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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Negócios com Timor Leste (3)

Já antes havíamos referido aqui e aqui sobre a necessidade de reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono.
De acordo com dados do IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Timor Leste recebeu, entre 2005 e 2008, cerca de 121, 5 milhões de euros de ajuda pública ao desenvolvimento portuguesa, tendo sido em 2008, e depois de Cabo Verde, o país lusófono que mais beneficiou da ajuda bilateral nacional (27, 3 milhões de euros que representaram 10,4% do total).
Por isso, assumem particular significado os anúncios recentes referentes à intenção da Caixa Geral de Depósitos em criar um banco de direito timorense e ao arranque de um projecto imobiliário em Dili, no valor de 27 milhões de euros, por parte da "holding" Estia, ligada aos Irmãos Martins (Martifer) e ao Finibanco.
Parece-nos que estamos no bom caminho, mas haverá, com certeza, muitas oportunidades ainda por explorar!
Entretanto, deixamos também aqui o link para o site institucional da Embaixada de Portugal em Timor Leste.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Negócios com Timor Leste (2)

aqui havíamos chamado a atenção para a importância do reforço da presença empresarial portuguesa em Timor Leste, face à relevância do envolvimento politico e institucional de Portugal com este país lusófono. Hoje surgem na imprensa duas boas noticias: (1) o anúncio da criação pelo governo português de uma linha de crédito de ajuda com uma dotação inicial de 100 milhões de euros, podendo ser aumentada até 500 milhões, que se destina a financiar projectos de investimento em infra-estruturas, com a participação de empresas portuguesas, tendo como áreas prioritárias a energia, transportes e comunicações, saúde e educação; (2) e o anúncio de novos investimentos da Portugal Telecom, sobretudo ao nível do lançamento da banda larga e da internacionalização do Portal Sapo para Timor Leste. Para que a primeira das medidas (a linha de crédito) possa trazer resultados vantajosos e duradouros para ambas as partes, a portuguesa e a timorense, é necessário fundamentalmente implementar, no curto-prazo, as seguintes iniciativas: (1) informar e divulgar as condições da referida linha de crédito junto do tecido empresarial português, a par das características e da forma de fazer negócios no mercado de Timor; (2) garantir o envolvimento sustentado de empresas portuguesas de grande e pequena e média dimensão; (3) e apoiar localmente, através das entidades oficiais portuguesas presentes no "terreno", estas empresas nos contactos com as autoridades timorenses e parceiros locais.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Empresas polacas com capitais portugueses no ranking "Top 500 Companies in Central Europe 2009" da Deloitte

Notável!

A Jeronimo Martins Dystrybucja (Biedronka), empresa de distribuição alimentar polaca do Grupo Jerónimo Martins, é 29ª maior empresa da Europa Central, segundo o ranking "Top 500 Companies in Central Europe 2009" da empresa de consultadoria e auditoria Deloitte. Por sua vez a Eurocash, outra empresa polaca do sector da distribuição alimentar participada e liderada por Luis Amaral, ocupa a 93ª posição da mesma lista.

Por outro lado, o Bank Millennium, banco polaco do Grupo MillenniumBCP, é o 18º maior banco da Europa Central, segundo o ranking "Banking TOP 50" da Deloitte.

A internacionalização destas 3 empresas para a Europa Central e Oriental, e nomeadamente para a Polónia, foi uma aposta ganha, apesar das dificuldades iniciais que enfrentaram no mercado polaco e dos obstáculos e resistências que algumas delas tiveram, inclusive, que ultrapassar em Portugal. Estes são 3 "case studies" que deveriam ser obrigatoriamente estudados nas cadeiras de marketing internacional/gestão internacional das escolas de gestão portuguesas. Demonstram a forte competitividade de algumas empresas portuguesas nos principais mercados internacionais e revelam a grande capacidade de gestão, de liderança, de inovação e de resiliência do respectivo "management", em Portugal e na Polónia, constituído fundamentalmente por gestores portugueses.
Gratulacje i powodzenia Biedronka, Eurocash e Millennium Bank!


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Logoplaste na Ucrânia

De acordo com o Diário Económico de hoje, a Logoplaste está em fase de consolidação do seu investimento industrial na Ucrânia, tendo para o efeito obtido um financiamento de 4,1 milhões de euros junto do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD).
Trata-se de um dado relevante no processo de internacionalização das empresas portuguesas para os Países da Europa Central e Oriental (PECO), e nomeadamente para o mercado ucraniano.
Apesar da instabilidade política e económica que este país atravessa, a Ucrânia será a curto-médio prazo o mercado de expansão natural para as empresas internacionais já presentes em outros mercados dos PECO, e nomeadamente para as empresas portuguesas instaladas na Polónia, Hungria, Rep. Checa e Roménia. Para estas empresas, e fundamentalmente para as de média e grande dimensão e para as que actuam no sector da consultadoria de engenharia e de gestão, o BERD poderá vir a constituir um importante parceiro financeiro (veja aqui um ponto de situação recente sobre "Portugal e o BERD"), a par de outas instituições bancárias portuguesas presentes na Europa Central e Oriental (Grupo MillenniumBCP, Banco Espírito Santo e Banco Mais/BANIF).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Investment Climate Survey in Poland

A PAIiIZ – Agência Polaca de Informação e Investimento Estrangeiro acaba de anunciar o lançamento da 3ª edição da “Investment Climate Survey in Poland”, com a colaboração das 14 câmaras de comércio bilaterais existentes na Polónia.

O “Investment Climate Survey in Poland” é um inquérito realizado regularmente pela PAIiIZ junto das empresas polacas com capitais estrangeiros com o objectivo de avaliar o ambiente e as condições de negócio neste mercado da Europa Central e Oriental.

Em 2004 e 2007, a Delegação da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Varsóvia, realizou, sob a coordenação e supervisão do signatário, um trabalho com características semelhantes, no âmbito do Barómetro do Investimento Português na Polónia, mas dirigido apenas ao universo das empresas polacas com capitais portugueses. Os inquéritos de 2004 e 2007 do Barómetro do Investimento Português na Polónia foram, na altura, amplamente divulgados e tiveram por finalidade a recolha de informações objectivas sobre o comportamento das empresas portuguesas instaladas na Polónia, no que se refere aos seguintes aspectos: caracterização global deste conjunto de empresas; factores que estiveram na origem do investimento; formas de investimento (modos de entrada) mais utilizadas; estratégias de interacção com o meio sócio-económico; intenções de expansão e de internacionalização; dificuldades e constrangimentos que as empresas enfrentaram em diversas fases da sua actividade; níveis de confiança dos empresários e opiniões sobre o “ambiente empresarial”; apoios ao investimento mais utilizados; tipo de intervenção que as empresas esperam que seja efectuada/dinamizada localmente por parte de entidades públicas e privadas portuguesas; avaliação dos serviços da Delegação da AICEP em Varsóvia; entre outros aspectos. Veja aqui, aqui e aqui as informações recolhidas no âmbito do Barómetro do Investimento Português na Polónia.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Negócios em Timor Leste

De acordo com o Jornal de Negócios, a empresa Visabeira Global, através da sua participada Viatel, vai avançar com uma operação em Timor Leste em parceria com a Nokia Siemens Networks, avaliada em 3,1 milhões de euros. Uma boa noticia para os interesses portugueses em Timor-Leste. No entanto, num país onde Portugal tem tido um papel preponderante no âmbito da ajuda pública ao desenvolvimento e que tem constituído uma das principais prioridades da nossa política externa, seria interessante perceber e conhecer, em termos globais, a intervenção empresarial portuguesa em Timor Leste e também as principais dificuldades, desafios e oportunidades que se colocam a estas empresas e a todas as outras que pretenderem abordar deste mercado.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

O CDE e Portugal

O CDE – Centre pour le Centre pour le Développement de l’Entreprise (CDE), acaba de lançar ao último número da sua newsletter institucional.

O CDE, herdeiro de algumas das funções do antigo CDI-Centro para o Desenvolvimento Industrial é uma instituição conjunta do Grupo de Estados ACP (África, Caraíbas e Pacifico) e de União Europeia, criada no âmbito do Acordo de Cotonou, e tem por objectivo o desenvolvimento das empresas privadas do países ACP.
Para concretizar a sua missão, o CDE é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento.

Ao nível dos programas de apoio ao sector privado, o CDE actua em estreita ligação com a Comissão Europeia, Secretariado do Grupo de Estados ACP e Banco Europeu de investimentos, para além de gerir, sob supervisão da EuropeAID/AIDCO, o programa Pro€Invest, programa de partenariado UE-ACP, que tem uma dotação de 110 milhões de Euros.

Até ao aparecimento do CDE, Portugal era o país da União Europeia com maior número de projectos co-financiados pelo CDI – Centro para o Desenvolvimento Industrial, com uma quota de cerca de 20% do total de projectos, e chegou inclusive a ter um Director português.
Actualmente, e segundo consta do site do CDE , esta entidade tem 7 parceiros em Portugal: Caixa Geral de Depósitos, Banco BPI, Millennium/BCP, AICEP, ELO, CPLP e IPAD.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

SOFID

Numa pesquisa recente na web constatei que a Sofid - Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento - Instituição Financeira de Crédito, S.A., criada em Outubro de 2007, já tinha um web site . Esta instituição faz parte da EDFI - European Development Finance Institutions, desde Fevereiro de 2008, tem como accionistas o Estado (59,99%), um conjunto de bancos - BES, BPI, CGD e BCP/Millennium - e a ELO (Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação) e tem como missão:
" (1) Contribuir para a dinamização dos sectores empresariais dos países menos desenvolvidos;
(2) Apoio às empresas portuguesas nos investimentos em países em desenvolvimento e em países emergentes, consideradas isoladamente ou em parceria com investidores locais, que contribuam para o desenvolvimento sustentado desses países, nomeadamente aqueles que beneficiam da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) portuguesa;
(3) Constituir a EDFI (European Development Financial Institution) Portuguesa."
Trata-se de uma entidade que pode ter um papel muito relevante no apoio financeiro à internacionalização das empresas portuguesas para países em vias de desenvolvimento, e nomeadamente para os PALOP. A expectativa é grande em relação à SOFID e muita gente ainda se recorda do papel muito relevante que teve neste âmbito o extinto FCE -Fundo para a Cooperação Económica .

terça-feira, 19 de maio de 2009

Angola atrasa pagamentos a empresas portuguesas

A economia Angola começa da resssentir-se da crise internacional, da redução do preço do petróleo e dos seus problemas estruturiais, decorrentes sobretudo da excessiva dependência das receitas da exploração petrolífera e reduzida diversidade produtiva. Uma má noticia para as empresas portuguesas com negócios e interesses em Angola que começam a sofrer alguns atrasos nos pagamentos. Talvez esta situação venha a permitir uma maior ponderação, equilibrio e racionalidade na abordagem do mercado angolano por parte de algumas empresas portuguesas, como refere Carlos Bayan Ferreira, Presidente da Câmara de Comércio e Industria Portugal-Angola.