domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tubarões - Banda di Gossi


Um tema dos "Tubarões", sem dúvida, uma das melhores bandas caboverdianas da segunda metade da década de 70 até meados da década de 90 do século passado, liderada pelo saudoso Ildo Lobo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mayra Andrade- Kenha Ki Bem Ki ta Bai

"The World’s Best 40 B-School Profs Under the Age of 40"


Veja aqui, via Fortune, e de acordo com a selecção efectuada pela Poets & Quants, "The World’s Best 40 B-School Profs Under the Age of 40". Se em termos de nacionalidades, existe alguma diversidade neste grupo de professores, já no que se refere aos locais onde leccionam existe uma grande concentração em universidades norte-americanas, e nomeadamente nas tradicionais escolas de topo na área da economia e da gestão (Harvard Business School, Stanford GSB, MIT Sloan, Wharton School, Virginia's Darden School; Chicago Booth School, Kellog School of Management, entre outras). Nesta, como em outras áreas, a liderança norte-americana continua a fazer-se sentir, mesmo com o crescente protagonismo de um conjunto de economias emergentes.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

The Global "Go-To Think Tanks:The Leading Public Policy Research Organizations In The World'2010"



A University of Pennsylvania (EUA), no âmbito do seu Programa "Think Tanks and Civil Societies" acaba de publicar o estudo  "Go-To Think Tanks:The Leading Public Policy Research Organizations In The World'2010" que é descrito como "the insider’s guide to the global marketplace of ideas" e é realizado com base num painel constituído por 250 especialistas de várias áreas e regiões do mundo.
Este trabalho identifica em Portugal cerca de 20 "think tanks", mas nenhum destes merece referência nos vários rankings construídos pela equipa de investigadores da A University of Pennsylvania (EUA). São (também) sinais das características da sociedade civil portuguesa e do caminho que ainda temos que percorrer para a construção de uma sociedade mais participativa, mais atenta, mais comprometida e mais solidária.

Deloitte: "Investing in Central Europe'2011"



Para todos os interessados no acompanhamento das economias da Europa Central e Oriental, a Deloitte acaba de publicar um estudo, denominado “Investing in Central Europe 2011: Opportunity knocks”, e que aborda fundamentalmente a evolução económica recente e as condições de investimento e de realização de negócios nos mercados da Bulgária, Eslováquia, Hungria, Polónia, República Checa e Roménia. Pode obter o estudo aqui.

Eleições em Cabo Verde'2011


Mais uma vez a democracia cabo-verdiana deu um exemplo da sua maturidade num acto eleitoral que decorreu sem quaisquer problemas e que ditou a vitória, por maioria absoluta, do PAICV, liderado por José Maria Neves (na foto). Essa maturidade democrática é também fortalecida com actos como o que agora acaba de ser protagonizado por José Maria Neves ao anunciar que este será o seu último mandato à frente do governo de Cabo Verde. Exemplos muito difíceis de encontrar em outros países do Continente Africano! 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Leituras (Blogue): "Vem aí mais uma moção de censura?"



A análise de Paulo Pedroso publicada no "Banco Corrido" sobre o posicionamento e a estratégia do PCP - Partido Comunista Português face à actual conjuntura politica.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Davos'2011

A edição de 2011 do World Economic Forum de Davos terminou há dias e, uma vez mais, marcou a agenda politica e económica internacional. Na opinião de Gideon Rachman, Chief Foreign Affairs do jornal Financial Times, que faz aqui uma pormenorizada análise deste Forum, os assuntos em destaque nesta edição foram, fundamentalmente, os seguintes: "...the relative economic optimism, greater among economists and pundits than ceos; very strong appearances by President Sarkozy, prime minister Cameron, George Osborne, UK chancellor of the exchequer, President Medvedev of Russia and President Yudhoyono of Indonesia; the amazingly powerful delegations from China and India and the launch of “India !nclusive” to demonstrate the social benefits of economic growth. In addition, there was a strong and varied attendance of more than 100 ceos at the International Business Council; the first “non-Labour” always well attended British Business Lunch and well prepared and researched sessions on environmental and sustainability issues.But there was very limited focus and warning of the issues developing around Davos at the same time – little warning or adequate analysis of events in Tunisia or Egypt (some economists and security experts even dismissed these events as “just local difficulties” as late as Thursday night, or discussion of the “soft” issues of inflation (particularly food prices), unemployment and youth unemployment, or income inequality and whether it does or does not cause deep recessions; finally, whether we will have a G20 or G2, or G7 or G8 or Ian Bremmer’s G0."  E para que não restem dúvidas sobre a relevância desta iniciativa, Gideon Rachman conclui desta maneira a sua avaliação de Davos'2011: "... an extraordinary, intense and unique experience. There is even now (after 40 years) nothing like it. (...) It is the supreme networking experience, at its most efficient, even if the tariff is high. You really can accomplish many months of work in a few days (no exaggeration)."

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novo blogue: Power & Policy



O Belfer Center for Science and International Affairs da Harvard Kennedy School acaba de anunciar um novo blogue designado Power & Policy. Na opinião de Graham Allison, Director do Belfer Center for Science and International Affairs "the purpose of this online forum is to advance policy-relevant knowledge about the exercise of American power in the world today. We are pleased to have an exceptional team of contributors with decades of experience thinking about, and executing, U.S. foreign policy. Power & Policy aims to illuminate the role of American power through disciplined policy analysis and prescription. (...)Through this undertaking, we hope to provoke new ideas, sharpen arguments, and gain a deeper understanding of the exercise of power, and America's unique role in the world". Entre as personalidades que participam neste blogue contam-se Joseph Nye, Nicholas Burns ou Graham Allison. A acompanhar!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Rui Veloso - Paixão

Mafalda Veiga - Restolho

World Bank vai anunciar em Março uma nova estratégia para África


O World Bank vai anunciar no proximo mês de Março uma nova estratégia para o Continente Africano. É um documento que tem vindo a ser bastante discutido nos últimos meses, pois entre Junho e Dezembro de 2010, o World Bank  convidou ".... stakeholders—government officials, development experts, legislators, policy makers, diasporans, representatives of civil society, the private sector, the media, and academia, etc.—to participate in the revision of the strategy which the Bank has been using since 2005, known as the Africa Action Plan, to foster development on the continent".
O World Bank desenvolve nesta altura a actividade em 47 países da África Subsaariana e, em 2010, o World Bank Group "...committed a record US$11.5 billion in loans, near-zero-interest credits, grants, equity investments, and guarantees to Africa".

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Leituras: "The Puzzle of Portuguese Wine"


Um interessante artigo publicado por Lettie Teague no Wall Street Journal, e designado "The Puzzle of Portuguese Wine" , sobre a imagem de Portugal e dos vinhos portugueses nos E.U.A..

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Leituras: "Know The Future of Travel"


Estudo publicado pela Euro RSCG Worldwide Knowledge Exchange designado por "Know the Future of Travel: The New Vocabulary of Travel and Tourism" e que traça as  prinpais tendências internacionais no sector do turismo. Um sector cada mais relevante para a economia portuguesa e para a projecção da imagem de Portugal no mundo.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sonangol compra ESCOM (Grupo Espirito Santo)



A Escom, sociedade detida pelo Grupo Espirito Santo, é,  provavelmente, a empresa portuguesa com a posição mais forte, mais diversificada e mais consolidada no mercado de Angola, tendo também  ramificações a outros países da região (Congo, Namibia, Malawi e África do Sul). Em Angola, tem interesses nos sectores imobiliário, comunicação social, transporte aéreo, diamantes, banca e serviços financeiros, trading, pescas, construcção civil,  cimentos, saúde, entre outros. Toda esta posição foi construída, ou se quisermos foi "reconstruída", já que o GES tinha uma posição muito forte em Angola antes da sua Independência, a partir de 1993, e deve-se, em grande parte, ao trabalho realizado pelo líder da empresa, Helder Bataglia, que em momentos determinantes deste processo de expansão empresarial foi persistente, soube correr riscos e evidenciou uma grande capacidade de gestão, negociação e de estabelecimento de relacionamentos pessoais e empresariais muito fortes, e duradouros, com alguns dos principais actores da realidade politica e económica de Angola.
De acordo com as noticias dos últimos dias, o GES vendeu à petrolífera Sonangol, através da Rioforte, 67% da Escom, mantendo-se, no entanto, Herder Bataglia, como accionista da empresa (com 33% do capital da empresa). Uma noticia que me causou alguma surpresa. Portugal perde, assim, uma das principais referências da presença empresarial Portugal em Angola, e a Sonangol  alarga, ainda mais, a sua actividade para áreas de negócio fora do seu "core business". A acompanhar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tunísia: a dependência económica externa e o relacionamento com Portugal


No post anterior, chamámos a atenção para a grande dependência externa da economia tunisina,  nomeadamente do investimento directo estrangeiro e das receitas oriundas do sector do turismo.
Para ilustrar esta situação, preparámos uma sintética análise das relações comerciais e de investimento da Tunísia e também do relacionamento económico deste país com Portugal que teve por base a consulta a diversas fontes nacionais  e estrangeiras (Aicep, UNCTAD, OMT, entre outras):
Ao nível do comércio externo, a União Europeia é o principal parceiro comercial da Tunísia, tendo representado, em 2008, cerca de 72% das exportações e 57% das importações tunisinas. Em termos de países, destacam-se a França e a Itália que foram o destino de cerca de 49% das vendas e a origem de 36% das compras tunisinas ao exterior. A Alemanha e a Espanha ocuparam, respectivamente, a 3ª e 4ª posição no ranking de clientes, mas enquanto fornecedores foram ultrapassados, em 2008, pela Rússia, que ocupa agora o 3º lugar.
Em termos de investimento directo estrangeiro (IDE), foi, em 2008, o 63º receptor mundial de IDE, representando cerca de 0,16% do total de IDE. De acordo com o World Investment Report da UNCTAD, entre 2004 e 2008, a Tunísia recebeu 9,1 mil milhões de USD de IDE (média anual de 1822,4 milhões de USD), estimando-se que o stock total de IDE se situe próximo de 29 mil milhões de USD, correspondendo a 68,6% do PIB em 2008. Dados relativos a 2008, indicam que fluxos de investimento estrangeiro representaram 20,8% do investimento produtivo tunisino, 27,1% da formação bruta de capital fixo, 6,8% do PIB, 54,4% das entradas de capitais exteriores e 20% da criação de emprego. Segundo a FIPA (Agence de Promotion de L’Investissement Exterieur), os países da União Europeia representam cerca de 84% dos fluxos de IDE, com destaque para os investimentos realizados por empresas de França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Portugal e Bélgica. Ainda, segundo a FIPA, em finais de 2008, existiam 2.966 empresas de capital totalmente estrangeiro ou misto que empregavam cerca de 303 142 trabalhadores.
Quanto ao sector do turismo, a Tunísia é o 34º destino turístico mundial (0,8% do total mundial de fluxos turísticos) e o 4º destino turístico africano, depois do Egipto, África do Sul e Marrocos (com uma quota de 15%). Em 2008, entraram na Tunísia cerca de 7 milhões de turistas que permitiram que as autoridades tunisinas arrecadassem 2,8 mil milhões de USD de receitas turísticas. Nesse ano, a Europa foi a zona geográfica responsável pela emissão do maior número de turistas para a Tunísia (58% do total em 2008), seguindo-se a região do Magreb (39%).
Ao nível das relações comerciais com Portugal, a Tunísia, foi, em 2009, o 28º cliente de Portugal (0,17% das exportações portuguesas) e o 75º fornecedor (0,04% das importações nacionais). Em 2009, as exportações nacionais atingiram 116,3 milhões de euros e as importações 19,1 milhões de euros,  e, nesse ano, a Tunísia foi, no contexto do Magrebe, o 3º cliente de Portugal, a seguir a Marrocos e à Argélia, e o 5º fornecedor, depois da Líbia, Argélia, Marrocos e Egipto.
Em termos de investimento directo português na Tunísia, e segundo dados do Banco de Portugal, o valor do investimento português neste país, e no período 2004 a 2008, alcançou um valor de 18, 7 milhões de euros. Em termos de stock de IDE, e de acordo com as autoridades tunisinas, Portugal ocupa a 4ª posição no ranking dos investidores no país. Existem cerca de 35 empresas tunisinas com capital português de diversos sectores de actividade, com destaque para as áreas das confecções, cimentos, energia, química e metalúrgica, e merecendo especial destaque os investimentos da cimenteiras nacionais Cimpor e Secil.
A Tunísia é também a actual sede do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que se mudou para Tunis (antes esta entidade multilateral de financiamento estava sediada em Abidjan, Costa do Marfim), devido ao clima de instabilidade politica e de guerra civil que atravessou (e ainda atravessa) a Costa de Marfim, depois do falecimento, em 1993, do Presidente Félix Houphouët-Boigny (a vida tem destas coisas....será que é desta que a sede do BAD vai para Maputo?).
Em função deste quadro macro-económico, urge uma rápida clarificação politica do país, sob pena da degradação da situação económica poder arrastar a Tunísia para uma situação de caos generalizado com graves implicações internas e regionais.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tunísia: chega ao fim a ditadura do Presidente Ben Ali

Fonte: Le Monde, Tunisie, par Plantu

Depois de 23 anos de ditadura, a esperança volta á Tunísia. A esperança de um pais livre e democrático, de um pais mais justo, mais inclusivo, mais tolerante e menos desigual.
O Presidente Zine El-Abidine Ben Ali até há dias uma referência  e um "grande amigo" na região do Magrebe para a União Europeia, tornou-se, subitamente, uma incomodo para estes mesmos países. As posições do governo francês, recusando a entrada  em França do Presidente deposto, e do governo italiano, não permitindo que um avião da presidência tunisina ficasse estacionado no aeroporto de Cagliari, são dois magníficos exemplos da "real politik" pura e dura. Até há dias, estes eram os dois governos europeus mais próximos e mais entusiastas da liderança tunisina, mas são também os países da União Europeia com mais interesses económicos e empresariais na Tunísia. Na hora de decidir de que lado ficar, optaram, obviamente, pelo lado dos "vencedores", pela protecção dos interesses nacionais e pela perspectiva de um bom relacionamento politico e institucional com a futura liderança tunisina. 
De um ponto de vista económico, urge que esta transição para a democracia - alguém já lhe chamou "revolução de veludo" ou "revolução de Abril" - seja "pacifica" e que seja rapidamente estabelecido o normal funcionamento do país e das suas instituições, sob pena de se verificar uma rápida degradação da sua situação económica. Convém não esquecermos que este é um país fortemente dependente das receitas do turismo (cerca de 12% do PIB e emprega cerca de 350 000 pessoas)  do investimento directo estrangeiro, dois sectores que convivem mal com instabilidade politica, insegurança ou perspectivas de uma maior "islamização" da sociedade tunisina. Por ora, tudo ainda está em aberto, e as próximas semanas vão ser decisivas para a clarificação politica da Tunísia.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Em Espanha continuam a criar-se "campeões globais": o caso do sector do comércio e distribuição


A Espanha tem hoje em áreas como a banca, construção civil, energia/infra-estruturas, vinhos, escolas de negócios, arquitectura, moda, gastronomia, mecenato cultural, advocacia ou no futebol, basquetebol, automobilismo, entre outros,  posições de liderança em termos mundiais, protagonizadas por empresas, instituições e personalidades espanholas. A estes sectores pode-se agora também juntar actividade do comércio e da distribuição, de acordo com o estudo "Global Powers of Retailing'2011", elaborado pela consultora Deloitte e pela revista Stores Magazine. Com efeito, e de acordo com este estudo, 4 empresas espanholas estão muito bem posicionadas no ranking das principais empresas mundiais deste sector:  Mercadona (39ª posição); El Corte Inglês (43º); Inditex (50ª) e Eroski (81ª). Afinal, quais as razões deste sucesso?