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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Doing Business in India'2009

O Banco Mundial acaba de lançar o estudo "Doing Business in India' 2009". Trata-se de um relatório de leitura obrigatória para quem pretender fazer a abordagem e realizar negócios neste mercado.

Investimento estrangeiro em Espanha cresce apesar da crise económica

O investimento directo estrangeiro (IDE) em Espanha, em 2008, atingiu 37 715 milhões de Euros (bruto), o que constitui um crescimento de 0,4% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Industria, Turismo e Comércio de Espanha. Em termos líquidos, o IDE em Espanha alcançou 34 543 milhões de Euros, o que significou um incremento de 26,7% em relação a 2007. Trata-se de um facto bastante relevante, tendo em atenção a crise económica que se tem feito sentir no pais vizinho, sobretudo, desde o 2º semestre de 2008.

Por zonas geográficas, a União Europeia foi o 1º investidor em Espanha, representando 93,2% do total de IDE. Em termos de países, o Reino Unido foi o primeiro investidor (46,3% do total, devido principalmente à operação de compra da Altadis pela Imperial Tobacco), seguido da Alemanha (26,3%), França (7,8%) e Holanda (4,1%).

Sinal da forma eficaz e sustentada como as autoridades espanholas têm vindo a fazer a promoção e angariação de IDE, a agência estatal que tem estas funções, designada por Invest in Spain, foi recentemente galardoada com o prémio “The Best Foreign Investment in Europe. Real Estate-Green Tech”, na “7th World Investment Conference” que teve lugar em La Baule, França.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Banca angolana instala-se em Portugal

Depois do BAI - Banco Africano de Investimentos e do BIC - Banco Internacional de Crédito, chega a agora a vez do BPA - Banco Privado do Atlântico também se instalar em Portugal. O BPA, tal como o BAI, é um banco participado pela Sonangol e pelo Grupo BCP/Millennium. O Presidente do Conselho de Administração do BPA é Carlos Silva, ex-administrador do Banco Espírito Santo Angola, e conta também com Isménio Macedo, antigo Director-Geral da Sucursal do BCP/Millennium em Angola, como administrador. Por sua vez, António Monteiro, ex-Embaixador de Portugal em Paris e ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros será um dos rostos do BPA em Portugal. Estas são entidades que pretendem ter um papel preponderante no apoio, captação e intermediação dos inúmeros e cada vez mais relevantes negócios que se fazem entre empresas portuguesas e angolanas, concorrendo directamente com os bancos portugueses instalados em Angola.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Havaianas escolhe Madrid para base de operações na Europa

A empresa brasileira Havaianas, fabricante das populares sandálias com o mesmo nome, escolheu a cidade de Madrid para a sede das suas operações na Europa. O Director-Geral desta empresa, Eno Pólo, considera Espanha “uma das portas de entrada na Europa”. A outra será Portugal?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Crise não afecta expansão internacional das empresas da América Latina e Caribe

A crise internacional não está a condicionar a expansão e os investimentos internacionais das empresas multinacionais da América Latina e Caribe, segundo é revelado no relatório “La inversión extranjera directa en América Latina y el Caribe 2008” do CEPAL (Comissão Económica para a América Latina e Caribe das Nações Unidas) -. O investimento no estrangeiro das chamadas “"translatinas" atingiu, em 2008, 35 561 milhões de USD, o que representou um crescimento de 42% em relação ao ano de 2007. Os resultados alcançados em 2008 foram os melhores de sempre, só ultrapassados pelo valor dos investimentos no exterior realizados em 2006 (42 986 milhões de USD).

As 15 maiores empresas da América Latina e Caribe (2007)

Empresa - País de origem - Vendas 2007 (Em milhões de USD) - Sectores

1. PDVSA (Venezuela), 110 000, Petróleo/Gas

2. PETROBRAS (Brasil), 87 476, Petróleo/Gas

3. AMÉRICA MÓVIL/TELMEX (México), 41,221, Telecomunicaciones

4. BRASKEM (Brasil), 9 981, Petroquímica

5. GRUPO ALFA (México), 9 750, Diversificado

6. CENCOSUD (Chile), 7 623, Comercio minorista

7. TECHINT (Argentina), 39 770, Siderurgia/Metalurgia

8. CIA. VALE DO RIO DOCE (Brasil), 33 115, Minería

9. BANCO ITAÚ (Brasil), 31 195, Banca

10. CEMEX (México), 21 673, Cemento

11. MEXICHEM (México), 21 170, Petroquímica

12. GRUPO MODELO (México), 17 291, Bebidas

13. GERDAU (Brasil), 17 283, Siderurgia/Metalurgia

14. FEMSA (México), 16 453, Bebidas

15. GRUPO VOTORANTIM (Brasil), 13 589 Cemento, minería, acero y otros

Fonte: CEPAL

Em 2008, o Brasil foi o maior investidor latino-americano no estrangeiro com 20 457 milhões de USD (61% de total), principalmente nos sectores dos recursos naturais, siderurgia e alimentos, seguido do Chile (6 891 milhões de USD) e da Venezuela (2.757 milhões de USD).
Em função destes dados, as instituições portuguesas deverão estar particularmente atentas à actividade das "translatinas", nomeadamente às de origem brasileira e mexicana.



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Empresas e entidades chinesas duplicam valor dos investimentos no exterior

Em 2008, o investimento directo estrangeiro global deverá diminuir perto de 20%, mas o investimento directo da China no exterior prevê-se que venha a duplicar, segundo um estudo realizado por Ken Davies do Vale Columbia Center on Sustainable International Investment.


Na sequência de uma decisões tomadas pelo governo chinês, a China tornou-se, a partir de 2000, um “international player” enquanto emissor de investimento directo estrangeiro, e não apenas receptor, conforme se poderá constatar dos dados abaixo apresentados:

1982-1989 – 453 milhões de USD
1990-1999 – 2,3 mil milhões de USD
2004 – 5,5 mil milhões de USD
2005 – 12,3 mil milhões de USD
2006 – 17,6 mil milhões de USD
2007 – 24,8 mil milhões de USD
2008 – 40,7 mil milhões de USD (estimativa)

Fonte: Vale Columbia Center on Sustainable International Investment


Se incluirmos, em 2008, os investimentos financeiros (não contabilizáveis até 2006), o total de investimentos chineses no exterior atingiria 52,2 mil milhões de USD, ou seja quase o dobro dos 26,5 mil milhões de USD investimentos (inclui investimentos financeiros) efectuados em 2007.

Em 2009, e apesar da crise económica e financeira internacional, esta tendência deverá manter-se, como aliás comprovam as últimas noticias sobre investimentos chineses na Austrália (sobretudo no sector dos recursos naturais) e nos EUA.

Segundo Ken Davies do Vale Columbia Center on Sustainable International Investment, os “key drivers” que explicam esta situação são os seguintes: “(1) One of the most reported motivations in the international media and in some academic writing is China’s need to secure natural resources to fuel rapid growth, though this is actually not the most significant area of China’s outward investment, which is service industry. Government backing, including official development assistance (ODA), has been crucial for this resource-seeking investment. (2) While most of China’s exports are from foreign-owned enterprises, large domestic firms also export large volumes and need services like shipping and insurance. (3) China’s major enterprises are also acquiring global brands (like Lenovo’s acquisition of IBM’s personal computer business or the SAIC and Nanjing purchase of MG Rover). (4) Large state-owned enterprises (SOEs) losing their monopoly position at home are diversifying internationally. And (5) some enterprises – despite China’s ample labour supply – seek to move their labour intensive operations to cheaper overseas locations like Vietnam and Africa.”
Em termos geográficos, e apesar de imprensa abordar com regularidade o tema dos investimentos chineses em Africa, o Continente Africano representou, até finais de 2007, apenas 4% do total de IDE acumulado chinês no exterior. Os principais destinos do IDE chinês foram o Continente Asiático ( 67% do total), América Latina (21%), Europa (4%), América do Norte (3%) e Oceânia (2%). Por outro lado, grande parte destes investimentos são originários das províncias e municípios costeiros da China, já por si bastante envolvidos no comércio internacional, como são os casos de Guangdong (20% do total e também o maior receptor de IDE na China), Zhejiang (8%) e Shandong (8%).

Em face deste quadro de referência, e apesar do IDE chinês no exterior ainda representar pouco mais de 1% do total mundial de IDE, parece-nos que as entidades oficiais e as empresas portuguesas deverão estar particularmente atentas a esta nova realidade, devendo abordar e procurar sensibilizar, de uma forma regular, os dirigentes politicos e os responsáveis das principais multinacionais chineses para as potencialidades da economia e das firmas nacionais, não esquecendo também a promoção das oportunidades de cooperação empresarial e de realização de parcerias em terceiros mercados.

sábado, 6 de junho de 2009

Fundos soberanos da Líbia

Numa altura em que a Líbia surge como um dos mercados de aposta da diplomacia económica portuguesa e em que capitais líbios demonstram interesse em investir e/ou tomar posições em empresas portuguesas, a UBIFRANCE, entidade francesa congénere da AICEP, vai organizar no próximo dia 15 de Junho, em Paris, um seminário designado por "Comment travailler avec les fonds d'investissement libyens en Libye, Afrique et Europe ?". Esta acção dirigida exclusivamente a empresários franceses pretende divulgar as estratégias, mercados e sectores prioritários, procedimentos e formas de acesso aos vários fundos soberanos libios - Libya Africa Investment Portfolio (LAIP), Libyan Foreign Investment Company (LAFICO), Libyan African Investment Company (LAICO), Economic and Social Development Fund (ESDF) - que dispõem nesta altura de cerca de 135 mil milhões de Euros de liquidez para realizarem projectos no exterior.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Agência de Promoção de Investimento da China abre escritório em Budapeste

A China Investment Promotion Agency, entidade responsável pela captação de investimento estrangeiro e pela promoção do investimento chinês no exterior, anunciou que irá abrir em Budapeste, no 2º semestre de 2009, o seu primeiro escritório no exterior, segundo revela o jornal "Budapest Business Journal". As razões adiantadas para a escolha deste localização foram a centralidade húngara no contexto europeu, a existência de ligações aéreas directa entre Budapeste e Pequim, a qualificação da mão-de-obra local e o facto da Hungria ser o único país da região onde o Banco da China já está presente. Estamos a assistir a uma nova fase de relacionamento da China com os PECO -Países da Europa Central e Oriental, depois da ofensiva comercial verificada nos últimos anos, que passa agora pela consolidação e alargamento dos investimentos nestes países. Por outro lado, face à concorrência existente entre Portugal e os PECO ao nivel da captação de IDE (investimento directo estrangeiro) e à crescente relevância da China enquanto emissor de IDE, urge dar especial atenção às estratégias e prioridades das principais empresas chinesas investidoras no estrangeiro.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Global Investment Promotion Benchmarking'2009

O Grupo Banco Mundial acaba de publicar o "Global Investment Promotion Benchmarking' 2009". Este relatório analisa a forma como as agências governamentais de captação de investimento estrangeiro promovem os seus países junto de investidores estrangeiros e conclui que "... over 70 percent of government investment-promotion intermediaries miss out on investment and job-creating opportunities by failing to provide accurate and timely information to potential investors; ...only 10 out of 181 countries followed up with potential investors to secure projects."
De acordo com este estudo, a Austrian Business Agency é considerada a nº 1 em termos mundiais e são mencionados os progressos efectuados por diversos países de rendimento médio e baixo, e respectivas agências, na captação de investimento estrangeiro, nomeadamente o Brasil, Botswana, Colombia, Lituânia, Turquia, Honduras e Sri Lanka.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Proparco lança revista

A Proparco, filial da Agence Française de Développment que se dedica ao apoio ao sector privado nos países do Sul, e nomeadamente na África Subsaariana, acaba de lançar uma interessante revista denominada "Secteur Privé & Développement". Este primeiro número está excelente reunindo contributos de reputados economistas, como é caso de Paul Collier da Universidade de Oxford.