e a expandir as suas operações de "intelligence" em África, como aqui é explicado pelo Embaixador David Shinn. Numa perspectiva mais global, a administração Obama divulgou há dias um "paper" com a estratégia  norte-americana para a África Subsaariana ("The US Strategy Toward the Sub - Saharan Africa") que pode ver aqui. A seguir!

The 50 Best Blogs By Business Professors



Veja aqui  "The 50 Best Blogs By Business Professors", segundo a publicação  "# 1 On line MBA News Destination".

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Espanha aposta na captação de turistas extra-comunitários através da simplificação dos pedidos de vista de entrada



A Espanha decidiu flexibilizar as formalidades relacionadas com a obtenção de vistos de entrada para os turistas oriundos dos países extra-comunitários. Uma decisão que surge na sequência de diversos protestos efectuados por turistas mexicanos e brasileiros devido à excessiva quantidade e "rigidez" da documentação que estava a ser requerida para a entrada em Espanha. Uma medida que surge num momento particularmente critico para a economia espanhola e que permitirá estimular a captação  e a entrada de turistas oriundos de alguns promissores mercados extra-comunitários.

sábado, 16 de junho de 2012

"La Silenciosa Conquista China" e a diplomacia espanhola


Pablo Cardenal e Heriberto Araújo, são dois jornalistas espanhóis residentes na China e que publicaram recentemente  "La silenciosa conquista china", uma obra que procura explicar, com grande detalhe, o processo de expansão internacional das empresas chinesas. Nesta investigação, os autores realizaram mais de 500 entrevistas em 25 países de África, Ásia e América Latina, sendo este livro já considerado um autêntico "best seller", com 5 traduções em espanhol e estando também a ser traduzido para francês, inglês, polaco e chinês (para o mercado de Taiwan). Trata-se de uma obra de referência em termos internacionais devido à qualidade da análise realizada sobre uma realidade económica e empresarial ainda pouco conhecida e constitui também um livro percursor em Espanha onde não têm surgido, nos últimos tempos, muitos trabalhos de autores espanhóis sobre os mercados asiáticos.

Mas esta obra tem suscitado alguma polémica em Espanha por outros motivos. Na sequência de pedido formulado pelos seus autores para que o livro fosse apresentado na  Embaixada de Espanha em Pequim e/ou na Delegação local do Instituto Cervantes, que integra os Serviços Culturais da referida representação diplomática, o Embaixador espanhol no referido país considerou "pouco apropriada" essa apresentação nos referidos espaços, devido ao facto do livro não estar a ser distribuído na China. Esta decisão provocou grande surpresa nos autores do livro que referem que existe uma razão mais profunda para esta decisão que lhes foi explicada "off the record" pelo Embaixador de Espanha em Pequim e que estará relacionada com o facto da mesma poder pôr em causa os interesses políticos e económicos espanhóis na China. Esta actuação da diplomacia espanhola, que alguns consideram um "veto politico" e uma "verdadeira acção de censura ideológica", já originou vários artigos em jornais espanhóis de referência como o El Pais, El Mundo e ABC, com este último a considerar que "...la diplomacia española ha vuelto a pecar, una vez más, de cagona. Y es lo mejor que se puede decir porque la otra opción que nos queda es mucho más triste: connivencia con el autoritario régimen chino, que censura todo aquello contrario a sus intereses."

No final, e depois de toda esta polémica, o referido livro acabou por ser apresentado no passado dia 07 de Junho na Embaixada do México em Pequim que, pelos vistos, avaliou de forma diferente o pedido formulado pelos jornalistas espanhóis. Também ainda não foi desta que Camacho foi despedido de seleccionador nacional da equipa de futebol chinesa. Mas esta polémica vem chamar a atenção para as questões da "sensibilidade" e das características especificas do relacionamento político, económico e comercial da China com o seus parceiros externos.

 

CEI Solutions e IPAM lançam "Latin Polish Advanced Executive Course"

A CEI Solutions é uma empresa polaca com capitais portugueses, sediada em Varsóvia, que pretende apoiar as empresas nacionais interessadas em investir nos mercados da Europa Central e Oriental, principalmente na Polónia, quer através da disponibilização de serviços de consultadoria, quer através da entrada directa no capital dessas empresas. Tendo em atenção o potencial do mercado polaco, país onde já se encontram instaladas mais de 100 empresas com capitais portugueses, a CEI Solutions e o IPAM-The Marketing School decidiram avançar com uma oferta formativa especifica destinada aos executivos portugueses interessados no referido país e criaram o "Latin Polish Advanced Executive Course". Veja aqui mais informações sobre este curso.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Luanda é a 2ª cidade mais cara do mundo para expatriados


Depois de Tóquio (Japão), Luanda (Angola) é a 2ª cidade mais cara do mundo para expatriados de acordo com  a "Mercer's 2012 Cost of Living Survey". No topo desta lista e depois de Tóquio e de Luanda, encontram-se as cidades de Osaka (Japão), Moscovo (Rússia) e Genebra (Suiça). 

Luanda é uma presença habitual nos rankings das cidades mais caras do mundo para expatriados. Uma situação que (infelizmente) não se alterou, significativamente, desde o fim da guerra civil angolana, em 2002, e depois das transformações económicas observadas no país desde essa altura.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Na Irlanda a crise económica parece não estar a afectar as entradas de investimento directo estrangeiro


John Anderson no Private Sector Development Blog do World Bank faz uma interessante análise sobre o investimento directo estrangeiro (IDE) na Irlanda que parece não estar a ser afectado pelo processo de reajustamento económico e financeiro em curso no país que foi originado pela crise do sistema bancário de 2008. Para John Anderson, e julgo que também para as autoridades locais, a recuperação económica da Irlanda passa pela aposta no crescimento das exportações, mas também pela continuação da captação de importantes fluxos de  IDE que deverão constituir "..a crucial aspect of overcoming the crisis, creating jobs, and achieving economic growth in the long run".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Gestão de expatriados: o caso espanhol

Idade média do expatriado espanhol
Fonte:"Políticas de expatriación en multinacionales: visión de las personas”, IESE e Ernst & Young

Numa altura de profundas transformações económicas e de crescente internacionalização das empresas, sobretudo para mercados emergentes, a gestão eficaz dos recursos humanos expatriados assume uma importância preponderante no sucesso dos investimentos realizados pelas empresas no exterior. Por este motivo, o número de Maio da revista do ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo dá particular destaque a este assunto, e nomeadamente aos desafios que se colocam às empresas e aos trabalhadores espanhóis expatriados,  pois,  como refere Tomás Arrieta, professor do Departamento de Organização de Empresas da Universidade Complutense de Madrid, “los empleados que deciden cambiar de un destino internacional a otro se convierten en un gran activo para la cohesión en el proceso de internacionalización de la compañía”. Será que este facto é correctamente percepcionado em muitas empresas portuguesas?

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Qataris desembarcam em França


Depois do Paris-Saint-Germain, clube de futebol da 1ª Divisão francesa, o fundo Qatar Sport Investments (QSI) acaba agora de comprar o Paris Handball, um dos principais clubes de andebol franceses. Por sua vez, a Qatar Investment Authority (QIA), comprou, nos últimos dias, à seguradora Groupama e por cerca de 500 milhões de Euros, um edifício situado nos números 52-60 da  Avenue des Champs-Elysées, em Paris, onde estão actualmente instalados os armazéns da Virgin e do Monoprix, naquela que é considerada a 3ª maior operação imobiliária realizada em França nos últimos 10 anos. Antes,  a QIA já tinha adquirido 3% da petrolífera francesa Total; 5,6% do capital do gigante da construção civil e infra-estruturas BTP Vinci; 5% do conglomerado Veolia Environnement e 12,8% do Grupo Lagardére, um dos principais grupos empresariais franceses.  Um outro fundo de investimento do Qatar, Qatar Holding, adquiriu cerca de 1% do grupo de produtos de luxo LVMH de Bernard Arnault. Estas são apenas algumas das  mais conhecidas participações qataris em França, mas existem muitas outras principalmente nas áreas da finança, hotelaria e imobiliário. Em Espanha, no Reino Unido e na Alemanha estão a verificar-se operações semelhantes por parte de entidades ligadas a esta monarquia do Golfo Pérsico que pretendem diversificar investimentos e diminuir a dependência económica em relação às áreas do petróleo e do gaz.

Para finalizar, apenas mais um dado sobre este assunto. A Qatar Investment  Authority tenciona investir no exterior, em 2012, cerca de 30 mil milhões de USD,  no âmbito de uma estratégia onde se procuram, fundamentalmente, boas oportunidades de negócios: "S'il y a une opportunité en France, nous irons en France. S'il y a une opportunité au Rwanda, nous irons au Rwanda», referiu Hussein al-Abdallah, membro do Conselho de Administração da Qatar Investment Authority". Por isso, seria muito, muito interessante para a economia e para as empresas portuguesas que os qataris também pudessem desembarcar nos próximos tempos em Portugal !

domingo, 3 de junho de 2012

IMD World Competitiveness Yearbook Ranking 2012 - Portugal cai um lugar e continua a ocupar uma posição modesta (41ª)


O IMD de Lausanne (Suiça) anunciou, no passado dia 31 de Maio, o World Competitiveness Yearbook Ranking 2012, estudo que tem por objectivo a avaliação anual da competitividade internacional de um conjunto de países. O ranking deste ano é liderado por Hong Kong (China), seguido dos EUA, Suiça, Singapura e Suécia. Espanha (39ª posição), Portugal (41ª posição, ocupava a 40ª em 2011) e Grécia (58ª)  ocupam posições modestas e "...continue to scare investors",  de acordo com a opinião dos autores deste relatório. Aguardemos pelos resultados do próximo ano!

Africa Attractiveness Survey (E&Y) - Angola e Moçambique em posições de destaque


A empresa internacional de consultadoria Ernst & Young acaba de publicar a segunda edição do "Africa Attractiveness Survey" . Uma publicação que sistematiza um conjunto de informações bastante diversificadas sobre as principais caracteristicas e tendências do investimento directo estrangeiro (IDE) em África. Nesta edição, a equipa de consultores da Ernst & Young chegou às seguintes, principais conclusões:

1." The number of Foreign Direct Investment (FDI) projects in Africa grew 27% from 2010 to 2011, and have grown at a compound rate of close to 20% since 2007.

2. Despite this growth, there remain lingering negative perceptions of the continent — but only among those who are not yet doing business in Africa.

3. The story of Africa’s progress, not just in economic but also in socio-political terms, needs to be told more confidently and consistently.

4. This broad-based progress is underscored by a substantial shift in mindset and activities among Africans themselves, with increasing self-confidence and continued strong growth in intra-African FDI (which has expanded by 42% since 2007).

5. Regional integration is critical to accelerated and sustainable growth. Creating larger markets with greater critical mass will not only enhance the African investment proposition, it is also the only way for Africa to compete effectively in the global economy.

6. Bridging the infrastructure gap will be a key enabler of regional integration, growth and development. It also remains a key challenge and opportunity for investors."

Um outro dado interessante deste relatório sobre este Continente composto por 54 países e por uma população de cerca de mil milhões de habitantes tem a ver com a classificação dos 15 principais destinos de novos projectos de IDE em África, no período de 2003 a 2011 (Quadro acima). Estes 15 países representaram 82% do total  novos projectos de IDE em África. A lista é liderada pela África do Sul, surgindo em posições de destaque alguns países do Norte de África - Egipto, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia - mas também Angola (7º lugar) e  Moçambique (14º), economias  que despertam cada vez maior interesse junto dos investidores internacionais.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Manuela David Ferreira (1947-2012)

Foi com profunda tristeza que recebi ontem a noticia do falecimento, vitima de cancro, da minha amiga, ex-colega e ex-chefe Manuela David Ferreira. A Manela foi durante mais de 40 anos um destacado quadro da AICEP, tendo-se reformado há poucos anos. A Manela distinguia-se pela sua vivacidade, frontalidade, inteligência e pela forma profissional, empenhada e dedicada que colocava em tudo o que fazia. Ainda na altura do Fundo de Fomento de Exportação, entidade que mais tarde deu origem ao ICEP (Instituto de Comércio Externo de Portugal), esteve envolvida nas primeiras iniciativas de promoção internacional do têxtil e do vestuário português e mais tarde, no inicio da década de 90 do século passado, foi um elemento muito relevante na execução do PEASE (Programa Especial de Apoio ao Sector Exportador) e na abertura e prospecção dos mercados da América Latina para as empresas portuguesas, juntamente com Manuel Gaeiras. Mais recentemente, dinamizou, em cooperação com o INFARMED e a APIFARMA, um dos melhor conseguidos e estruturados planos de promoção internacional de uma fileira produtiva: o projecto Pharma Portugal, ao qual dedicou muito do seu tempo e da sua larga experiência, juntamente com Rui Loureiro (INFARMED), e que envolveu empresas e entidades da Fileira da Saúde e da Biotecnologia. Mas a Manela era, sobretudo, uma grande  e solidária amiga que vai deixar-nos uma grande saudade. Até sempre Manela!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

II Cumbre de Internacionalización: apresentadas propostas para melhorar a competitividade externa das empresas espanholas


No passado dia 24 de Maio,  a "Asociación de Marcas Renombradas Españolas" organizou juntamente com  o "Club de Exportadores e Inversores Españoles" e a  "Asociación Española de Directivos",  a "II Cumbre Empresarial de Internacionalización", num acto que foi presidido pelo Príncipe das Astúrias.

Um documento que, na opinião dos seus autores, pretende ".....Por una parte llamar la atención a la sociedad española, al Gobierno y a los partidos políticos sobre el papel crucial que puede y debe jugar el sector exterior en la superación de la profunda crisis económica en la que estamos inmersos. En segundo lugar, resaltar la necesidad de que se adopte una política de Estado para potenciar la competitividad internacional de nuestras empresas y de nuestro capital humano. Para que el sector exterior de la economía española aporte soluciones a los problemas económicos del país, es necesario que se instrumenten políticas económicas, presupuestarias y regulatorias que afronten los problemas que aquejan las empresas en su actividad exterior y posibiliten el crecimiento de la actividad internacional empresarial."

As referidas propostas foram agrupadas em três grandes áreas - medidas financeiras e fiscais, medidas comerciais e de imagem e medidas relacionadas com a gestão do talento e das pessoas - que por sua vez se desenvolvem em sete eixos estratégicos:

1. Colaboração entre o sector público e o sector privado.

2. Segmentação das empresas exportadoras por dimensão e fase do seu processo de internacionalização.

3. Enquadramento fiscal favorável à competitividade e a internacionalização das empresas e dos seus gestores.

4. Disponibilidade de recursos financeiros para a internacionalização.

5. Aposta na internacionalização com marca.

6. Promoção e defesa da imagem país.

7. Gerir o talento e contar com as equipas adequadas.

As propostas parecem-me bastante ajustadas à actual realidade económica e empresarial espanhola e às principais tendências da economia e dos mercados internacionais! Cabe agora aos empresários e às várias entidades públicas e privadas espanholas (governo, associações empresariais, câmaras de comércio, bancos, seguradoras, organismos de promoção do investimento e das exportações, entre outras)  envolvidas nesta área a rápida implementação deste plano de acção.



domingo, 20 de maio de 2012

Bélgica, terra de emigração


A Bélgica é, sem dúvida,  um país de emigrantes. De acordo com um estudo realizado pelo Institut Itinera um quarto da população belga tem um familiar estrangeiro.  Nos últimos 10 anos, entraram na Bélgica cerca de 500 000 emigrantes, ou seja 4,5% da população do país, e nos últimos 20 anos cerca de 800 000 estrangeiros adquiriram a nacionalidade belga. A Bélgica acolhe proporcionalemnte mais emigrantes que todos os seus países vizinhos, superando também alguns países tradicionais de emigração como o Reino Unido, EUA ou o Canadá. De acordo com a Eurostat, em 2060, a população belga de origem estrangeira representará entre 30 e 50% da população total do país. Estes factos vão, com certeza, suscitar muitas comentários mas colocam, fundamentalmente, grandes desafios ao nível das políticas públicas de educação, emprego, segurança social, saúde, cultura e até ao nível da politica externa e de desenvolvimento internacional da Bélgica.

sábado, 19 de maio de 2012

Presidência do BERD escapa a alemães e franceses


Pela primeira vez desde a sua função o BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento vai ter um Presidente que não é nem alemão, nem francês. Um tanto surpreendentemente, o britânico Sir Suma Chakrabarti (na foto), um especialista em questões de desenvolvimento e cooperação internacional, foi eleito, na Sexta-feira,  Presidente do BERD. Na mesma Assembleia Geral do BERD, foi decidido a criação de um fundo especial no valor de mil milhões de euros para apoiar as operações em quatro democracias árabes emergentes: Egipto, Tunísia, Marrocos e Jordânia. Neste quatro países, o BERD vai concentrar a sua actuação "sur le développement du secteur privé, la croissance des petites et moyennes entreprises, l'amélioration des services municipaux, le développement de secteurs financiers stables et l'amélioration des services de fourniture d'énergie". A prazo, o BERD poderá vir a investir cerca de 2,5 mil milhões de euros por ano nestes quatro países, sem diminuir o seu envolvimento nos países da Europa Central e Oriental e na Ásia em que opera actualmente.
Portugal faz parte do grupo de accionistas do BERD e tem um representante na administração executiva da instituição que é  actualmente Abel Mateus (substituiu João Cravinho). O alargamento da intervenção do BERD ao Egipto, Tunísia, Marrocos e Jordânia poderá abrir, a curto-médio prazo, oportunidades claras de negócios para as empresas portuguesas, algumas delas já presentes nos referidos países, sobretudo em Marrocos e na Tunísia.