terça-feira, 6 de abril de 2010

Despesas militares: algumas estatisticas internacionais























Algumas informações sobre as despesas de alguns países na área da defesa que obtivemos via DataBlog/The Guardian.

IPAD - Apoios concedidos no 2º semestre de 2009

É hoje publicada em Diário da República uma informação sobre os beneficiários dos apoios concedidos, no 2º semestre de 2009, pelo IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Does your age determine your political beliefs?


Via Aidwatch.

Espanha e EUA (2)

A cidade de Madrid pretende ficar “más cerca (mais próxima) ” dos EUA, seguindo uma tendência geral de aproximação económica a este país por parte do governo central e de algumas comunidades autónomas espanholas.
Com o referido objectivo, o “alcalde” de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, apresentou este mês um plano de 77 medidas para incrementar as relações comerciais e turísticas com os EUA. Das iniciativas preconizadas no plano do “município” de Madrid, destacam-se as seguintes: aumentar a atractividade da cidade de modo a permitir a instalação de um maior número de empresas norte-americanass; facilitar a internacionalização das empresas madrilenas mais dinâmicas para o mercado norte-americano; criar novas ligações aéreas; desenvolver parcerias com cidades norte-americanas, à semelhança do que já efectuaram com a cidade de Nova York; promover novos segmentos turísticos; criar novos produtos de atracção turística direccionados para o referido país; aumentar os períodos de estadia e os gastos dos turistas; entre outros.
Refira-se que neste momento as empresas com capitais norte-americanos já representam cerca de 7% do PIB espanhol. Destas empresas, cerca de metade estão localizadas na cidade de Madrid, proporcionando perto de 90 000 postos de trabalho, sendo também Madrid o principal destino urbano para os turistas norte-americanos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Turquia e África

Depois dos BRIC (Brasil, Rússia, India e China) e das monarquias árabes do Golfo, chegou também agora a vez da Turquia anunciar que pretende reforçar a sua presença económica e empresarial em África (recorde-se que alguns países africamos fizeram em tempos parte do Império Otomano). Em finais do mês passado, o Presidente turco Abdullah Gul realizou um périplo por alguns países africanos, acompanhado por uma comitiva de cerca de 140 empresários, com o objectivo de promover os interesses económicos do seu país nesta região. Segundo este artigo da "The Economist", os empresários turcos ("the anatolian tigers") pretendem vender "...a range of finished goods, from washing powder to jeans. Turkish contractors are angling to build airports, housing and dams. Turkish Airlines now has regular flights to Addis Ababa, Dakar, Johannesburg, Lagos and Nairobi". O ponto de partida para esta nova ofensiva económica é bastante animador: as exportações turcas para África passaram de 1,5 mil milhões de USD, em 2001, para 10 mil milhões de USD, em 2009!

Leituras: "Da luta de classes"

Post de Pedro Adão e Silva no seu blogue "Léxico Familiar" sobre Gordon Brown, Primeiro-Ministro inglês e lider do partido trabalhista.

Leituras: "La lenta agonía de un organismo internacional "

Post de Bernardo de Miguel, correspondente em Bruxelas do jornal espanhol Cinco Dias, no seu blogue "La UE, del revés", sobre a UEO - União da Europa Ocidental, organismo internacional de que Portugal é membro, juntamente com a Bélgica, Luxemburgo, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Grécia e Espanha.

terça-feira, 30 de março de 2010

África: telecomunicações e "business process outsourcing" (actualização)

Este artigo da The Economist chama a atenção para a relação entre a modernização tecnológica na área das telecomunicações e o desenvolvimento do "business process outsourcing (BPO)" em África, e nomeadamente no Quénia. No caso particular deste país da Costa Oriental africana, os investimentos na área da fibra óptica vão permitir a amplicação da actual oferta de "call centres", a criação de cerca de 120 000 novos postos de trabalho até 2020, segundo estimativas do governo local, para além de trazerem outros efeitos indutores bastante positivos para o resto da economia. No contexto africano, merecem especial destaque os investimentos realizados nos últimos anos na área dos "call centres" em países como a África do Sul, Egipto, Ghana, Senegal, Tunisia e  Marrocos -  no caso destes três últimos países prestando serviços a empresas sediadas, principalmente, em França ("offshore outsourcing") - e até mesmo em Cabo Verde que é normalmente utilizado como plataforma de "outsourcing" para algumas firmas e entidades portuguesas. Veja  aqui o post sobre o estudo "Global Services Location Index 2009" da AT Kearney e aqui um trabalho recente realizado pela empresa de consultadoria alemã IT Consult Gmbh para o CDE - Centre for Development of Enterprise sobre  "The strategy for the offshoring of business processes (Business Process Offshoring) between European and African SMEs".

segunda-feira, 29 de março de 2010

Espanha e EUA (1)

Já antes havíamos aqui  e aqui feito referência ao interesse das empresas espanholas  e das suas élites económicas e empresariais  numa maior aproximação ao mercado dos EUA. Como corolário destes interesses e vontades, os EUA foram, entre Janeiro e Setembro 2009, o primeiro país de destino do investimento directo espanhol no exterior (IDEE), com os investimentos a alcançarem 4 231 milhões de euros e a representarem cerca de 47,8% do total do IDEE. Por outro lado, os EUA são o 2º maior investidor estrangeiro em Espanha, em termos de stock de IDE, com uma presença muito forte nos sectores de maior incorporação tecnológica.
Em termos de comércio externo, os EUA foram, em 2009,  o 6º mercado mundial para as exportações espanholas, e o 1º cliente fora da UE27, estando envolvidas nestas operações de exportação cerca de 14 000 empresas/ano.
Não temos dúvidas em afirmar que parte deste sucesso estará, com certeza, relacionado com o nivel de prioridade politica que o mercado dos EUA tem merecido por parte das autoridades espanholas e com apoio institucional que as empresas do país vizinho têm tido no mercado norte-americano, quer através da rede de "oficinas económicas y comerciales" de Espanha nos EUA (Chicago, Los Angeles, Miami, Nova York, Washington e San Juan de Puerto Rico), quer através dos programas de promoção "Plan Made In/By Spain" e "España, Technology for Life". Refira-se ainda que, por exemplo,  no "Plan Made In/By Spain", e segundo dados do ICEX -Instituto Espanhol de Comércio Externo, estiveram envolvidas, em 2009, cerca de 1 500 empresas espanholas que participaram, por sua vez, em 289 acções de promoção económica e comercial.

sábado, 27 de março de 2010

Mary J. Blige, U2 - One

Leituras: Estudo "O sector cultural e criativo em Portugal"

O Ministério da Cultura promoveu recentemente uma sessão pública para apresentação do estudo “O sector cultural e criativo em Portugal”.
Este trabalho foi realizado pela empresa Augusto Mateus & Associados, na sequência de uma encomenda do referido ministério, e pretendeu avaliar com profundidade a relevância económica do sector cultural e criativo em Portugal.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fundações "familiares": Fundação Francisco Manuel dos Santos (Portugal) e Fundação Rafael del Pino (Espanha)

A propósito da excelente iniciativa que constituiu o lançamento da PORDATA - Base de Dados de Portugal Contemporâneo realizada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, ligada à familia Soares dos Santos  (accionistas de referência do Grupo Jerónimo Martins), lembrei-me de uma outra fundação com características familiares existente em Espanha e que se destaca também pela qualidade das iniciativas que promove. Trata-se da Fundação Rafael del Pino, ligada à familia Del Pino, uma das maiores poderosas familias espanholas que controla, entre outras empresas, o grupo de construção civil e obras públicas Ferrovial. As principais áreas de actuação da Fundução Rafael Del Pino são a formação de dirigentes empresariais,  divulgação cientifica de trabalhos ligados às areas da economia, gestão, direito e e história, oferta de programas de bolsas de estudo e a promoção e defesa do património cultural espanhol.
Dentro destas actividades destaco a relevância dada por esta fundação à cooperação internacional com as melhores escolas de gestão do mundo, sobretudo norte-americanas, que tem permitido a dinamização regular de sessões, designadas por "Conferências Magistrales", sobre temas da actualidade económica e empresarial e dirigidas, sobretudo, a empresários e dirigentes das principais empresas espanholas. O programa de "Conferências Magistrales" foi inaugurado, no dia 18 de Maio de 2001, por Bill Clinton, Presidente dos EUA, e por lá já passaram vários Prémios Nobel da Economia, CEO's de vários multinacionais, destacados politicos e universitários, entre outras individualidades. Na última "Conferencia Magistrale", realizada no dia 23 de Março, participou Richard M. Locke, Vice-Dean do MIT Sloan School of Business. Durante o periodo em que vivi em Madrid tive oportunidade de assistir a algumas destas sessões, graças à atenção do Vicente José Montes Gan, e este é  o tipo de eventos que contribuem para que Madrid seja hoje uma capital moderna, dinâmica e internacional. 


quinta-feira, 25 de março de 2010

As oportunidades decorrentes do acordo comercial UE-Coreia do Sul

Como já aqui fizemos referência, a União Europeia celebrou um acordo de comércio livre ("free-trade agreement") com a Coreia do Sul com vista a facilitar as trocas comerciais entre os países da UE27 e este mercado emergente  de 50 milhões de habitantes e que é, actualmente, a 4ª economia asiática e a 13ª economia mundial. Atentos às oportunidades criadas com este acordo, que permitirá a eliminação de cerca de 97% do total de tarifas aduaneiras para as empresas da UE e uma poupança anual de 1,6 mil milhões de euros em taxas e direitos aduaneiros, o governo do Reino Unido, através da UK Trade & Investment, realizou um estudo do mercado coreano e concluiu que este "free-trade agreement" permitirá gerar cerca de 500 milhões £ de novos negócios para as empresas britânicas.

Finlândia define programa de promoção internacional para as industrias criativas

A FINPRO é a agência finlandesa de promoção das exportações e da internacionalização que foi  considerada, em 2006,  pelo International Trade Centre como "The Best of the Best TPO (Trade Promotion Organization)" e "The Best TPO From a Developed Country". No inicio deste ano, a FINPRO lançou um ambicioso programa de apoio á internacionalização das industrias criativas, pois consideram que " the creative economy has a significant role in raising Finland's national competitiveness".

terça-feira, 23 de março de 2010

Espanha: nova lei define prazos para pagamentos a fornecedores entre 30 e 60 dias até 2013

O Congresso dos Deputados de Espanha aprovou hoje a chamada "Ley de Morosidad" que vem fixar prazos máximos de  60 días para os pagamentos das empresas privadas  aos seus fornecedores e de 30 dias para o caso dos pagamentos a serem efectuados pelos organismos públicos, estabelecendo um periodo transitório, em ambos os casos, que se prolongará até 2013. Até agora, e segundo a "Plataforma Multisectorial contra la Morosidad", entidade que reúne diversas associações empresariais espanholas, o prazo médio de pagamentos entre empresas é de 98 dias e de 139 dias para o caso das operações envolvendo instituições públicas. Segundo a "Plataforma", "...la aprobación de la reforma es un hito histórico y representa una de las decisiones más importantes tomadas por el Congreso en los últimos años", que vem permitir uma poupança de cerca de 10 000 milhões de euros para as empresas espanholas.

Governo norte-americano lança "National Export Initiative"

A administração Obama lançou no passado dia 11 de Março uma medida considerada histórica designada por "National Export Initiative" que tem por objectivo a duplicação das exportações norte-americanas nos próximos 5 anos e a consequente criação de 2 milhões de novos empregos. No âmbito desta medida foi criado um "Export Promotion Cabinet", na dependência directa do Presidente Barack Obama e composto, entre outros,  por 5 membros da sua administração ("Secretary of State", "Secretary of the Treasury", Secretary of Agriculture", "Secretary of Commerce" e "Secretary of Labor"), que vai ter  responsabilidades de execução e de acompamento das seguintes principais iniciativas:

" (a) Exports by Small and Medium-Sized Enterprises (SMEs). Members of the Export Promotion Cabinet shall develop programs, in consultation with the TPCC, designed to enhance export assistance to SMEs, including programs that improve information and other technical assistance to first-time exporters and assist current exporters in identifying new export opportunities in international markets.

(b) Federal Export Assistance. Members of the Export Promotion Cabinet, in consultation with the TPCC, shall promote Federal resources currently available to assist exports by U.S. companies.

(c) Trade Missions. The Secretary of Commerce, in consultation with the TPCC and, to the extent possible, with State and local government officials and the private sector, shall ensure that U.S. Government-led trade missions effectively promote exports by U.S. companies.

(d) Commercial Advocacy. Members of the Export Promotion Cabinet, in consultation with other departments and agencies and in coordination with the Advocacy Center at the Department of Commerce, shall take steps to ensure that the Federal Government's commercial advocacy effectively promotes exports by U.S. companies.

(e) Increasing Export Credit. The President of the Export-Import Bank, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall take steps to increase the availability of credit to SMEs.

(f) Macroeconomic Rebalancing. The Secretary of the Treasury, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall promote balanced and strong growth in the global economy through the G20 Financial Ministers' process or other appropriate mechanisms.

(g) Reducing Barriers to Trade. The United States Trade Representative, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall take steps to improve market access overseas for our manufacturers, farmers, and service providers by actively opening new markets, reducing significant trade barriers, and robustly enforcing our trade agreements.

(h) Export Promotion of Services. Members of the Export Promotion Cabinet shall develop a framework for promoting services trade, including the necessary policy and export promotion tools."

Como nota final sobre esta medida de apoio à internacionalização das empresas norte-americanas, e nomeadamente de promoção das exportações, não podemos deixar de salientar a preponderância que é dada às pequenas e médias empresas, quer através da criação de programas de apoio informativo e de assistência técnica aos "first-time exporters", quer do reforço do acompanhamento aos exportadores actuais na procura de oportunidades em mercados internacionais.


Fundos Soberanos: a Intervenção do Fundo da Noruega em Espanha

Já antes aqui e aqui havíamos chamado a atenção para a importância da intervenção dos fundos soberanos na economia internacional. Ontem, o El País destaca, num artigo já mencionado no Notas Verbais, a intervenção em Espanha do Fundo da Noruega, o segundo maior fundo soberano do mundo, apenas superado pelo Fundo do Abu Dhabi.
O Fundo da Noruega tem um património de 328 000 milhões de euros, equivalentes a um terço do PIB espanhol, e já investiu em Espanha cerca de 18 204 milhões de euros, dos quais 6 676 milhões de euros em empresas cotadas na Bolsa de Madrid e o restante valor em títulos emitidos por empresas e organismos públicos. Entre as empresas espanholas  participadas pelo Fundo da Noruega, num universo de 77 firmas ou grupos empresariais presentes na Bolsa de Madrid,  contam-se o Banco Santander (1,62% do capital), Telefónica (1,7%), BBVA (1,59%), Iberdrola (1,54%), Repsol (1,47%) e a Inditex (0,78%). Porém, em nenhum caso a participação deste Fundo supera os 3% do capital das empresas, o que obrigaria a uma comunicação formal à entidade de supervisão da bolsa, pelo que a presença accionista desta entidade tem sido bastante discreta e "silenciosa".

segunda-feira, 22 de março de 2010

IKEA no metropolitano de Paris

Veja aqui a singular campanha de marketing que o IKEA está a realizar em Paris, usando quatro estações do metropolitano desta cidade francesa (via Freshome).