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quarta-feira, 19 de maio de 2010

José Caleia Rodrigues " A Geopolítica do Petróleo dos EUA"


José Caleia Rodrigues, meu ex-colega no ICEP, continua a sua investigação sobre temas relacionados com a economia dos recursos energéticos, e nomeadamente com o petróleo. Desta vez, e no âmbito do Grupo de Investigação em Estratégia e Intelligence do ISCSP, José Caleia Rodrigues vai apresentar uma comunicação sobre o tema “A Geopolítica do Petróleo dos EUA”. Este evento terá lugar no dia 20 de Maio, pelas 09h30, nas instalações do ISCSP, em Lisboa. Aos interessados nestes temas vejam também aqui o blogue “Coisas do Petróleo” do mesmo investigador.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Leituras: "Time is Now", Embassy of the Kingdom of the Netherlands in Luanda, April 2010

De uma amiga sempre bem informada sobre assuntos africanos, recebi o número de Abril da interessante "newsletter" mensal, em lingua inglesa, dos serviços económicos e comerciais da Embaixada da Holanda em Luanda, Angola. Esta "newsletter" tem a designação de "Time is Now" e pode ser consultada e obtida aqui.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A gastronomia como instrumento de promoção da inovação e da internacionalização empresarial

Ferran Adrià, o conhecido “chef” espanhol, originário da Catalunha, anunciou recentemente que vai deixar de servir refeições no seu restaurante “El Bulli”, considerado até há pouco o melhor restaurante do mundo, durante os anos de 2012 e 2013. Este período vai ser aproveitado pela equipa de Ferran Adrià para fazer uma análise e avaliação do “know how” e das técnicas e estilos de cozinha que o restaurante tem implementado nos últimos anos e que contribuiram para que “80% da inovação realizada no mundo da cozinha e da gastronomia nos últimos anos se tenha feito em Espanha”, como há dias afirmou o referido "chef".
Como reconhecimento internacional pelo trabalho realizado nesta área em Espanha, um grupo de grandes “chefs” espanhóis, entre os quais se inclui Ferran Adrià, foi convidado pela Universidade de Harvard para animar um curso, com a duração de 4 meses, sobre “Ciência e Cozinha”, juntamente com outros colegas norte-americanos. Mas as solicitações de que é alvo este “chef” espanhol não param por aqui. Ferran Adriá, juntamente com o ESADE - Business School, Siemens, Caja Navarra, DKV, Vodafone, Microsoft, MRW, Once, 3M, Novartis, Nestlé, Puig e a consultora Villafañe & Asociados vão criar um “think tank”, denominado Innovarh, que se vai dedicar à investigação e à promoção da inovação ao nível empresarial.
Nos últimos anos, e graças fundamentalmente ao impulso do Icex-Instituto Espanhol do Comércio Externo, a gastronomia espanhola tem sido também um importante instrumento de suporte e de alavancagem da politica de internacionalização empresarial, sobretudo da fileira da alimentação e bebidas, através do lançamento de diversas iniciativas, entre as quais se inclui o “Programa de Formação de Jovens Profissionais Estrangeiros em Gastronomia Espanhola". Este programa, criado em 2007, pelo Icex – , tem os seguintes objectivos: “(i) familiarizar a un grupo de futuros profesionales de la gastronomía con los productos y alimentos estrella de la cocina española de forma que se obtenga una mayor proyección internacional de los mismos y se potencie su exportación.; (ii) crear una red internacional de profesionales con contactos en la alta cocina española que puedan servir de punto de apoyo para eventuales procesos de internacionalización de este sector –restaurantes filiales en el exterior, proyectos de asistencia técnica o consultoría, etc.; (iii) transmitir una imagen moderna y actual de España a través de su cocina, aprovechando el excelente momento y la proyección internacional de un sector como el culinario, de enorme repercusión mundial en los últimos años.” Esta acção de formação culmina com um concurso culinário onde os vários participantes são avaliados em função dos conhecimentos adquiridos em matéria de alimentos e cozinha espanhola. Para isso, terão que preparar um prato de criação própria que deverá ser elaborado com pelo menos três ingredientes de uma lista de 10 produtos espanhóis, a saber: “aceite de oliva virgen, el ajo morado de Pedroñeras, el pimentón de La Vera, el azafrán, el Pedro Ximénez, el cava, las anchoas en aceite de oliva o el bonito del Norte en conserva, los quesos de Tetilla, La Peral o Idiazábal, el jamón ibérico o las alcachofas de Tudela”.
O “Programa de Formação de Jovens Profissionais Estrangeiros em Gastronomia Espanhola" é dirigido a profissionais oriundos de um conjunto de mercados seleccionados – Alemanha, Brasil, China, EUA, India, Japão, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, México, Noruega, Suiça e Reino Unido – e para a edição deste ano existem cerca de 61 candidaturas para 12 lugares.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Estudo: "Cómo usan las empresas españolas los blogs y las redes sociales"

As empresas espanholas Concepto05 e Territorio Creativo realizaram o primeiro estudo no país vizinho sobre a utilização das redes sociais no marketing empresarial. Este excelente trabalho, designado por "Cómo usan las empresas españolas los blogs y las redes sociales", chegou às seguintes conclusões:

" - 8 de cada 10 empresas que realiza acciones en medios sociales lo usan para hacer branding: conocer y posicionar la marca.

- El 51% de las empresas que usa medios sociales, dispone de un Community Manager. De estas empresas, el 86% no lo es “a tiempo completo”, a saber, comparte la función con otras. Y en el futuro, un tercio de los encuestados declara que su empresa contratará un CM, otro tercio dice que no, y el último tercio no sabe.


- El 75% aprueba la eficacia de sus campañas o acciones en medios sociales. La nota media es un 6.

- El 84% de los encuestados piensa que las agencias deben ayudar a diseñar la estrategia en medios sociales a sus clientes, y sólo un 3,7% opina que la agencia debe “proporcionar” un CM a las empresas cliente.

- Facebook está siendo usado por el 85% de los encuestados, y Twitter por el 82%, aunque es posible que este dato esté sesgado, porque se difundió mucho la participación en la encuesta vía Twitter."

E em Portugal, qual será o cenário? Serão as redes sociais um meio eficaz das empresas portuguesas promoverem os seus produtos e comunicarem com os seus clientes? Estarão as empresas preparadas para utilizar esta nova nova ferramenta de marketing directo? A seguir!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Espanha e EUA (2)

A cidade de Madrid pretende ficar “más cerca (mais próxima) ” dos EUA, seguindo uma tendência geral de aproximação económica a este país por parte do governo central e de algumas comunidades autónomas espanholas.
Com o referido objectivo, o “alcalde” de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón, apresentou este mês um plano de 77 medidas para incrementar as relações comerciais e turísticas com os EUA. Das iniciativas preconizadas no plano do “município” de Madrid, destacam-se as seguintes: aumentar a atractividade da cidade de modo a permitir a instalação de um maior número de empresas norte-americanass; facilitar a internacionalização das empresas madrilenas mais dinâmicas para o mercado norte-americano; criar novas ligações aéreas; desenvolver parcerias com cidades norte-americanas, à semelhança do que já efectuaram com a cidade de Nova York; promover novos segmentos turísticos; criar novos produtos de atracção turística direccionados para o referido país; aumentar os períodos de estadia e os gastos dos turistas; entre outros.
Refira-se que neste momento as empresas com capitais norte-americanos já representam cerca de 7% do PIB espanhol. Destas empresas, cerca de metade estão localizadas na cidade de Madrid, proporcionando perto de 90 000 postos de trabalho, sendo também Madrid o principal destino urbano para os turistas norte-americanos.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Turquia e África

Depois dos BRIC (Brasil, Rússia, India e China) e das monarquias árabes do Golfo, chegou também agora a vez da Turquia anunciar que pretende reforçar a sua presença económica e empresarial em África (recorde-se que alguns países africamos fizeram em tempos parte do Império Otomano). Em finais do mês passado, o Presidente turco Abdullah Gul realizou um périplo por alguns países africanos, acompanhado por uma comitiva de cerca de 140 empresários, com o objectivo de promover os interesses económicos do seu país nesta região. Segundo este artigo da "The Economist", os empresários turcos ("the anatolian tigers") pretendem vender "...a range of finished goods, from washing powder to jeans. Turkish contractors are angling to build airports, housing and dams. Turkish Airlines now has regular flights to Addis Ababa, Dakar, Johannesburg, Lagos and Nairobi". O ponto de partida para esta nova ofensiva económica é bastante animador: as exportações turcas para África passaram de 1,5 mil milhões de USD, em 2001, para 10 mil milhões de USD, em 2009!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Espanha e EUA (1)

Já antes havíamos aqui  e aqui feito referência ao interesse das empresas espanholas  e das suas élites económicas e empresariais  numa maior aproximação ao mercado dos EUA. Como corolário destes interesses e vontades, os EUA foram, entre Janeiro e Setembro 2009, o primeiro país de destino do investimento directo espanhol no exterior (IDEE), com os investimentos a alcançarem 4 231 milhões de euros e a representarem cerca de 47,8% do total do IDEE. Por outro lado, os EUA são o 2º maior investidor estrangeiro em Espanha, em termos de stock de IDE, com uma presença muito forte nos sectores de maior incorporação tecnológica.
Em termos de comércio externo, os EUA foram, em 2009,  o 6º mercado mundial para as exportações espanholas, e o 1º cliente fora da UE27, estando envolvidas nestas operações de exportação cerca de 14 000 empresas/ano.
Não temos dúvidas em afirmar que parte deste sucesso estará, com certeza, relacionado com o nivel de prioridade politica que o mercado dos EUA tem merecido por parte das autoridades espanholas e com apoio institucional que as empresas do país vizinho têm tido no mercado norte-americano, quer através da rede de "oficinas económicas y comerciales" de Espanha nos EUA (Chicago, Los Angeles, Miami, Nova York, Washington e San Juan de Puerto Rico), quer através dos programas de promoção "Plan Made In/By Spain" e "España, Technology for Life". Refira-se ainda que, por exemplo,  no "Plan Made In/By Spain", e segundo dados do ICEX -Instituto Espanhol de Comércio Externo, estiveram envolvidas, em 2009, cerca de 1 500 empresas espanholas que participaram, por sua vez, em 289 acções de promoção económica e comercial.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Finlândia define programa de promoção internacional para as industrias criativas

A FINPRO é a agência finlandesa de promoção das exportações e da internacionalização que foi  considerada, em 2006,  pelo International Trade Centre como "The Best of the Best TPO (Trade Promotion Organization)" e "The Best TPO From a Developed Country". No inicio deste ano, a FINPRO lançou um ambicioso programa de apoio á internacionalização das industrias criativas, pois consideram que " the creative economy has a significant role in raising Finland's national competitiveness".

terça-feira, 23 de março de 2010

Espanha: nova lei define prazos para pagamentos a fornecedores entre 30 e 60 dias até 2013

O Congresso dos Deputados de Espanha aprovou hoje a chamada "Ley de Morosidad" que vem fixar prazos máximos de  60 días para os pagamentos das empresas privadas  aos seus fornecedores e de 30 dias para o caso dos pagamentos a serem efectuados pelos organismos públicos, estabelecendo um periodo transitório, em ambos os casos, que se prolongará até 2013. Até agora, e segundo a "Plataforma Multisectorial contra la Morosidad", entidade que reúne diversas associações empresariais espanholas, o prazo médio de pagamentos entre empresas é de 98 dias e de 139 dias para o caso das operações envolvendo instituições públicas. Segundo a "Plataforma", "...la aprobación de la reforma es un hito histórico y representa una de las decisiones más importantes tomadas por el Congreso en los últimos años", que vem permitir uma poupança de cerca de 10 000 milhões de euros para as empresas espanholas.

Governo norte-americano lança "National Export Initiative"

A administração Obama lançou no passado dia 11 de Março uma medida considerada histórica designada por "National Export Initiative" que tem por objectivo a duplicação das exportações norte-americanas nos próximos 5 anos e a consequente criação de 2 milhões de novos empregos. No âmbito desta medida foi criado um "Export Promotion Cabinet", na dependência directa do Presidente Barack Obama e composto, entre outros,  por 5 membros da sua administração ("Secretary of State", "Secretary of the Treasury", Secretary of Agriculture", "Secretary of Commerce" e "Secretary of Labor"), que vai ter  responsabilidades de execução e de acompamento das seguintes principais iniciativas:

" (a) Exports by Small and Medium-Sized Enterprises (SMEs). Members of the Export Promotion Cabinet shall develop programs, in consultation with the TPCC, designed to enhance export assistance to SMEs, including programs that improve information and other technical assistance to first-time exporters and assist current exporters in identifying new export opportunities in international markets.

(b) Federal Export Assistance. Members of the Export Promotion Cabinet, in consultation with the TPCC, shall promote Federal resources currently available to assist exports by U.S. companies.

(c) Trade Missions. The Secretary of Commerce, in consultation with the TPCC and, to the extent possible, with State and local government officials and the private sector, shall ensure that U.S. Government-led trade missions effectively promote exports by U.S. companies.

(d) Commercial Advocacy. Members of the Export Promotion Cabinet, in consultation with other departments and agencies and in coordination with the Advocacy Center at the Department of Commerce, shall take steps to ensure that the Federal Government's commercial advocacy effectively promotes exports by U.S. companies.

(e) Increasing Export Credit. The President of the Export-Import Bank, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall take steps to increase the availability of credit to SMEs.

(f) Macroeconomic Rebalancing. The Secretary of the Treasury, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall promote balanced and strong growth in the global economy through the G20 Financial Ministers' process or other appropriate mechanisms.

(g) Reducing Barriers to Trade. The United States Trade Representative, in consultation with other members of the Export Promotion Cabinet, shall take steps to improve market access overseas for our manufacturers, farmers, and service providers by actively opening new markets, reducing significant trade barriers, and robustly enforcing our trade agreements.

(h) Export Promotion of Services. Members of the Export Promotion Cabinet shall develop a framework for promoting services trade, including the necessary policy and export promotion tools."

Como nota final sobre esta medida de apoio à internacionalização das empresas norte-americanas, e nomeadamente de promoção das exportações, não podemos deixar de salientar a preponderância que é dada às pequenas e médias empresas, quer através da criação de programas de apoio informativo e de assistência técnica aos "first-time exporters", quer do reforço do acompanhamento aos exportadores actuais na procura de oportunidades em mercados internacionais.


terça-feira, 16 de março de 2010

Chegou a vez do Vietname? (Actualização)

A Comissão Europeia (CE) anunciou, recentemente, a abertura de negociações com o Vietname com vista à celebração de um acordo  de comércio livre ("free-trade agreement")  - semelhante aos que já assinou com a Coreia do Sul, Perú e Colômbia - que permita a abertura de novos mercados para as empresas da UE27. Entre as áreas identificadas pela CE como apresentando oportunidades de negócios para as empresas europeias contam-se, entre outras, os bens de equipamentos, alguns produtos da fileira alimentar e os produtos farmacêuticos, havendo, todavia, necessidade de existir especial atenção nas negociações sobre os sectores têxtil/confecções e calçado. Ontem, o governo português condecorou, em Lisboa,  com a Comenda da Ordem de Mérito o treinador de futebol Henrique Calisto, seleccionador nacional do Vietname, pelo contributo para a "projecção da imagem de Portugal" e como "catalisador dos nossos interesses interesses económicos, sociais e culturais" neste país asiático. Estará na altura de se olhar com outra atenção para esta importante economia asiática de 86 milhões de consumidores e  que tem apresentado, nos últimos anos, taxas de crescimento do PIB bastante significativas?

P.S. - Dias depois de colocar este post "apanhei" esta noticia referente à organização por parte do ICEX- Instituto Espanhol do Comércio Externo de umas jornadas de cooperação económica e comercial hispano-vietnamitas que terão lugar, entre dias 22 e 24 de Março, nas cidades de Hanoi e Ho Chi Minh e que contarão com a participação de 22 empresas espanholas. Em tempos também já haviamos comentado o interesse espanhol neste mercado.

quarta-feira, 10 de março de 2010

DFID Bloggers

O UK Department for International Devolopment, organismo do governo inglês responsável pelo apoio à cooperação e ao desenvolvimento intenacional, aloja no seu site um conjunto de blogues de funcionários desta organização que estão colocados no estrangeiro e que nos trazem as suas vivências, experiências e reflexões sobre a evolução económica e social dos seus países de expatriamento. Uma iniciativa bastante interessante que merece ser acompanhada por quem se interessa pelas questões do desenvolvimento internacional.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Leituras: "Plano África 2009-2012 - Espanha"

Num artigo publicado este fim-de-semana no jornal "Expresso", e designado "O trabalho de casa de Espanha", Manuel Ennes Ferreira, colunista do referido semanário e professor no ISEG, aborda o tema da estratégia politica e económica espanhola para o Continente Africano, fazendo referência ao documento "Plano África 2009-2010", elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação de Espanha.
Pela importância deste documento, seguem os links para o mesmo nas linguas espanhola, francesa, inglesa e portuguesa e também a versão 2006-2008 do mesmo Plano África, esta ainda sem tradução para língua portuguesa. Veja também o "Plano Ásia-Pacífico 2008-2012" do governo espanhol.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Brasil lança forte ofensiva económica e comercial em África e na América Latina

Depois da China, chegou a vez do Brasil reforçar a sua aposta económica e comercial em África e na América Latina.

Com o objectivo de estimular as exportações brasileiras de bens e serviços, sobretudo para novos mercados, e de criar na América do Sul uma zona de “influência económica e comercial”, o governo de Lula da Silva decidiu injectar cerca de 31, 4 mil milhões de euros no BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social de modo a que esta instituição bancária pública possa lançar um conjunto de linhas de crédito, em condições especiais, de apoio à internacionalização das empresas brasileiras. No caso dos mercados africanos, e sobretudo dos PALOP, vamos ter, com certeza, um aumento da concorrência à oferta portuguesa de bens e serviços com interesses nestes países, principalmente nas fileiras alimentar, bens de equipamento, construção civil e obras públicas e consultadoria de engenharia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Espanha aposta no Vietname

Os governos espanhol e vietnamita assinaram dois memorandos de entendimento através dos quais Espanha irá financiar parte da construção da nova rede de metro da cidade de Ho Chi Minh (antiga Saigão) e várias infraestruturas de tratamento e gestão de águas deste emergente mercado asiático.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

UK Trade & Investment Blog

Os blogues “Notas Verbais” e “Duas ou Três Coisas" já haviam feito referência à existência do "FCO Bloggers: Global Conversations", blogue do Ministério dos Negócios Estrangeiros Britânico, onde o Ministro e Secretários de Estado desta área, cerca de duas dezenas de Embaixadores do Reino Unido e outro pessoal diplomático de várias áreas alimentam blogues pessoais, na maioria dos casos dentro da plataforma informática do referido Ministério (o Embaixador britânico em Lisboa, Alexander Ellis, usa a plataforma do jornal "Expresso" para o seu blogue “Um bife mal passado”).

Mas não é, felizmente, caso único na administração do Reino Unido. O UK Trade & Investment, agência pública britânica responsável pela promoção das exportações e do investimento, acabou também de criar um “super blogue” onde um grupo muito variado de colaboradores, incluindo os membros da administração e quadros da rede externa, participa na discussão de temas económicas e empresariais relevantes para o país e para a própria instituição. Veja aqui o link para o UK Trade & Investment Blog.

Governo de Lula da Silva apresenta plano de internacionalização das empresas brasileiras

No inicio desta semana, o Governo brasileiro apresentou durante um seminário realizado na sede da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) o documento “Termo de Referência: Internacionalização das Empresas Brasileiras”. Este trabalho analisa os principais desafios que se colocam à internacionalização da economia deste país, faz um “benchmark” de países como Espanha, Coreia do Sul, Taiwan, China e Índia e apresenta um conjunto de propostas para promoção da expansão internacional das empresas brasileiras.

A elaboração deste plano durou cinco meses e foi coordenado pela Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Fazenda, Casa Civil da Presidência da República, Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e Instituto de Pesquisa Económica Aplicada.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Espanha aposta forte no mercado indiano

Espanha está a fazer uma forte aposta no apoio à internacionalização das suas empresas para o mercado indiano. Nos próximos dias 10 e 11 de Novembro, uma missão empresarial composta por 65 empresas espanholas, e liderada pelo Príncipe das Astúrias e pela Secretária de Estado do Comércio, Silvia Iranzo, vai deslocar-se a Bombaim para participar num encontro empresarial hispano-indiano que tem por objectivo a identificação de oportunidades de cooperação empresarial e de investimento. Esta é a segunda grande iniciativa realizada pelas autoridades espanholas nos últimos 2 anos na Índia, depois do Forum de Investimentos e Cooperação Empresarial, realizado em Nova Deli, em Dezembro de 2008.
Para além das referidas iniciativas, e devido ao potencial e às oportunidades existentes no mercado da Índia, o ICEX - Instituto Espanhol do Comércio Externo tem um programa especifico de promoção da imagem e dos bens e serviços espanhóis designado por "Plan Integral de Desarollo de Mercados de la India".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Junta da Andaluzia entra no capital social de empresa tecnológica espanhola

O governo da comunidade autónoma espanhola da Andaluzia (Junta da Andaluzia), através da Agência de Inovação e Desenvolvimento da Andaluzia, investiu cerca de 2 milhões de euros no capital social da empresa tecnológica Avánzit.

Segundo o jornal espanhol "Expansion", a entrada da Junta da Andaluzia no capital social desta empresa foi justificada, entre outros factores, pela mudança de sede social da Avánzit da Comunidade de Madrid para a Comunidade da Andaluzia. Para além disto, outras filiais da Avànzit, como a Navento ou a Elfer, poderão também deslocalizarem-se para a Andaluzia, estando prevista a criação progressiva de cerca de 500 novos postos de trabalho a par de um maior envolvimento financeiro, que pode chegar até aos 6 milhões de euros, das referidas autoridades regionais.

Depois de Madrid e de Barcelona (Catalunha), a Andaluzia é a 3ª Comunidade espanhola com maior número de empresas do sector das tecnologias de informação e da comunicação (cerca de 1 350 empresas) e a Avánzit passa, assim, a ser a 3ª empresa andaluz a estar cotada na Bolsa de Madrid, juntamente com a Abengoa e a Inmobiliaria del Sur.

Este é apenas mais um exemplo da crescente concorrência entre Comunidades Autónomas espanholas na captação de investimento nacional e estrangeiro e na criação de condições para a alavancagem de empresas e de sectores de actividade com relevância regional. Este é um campo, ou se quiserem é um “jogo”, em que Portugal, uma das regiões da Península Ibérica, deverá estar particularmente atento, face à competitividade, ao dinamismo e aos recursos financeiros existentes em algumas Comunidades espanholas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

2009: Ano de França no Brasil


O Governo francês, através da UBIFRANCE, uma das mais dinâmicas agências públicas de promoção das exportações e da internacionalização das empresas, está a dinamizar, em várias cidades brasileiras, “L’ année de la France au Brésil”. Trata-se de conjunto muito diversificado, integrado e temporalmente concentrado (cerca de 6/7 meses) de acções de promoção económica, empresarial, cultural e da imagem-país que têm vindo a ser realizadas, anualmente, em diversos países estratégicos para os interesses franceses, tendo este ano sido seleccionado o Brasil.

Esta campanha iniciou-se no passado dia 21 de Abril e vai prolongar-se até ao próximo dia 15 de Novembro e prevê a promoção de 12 sectores relevantes e prioritários nas relações comerciais e de cooperação franco-brasileiras (bens de consumo, agricultura e fileira alimentar, infra-estruturas de transporte e construção, energia, petróleo e gás, ambiente, máquinas e equipamentos, automóvel, aeronáutica, tecnologias da informação e comunicação, saúde e farmácia e turismo), e a realização de diversas iniciativas “umbrella” sobre a capacidade da oferta francesa de bens e serviços, para além de acções com os principais órgãos de comunicação social brasileiros, eventos de natureza cultural, entre outros. Todas estas iniciativas têm sido apoiadas ao mais alto nível político, com a participação e envolvimento directo do próprio Presidente francês e de vários ministros. Ainda é cedo para se avaliarem os resultados desta campanha, mas para já há assinalar o importante contrato no domínio da defesa e da transferência de tecnologia militar assinado recentemente entre os dois países.

A França é o 8º parceiro económico do Brasil. Em 2008, o comércio bilateral ultrapassou os 6 mil milhões de euros, tendo crescido 135% nos últimos 5 anos, e a França é o 6º investidor estrangeiro no Brasil, estando os investimentos franceses no país avaliados em cerca de 12,2 mil milhões de euros.