África suscita actualmente um grande interesse em termos politicos, económicos e empresariais por parte de antigos e novos parceiros externos. Mas não só! Os EUA estão a reforçar e a expandir as suas operações de "intelligence" em África, como aqui é explicado pelo Embaixador David Shinn. Numa perspectiva mais global, a administração Obama divulgou há dias um "paper" com a estratégia norte-americana para a África Subsaariana ("The US Strategy Toward the Sub - Saharan Africa") que pode ver aqui. A seguir!
Tendências em Mercados Internacionais e Estratégias de Internacionalização de Empresas. Globalização, Comércio e Investimento Internacional. Desenvolvimento e Cooperação Internacional. E outras coisas mais.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
EUA reforçam actividades de "intelligence" em África
África suscita actualmente um grande interesse em termos politicos, económicos e empresariais por parte de antigos e novos parceiros externos. Mas não só! Os EUA estão a reforçar e a expandir as suas operações de "intelligence" em África, como aqui é explicado pelo Embaixador David Shinn. Numa perspectiva mais global, a administração Obama divulgou há dias um "paper" com a estratégia norte-americana para a África Subsaariana ("The US Strategy Toward the Sub - Saharan Africa") que pode ver aqui. A seguir!
domingo, 20 de maio de 2012
Bélgica, terra de emigração
A Bélgica é, sem dúvida, um país de emigrantes. De acordo com um estudo realizado pelo Institut Itinera um quarto da população belga tem um familiar estrangeiro. Nos últimos 10 anos, entraram na Bélgica cerca de 500 000 emigrantes, ou seja 4,5% da população do país, e nos últimos 20 anos cerca de 800 000 estrangeiros adquiriram a nacionalidade belga. A Bélgica acolhe proporcionalemnte mais emigrantes que todos os seus países vizinhos, superando também alguns países tradicionais de emigração como o Reino Unido, EUA ou o Canadá. De acordo com a Eurostat, em 2060, a população belga de origem estrangeira representará entre 30 e 50% da população total do país. Estes factos vão, com certeza, suscitar muitas comentários mas colocam, fundamentalmente, grandes desafios ao nível das políticas públicas de educação, emprego, segurança social, saúde, cultura e até ao nível da politica externa e de desenvolvimento internacional da Bélgica.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Ten Trends for 2012, The European Council on Foreign Relations
Para último post deste ano, escolhemos um artigo do "think tank" The European Council on Foreign Relations" e designado "Ten Trends for 2012". Esta análise pode ser lida aqui e tem os seguintes tópicos:
1. A European clash of civilisations.
2. Germany rediscovers that it’s a European country.
3. A British Europe without Britain.
4. China is forced into a financial G3 to safeguard the value of its reserves.
5. The Russian Scramble for Europe(an banks).
6. The remilitarisation of Europe.
7. China discovers competitive politics while reinforcing authoritarianism.
8. The re-Atlanticisation of Turkey.
9. The Domesticated Brotherhood.
10. A perfect Iranian storm.
Votos de um excelente ano de 2012.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Top 5 Foreign Policy Books in 2011
Neste final de ano, os colaboradores da Foreign Policy Association (E.U.A.) efectuaram uma votação sobre os melhores livros de 2011 relacionados com a politica externa dos E.U.A. e chegaram aos seguintes resultados:
George F. Kennan: An American Life
by John Lewis Gaddis (Penguin Press 2011)
Best Regional Read
Rock the Casbah: Rage and Rebellion Across the Islamic World
by Robin Wright (Simon & Schuster 2011)
Best History
Berlin 1961: Kennedy, Khrushchev, and the Most Dangerous Place on Earth
by Frederick Kempe (Putnam 2011)
Best Contemporary Issue
The Quest: Energy, Security and the Remaking of the Modern World
by Daniel Yergin (Penguin Press 2011)
Best "Off the Radar" Subject
Where China Meets India: Burma and the New Crossroads of Asia
by Thant Myint-U (Farrar, Straus and Giroux 2011)
Veja aqui uma análise mais detalhada dos referidos livros.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
As interdependências entre os níveis de corrupção e de desenvolvimento humano
Via blogue The Graphic Detail da revista The Economist uma análise comparativa dos últimos indicadores do Corruption Perceptions Index, da Transparency International, e o Human Development Index das Nações Unidas que revelam algumas interessantes conexões, a saber: "when the corruption index is between approximately 2.0 and 4.0 there appears to be little relationship with the human development index, but as it rises beyond 4.0 a stronger connection can be seen. Outliers include small but well-run poorer countries such as Bhutan and Cape Verde, while Greece and Italy stand out among the richer countries." Uma chamada de atenção para as atipicidades ("outliers") desta análise e sobretudo para a excepção e bom exemplo de Cabo Verde. Por outro lado, e se outros argumentos não faltassem, esta análise constitui mais uma forte justificação para a necessidade de uma maior aposta na promoção da educação e do desenvolvimento, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento, e para a implementação de mecanismos mais rigorosos de prevenção e combate à corrupção.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Leituras: "Dealing with a Post-Bric Russia"
Via Blogue "Da Rússia", de José Milhazes, este interessante "paper" de Ben Judah, Jana Kobzova e Nicu Popescu, do European Council of Foreign Relations, e designado "Dealing with a Post-Bric Russia".
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Manuel Marín: "Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana"
"Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana", é uma das afirmações proferidas por Manuel Marín numa entrevista hoje publicada no jornal espanhol "El País" sobre a crise na Europa e o funcionamento das instituições comunitárias. Manuel Marín foi um destacado dirigente socialista espanhol, muito próximo de Felipe González, que ocupou durante vários anos o cargo de Vice-Presidente da Comissão Europeia nos mandatos liderados por Jacques Delors e Jacques Santer. Mais recentemente ocupou o cargo de Presidente do Parlamento de Espanha (2004-2008). Durante o período em que vivi em Madrid tive a oportunidade de escutar de Manuel Marín algumas interessantes "estorias" sobre os primeiros anos da democracia espanhola e o processo de adesão de Espanha e Portugal à União Europeia, em que foi o principal negociador espanhol, na qualidade de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Para quem teve este nível de comprometimento e de implicação com o "projecto europeu", o actual estado da Europa deve com certeza causar alguma frustração e desalento.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
As relações entre a União Europeia e a Rússia por Adam Michnik
Adam Michnik é dos mais conhecidos intelectuais polacos. Teve um papel relevante na oposição ao regime comunista polaco e é actualmente editor-chefe do "Gazeta Wyborcza", um dos principais jornais do seus país. Amanhã vai estar na Fundação Calouste Gulbenkian para nos falar sobre as relações entre a União Europeia e a Rússia. Um tema que na Polónia é acompanhado com especial atenção!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A importância estratégica do novo aeroporto de Luanda
O aeroporto de Joanesburgo é maior “airport hub” (centro de ligações) da África Austral e do Continente Africano. A partir Joanensburgo, existem ligações aéreas directas para todos os Continentes e para um grande número de países africanos. Passei por Joanesburgo várias vezes em trânsito para Moçambique, Zimbabwe e Namíbia e recordo uma infra-estrutrura aeroportuária eficiente e apoiada numa companhia de bandeira, a South African Airways, moderna e com um serviço de qualidade. No entanto, e a exemplo do que já se verifica em outras áreas, a posição sul-africana neste domínio das ligações aéreas vai também passar a ter, a curto-médio prazo, um rival regional de alguma relevância. Com efeito, o governo angolano decidiu recentemente apostar na construção de um novo aeroporto, nos arredores de Luanda, que pretende vir a ser o novo “hub” para a região austral do Continente Africano. Os trabalhos neste novo aeroporto estão a decorrer a bom ritmo, têm o acompanhamento directo do Presidente da República – o que releva a importância do projecto para o Estado angolano –, vai custar cerca de 3 mil milhões de USD e estará, em principio, concluído num prazo de 2 anos. Até lá, haverá um conjunto de outras melhorias que as autoridades angolanas deverão efectuar ao nível das diversas infra-estruturas de apoio ao aeroporto e na modernização e aumento da capacidade operacional da companhia de bandeira angolana (TAAG). No entanto, a construção deste novo aeroporto, em Luanda, não vai ter apenas consequências regionais ou até no Continente Africano. Irá também colocar grandes desafios à TAP Air Portugal, em termos de comerciais e de relacionamento com as autoridades angolanas, numa rota de importância estratégica para a actual companhia de bandeira portuguesa.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Leituras: "10 Reasons Why Russia Still Matters", Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School
Foto: AP Photo/RIA-Novosti, Dmitry Astakhov, Presidential Press Service
Nas últimas décadas, assistimos a mudanças significativas na politica internacional e ao aparecimento de um conjunto de novas realidades politicas e económicas que mudaram bastante a actuação externa de muitos países, entre os quais os EUA e a Rússia. No entanto, e apesar das novas prioridades das politicas externas norte-americana e russa, a Rússia deve continuar a merecer uma atenção muito especial por parte dos decisores norte-americanos, como justificam e explicam aqui e aqui um grupo de investigadores do Belfer Center for Science and International Affairs/Harvard Kennedy School. E como nos recordam estes investigadores a primeira razão para a Rússia continuar no topo da agenda da politica externa norte-americana é a seguinte: " Russia remains the only nation that can erase the United States from the map in 30 minutes. As every president since John F. Kennedy has recognized, Russia’s cooperation is critical to averting nuclear war".
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Partido de Donald Tusk ganha eleições legislativas na Polónia
Foto: Reuters
O PO, partido de Donald Tusk (ao centro na foto), actual Primeiro-ministro polaco, ganhou as eleições legislativas realizadas no último Domingo. É a primeira vez na história da Polónia que um Primeiro-ministro é reeleito democraticamente . O PO obteve 39,18% dos votos, seguido do PIS (29,89%), RPAL (10,02%), PSL (8,36%) e SLD (8,24%). Depois destas eleições, espera-se que o PO venha a manter a coligação governamental com os seus aliados do PSL e que garante o apoio de uma maioria de deputados no parlamento polaco.
A vitória do PO era esperada, apesar do desgaste de 4 anos de governação. Já os resultados alcançados nestas eleições pelo PIS (29,89%), partido do gémeo Jaroslaw Kaczynski, constituíram para mim uma surpresa. Não contava que esta força politica conseguisse alcançar uma votação tão expressiva. Este facto demonstra claramente a relevância politica e sociológica de uma importante franja do eleitorado polaco com características mais conservadoras, profundamente católica, que vive em pequenas cidades e que (ainda) tem uma posição muito céptica em relação às propostas reformistas e liberais do actual governo e à própria União Europeia, de que a Polónia faz parte desde 1 de Maio de 2004. Por isso, os resultados agora alcançados por Donald Tusk constituem, sem dúvida, boas noticias para a União Europeia e julgo que também para a Polónia.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Bélgica: crise politica e competitividade económica
A Bélgica tem vindo a atravessar há muitos meses um periodo de grande instabilidade politica que tem base as históricas diferenças e rivalidades entre flamengos e francófonos e que se tem consubstanciado em enormes dificuldades dos vários partidos políticos em chegarem a plataformas estáveis e duradouras de entendimento para a governação do país. Na opinião de muitos observadores este tipo de dificuldades de natureza politica, poderá levar um dia à propria cisão do Estado belga. No entanto, este facto não tem impedido que este país tenha vindo a reforçar a sua competitividade económica e empresarial, como apontam alguns indicadores divulgados nos últimos dias. Assim, no último relatório de avaliação da competitividade das nações (Global Competitiveness Report 2011/2012) do World Economic Forum, a Bélgica alcançou a 15ª posição, o melhor lugar alcançado por este país desde a criação deste ranking em 2001. Pela primeira vez, a Bélgica ultrapassa a França (18ª posição) e aproximou-se da Alemanha (6ª) e da Holanda (7ª posição). Refira-se que Portugal está classificado em 45ª posição, tendo subido um lugar em relação ao ano passado, num ranking que é liderado pela Suíça, seguida de Singapura e da Suécia. Num outro estudo divulgado há dias pela consultora Deloitte sobre as condições de atractividade, em termos de formalidades legais de emigração, para recursos humanos altamente qualificados oriundos de países fora da União Europeia, a Bélgica tem também uma posição preponderante neste ranking no contexto dos países da União Europeia. De acordo com a Deloitte, um visto de trabalho na Bélgica é emitido num prazo de 3 semanas, enquanto em Espanha e em Itália podem demorar até 6 meses. Para além disso, os rendimentos minimos exigidos para a otenção destes vistos são de 36 000 euros na Bélgica, enquanto na Alemanga alcançam os 65 000 euros.
Em síntese, na Bélgica a instabilidade politica existe, persiste e poderá levar à própria desintegração do país, mas isso não tem impedido a sociedade belga de se modernizar, de crescer e de se desenvolver.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Unido faz diagnóstico do ambiente de negócios em Cabo Verde
A UNIDO, organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, em colaboração com as autoridades cabo-verdeanas, realizaram recentemente um estudo sobre o ambiente de negócios em Cabo Verde. Com este trabalho pretendeu-se fazer um diagnóstico do actual ambiente de negócios no país e apresentar propostas que permitam aumentar a competitividades do sector privado de Cabo Verde de acordo com as sugestões e recomendações apresentadas por empresários, associações empresariais, ordens profissionais, instituições publicas e lideres de opinião locais. Entre os vários problemas identificados contam-se as debilidades existentes ao nivel dos transportes, qualificação da mão-de-obra, fornecimento de electricidade, acesso ao crédito, concorrência desleal, regulação e fiscalização e da justiça e administração pública.
Um estudo bastante pertinente e esclarecedor e de grande utilidade (também) para os potenciais investidores em Cabo Verde.
P.S. - Jorge Carlos Fonseca é o novo Presidente da República de Cabo Verde, na sequência da vitória alcançada na 2ª volta das eleições presidenciais. Uma vitória que vai obrigar a uma coabitação entre o governo, apoiado pelo PAICV, e o Presidente da República, que foi apoiado pelo MPD, e que terá certamente também consequências internas ao nivel do próprio PAICV que viu os candidatos oriundos das suas fileiras serem derrotados nestas eleições.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Eleições Presidenciais em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde e a cobertura da RTP
É já no próximo Domingo que vão ter lugar as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde. No caso de São Tomé e Príncipe, trata-se da 2ª volta das eleições presidenciais que vão ser disputadas por dois "dinossauros" da politica local, Manuel Pinto da Costa (ex-Presidente da República) e Evaristo Carvalho. Na primeira volta, Manuel Pinto da Costa foi o mais votado, com 35,58% dos votos, enquanto Evaristo Carvalho obteve 21,74%, com 32,11% dos eleitores inscritos a optarem pela abstenção. Já em Cabo Verde, a eleição promete ser muito disputada tendo-se apresentado a este escrutínio quatro candidatos, alguns deles com grande experiência de governação e muito bem preparados politicamente, a saber: Manuel Inocêncio (apoiado pelo PAICV, partido no poder), Aristides Lima (deputado do PAICV, que concorre como independente), Jorge Carlos Fonseca (apoiado pelo MpD, maior partido da oposição) e Joaquim Jaime Monteiro (independente). Recorde-se que em 36 anos de independência, Cabo Verde teve três chefes de Estado – Aristides Pereira (1975-1991), António Mascarenhas Monteiro (1991-2001) e Pedro Pires (desde 2001).
Ainda a propósito destas duas eleições, refira-se o acompanhamento que tem vindo a ser realizado pela RTP África, através do registo diário das campanhas eleitorais e da realização de entrevistas aos candidatos. Uma atitude que também deveria ser seguida, com a necessária ponderação em termos de ocupação da grelha informativa, pelo canal de maior audiência da televisão pública (RTP1), tendo em atenção a importância do relacionamento de Portugal com estes países e a relevância das diásporas caboverdiana e são-tomense residentes no nosso país.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Turquia: demissão das chefias militares poderá abrir caminho a profundas mudanças na vida politica do país
Um conjunto de altas chefias militares turcas demitiu-se sem apresentarem quaisquer justificações. Entre os militares que agora abandonam as suas funções contam-se o general Isik Kosaner, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e os Chefes de Estado-Maior do Exército, Marinha e Força Aérea.
Alguns observadores consideram que os motivos destas demissões estão relacionados com as divergências existentes com o Governo em relação à promoção de vários generais detidos e suspeitos de conspiração.
Actualmente, estão presos 42 generais turcos por alegadas conspirações para derrubar o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), liderado por Recep Tayyip Erdogan e no poder desde 2002. As chefias militares agora demissionárias pretendiam que os generais presos pudessem beneficiar de promoções enquanto que o Governo quer que estes passem à situação de reforma.
No entanto, este episódio deve ter uma leitura mais alargada, pois marca uma profunda mudança na vida politica turca e na relação de forças entre os militares e o poder politico. Há uns anos atrás, este descontentamento dos militares teria originado um golpe de Estado. Hoje, esta decisão não trouxe, até à data, quaisquer consequências ao nível da estabilidade da ordem pública e do funcionamento das instituições do país. Aliás, a partida desta “velha guarda militar”, que tem sido a guardiã da laicização do Estado, vai criar condições para um efectivo controlo deste sector por parte do poder civil, e do actual partido do governo, e para uma reforma profunda das forças armadas e do sistema constitucional turco. As consequências serão naturalmente acompanhadas com muita atenção por outros países da região, como o Irão e a Síria, mas também pela União Europeia e pelos EUA (a Turquia é também um país membro da Nato).
terça-feira, 26 de julho de 2011
Mudanças no executivo autonómico da Extremadura (Espanha)
Tenho vindo a acompanhar com alguma atenção a evolução politica da Comunidade da Extremadura, e nomeadamente os resultados das últimas eleições regionais que culminaram com a vitória do Partido Popular (PP), depois de 28 anos de liderança do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Para se garantir uma maior estabilidade governativa e uma maioria no parlamento autonómico, o novo executivo da Extremadura, liderado por Jose António Monago, é resultante de uma coligação pós-eleitoral realizada entre o PP e a Esquerda Unida (IU).
Espero que este novo executivo da Junta da Extremadura continue a dar a mesma atenção e o mesmo nível de prioridade às relações com Portugal que mereceram por parte da anterior equipa governamental, liderada por Guilhermo Fernández Vara. Um extremenho de Olivença e um verdadeiro amigo de Portugal, graças ao qual foi possível melhorar e aprofundar as relações transfronteiriças entre Portugal e a Extremadura em diversas áreas, com destaque para a economia, educação, saúde, cultura e infra-estruturas.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
"Emerging Powers in Africa", de David H. Shinn - Uma visão americana dos (novos) actores externos do Continente Africano
David H. Shinn é professor de "International Affairs" na The George Washington University, tem um PhD pela mesma universidade, e foi Embaixador dos EUA no Burkina Faso (1987-90) e na Etiópia (1996-99).
Na sequência de uma intervenção que realizou, a 15 de Junho de 2011, no "Africa Center for Strategic Studies" do "National Defense University", em Washington, elaborou um "paper" designado "Emerging Powers in Africa" que considero de leitura obrigatória para quem pretender acompanhar com atenção a evolução económica e politica em África, e particularmente as suas condicionantes e actores externos. Como potências emergentes em África, o Embaixador Shinn aponta a China, Índia, Brasil, Rússia, Turquia e alguns países do Golfo Pérsico, Cuba e Vietname. As razões destas escolhas são apresentadas de uma forma muito clara e com uma argumentação bastante sólida, rigorosa e bem fundamentada.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Collège d' Europe, em Natolin
Há dias lendo a imprensa estrangeira, vi uma referência à conferência dada pelo Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, no Colégio de Natolin, em Varsóvia, por ocasião do inicio da Presidência polaca da União Europeia. Lembrei-me da excelente impressão que este estabelecimento de ensino superior, especializado em politica europeia, me causou deste a primeira vez que o visitei, durante o período em que vivi na Polónia. Com efeito esta instituição, fundada em 1992, graças à determinação e à ousadia de Jacques Delors, e localizada nos arredores de Varsóvia, conseguiu reunir um grupo de excelentes professores de vários países que leccionam para estudantes de uma leque muito alargado de nacionalidades e de "background" académicos, num estabelecimento de ensino de grande qualidade arquitectónica e com óptimas condições para o estudo e investigação. De Natolin, lembro-me também da visita e da excelente intervenção realizada sobre politica europeia que ali foi efectuada pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio, numa das suas deslocações a Varsóvia, e da grande simpatia e enorme satisfação com que Jorge Sampaio foi recebido pelo reduzido grupo de estudantes portugueses desta escola. Num momento em que o projecto europeu se encontra num período de grandes indefinições e turbulências e aparentemente sem qualquer rumo ou sentido estratégico, vale a pena recordar alguns dos casos de sucesso desse mesmo projecto, como é caso do Collège d' Europe (que tem um outro e mais antigo "campus", situado em Bruges, na Bélgica).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Presidência polaca da União Europeia (II) - Inauguração de nova representação permanente em Bruxelas

A Polónia continua a preparar-se para assumir a Presidência da União Europeia no próximo semestre. Desta vez, e no passado dia 23 de Maio, inaugurou em Bruxelas, com a presença do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do Primeiro Ministro polaco, Donald Tusk, uma nova representação diplomática junto da União Europeia, de maiores dimensões, com mais condições e mais próximo do edifício sede da Comissão, sinal das ambições deste país no quadro da UE27.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Presidência polaca da União Europeia (I)
A 1 de Julho de 2011, a Polónia vai assumir, pela primeira vez e durante 6 meses, a Presidência da União Europeia. Vai um período particularmente relevante para a nação polaca que não vai deixar de utilizar este momento para projectar a sua imagem externa e para consolidar o seu posicionamento geo-estratégico no quadro da União Europeia e particularmente no grupo de países que integraram os dois últimos alargamentos desta organização. Para já, e sinal de que a sociedade civil polaca pretende ter voz e condicionar algumas das prioridades da presidência da UE, um conjunto de 8 dos mais respeitados "think tanks" locais, publicou uma carta aberta às autoridades do seu país chamando a atenção para o "dossier" das mudanças climáticas, e nomeadamente para a Cimeira da Nações Unidas sobre este tema que se irá realizar no referido período em Durban. Um excelente exemplo da vitalidade da sociedade polaca que está a saber aproveitar todas as aportunidades criadas, fundamentalmente, com a Queda do Muro de Berlim e com a adesão à União Europeia.
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