quinta-feira, 23 de julho de 2009

How many jobs are onshorable?

Excelente artigo de Richard Baldwin, Professor de Economia Internacional no Graduate Institute, em Genebra, que debate, com base em alguns trabalhos de Alan Blinder, a problemática do crescimento do "offshoring" de "impersonal services" nos EUA devido ao rápido crescimento das tecnologias da comunicação e informação.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Summer'2009 Books: MBA Reading List

Summer'2009 Books: MBA Reading List: Algumas recomendações de um blog da Business Week.

Polacos estão felizes e confiantes

A crise económica internacional está a afectar, em maior ou menor grau, todos os países e os níveis de confiança e expectativas dos agentes económicos e das famílias. Neste quadro geral de contracção económica, de encerramento de empresas, de despedimentos, existem ainda alguns países onde a população se mostra confiante, segura, optimista e feliz. Um destes países é a Polónia. Segundo dados divulgados na semana passada pelo Instituto de Estatística Polaco (GUS), cerca de ¾ dos inquiridos estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a sua situação, o valor mais elevado desde que este estudo anual foi lançado, em 1993. Entre as razões apontadas para esta situação, estão as mudanças ocorridas no país desde a adesão à União Europeia, em 2004, e o facto da economia polaca continuar a crescer, ainda que de forma muito pouco significativa, em 2009.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Estudo da Transparency International revela dados sobre a corrupção em Portugal

Numa altura em que a problemática da corrupção volta à agenda politica em Portugal, a ONG (Organização Não-Governamental) Transparency International (TI) acaba de divulgar um novo relatório sobre este assunto, designado “Global Corruption Barometer' 2009", e que passou quase despercebido em Portugal. Aliás, no site desta organização onde é feito o levantamento da cobertura mediática deste trabalho, não há, até á data em que escrevemos este post, qualquer referência à a artigos publicados na imprensa portuguesa sobre este assunto, ao contrário do que sucedeu em outros países.

Este estudo da TI foi efectuado em 69 países, entre Outubro de 2008 e Fevereiro de 2009, e contou com a participação de 73 132 pessoas.
Em termos globais, metade dos entrevistados tem a percepção de elevados níveis de corrupção no sector privado, fenómeno que está a também afectar alguns países desenvolvidos como o Canadá, Dinamarca, Islândia, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Suíça.
Da leitura do "Global Corruption Barometer'2009", constata-se que 33% dos portugueses consideram o sector privado como aquele que é mais afectado pela corrupção, seguido dos partidos políticos (29%), funcionários públicos (15%), sistema judicial (14%), parlamento (5%) e meios de comunicação social (4%).
Já quanto ao combate à corrupção, cerca de 73% dos portugueses consideram que a actuação do governo tem sido ineficaz, enquanto 16% acreditam que as medidas implementadas pelas autoridades nacionais têm obtido resultados. No entanto, e apesar de haver uma elevada percepção de corrupção na sociedade portuguesa, somente 2% dos portugueses admite ter pago subornos, nos últimos 12 meses, para obter algum bem ou serviço.
Face à crescente relevância do tema da corrupção em Portugal, é com alguma expectativa que aguardamos as propostas de combate à corrupção que vão ser apresentadas nos programas eleitorais dos vários partidos políticos que concorrem às próximas eleições legislativas. Para que este assunto não volte a ser colocado apenas a meio da legislatura por alguns deputados mais "incómodos" mas, infelizmente, sem quaisquer consequências politicas!

As mudanças nas “Cajas de Ahorros” espanholas e as suas implicações em Portugal

Segundo uma notícia hoje publicada no diário espanhol “L´Expansion”, Rafael González-Gallarza Granizo, especialista em “Bancos e Cajas” e em “Mercados Financeiros” e sócio do prestigiado escritório de advogados Garrigues, prevê que desaparecerão, no curto-médio prazo, metade das actuais 45 “Cajas de Ahorros”, o que significa uma das piores contracções, dos últimos 60 anos, no mercado financeiro espanhol.

Esta mudança, vai realizar-se, fundamentalmente, através de um processo de fusões das referidas entidades financeiras que, aliás, tem estado a ser estimulado pelo Banco Central Espanhol e pelos Governos de várias Comunidades Autónomas, como é o caso da Catalunha. Hoje mesmo a imprensa espanhola dava também da conta da iminência de um acordo entre a CajaSur y Unicaja para além de se conhecerem negociações entre a Caja Duero y Caja España.

Apesar das dificuldades que algumas destas entidades estão a passar, devido à crise internacional e, em muitos casos, às politicas de crédito pouco criteriosas e e/ou executadas por orientações de natureza politica, não podemos esquecer que as “Cajas” tiveram um papel relevante no desenvolvimento económico e empresarial das 16 Comunidades Autónomas espanholas.

Ao terem um cariz marcadamente regional, pois os Governos das Comunidades Autónomas são geralmente accionistas das “Cajas” da sua região e têm um papel determinante na gestão e na estratégia das mesmas, estas entidades deram dimensão, capacidade financeira e “massa critica” a muitas empresas espanholas, através da entrada no seu capital social, o que lhes permitiu ganharem competitividade no mercado interno e avançarem, de forma mais sustentada, para a abordagem e entrada em mercados internacionais. Sinal deste dinamismo, algumas destas “Cajas” acompanharam a internacionalização das empresas das suas regiões e criaram representações no exterior, nomeadamente em Portugal.

Nesta altura, têm sucursais ou escritórios no nosso país algumas das principais “Cajas”, como são os casos da Caja Madrid, Caja Galicia, Caja Duero, Caixanova, Bancaja, Caja Badajoz, Caja Salamanca y Soria, La Caixa, entre outras. Por sua vez, algumas destas instituições têm posições accionistas importantes em empresas portuguesas (por exemplo, a Cajastur tem 5% da EDP e a La Caixa tem cerca de 30% do BPI) e em empresas espanholas instaladas em Portugal (por exemplo a holding do Grupo Pescanova tem entre os seus accionistas a Caixa Galicia, com uma posição de 20%, e a Caixanova com 5% do capital).

Em síntese, parece-nos que este processo de concentração bancária em Espanha, principal parceiro económico de Portugal, deverá ser acompanhado com atenção pelas autoridades e agentes económicos nacionais devido às suas implicações directas e indirectas na economia e no tecido empresarial português.

domingo, 19 de julho de 2009

Empresas espanholas continuam a investir e a apostar no estrangeiro

O investimento directo espanhol no exterior (IDEE), em 2008, atingiu 38 638 milhões de Euros (brutos), o que representou um decréscimo de 64,6%, em relação a 2007 (ano em se atingiram valores de investimento excepcionais), segundos dados revelados pelo Ministério da Industria, Turismo e Comércio de Espanha . De qualquer modo, o investimento das empresas espanholas no exterior continuou a ser superior ao investimento de empresas estrangeiras no mercado espanhol, situação que se verifica desde 1997.

Os países que integram a OCDE foram os principais destinos do IDEE, ao representarem 85% do total das operações de investimento realizadas. Por países, os EUA foram o principal destino de investimento (22,5%), seguidos do Reino Unido (16,1%), Holanda (12,3%) e México (11,4%). Por sua vez, Portugal, Grécia e França constituiram também destinos relevantes (com valores superiores a 3% do total para cada um destes países) dos investidores espanhóis, enquanto os países da América Latina captaram 17,5% do total de IDEE.

Quanto às Comunidades Autónomas espanholas com mais preponderância enquanto emissoras de investimento estrangeiro, destacam-se a Comunidade de Madrid (32,4%), seguida da Catalunha (20,4%), Cantábria (18,1%) e País Basco (15,5%).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A transição politica no Gabão

Em meados da década de 90 do século passado, desloquei-me em trabalho a Libreville, capital no Gabão, com o objectivo de fazer um levantamento das oportunidades de negócios para as empresas portuguesas e de contactar as principais instituições locais ligadas às áreas económica e empresarial.
Dessa viagem, e dos contactos que realizei, houve um conjunto de factos que, na altura, me impressionaram bastante. Em primeiro lugar, a forte presença francesa a todos os níveis da sociedade gabonesa, e nomeadamente na área económica. Empresas e interesses franceses, com ligações ao mais alto nível do poder politico, controlavam a economia gabonesa, e nomeadamente as áreas dos petróleos, banca, infra-estruturas, madeiras e distribuição alimentar (numa deslocação a um supermercado tive oportunidade de ver alfaces, tomates, leite do dia e iogurtes franceses que eram enviados diariamente, e por avião, a partir de Paris. Para além disso, era bem visível todo o dispositivo militar francês no país (a França possuía uma base aérea, ao lado do aeroporto internacional de Libreville), como se destacava também a enorme quantidade de assessores franceses que trabalhavam nos vários ministérios que visitei. Em segundo lugar, recordo também o poder absoluto que dispunha o Presidente Omar Bongo neste pequeno país africano com cerca de 1,4 milhões de habitantes (nesta visita, e depois de um encontro na Delegação da Comissão Europeia com um conselheiro económico francês, tive também oportunidade de assistir, junto à magnifica e tranquila marginal de Libreville, a todo o aparato de segurança que rodeava a chegada de Omar Bongo de uma viagem ao estrangeiro ....). Omar Bongo governou de forma autocrática o Gabão durante mais de 40 anos, e foi uma peça fundamental na politica externa africana de França e na intermediação de um conjunto de conflitos regionais, nomeadamente no Congo, República Democrática do Congo e Angola. Agora, e quando se esperava, numa perspectiva minimalista, alguma mudança de protagonistas na vida politica gabonesa, depois da morte de Omar Bongo, o seu filho, Ali-Ben Bongo, prepara-se para ser o candidato do principal partido (PDG) às eleições presidenciais, previstas para o próximo mês de Agosto, e assim suceder ao seu pai. Será que há coisas que nunca mudam?

Doing Business in India'2009

O Banco Mundial acaba de lançar o estudo "Doing Business in India' 2009". Trata-se de um relatório de leitura obrigatória para quem pretender fazer a abordagem e realizar negócios neste mercado.

Investimento estrangeiro em Espanha cresce apesar da crise económica

O investimento directo estrangeiro (IDE) em Espanha, em 2008, atingiu 37 715 milhões de Euros (bruto), o que constitui um crescimento de 0,4% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Industria, Turismo e Comércio de Espanha. Em termos líquidos, o IDE em Espanha alcançou 34 543 milhões de Euros, o que significou um incremento de 26,7% em relação a 2007. Trata-se de um facto bastante relevante, tendo em atenção a crise económica que se tem feito sentir no pais vizinho, sobretudo, desde o 2º semestre de 2008.

Por zonas geográficas, a União Europeia foi o 1º investidor em Espanha, representando 93,2% do total de IDE. Em termos de países, o Reino Unido foi o primeiro investidor (46,3% do total, devido principalmente à operação de compra da Altadis pela Imperial Tobacco), seguido da Alemanha (26,3%), França (7,8%) e Holanda (4,1%).

Sinal da forma eficaz e sustentada como as autoridades espanholas têm vindo a fazer a promoção e angariação de IDE, a agência estatal que tem estas funções, designada por Invest in Spain, foi recentemente galardoada com o prémio “The Best Foreign Investment in Europe. Real Estate-Green Tech”, na “7th World Investment Conference” que teve lugar em La Baule, França.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Banca angolana instala-se em Portugal

Depois do BAI - Banco Africano de Investimentos e do BIC - Banco Internacional de Crédito, chega a agora a vez do BPA - Banco Privado do Atlântico também se instalar em Portugal. O BPA, tal como o BAI, é um banco participado pela Sonangol e pelo Grupo BCP/Millennium. O Presidente do Conselho de Administração do BPA é Carlos Silva, ex-administrador do Banco Espírito Santo Angola, e conta também com Isménio Macedo, antigo Director-Geral da Sucursal do BCP/Millennium em Angola, como administrador. Por sua vez, António Monteiro, ex-Embaixador de Portugal em Paris e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros será um dos rostos do BPA em Portugal. Estas são entidades que pretendem ter um papel preponderante no apoio, captação e intermediação dos inúmeros e cada vez mais relevantes negócios que se fazem entre empresas portuguesas e angolanas, concorrendo directamente com os bancos portugueses instalados em Angola.

O bom exemplo de Cabo Verde


Em África, Cabo Verde é um exemplo ímpar de transição democrática, de funcionamento das instituições, de liberdade de opinião, de desenvolvimento económico, de gestão da ajuda internacional, de aposta na sociedade do conhecimento. Agora, é também de assinalar o sucesso que este pequeno país - sem grande relevância no contexto politico-diplomático africano, mas com alguns quadros muito bem preparados - está a alcançar na abordagem das instituições internacionais. Esta estratégia acaba de atingir novos resultados com a selecção (entre 65 candidatos), e posterior nomeação, de Helena Semedo, ex-Secretária de Estado e ex-Ministra das Pescas de Cabo Verde (num governo do partido MPD), para directora-geral para África da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), em acumulação com o cargo de adjunta do Director-Geral da FAO.

França e Polónia: que rumos, que cenários, que estratégias de desenvolvimento para o médio-longo prazo?

“France 2025”, do “Conseil d’ Analyse Économique” do Primeiro-Ministro de França, e “Poland 2030 – Development Challenges", do “Board of Strategic Advisers” do Primeiro-Ministro da Polónia, são dois importantes trabalhos prospectivos sobre os desafios e oportunidades que se colocam a estes dois países no médio-longo prazo. Discutem-se nestes estudos temas como a globalização, a Europa, o crescimento económico, as politicas sociais, a energia e as infra-estruturas, a modernização das instituições, apresentando-se alguns cenários de evolução futura. Na actual encruzilhada por que passa a economia portuguesa, com muitos sinais contraditórios e poucos consensos em relação a questões básicas sobre o modelo de desenvolvimento e o posicionamento internacional do nosso país, parece-nos que esta seria uma iniciativa interessante de ser replicada em Portugal. Ou seja, é necessário reflectir, discutir, partilhar e lançar novos desafios para Portugal, depois de se terem alcançado os dois últimos grandes “desígnios nacionais” que foram a adesão de Portugal à União Europeia e a integração na Zona Euro.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Could the swedish brand of capitalism be the model for the rest of Europe?

Veja aqui o video do FT sobre este o assunto em epígrafe.

Mota Engil ganha importante concurso na Polónia


O Grupo Mota Engil ganhou mais uma obra na Polónia. Desta vez tratou-se de um projecto de concepção e construção de uma secção da via rápida S8 a Nordeste de Varsóvia, entre as cidades de Jezewo e Bialystok. Esta secção de estrada tem uma extensão de 160 Km e um custo de 123 milhões de Euros e vai ser construída pelo Grupo Mota Engil, em parceria com a empresa de construção alemã Strabag.
A Mota Engil está a consolidar a sua posição neste país, depois de passar por algumas dificuldades que foram comuns a outras empresas estrangeiras e portuguesas. Esta consolidação está a ser efectuada através da diversificação das suas operações para novas áreas de negócios, como o imobiliário, construção civil, metalomecânica, ambiente e energias renováveis, e de uma politica inteligente e eficaz de parcerias, no sector das obras públicas, com os principais “players” internacionais (Strabag, Ferrovial, Bouygues, Hochtief, Acciona, Skanska, entre outras) presentes no competitivo mercado polaco.

A excelente pré-campanha autárquica de Paulo Pedroso


A pré-campanha autárquica de Paulo Pedroso em Almada deverá vir a constituir um “case study”da política portuguesa, independentemente dos resultados que venha a alcançar nas eleições de Outubro. Pela qualidade, rigor e oportunidade das propostas que está a apresentar, pela forma como está a discutir estas propostas e a buscar a participação dos cidadãos e até pelo modo inovador como está a efectuar a divulgação destes projectos, a pré-campanha de Paulo Pedroso à Presidência da Câmara Municipal de Almada constitui algo de excepcional e único na politica portuguesa, protagonizado por um dos quadros mais qualificados e preparados do Partido Socialista.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Promoção da língua portuguesa em Espanha: iniciou-se um novo estádio de relacionamento entre os dois países

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o seu homólogo espanhol, Ángel Gabilondo, assinaram hoje, em Mérida, um memorando de entendimento com vista a que o Português se torne numa língua de opção com avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino espanhóis.

Com este acordo, o Português passa, pela primeira vez, a constar do programa curricular do sistema de ensino em Espanha e abre-se caminho para que o intercâmbio de aprendizagens das duas línguas se estenda a todas as comunidades educativas espanholas e portuguesas.

Este memorando assinado entre os dois Estados, torna agora possível a assinatura de memorandos com as várias Comunidades Autónomas de Espanha na área da educação, pois esta é matéria descentralizada e depende, em grande medida, dos governos regionais.

Graças a este acordo foi possivel, logo de seguida, assinar um memorando de entendimento, desta feita com o presidente da Junta da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, para tornar efectiva a introdução do Português como língua estrangeira de opção e avaliação curricular nas escolas daquela região autónoma espanhola. Numa primeria fase, este projecto vai envolver 6 escolas da Extremadura e o envio de 14 professores de português, prevendo-se que a curto-médio prazo esta medida seja alargada à maioria das escolas desta Comunidade. Para além disso, estão a decorrer contactos para que venham a ser brevemente rubricados acordos semelhantes com outras Comunidades espanholas, nomeadamente de Castela e Leão e Galiza.

Os acordos hoje assinados têm um grande alcance e dimensão politica, pois consubstanciam um novo estádio de promoção e difusão da língua portuguesa no estrangeiro, e particularmente em Espanha (primeiro parceiro económico e comercial de Portugal), com a aprendizagem do português a ser agora realizada de forma curricular e formal.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Galp Energia e EDP integram ranking "Fortune Global 500" de 2009

A GALP Energia e a EDP são as únicas duas empresas portuguesas que integram o ranking "Fortune Global 500" do ano 2009. A Galp Energia surge na 414ª e a EDP na 447ª posição. Espanha tem 11 empresas no Top 500 da Fortune - Banco Santander (35ª posição), Telefónica (66ª), Repsol (76ª), BBVA (113ª), Iberdrola (208ª), ACS (241ª), CEPSA (246ª), Acciona (443ª), Grupo Ferrovial (447ª), Fomento de Construciones (451ª), Gas Natural (464ª), a França 40 empresas e a Alemanha 39 empresas . O ranking deste ano confirma a tendência dos últimos 4/5 anos de aparecimento de um conjunto de empresas multinacionais dos chamados mercados emergentes - Brasil, China, Índia, Rússia, México, Venezuela, Coreia do Sul, Taiwan, Malásia, entre outros - nos lugares cimeiros desta lista, com a China a chegar pela primeira vez ao TOP 10, através da petrolífera Sinopec, e a conseguir 37 empresas no Top 500 (contra 68 empresas do Japão). Os EUA têm 140 empresas no TOP 500, o nivel mais baixo desde a criação deste ranking em 1995. Em síntese, um ranking bem diferente daquele era apresentado na década de 90 do século passado, nessa altura constituído quase na sua totalidade por empresas norte-americanas, europeias e japonesas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

IESE e ERES Consulting realizam estudo sobre gestão de expatriados

O IESE (Univ. Navarra, Espanha) , através do Centro Internacional de Investigación de Organizaciones (IRCO) e a ERES Consulting, divulgaram há dias um estudo sobre a problemática da gestão dos expatriados, designado por “Los Retos de La Expatriación en las Multinacionales Espanolas y Extranjeras”, e onde partiparam 30 multinacionais – 14 espanholas e 16 estrangeiras – de diferentes sectores de actividade.

Este estudo concluiu, basicamente, o seguinte:

" 1. Las multinacionales españolas, en comparación con las extranjeras que tienen expatriados en España, dedican muy pocos recursos para los expatriados en la formación intercultural y al aprendizaje de idiomas. En la otra cara de la moneda, entre las principales causas de los fracasos de las expatriaciones (retornos anticipados de los trasladados), en las multinacionales españolas se produce asiduidad por la inadaptación del expatriado a su nuevo destino. En las extranjeras, los motivos más relevantes se refieren a las necesidades y exigencias de las empresas.

2. La gran asignatura pendiente de la expatriación es la repatriación. No se puede asegurar la promoción a la vuelta de una asignación internacional: en el mejor de los casos, se puede ofrecer un puesto similar. Pero lógicamente, en tres o cinco años la empresa matriz ha podido cambiar mucho, y el propio expatriado ha experimentado un notable desarrollo personal y profesional. Los beneficios sociales se terminan y el nivel de vida suele sufrir un deterioro a su regreso. Todo ello hace que las cifras de salidas pactadas sean relativamente elevadas. Los problemas ligados al retorno no solo afectan al individuo. La empresa puede verse muy perjudicada por la pérdida de los nuevos avances y conocimientos adquiridos, que se plantean al perder a un directivo cualificado de estas características y, en definitiva, pierden la oportunidad de aprovechar el talento asociado a toda la experiencia de la expatriación.

3. La principal dificultad aducida por las multinacionales, en referencia a la expatriación, radica en la escasez de perfiles expatriables, es decir, directivos motivados a participar en asignaciones internacionales, con los conocimientos y la actitud necesarios -y las circunstancias personales- para culminar con éxito dicho proceso. La cultura institucional de la empresa puede ser un obstáculo o un impulsor en este sentido. En alguna de las empresas que han participado, la experiencia internacional es un valor añadido y, por tanto, los directivos quieren acceder a él. En otras empresas, puede ocurrir que la expatriación se perciba como una pérdida de oportunidades al abandonar la sede central."

Em face das referidas conclusões, a equipa de investigadores do IESE e ERES, avança com um conjunto de propostas e de recomendações para as empresas espanholas com expatriados nas suas operações no exterior, a saber:

" - Mejorar la formación intercultural y de idiomas, para disponer de más perfiles expatriables y favorecer la adaptación de los expatriados.

- Generar culturas corporativas de empresa, en las que la expatriación y la experiencia internacional sean un valor añadido, aunque no siempre vaya acompañado de promociones verticales.

- Llegar a acuerdos claros y planificar adecuadamente la repatriación, para que todo el proceso funcione con éxito y sea una fuente de garantía, seguridad y equilibrio para la empresa."

Ou seja, apesar da existência de empresas com a dimensão e a projecção internacional do Banco Santander, BBVA, Telefonica, Indra, ACS, Abertis, Repsol, Ferrovial, Acciona, entre outras, constata-se que, em Espanha, ainda há muito para melhorar ao nível da gestão dos trabalhadores expatriados. E, em Portugal, como é que as nossas empresas e entidades com presença no estrangeiro fazem a sua gestão dos expatriados? Será esta uma das prioridades ao nivel da gestão global das operações internacionais? Existirão os mesmos problemas que foram identificados no estudo do IESE? Parece-nos que sim!