Via IMFdirect uma caracterização do sistema bancário na Europa Central e Oriental que é actualmente dominado por bancos da Europa Ocidental, quer através de participações de controlo em instituições bancárias locais, quer através de filiais da casa-mãe . Na Rep. Checa, Croácia, Estónia, Roménia e Eslováquia, a banca estrangeira possui mais de 80% de quota do mercado bancário. Por isso, e no contexto actual de profundas reestruturações em muitos bancos da Europa Ocidental, vale a pena avaliar e acompanhar as consequências dessas mudanças nas operações que possuem na Europa Central e Oriental, sobretudo ao nível do financiamento das empresas e das famílias e depois do "boom" do crédito ao consumo verificado no período de 2003-2008.
Tendências em Mercados Internacionais e Estratégias de Internacionalização de Empresas. Globalização, Comércio e Investimento Internacional. Desenvolvimento e Cooperação Internacional. E outras coisas mais.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Sistema bancário na Europa Central e Oriental dominado por bancos estrangeiros
Via IMFdirect uma caracterização do sistema bancário na Europa Central e Oriental que é actualmente dominado por bancos da Europa Ocidental, quer através de participações de controlo em instituições bancárias locais, quer através de filiais da casa-mãe . Na Rep. Checa, Croácia, Estónia, Roménia e Eslováquia, a banca estrangeira possui mais de 80% de quota do mercado bancário. Por isso, e no contexto actual de profundas reestruturações em muitos bancos da Europa Ocidental, vale a pena avaliar e acompanhar as consequências dessas mudanças nas operações que possuem na Europa Central e Oriental, sobretudo ao nível do financiamento das empresas e das famílias e depois do "boom" do crédito ao consumo verificado no período de 2003-2008.
sábado, 23 de junho de 2012
O investimento directo estrangeiro dos países da União Europeia com o resto do mundo
Depois de um significativo decréscimo em 2010, os fluxos de investimento directo estrangeiro (IDE) da UE27 com o mundo mais que duplicaram em 2011, de acordo com dados do Eurostat.
Os fluxos de IDE no exterior dos países da UE27 foram de 370 mil milhões de euros em 2011, depois de terem atingido 316 mil milhões de 2009 e 146 mil milhões em 2010.
O IDE da UE27 no estrangeiro cresceu em todos os principais parceiros económicos da União Europeia, com excepção do Brasil. Em 2011, os principais destinos destes investimentos foram os EUA (111 mil milhões de euros), vários centros financeiros offshore (59 mil milhões de euros), Suíça (32 mil milhões de euros), Brasil (28 mil milhões de euros), China (18 mil milhões de euros), Canada (12 mil milhões de euros) e Índia (12 mil milhões de euros).
O IDE da UE27 no estrangeiro cresceu em todos os principais parceiros económicos da União Europeia, com excepção do Brasil. Em 2011, os principais destinos destes investimentos foram os EUA (111 mil milhões de euros), vários centros financeiros offshore (59 mil milhões de euros), Suíça (32 mil milhões de euros), Brasil (28 mil milhões de euros), China (18 mil milhões de euros), Canada (12 mil milhões de euros) e Índia (12 mil milhões de euros).
Quanto aos maiores investidores estrangeiros na UE27, o ranking é liderado pelos EUA (115 milhões de euros), seguidos da Suíça (34 mil milhões de euros), centros financeiros offshore (16 mil milhões de euros), Canada ( 7 mil milhões de euros), Hong Kong ( 6 mil milhões de euros), Japão (5 mil milhões de euros) e Brasil (5 mil milhões de euros).
O Luxemburgo foi o maior investidor no estrangeiro no âmbito da UE27, com os seus investimentos a atingirem 110 mil milhões de euros, seguido pelo Reino Unido (89 mil milhões de euros), Alemanha (34 mil milhões de euros), França (21 mil milhões de euros), Espanha (19 mil milhões de euros) e Bélgica (16 mil milhões de euros). O Luxemburgo, foi também o principal país receptor de IDE na UE27 (86 mil milhões de euros), seguido da Suécia (16 mil milhões de euros), Espanha (15 mil milhões de euros), Reino Unido (14 mil milhões de euros), França (12 mil milhões de euros) e Alemanha (11 mil milhões de euros).
Estes são informações muito relevantes principalmente para apoio à definição e decisão das politicas de promoção e captação de investimento estrangeiro dos países da UE27. Ou seja, as agências de promoção de investimento estrangeiro destes países deverão estar e/ou continuar particularmente atentas às estratégias investimento de empresas dos EUA, Suíça, Canada, Hong Kong, Japão e Brasil, mas também do Luxemburgo (investimentos financeiros), Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Merece também especial referência a posição dominante dos EUA, em 2011, como principal país investidor na UE27, mas também como principal destino do IDE da UE27 no mundo.
sábado, 16 de junho de 2012
"La Silenciosa Conquista China" e a diplomacia espanhola
Pablo Cardenal e Heriberto Araújo, são dois jornalistas espanhóis residentes na China e que publicaram recentemente "La silenciosa conquista china", uma obra que procura explicar, com grande detalhe, o processo de expansão internacional das empresas chinesas. Nesta investigação, os autores realizaram mais de 500 entrevistas em 25 países de África, Ásia e América Latina, sendo este livro já considerado um autêntico "best seller", com 5 traduções em espanhol e estando também a ser traduzido para francês, inglês, polaco e chinês (para o mercado de Taiwan). Trata-se de uma obra de referência em termos internacionais devido à qualidade da análise realizada sobre uma realidade económica e empresarial ainda pouco conhecida e constitui também um livro percursor em Espanha onde não têm surgido, nos últimos tempos, muitos trabalhos de autores espanhóis sobre os mercados asiáticos.
Mas esta obra tem suscitado alguma polémica em Espanha por outros motivos. Na sequência de pedido formulado pelos seus autores para que o livro fosse apresentado na Embaixada de Espanha em Pequim e/ou na Delegação local do Instituto Cervantes, que integra os Serviços Culturais da referida representação diplomática, o Embaixador espanhol no referido país considerou "pouco apropriada" essa apresentação nos referidos espaços, devido ao facto do livro não estar a ser distribuído na China. Esta decisão provocou grande surpresa nos autores do livro que referem que existe uma razão mais profunda para esta decisão que lhes foi explicada "off the record" pelo Embaixador de Espanha em Pequim e que estará relacionada com o facto da mesma poder pôr em causa os interesses políticos e económicos espanhóis na China. Esta actuação da diplomacia espanhola, que alguns consideram um "veto politico" e uma "verdadeira acção de censura ideológica", já originou vários artigos em jornais espanhóis de referência como o El Pais, El Mundo e ABC, com este último a considerar que "...la diplomacia española ha vuelto a pecar, una vez más, de cagona. Y es lo mejor que se puede decir porque la otra opción que nos queda es mucho más triste: connivencia con el autoritario régimen chino, que censura todo aquello contrario a sus intereses."
No final, e depois de toda esta polémica, o referido livro acabou por ser apresentado no passado dia 07 de Junho na Embaixada do México em Pequim que, pelos vistos, avaliou de forma diferente o pedido formulado pelos jornalistas espanhóis. Também ainda não foi desta que Camacho foi despedido de seleccionador nacional da equipa de futebol chinesa. Mas esta polémica vem chamar a atenção para as questões da "sensibilidade" e das características especificas do relacionamento político, económico e comercial da China com o seus parceiros externos.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Na Irlanda a crise económica parece não estar a afectar as entradas de investimento directo estrangeiro
John Anderson no Private Sector Development Blog do World Bank faz uma interessante análise sobre o investimento directo estrangeiro (IDE) na Irlanda que parece não estar a ser afectado pelo processo de reajustamento económico e financeiro em curso no país que foi originado pela crise do sistema bancário de 2008. Para John Anderson, e julgo que também para as autoridades locais, a recuperação económica da Irlanda passa pela aposta no crescimento das exportações, mas também pela continuação da captação de importantes fluxos de IDE que deverão constituir "..a crucial aspect of overcoming the crisis, creating jobs, and achieving economic growth in the long run".
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Qataris desembarcam em França
Depois do Paris-Saint-Germain, clube de futebol da 1ª Divisão francesa, o fundo Qatar Sport Investments (QSI) acaba agora de comprar o Paris Handball, um dos principais clubes de andebol franceses. Por sua vez, a Qatar Investment Authority (QIA), comprou, nos últimos dias, à seguradora Groupama e por cerca de 500 milhões de Euros, um edifício situado nos números 52-60 da Avenue des Champs-Elysées, em Paris, onde estão actualmente instalados os armazéns da Virgin e do Monoprix, naquela que é considerada a 3ª maior operação imobiliária realizada em França nos últimos 10 anos. Antes, a QIA já tinha adquirido 3% da petrolífera francesa Total; 5,6% do capital do gigante da construção civil e infra-estruturas BTP Vinci; 5% do conglomerado Veolia Environnement e 12,8% do Grupo Lagardére, um dos principais grupos empresariais franceses. Um outro fundo de investimento do Qatar, Qatar Holding, adquiriu cerca de 1% do grupo de produtos de luxo LVMH de Bernard Arnault. Estas são apenas algumas das mais conhecidas participações qataris em França, mas existem muitas outras principalmente nas áreas da finança, hotelaria e imobiliário. Em Espanha, no Reino Unido e na Alemanha estão a verificar-se operações semelhantes por parte de entidades ligadas a esta monarquia do Golfo Pérsico que pretendem diversificar investimentos e diminuir a dependência económica em relação às áreas do petróleo e do gaz.
Para finalizar, apenas mais um dado sobre este assunto. A Qatar Investment Authority tenciona investir no exterior, em 2012, cerca de 30 mil milhões de USD, no âmbito de uma estratégia onde se procuram, fundamentalmente, boas oportunidades de negócios: "S'il y a une opportunité en France, nous irons en France. S'il y a une opportunité au Rwanda, nous irons au Rwanda», referiu Hussein al-Abdallah, membro do Conselho de Administração da Qatar Investment Authority". Por isso, seria muito, muito interessante para a economia e para as empresas portuguesas que os qataris também pudessem desembarcar nos próximos tempos em Portugal !
domingo, 3 de junho de 2012
Africa Attractiveness Survey (E&Y) - Angola e Moçambique em posições de destaque
A empresa internacional de consultadoria Ernst & Young acaba de publicar a segunda edição do "Africa Attractiveness Survey" . Uma publicação que sistematiza um conjunto de informações bastante diversificadas sobre as principais caracteristicas e tendências do investimento directo estrangeiro (IDE) em África. Nesta edição, a equipa de consultores da Ernst & Young chegou às seguintes, principais conclusões:
1." The number of Foreign Direct Investment (FDI) projects in Africa grew 27% from 2010 to 2011, and have grown at a compound rate of close to 20% since 2007.
2. Despite this growth, there remain lingering negative perceptions of the continent — but only among those who are not yet doing business in Africa.
3. The story of Africa’s progress, not just in economic but also in socio-political terms, needs to be told more confidently and consistently.
4. This broad-based progress is underscored by a substantial shift in mindset and activities among Africans themselves, with increasing self-confidence and continued strong growth in intra-African FDI (which has expanded by 42% since 2007).
5. Regional integration is critical to accelerated and sustainable growth. Creating larger markets with greater critical mass will not only enhance the African investment proposition, it is also the only way for Africa to compete effectively in the global economy.
6. Bridging the infrastructure gap will be a key enabler of regional integration, growth and development. It also remains a key challenge and opportunity for investors."
Um outro dado interessante deste relatório sobre este Continente composto por 54 países e por uma população de cerca de mil milhões de habitantes tem a ver com a classificação dos 15 principais destinos de novos projectos de IDE em África, no período de 2003 a 2011 (Quadro acima). Estes 15 países representaram 82% do total novos projectos de IDE em África. A lista é liderada pela África do Sul, surgindo em posições de destaque alguns países do Norte de África - Egipto, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia - mas também Angola (7º lugar) e Moçambique (14º), economias que despertam cada vez maior interesse junto dos investidores internacionais.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Quem faz a promoção internacional da Comunidade de Madrid?
A PROMOMADRID é a agência da Comunidade de Madrid que tem por missão a promoção económica externa e o desenvolvimento internacional desta Comunidade espanhola. Cada uma das 17 Comunidades autónomas de Espanha dispõe de uma entidade directamente dependente do governo regional e com características semelhantes à da PROMOMADRID. O vídeo que agora apresentamos é uma das ferramentas utilizadas por esta agência para promover o investimento estrangeiro na Comunidade de Madrid. Tem excelente qualidade e é do melhor que se faz, em termos internacionais, nesta área de actividade.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O investimento directo estrangeiro em França em 2011: a crise económica não afectou a atractividade externa da economia francesa
A AFII - Agência Francesa para os Investimentos Internacionais (Invest in France) acaba de publicar o seu relatório anual de actividades referente ao ano de 2011 ("Les investissements étrangers créateurs d' emploi en France en 2011"). Trata-se de um excelente documento de acompanhamento da competitividade internacional e da atractividade externa da economia francesa. Do relatório deste ano há reter as seguintes principais conclusões:
"... la France a maintenu son attractivité en 2011: elle a attiré 698 nouveaux investissements étrangers, à l’origine de 27 958 emplois.
Il s’agit du deuxième meilleur résultat, en nombre de projets, enregistré depuis plus de dix ans. Treize décisions d’investissement ont ciblé la France, chaque semaine en moyenne, l’année dernière.
Ces investissements, recensés par l’AFII et les agences régionales de développement économique, sont le fait d’entreprises étrangères de toutes tailles : PME, pour 28% des projets, ETI (34%) et grandes entreprises (39%).
Les sociétés nord-américaines et européennes sont à l’origine de 85% des nouveaux investissements. Les investisseurs étrangers viennent de quarante pays. 60% des projets sont d’origine européenne. Les entreprises venant d’Amérique du Nord comptent pour 25% du total, celles d’Asie pour 11 %.
Quatre pays (l’Allemagne, les Etats-Unis, l’Italie et la Suisse) sont à l’origine de 52 % des nouveaux investissements créateurs d’emploi en France annoncés en 2011.
Les Etats-Unis retrouvent leur position de premier pays d’origine. Avec 149 décisions d’investissement en 2011, contre 139 l’année précédente, les Etats-Unis comptent pour 21% de l’ensemble des nouveaux investissements étrangers créateurs d’emploi. Cette croissance est liée à la forte progression des investissements dans la fonction de production (+ 75% par rapport à 2010), en particulier dans les secteurs des médicaments et biotechnologies appliquées, équipements médicaux, chimie et plasturgie, matériels aéronautiques et ferroviaires.
L’Allemagne occupe la première place européenne, avec 120 projets d’investissement en 2011, en retrait par rapport à 2010. Cette évolution s’explique en partie par un recul des investissements dans les secteurs de l’énergie-recyclage (12 projets en 2011, contre 53 en 2010), en contraste avec les secteurs, toujours dynamiques, des logiciels et prestations informatiques, des machines et équipements mécaniques, des constructeurs automobiles et équipementiers.
Les investissements provenant des pays émergents se maintiennent, avec des origines plus diverses qu’en 2010. Les BRICS assurent 6% de l’ensemble des projets en 2011, contre 4% en 2006, et 1% en 2003.
Parmi les pays émergents, la Chine est à l’origine de 23 projets d’investissement en 2011, qui vont générer près de 700 emplois. L’Inde conserve sa seconde place parmi ces pays, avec 12 décisions d’investissement, tandis que la Russie (5) et le Brésil (4) voient leurs entreprises confirmer leur intérêt pour des implantations en France. Trois entreprises turques ont annoncé de nouveaux investissements en France".
Em síntese, apesar da crise económica, a França continua a ser um destino competitivo e atractivo para o investimento estrangeiro que continua a ter origem, fundamentalmente, nos países da Europa e da América do Norte. Por sua vez, os países emergentes ainda têm um peso pouco relevante enquanto investidores em França, mas esta posição tenderá a alterar-se no curto-médio prazo. Por sua vez, as operações de investimento directo estrangeiro são realizadas, em termos muito semelhantes, por grandes empresas, algumas delas multinacionais, e por pequenas e médias empresas.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Sinais da globalização: Telefónica encerra "call centers" na América Latina e transfere esses serviços para Espanha
A multinacional espanhola Telefónica anunciou há dias a transferência para Espanha de um conjunto de "call centers" que possuía na América Latina a fim de tentar travar a fuga de clientes insatisfeitos com a qualidade dos serviços prestados. A grande questão em relação a esta noticia é sabermos se se trata de uma decisão pontual de uma determinada empresa ou se um movimento mais global de relocalização deste tipo de serviços para os países desenvolvidos. Neste caso, a relocalização não tem aparentemente a ver com os custos dos serviços prestados (mais baratos nos países em desenvolvimento onde normalmente estão localizados), mas com as exigências de uma maior qualidade e controlo sobre os mesmos. Se decisão que foi agora tomada pela Telefónica for seguida por outras empresas poderá vir a colocar em risco milhares de postos de trabalho em alguns dos países que mais se têm destacado no "outsourcing" de "call centers", como são os casos da Índia, Filipinas, China, Irlanda, México, Tunísia, Marrocos, Senegal e África do Sul. Mas, por outro lado, decisões deste género podem vir a constituir autênticos "balões de oxigénio", através da criação de emprego, para algumas das endémicas economias europeias. Em síntese, o carácter brutal da globalização ou, numa outra perspectiva, duas das faces da globalização!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Obstáculos ao investimento estrangeiro na Polónia
No âmbito da sua actividade de "aftercare", a Agência Polaca de Informação e Investimento Estrangeiro (PAIiIZ) acaba de publicar um relatório sobre os principais obstáculos e dificuldades com que se deparam, actualmente, as empresas com capitais estrangeiros na Polónia. Este estudo teve por base um inquérito realizado a esse conjunto de investidores. Entre as principais dificuldades detectadas encontram-se "...barriers mainly in the area of investment incentives system, labour code and tax law. In terms of governmental grants the investors criticized the restriction in merging the government grant with the remaining instruments of support, high limits in criteria rendering possible applying for government grants, limited budget and long procedures. In the field of structural funds the investors complain of the level of availability of information about the on-going competitions, exceeding of assessment deadlines, as well as bureaucratic approach to the settlement of assigned subsidies. Regarding the special economic zones, the most of negative opinions concern the time restrictions in functioning of SEZ (until the end of 2020), exclusion activities classified in PKWiU as financial, absence of possibility to off-set losses as well as restrictive criteria of inclusion of private lands to economic zones. Investors underline also the low competitiveness of Polish labour code comparing to the rest of Europe. They drew attention to the need to increase the flexibility of solutions in the aspect of adjustment of working time and its organisation to the actual needs of employers (e.g. the application of longer settlement periods or the introduction of individual working time accounts). Other barrier is the tax system in Poland, especially the multitude of the amendments to the Acts and conflicting interpretations of the tax authority issued in similar casues. Investors have also doubts regarding the taxation of transport of employees to the employer’s facility, the tax for medical packages purchase by the employer and postulate to establish the so-called VAT groups". Veja o relatório completo aqui.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Mega investimento da Renault/Nissan em Marrocos suscita grande controvérsia em França
Foto: Renault/Epa
Na passada Quinta-feira, o CEO da Renault/Nissan, Carlos Ghosn e o Rei de Marrocos, Mohammed VI, inauguraram, nos arredores de Tanger, uma nova unidade de montagem de automoveis do grupo franco-japonês. Esta mega unidade industrial, especialmente dedicada a veículos "low cost", tem uma capacidade de produção de 400 000 veículos/ano, representa um investimento de 1,3 mil milhões de euros e prevê-se que venha a criar cerca de 6 000 postos de trabalho directos e 30 000 indirectos. Mas se este investimento tem suscitado um forte apoio e entusiasmo em Marrocos, devido ao seu carácter estruturante para toda a economia marroquina, dando um forte impulso à criação de um importante "cluster" do sector autómovel neste país do Norte de África, o mesmo não se tem verificado em França. Com efeito, em vésperas de eleições presidenciais, com uma taxa de desemprego elevada e com temas como a "necessidade de uma re-industrialização da economia francesa" e "Compre Produtos Franceses" na ordem do dia, este investimento realizado por uma empresa com capitais públicos franceses, está a gerar uma grande controvérsia (pode aprofundar este assunto aqui). Ou seja, a politica industrial está a voltar à primeira linha da agenda politica francesa, o que poderá levar a própria Comissão Europeia a olhar com mais atenção para este assunto que tem implicações determinantes no modelo de estruturação das economias europeias e no comércio externo da União Europeia com os seus principais parceiros económicos. Por outro lado, depois deste projecto e do interesse de outros construtores (Ford e empresas indianas e chinesas) em realizarem investimentos em Marrocos, tudo indica que estão criadas as condições para o desenvolvimento neste país de um "cluster" automóvel de grande importância.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Investimento americano na Irlanda, Bill Clinton e o papel da Diáspora irlandesa
O investimento estrangeiro com origem norte-americana tem tido um peso muito relevante na economia irlandesa. Este facto deve-se, em grande parte, ao pacote fiscal oferecido pela Irlanda ao investidores estrangeiros e também ao enorme peso politico e económico da Diáspora irlandesa residente nos EUA. Mas apesar das dificuldades que passa actualmente a economia irlandesa e do crescente protagonismo internacional das chamadas "economias emergentes", o governo de Dublin continua a apostar, de uma forma sustentada, na promoção e captação de investimento estrangeiro norte-americano. Exemplo disso é a conferência "Invest in Ireland" que hoje se vai realizar em Nova York. O principal cabeça de cartaz desta iniciativa é o ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, a que se juntarão membros do governo irlandês, representantes do Global Irish Network e "influential friends of Ireland". Aliás, neste âmbito do "benchmarking" do investimento directo estrangeiro e do potencial económico das Diásporas será interessante acompanharmos com atenção as iniciativas Global Irish Network e Global Irish Economic Forum.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Depois do México, Portugal é o país com maior número de filiais de empresas espanholas
O Instituto Nacional de Estatística de Espanha publicou recentemente um interessante relatório, designado "La Empresa en el Mundo Global: Estadísticas sobre Empresas Filiales", sobre o investimento espanhol no exterior e o investimento estrangeiro em Espanha. Abaixo destacamos algumas das conclusões que nos pareceram mais relevantes deste estudo:
Em termos de investimento espanhol do exterior, e segundo o INE Espanhol, existiam, em 2009, cerca de 4 132 empresas espanholas instaladas no exterior, das quais 49,4% nos países da União Europeia e 40,7% na América. O país com maior numero de filiais de empresas espanholas é o México (9,5% do total e representando 391 empresas), seguido de Portugal (8,7%/359 empresas), EUA (8,3%/341 empresas), Reino Unido (8,1%/333 empresas) e França (6,6%/274 empresas).
No que se refere ao volume de negócios, as filiais de empresas espanholas no exterior alcançaram, em 2009, o valor de 159 800 milhões de euros. Em termos sectoriais, o contributo para este volume de negócios é liderado pela industria (34,4%), seguido dos serviços (29,3%) e do comércio (27,4%). O maior volume de negócios das filiais espanholas do sector industrial tem origem nos países do Continente Americano (59,4), enquanto os países da Zona Euro concentram mais de metade do volume de negócios das filiais do sector do comércio.
Em relação ao investimento estrangeiro em Espanha, e segundo a mesma publicação, estavam instaladas em Espanha, em 2009, cerca de 8 064 empresas filiais de empresas estrangeiras nos sectores da industria, comércio e serviços. Estas empresas empregavam mais de 1 milhão de trabalhadores, o que representa cerca de 10,9% do total de postos de trabalho nos referidos sectores.
O principal país de origem das filiais de empresas estrangeiras em Espanha, em termos de número de empresas, é a Alemanha (15,8% do total), seguida da França (13,9%), EUA (12%), Holanda (11,8%) e Reino Unido (9,3%). Em termos de volume de negócios, lideram as filiais de empresas francesas (23,8%), logo seguidas das empresas com capitais da Alemanha (14,2%), EUA (12%), Reino Unido (9,6%) e da Holanda (9,2%).
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A relevância das agências de promoção e captação de investimento estrangeiro: o caso da "Invest in Bogota"
Figure: Bogota, Colombia # of inbound FDI projects (cumulative)
by targeted and non-targeted sectors between 2003-2011
Source: fDi Markets Database, Authors Calculations
A captação de investimento directo estrangeiro (IDE) está hoje no topo da agenda de decisores políticos e empresariais. Na execução e implementação das políticas nacionais de promoção e captação de IDE assumem especial relevo as agências de promoção de investimento. Mas se há uns anos atrás a actividade destas instituições passava mais ou menos despercebida, hoje a sua acção está muito mediatizada e sujeita ao escrutínio público por parte de dirigentes políticos, empresários, jornalistas e opinião pública em geral. Este facto reforça a necessidade de se procederem a avaliações periódicas sobre o desempenho destas organizações e o seu contributo para a captação de projectos de IDE, como aquela que está a ser realizada na Invest in Bogota, agência de promoção de investimento da cidade de Bogotá, capital da Colômbia (Lisboa tem uma agência semelhante, designada por InvestLisboa), por Ku Hornberger, economista do Banco Mundial. Os resultados desta investigação indicam que desde a criação da Invest Bogota, em Setembro de 2006, triplicaram o número de projectos de IDE instalados em Bogota, sobretudo nos sectores identificados como prioritários pelos responsáveis desta agência (cf. quadro acima). Hoje estão instaladas, em Bogota, cerca de 1 205 empresas multinacionais, fundamentalmente na área da hotelaria, logística, BPO/Call Center e indústria transformadora, tendo a Invest Bogota intermediado, desde 2006, mais de 280 milhões de USD de IDE que geraram cerca de 3600 empregos. Em síntese, e de acordo Kusi Hornberger, “…when done proactively with sector focus and a high level of professionalism, government or private sector investment promotion activities can impact economic development by helping to increase the flow of productivity-enhancing FDI and jobs into a location.”
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Os BRIC têm posição preponderante entre os países em desenvolvimento na captação de investimentos
Net Equity Inflows (in billion USD)
Fonte: World Bank
De acordo com o World Bank, desde 2005, o Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) receberam mais de metade dos investimentos líquidos em capital efectuados nos países em desenvolvimento. De um total de 1, 130 mil milhões de USD de investimentos realizados nos referidos países cerca de 60% foram efectuados nos BRIC. Por sua vez, no âmbito dos BRIC, a China tem uma posição de grande preponderância tendo recebido, no período de 2005-2010, cerca de metade dos investimentos líquidos canalizados para os BRIC (leia aqui todo o artigo da autoria de Malvina Pollock e Ibrahim Levent). Em função de mais este indicador conclui-se que os BRIC são hoje uma realidade politica e económica incontornável. Ás empresas esta realidade vem também colocar grandes desafios, ou seja, qualquer empresa que pretenda ser sustentável no curto-médio prazo, e independentemente da sua dimensão, sector ou localização, deverá ter uma estratégia de abordagem para os BRIC, seja do ponto de vista da exportação/investimento, seja do ponto de vista da importação.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Investir na Guiné-Bissau
Depois de um longo período de instabilidade politica e militar, a bonança parece estar a chegar à Guiné-Bissau. Pelo menos, o Banco Mundial revela algum optimismo em relação às melhorias observadas no ambiente local de negócios e nas condições existentes para a criação e desenvolvimento da actividade empresarial. Para além da relativa estabilidade governativa que o país atravessa e do interesse das autoridades em promoverem o desenvolvimento do sector privado guineense, parte da referida mudança está também relacionada com a actividade realizada pelo CFE – Centro de Formalização de Empresas, entidade que funciona como uma “one stop-shop” para o registo de empresas e que foi criada com o apoio, e beneficia da assistência técnica, do Banco Mundial, IFC, PNUD e Banco Africano de Desenvolvimento. No último relatório “Doing Business´ 2012”, elaborado pelo Banco Mundial, a Guiné-Bissau foi considerada “among the 10 most improved economies in África this year”, tendo passado da posição 181 para a posição 176 no referido ranking. Para além disso, o “Doing Business’2012” destaca também as reformas efectuadas ao nivel da legislação económica e comercial e a redução do número de procedimentos (de 17 para 9 procedimentos) e de dias para a criação de uma empresa (de 216 para 9 dias) neste país africano. São progressos significativos e imprescindíveis para o desenvolvimento do sector privado da Guiné-Bissau que não estarão a passar despercebidos em Portugal e que poderão (re) estimular o interesse das empresas nacionais por este país, como, aliás, se constata com a partida para Bissau, no inicio desta semana, de uma missão empresarial organizada pela AIP– Associação Industrial Portuguesa.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
UNCTAD publica manuais na área da promoção económica externa
A UNCTAD - United Nations Conference on Trade and Investment, no âmbito do Investment Advisory Series, tem vindo a dar especial especial à publicação de diversos manuais na área da promoção do investimento directo estrangeiro e das exportações. Tratam-se de manuais que abordam de um forma bastante precisa e concreta áreas e dimensões-chave da promoção económica externa. A mais recente publicação do Investment Advisory Series da UNCTAD foi lançada há dias e designa-se "Investment Promotion Handbook for Diplomats". Veja abaixo os restantes manuais já publicados:
68p. UNCTAD/DIAE/PCB/2009/16
http://www.unctad.org/en/docs//diaepcb200916_en.pdf.
- No. 4. Promoting Investment and Trade: Practices and Issues.
78 p. UNCTAD/DIAE/PCB/2009/9
http://www.unctad.org/en/docs/diaepcb20099_en.pdf.
- No. 3. Evaluating Investment Promotion Agencies.
85 p. UNCTAD/DIAE/PCB/2008/2
http://www.unctad.org/en/docs/diaepcb20082_en.pdf.
- No. 2. Investment Promotion Agencies as Policy Advocates.
112 p. UNCTAD/ITE/IPC/2007/6
http://www.unctad.org/en/docs/iteipc20076_en.pdf.
- No. 1. Aftercare: A Core Function in Investment Promotion.
82p. UNCTAD/ITE/IPC/2007/1
http://www.unctad.org/en/docs/iteipc20071_en.pdf.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Clusters aeronáuticos na Bacia do Mediterrâneo
A empresa canadiana Bombardier anunciou esta semana na Feira Aeronáutica do Dubai que vai avançar, já no próximo ano, com a construção de uma unidade industrial em Marrocos que se vai dedicar à fabricação de aviões. Este investimento vai atingir cerca de 148 milhões de euros e espera-se que esteja operacional em 2013. De acordo com a empresa, as razões para a escolha desta localização do Norte de África foram os custos de produção bastante competitivos em termos internacionais, os baixos custos de transporte e de operação logística e a proximidade geográfica em relação à Europa. Aliás, motivações muito semelhantes às que levaram a brasileira Embraer a escolher Évora (Portugal) para a instalação da sua futura fábrica de aviões. Não deixa, por isso, de ser muito curiosa as opções de localização de investimentos - a região da Bacia do Mediterrâneo - destas duas companhias de aviação que são grandes concorrentes no segmento dos aviões executivos e dos pequenos aviões comerciais. A prazo, iremos ter em cada uma das margens do Mediterrâneo dois importantes "clusters" aeronáuticos" que irão competir entre si e que vão alavancar a instalação de um conjunto de outras empresas a montante e a jusante do sector aeronáutico (não esquecendo também que é no sul de França, em Toulouse, que está localizada a sede da Airbus).
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
"Doing Business'2012" - World Bank
Já está disponivel a edição de 2012 do relatório "Doing Business", elaborado pelo World Bank. O relatório deste ano apresenta as seguintes principais conclusões:
- "Morocco improved its business regulation the most compared to other global economies, climbing 21 places to 94, by simplifying the construction permitting process, easing the administrative burden of tax compliance, and providing greater protections to minority shareholders. Since 2005, Morocco has implemented 15 business regulatory reforms;
- Besides Morocco, 11 other economies are recognized as having the most improved ease of doing business across several areas of regulation as measured by the report: Moldova, the former Yugoslav Republic of Macedonia, São Tomé and Príncipe, Latvia, Cape Verde, Sierra Leone, Burundi, the Solomon Islands, the Republic of Korea, Armenia, and Colombia;
- The Republic of Korea was a new entrant to the top 10;
- Governments in 125 economies out of 183 measured implemented a total of 245 business regulatory reforms—13 percent more reforms than in the previous year. In Sub-Saharan Africa, a record 36 out of 46 economies improved business regulations this year. Over the past six years, 163 economies have made their regulatory environment more business-friendly. China, India, and the Russian Federation are among the 30 economies that improved the most over time. Read about reforms;
- Singapore led on the overall ease of doing business, followed by Hong Kong SAR, China, New Zealand, the United States and Denmark."
domingo, 2 de outubro de 2011
Angola: Aguinaldo Jaime deixa a presidência da ANIP - Agência Nacional para o Investimento Privado
Aguinaldo Jaime vai deixar a liderança da ANIP - Agência Nacional para o Investimento Privado, entidade que, entre outras funções, se ocupa da captação, análise e aprovação de projectos de investimento estrangeiro em Angola. Vai ser substituído por Maria Luísa Abrantes, até agora representante da ANIP nos E.U.A. e que na década de 90 chegou a liderar o GIE - Gabinete de Investimento Estrangeiro, organismo que esteve na origem da referida agência angolana.
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