quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bulgária

Depois da Efacec, agora é a vez da Teixeira Duarte também anunciar que pretende entrar no mercado da Bulgária. Será que é desta que este país da União Europeia vai passar a constar das agenda de internacionalização das empresas portuguesas? O "efeito demonstração" destas duas empresas poderá suscitar o interesse de outras neste mercado? Por ora a Bulgária é o 60º cliente de Portugal. Em 2008, as vendas nacionais à Bulgária atingiram 27,1 milhões de euros enquanto as importações foram mais modestas e tiveram um valor de 17,3 milhões de euros. Quanto ao investimento português existirão meia dúzia de empresas instaladas neste mercado, ao contrário, por exemplo, da forte presença firmas nacionais no mercado vizinho, e de maior dimensão, da Roménia. Portugal tem uma Embaixada em Sofia e a AICEP não possui representação neste país.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Turismo e TAP apostam na Europa Central e Oriental


Depois de vários anos de estudos e análises, a TAP vai finalmente iniciar (ou nalguns casos reiniciar), no corrente mês, as ligações aéreas regulares para Moscovo, Varsóvia e Helsínquia.

Para apoiar e potenciar esta iniciativa, o Governo vai investir 1,12 milhões de euros - 500 mil euros em Moscovo, 417 mil euros em Varsóvia e 200 mil euros em Helsínquia - na promoção de Portugal nessas três cidades, no âmbito de um contrato de promoção, com a duração de três anos, assinado entre o Turismo de Portugal, TAP, ANA e a Associação de Turismo de Lisboa.

Os países da Europa Central e Oriental (não incluindo nesta análise a Finlândia) são mercados ainda marginais para a oferta turística portuguesa mas que apresentam um enorme potencial de crescimento, conforme se tem vindo a constatar desde 2003/2004 em termos do número de hóspedes e de dormidas na hotelaria portuguesa. O destino Portugal goza de boa imagem e os voos directos entre Portugal e os 4 principais mercados emissores (Hungria, Polónia, Rep. Checa e Rússia), complementados com esta aposta promocional, vão com certeza contribuir para um incremento significativo do número de turistas desta região em Portugal.

No primeiro trimestre de 2009, a Hungria, Polónia, Rep. Checa e Rússia foram responsáveis por 81 814 dormidas na hotelaria global portuguesa, referentes a 23 242 hóspedes.
Em relação ao período homólogo do ano anterior (1º trimestre de 2008), e no contexto dos 22 mercados emissores internacionais acompanhados regularmente pelo Turismo de Portugal, a Polónia foi o único país a apresentar um crescimento positivo ao nível dos hóspedes (11,9%) e, juntamente com a Noruega, das dormidas (5,9%) na hotelaria global portuguesa.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Governo espanhol lança medidas de apoio às exportações

No âmbito do Plano de Estimulo à Economia e Emprego, anunciado recentemente pelo governo espanhol, foi dada particular atenção à política de relançamento e de promoção das exportações.

Para tornar as empresas espanholas mais competitivas nos mercados externos, foram lançadas um conjunto de medidas de âmbito financeiro e não-financeiro. Entre estas, destacam-se as propostas de incentivo à concessão de crédito à exportação, plano de apoio ao financiamento de projectos de infraestruturas em África, flexibilização das condições de acesso ao seguro de crédito à exportação, apoio financeiro a projectos de investimento espanhol no exterior, realização de acções de abordagem aos chamados "fundos soberanos", lançamento do Plano LICITA com vista a melhor aproveitar as oportunidades de negócios existentes nas entidades multilaterais de financiamento, criação de um Centro de Apoio ao Investidor , melhoria do portal de informação sobre barreiras ao comércio externo, alargamento do plano de formação e capacitação sobre temáticas ligadas ao comércio e investimento e à penetração económica em mercados externos, entre outras medidas.

Mais informações sobre este Plano do governo espanhol podem ser consultadas aqui.

Câmara de Comércio Polónia-Portugal: um exemplo na promoção de Portugal nos Países da Europa Central e Oriental

Para quem pretende acompanhar com atenção a evolução da economia polaca e das empresas portuguesas na Polónia não pode deixar de visitar o excelente site da Câmara de Comércio Polónia-Portugal, sediada em Varsóvia. Trata-se de uma jovem e muito dinâmica associação empresarial que conta nesta altura com cerca de 50 associados. É dirigida por um conjunto de gestores e empresários portugueses de grande qualidade e nível internacional bastante empenhados no reforço do relacionamento económico bilateral e na promoção da economia e das empresas portuguesas no maior país dos últimos dois alargamentos da União Europeia. O Presidente da Câmara de Comércio Polónia-Portugal é Pedro Silva, Director-Geral da Biedronka, empresa polaca de distribuição alimentar do Grupo Jerónimo Martins.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Empresas e entidades chinesas duplicam valor dos investimentos no exterior

Em 2008, o investimento directo estrangeiro global deverá diminuir perto de 20%, mas o investimento directo da China no exterior prevê-se que venha a duplicar, segundo um estudo realizado por Ken Davies do Vale Columbia Center on Sustainable International Investment.


Na sequência de uma decisões tomadas pelo governo chinês, a China tornou-se, a partir de 2000, um “international player” enquanto emissor de investimento directo estrangeiro, e não apenas receptor, conforme se poderá constatar dos dados abaixo apresentados:

1982-1989 – 453 milhões de USD
1990-1999 – 2,3 mil milhões de USD
2004 – 5,5 mil milhões de USD
2005 – 12,3 mil milhões de USD
2006 – 17,6 mil milhões de USD
2007 – 24,8 mil milhões de USD
2008 – 40,7 mil milhões de USD (estimativa)

Fonte: Vale Columbia Center on Sustainable International Investment


Se incluirmos, em 2008, os investimentos financeiros (não contabilizáveis até 2006), o total de investimentos chineses no exterior atingiria 52,2 mil milhões de USD, ou seja quase o dobro dos 26,5 mil milhões de USD investimentos (inclui investimentos financeiros) efectuados em 2007.

Em 2009, e apesar da crise económica e financeira internacional, esta tendência deverá manter-se, como aliás comprovam as últimas noticias sobre investimentos chineses na Austrália (sobretudo no sector dos recursos naturais) e nos EUA.

Segundo Ken Davies do Vale Columbia Center on Sustainable International Investment, os “key drivers” que explicam esta situação são os seguintes: “(1) One of the most reported motivations in the international media and in some academic writing is China’s need to secure natural resources to fuel rapid growth, though this is actually not the most significant area of China’s outward investment, which is service industry. Government backing, including official development assistance (ODA), has been crucial for this resource-seeking investment. (2) While most of China’s exports are from foreign-owned enterprises, large domestic firms also export large volumes and need services like shipping and insurance. (3) China’s major enterprises are also acquiring global brands (like Lenovo’s acquisition of IBM’s personal computer business or the SAIC and Nanjing purchase of MG Rover). (4) Large state-owned enterprises (SOEs) losing their monopoly position at home are diversifying internationally. And (5) some enterprises – despite China’s ample labour supply – seek to move their labour intensive operations to cheaper overseas locations like Vietnam and Africa.”
Em termos geográficos, e apesar de imprensa abordar com regularidade o tema dos investimentos chineses em Africa, o Continente Africano representou, até finais de 2007, apenas 4% do total de IDE acumulado chinês no exterior. Os principais destinos do IDE chinês foram o Continente Asiático ( 67% do total), América Latina (21%), Europa (4%), América do Norte (3%) e Oceânia (2%). Por outro lado, grande parte destes investimentos são originários das províncias e municípios costeiros da China, já por si bastante envolvidos no comércio internacional, como são os casos de Guangdong (20% do total e também o maior receptor de IDE na China), Zhejiang (8%) e Shandong (8%).

Em face deste quadro de referência, e apesar do IDE chinês no exterior ainda representar pouco mais de 1% do total mundial de IDE, parece-nos que as entidades oficiais e as empresas portuguesas deverão estar particularmente atentas a esta nova realidade, devendo abordar e procurar sensibilizar, de uma forma regular, os dirigentes politicos e os responsáveis das principais multinacionais chineses para as potencialidades da economia e das firmas nacionais, não esquecendo também a promoção das oportunidades de cooperação empresarial e de realização de parcerias em terceiros mercados.

A propósito das diversas sessões e seminários sobre o relacionamento económico e comercial Portugal-Angola

Sucedem-se por todo o país os seminários e as sessões de informação e divulgação dirigidas a empresários sobre as oportunidades de negócios existentes em Angola e o relacionamento económico Portugal/Angola. São iniciativas que têm utilidade , organizadas, fundamentalmente, por associações empresariais, câmaras municipais, instituições bancárias, câmaras de comércio e entidades públicas com responsabilidades nesta área, e onde se costuma abordar de uma forma muito genérica e homogénea a realidade económica e empresarial daquele importante país de língua oficial portuguesa (os temas dos seminários são geralmente "Como Investir em Angola", "Como fazer negócios com Angola", "Oportunidades de Negócios em Angola", entre outros) . No entanto, parece-nos que na actual fase de desenvolvimento deste país, urge mudar o formato e a orientação de algumas destas acções. Ou seja, como já tem vindo a ser prosseguido e percebido por algumas associações empresariais e entidades nacionais, dever-se-á privilegiar nestas sessões uma abordagem do mercado angolano que coloque o enfoque na dupla perspectiva da promoção das exportações e do investimento português e, por outro, na dimensão regional e sectorial do mesmo. Assim, passariamos a dinamizar iniciativas que abordassem conjuntamente o tema das oportunidades de negócios/investimentos nas várias províncias angolanas, com destaque para Luanda, Benguela, Huila, Huambo, Cabinda, Namibe, Kwanza Sul, Bengo e Bié, e/ou sobre sectores específicos dessas provincias (por exemplo, o sector agro-alimentar na Huíla, sector das madeiras em Cabinda, sector os materiais de construção em Benguela, sector das tecnologias de informação em Luanda, etc..). Este é um dos vários caminhos que temos que seguir se quisermos continuar a ter uma posição económica relevante no mercado angolano.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Banco Asiático de Desenvolvimento tem novo economista-chefe

O Banco Asiático de Desenvolvimento, com sede em Manila (Filipinas), tem um novo economista-chefe. Trata-se do Dr. Jong-Wha Lee, de nacionalidade sul coreana e diplomado em Harvard. Portugal. Portugal é um dos accionistas deste entidade multilateral de financiamento, sendo representado no "Board of Directors" por João Simões de Almeida (Alternate Executive Director), mas até à data tem sido bastante reduzida a intervenção de empresas e entidades portuguesas em projectos financiados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento.

sábado, 6 de junho de 2009

Portugal e Espanha ou Espanha, Espanha, Espanha




Espanha é e deve continuar a ser uma das primeiras prioridades da política económica externa portuguesa independentemente dos perfis dos governos que liderarem os dois países ou até da crise económica que está a afectar, significativamente, as economias espanhola (depois de muitos anos de grande crescimento e expansão) e portuguesa. Senão vejamos alguns dados sobre a interdependência das duas economias tendo como referência o ano de 2008:
- As exportações espanholas para Portugal atingiram 16 545 milhões de Euros, segundo o INE - Instituto Nacional de Estatística de Espanha. As vendas portuguesas para Espanha ficaram-se pelos 9 216 milhões de Euros. Estes valores indicam um saldo desfavorável para Portugal de 7 329 milhões de Euros. Para outros países europeus de dimensão semelhante a Portugal, as exportações espanholas não têm o mesmo significado. Vejam-se os casos da da Bélgica (5 617 milhões de Euros), Suécia ( 1 641 milhões de Euros) ou Rep. Checa (1 445 milhões de Euros).
- As exportações espanholas para Portugal (16 545 milhões de Euros) são bastante superiores às vendas de Espanha para toda a América Latina (8 541 milhões de Euros) e não ficam muito longe do total das exportações espanholas paera todo o Continente Americano (17 885 milhões de Euros) - América do Norte (8 541 milhões de Euros), América Latina (9 079 milhões de Euros) e resto da América (265 milhões de Euros).
- Espanha foi o 1º cliente (27,2% do total) e o 1º fornecedor de Portugal (30,8% do total), enquanto Portugal foi o 3º cliente (8,7%) e o 9º fornecedor (3,3%) de Espanha.
- Ao nível da balança comercial de serviços, Espanha posicionou-se como o 2º mercado cliente dos serviços portugueses (a seguir ao Reino Unido), tendo absorvido 15,4% das vendas totais ao exterior, e foi o 1º fornecedor de serviços ao nosso país (25,2% das chegadas totais de serviços).
- Ao nível do investimento directo estrangeiro (IDE), Espanha foi o 4º maior investidor em Portugal (com 13,1% do total do IDE), depois de já ter ocupado o primeiro lugar em 2004. Segundo o Banco de Portugal, o montante do investimento directo espanhol em Portugal, em termos brutos, totalizou perto de 4.043 milhões de euros em 2008, evidenciando um acréscimo de 3,4% face ao ano anterior. Estima-se que operem em Portugal cerca de 1 200 empresas com capitais espanhóis.
- Por outro lado, enquanto destino do investimento português no exterior (IDPE), Espanha posicionou-se em 2º lugar no último ano (15,9% do total do IDPE). O investimento directo de Portugal em Espanha, segundo o Banco de Portugal, foi de 1.460 milhões de euros (-7,7% face a 2007). Segundo dados da AICEP existem actualmente 320 empresas portuguesas instaladas em Espanha.
- Em relação ao turismo, Espanha ocupa também uma posição preponderante como mercado emissor de turistas para Portugal. No período 2004-2008, o país vizinho manteve, em todos os anos, o 2º lugar no ranking dos principais mercados emissores. Em 2008, o número de hóspedes espanhóis na hotelaria global portuguesa atingiu 1,3 milhões (quota de 18,3% do total). Por seu lado, Espanha, com 3,1 milhões de dormidas (quota de 11,7%), ocupou o 3.º lugar no ranking das dormidas na hotelaria global.
Para além de outras justificações de ordem politica e estratégica, estes são elementos que não devemos negligenciar e que atestam a relevância do mercado espanhol para Portugal e vice-versa. Não nos devemos também esquecer que Portugal é uma prioridade estratégica para Espanha e o espaço natural, e nalguns casos inicial, de expansão internacional das empresas espanholas.

Fundos soberanos da Líbia

Numa altura em que a Líbia surge como um dos mercados de aposta da diplomacia económica portuguesa e em que capitais líbios demonstram interesse em investir e/ou tomar posições em empresas portuguesas, a UBIFRANCE, entidade francesa congénere da AICEP, vai organizar no próximo dia 15 de Junho, em Paris, um seminário designado por "Comment travailler avec les fonds d'investissement libyens en Libye, Afrique et Europe ?". Esta acção dirigida exclusivamente a empresários franceses pretende divulgar as estratégias, mercados e sectores prioritários, procedimentos e formas de acesso aos vários fundos soberanos libios - Libya Africa Investment Portfolio (LAIP), Libyan Foreign Investment Company (LAFICO), Libyan African Investment Company (LAICO), Economic and Social Development Fund (ESDF) - que dispõem nesta altura de cerca de 135 mil milhões de Euros de liquidez para realizarem projectos no exterior.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Marcas brancas

As marcas brancas estão em grande expansão, como refere este artigo do ICEX. En 2007, as marcas brancas no sector da distribuição alcançaram uma quota de mercado de cerca de 40% em paises como o Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Suiça e mais de 30% em França, Portugal e Espanha. Na maior feira internacional deste sector que se realiza hoje e amanhã em Amsterdão vão participar 93 empresas espanholas (+ 8 empresas que em 2008). Em 2008, esta feira contou a presença de 3000 expositores, entre os quais 30 pavilhões nacionais.

Agência de Promoção de Investimento da China abre escritório em Budapeste

A China Investment Promotion Agency, entidade responsável pela captação de investimento estrangeiro e pela promoção do investimento chinês no exterior, anunciou que irá abrir em Budapeste, no 2º semestre de 2009, o seu primeiro escritório no exterior, segundo revela o jornal "Budapest Business Journal". As razões adiantadas para a escolha deste localização foram a centralidade húngara no contexto europeu, a existência de ligações aéreas directa entre Budapeste e Pequim, a qualificação da mão-de-obra local e o facto da Hungria ser o único país da região onde o Banco da China já está presente. Estamos a assistir a uma nova fase de relacionamento da China com os PECO -Países da Europa Central e Oriental, depois da ofensiva comercial verificada nos últimos anos, que passa agora pela consolidação e alargamento dos investimentos nestes países. Por outro lado, face à concorrência existente entre Portugal e os PECO ao nivel da captação de IDE (investimento directo estrangeiro) e à crescente relevância da China enquanto emissor de IDE, urge dar especial atenção às estratégias e prioridades das principais empresas chinesas investidoras no estrangeiro.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Luis Amado sobre algumas das prioridades da politica económica externa portuguesa

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, concede hoje uma entrevista ao Diário Económico onde de uma forma esclarecedora faz um conjunto de comentários sobre algumas das prioridades externas da economia portuguesa; modo de funcionamento do sistema português de apoio à internacionalização; competitividade internacional das empresas nacionais; captação de investimento dos fundos soberanos; missões oficiais ao estrangeiro, entre outros.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

SOFID

Numa pesquisa recente na web constatei que a Sofid - Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento - Instituição Financeira de Crédito, S.A., criada em Outubro de 2007, já tinha um web site . Esta instituição faz parte da EDFI - European Development Finance Institutions, desde Fevereiro de 2008, tem como accionistas o Estado (59,99%), um conjunto de bancos - BES, BPI, CGD e BCP/Millennium - e a ELO (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação) e tem como missão:
" (1) Contribuir para a dinamização dos sectores empresariais dos países menos desenvolvidos;
(2) Apoio às empresas portuguesas nos investimentos em países em desenvolvimento e em países emergentes, consideradas isoladamente ou em parceria com investidores locais, que contribuam para o desenvolvimento sustentado desses países, nomeadamente aqueles que beneficiam da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) portuguesa;
(3) Constituir a EDFI (European Development Financial Institution) Portuguesa."
Trata-se de uma entidade que pode ter um papel muito relevante no apoio financeiro à internacionalização das empresas portuguesas para países em vias de desenvolvimento, e nomeadamente para os PALOP. A expectativa é grande em relação à SOFID e muita gente ainda se recorda do papel muito relevante que teve neste âmbito o extinto FCE -Fundo para a Cooperação Económica .

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Exporta'2009 - Congresso da Internacionalização Empresarial


O ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo, em colaboração com o Governo da Comunidade Autónoma de Aragão, vai organizar em Saragoça, entre os dias 17 e 18 de Junho, mais uma edição do Exporta - Congresso da Internacionalização Empresarial. Trata-se de uma importante iniciativa do sistema espanhol de apoio à internacionalização onde são tratadas e discutidas as problemáticas relacionadas com a abordagem dos mercados externos por parte das empresas do país vizinho.
Uma iniciativa similar, designada por "1º Congresso das Empresas Exportadoras", foi realizada em Portugal, em Outubro de 2005, na Exponor (Porto), pelo ICEP, AEP-Associação Empresarial de Portugal e AIP - Associação Industrial Portuguesa.

Global Investment Promotion Benchmarking'2009

O Grupo Banco Mundial acaba de publicar o "Global Investment Promotion Benchmarking' 2009". Este relatório analisa a forma como as agências governamentais de captação de investimento estrangeiro promovem os seus países junto de investidores estrangeiros e conclui que "... over 70 percent of government investment-promotion intermediaries miss out on investment and job-creating opportunities by failing to provide accurate and timely information to potential investors; ...only 10 out of 181 countries followed up with potential investors to secure projects."
De acordo com este estudo, a Austrian Business Agency é considerada a nº 1 em termos mundiais e são mencionados os progressos efectuados por diversos países de rendimento médio e baixo, e respectivas agências, na captação de investimento estrangeiro, nomeadamente o Brasil, Botswana, Colombia, Lituânia, Turquia, Honduras e Sri Lanka.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Proparco lança revista

A Proparco, filial da Agence Française de Développment que se dedica ao apoio ao sector privado nos países do Sul, e nomeadamente na África Subsaariana, acaba de lançar uma interessante revista denominada "Secteur Privé & Développement". Este primeiro número está excelente reunindo contributos de reputados economistas, como é caso de Paul Collier da Universidade de Oxford.

Crise e diminuição das exportações de gaz limitam influência politica russa na Europa

As exportações de gaz russo para a Europa, efectuadas da companhia estatal Gasprom, diminuiram significativamente no 1º trimestre de 2009, devido à crise económica internacional. Os fornecimentos russos passaram a representar 18% das compras totais de gaz da Europa, quando no periodo homólogo do ano anterior haviam alcançado cerca de 30%. Esta situação poderá vir a limitar a influência politica russa na Europa, e sobretudo nos ex-países comunistas da Europa Central e Oriental, já que o gaz tem vindo a ser regularmente utilizado pela Rússia como arma de arremesso politico, sobretudo no periodo de Inverno.

Angola atrasa pagamentos a empresas portuguesas

A economia Angola começa da resssentir-se da crise internacional, da redução do preço do petróleo e dos seus problemas estruturiais, decorrentes sobretudo da excessiva dependência das receitas da exploração petrolífera e reduzida diversidade produtiva. Uma má noticia para as empresas portuguesas com negócios e interesses em Angola que começam a sofrer alguns atrasos nos pagamentos. Talvez esta situação venha a permitir uma maior ponderação, equilibrio e racionalidade na abordagem do mercado angolano por parte de algumas empresas portuguesas, como refere Carlos Bayan Ferreira, Presidente da Câmara de Comércio e Industria Portugal-Angola.