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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mega investimento da Renault/Nissan em Marrocos suscita grande controvérsia em França


Foto: Renault/Epa

Na passada Quinta-feira, o CEO da Renault/Nissan, Carlos Ghosn e o Rei de Marrocos, Mohammed VI, inauguraram, nos arredores de Tanger, uma nova unidade de montagem de automoveis do grupo franco-japonês. Esta mega unidade industrial, especialmente dedicada a veículos "low cost", tem uma capacidade de produção de 400 000 veículos/ano, representa um investimento de 1,3 mil milhões de euros e prevê-se que venha a criar cerca de 6 000 postos de trabalho directos e 30 000 indirectos. Mas se este investimento tem suscitado um forte apoio e entusiasmo em Marrocos, devido ao seu carácter estruturante para toda a economia marroquina, dando um forte impulso à criação de um importante "cluster" do sector autómovel neste país do Norte de África, o mesmo não se tem verificado em França. Com efeito, em vésperas de eleições presidenciais, com uma taxa de desemprego elevada e com temas como a "necessidade de uma re-industrialização da economia francesa" e "Compre Produtos Franceses" na ordem do dia, este investimento realizado por uma empresa com capitais públicos franceses, está a gerar uma grande controvérsia (pode aprofundar este assunto aqui). Ou seja, a politica industrial está a voltar à primeira linha da agenda politica francesa, o que poderá levar a própria Comissão Europeia a olhar com mais atenção para este assunto que tem implicações determinantes no modelo de estruturação das economias europeias e no comércio externo da União Europeia com os seus principais parceiros económicos. Por outro lado, depois deste projecto e do interesse de outros construtores (Ford e empresas indianas e chinesas) em realizarem investimentos em Marrocos, tudo indica que estão criadas as condições para o desenvolvimento neste país de um "cluster" automóvel de grande importância.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Investimento americano na Irlanda, Bill Clinton e o papel da Diáspora irlandesa



O investimento estrangeiro com origem norte-americana tem tido um peso muito relevante na economia irlandesa. Este facto deve-se, em grande parte, ao pacote fiscal oferecido pela Irlanda ao investidores estrangeiros e também ao enorme peso politico e económico da Diáspora irlandesa residente nos EUA. Mas apesar das dificuldades que passa actualmente a economia irlandesa e do crescente protagonismo internacional das chamadas "economias emergentes", o governo de Dublin continua a apostar, de uma forma sustentada, na promoção e captação de investimento estrangeiro norte-americano. Exemplo disso  é a conferência "Invest in Ireland" que hoje se vai realizar em Nova York. O principal cabeça de cartaz desta iniciativa é o ex-presidente norte-americano, Bill Clinton, a que se juntarão membros do governo irlandês, representantes do Global Irish Network e "influential friends of Ireland". Aliás, neste âmbito do "benchmarking" do investimento directo estrangeiro e do potencial económico das Diásporas será interessante acompanharmos com atenção as iniciativas Global Irish Network e Global Irish Economic Forum.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Leituras: Third Wave of Globalisation, de Will Straw e Alex Glennie, Institute for Public Policy Research



O Institute for Public Policy Research (IPPR), "Think Tank" ligado ao antigo Comissário Europeu e ex-Ministro Inglês Lord Peter Mandelson, publicou um relatório denominado "Third Wave of Globalisation", onde sõa abordados os impactos, negativos e positivos, da crescente internacionnalização do comércio. De acordo com os autores deste trabalho, Will Straw e Alex Glennie, a crescente globalização do comércio é diferente daquela que se realizou aquando da Revolução Industrial e no pós II Guerra Mundial e que foi dominada pelo Reino Unido e pelos EUA, respectivamente. Hoje, o crescimento do comércio mundial é protagonizado por um conjunto de países emergentes, sobretudo do Continente Asiático, mas os autores deste trabalho recusam caracterizar, exclusivamente, o fenómeno da globalização como um "mixture" de comércio internacional e de movimento de capitais, trabalho e tecnologias. Veja aqui o relatório completo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Companhia de aviação turca interessada em adquirir a sua congénere polaca



Por diversas vezes já tivemos oportunidade de chamar atenção neste bloque (veja por exemplo aqui) para o crescente protagonismo internacional da economia e das empresas turcas. A Turquia é hoje uma das principais economias emergentes mundiais e está a alargar a sua zona de expansão e influência para diversos países do Norte de África, Próximo e Médio Oriente e Ásia Central. E agora também para a Polónia. De acordo com esta noticia, a companhia aérea estatal turca - Turkish Airlines - está interessada em adquirir a sua congénere polaca - Lot Polish Airlines. A Lot é uma das maiores companhias de aviação da Europa Central e Oriental e, desde 2009, tem vindo a atravessar algumas dificuldades financeiras.

Wine Books of the Year


Via blogue The Wine Economist, a informação de que os livros  Wine Wars , de Mike Veset, e In Search of Pinot Noir, de Benjamin Lewis, foram nomeados para o prémio "wine books of the year 2011", por  Paul O’Doherty,  "book reviewer"  no site da jornalista Jacis Robinson (JancisRobinson.com), uma referência mundial na análise e critica de vinhos. 

Português entre as personalidades mais influentes na Polónia


O jornal polaco Gazeta Prawna acaba de anunciar o seu ranking anual das "50 personalidades mais influentes na Polónia", este ano liderado por Jacek Rostowski, ministro das finanças polaco. Mas neste ranking, surge, desta vez, um português, na 19ª posição. Trata-se de Pedro Pereira da Silva, Country Manager do Grupo Jerónimo Martins na Polónia. Um reconhecimento público pelo excelente trabalho que vem vindo a desenvolver na Polónia. Em 13 anos, a cadeia de "discount" Biedronka, adquirida em 1998 pelo Grupo Jerónimo Martins, passou de 240 lojas para 1 870 lojas e, em 2011, facturou cerca de 5,8 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de cerca de 20% relativamente ao ano de 2010.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rússia: um mercado cada mais relevante para as empresas polacas



O crescimento da economia polaca, a crise que afecta os países da Europa Central e a significativa melhoria das relações politicas e diplomáticas entre a Polónia e a Rússia são factores que estão a potenciar o crescimento das relações económicas russo-polacas. De acordo com o Instituto de Estatística Polaco (GUS), nos primeiros 11 meses de 2011, as exportações polacas para a Russía cresceram 23,8%, em comparação com o período homólogo do ano anterior. No mesmo período, as vendas polacas para os países da UE27 cresceram 11,4%, enquanto que para a Zona Euro registaram um aumento de 9,9%. Estes dados indiciam, claramente, que existe uma vasta área de expansão e de penetração económico-comercial para as empresas polacas no Leste do Continente Europeu, nomeadamente na Rússia, Ucrânia, Bielorússia e países Bálticos, e até em alguns países da Ásia Central.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Depois do México, Portugal é o país com maior número de filiais de empresas espanholas



O Instituto Nacional de Estatística de Espanha publicou recentemente um interessante relatório, designado "La Empresa en el Mundo Global: Estadísticas sobre Empresas Filiales", sobre o investimento espanhol no exterior e o investimento estrangeiro em Espanha. Abaixo destacamos algumas das conclusões que nos pareceram mais relevantes deste estudo:

Em termos de investimento espanhol do exterior, e segundo o INE Espanhol, existiam, em 2009, cerca de 4 132 empresas espanholas instaladas no exterior, das quais 49,4% nos países da União Europeia e 40,7% na América. O país com maior numero de filiais de empresas espanholas é o México (9,5% do total e representando 391 empresas), seguido de Portugal (8,7%/359 empresas), EUA (8,3%/341 empresas), Reino Unido (8,1%/333 empresas) e França (6,6%/274 empresas).

No que se refere ao volume de negócios, as filiais de empresas espanholas no exterior alcançaram, em 2009, o valor de 159 800 milhões de euros. Em termos sectoriais, o contributo para este volume de negócios é liderado pela industria (34,4%), seguido dos serviços (29,3%) e do comércio (27,4%). O maior volume de negócios das filiais espanholas do sector industrial tem origem nos países do Continente Americano (59,4), enquanto os países da Zona Euro concentram mais de metade do volume de negócios das filiais do sector do comércio.

Em relação ao investimento estrangeiro em Espanha, e segundo a mesma publicação, estavam instaladas em Espanha, em 2009, cerca de 8 064 empresas filiais de empresas estrangeiras nos sectores da industria, comércio e serviços. Estas empresas empregavam mais de 1 milhão de trabalhadores, o que representa cerca de 10,9% do total de postos de trabalho nos referidos sectores.

O principal país de origem das filiais de empresas estrangeiras em Espanha, em termos de número de empresas, é a Alemanha (15,8% do total), seguida da França (13,9%), EUA (12%), Holanda (11,8%) e Reino Unido (9,3%). Em termos de volume de negócios, lideram as filiais de empresas francesas (23,8%), logo seguidas das empresas com capitais da Alemanha (14,2%), EUA (12%), Reino Unido (9,6%) e da Holanda (9,2%).

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A desistência da venda do BCP na Polónia e as relações económicas Polónia-Angola


Foto: Pedro Elias/Negócios

Quando no Verão se anunciou a intenção de venda da operação do BCP/Millennium na Polónia tive oportunidade de referir aqui as consequências negativas desta decisão para um conjunto de “stakeholders”, e nomeadamente para as empresas portuguesas envolvidas ou potencialmente interessadas no processo de internacionalização para o mercado polaco e outros mercados da Europa Central e Oriental. Daí que a notícia da desistência, por ora, da venda do Millennium Bank é uma boa noticia! Agora, é tempo do BCP/Millennium recuperar o tempo perdido, pois com certeza muitas decisões estratégicas do banco ficaram nestes últimos meses a aguardar o desfecho deste processo de venda, e de  reforçar a aposta na divulgação das oportunidades de negócios existentes na Polónia, para os seus clientes portugueses, e em Portugal, para os seus clientes polacos, contribuindo assim para o crescimento e sustentabilidade das relações económicas entre os dois países. Por outro lado, e tendo em atenção o actual estádio de expansão da economia e das empresas polacas e a importância das operações do BCP/Millennium em Angola, a par das características da sua actual estrutura accionista dominada por interesses angolanos, o Millennium Bank pode também vir a constituir um instrumento relevante no desenvolvimento das relações económicas entre Angola e a Polónia. As relações entre estes dois países são bastante estreitas - desde os primeiros anos da independência de Angola que os dois países estão representados ao nível de Embaixador - havendo por isso um vasto campo de oportunidades a explorar nas áreas da promoção das exportações e do investimento.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O empreendedorismo da Diáspora polaca na Alemanha


 

De acordo com dados da Embaixada da Polónia em Berlim, existem cerca de 100 000 empresas alemãs com capitais polacos, das quais cerca de 95% são empresas em nome individual. De acordo com a mesma fonte, este número de empresas é cerca de 3 vezes superior ao número de firmas constituídas por emigrantes turcos residentes na Alemanha. É um sinal claro do empreendedorismo da Diáspora polaca na Alemanha. Uma Diáspora que cresceu, sobretudo, depois da adesão da Polónia à União Europeia, em Maio de 2004, e que pode agora constituir uma excelente plataforma para a importação e comercialização de produtos polacos na Alemanha, sobretudo ao nível do chamado "mercado étnico", a exemplo do que está a acontecer também com outras comunidades emigrantes polacas "mais recentes" e residentes em países do Norte da Europa (Inglaterra, Irlanda e Escandinávia).

domingo, 4 de dezembro de 2011

Leituras: "Dealing with a Post-Bric Russia"


Via Blogue "Da Rússia", de José Milhazes, este interessante "paper" de Ben Judah, Jana Kobzova e Nicu Popescu, do European Council of Foreign Relations, e designado "Dealing with a Post-Bric Russia".

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Banco Santander pretende contratar Robert Kúbica para promoção das suas operações na Polónia



A Polónia é um dos principais e mais atractivos mercados europeus. Apesar disso, o Banco Santander chegou tarde a este mercado, ao contrário do que se verificou com alguns dos seus concorrentes italianos, austríacos, irlandeses, alemães, franceses, norte-americanos e até portugueses. Mas tem vindo a recuperar a posição, sobretudo depois da compra do Bank Zachodni WBK. Agora, pretende entrar numa fase de expansão da sua operação e, depois de estudarem várias modalidades desportivas neste país, os responsáveis do marketing do Banco Santander elegeram o piloto polaco de Formúla 1 Robert Josef Kúbica  (na foto) para divulgar a imagem do banco na Polónia. O passo seguinte passará pelo apoio à realização de uma das provas do calendário mundial de Formúla 1 na Polónia?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Start-Up: Chile, USA e Espanha


O Programa Start-Up Chile é um caso de sucesso internacional ao nível das políticas públicas de apoio ao empreendorismo. Esta iniciativa liderada pelo Ministério da Economia do Chile, em colaboração com entidades privadas, tem por objectivo "...attract early stage, high-potential entrepreneurs to bootstrap their startups in Chile, using it as a platform to go global. The end goal of the accelerator program is to convert Chile into the definitive innovation and entrepreneurial hub of Latin America".
Depois do sucesso alcançado pelo Start-Up Chile, esta experiência foi replicada nos EUA, envolvendo o governo federal e um conjunto de grandes empresas norte-americanas com o objectivo de coordenar os esforços das várias entidades norte-americanas envolvidas no apoio ao empreendorismo. Agora, chegou também a vez de Espanha aprofundar este assunto! Com efeito, as autoridades espanholas constataram a existência de mais de 2 500 plataformas dedicadas ao empreendorismo, mas que apresentam algumas dificuldades de funcionamento e de coordenação  e também deficiências e debilidades ao nível do estabelecimento de alianças estratégicas com o tecido empresarial e com entidades públicas. Por isso, um conjunto de empreendedores espanhóis, com o apoio da Esade Business School, pretende agora alterar este estado de coisas com o desenvolvimento de um programa designado por Start-Up Espanha que permita criar as condições para uma maior eficiência nos sistemas de apoio ao empreendorismo e para o aumento da iniciativa empresarial privada. Com este objectivo, vai realizar-se no próximo dia 30 de Novembro, em Madrid, na Fundação Rafael del Pino, um encontro sobre este assunto que decerto vai marcar a agenda e a reflexão sobre os desafios das plataformas de empreendorismo existentes em Espanha. Como curiosidade, este encontro vai ter o seguinte programa:

17h30 Bienvenida

María del Pino, Presidenta de la Fundación Rafael del Pino

Eugenia Bieto, Directora General de ESADE


17h45 Introducción

Luisa Alemany, Profesora y Directora del Instituto de Iniciativa Emprendedora de ESADE


18h00 Mesa redonda “Emprendedores europeos y americanos en España. ¿Por qué elegimos España para nuestros proyectos? ¿Qué debería hacer España para generar atracción más allá de sus fronteras?

Moderador:
Javier Santiso, Director de ESADE Center for Global Economy and Geopolitics (ESADEgeo) y Profesor de ESADE

Intervienen:

Francois Derbaix , Fundador y CEO de Toprural (Bélgica)

Niklas Gustafson, Fundador y CEO de conZumo (Suecia)

Michael Kleindl, Fundador y Presidente de Plenummedia (Alemania); Fundador de Smartclip (Alemania)

Ana María Llopis, Fundadora y CEO de Ideas4all (Venezuela y España)

Bernhard Niesner , Co-Fundador y CEO de Busuu (Austria)

Joshua Novick, Fundador y CEO de Antevenio (Estados Unidos)

Iván Retzignac, Fundador y CEO de MedicAnimal (Francia y Estados Unidos)

19h15 Mesa redonda “Conclusiones para la mejora de las políticas en el ámbito emprendedor”

Moderador:
Marcel Planellas, Secretario General y Profesor de ESADE y Coordinador del Grupo de Investigación en Iniciativa Emprendedora (GRIE)

Intervienen:

José Cerdán, CEO de Acens (España)

Jesús Encinar, Fundador y CEO de idealista.com (España)

Gustavo García, Fundador y CEO de BuyVip (España)

Sobre este tema políticas públicas de apoio ao empreendorismo vale a pena também a leitura de uma obra recente e já incontornável nesta área: "Start-up Nation: The Story of Israel's Economic Miracle".

Manuel Marín: "Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana"


"Necesitamos una Alemania europea y no una Europa alemana", é uma das afirmações proferidas por Manuel Marín numa entrevista hoje publicada no jornal espanhol "El País" sobre a crise na Europa e o funcionamento das instituições comunitárias. Manuel Marín foi um destacado dirigente socialista espanhol, muito próximo de Felipe González, que ocupou durante vários anos o cargo de Vice-Presidente da Comissão Europeia nos mandatos liderados por Jacques Delors e Jacques Santer. Mais recentemente ocupou o cargo de Presidente do Parlamento de Espanha (2004-2008). Durante o período em que vivi em Madrid tive a oportunidade de escutar de Manuel Marín algumas interessantes "estorias" sobre os primeiros anos da democracia espanhola e o processo de adesão de Espanha e Portugal à União Europeia, em que foi o principal negociador espanhol, na qualidade de Secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Para quem teve este nível de comprometimento e de implicação com o "projecto europeu", o actual estado da Europa deve com certeza causar alguma frustração e desalento.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

As relações entre a União Europeia e a Rússia por Adam Michnik


Adam Michnik é dos mais conhecidos intelectuais polacos. Teve um papel relevante na oposição ao regime comunista polaco e é actualmente editor-chefe do "Gazeta Wyborcza", um dos principais jornais do seus país. Amanhã vai estar na Fundação Calouste Gulbenkian para nos falar  sobre as relações entre a União Europeia e a Rússia. Um tema que na Polónia é acompanhado com especial atenção!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Inditex/Zara abriu primeira loja na África do Sul


A Inditex/Zara continua a sua expansão internacional. Na passada Quarta-Feira, abriu a sua primeira loja Zara na África do Sul, nomeadamente no Sandton City Shopping Centre, um dos mais exclusivos centros comerciais de Joanesburgo. Na semana anterior, tinha sido Taipé, capital de Taiwan, a acolher a primeira loja Zara deste pais asiático.  O Peru, Geórgia e Azerbeijão vão ser os próximos mercados de entrada desta marca espanhola, sinal de que o crescimento do Grupo Inditex passa nesta altura, e fundamentalmente, pela entrada e aposta em mercados emergentes.

Actuable (Espanha): Uma plataforma on line para a apresentação/colocação de petições e propostas de mudança social, económica e politica


Cheguei à plataforma Actuable na sequência de uma noticia sobre uma petição apresentada por um grupo de pequenos e médios empresários espanhóis ao governo de Rodriguez Zapatero sobre a situação económica de Espanha. A petição chama-se Manifiesto España Emprende e já tem um número significativo de aderentes, de comentários e de retweets. No entanto, e depois da consulta a esta plataforma, constatei a existência um conjunto mais alargado de propostas e de petições que percebi que podem ser apresentadas/colocadas por qualquer indivíduo mas que através da Actuable passam a ter uma divulgação e uma visibilidade muito mais alargadas. A Actuable apresenta-se como “una comunidad online de personas y organizaciones que unen esfuerzos para transformar el mundo diciéndole a gobiernos, empresas y otros actores importantes de nuestra sociedad qué cambios queremos” e  tem como slogan  "Inicia Acciones, suma fuerzas e provoca cambios". Sinais dos tempos, neste final de 2011, nos países da bacia do Mediterrâneo?

domingo, 6 de novembro de 2011

O estado chocante e deplorável da casa de Aristides Sousa Mendes em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu



É chocante e deplorável o estado de conservação da casa de Aristides Sousa Mendes, classificada como monumento nacional, em Cabanas de Viriato, distrito de Viseu. Não é desta maneira que se homenageia a memória e se reconhece a generosidade e o altruísmo dos actos praticados pelo "Cônsul português em Bordéus, durante a 2ª Guerra Mundial". Veja aqui o texto do artigo ontem publicado no jornal Público sobre este assunto, sob o título "Em defesa da Casa do Passal, de Aristides Sousa Mendes", e que nos chegou via blogue Duas ou Três Coisas.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TAP Air Portugal, Qatar Airways e Spanair



No inicio deste ano, a imprensa portuguesa dava conta do interesse de várias companhias de aviação estrangeiras na privatização da Tap Air Portugal. Uma das empresas de que se falava era a Qatar Airways, companhia de bandeira do Qatar. Na altura referia-se que "a TAP é muito interessante para a Qatar Airways, já que não tem parcerias nem na Star Aliance, nem na Oneworld, e quer posicionar-se no mapa global...além de que o Qatar tem as maiores reservas de gás do mundo, é muito rico em petróleo e há grandes ligações no Brasil na área do gás. É óbvio que precisa de ligações massivas ao Brasil, logo, uma companhia com mais de 70 ligações semanais para aquele país, como a TAP, torna-se atractiva". Por motivos vários, a privatização da TAP ainda não avançou, mas a Qatar Airways deu um passo em frente e, de acordo com a imprensa espanhola, estará nesta altura a negociar a aquisição de 49% do capital da companhia espanhola de aviação Spanair que atravessa grandes dificuldades financeiras. Com esta aquisição, e segundo a mesma fonte, a Qatar Airways pretende converter o aeroporto de Barcelona num "hub" (centro de distribuição de voos) para a América Latina e Costa Leste dos EUA, entrando assim em concorrência directa com as operações da TAP Air Portugal para as referidas zonas geográficas. A concretizar-se a referida aquisição quais vão ser as consequências para o futuro da Tap Air Portugal?