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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"Fall of the Berlin Hall: A Victory for Europe"

Hoje comemoram-se os 20 anos da Queda do Muro de Berlim. Um dia histórico, memorável e feliz para a grande maioria dos europeus, sobretudo para os povos da Europa Central e Oriental, e um dos momentos políticos mais marcantes e impressionantes que até agora tive oportunidade de assistir. Foram muitos os que contribuíram para este acto cheio de simbolismo politico. Todavia, não poderemos esquecer os papéis determinantes do Papa João Paulo II, de M. Gorbatchev, de Ronald Reagan, de Helmut Kohl, de Lech Walesa e do sindicato polaco Solidariedade e de todos os anónimos que durante mais de 40 anos, e com enormes sacrificios pessoais, lutaram contra a ocupação soviética dos seus próprios países.
Sobre a dimensão económica e politica deste acontecimento, Gabriele Suder, professora de International Business na Ceram Business School, escreve um artigo muito interessante na revista Business Week.

sábado, 31 de outubro de 2009

Polónia consegue cargo de Director-geral na Comissão Europeia

O 12 países dos últimos 2 alargamentos da União Europeia conseguiram, finalmente, um lugar de topo (Director-geral) na Comissão Europeia. Este cargo, o de Director-Geral de Educação e Cultura, vai ser ocupado pelo polaco Jan Truszczynski. A diplomacia polaca está de parabéns!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ben Ali reconduzido como Chefe de Estado da Tunísia

O Presidente tunisino Zine El-Abidine Ben Ali foi reconduzido, sem surpresa, no passado Domingo, para um novo mandato com cerca de 90% de votos favoráveis. Ben Ali já vai no 5º mandato consecutivo como Chefe de Estado e por este andar estará mais alguns anos à frente dos destinos da Tunísia. Um sucesso da "realpolitik" e da forma ágil e astuta como as autoridades tunisinas têm gerido o seu relacionamento internacional com os EUA, União Europeia (particularmente com a França e a Itália) e parceiros árabes e que tem permitido pouca contestação à forma como internamente são interpretados e tratados alguns direitos e liberdades individuais.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Leituras: "Do small countries care about foreign diplomacy?"

Excelente reflexão que encontrámos no blog Charlemagne's Notebook sobre os desafios que se colocam aos pequenos Estados-membros da União Europeia no contexto do novo Tratado de Lisboa, e nomeadamente no que diz respeito à politica externa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Polónia recorda o dia de início da II Guerra Mundial

Assinala-se hoje em Gdansk, norte da Polónia, o dia de início da II Guerra Mundial, 01 de Setembro de 1939, um dos mais trágicos e traumáticos momentos da história da humanidade. Passados 70 anos são também assinados um conjunto de acordos que poderão normalizar o complicado relacionamento politico bilateral existente entre a Rússia e a Polónia, em grande parte motivado por um conjunto de acontecimentos verificados durante a II Guerra Mundial e pelo período de domínio soviético que se seguiu, até à Queda do Muro de Berlim, em 1989. Ontem, o Primeiro-Ministro russo, V. Putin, condenou o pacto Ribbentrop-Molotov, assinado em Agosto de 1939, e que tinha uma cláusula secreta ao abrigo da qual as tropas de Estaline ocuparam a zona oriental da Polónia e, hoje, em Gdansk, cidade-berço do sindicato "Solidariedade" e da contestação ao regime comunista polaco, V. Putin, afirmou que estava disposto a abrir os arquivos de Moscovo sobre o massacre de Katyn, um dos episódios mais traumáticos da Segunda Guerra Mundial para a população polaca, desde que houvesse reciprocidade das autoridades polacas, na abertura dos arquivos de Varsóvia. São acontecimentos muito importantes que esperamos que sejam o prenúncio de uma nova fase de relacionamento politico e económico entre a Polónia e a Rússia e, até, entre a União Europeia e a Rússia. Veja aqui, aqui e aqui a excelente reportagem do jornal Público sobre estas celebrações.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Durão Barroso em dificuldades para conseguir um segundo mandato como líder da Comissão Europeia?

Guy Verhofstadt, antigo Primeiro-Ministro belga e líder dos Liberais Europeus, grupo que reune um conjunto de partidos liberais europeus, traça aqui 3 cenários para a eleição do próximo Presidente da Comissão Europeia, um dos quais prevê a rejeição da candidatura de Durão Barroso por parte do Parlamento Europeu. Tratam-se das tradicionais conjecturas e manobras politicas que antecedem a eleição de cargos desta relevância ou a candidatura de Durão Barroso está, de facto, a atravessar algumas dificuldades?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A propósito da deslocação do ex-Presidente Clinton à Coreia do Norte

A recente deslocação do ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton, à Coreia do Norte e a sua intervenção na libertação das duas jornalistas reféns do regime norte-coreano, vem uma vez mais chamar a atenção para a colaboração relevante que diversos ex-Presidentes e ex-Vice-Presidentes norte-americanos têm prestado a sucessivas administrações. Este apoio, formulado pelas administrações norte-americanas e independente das “cores políticas” dos antigos governantes, tem permitido a resolução ou intermediação de questões nacionais ou internacionais estratégicas, onde geralmente estão em causa os interesses nacionais dos EUA ou dos seus principais parceiros. No fundo, tem vindo a recorrer-se, com bastante frequência, ao poder simbólico dessas individualidades e ao seu prestígio, experiência e “networking” (o chamado “soft power”, na terminologia de J. Nye) para apoiar os esforços dessas administrações, sobretudo em assuntos de âmbito político, económico ou até humanitário. Jimmy Carter, George Bush (pai), Bill Clinton, Walter Mondale, Dan Quayle e Al Gore têm-se destacado, nos últimos anos e depois de abandonarem os seus postos, em algumas dessas missões ao serviço dos EUA. Exemplos semelhantes, podemos encontrar também em alguns países europeus, com destaque para a França e Alemanha. Tudo isto para concluirmos que há muito que não percebemos as razões que levam as autoridades portuguesas – Governo e Presidência da República - a não solicitarem , com mais regularidade e frequência, o apoio de antigos Presidentes da República, e até de ex-Presidentes da Assembleia da República, para missões ou iniciativas onde esteja em causa a defesa e a salvaguarda dos interesses nacionais.

terça-feira, 28 de julho de 2009

"Influence Potential" dos Estados Membros da UE no Parlamento Europeu

O site EuroActiv dá conta que o "European Institute for Participative Democracy (Qvorum)", “think tank” romeno com sede em Bucareste, acaba de publicar um estudo sobre a 'influence potential' dos 27 Estados- Membros da U.E. no Parlamento Europeu.

De acordo com este trabalho, a Alemanha estará sobre-representada no Parlamento Europeu, tendo assim mais “possibilidades” de influenciar as politicas da União Europeia, enquanto países como a Espanha e a Holanda estão "sub-representados “vis-à-vis” outros Estados com dimensões semelhantes, em termos populacionais, como são os casos da Polónia, para o caso da Espanha, e da Bélgica, Portugal, Hungria, Suécia e Áustria, para o caso da Holanda. Assim, e segundo o referido estudo, a Alemanha "....has secured an unprecedented four committee chairs and eight vice-presidencies, and holds three political group presidencies and another three group vice-presidencies".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A transição politica no Gabão

Em meados da década de 90 do século passado, desloquei-me em trabalho a Libreville, capital no Gabão, com o objectivo de fazer um levantamento das oportunidades de negócios para as empresas portuguesas e de contactar as principais instituições locais ligadas às áreas económica e empresarial.
Dessa viagem, e dos contactos que realizei, houve um conjunto de factos que, na altura, me impressionaram bastante. Em primeiro lugar, a forte presença francesa a todos os níveis da sociedade gabonesa, e nomeadamente na área económica. Empresas e interesses franceses, com ligações ao mais alto nível do poder politico, controlavam a economia gabonesa, e nomeadamente as áreas dos petróleos, banca, infra-estruturas, madeiras e distribuição alimentar (numa deslocação a um supermercado tive oportunidade de ver alfaces, tomates, leite do dia e iogurtes franceses que eram enviados diariamente, e por avião, a partir de Paris. Para além disso, era bem visível todo o dispositivo militar francês no país (a França possuía uma base aérea, ao lado do aeroporto internacional de Libreville), como se destacava também a enorme quantidade de assessores franceses que trabalhavam nos vários ministérios que visitei. Em segundo lugar, recordo também o poder absoluto que dispunha o Presidente Omar Bongo neste pequeno país africano com cerca de 1,4 milhões de habitantes (nesta visita, e depois de um encontro na Delegação da Comissão Europeia com um conselheiro económico francês, tive também oportunidade de assistir, junto à magnifica e tranquila marginal de Libreville, a todo o aparato de segurança que rodeava a chegada de Omar Bongo de uma viagem ao estrangeiro ....). Omar Bongo governou de forma autocrática o Gabão durante mais de 40 anos, e foi uma peça fundamental na politica externa africana de França e na intermediação de um conjunto de conflitos regionais, nomeadamente no Congo, República Democrática do Congo e Angola. Agora, e quando se esperava, numa perspectiva minimalista, alguma mudança de protagonistas na vida politica gabonesa, depois da morte de Omar Bongo, o seu filho, Ali-Ben Bongo, prepara-se para ser o candidato do principal partido (PDG) às eleições presidenciais, previstas para o próximo mês de Agosto, e assim suceder ao seu pai. Será que há coisas que nunca mudam?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

França e Polónia: que rumos, que cenários, que estratégias de desenvolvimento para o médio-longo prazo?

“France 2025”, do “Conseil d’ Analyse Économique” do Primeiro-Ministro de França, e “Poland 2030 – Development Challenges", do “Board of Strategic Advisers” do Primeiro-Ministro da Polónia, são dois importantes trabalhos prospectivos sobre os desafios e oportunidades que se colocam a estes dois países no médio-longo prazo. Discutem-se nestes estudos temas como a globalização, a Europa, o crescimento económico, as politicas sociais, a energia e as infra-estruturas, a modernização das instituições, apresentando-se alguns cenários de evolução futura. Na actual encruzilhada por que passa a economia portuguesa, com muitos sinais contraditórios e poucos consensos em relação a questões básicas sobre o modelo de desenvolvimento e o posicionamento internacional do nosso país, parece-nos que esta seria uma iniciativa interessante de ser replicada em Portugal. Ou seja, é necessário reflectir, discutir, partilhar e lançar novos desafios para Portugal, depois de se terem alcançado os dois últimos grandes “desígnios nacionais” que foram a adesão de Portugal à União Europeia e a integração na Zona Euro.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Deputados franceses alertam contra riscos da “estigmatização” da Bulgária e da Roménia

Dentro de semanas a Comissão Europeia vai publicar um relatório de avaliação da adesão da Bulgária e da Roménia à União Europeia. Diversas fontes referem que este relatório vai ser particularmente critico em relação às condições que estiveram na base da adesão deste dois países à UE, em 2007, às medidas de reforma politica e económica que estão a ser levadas a cabo pelos dois governos e à forma como estão a ser implementados e geridos os fundos comentários. No entanto, um grupo de deputados franceses vem alertar o governo francês para os perigos e consequências da “estigmatização” da Bulgária e da Roménia no contexto comunitário e adiantam também que deverão ser retiradas ilações deste dois processos de adesão em relação a futuros alargamentos da União Europeia, leia-se a integração da Croácia. A quantas velocidades afinal anda a Europa?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

The Moscow Summit

O que está em jogo nesta Cimeira entre os Presidentes Russo e Americano? Veja aqui a opinião de Steven Pifer, Visiting Fellow da Brookings Institution.

Diplomatas no Campo

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em parceria com o Ministério da Agricultura, está a realizar uma acção de formação para diplomatas brasileiros sobre questões agrícolas. No contexto da política externa e da diplomacia económica brasileiras os "dossiers" relacionados com a agricultura têm uma dimensão muito relevante e por isso o Governo do Presidente Lula da Silva está a dar especial atenção à formação dos referidos negociadores de modo que estes conheçam com detalhe as características, dificuldades e potencialidade deste sector. Será que não oportuna a implementação deste tipo de iniciativas noutras latitudes e para temas relacionados promoção das exportações e turismo?