segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

The FP Top 100 Global Thinkers

A revista norte-americana "Foreign Police" acaba de anunciar o ranking "Top 100 Global Thinkers". O ranking deste ano é liderado por Ben Bernanke, Chairman da Federal Reserve (EUA), seguido de Barack Obama, Presidente dos EUA, e de Zahra Rahnavard, activista iraniana que esteve envolvida na chamada "Revolução Verde" e mulher do lider oposicionista Mir Hossein Mousavi. Fernando Henrique Cardoso, ex-Presidente do Brasil, é o único líder lusófono que surge neste trabalho da "Foreign Police", ocupando a 11ª posição. Veja aqui a lista completa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BAI eleito banco do ano em Angola

O BAI-Banco Africano de Investimentos foi eleito "Banco do Ano" em Angola pela revista internacional "The Banker" (Grupo Financial Times), devido ao crescimento que registou em 2009. Para além disso, o BAI é o único banco de capitais angolanos a constar no Top 20 dos bancos africanos por activos líquidos da mesma publicação.
O BAI foi a primeira instituição bancária de capitais angolanos a instalar-se em Portugal, no início da década de 90, através da criação do Banco BAI Europa que possui actualmente operações em Lisboa (sede) e no Porto.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Portugal e o CDE - Centre for Development of Entreprise

Conforme se pode constatar da leitura do site do CDE-Centre for Development of Entreprise estão abertos os concursos para o preenchimento dos lugares de Director e de Director-Adjunto desta organização, devendo o primeiro posto ser ocupado por um cidadão da UE e o segundo por um cidadão de um país ACP-África, Caraíbas e Pacífico. O CDE, sedeado em Bruxelas, é uma organização conjunta da União Europeia e dos Países ACP, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e que tem por objectivo o desenvolvimento das empresas privadas dos países ACP tendo sucedido ao CDI-Centro para o Desenvolvimento Industrial. Os postos de Director-Adjunto e de Director destas organizações já foram ocupados, durante vários anos (em meados da década de 90 e primeiros anos da actual década), por um português, Fernando Matos Rosa. Nesse período, e devido fundamentalmente ao grande dinamismo da então responsável pela "antena" em Portugal do CDI/CDE, Cristina Valente de Almeida, as empresas portuguesas, sobretudo PME's, chegaram a liderar o ranking do número de projectos aprovados por país no âmbito desta entidade. A situação, entretanto, alterou-se profundamente. Para além disso, não existe também nenhum quadro português em lugar de destaque na estrutura desta organização. Por isso, o concurso agora aberto para o lugar de Director do CDE e a forma como Portugal está representado neste organismo deveriam merecer uma atenção especial por parte das entidades portuguesas competentes.

Leituras: "Partnership Nº 105 - CDE"

O CDE-Centre for Development of Entreprise acaba de publicar a edição de Novembro'2009 da sua newsletter "Partnership", sem referências a actividades desenvolvidas por esta organização nos PALOP e/ou que tenham tido o envolvimento das suas parceiros portugueses.

Portugal e a América Latina


Francisco Seixas da Costa, actual Embaixador de Portugal em Paris, no seu blogue Duas ou Três Coisas faz uma excelente análise do relacionamento politico de Portugal e de Espanha com os países da América Latina, a propósito da última Cimeira Ibero-Americana realizada em Lisboa. Atrevia-me a acrescentar à referida análise uma chamada de atenção para a necessidade de nos empenharmos mais no desenvolvimento da dimensão económica e empresarial desta comunidade de países ibero-americanos. Este alerta é particularmente válido para o caso de Portugal.

No âmbito da estratégia de internacionalização da economia portuguesa, o Brasil e, num segundo nível de prioridade, o México, Chile, Argentina e a Venezuela, deverão constituir países de aposta de uma renovada abordagem da América Latina por parte das empresas portuguesas.

Pela importância económica e estratégica do Brasil no contexto mundial, pensamos que está na hora das empresas portuguesas iniciarem ou reforçarem a intervenção neste importante mercado com novas estratégias, novos recursos, novos protagonistas e também com as lições e experiências retiradas do último grande "impulso" de internacionalização para este país, realizado durante os governos de António Guterres. Este novo ciclo de internacionalização para deverá ser equacionado, quanto antes, pois apesar do sucesso de alguns investimentos portugueses no Brasil, das experiências bem sucedidas de intervenção conjunta de empresas portuguesas e brasileiras em terceiros mercados e da forte componente institucional e "sentimental" que caracteriza o relacionamento entre os dois países, Portugal continua a ser um parceiro comercial pouco relevante do Brasil. De acordo com os dados da Eurostat para o 1º semestre de 2009, Portugal foi, entre os países da UE27, o 13º fornecedor do Brasil (com exportações no valor de 102 milhões de euros), sendo ultrapassado por países como a Irlanda (103 milhões de euros), Dinamarca (133 milhões de euros), Suécia (274 milhões de euros), Áustria (283 milhões de euros) e Finlândia (296 milhões de euros).
Há, por isso, muito para fazer!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Leituras: "Anti-corruption policies and measures of the Fortune Global 500"

Um relatório da UNODC (United Nations Office on Drugs and Crime) e da PricewaterhouseCoopers analisa algumas das medidas que as empresas que integram o ranking "Fortune 500 Global Index (2008)" estão a implementar para combater a corrupção.

domingo, 29 de novembro de 2009

Os franceses e a politica de ajuda ao desenvolvimento

Uma sondagem da Agence Française de Développement (AFD)/IFO revela que, apesar da crise, os franceses apoiam a ajuda pública ao desenvolvimento realizada pelo seu país, mas desejam conhecer melhor os resultados alcançados.
E no de caso de Portugal, qual será a a opinião dos portugueses sobre a ajuda pública ao desenvolvimento (APD)? Têm os portugueses um conhecimento mínimo dos valores envolvidos, projectos financiados, principais países destino e resultados alcançados pela APD portuguesa? E quais são e como é que actuam os vários agentes públicos e privados envolvidos na politica de cooperação portuguesa? Que recursos dispõe a cooperação oficial portuguesa nos principais países destino da sua ajuda pública ao desenvolvimento? Será que tem havido suficiente debate em Portugal sobre este assunto? Aqui ficam para reflexão algumas questões sobre este tema.

Modelo de desenvolvimento económico finlandês em crise?

O modelo de inovação e de desenvolvimento económico finlandês tem diversos problemas, é "complicado" e necessita urgentemente de ser revisto. Esta é a opinião de diversos especialistas e que é corroborada num estudo encomendado pelo governo finlandês e designado "Evaluation of the Finnish National Innovation System". Depois dos problemas que a Nokia enfrenta seguem-se agora as dificuldades daquele que era considerado o modelo de inovação referência em termos internacionais. Não estarão estas duas situações, ainda que indirectamente, relacionadas?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Leituras: "Mass Resignations at China's Top Magazine"

Artigo de Bob Dowling da revista "BusinesseWeek" sobre a demissão de Wang Boming, jornalista diplomada na Universidade de Columbia (USA) e responsável da revista chinesa "Caijing". O significado desta demissão, e as suas consequências politicas, tem sido abordado nos últimos dias pelos principais orgãos de comunicação social internacionais.

Leituras: "Começar de novo"

Artigo de opinião de Paulo Pedroso no jornal "Público" sobre o actual momento político.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Leituras: "American Economic Relations with Asia"

Num momento em que a administração norte-americana de Barack Obama aposta seriamente no desenvolvimento das relações económicas com a Ásia, Marcus Nolan do "think tank" Peterson Institute for International Economics (USA), publica um interessante trabalho sobre este tema.

Blogue Notas Verbais - Agradecimento

Agradeço a simpática referência feita aqui por um dos mais interessantes, atentos e acutilantes espaços da blogosfera. São estas mensagens que alimentam a vontade de ir andando e prosseguindo o nosso caminho.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Comércio externo UE27-Rússia: Portugal com uma posição marginal

No passado dia 18 de Novembro, teve lugar em Estocolmo, Suécia, a 24ª Cimeira da União Europeia com a Rússia.

A propósito deste evento o Eurostat publicou um conjunto de estatísticas sobre o comércio externo UE27-Rússia. Destes dados, há a reter as seguintes principais conclusões:

a) A Rússia perde importância enquanto parceiro comercial da UE27 - No primeiro semestre de 2009, e em comparação com o período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 decresceram de 51 mil milhões de euros para 31 mil milhões de euros. A mesma tendência observou-se ao nível das importações da UE27 que passaram de 91 mil milhões de euros para 52 mil milhões de euros, no mesmo período.

b) Na UE27 a Alemanha é o principal parceiro comercial da Rússia - A Alemanha é o principal exportador (cerca de 9,6 mil milhões de euros que representaram 31% do total das exportações) e o maior importador da Rússia (10, 4 mil milhões de euros e 20% das importações totais). Depois da Alemanha, e como fornecedores do mercado russo, surgem a Itália (3,1 mil milhões de euros e 10% do total), França (2,3 mil milhões de euros e 8% do total), Holanda (2,1 mil milhões de euros e 7% do total) e Finlândia (2 mil milhões de euros e 6% do total).

c) Portugal tem uma posição pouco relevante enquanto fornecedor do mercado russo - No período em análise, 1º semestre de 2009, Portugal foi (apenas) o 24º fornecedor da Rússia no quadro da UE27 (49 milhões de euros de exportações), seguido do Luxemburgo (46 milhões de euros), Chipre (11 milhões de euros) e Malta (as exportações não chegaram a 1 milhão de euros). Refira-se ainda a posição e o valor das vendas dos seguintes países: Áustria, 1 088 milhões de euros; Hungria, 960 milhões de euros; Espanha, 676 milhões de euros; Dinamarca, 463 milhões de euros; Irlanda, 97 milhões de euros; Grécia, 97 milhões de euros.
Como se constata, e no caso da posição portuguesa, existe uma grande margem de crescimento e um longo caminho (ainda) a percorrer pelas empresas nacionais no "difícil" mercado russo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Negócios com Timor Leste (3)

Já antes havíamos referido aqui e aqui sobre a necessidade de reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono.
De acordo com dados do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Timor Leste recebeu, entre 2005 e 2008, cerca de 121, 5 milhões de euros de ajuda pública ao desenvolvimento portuguesa, tendo sido em 2008, e depois de Cabo Verde, o país lusófono que mais beneficiou da ajuda bilateral nacional (27, 3 milhões de euros que representaram 10,4% do total).
Por isso, assumem particular significado os anúncios recentes referentes à intenção da Caixa Geral de Depósitos em criar um banco de direito timorense e ao arranque de um projecto imobiliário em Dili, no valor de 27 milhões de euros, por parte da "holding" Estia, ligada aos Irmãos Martins (Martifer) e ao Finibanco.
Parece-nos que estamos no bom caminho, mas haverá, com certeza, muitas oportunidades ainda por explorar!
Entretanto, deixamos também aqui o link para o site institucional da Embaixada de Portugal em Timor Leste.

sábado, 21 de novembro de 2009

Martifer, Euro'2012 e diplomacia comercial


A Martifer anunciou esta semana que a sua sucursal polaca, a Martifer Polska, ganhou o concurso para o fabrico e montagem da estrutura metálica do Baltic Arena, em Gdansk, um dos estádios que vai acolher alguns dos jogos do Fase Final do Campeonato Europeu de Futebol de 2012 (Euro'2012) que irá ser co-organizado pela Polónia e Ucrânia. Uma empreitada que vai envolver cerca de 6 440 toneladas de estrutura metálica e vai custar 10,4 milhões de euros.
É uma obra importante e com um grande valor simbólico, pois comprova a competitividade e a capacidade de uma empresa portuguesa, neste caso a Martifer, num mercados europeus mais dinâmicos e concorrenciais. Estão, por isso, de parabéns os quadros portuguesas e polacos da Martifer Polska, empresa localizada na cidade de Gliwice (Silésia, sul da Polónia) e que tive oportunidade de visitar várias vezes no período em que desempenhei funções de Director da AICEP e de Conselheiro Económico na Embaixada de Portugal na Polónia (2003-2007).

Para mim, esta noticia tem também para um significado especial, pois sempre acreditei que seria possível o envolvimento das empresas portuguesas na construção e reabilitação dos estádios polacos e ucranianos do Euro'2012. No período em que estive colocado em Varsóvia, e com o apoio e intervenção directa dos Embaixadores de Portugal na Polónia - primeiro Margarida Figueiredo e depois José Sequeira e Serpa -, com quem tive o grande prazer de trabalhar, acompanhámos com muita atenção e dedicação o chamado dossier "Euro 2012". No âmbito deste dossier, realizámos reuniões de trabalho com várias empresas nacionais - sobretudo das áreas da construção civil, arquitectura, imobiliário, metalomecânica, banca e consultadoria de engenharia; informámos estas sobre as características dos concursos de construção/realibilitação dos estádios e acerca dos principais "players" envolvidos; agendámos encontros com várias entidades e empresas locais; convidámos, em colaboração com algumas firmas portuguesas, decisores e jornalistas polacos para visitarem os estádios portuguesas do Euro 2004; e efectuámos todas as "diligências" possíveis por estas empresas, no âmbito da chamada "diplomacia económica".

Com esta noticia sobre a Martifer constata-se também o indiscutivel sucesso da grande maioria dos investimentos portugueses no mercado polaco que constitui hoje, sem dúvida, um mercado incontornável nas estratégias de internacionalização destas empresas e, acrescentaríamos, de todas as outras que tenham planos sérios e consistentes de abordagem de mercados externos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009