quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Leituras: "Escolher e decidir"

Artigo de opinião de António Gomes Mota, Presidente da ISCTE Business School, publicado hoje no Diário Económico sobre a problemática da internacionalização das empresas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MBA's chegam a Cuba

Depois de há cerca de 2 semanas a universidade argentina Aden Business School ter chegado a acordo com o governo cubano para a criação do primeiro MBA em Cuba, chegou agora a vez do escola de negócios espanhola Esade avançar também para a constituição de um centro de ensino para alta direcção na ilha de Fidel Castro. Segundo a imprensa espanhola, este projecto vai ter o apoio financeiro da União Europeia e surge no âmbito da European Foundation for Management Development (EFMD), rede internacional de escolas de negócios.
Como se constata, a internacionalização dos estabelecimentos de ensino superior é um assunto que está na agenda internacional, depois das iniciativas percursoras das principais escolas de negócios americanas e europeias (Insead, Iese, Esade, Hec, entre outras) que têm hoje uma presença, fundamentalmente, nos principais mercados emergentes. As universidades portuguesas devem estar atentas e acompanhar esta tendência de criação local de estruturas de formação e/ou de captação de estudantes, sobretudo nos países mais próximos em termos culturais e históricos e/ou naqueles onde já exista alguma massa critica de tecido empresarial com ligações a Portugal (casos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Timor-Leste, mas também de Macau, Polónia, Roménia, Marrocos, entre outros).

Doing Business in the Arab World'2010

O Banco Mundial acaba de publicar o relatório "Doing Business in the Arab World'2010" que faz uma análise do quadro regulamentar na área dos negócios em 20 países árabes do Médio Oriente, Norte de África e África Subsaariana. Em 2008/2009, os Emirados Árabes Unidos e o Egipto estiveram entre os "top 10 global reformers".

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

China: actor global

Esta semana decorreu, em Lisboa, a edição de 2009 do “Global China Business Meeting” que reuniu um conjunto muito vasto de líderes económicos e empresariais chineses e seus contrapartes internacionais, oriundos principalmente da Europa e África. Esta iniciativa organizada pela empresa de consultadoria Horasis contou com o apoio do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, através da AICEP e do Turismo de Portugal e também da Caixa Geral de Depósitos. Os assuntos debatidos neste encontro foram muito actuais e relevantes, e à margem desta iniciativa o Banco Espirito Santo anunciou que irá alargar a sua actividade a Hong Kong, o Banco Comercial Português solicitou autorização para criar uma sucursal (“on shore”) em Macau e o BANIF acabou de ter "luz verde" para a abertura de um escritório de representação em Hong Kong.

Nesta mesma semana, um fundo soberano chinês – o China Investment Corporation - comprou 15% da empresa de energia norte-americana AES Corporation por 1 580 milhões de USD e realizou-se, durante dois dias,, em Sharm El-Sheik (Egipto), o Fórum de Cooperação China-África com a presença do Primeiro-Ministro chinês, Wen Jiabao, e de representantes de 50 países. Nesta ocasião, o governo de Pequim anunciou o lançamento de um dispositivo de linhas de crédito concessionais, no valor de 10 mil milhões de USD, para o Continente Africano e para os próximos 3 anos (recorde-se que a China é o segundo parceiro comercial de África, depois dos EUA, e que os investimentos chineses em África passaram de 327 milhões de euros, em 2003, para 5,2 mil milhões de euros, em 2008).
Hoje, a China é, de facto, um actor global que devemos seguir e acompanhar com muita atenção.
Em Portugal, e à semelhança do que se verifica em outros países europeus, começam a surgir ao nível do sector privado um conjunto de entidades e empresas com “know-how” e capacidade de aconselhamento sobre as melhores formas de abordagem do mercado chinês e que podem complementar e auxiliar as actividades desenvolvidas pelas instituições públicas. Merecem especial referência, entre outros, os trabalhos dos Profs. Nelson António (ISCTE), Virgínia Trigo (ISCTE) e Fernanda Ilhéu (ISEG) – que acabou de criar o projecto ChinaLogus -, da Câmara de Comércio e Industria Luso-Chinesa, e também as iniciativas protagonizadas por empresas de consultadoria como a Market Acess e Edeluc.

Leituras: "2009 Best Young Entrepreneurs/Business Week"

Veja aqui o ranking da revista "Business Week" sobre os casos mais promissores de empreendorismo, no ano de 2009, nos EUA.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Fall of the Berlin Hall: A Victory for Europe"

Hoje comemoram-se os 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Um dia histórico, memorável e feliz para a grande maioria dos europeus, sobretudo para os povos da Europa Central e Oriental, e um dos momentos políticos mais marcantes e impressionantes que até agora tive oportunidade de assistir. Foram muitos os que contribuíram para este acto cheio de simbolismo politico. Todavia, não poderemos esquecer os papéis determinantes do Papa João Paulo II, de M. Gorbatchev, de Ronald Reagan, de Helmut Kohl, de Lech Walesa e do sindicato polaco Solidariedade e de todos os anónimos que durante mais de 40 anos, e com enormes sacrificios pessoais, lutaram contra a ocupação soviética dos seus próprios países.
Sobre a dimensão económica e politica deste acontecimento, Gabriele Suder, professora de International Business na Ceram Business School, escreve um artigo muito interessante na revista Business Week.

Espanha aposta forte no mercado indiano

Espanha está a fazer uma forte aposta no apoio à internacionalização das suas empresas para o mercado indiano. Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, uma missão empresarial composta por 65 empresas espanholas, e liderada pelo Príncipe das Astúrias e pela Secretária de Estado do Comércio, Silvia Iranzo, vai deslocar-se a Bombaim para participar num encontro empresarial hispano-indiano que tem por objectivo a identificação de oportunidades de cooperação empresarial e de investimento. Esta é a segunda grande iniciativa realizada pelas autoridades espanholas nos últimos 2 anos na Índia, depois do Forum de Investimentos e Cooperação Empresarial, realizado em Nova Deli, em Dezembro de 2008.
Para além das referidas iniciativas, e devido ao potencial e às oportunidades existentes no mercado da Índia, o ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo tem um programa especifico de promoção da imagem e dos bens e serviços espanhóis designado por "Plan Integral de Desarollo de Mercados de la India".

domingo, 8 de novembro de 2009

Luis Reto novo reitor do ISCTE-IUL


Luís Reto, é o novo e o primeiro reitor do ISCTE-IUL, depois da passagem desta instituição universitária a fundação, tendo sido eleito com 21 votos a favor e 9 votos contra pelo Conselho Geral do ISCTE-IUL. Uma boa escolha de alguém que tem pela frente um conjunto de desafios muito importantes e que passam fundamentalmente pela consolidação do "projecto ISCTE" e pela sua internacionalização para outros países.

Para os nossos leitores, informo que o ISCTE é a "minha escola". Foi no ISCTE que me licenciei em Sociologia e é no ISCTE que me encontro a fazer actualmente o meu doutoramento em gestão, estratégia e desenvolvimento empresarial. Enquanto aluno da licenciatura em Sociologia, fui dirigente da associação de estudantes - e também membro da direcção da Associação Académica de Lisboa, organismo de cúpula das associações de estudantes da academia de Lisboa, numa lista encabeçada por Paulo Campos, actual Secretário de Estado das Obras Públicas -, membro da Assembleia de Representantes, na altura excelentemente liderada por Eduardo Ferro Rodrigues, e vogal do Conselho Directivo do ISCTE (representante dos alunos), nesse período presidido por José Manuel Prostes da Fonseca, alguém a quem esta instituição muito deve.

De regresso ao ISCTE, constatei, com grande satisfação, o enorme dinamismo e abertura da escola, a qualidade e profissionalismo do seu corpo docente, o posicionamento e a multiplicidade de contactos internacionais da instituição, a modernidade das instalações e dos serviços prestados aos alunos e até a "internacionalização" do seu corpo discente. Os desafios do próximo mandato de Luis Reto são, por isso, bastante grandes e estimulantes!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cimeira UE-Índia

Jagdish Bhagwati, um reputado economista indiano e professor na Columbia University de Nova York, referia recentemente, a propósito da economia indiana, que esta se encontrava "... at a crossroads" e adiantava ainda que "... India is moving from the completion of conventional economic reforms, such as removing industrial licensing requirements, to what he calls second-generation reforms in areas like health care and education”.

É portanto neste contexto de profunda transformação económica e social que se vai realizar amanhã, em Nova Delhi, a "10th European Union Summit". Por ocasião desta iniciativa, o Eurostat, serviço de estatísticas da União Europeia, decidiu publicar uma excelente análise do relacionamento económico dos países da UE27 com a Índia, um dos países do designado grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Deste trabalho, há a reter um conjunto de dados bastante interessantes:

1. Entre 2000 e 2008, o comércio externo da UE27 com a Índia mais que duplicou em valor: as exportações da UE27 passaram de 13,7 mil milhões de euros para 31,6 mil milhões de euros, enquanto as importações aumentaram de 12,8 mil milhões de euros para 29,5 mil milhões de euros.

2. No primeiro semestre de 2009, e em relação ao período homólogo do ano anterior, as exportações da UE27 para a Índia baixaram de 15,7 mil milhões de euros para 12,7 mil milhões de euros, o mesmo se tendo verificado com as importações que diminuiram de 14,9 mil milhões de euros para 12,9 mil milhões de euros. Isto significa que a balança comercial da UE27 com a Índia passou de excedentária em 0,8 mil milhões de euros, na primeira metade de 2008, para deficitária em 0,2 mil milhões de euros, no mesmo periodo de 2009.

3. Entre os países da UE27, a Alemanha é de longe o principal exportador para a Índia (26% do total das exportações da UE), seguida do Reino Unido (16%), Bélgica (16%), França (11%) e Itália (10%).

4. A posição de Portugal enquanto exportador para a Índia é muito modesta. As exportações nacionais para a Índia, em 2008, foram inferiores às vendas de alguns dos membros da mais recentes da União Europeia, como a Hungria, Rep. Checa, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Roménia e Bulgária.

5. Já quanto às exportações de serviços, em 2008, a UE27 vendeu serviços no valor de 9 mil milhões de euros, enquanto as importações de serviços indianos alcançaram 7,4 mil milhões de euros, existindo, por isso, um saldo favorável à UE27 de 1,5 mil milhões de euros.

6. Ao nível do investimento directo estrangeiro da UE27 na Índia este atingiu, em 2006, cerca de 2,5 mil milhões de euros, em 2007, foi de 5,4 mil milhões de euros e, em 2008, baixou para 0,8 mil milhões de euros. Já quanto ao investimento directo indiano na UE27 não teve grande expressão em 2006 (0,5 mil milhões de euros) e em 2007 (0,9 mil milhões de euros em 2007), mas, em 2008, atingiu um valor muito significativo (2,4 mil milhões de euros).

Em síntese, nesta grande economia emergente da Ásia, existe uma ampla margem para o reforço do relacionamento económico com os países da UE27. E, por sua vez, Portugal não pode perder as oportunidades de negócios, ao nível das exportações de mercadorias e de serviços e da captação de investimento estrangeiro, decorrentes deste período de transformação e expansão da economia indiana.

Leituras: "Doing Business Portugal'2010"

Já está disponivel o relatório "Doing Business Portugal'2010" que faz uma avaliação do quadro regulamentar em que se desenvolve a actividade empresarial em Portugal e a sua comparação internacional com 183 países.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Junta da Andaluzia entra no capital social de empresa tecnológica espanhola

O governo da comunidade autónoma espanhola da Andaluzia (Junta da Andaluzia), através da Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia, investiu cerca de 2 milhões de euros no capital social da empresa tecnológica Avánzit.

Segundo o jornal espanhol "Expansion", a entrada da Junta da Andaluzia no capital social desta empresa foi justificada, entre outros factores, pela mudança de sede social da Avánzit da Comunidade de Madrid para a Comunidade da Andaluzia. Para além disto, outras filiais da Avànzit, como a Navento ou a Elfer, poderão também deslocalizarem-se para a Andaluzia, estando prevista a criação progressiva de cerca de 500 novos postos de trabalho a par de um maior envolvimento financeiro, que pode chegar até aos 6 milhões de euros, das referidas autoridades regionais.

Depois de Madrid e de Barcelona (Catalunha), a Andaluzia é a 3ª Comunidade espanhola com maior número de empresas do sector das tecnologias de informação e da comunicação (cerca de 1 350 empresas) e a Avánzit passa, assim, a ser a 3ª empresa andaluz a estar cotada na Bolsa de Madrid, juntamente com a Abengoa e a Inmobiliaria del Sur.

Este é apenas mais um exemplo da crescente concorrência entre Comunidades Autónomas espanholas na captação de investimento nacional e estrangeiro e na criação de condições para a alavancagem de empresas e de sectores de actividade com relevância regional. Este é um campo, ou se quiserem é um “jogo”, em que Portugal, uma das regiões da Península Ibérica, deverá estar particularmente atento, face à competitividade, ao dinamismo e aos recursos financeiros existentes em algumas Comunidades espanholas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leituras: "EBRD - Transition Report'2009"

O BERD - Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento lançou hoje o "Transition Report'2009" que faz uma análise da evolução económica e social dos países abrangidos pela actividade do BERD. Um documento de leitura obrigatório para quem acompanha o processo de transição para economias de mercado de um conjunto variado de países da Europa Central, Oriental e Ásia.

sábado, 31 de outubro de 2009

Governo fica completo com tomada de posse dos Secretários de Estado

Tomaram hoje posse os 37 Secretários de Estado do XVIII Governo Constitucional. Parabéns para os nomeados e votos dos maiores sucessos!

Polónia consegue cargo de Director-geral na Comissão Europeia

O 12 países dos últimos 2 alargamentos da União Europeia conseguiram, finalmente, um lugar de topo (Director-geral) na Comissão Europeia. Este cargo, o de Director-Geral de Educação e Cultura, vai ser ocupado pelo polaco Jan Truszczynski. A diplomacia polaca está de parabéns!

Portugal Exportador'2009

No passado dia 29 de Outubro, decorreu, em Lisboa, a 4ª ediçaõ do "Portugal Exportador", iniciativa organizada pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), Banco Espirito Santo (BES) e AICEP Portugal Global e dirigida às empresas portuguesas interessadas na abordagem dos mercados externos. Veja aqui as principais problemáticas e temas que foram tratados neste evento.

Associação Comercial de Lisboa aposta na internacionalização

A Associação Comercial de Lisboa, liderada por Bruno Bobone, têm vindo a prestar especial atenção ao apoio à internacionalização das empresas suas associadas. Depois de, a 09 de Março de 2009, ter celebrado um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa e a AICEP que visava a promoção e a captação de investimento estrangeiro estruturante para Lisboa, a ACIL assinou, na passada na Quinta-feira, um novo protocolo de colaboração no domínio da internacionalização com a Confederação Internacional dos Empresários Portugueses (CIEP). Através deste, a ACIL poderá a partir de agora passar a prestar serviços de consultadoria na área da internacionalização às empresas nacionais, aproveitando a rede de 29 câmaras de comércio existentes em 15 países com quem o CIEP mantém relações de cooperação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

ISCTE cria primeiro laboratório de marketing em Portugal

O ISCTE Business School, através do GIEM - Centro de Investigação e Formação em Marketing, um conjunto de 21 empresas com negócios em Portugal e um grupo de reconhecidos marketeers, entre os quais se contam o Professor Luiz Moutinho, professor catedrático de Marketing na Universidade de Glasgow, acabam de criar o primeiro laboratório português de análise e de investigação aplicada de tendências internacionais de marketing.
Designado por Marketing FutureCast Lab, esta entidade pretende constituir-se como um foco de produção e antecipação de novos cenários e tendências na área do marketing com potencial impacto no contexto empresarial.
Mais uma iniciativa inovadora do ISCTE Business School que vem consolidar a posição destacada desta escola de gestão no contexto universitário português.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Portugueses são dos que mais acreditam na ajuda ao desenvolvimento. E depois?

Os portugueses são dos europeus que mais acreditam na ajuda ao desenvolvimento, com 93% a considerarem-na importante ou muito importante, indica o EuroBarómetro da Comissão Europeia.
A percentagem mais elevada da União Europeia é partilhada com cinco outros países - Suécia, Espanha, Malta, Chipre e Polónia -, sendo que a média dos 27 Estados-membros se fica pelos 88%.
À semelhança dos outros europeus, também os portugueses gostavam que a comunicação social desse mais atenção às questões de cooperação para o desenvolvimento: 41% consideram que os média não tratam suficientemente o tema, contra 30% que consideram esse tratamento suficiente. Os dois países da Península Ibérica consideram que os Estados Unidos são o país em melhor posição para prestar ajuda aos mais pobres.
O número especial do EuroBarómetro, realizado entre Maio e Junho de 2009 com o objectivo de avaliar o impacto da crise económica sobre o apoio à ajuda ao desenvolvimento nos países europeus, insere-se num conjunto de análises sobre o conhecimento e percepção que a opinião pública europeia tem sobre questões de desenvolvimento, e tem vindo a ser realizado desde 2004.
No entanto, e do nosso ponto de vista, estas questões da educação e da cooperação para o desenvolvimento ainda são muito pouco discutidas e debatidas ao nível da sociedade civil portuguesa. A politica de cooperação, talvez pelo desconhecimento existente em relação à mesmo e por ser "demasiado consensual" ao nível do sistema politico português, é algo que não tem merecido muita atenção por parte dos decisores económicos e políticos, dos meios de comunicação social e do público em geral. Vamos ver se as coisas se vão alterar na legislatura que agora se inicia, pois esta é uma área onde com pouco esforço se podem alterar muitas práticas.