quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Leituras: "Cuatro de cada diez expatriados se van por miedo a frenar su carrera"

Excelente artigo do jornal Cinco Dias sobre a problemática da expatriação de quadros de empresas internacionais, tendo por referência um estudo elaborado pela Ernst & Young Abogados e pelo IESE - Universidad de Navarra.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio de Janeiro 2016


Por 66 votos contra 32 de Madrid, o Rio de Janeiro ganhou a candidatura à organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Serão os primeiros jogos num país de língua portuguesa e na América do Sul. Com mais este resultado, o Brasil afirma-se cada vez mais na cena internacional, como um grande potência emergente, e Lula da Silva somará mais este grande feito ao período em que liderou o maior país da América do Sul. Parabéns Brasil!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Leituras: "Panorama de la inserción internacional de América Latina y el Caribe 2008/2009"

Um interessante trabalho do CEPAL -Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas das Nações Unidas com análises bastante aprofundadas da conjuntura económica internacional, da evolução do comércio regional durante a recente crise económica e financeira e das possibilidades de cooperação cooperação na América Latina e Caraíbas.

Balanço da legislatura na área da cooperação para o desenvolvimento

Neste final desta legislatura, a Cooperação Portuguesa faz aqui um balanço da sua actuação nos últimos 4 anos tendo por referência as propostas de governação incluídas na resolução do Conselho de Ministros nº 196/2005 (“Uma visão estratégica para a cooperação portuguesa”). Sugere-se uma leitura atenta do capitulo 5, onde são destacadas as acções realizadas pela Cooperação Portuguesa ao nivel do “Apoio ao Sector Privado”.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cidades portuguesas ficam à margem dos destinos da “nova vaga de internacionalização”, segundo estudo da KPMG

A empresa de consultadoria KPMG acaba de publicar um excelente trabalho, designado por “Exploring Global Frontiers: The New Emerging Destinations”, onde são identificados 31 destinos que vão liderar a nova vaga de internacionalização, sobretudo ao nível da externalização de serviços (“outsourcing services”).

Na opinião da KPMG os actuais destinos de investimento começam a estar saturados e por isso começam a surgir novas localizações, sobretudo em mercados emergentes, que oferecem excelentes pacotes de incentivos, recursos humanos qualificados e disponíveis e que se localizam em mercados locais ou regionais de dimensão e em forte crescimento.

Os 31 destinos seleccionados foram os seguintes:

Europa, Médio Oriente e África
Sofia (Bulgária)
Zagreb (Croácia)
Cairo (Egipto)
Port Louis (Maurícias)
Belfast (Irlanda do Norte)
Gdansk (Polónia)
Cluj-Napoca (Roménia)
Rostov-on-Don (Rússia)
Belgrado (Sérvia)
Tunis (Tunísia)
Lviv (Ucrânia)


América do Norte e do Sul

Buenos Aires (Argentina)
Campinas (Brasil)
Curitiba (Brasil)
Calgary (Canadá)
Winnipeg (Canadá)
Santiago (Chile)
Guadalajara (México)
Queretaro (México)
Boise (EUA)
Indianapolis (EUA)


Ásia, Índia, Japão e Austrália

Brisbane (Austrália)
Changsha (China)
Hangzhou (China)
Ahmedabad (Índia)
Jaipur (Índia)
Nagpur (Índia)
Penang (Malásia)
Davao City (Filipinas)
Lloilo City (Filipinas)
Ho Chi Minh City (Vietname)

Como se constata, no caso do Continente Europeu, ganham especial relevância novas localizações na Europa Central e Oriental face à perda de competitividade e de atractividade de destinos na “Velha Europa”, entre os quais se incluem Portugal e Espanha. Aliás, esta é uma tendência que se tem consolidado nos últimos anos e que deveria obrigar a uma reflexão aprofundada sobre o posicionamento e o papel de Portugal nos fluxos internacionais de investimento directo estrangeiro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O BES e a internacionalização empresarial

O Banco Espírito Santo (BES) está a fazer um excelente trabalho no apoio à internacionalização das empresas portuguesas.

A equipa do BES que trabalha nesta área da internacionalização tem vindo a desenvolver múltiplos e variados trabalhos que vão desde o estudo e acompanhamento regular dos mercados externos, a produção de informação geral e sectorial sobre esses mercados, a realização de acções promocionais em Portugal e no estrangeiro (missões empresariais, seminários, convites a investidores para visitarem Portugal, entre outros) e o apoio aos seus clientes no exterior (utilizando a rede internacional do BES).

Todas estas actividades têm obedecido a uma estratégia que se tem revelado muito eficaz para os clientes do BES que participaram nestas acções, talvez pela sua consistência, rigor e sustentabilidade.

Para ilustrar o que referimos anteriormente, aqui vão alguns exemplos de acções que irão ser realizadas, nos meses de Outubro e Novembro, pelo BES:

i) Organização da 5ª missão empresarial a Angola, desta vez incidindo sobre os sectores da agricultura e agro-pecuária, educação/formação e saúde (esta aposta de acções promocionais sectoriais é a que faz sentido no actual estádio de desenvolvimento da economia angolana e do relacionamento Portugal-Angola). Nos últimos 3 anos, o BES já fez missões a Marrocos, Argélia, Líbia, Dubai, Angola e Brasil, envolvendo mais de 300 empresários.

ii) Dinamização do “Jour du Maroc”, no Porto, com o envolvimento de diversas empresas e entidades marroquinas.


iii) Realização do “Fórum Portugal Exportador”, em conjunto com a AIP-Associação Empresarial Portuguesa e com a AICEP.

Este tipo de actuação de entidades como o BES, e que é seguido de forma mais modesta por outras instituições bancárias como o Grupo Millennium BCP, Caixa Geral de Depósitos e Banco Santander Totta, vai obrigar, no curto prazo, ao reposicionamento estratégico de outros actores públicos e privados portugueses envolvidos na área da internacionalização. A acompanhar!


P.S. – Declaração de interesses: não sou cliente do BES, nem conheço pessoalmente os elementos da sua “task force” de internacionalização.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PS consegue um bom resultado eleitoral

O PS ganhou as eleições legislativas de ontem. Alcançou um bom resultado eleitoral. Vamos agora entrar numa nova fase da vida politica portuguesa, em que o PS irá governar sem maioria absoluta. As próximas semanas vão ser politicamente muito intensas. Vão estar na agenda politica o processo de constituição do novo governo; os eventuais "esclarecimentos" de Cavaco Silva sobre o tema das "escutas"; a evolução da situação interna no PSD; o arranque da campanha para as autárquicas; as disputas eleitorais nos concelhos de Lisboa, Porto, mas certamente também em Oeiras, Almada, Sintra, Gondomar, Matosinhos, Felgueiras, Faro e Setúbal; e, não nos devemos esquecer, a crise económica e financeira que continua a afectar as economias europeias, e nomeadamente a portuguesa. Alguns casos mais mediáticos na área económica, e que arrastam há já muito tempo, deverão também resolvidos com a máxima urgência, sob pena de enfraquecerem a posição e a imagem do Primeiro-Ministro e do novo governo como são os "dossiers" BPP, BPN, TGV, NOVO AEROPORTO, TAP, QUIMONDA, AEROSOLES e até LA SEDA BARCELONA. Na área externa, o referendo na Irlanda, a questão do Irão, a situação no Afeganistão e a eleição na nova Comissão Barroso vão ser temas a acompanhar nas próximas semanas. Entretanto, aguardamos também com alguma expectativa a implementação do Pacto para a Internacionalização que constava do programa eleitoral do PS.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eu Voto PS

Nas eleições do próximo Domingo, votarei PS.
Da minha parte, não seria honesto e correcto para todos aqueles que vão lendo este blogue se não partilhasse convosco esta decisão.
Ficamos a aguardar com alguma expectativa por Domingo à noite para vermos qual será o sentido de voto da maioria dos portugueses.

2009: Ano de França no Brasil


O Governo francês, através da UBIFRANCE, uma das mais dinâmicas agências públicas de promoção das exportações e da internacionalização das empresas, está a dinamizar, em várias cidades brasileiras, “L’ année de la France au Brésil”. Trata-se de conjunto muito diversificado, integrado e temporalmente concentrado (cerca de 6/7 meses) de acções de promoção económica, empresarial, cultural e da imagem-país que têm vindo a ser realizadas, anualmente, em diversos países estratégicos para os interesses franceses, tendo este ano sido seleccionado o Brasil.

Esta campanha iniciou-se no passado dia 21 de Abril e vai prolongar-se até ao próximo dia 15 de Novembro e prevê a promoção de 12 sectores relevantes e prioritários nas relações comerciais e de cooperação franco-brasileiras (bens de consumo, agricultura e fileira alimentar, infra-estruturas de transporte e construção, energia, petróleo e gás, ambiente, máquinas e equipamentos, automóvel, aeronáutica, tecnologias da informação e comunicação, saúde e farmácia e turismo), e a realização de diversas iniciativas “umbrella” sobre a capacidade da oferta francesa de bens e serviços, para além de acções com os principais órgãos de comunicação social brasileiros, eventos de natureza cultural, entre outros. Todas estas iniciativas têm sido apoiadas ao mais alto nível político, com a participação e envolvimento directo do próprio Presidente francês e de vários ministros. Ainda é cedo para se avaliarem os resultados desta campanha, mas para já há assinalar o importante contrato no domínio da defesa e da transferência de tecnologia militar assinado recentemente entre os dois países.

A França é o 8º parceiro económico do Brasil. Em 2008, o comércio bilateral ultrapassou os 6 mil milhões de euros, tendo crescido 135% nos últimos 5 anos, e a França é o 6º investidor estrangeiro no Brasil, estando os investimentos franceses no país avaliados em cerca de 12,2 mil milhões de euros.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

It's time to explore new markets....

Numa altura em que em Portugal a problemática da internacionalização das empresas e está no centro da agenda política e em que se discutem, mais uma vez, os modelos de “diplomacia económica” (ou antes diplomacia comercial?) e o papel dos seus actores no “terreno”, no Reino Unido, a entidade estatal responsável pela promoção do investimento e das exportações – a UK Trade & Investment -, dá passos concretos no apoio à entrada de empresas inglesas em novos mercados. Assim, para além de realizar um conjunto de estudos (veja aqui, aqui e aqui) onde chama a atenção para a preponderância dos novos mercados, mas também para os obstáculos e dificuldades existentes na abordagem dos mesmos, a UK Trade & Investment lançou também um programa de apoio à internacionalização devidamente adaptado, quer ao perfil das empresas suas “clientes”, quer às características e exigências desses mercados.

Face a este tipo de exemplos que apenas vêm confirmar a importância que é hoje atribuída por Estados, empresas e outras entidades da sociedade civil ao tema da internacionalização da economia e das empresas, esperamos que José Sócrates possa vir a ter oportunidade de implementar o “Pacto para a Internacionalização” que consta do programa eleitoral do Partido Socialista.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Leituras: “Foreign Direct Investment in Spain’2009”

A Invest in Spain, agência espanhola de promoção e captação de investimento estrangeiro, publicou o seu relatório anual onde é analisada com bastante detalhe a evolução do investimento directo estrangeiro (IDE) em Espanha e a sua contribuição para a economia espanhola. Trata-se de uma das “boas práticas” desta agência: informa os agentes económicos, imprensa e público em geral sobre as principais características e tendências do IDE em Espanha; destaca a relevância do IDE para o desenvolvimento da economia espanhola; e chama a atenção para a importância do trabalho desenvolvido pela Invest in Spain.

World Investment Report'2009

O World Investment Report’2009 (WIR) da UNCTAD já está disponível. Este ano, e para além da análise da actual crise económica e financeira e das suas implicações nos fluxos de investimento internacionais, o WIR dá particular destaque à crescente relevância dos investimentos no sector agrícola, nomeadamente em países em vias de desenvolvimento. Veja também aqui a informação sobre Portugal ("Country fact sheet: Portugal") que consta do WIR.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

3rd EU-Africa Business Forum

O 3º EU-Africa Business Forum vai ter lugar em Nairobi (Quénia), nos próximos dias 28 e 29 de Setembro. Na última edição deste Business Forum, realizada, em 2007, em Accra (Ghana), foi elaborado um documento com um conjunto de recomendações para melhoria do ambiente de negócios em África. Ficamos a aguardar as sugestões deste ano!

Negócios com Timor Leste (2)

aqui havíamos chamado a atenção para a importância do reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono. Hoje surgem na imprensa duas boas noticias: (1) o anúncio da criação pelo governo português de uma linha de crédito de ajuda com uma dotação inicial de 100 milhões de euros, podendo ser aumentada até 500 milhões, que se destina a financiar projectos de investimento em infra-estruturas, com a participação de empresas portuguesas, tendo como áreas prioritárias a energia, transportes e comunicações, saúde e educação; (2) e o anúncio de novos investimentos da Portugal Telecom, sobretudo ao nível do lançamento da banda larga e da internacionalização do Portal Sapo para Timor Leste. Para que a primeira das medidas (a linha de crédito) possa trazer resultados vantajosos e duradouros para ambas as partes, a portuguesa e a timorense, é necessário fundamentalmente implementar, no curto-prazo, as seguintes iniciativas: (1) informar e divulgar as condições da referida linha de crédito junto do tecido empresarial português, a par das características e da forma de fazer negócios no mercado de Timor; (2) garantir o envolvimento sustentado de empresas portuguesas de grande e pequena e média dimensão; (3) e apoiar localmente, através das entidades oficiais portuguesas presentes no "terreno", estas empresas nos contactos com as autoridades timorenses e parceiros locais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Itaú Unibanco - Conselho Consultivo para a Internacionalização

O Itaú Unibanco, um dos mais importantes grupos bancários brasileiros, criou um Conselho Consultivo Internacional, liderado pelo ex-ministro da Fazenda brasileiro, Pedro Malan, que tem por objectivo auxiliar e apoiar esta instituição bancária no seu processo de internacionalização. Na opinião de Pedro Malan, o aumento da presença de empresas brasileiras no exterior (as chamadas "multinacionais verde amarelas") criam oportunidades claras de negócios que deverão ser aproveitadas pelo Itaú Unibanco.
O Conselho Consultivo Internacional do Itaú Unibanco será, numa primeira fase, constituido por 10 elementos: o economista André Lara Resende, um dos criadores do Plano Real; o presidente da Renault Nissan, Carlos Ghosn; o ex-presidente do banco de investimentos Merrill Lynch e do Banco de Israel, Jacob Frenkel; o sócio da AmBev e da AB-InBev, Marcel Telles; o ex-secretário da Fazenda do México Pedro Aspe; o ex-economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Raghuram Rajan; o ex-presidente do McDonald's na América Latina, Woods Staton; além dos presidentes executivo e do conselho de administração do Itaú Unibanco, Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles.
Por cá, e ao nível do sector público, o Ministro da Economia e das Finanças anunciou recentemente a criação de um Conselho Coordenador da Internacionalização, que será presidido por Francisco Van Zeller, Presidente da Confederação da Industria Portuguesa. Aguarda-se a restante composição deste órgão. A acompanhar!

Best Global Brands'2009

A Coca-Cola lidera o ranking "Best Global Brands'2009" da consultora Interbrand. Na lista "Top 100 Brands" surge apenas uma empresa da Península Ibérica: a Zara na 50ª posição.

Guiné-Equatorial

Não é só em Portugal que começam a surgir empresas interessadas em realizarem negócios e/ou em instalarem-se na Guiné-Equatorial. Também no Brasil se está a dar algum destaque às oportunidades de negócios existentes neste pequeno país da África Subsaariana, com o estatuto de observador da CPLP e um dos principais produtores de petróleo africanos. A acompanhar!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Angola e China: o fim da lua-de-mel?

A imprensa de hoje, e nomeadamente o Diário Económico, faz referência ao facto da Sonangol, petrolífera estatal angolana, não estar a autorizar as petrolíferas estatais chinesas CNOOC e SINOPEC a comprarem uma participação de 20% no bloco 32 à empresa norte-americana Marathon International Petroleum. Adiantam ainda, com base na opinião de alguns analistas, que este episódio pode significar o “fim da lua-de-mel” entre China e Angola. Na nossa opinião, não se trata do “fim da lua-de-mel” e da forte relação económica e politica que une estes dois países. Trata-se antes de mais, de um sinal que as autoridades angolanas pretendem dar ao Governo chinês que não estão “reféns” ou “dependentes” da sua ajuda económica e financeira e que pretendem, como até aqui, continuar a ter um grupo alargado e diversificado de parceiros económicos e comerciais, entre os quais se inclui, obviamente, a China. Esta tem sido a estratégia que inteligentemente as autoridades angolanas têm vindo a seguir, nos últimos anos, quando alguns dos seus principais parceiros económicos começam a ganhar uma “exagerada” relevância ou protagonismo na vida económica e politica angolana. Sinais como o que agora foi dado à China, já foram mostrados, em diversos momentos, a países como a antiga União Soviética, Cuba, EUA, Brasil, França e África do Sul, e até a algumas organizações internacionais - como as Nações Unidas, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e União Europeia - e são “permanentemente” enviados a Portugal. Aliás, a esta posição mais recente tomada em relação a interesses chineses, não será alheia a decisão do governo de Angola em retomar e reforçar o relacionamento com o Fundo Monetário Internacional, em relação ao qual está agora interessado em obter um financiamento de dois mil milhões de dólares para reestruturação e desenvolvimento da economia angolana.