terça-feira, 26 de abril de 2011

The Centre for the Study of African Economies (CSAE)

O Centre for the Study of African Economies (CSAE)  da Oxford University é um das mais prestigiadas instituições internacionais no campo da análise, estudo e prospectiva das politicas de desenvolvimento económico no Continente Africano. No passado mês de Março, comemorou o seu 25º aniversário com a realização de uma importante conferência denominada "Economic Development in Africa". Veja aqui mais informações sobre esta iniciativa, "papers" apresentados e também informações sobre as principais tendências, preocupações e desafios que se colocam actualmente em Africa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Comemorações do 25 de Abril de 1974


O actual Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, teve uma boa iniciativa ao convidar  os 3 ex-Presidentes da República  ainda vivos - António Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio - para discursarem nas comemorações do 37º aniversário do 25 de Abril. Neste sentido,  será que é desta que se começa a dar uma maior relevância e preponderância ao papel que ainda pode e dever ser desempenhado pelos ex-Presidentes no sistema democrático português? Será que estes ex-Presidentes, a pedido do Presidente e do Primeiro-ministro em funções, quaisquer que eles sejam, não poderiam ter um  maior protagonismo, por exemplo, em assuntos e/ou em missões especiais de representação externa do Estado português? A seguir!

E depois do adeus - Paulo de Carvalho (1974)

sábado, 23 de abril de 2011

The Chinese are coming...to Africa


Via The Daily Chart Blog (The Economist): "...business is booming in Africa thanks mostly to the Chinese. Trade between the two  (China and Africa) surpassed $120 billion in 2010, and in the past two years China has given more loans to poor, mainly African countries than the World Bank. The Heritage Foundation, an American think-tank, estimates that between 2005 and 2010 about 14% of China’s investment abroad found its way to sub-Saharan Africa. This has brought increased employment and prosperity to the region, but also allegations of damage to local businesses, corruption and the hoarding of natural resources." Pode ainda ver mais informações sobre este assunto aqui. Face a este crescente protagonismo da China em África, e nomeadamente nos PALOP, com destaque para Angola, qual deverá ser  o posicionamento das empresas e instituições portuguesas? Esta situação não deverá merecer "per si" uma reflexão aprofundada face à relevância e diversidade dos interesses econonómicos e empreariais portugueses nos PALOP? 

terça-feira, 19 de abril de 2011

"Qu' est-ce qu' un think tank?"

Num momento em que se apela cada vez mais à participação da sociedade civil na reflexão e na apresentação de propostas sobre o actual momento da sociedade portuguesa, deixo aqui uma comunicação apresentada por Thierry de Montbrial, Director-Geral do IFRI - Institut Français des Relations Internationales, designada  por "Qu' est-ce qu' un think tank?". Nesta comunicação, Thierry de Montbrial chama think tank  "... toute organisation ouverte construite autour d'un socle permanent de chercheurs, se donnant pour mission d'élaborer sur des bases objectives des idées relatives à la conduite de politiques et de stratégies privées ou publiques s'inscrivant dans une perspective d'intérêt général. Il s'agit là, évidemment, d'une définition radicale et donc idéale, mais qui permet de situer les institutions réelles que l'on considère ou qui se considèrent comme des think tanks". No âmbito desta reflexão vale a pena colocar-se a sequinte questão: Que think tanks portugueses têm uma efectiva influência na definição e concepção das estratégias dos vários actores e entidades públicas e privadas nacionais?

sábado, 2 de abril de 2011

Governo espanhol vai efectuar uma profunda reestruturação do ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo



O governo espanhol anunciou ontem uma profunda  reestruturação do ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo que tem por objectivo  melhorar a eficácia e o apoio que é dado por esta entidade às empresas exportadoras espanholas. Neste âmbito, é intenção do governo de Rodriguez Zapatero alargar a actividade do ICEX para a gestão de fundos públicos especialmente vocacionados para apoio à competitividade das pequenas e médias empresas espanholas. Ou seja,  existe uma intenção clara de reorientar a actividade do ICEX de uma actuação exclusivamente virada para a promoção das exportações para uma missão mais vasta e estratégica ao nivel da implementação de politicas públicas de apoio ao aumento da competitividade das empresas exportadoras espanholas. 

Partido Socialista Francês propõe uma nova politica industrial para a França



O Partido Socialista Francês tem vindo a discutir nos últimos meses o programa eleitoral que irá apresentar aos franceses nas próximas eleições presidenciais, apesar de ainda não ter escolhido o seu candidato presidencial. A politica industrial, o apoio ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas  e a criação de um banco público de investimento são temas-chave nas propostas programáticas dos socialistas francesas. Veja aqui mais informações sobre este assunto.

Leituras: Comércio externo e IDE da UE27 com a América Latina




O Eurostat acaba de publicar um conjunto de estatísticas sobre o comércio externo e o investimento estrangeiro da UE27 com um conjunto de países da América Latina. Como esperado Brasil, México, Argentina e Chile têm uma posição preponderante no relacionamento económico com os países da União Europeia.

sábado, 26 de março de 2011

O "Canhoto" está de volta?

Saúdo o regresso à actividade do "Canhoto", um dos incontornáveis blogues da blogosfera portuguesa. Que depois do post sobre Paulo Futre e os chineses  se publiquem muitos outros!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Turquia: mercado de aposta na internacionalização empresarial



As oportunidades de negócios e de investimento existentes na Turquia estão a suscitar um forte interesse das empresas portuguesas, em linha com uma tendência internacional que se tem vindo a consolidar nos últimos tempos.
A Sonae foi a última empresa que publicamente veio anunciar que a Turquia faz parte dos seus mercados de expansão, a par de Angola, depois de uma outra grande empresa nacional, a Brisa, ter também manifestado o interesse em realizar investimentos na rede de auto-estradas turcas numa estratégia que, a longo prazo, possa permitir transformar este país no seu segundo mercado doméstico.
Mas o acompanhamento da evolução da economia turca não está a ser apenas efectuado por empresas e instituições europeias ou de países mais próximos, do ponto de vista de vista geográfico ou cultural. A New Zealand Trade & Investment (NZTE), entidade neo-zelandesa congénere da AICEP, considera que  "over the next decade Turkey will be an engine of growth for Europe and a global connector for business in this region", e aponta algumas razões que justificam a atractividade deste mercado:
"1. An open-minded, hard-working, well educated, youthful labour force that delivers quality at competitive rates (450,000 university graduates every year);
2. A large domestic consumer base with sophisticated tastes whose size, wealth and propensity to spend is growing rapidly (GDP per capita has tripled in six years);
3. A highly connected business environment including many large companies with influence and experience in the world's most challenging markets. (It takes only six days to establish a new business);
4. A society that is vibrant and liberal, with good infrastructure and financial stability."

Em síntese, um mercado a seguir com muita atenção nos próximos tempos, pois, como refere e conclui  a NZTE, "Turkey aspires to be as free as Europe and as productive as China".

quarta-feira, 16 de março de 2011

Novo site do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa

O Iscte-Instituto Universitário de Lisboa tem um novo site institucional. Está de facto muito melhor que o anterior, com mais informações, mas apelativo e traz também novidades sobre a reorganização interna recentemente realizada  no ISCTE e que se consubstanciou, entre outras medidas, na criação de um conjunto de escolas: ISCTE-IUL Business School, Escola de Sociologia e Políticas Públicas, Escola de Ciências Sociais e Humanas e Escola de Tecnologias e Arquitectura. 

sábado, 12 de março de 2011

Políticas públicas de cooperação e desenvolvimento internacional: mudanças no Reino Unido e na África do Sul


Foto: IRIN

O Reino Unido tem estado a efectuar um interessante trabalho de reflexão e de reavaliação da sua politica de ajuda ao desenvolvimento internacional motivada, em parte, pela chegada ao poder do governo de David Cameron. São muitos os actores públicos e privados que têm contribuído e participado nesta discussão, entre os quais Paul Collier, que num post colocado no blogue da DFID (UK Department for International Development) aponta o grande desafio que hoje se coloca à politica de cooperação e desenvolvimento internacional, e particularmente aos seus  financiadores públicos e privados, e que passa pela resposta à seguinte questão: "How can an increased aid budget be justified in times of unprecedented austerity unless it is demonstrably well used?". Por outro lado, e nestes novos tempos de mudanças muito rápidas e imprecedentes, assistimos também à emergência de novos doadores internacionais, nomeadamente de países que até há bem tempo eram receptores da ajuda internacional. Referimo-nos à China , à Índia, ao Brasil e agora também à África do Sul. No inicio deste ano, o governo sul-africano anunciou a criação de uma agência publica de ajuda ao desenvolvimento, designada por "South African Development Partnership Agency", que de acordo com Ivor Jenkins, director da ONG sul-africana Institute for Democracy in Africa (IDASA) terá por objectivo"...provide a more appropriate framework for South Africa's current ad hoc interventions on the continent (...) it is long needed and required for South Africa because we are the biggest economic bloc on the continent and we have started to do quite a bit of aid support to different countries".  Como refere Jonathan Glennie, especialista em politicas de ajuda ao desenvolvimento do Overseas Development Institute, "aid is not just about reducing poverty, it's a very strategic investment".

sábado, 5 de março de 2011

Leituras: "The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy", de Dany Rodrik


Dany Rodrik, professor na Harvard Kennedy School of Government,  publicou um novo livro designado "The Globalization Paradox: Democracy and the Future of the World Economy". Veja aqui a apresentação deste obra realizada há dias na Harvard Book Store. 

Leituras: "Promoting Revenue Transparency'2011 - Report on Oil and Gas Companies"



Via Notas Verbais o relatório "Promoting Revenue Transparency'2011 - Report on Oil and Gas Companies" da Transparency International e Revenue Watch Institute.


Líbia: 1º exportador africano para a União Europeia


A situação politica na Líbia deve merecer por parte dos países da União Europeia e da própria Comissão Europeia uma atenção muito especial, devido a todo o que está em jogo em termos geo-estratégicos e económicos. Não nos devemos esquecer que a Líbia detém cerca de 40% das reservas africanas de petróleo e é o primeiro exportador africano para a União Europeia, à frente da Argélia e da África do Sul, sendo as suas exportações constituídas fundamentalmente por gás e petróleo (98% do total). Por isso, um súbito corte nos fornecimentos de petróleo e gás líbios teria graves consequências para os países da União Europeia, apesar da capacidade de aumento rápido de produção existente junto de alguns países produtores, como é o caso da Arábia Saudita. Assim e se o drama humanitário que se vive actualmente na Líbia já justificaria, por si só,  um acompanhamento mais próximo e assertivo por parte da União Europeia, as dimensões económica e geo-estratégica desta situação, reforçam, ainda mais, a pertinência de uma actuação europeia rápida, concertada e eficaz.

quarta-feira, 2 de março de 2011

José Eduardo Carvalho vai ser o próximo líder da AIP - Associação Industrial Portuguesa



Depois da CIP-Confederação da Industria Portuguesa e da AEP-Associação Empresarial de Portugal, chegou agora a vez da AIP-Associação Industrial Portuguesa também mudar a sua liderança.   Jorge Rocha de Matos vai deixar a presidência da AIP e  irá ser substituído por José Eduardo Carvalho (na foto) que lidera a lista única apresentada às eleições para os órgãos sociais da associação, que se realizam amanhã, dia 3 de Março. José Eduardo Carvalho, natural de Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, é o actual Presidente da Nersant - Associação Industrial do Distrito de Santarém e vice-presidente da AIP, e tem uma vasta e diversificada experiência empresarial e associativa.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tubarões - Banda di Gossi


Um tema dos "Tubarões", sem dúvida, uma das melhores bandas caboverdianas da segunda metade da década de 70 até meados da década de 90 do século passado, liderada pelo saudoso Ildo Lobo.