
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências, estratégias e negócios em mercados internacionais. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
BRIC's cada vez mais BIC's?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Bancos espanhóis "invadem" mercado dos EUA
Segundo o jornal El País, citando um artigo da revista Forbes intitulado “International Invasion”, os bancos espanhóis estão a “invadir” os EUA, apesar da crise económica que atravessa a economia do país vizinho. E dá como exemplo as recentes aquisições realizadas no mercado norte-americano pelo Banco Sabadell e Caja Madrid e também o nível de prioridade que o BBVA está a dar a este país na sua estratégia de expansão internacional.Conscientes da importância do mercado dos EUA para a economia e para as empresas espanholas, o Icex – Instituto Espanhol do Comércio Externo está a implementar no mercado norte-americano, a par de outros mercados considerados de actuação prioritária, um programa integrado de internacionalização empresarial, designado por “Plan Integrale de Desarrollo de Mercado (PIDM)”, que prevê a realização de um conjunto muito vasto de acções de promoção das exportações, investimento estrangeiro e imagem/marca país.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Cartaxo assina memorando de entendimento para a criação de Cidade do Conhecimento
Novos apoios à internacionalização
A propósito da deslocação do ex-Presidente Clinton à Coreia do Norte
A recente deslocação do ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton, à Coreia do Norte e a sua intervenção na libertação das duas jornalistas reféns do regime norte-coreano, vem uma vez mais chamar a atenção para a colaboração relevante que diversos ex-Presidentes e ex-Vice-Presidentes norte-americanos têm prestado a sucessivas administrações. Este apoio, formulado pelas administrações norte-americanas e independente das “cores políticas” dos antigos governantes, tem permitido a resolução ou intermediação de questões nacionais ou internacionais estratégicas, onde geralmente estão em causa os interesses nacionais dos EUA ou dos seus principais parceiros. No fundo, tem vindo a recorrer-se, com bastante frequência, ao poder simbólico dessas individualidades e ao seu prestígio, experiência e “networking” (o chamado “soft power”, na terminologia de J. Nye) para apoiar os esforços dessas administrações, sobretudo em assuntos de âmbito político, económico ou até humanitário. Jimmy Carter, George Bush (pai), Bill Clinton, Walter Mondale, Dan Quayle e Al Gore têm-se destacado, nos últimos anos e depois de abandonarem os seus postos, em algumas dessas missões ao serviço dos EUA. Exemplos semelhantes, podemos encontrar também em alguns países europeus, com destaque para a França e Alemanha. Tudo isto para concluirmos que há muito que não percebemos as razões que levam as autoridades portuguesas – Governo e Presidência da República - a não solicitarem , com mais regularidade e frequência, o apoio de antigos Presidentes da República, e até de ex-Presidentes da Assembleia da República, para missões ou iniciativas onde esteja em causa a defesa e a salvaguarda dos interesses nacionais.quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Madrid será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016?
A cidade de Madrid é uma forte candidata à organização dos Jogos Olimpicos de 2016. No próximo dia 02 de Outubro, em Copenhague, irá competir com Chicago (EUA), Tóquio (Japão) e Rio de Janeiro (Brasil), numa candidatura que está a ter um forte envolvimento do governo espanhol e do próprio Rei de Espanha. Entre a cidade de Barack Obama (Chicado), a beleza natural de uma cidade que faz parte de uma das maiores economias emergentes (Rio de Janeiro), a grande metrópole asiática (Tóquio) ou a cosmopolita e dinâmica cidade de Madrid, qual será o sentido de voto dos 110 membros do colégio eleitoral? Entre as candidaturas de Madrid e do Rio de Janeiro, qual será a escolha do Comité Olímpico Português? Depois de Barcelona'1992 seguir-se-á Madrid'2016?terça-feira, 4 de agosto de 2009
Portugal perde atractividade para a deslocalização de serviços
Portugal perde 4 posições em relação ao ranking de 2007, onde ocupava a 46ª posição, e esta perda de competitividade ainda é mais acentuada se tivermos em conta os dados de 2004, onde Portugal detinha a 19ª posição num ranking de 25 países.
2. China (2)
3. Malaysia (3)
4. Thailand (4)
5. Indonesia(6)
6. Egypt (13)
7. Philippines (8)
8. Chile (7)
9. Jordan (14)
10. Vietnam (19)
11. Mexico (10)
12. Brazil (5)
13. Bulgaria (9)
14. United States (Tier II)* (21)
15. Ghana (27)
16. Sri Lanka (29)
17. Tunisia (26)
18. Estonia (15)
19. Romania (33)
20. Pakistan (30)
21. Lithuania (28)
22. Latvia (17)
23. Costa Rica (34)
24. Jamaica (32)
25. Mauritius (25)
26. Senegal (39)
27. Argentina (23)
28. Canada (35)
29. United Arab Emirates (20)
30. Morocco (36)
31. United Kingdom (Tier II)* (42)
32. Czech Republic (16)
33. Russia (37)
34. Germany (Tier II)* (40)
35. Singapore (11)
36. Uruguay (22)
37. Hungary (24)
38. Poland (18)
39. South Africa (31)
40. Slovakia (12)
41. France (Tier II)* (48)
42. Ukraine (47)
43. Panama (41)
44. Turkey (49)
45. Spain (43)
46. New Zealand (44)
47. Australia (45)
48. Ireland (50)
49. Israel (38)
50. Portugal (46)
De acordo com este estudo, designado por “Global Services Location Index’ 2009 (GSLI)”, os 3 destinos mais atractivos para a deslocalização de serviços são a Índia, China e Malásia, que ocupam a mesma posição de 2007. Para além disso, no GLSI de 2009, destacamos também as seguintes conclusões:
i) A Europa Central e Oriental perde competitividade neste tipo de actividade em relação a outros destinos na Ásia, Médio Oriente e Magrebe.
ii) O Médio Oriente e Magrebe ganha relevância devido à sua proximidade com a Europa e à existência de recursos humanos preparados e habilitados para este tipo de funções (“offshoring” de serviços).
iii) A África Subsaariana mostra o seu potencial com o aparecimento de 3 países desta região no ranking, nomeadamente o Ghana ( 15ª posição), Ilhas Maurícias (25ª), Senegal (26ª) e África do Sul (39ª).
Este é um mais um indicador, a juntar a outros, que evidenciam a perda de competitividade de Portugal enquanto destino de investimento directo estrangeiro, sobretudo devido à forte concorrência dos novos Estados membros da União Europeia e também dos países mais desenvolvidos dessa mesma União Europeia.
Espanha aposta no ensino do espanhol no Brasil
A 1ª Vice-Presidente do Governo espanhol, Maria Teresa Fernández de la Vega, encontra-se de visita oficial ao Brasil, dias depois do Ministro das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos ter estado também em Brasília.Como prioridade da agenda de contactos de Maria Teresa Fernández de la Vega está a promoção do ensino da língua espanhola no Brasil. Para este efeito está previsto a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Instituto Cervantes e o Ministério brasileiro da Educação – o Brasil (ainda ?) não tem nenhum entidade similar ao Instituto Cervantes ou ao Instituto Camões – e também o lançamento de um programa de “e-learning” para ensino do espanhol a estudantes do ensino primário e secundário, com a designação de “Hola Amigos”.
O Brasil é um dos principais mercados de expansão das empresas espanholas na América Latina pela que faz todo o sentido potenciar as sinergias desta ofensiva económica e empresarial com a chamada “diplomacia cultural”.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Autoridades angolanas criam Zonas Económicas Especiais
O Governo angolano formalizou a criação da Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda-Bengo , bem como a constituição da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial-E.P. como concessionária da gestão e exploração de todos os direitos patrimoniais desta ZEE que ficará sob a tutela do Ministério da Economia.Esta é a primeira das ZEE’s a serem criadas no país e vai ocupar territorialmente o espaço entre os municípios de Viana e Cacuaco (Provincia de Luanda) e Icolo, Dande, Ambriz e Nambuangongo (Província do Bengo). Em Viana, já estão a ser construídas diversas infra-estruturas para apoio e acolhimento de empresas, sobretudo industriais.
Esta constitui mais uma tentativa de promoção da diversificação da estrutura produtiva da economia angolana, ainda muito dependente das receitas da chamada “economia de enclave”, dominada pelos sectores da extracção de petróleo e diamantes. Para as empresas com negócios e/ou interessadas no mercado angolano, as ZEE’s poderão vir a constituir excelentes locais para a realização de investimentos devido, sobretudo, às condições de excepção oferecidas em termos de infra-estruturas como de enquadramento jurídico-regulamentar.
How to do business with the Inter-American Development Bank
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Programa de Governo do Partido Socialista para 2009-2013: Propostas na área da internacionalização da economia e das empresas
O Partido Socialista apresentou ontem, em Lisboa, o seu Programa de Governo para o periodo 2009-2013. Na área da internacionalização da economia e das empresas há a reter, fundamentalmente, as seguintes propostas de actuação:
" ... reforçar a internacionalização da economia. Aumentar as exportações e o investimento directo estrangeiro deve constituir um desígnio nacional para os próximos anos em Portugal. A internacionalização é chave para a recuperação económica (o mercado internacional é de tal forma mais vasto que o mercado interno, que mesmo na actual conjuntura há espaço para crescer), para mais crescimento económico no médio prazo (dada a dimensão do mercado interno e os actuais níveis de endividamento dos agentes económicos), para a mais rápida renovação da base produtiva (pois o investimento estrangeiro modernizador trás consigo factores críticos de modernização) e para a redução do défice externo (pois metade do défice da balança de bens e serviços corresponde a défice comercial não energético). Por isso, para consolidar a estratégia de internacionalização da economia e a mobilizar todos os agentes da sociedade, iremos propor a celebração de um Pacto para a Internacionalização."
"Um Pacto para a internacionalização
a) Firmar um Pacto para a Internacionalização, capaz de promover o rápido aumento das exportações, através do aumento da actividade das actuais empresas exportadoras, do alargamento da base exportadora e da captação de investimento directo estrangeiro modernizador;
b) Aumentar a percentagem de PME exportadoras e aproveitar a mobilização plena da realidade das empresas portuguesas, seja dos sectores modernos e competitivos à escala global, seja dos sectores em modernização e expansão;
c) Dar resposta à actual conjuntura económica internacional, marcada pelo baixo crescimento ou quebra de procura nos mercados tradicionais; pela rápida expansão de novos mercados emergentes e de nichos de procura específicos e pelo ciclo de investimento modernizador em indústrias de alto valor, como as energias e a nova mobilidade;
" As relações económicas externas
Os impulsos da globalização continuarão a estimular a internacionalização da economia portuguesa. Será particularmente importante promover políticas públicas que possam contrariar dois aspectos penalizadores para a economia portuguesa: um atraso estrutural do empresariado e de processos de produção, e a grande crise internacional que é particularmente severa para economias abertas como a nossa.
Em ambos os casos a resposta a dar na próxima legislatura exige o reforço dos instrumentos para a internacionalização e uma coordenação mais acentuada desses instrumentos. Há que reforçar os mecanismos de apoio à participação portuguesa em feiras internacionais, e o conhecimento sobre fontes de financiamento internacional, incluindo os bancos multilaterais; e há que assegurar uma articulação muito forte entre o empresariado e as redes de conhecimento desenvolvidas pelas Embaixadas.
A captação de investimento externo continuará a ser uma prioridade, e muito em particular o investimento que cria emprego qualificado e competitivo. Também nesta matéria se exige agora uma articulação mais estreita e coordenada com os diferentes serviços do Estado no exterior.
"Estabelecer pontes com mais-valias económicas portuguesas, por exemplo nas áreas das energias renováveis e das tecnologias de informação."
"Melhorar a coordenação com instrumentos de apoio à internacionalização, nomeadamente linhas de crédito concessionais; melhorar a capacidade de intervenção da SOFID e sua articulação com a política de cooperação".
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Are Sovereign Wealth Funds Welcome Now?
terça-feira, 28 de julho de 2009
"Influence Potential" dos Estados Membros da UE no Parlamento Europeu
De acordo com este trabalho, a Alemanha estará sobre-representada no Parlamento Europeu, tendo assim mais “possibilidades” de influenciar as politicas da União Europeia, enquanto países como a Espanha e a Holanda estão "sub-representados “vis-à-vis” outros Estados com dimensões semelhantes, em termos populacionais, como são os casos da Polónia, para o caso da Espanha, e da Bélgica, Portugal, Hungria, Suécia e Áustria, para o caso da Holanda. Assim, e segundo o referido estudo, a Alemanha "....has secured an unprecedented four committee chairs and eight vice-presidencies, and holds three political group presidencies and another three group vice-presidencies".
UNCTAD: World Investment Prospectus Survey 2009-2011
O culto de Nossa Senhora de Fátima na Polónia
Tive recentemente conhecimento desta impressionante noticia que refere que 68 peregrinos polacos, oriundos da cidade de Rzeszow, percorreram de bicicleta cerca de 4 386 Km para prestarem homenagem a N. Senhora de Fátima e “agradecer-lhe todas as graças concedidas à Polónia e aos polacos”. sábado, 25 de julho de 2009
Business Week: Special Report on Innovation in a Recession
sexta-feira, 24 de julho de 2009
“European Attractiveness Survey’2009”/ Ernst&Young
A Ernst&Young acaba de publicar o “European Attractiveness Survey’2009”, desta vez com o subtítulo “Reinventing European Growth”, sob o signo da contracção do investimento directo estrangeiro (IDE), sobretudo ao nível da criação de emprego.
Segundo este trabalho, em 2008, e comparando com os dados de 2007, verificou-se uma redução significativa (-16%) do número de postos de trabalho criados, 176 551 para 148 333 empregos, e uma estabilização do número de projectos de IDE que passaram de 3 712 projectos para 3 718 projectos.
As operações de IDE na Europa, e no que diz respeito ao número de projectos, continuam a ser dominadas por investidores europeus (51% do total), sobretudo alemães, ingleses e franceses, e norte-americanos (25% do total). Os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) apresentaram, ainda, um reduzido número de projectos (6% do total), mas a tendência é para um crescimento do número de operações, fundamentalmente por parte de investidores chineses e indianos.
Segundo a “European Attractiveness Survey’2009”, os países que acolheram maior número de projectos de investimento estrangeiro, em 2008, foram o Reino Unido (686 projectos, 18% do total), França (523, projectos, 14% do total), Alemanha 390 projectos, 10% do total), Espanha (211 projectos, 6% do total) e Polónia (176 projectos, 5% do total). Por sua vez, os países mais beneficiados, em termos de criação de postos de trabalho, no âmbito destes projectos de IDE, foram o Reino Unido (20 196 empregos), Polónia (15 512), França (12 933), Rússia (12 900) e Hungria (11 659).
Portugal acolheu 37 projectos de IDE que criaram 3 448 postos de trabalho.

Quanto a perspectivas e tendências de curto prazo, esta “survey”, para a qual foram entrevistados 809 “global investors”, em Fevereiro de 2009, refere que os principais investidores internacionais vão apostar, fundamentalmente, nos países da Europa Ocidental (40% dos inquiridos) e da Europa Central e Oriental (39%), seguidos da China (33%), América do Norte (25%) e Índia (20%).