segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Leituras: "O homem certo para gerir uma empresa é uma mulher"

Rosália Amorim, editora da revista Exame, lança hoje um livro sobre a vida das mulheres no mundo dos negócios com base em testemunhos de 25 mulheres executivas portuguesas. Esta obra tem por titulo "O homem certo para gerir uma empresa é uma mulher", um prefácio assinado pela médica psicóloga Isabel Rodrigues e será apresentada esta tarde na FNAC Chiado pelo director-adjunto do Expresso, Nicolau Santos. Trata-se de uma problemática bastante actual e relevante, mas que tem sido pouco estudada em Portugal, e que é aqui abordada por um dos melhores e mais seguros valores do jornalismo económico português.

domingo, 13 de setembro de 2009

Sobre os 10 debates da pré-campanha eleitoral

Concordo inteiramente com a Ana Gomes quando escreve aqui que "Durante os 10 debates realizados nesta pré-campanha, não se ouviu uma palavra a nenhum dos líderes sobre política de defesa, a política externa, as relações transatlânticas, a diáspora portuguesa e, sobretudo, sobre a Europa.Dir-me-ão que isso não dá votos. Mas atesta bem o grau de provincianismo que cultivamos." Acrescentaria ainda que não ouvimos também qualquer referência ao relacionamento de Portugal com os Países de Lingua Oficial Portugal, particularmente com o Brasil e com Angola, e com Espanha (parece que neste caso se esgota na questão do TGV...)! A que se deve este facto? Será que hoje não conseguimos olhar além-fronteiras?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Logoplaste na Ucrânia

De acordo com o Diário Económico de hoje, a Logoplaste está em fase de consolidação do seu investimento industrial na Ucrânia, tendo para o efeito obtido um financiamento de 4,1 milhões de euros junto do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).
Trata-se de um dado relevante no processo de internacionalização das empresas portuguesas para os Países da Europa Central e Oriental (PECO), e nomeadamente para o mercado ucraniano.
Apesar da instabilidade política e económica que este país atravessa, a Ucrânia será a curto-médio prazo o mercado de expansão natural para as empresas internacionais já presentes em outros mercados dos PECO, e nomeadamente para as empresas portuguesas instaladas na Polónia, Hungria, Rep. Checa e Roménia. Para estas empresas, e fundamentalmente para as de média e grande dimensão e para as que actuam no sector da consultadoria de engenharia e de gestão, o BERD poderá vir a constituir um importante parceiro financeiro (veja aqui um ponto de situação recente sobre "Portugal e o BERD"), a par de outas instituições bancárias portuguesas presentes na Europa Central e Oriental (Grupo MillenniumBCP, Banco Espírito Santo e Banco Mais/BANIF).

Governo cria linha de crédito para promover a internacionalização de marcas

As empresas ou inventores individuais que pretendam registar marcas e patentes fora de Portugal podem, a partir de hoje e durante os próximos três meses, recorrer a uma nova linha de apoio à internacionalização de patentes (LAIP) do Ministério da Justiça que disponibilizará entre 50% a 90% das despesas, até um limite máximo de 8 mil euros por pedido. A portaria que regulamente o apoio foi ontem publicada em Diário da República.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Portugal não faz parte da “short list” da Tata Motors

Segundo o jornal económico espanhol Cinco Dias, o conglomerado empresarial indiano Tata Motors pretende construir uma unidade de montagem de automóveis eléctricos na Europa. Na “short list” de possíveis localizações para este importante investimento estão duas comunidades espanholas (Catalunha e Andaluzia), o Reino Unido e a Noruega. Nesta altura, diversas fontes referem que o país melhor posicionado para acolher este projecto é a Noruega, onde a Tata Motors já possui uma fábrica de pilhas para automóveis eléctricos, em parceria com o empresa local Miljo Greenlands, mas o governo de Rodriguez Zapatero e as autoridades da Catalunha e da Andaluzia estão muito empenhados em conseguir captar este investimento do construtor indiano.

Portugal não faz parte da “short list” da Tata Motors.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Leituras: Second Joint Strategic Framework (Germany, Netherlands, Portugal and United Kingdom) – African Development Bank

A “constituency” que representa a Alemanha, Holanda, Portugal e o Reino Unido na administração do Banco Africano de Desenvolvimento, com sede em Tunis, publicou um excelente documento de estratégia sobre as prioridades e linhas gerais de orientação que irão defender, no período 2009-2011, junto desta instituição internacional de financiamento.

Investment Climate Survey in Poland

A PAIiIZ – Agência Polaca de Informação e Investimento Estrangeiro acaba de anunciar o lançamento da 3ª edição da “Investment Climate Survey in Poland”, com a colaboração das 14 câmaras de comércio bilaterais existentes na Polónia.

O “Investment Climate Survey in Poland” é um inquérito realizado regularmente pela PAIiIZ junto das empresas polacas com capitais estrangeiros com o objectivo de avaliar o ambiente e as condições de negócio neste mercado da Europa Central e Oriental.

Em 2004 e 2007, a Delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Varsóvia, realizou, sob a coordenação e supervisão do signatário, um trabalho com características semelhantes, no âmbito do Barómetro do Investimento Português na Polónia, mas dirigido apenas ao universo das empresas polacas com capitais portugueses. Os inquéritos de 2004 e 2007 do Barómetro do Investimento Português na Polónia foram, na altura, amplamente divulgados e tiveram por finalidade a recolha de informações objectivas sobre o comportamento das empresas portuguesas instaladas na Polónia, no que se refere aos seguintes aspectos: caracterização global deste conjunto de empresas; factores que estiveram na origem do investimento; formas de investimento (modos de entrada) mais utilizadas; estratégias de interacção com o meio sócio-económico; intenções de expansão e de internacionalização; dificuldades e constrangimentos que as empresas enfrentaram em diversas fases da sua actividade; níveis de confiança dos empresários e opiniões sobre o “ambiente empresarial”; apoios ao investimento mais utilizados; tipo de intervenção que as empresas esperam que seja efectuada/dinamizada localmente por parte de entidades públicas e privadas portuguesas; avaliação dos serviços da Delegação da AICEP em Varsóvia; entre outros aspectos. Veja aqui, aqui e aqui as informações recolhidas no âmbito do Barómetro do Investimento Português na Polónia.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Relatório da OCDE assinala melhorias na educação em Portugal

A OCDE divulgou hoje a edição de 2009 da publicação "Education at a Glance" onde confirma a existência de mais alunos e de melhores resultados escolares em Portugal no ano lectivo de 2006/07, período de referência da publicação.
Entre as principais conclusões sobre o sistema educativo português que constam da referida publicação , e segundo nota do Ministério da Educação, destacam-se os seguintes factos:

" Número de alunos matriculados
O número de alunos matriculados no sistema de ensino cresceu em Portugal. A percentagem de alunos entre os 15-19 anos inscritos no sistema de ensino atingiu os 77%, mais 4 pontos percentuais do que em 2004/05. A média da OCDE situou-se nos 82%. A distância de Portugal para a média dos países da OCDE passou dos 8 pontos percentuais, em 2004/05, para 5 pontos percentuais em 2006/07.


Taxas de transição no ensino secundário

A taxa líquida de transição no ensino secundário atingiu 65%, mais 14 pontos percentuais do que em 2004/05 (51%), iniciando a aproximação à média observada para os países da OCDE (82%). Em 2004/05, a média da OCDE situava-se nos 80%. Portugal reduziu, no espaço de dois anos, 12 pontos percentuais na distância que o separa dos países da OCDE.


Qualificação da população
A percentagem da população portuguesa dos 25-34 anos que concluiu pelo menos o ensino secundário atingiu os 44%, contrastando com os 29% observados no início da década. A média da OCDE situou-se nos 79%, demonstrando a necessidade de medidas de política, como a da escolaridade obrigatória até aos 18 anos de idade e o reforço do apoio às famílias na educação dos seus filhos, que permitam mais rapidamente aproximar Portugal dos países da OCDE.


Investimento na Educação: Recursos Financeiros

A despesa pública em educação como percentagem do PIB foi de 3,7, valor superior à média observada nos países da OCDE (3,5%). A percentagem da despesa corrente atingiu 98,1%, enquanto nos países da OCDE a média situou-se nos 92%. Em Portugal, cerca de 80% das despesas correntes respeitavam a salários. No topo da carreira os professores portugueses continuam a ser dos mais bem remunerados do espaço da EU e da OCDE.


Horas de instrução por ano durante a escolaridade obrigatória
Em Portugal, os alunos com 15 anos tinham em média por ano 821 horas de instrução. A média dos países da OCDE era de 921 horas. Na faixa etária dos 12 aos 14 anos, a média em Portugal atingiu 880 horas de instrução, situando-se a média dos países da OCDE nas 892 horas. A relação altera-se no 1.º ciclo do ensino básico. Em Portugal a média de horas de instrução por ano, para os alunos com 7 e 8 anos, foi de 855, mais 86 horas, em média, do que nos países da OCDE (769 horas).


Dimensão das turmas
Em Portugal, no primeiro e no segundo ciclos do ensino básico, o número de alunos por turma era de 19,7, enquanto nos países da OCDE a média era de 21,4.

O menor número de alunos por turma, em Portugal, verifica-se também no 3.º ciclo do ensino básico; 22,3 alunos por turma em Portugal, 23,9 alunos por turma nos países da OCDE.


Relação alunos por Professor
No primeiro e no segundo ciclos do ensino básico, o número de alunos por professor era de 11,8, em Portugal, contrastando com os 16 alunos por professor nos países da OCDE. No terceiro ciclo do ensino básico a relação era de 7,9 alunos por professor, enquanto nos países da OCDE a média se situava nos 13,2 alunos por professor. No ensino secundário, Portugal apresentava um rácio de 8,4 alunos por professor, enquanto nos países da OCDE a relação era de 12,5 alunos por professor. "
Mais informações sobre este assunto podem ser obtidas aqui.

Global Competitiveness Report 2009-2010

Segundo o “Global Competitiveness Report 2009-2010” (GCR) hoje divulgado pelo World Economic Fórum, Portugal manteve a 43ª posição , alcançada o ano passado, no índice global de competitividade numa lista liderada pela Suíça, seguida dos EUA, Singapura, Suécia e Dinamarca. No contexto da UE27, Portugal situou-se à frente de países como a Itália (48ª) ou a Grécia (71ª), mas atrás de alguns dos países dos últimos alargamentos da UE, como a Rep. Checa (31ª), Chipre (34ª), Estónia (35ª) e Eslovénia (37ª) e até de alguns países do Magrebe e Próximo Oriente, como são os casos da Tunísia (40ª) e Israel (27ª).
No índice de competitividade deste ano foram também classificados outros países lusófonos, como foram os casos do Brasil (56ª posição), Timor Leste (126ª) e Moçambique (129ª).

IDE na Europa Central e Oriental: Procter & Gamble reforça aposta na Polónia

No próximo dia 23 de Setembro, a multinacional Procter & Gamble vai inaugurar em Aleksandrów Łódzki, Polónia, mais um projecto de investimento, desta vez uma unidade industrial de produtos de cosmética, que empregará 300 trabalhadores e que custou cerca de 50 milhões de USD. Trata-se do 3º projecto empresarial relevante desta multinacional no mercado polaco, depois dos investimentos realizados na unidade industrial de Targówek (Varsóvia) e da implantação, em Lodz, da maior fábrica do mundo de lâminas para barbear da marca Gillete que emprega actualmente 3 200 trabalhadores e que custou 500 milhões de USD. Ou seja, apesar da crise económica e financeira internacional e das dificuldades que estão a passar algumas das economias da Europa Central e Oriental, a Polónia continua a ser um mercado muito competitivo e atractivo ao nível da captação de investimento directo estrangeiro (IDE), sobretudo face aos mercados da Europa do Sul, nomeadamente Portugal e Espanha. Aliás, em 20.05.2004, numa entrevista concedida ao Semanário Económico, o economista e Prémio Nobel Paul Krugman já alertava para o impacto do alargamento da União Europeia na economia portuguesa e apontava a Polónia como o principal concorrente de Portugal na captação de IDE.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Expat Explorer Survey' 2009 - HSBC Bank International

Já está disponível a edição de 2009 da "Expat Explorer Survey from HSBC Bank International". Desta vez foram entrevistados cerca de 3 000 expatriados que partilharam as suas experiências de trabalho e residência em 50 países. Veja aqui os resultados.

Negócios em Timor Leste

De acordo com o Jornal de Negócios, a empresa Visabeira Global, através da sua participada Viatel, vai avançar com uma operação em Timor Leste em parceria com a Nokia Siemens Networks, avaliada em 3,1 milhões de euros. Uma boa noticia para os interesses portugueses em Timor-Leste. No entanto, num país onde Portugal tem tido um papel preponderante no âmbito da ajuda pública ao desenvolvimento e que tem constituído uma das principais prioridades da nossa política externa, seria interessante perceber e conhecer, em termos globais, a intervenção empresarial portuguesa em Timor Leste e também as principais dificuldades, desafios e oportunidades que se colocam a estas empresas e a todas as outras que pretenderem abordar deste mercado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

E-Business Entrepreneurs From Around the Globe to Convene in China for APEC SME Summit

A APEC SME (Small and Medium Entreprises) Summit deste ano vai ter lugar nos dias 11 e 12 de Setembro, em Hangzhou (China), sob o tema "Small is Beautiful, numa organização do AlibabaGroup (a maior empresa de e-commerce na China), Singapore Business Federation, The Chinese Council for the Promotion of International Trade (CCPIT) e People`s Municipal Government of Hangzhou. São esperados 3000 participantes oriundos de 20 países.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Caixa Geral de Depósitos considerado um dos bancos mais seguros do mundo

A revista Global Finance acaba de publicar a lista anual dos 50 bancos mais seguros do mundo - “World’s 50 Safest Banks’2009”. Neste prestigiado ranking surge um único banco português: a Caixa Geral de Depósitos na 34ª posição. Espanha tem 4 bancos nesta classificação da Global Finance: Banco Santander (13ª posição), BBVA ( 20ª), Banesto (25ª) e La Caixa (30ª). Será que esta sustentabilidade e capacidade financeira do Grupo Caixa Geral de Depósitos, decorrente, sobretudo, da natureza do seu principal accionista (Estado), não poderia ser mais e melhor utilizada no apoio ao desenvolvimento, modernização e, fundamentalmente, internacionalização das pequenas e médias empresas portuguesas?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Leituras: "Outsourcing's third wave"

A revista Economist publicou há algumas semanas um excelente artigo com o titulo "Outsourcing's third wave" sobre as aquisições de terra que estão a ser feitas em larga escala em África, América Latina e Ásia por empresas privadas ou para-estatais de países como a China, Índia, Qatar, Bahrain, Arábia Saudita, EUA e Reino Unido, e suas aplicações. Sobre este assunto veja também o relatório "Land grabbing” by foreign investors in developing countries" do International Food Policy Research Institute e o seminário que sobre o referido tema foi realizado no Woodrow Wilson International Center for Scholars.

Leituras: "Hillary em África"

O jornal Expresso publicou no passado fim-de-semana um artigo muito interessante da autoria de Luís Todo Bom, com o titulo "Hillary em África", sobre o relacionamento político e económico de Portugal com os PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Polónia recorda o dia de início da II Guerra Mundial

Assinala-se hoje em Gdansk, norte da Polónia, o dia de início da II Guerra Mundial, 01 de Setembro de 1939, um dos mais trágicos e traumáticos momentos da história da humanidade. Passados 70 anos são também assinados um conjunto de acordos que poderão normalizar o complicado relacionamento politico bilateral existente entre a Rússia e a Polónia, em grande parte motivado por um conjunto de acontecimentos verificados durante a II Guerra Mundial e pelo período de domínio soviético que se seguiu, até à Queda do Muro de Berlim, em 1989. Ontem, o Primeiro-Ministro russo, V. Putin, condenou o pacto Ribbentrop-Molotov, assinado em Agosto de 1939, e que tinha uma cláusula secreta ao abrigo da qual as tropas de Estaline ocuparam a zona oriental da Polónia e, hoje, em Gdansk, cidade-berço do sindicato "Solidariedade" e da contestação ao regime comunista polaco, V. Putin, afirmou que estava disposto a abrir os arquivos de Moscovo sobre o massacre de Katyn, um dos episódios mais traumáticos da Segunda Guerra Mundial para a população polaca, desde que houvesse reciprocidade das autoridades polacas, na abertura dos arquivos de Varsóvia. São acontecimentos muito importantes que esperamos que sejam o prenúncio de uma nova fase de relacionamento politico e económico entre a Polónia e a Rússia e, até, entre a União Europeia e a Rússia. Veja aqui, aqui e aqui a excelente reportagem do jornal Público sobre estas celebrações.

TAP está a ganhar a aposta feita nos mercados da Europa Central e Oriental

A aposta da TAP nos mercados da Europa Central e Oriental parece estar a alcançar bons resultados segundo esta notícia do Diário de Noticias e conforme havíamos aqui previsto no início desta operação.

No entanto, e até face a estes resultados, continuamos a defender uma maior aposta promocional do Turismo de Portugal e das Agências Regionais de Promoção Turística nos mercados da Europa Central e Oriental, nomeadamente na Polónia, Rússia, Rep. Checa e Hungria, face ao potencial de crescimento que apresentam, à necessidade de diversificação dos nossos principais mercados emissores e ao facto de possuírem actualmente ligações aéreas regulares e directas para Portugal, operadas através da TAP.

No 1º semestre de 2009, e de acordo com dados do INE, os 4 principais mercados emissores para Portugal da Europa Central e Oriental, tiveram o seguinte comportamento, em termos de número de hóspedes e dormidas:

Mercado – Nº Hóspedes – Posição enquanto mercado emissor para Portugal
Polónia – 31 638 (16º)
Rússia – 21 200 (20º)
Rep. Checa – 15 874 (21º)
Hungria – 7 501 (22º)


Mercado – Nº Dormidas – Posição enquanto mercado emissor para Portugal
Polónia – 120 593 (17º)
Rússia – 67 060 (19º)
Rep. Checa – 50 053 (21º)
Hungria – 22 646 (22º)

Fonte: INE (Portugal)