quarta-feira, 12 de agosto de 2009

BRIC's cada vez mais BIC's?


Da Rússia chegam sinais inquietantes quer sobre o estado da economia do país, quer sobre a situação dos direitos e das liberdades das famílias e das empresas. Á contracção económica e à situação de pobreza em que vive grandes franjas da população russa, há a juntar agora problemas com investidores estrangeiros, interferências "imperialistas" em países vizinhos soberanos e até sentimentos de forte pessimismo sobre o futuro deste país de quem teve oportunidade de lá viver e de ser um observador privilegiado dessa realidade. Será este estado de coisas que nos vamos habituar a ver na Rússia? Conseguirá a sociedade russa vencer (mais) este período de incerteza, angústia e de desalento? Teremos mais uma "guerra do gaz" no próximo Inverno? Das florescentes economias BRIC (Brasil, Rússia, India e China), passaremos brevemente às economias BIC (Brasil, India e China)?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bancos espanhóis "invadem" mercado dos EUA

Segundo o jornal El País, citando um artigo da revista Forbes intitulado “International Invasion”, os bancos espanhóis estão a “invadir” os EUA, apesar da crise económica que atravessa a economia do país vizinho. E dá como exemplo as recentes aquisições realizadas no mercado norte-americano pelo Banco Sabadell e Caja Madrid e também o nível de prioridade que o BBVA está a dar a este país na sua estratégia de expansão internacional.

Entre os principais pontos fortes da banca espanhola no mercado norte-americano face a outros concorrentes internacionais, são apontadas as vantagens competitivas de natureza linguística e cultural, principalmente no sudeste dos EUA onde vive a maioria da comunidade latina deste país (cf. quadro acima apresentado).

Conscientes da importância do mercado dos EUA para a economia e para as empresas espanholas, o Icex – Instituto Espanhol do Comércio Externo está a implementar no mercado norte-americano, a par de outros mercados considerados de actuação prioritária, um programa integrado de internacionalização empresarial, designado por “Plan Integrale de Desarrollo de Mercado (PIDM)”, que prevê a realização de um conjunto muito vasto de acções de promoção das exportações, investimento estrangeiro e imagem/marca país.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cartaxo assina memorando de entendimento para a criação de Cidade do Conhecimento

O Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Paulo Caldas, assinou um memorando de entendimento com o Banco Efisa e com a empresa internacional Pitroda Group para a criação de uma "Cidade do Conhecimento" naquele municipio ribatejano. Este projecto visa a criação de um "cluster do conhecimento", capaz de atrair empresas e agentes da chamada economia do conhecimento. Trata-se de uma importante e ambiciosa iniciativa que poderá mudar radicalmente a estrutura produtiva e de emprego deste concelho.

Novos apoios à internacionalização

O Conselho de Ministros aprovou ontem um decreto-lei que regulamenta o regime fiscal aplicável aos projectos de investimento realizados por empresas portuguesas tendo em vista a internacionalização.

A propósito da deslocação do ex-Presidente Clinton à Coreia do Norte

A recente deslocação do ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton, à Coreia do Norte e a sua intervenção na libertação das duas jornalistas reféns do regime norte-coreano, vem uma vez mais chamar a atenção para a colaboração relevante que diversos ex-Presidentes e ex-Vice-Presidentes norte-americanos têm prestado a sucessivas administrações. Este apoio, formulado pelas administrações norte-americanas e independente das “cores políticas” dos antigos governantes, tem permitido a resolução ou intermediação de questões nacionais ou internacionais estratégicas, onde geralmente estão em causa os interesses nacionais dos EUA ou dos seus principais parceiros. No fundo, tem vindo a recorrer-se, com bastante frequência, ao poder simbólico dessas individualidades e ao seu prestígio, experiência e “networking” (o chamado “soft power”, na terminologia de J. Nye) para apoiar os esforços dessas administrações, sobretudo em assuntos de âmbito político, económico ou até humanitário. Jimmy Carter, George Bush (pai), Bill Clinton, Walter Mondale, Dan Quayle e Al Gore têm-se destacado, nos últimos anos e depois de abandonarem os seus postos, em algumas dessas missões ao serviço dos EUA. Exemplos semelhantes, podemos encontrar também em alguns países europeus, com destaque para a França e Alemanha. Tudo isto para concluirmos que há muito que não percebemos as razões que levam as autoridades portuguesas – Governo e Presidência da República - a não solicitarem , com mais regularidade e frequência, o apoio de antigos Presidentes da República, e até de ex-Presidentes da Assembleia da República, para missões ou iniciativas onde esteja em causa a defesa e a salvaguarda dos interesses nacionais.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Madrid será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016?

A cidade de Madrid é uma forte candidata à organização dos Jogos Olimpicos de 2016. No próximo dia 02 de Outubro, em Copenhague, irá competir com Chicago (EUA), Tóquio (Japão) e Rio de Janeiro (Brasil), numa candidatura que está a ter um forte envolvimento do governo espanhol e do próprio Rei de Espanha. Entre a cidade de Barack Obama (Chicado), a beleza natural de uma cidade que faz parte de uma das maiores economias emergentes (Rio de Janeiro), a grande metrópole asiática (Tóquio) ou a cosmopolita e dinâmica cidade de Madrid, qual será o sentido de voto dos 110 membros do colégio eleitoral? Entre as candidaturas de Madrid e do Rio de Janeiro, qual será a escolha do Comité Olímpico Português? Depois de Barcelona'1992 seguir-se-á Madrid'2016?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Portugal perde atractividade para a deslocalização de serviços

Portugal ocupa a 50ª posição no ranking que mede a atractividade dos países enquanto potenciais destinos para a deslocalização de serviços (“IT services and support”, “contact centers” e “back office support”), com base na análise de factores como "financial attractiveness", "people skills and availability" e "business environment", segundo um estudo elaborado pela empresa de consultadoria AT Kearney.

Portugal perde 4 posições em relação ao ranking de 2007, onde ocupava a 46ª posição, e esta perda de competitividade ainda é mais acentuada se tivermos em conta os dados de 2004, onde Portugal detinha a 19ª posição num ranking de 25 países.
Global Services Location Index 2009
(number in parenthesis indicates ranking in 2007 GSLI)
1. India (position in 2007 GSLI: 1)
2. China (2)
3. Malaysia (3)
4. Thailand (4)
5. Indonesia(6)
6. Egypt (13)
7. Philippines (8)
8. Chile (7)
9. Jordan (14)
10. Vietnam (19)
11. Mexico (10)
12. Brazil (5)
13. Bulgaria (9)
14. United States (Tier II)* (21)
15. Ghana (27)
16. Sri Lanka (29)
17. Tunisia (26)
18. Estonia (15)
19. Romania (33)
20. Pakistan (30)
21. Lithuania (28)
22. Latvia (17)
23. Costa Rica (34)
24. Jamaica (32)
25. Mauritius (25)
26. Senegal (39)
27. Argentina (23)
28. Canada (35)
29. United Arab Emirates (20)
30. Morocco (36)
31. United Kingdom (Tier II)* (42)
32. Czech Republic (16)
33. Russia (37)
34. Germany (Tier II)* (40)
35. Singapore (11)
36. Uruguay (22)
37. Hungary (24)
38. Poland (18)
39. South Africa (31)
40. Slovakia (12)
41. France (Tier II)* (48)
42. Ukraine (47)
43. Panama (41)
44. Turkey (49)
45. Spain (43)
46. New Zealand (44)
47. Australia (45)
48. Ireland (50)
49. Israel (38)
50. Portugal (46)

*Based on lower-cost locations in each country: San Antonio (U.S.), Belfast (UK), Leipzig (Germany) and Marseilles (France)


De acordo com este estudo, designado por “Global Services Location Index’ 2009 (GSLI)”, os 3 destinos mais atractivos para a deslocalização de serviços são a Índia, China e Malásia, que ocupam a mesma posição de 2007. Para além disso, no GLSI de 2009, destacamos também as seguintes conclusões:

i) A Europa Central e Oriental perde competitividade neste tipo de actividade em relação a outros destinos na Ásia, Médio Oriente e Magrebe.

ii) O Médio Oriente e Magrebe ganha relevância devido à sua proximidade com a Europa e à existência de recursos humanos preparados e habilitados para este tipo de funções (“offshoring” de serviços).

iii) A África Subsaariana mostra o seu potencial com o aparecimento de 3 países desta região no ranking, nomeadamente o Ghana ( 15ª posição), Ilhas Maurícias (25ª), Senegal (26ª) e África do Sul (39ª).

iv) Os países da América Latina e Caraíbas continuam bem classificados devido, sobretudo à proximidade com o mercado norte-americano (“nearshore destinations”).


v) Alguns países asiáticos ocupam o topo da tabela, beneficiando de uma combinação de custos reduzidos, ambiente de negócios favoráveis e “high people skills”.
vi) Um conjunto de países da União Europeia ocupam posições relevantes neste ranking, nomeadamente, a Bulgária (13ª posição) Estónia (18ª), Roménia (19ª), Lituânia (21ª), Letónia (22ª), Reino Unido (31ª), Rep. Checa (32ª), Alemanha (34ª), Hungria (37ª), Polónia (38ª), Eslováquia (40ª), França (41ª), Espanha (45ª) e Irlanda (48ª), para além de Portugal (50ª) que “fecha” o ranking.

Este é um mais um indicador, a juntar a outros, que evidenciam a perda de competitividade de Portugal enquanto destino de investimento directo estrangeiro, sobretudo devido à forte concorrência dos novos Estados membros da União Europeia e também dos países mais desenvolvidos dessa mesma União Europeia.
Por último, gostaríamos ainda de sublinhar a importância crescente de Cabo Verde, enquanto destino de deslocalização de serviços de empresas portuguesas, nomeadamente da área das telecomunicações ("contact centers"), beneficiando de factores como a lingua, qualidade e custo dos recursos humanos, ambiente de negócios e estabilidade politico-social.

Espanha aposta no ensino do espanhol no Brasil

A 1ª Vice-Presidente do Governo espanhol, Maria Teresa Fernández de la Vega, encontra-se de visita oficial ao Brasil, dias depois do Ministro das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos ter estado também em Brasília.

Como prioridade da agenda de contactos de Maria Teresa Fernández de la Vega está a promoção do ensino da língua espanhola no Brasil. Para este efeito está previsto a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Instituto Cervantes e o Ministério brasileiro da Educação – o Brasil (ainda ?) não tem nenhum entidade similar ao Instituto Cervantes ou ao Instituto Camões – e também o lançamento de um programa de “e-learning” para ensino do espanhol a estudantes do ensino primário e secundário, com a designação de “Hola Amigos”.

O Brasil é um dos principais mercados de expansão das empresas espanholas na América Latina pela que faz todo o sentido potenciar as sinergias desta ofensiva económica e empresarial com a chamada “diplomacia cultural”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Autoridades angolanas criam Zonas Económicas Especiais

O Governo angolano formalizou a criação da Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda-Bengo , bem como a constituição da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial-E.P. como concessionária da gestão e exploração de todos os direitos patrimoniais desta ZEE que ficará sob a tutela do Ministério da Economia.

Esta é a primeira das ZEE’s a serem criadas no país e vai ocupar territorialmente o espaço entre os municípios de Viana e Cacuaco (Provincia de Luanda) e Icolo, Dande, Ambriz e Nambuangongo (Província do Bengo). Em Viana, já estão a ser construídas diversas infra-estruturas para apoio e acolhimento de empresas, sobretudo industriais.

Esta constitui mais uma tentativa de promoção da diversificação da estrutura produtiva da economia angolana, ainda muito dependente das receitas da chamada “economia de enclave”, dominada pelos sectores da extracção de petróleo e diamantes. Para as empresas com negócios e/ou interessadas no mercado angolano, as ZEE’s poderão vir a constituir excelentes locais para a realização de investimentos devido, sobretudo, às condições de excepção oferecidas em termos de infra-estruturas como de enquadramento jurídico-regulamentar.

How to do business with the Inter-American Development Bank

O U.S. Commercial Service publicou o guia "How to do Business with the Inter-American Development Bank" dirigido a todas as empresas norte-americanas interessadas em realizar negócios com esta entidade multilateral de financimanto. Portugal é um dos membros do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento e tem Miguel Empis como representante português no Conselho de Administração desta instituição.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Programa de Governo do Partido Socialista para 2009-2013: Propostas na área da internacionalização da economia e das empresas

O Partido Socialista apresentou ontem, em Lisboa, o seu Programa de Governo para o periodo 2009-2013.

Na área da internacionalização da economia e das empresas há a reter, fundamentalmente, as seguintes propostas de actuação:

" ... reforçar a internacionalização da economia. Aumentar as exportações e o investimento directo estrangeiro deve constituir um desígnio nacional para os próximos anos em Portugal. A internacionalização é chave para a recuperação económica (o mercado internacional é de tal forma mais vasto que o mercado interno, que mesmo na actual conjuntura há espaço para crescer), para mais crescimento económico no médio prazo (dada a dimensão do mercado interno e os actuais níveis de endividamento dos agentes económicos), para a mais rápida renovação da base produtiva (pois o investimento estrangeiro modernizador trás consigo factores críticos de modernização) e para a redução do défice externo (pois metade do défice da balança de bens e serviços corresponde a défice comercial não energético). Por isso, para consolidar a estratégia de internacionalização da economia e a mobilizar todos os agentes da sociedade, iremos propor a celebração de um Pacto para a Internacionalização."


"Um Pacto para a internacionalização
a) Firmar um Pacto para a Internacionalização, capaz de promover o rápido aumento das exportações, através do aumento da actividade das actuais empresas exportadoras, do alargamento da base exportadora e da captação de investimento directo estrangeiro modernizador;

b) Aumentar a percentagem de PME exportadoras e aproveitar a mobilização plena da realidade das empresas portuguesas, seja dos sectores modernos e competitivos à escala global, seja dos sectores em modernização e expansão;

c) Dar resposta à actual conjuntura económica internacional, marcada pelo baixo crescimento ou quebra de procura nos mercados tradicionais; pela rápida expansão de novos mercados emergentes e de nichos de procura específicos e pelo ciclo de investimento modernizador em indústrias de alto valor, como as energias e a nova mobilidade;
d) Prosseguir e aprofundar o caminho trilhado nos últimos anos de aumento das exportações de maior valor acrescentado, de forte posicionamento em novos mercados, nomeadamente os países do Magreb, a América do Sul, os PALOP´S ou os países do Golfo e de captação de uma nova geração de investimento directo estrangeiro, assente em tecnologia e conhecimento;
e) Consolidar e desenvolver o novo mapa da diplomacia económica, seleccionando, a par do mercado europeu, até 15 mercados estratégicos fora da Europa para aumento das exportações com apoio da nossa diplomacia e aproveitar as oportunidades em mercados com nível de desenvolvimento intermédio;

f) Institucionalizar um quadro de cooperação estratégica para a internacionalização que envolva representantes das associações empresariais, do Governo e da administração pública (MEI, MNE, AICEP, IAPMEI) e de outras instituições relevantes, como as Universidades, no processo de decisão quanto às prioridades estratégicas a prosseguir na internacionalização, e os respectivos instrumentos de execução;

g) Organizar os meios e agentes da internacionalização de forma a assegurar uma execução coordenada e integrada;

h) Articular a política externa e as políticas de apoio à internacionalização económica (rede diplomática e instrumentos de apoio ao comércio externo e ao investimento), nomeadamente reforçando o apoio da diplomacia económica às empresas, especialmente as PME e realizando missões de apoio à internacionalização junto dos mercados estratégicos;

i) Criar uma rede de altos quadros portugueses de empresas no exterior, articulando-a com a diplomacia económica e a AICEP, tendo em vista detectar, criar e apoiar a concretização de oportunidades de investimento em Portugal ou de internacionalização de empresas portuguesas;

j) Reforçar a relação com as Comunidades Portuguesas, articulando-a com a diplomacia económica;

k) Criar um quadro regulatório favorável e incentivador das actividades exportadoras nos diversos sectores de actividade;

l) Definir um sistema de benefícios fiscais ao investimento na internacionalização. O regime dos benefícios fiscais ao investimento na internacionalização será estendido até 2020, alargando as condições de dedução automática do crédito, por forma a simplificar o acesso aos incentivos. O crédito fiscal em IRC será até 20% das aplicações relevantes para as empresas que participem em pólos ou clusters de competitividade e o limiar de investimento a partir do qual a sua atribuição será automática será reduzido para € 100 000. As aplicações relevantes para efeitos da atribuição deste crédito fiscal passam a contemplar também as despesas relacionadas com: I) criação de sucursais ou estabelecimentos estáveis no estrangeiro; II) aquisição de participações de sociedades não residentes ou a criação de sociedades no estrangeiro, desde que a participação directa seja, pelo menos, de 25% do capital social; III) campanhas de projecção plurianual para lançamento e promoção de produtos, prospecção e consolidação de mercados no estrangeiro, incluindo as realizadas com feiras, exposições e outras manifestações análogas com carácter internacional; IV) campanhas internacionais;

m) Simplificar os procedimentos aduaneiros: o Estatuto de Operador Autorizado será alargado a novas empresas, por via de contratualização;

n) Criar um novo fundo, no montante de 250 milhões de Euros, para apoiar operações de capital de desenvolvimento das PME em mercados internacionais;

o) Garantir que, sem prejuízo da necessária avaliação de risco das operações, a actividade de seguros de crédito à exportação disponibiliza um suporte adequado às actividades exportadoras;

p) Criar um sistema integrado de incentivos à localização em Portugal de centros de desenvolvimento e teste de novos produtos e soluções, bem como à participação de empresas e centros de investigação portugueses em parcerias internacionais de excelência, tendo em vista promover comunidades de conhecimento que reforcem a centralidade do País e aumentar as oportunidades de criação de emprego altamente qualificado nos sectores tecnológicos mais avançados;

q) Intensificar a relação com projectos de investimento directo estrangeiro já instalados em Portugal, tendo em vista potenciar o seu alargamento e a captação de novos negócios;

r) Criar 14 Lojas da Exportação no País, enquadradas na rede de agências do IAPMEI e em articulação com a AICEP, nas quais cada exportador terá um gestor de cliente;

s) Criar o programa INOVExport, para apoiar a colocação de até 1.500 jovens quadros em PME exportadoras, em particular jovens quadros com experiência prévia de Erasmus ou INOVContacto e formação intensiva em marketing/vendas;

t) Contratualizar entre as associações empresariais e a AICEP as acções de promoção externa para um horizonte temporal de 4 anos, com uma especialização por áreas geográficas;

u) Aumentar os incentivos não reembolsáveis às acções de promoção no exterior de 45% para 70%;

v) Reforçar os instrumentos de formação e capacitação de empresas para internacionalização, nomeadamente através da disponibilização de I) informação sobre mercados e estratégias de internacionalização; II) apoios especializados a empresas; III) capacitação de quadros e gestores de PME; IV) reforço da ligação às instituições de ensino superior; V) ligação à Business Intelligence Unit;

x) Criar a iniciativa E.EXPORTAR, de forma a dotar as PME de ferramentas tecnológicas ao nível do e-commerce que lhes permitam abordar os mercados internacionais com maior eficiência e rapidez;

z) Apoiar a internacionalização das indústrias criativas, nomeadamente design".

" As relações económicas externas
Os impulsos da globalização continuarão a estimular a internacionalização da economia portuguesa. Será particularmente importante promover políticas públicas que possam contrariar dois aspectos penalizadores para a economia portuguesa: um atraso estrutural do empresariado e de processos de produção, e a grande crise internacional que é particularmente severa para economias abertas como a nossa.

Em ambos os casos a resposta a dar na próxima legislatura exige o reforço dos instrumentos para a internacionalização e uma coordenação mais acentuada desses instrumentos. Há que reforçar os mecanismos de apoio à participação portuguesa em feiras internacionais, e o conhecimento sobre fontes de financiamento internacional, incluindo os bancos multilaterais; e há que assegurar uma articulação muito forte entre o empresariado e as redes de conhecimento desenvolvidas pelas Embaixadas.

A captação de investimento externo continuará a ser uma prioridade, e muito em particular o investimento que cria emprego qualificado e competitivo. Também nesta matéria se exige agora uma articulação mais estreita e coordenada com os diferentes serviços do Estado no exterior.
O reforço da capacidade de penetração internacional dos agentes económicos portugueses passa também pelo desenvolvimento de novas formas de parceria com o empresariado da diáspora portuguesa. O novo impulso a dar à internacionalização da economia portuguesa deve assumir-se como prioridade da acção externa do Estado português."

"As relações com os empresários portugueses no estrangeiro constituirão o pilar do programa NETINVEST, cujo objectivo central se propõe contribuir para facilitar as condições ao investimento em Portugal, à realização de parcerias entre os empresários nacionais com sede em Portugal e os restantes instalados no estrangeiro."

"Estabelecer pontes com mais-valias económicas portuguesas, por exemplo nas áreas das energias renováveis e das tecnologias de informação."

"Melhorar a coordenação com instrumentos de apoio à internacionalização, nomeadamente linhas de crédito concessionais; melhorar a capacidade de intervenção da SOFID e sua articulação com a política de cooperação".

Os nossos comentários em relação a estas propostas ficarão para outra altura.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Are Sovereign Wealth Funds Welcome Now?

Veljko Fotak e William Megginson publicam no “Columbia FDI Perspectives, Nº9, July 2009” um excelente artigo sobre (1) o papel e a intervenção dos fundos soberanos nas economias ocidentais; (2) as mudanças de atitude e de posição dos governos, dos reguladores, das empresas e dos órgãos de comunicação social em relação a estas entidades; (3) e sobre a forma como os governos deverão analisar estes fundos e o seu impacto nas empresas.
De acordo com os autores deste trabalho ,“ ... sovereign wealth funds are not all equal. Governments must realize that SWFs are a heterogeneous group. They vary dramatically in respect to size, funding, objectives, investment style and sophistication. Accordingly, regulators should resist the temptation to restrict SWFs unduly in the event of a fund “misbehaving.” Regulation should, a priori, treat all SWFs equally, but any ad-hoc response should affect the offending fund, rather than the entire category" . E acrescentam ainda que "formulating the proper regulatory response requires striking a fine balance between the need for foreign capital and the danger of foreign governments interfering in sensitive sectors of the economy".
E em Portugal que reflexão temos vindo a fazer sobre este tema?

terça-feira, 28 de julho de 2009

"Influence Potential" dos Estados Membros da UE no Parlamento Europeu

O site EuroActiv dá conta que o "European Institute for Participative Democracy (Qvorum)", “think tank” romeno com sede em Bucareste, acaba de publicar um estudo sobre a 'influence potential' dos 27 Estados- Membros da U.E. no Parlamento Europeu.

De acordo com este trabalho, a Alemanha estará sobre-representada no Parlamento Europeu, tendo assim mais “possibilidades” de influenciar as politicas da União Europeia, enquanto países como a Espanha e a Holanda estão "sub-representados “vis-à-vis” outros Estados com dimensões semelhantes, em termos populacionais, como são os casos da Polónia, para o caso da Espanha, e da Bélgica, Portugal, Hungria, Suécia e Áustria, para o caso da Holanda. Assim, e segundo o referido estudo, a Alemanha "....has secured an unprecedented four committee chairs and eight vice-presidencies, and holds three political group presidencies and another three group vice-presidencies".

UNCTAD: World Investment Prospectus Survey 2009-2011

A UNCTAD acaba de divulgar o "World Investment Prospectus Survey 2009-2011" que analisa, identifica perspectiva as principais tendências internacionais em relação ao investimento directo estrangeiro com base numa "survey" realizada junto de um conjunto de empresas multinacionais.

O culto de Nossa Senhora de Fátima na Polónia

Tive recentemente conhecimento desta impressionante noticia que refere que 68 peregrinos polacos, oriundos da cidade de Rzeszow, percorreram de bicicleta cerca de 4 386 Km para prestarem homenagem a N. Senhora de Fátima e “agradecer-lhe todas as graças concedidas à Polónia e aos polacos”.
Durante os 4,5 anos que vivi em Varsóvia, entre 2003 e 2007, tive oportunidade de constatar, inicialmente com alguma surpresa, a fé e a enorme religiosidade do povo polaco, o papel relevante da igreja católica em todos os sectores da sociedade polaca e também o grande significado local do culto de N. Senhora de Fátima, devido, fundamentalmente, à influência do Papa João Paulo II.
Neste período, assisti também ao luto e à profunda tristeza, dor e consternação de toda a nação polaca com o falecimento do Papa João Paulo II, um dos principais protagonistas das grandes mudanças que se verificaram, em finais do século passado, nos países do antigo bloco comunista.
De assinalar também que o interesse pelo culto de N. Senhora de Fátima na Polónia é um dos factores que contribui para a existência de um maior conhecimento e notoriedade sobre Portugal neste país da Europa Central e Oriental e constitui, ainda hoje, um factores que potenciam os fluxos turísticos de polacos para o nosso país.

sábado, 25 de julho de 2009

Business Week: Special Report on Innovation in a Recession

Leituras: "Business Week - How companies are finding creative ways to come up with new products and services faster and more efficiently—with fewer resources".

sexta-feira, 24 de julho de 2009

“European Attractiveness Survey’2009”/ Ernst&Young

A Ernst&Young acaba de publicar o “European Attractiveness Survey’2009”, desta vez com o subtítulo “Reinventing European Growth”, sob o signo da contracção do investimento directo estrangeiro (IDE), sobretudo ao nível da criação de emprego.

Segundo este trabalho, em 2008, e comparando com os dados de 2007, verificou-se uma redução significativa (-16%) do número de postos de trabalho criados, 176 551 para 148 333 empregos, e uma estabilização do número de projectos de IDE que passaram de 3 712 projectos para 3 718 projectos.



As operações de IDE na Europa, e no que diz respeito ao número de projectos, continuam a ser dominadas por investidores europeus (51% do total), sobretudo alemães, ingleses e franceses, e norte-americanos (25% do total). Os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) apresentaram, ainda, um reduzido número de projectos (6% do total), mas a tendência é para um crescimento do número de operações, fundamentalmente por parte de investidores chineses e indianos.

Segundo a “European Attractiveness Survey’2009”, os países que acolheram maior número de projectos de investimento estrangeiro, em 2008, foram o Reino Unido (686 projectos, 18% do total), França (523, projectos, 14% do total), Alemanha 390 projectos, 10% do total), Espanha (211 projectos, 6% do total) e Polónia (176 projectos, 5% do total). Por sua vez, os países mais beneficiados, em termos de criação de postos de trabalho, no âmbito destes projectos de IDE, foram o Reino Unido (20 196 empregos), Polónia (15 512), França (12 933), Rússia (12 900) e Hungria (11 659).

Portugal acolheu 37 projectos de IDE que criaram 3 448 postos de trabalho.



Quanto a perspectivas e tendências de curto prazo, esta “survey”, para a qual foram entrevistados 809 “global investors”, em Fevereiro de 2009, refere que os principais investidores internacionais vão apostar, fundamentalmente, nos países da Europa Ocidental (40% dos inquiridos) e da Europa Central e Oriental (39%), seguidos da China (33%), América do Norte (25%) e Índia (20%).

quinta-feira, 23 de julho de 2009

How many jobs are onshorable?

Excelente artigo de Richard Baldwin, Professor de Economia Internacional no Graduate Institute, em Genebra, que debate, com base em alguns trabalhos de Alan Blinder, a problemática do crescimento do "offshoring" de "impersonal services" nos EUA devido ao rápido crescimento das tecnologias da comunicação e informação.