Uma análise da equipa do Economista-Chefe do World Bank referente ao ano de 2012 sobre os principais blogues assegurados por quadros da instituição e os "posts" mais lidos. A não perder!
Tendências em Mercados Internacionais e Estratégias de Internacionalização de Empresas. Globalização, Comércio e Investimento Internacional. Desenvolvimento e Cooperação Internacional. E outras coisas mais.
Mostrar mensagens com a etiqueta Cooperação e Desenvolvimento Internacional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cooperação e Desenvolvimento Internacional. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Acordos bilaterais entre agências de cooperação: nova estratégia de alargamento das políticas públicas de cooperação e desenvolvimento internacional?
As agências espanhola (AECID) e sul-coreana (KOICA) de cooperação e desenvolvimento internacional assinaram há dias um acordo que prevê a colaboração mutúa das duas entidades na coordenação das suas actividades em diversos países em vias de desenvolvimento. Entre os países elegidos, numa primeira fase, para a realização dessas acções conjuntas de cooperação contam-se o Paraguai, Bolívia, Peru, Filipinas e Moçambique. Poderá ser esta estratégia - o estabelecimento de parcerias com agências congéneres de cooperação para a actuação conjunta em mercados específicos - uma via para o reforço e alargamento da actuação do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (resultante da fusão dos antigos IPAD e Instituto Camões) nos mercados prioritários para a cooperação portuguesa?
terça-feira, 17 de julho de 2012
Espólio da antiga Diamang - Companhia de Diamantes de Angola na Universidade de Coimbra
A Diamang - Companhia de Diamantes de Angola foi, até 11 de Novembro de 1975, data da independência da República de Angola, a empresa concessionária da exploração de diamantes naquela, até então, Província Ultramarina portuguesa.
A empresa foi fundada em 1917 e teve na sua estrutura accionista capitais portugueses – da firma Henry Burnay & Companhia, depois Banco Burnay e do Banco Nacional Ultramarino; belgas – da Société Générale de Belgique e da Mutualité Coloniale; franceses – da Banque de l’Union Parisienne, e dos Estados Unidos da América – do grupo Ryan-Guggenheim. A este grupo inicial viriam a juntar-se, ao longo do tempo, outros investidores.
A Diamang tinha uma área concessão de cerca de 52.000 km2 (mais de metade da área de Portugal Continental que é de 92 090 Km2), que praticamente cobria as actuais províncias das Lundas Norte e Sul. Confinava, a oeste e sul com o restante território de Angola, a sudeste com a actual Zâmbia (então, Rodésia do Norte) e a norte e nordeste com a actual República Democrática do Congo (o então Congo Belga e depois Zaire). A cerca de12 Km a sul da actual República Democrática do Congo, situa-se o Dundo, povoação fundada pela Diamang, e que constituiu o seu centro administrativo na Lunda.
A Diamang foi sucedida, em 1981, pela Endiama – Empresa Nacional dos Diamantes de Angola. Em parte da antiga área de concessão da Diamang continua a intervir uma sociedade mineira participada pelo estado português, através da SPE-Sociedade Portuguesa de Emprendimentos, e do estado angolano, com a participação da Endiama, e designada por SML - Sociedade Mineira do Lucapa.
A Diamang foi uma empresa referência e bastante poderosa em Angola. Gozava de uma grande autonomia face às autoridades coloniais portuguesas e por lá passaram muitos quadros portugueses de grande qualidade, sobretudo na área da geologia.
O espólio documental, fotográfico e fonográfico da Diamang está a ser analisado, digitalizado e disponibilizado ao público pela Universidade de Coimbra no âmbito do projecto "Diamang Digital". Uma excelente iniciativa que nos recorda uma dimensão muito relevante da antiga presença empresarial portuguesa em África, nomeadamente em Angola, e pouco conhecida das gerações mais jovens.
domingo, 6 de maio de 2012
A dimensão económica da Francofonia
No próximo mês de Julho, vai ter lugar, no Québec (Canadá), mais uma edição do "Forum Mondial de la Langue Française", dinamizada pela Organisation Internationale de la Francophonie. Paralelamente a esta iniciativa, vai também realizar-se o "RIFÉ 2012-Rencontre Internationale de la Francophoine Économique" que pretende reflectir sobre as melhores estratégias para a afirmação e reforço da dimensão económica internacional dos países francófonos ou com alguma ligação à francofonia. O programa do "RIFÉ 2012" está muito bem estruturado, conta com um conjunto de excelentes conferencistas e um leque bastante representativo de participantes que se propõem analisar e discutir as seguintes temáticas: "faire des affaires en français"; "développer l’entrepreneuriat francophone"; "structurer les secteurs économiques prioritaires" e "valoriser la francophonie économique". Um evento que nos deve fazer reflectir sobre a estratégia, o posicionamento e também a dimensão económica de uma outra organização: a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Leituras: The Top 10 Books on the Economics of Poverty
Via post publicado por Amid Lockwood no blogue da Stanford Social Innovation Review, abaixo apresentamos a opinião da referida autora sobre os Top 10 Books on Economics of Poverty:
"The White Man’s Burden: Why the West’s Efforts to Aid the Rest Have Done So Much Ill and So Little Good (2006)
by William Easterly
Easterly, a celebrated economist, presents one side in what has become an ongoing debate with fellow star-economist Jeffrey Sachs about the role of international aid in global poverty. Easterly argues that existing aid strategies have not and will not reduce poverty, because they don’t seriously take into account feedback from those who need the aid and because they perpetuate western colonial tendencies.
The End of Poverty: Economic Possibilities for Our Time (2006)
by Jeffrey Sachs
Taking an almost entirely diametrical approach than Easterly, Sachs outlines a detailed plan to help the poorest of the poor reach the first rung on the ladder of economic development. By increasing aid significantly to provide the basic infrastructure and human capital for markets to work effectively, Sachs argues such investment is not only economically sound but a moral imperative.
The Bottom Billion: Why the Poorest Countries are Failing and What Can Be Done About It (2007)
by Paul Collier
Economist and Africa expert Collier analyzes why a group of 50 nations, home to the poorest one billion people, are failing. Considering issues such as civil war, dependence on extractive industries, and bad governance, he argues that the strongest industrialized countries must enact a plan to help with international policies and standards.
The Fortune at the Bottom of the Pyramid: Eradicating Poverty Through Profits (2009)
by C.K. Prahalad
Prahalad, a business strategy professor, was among the first to argue that the fastest growing market in the world was made up of the world’s poorest people. He details the purchasing power of this segment, and advocates that big businesses should learn how to understand this population’s needs in order to develop products that address both economic mobility and corporate growth and profit.
Creating a World Without Poverty: Social Business and the Future of Capitalism (2009)
by Muhammad Yunus
Yunus, an economist and Nobel Prize Winner, was among the first to describe a social business as one that is modestly profitable but designed primarily to address a social objective. Using this approach, he argues that modern-day capitalism is too narrowly defined, particularly in its emphasis on profit maximization. By including social benefits in the equation, he believes that markets and the poor themselves can alleviate poverty.
Out of Poverty: What Works When Traditional Approaches Fail (2009)
by Paul Polak
Polak, a psychiatrist, has applied a behavioral and anthropological approach to alleviating poverty, developed by studying people in their natural surroundings. He argues that there are three mythic solutions to poverty eradication: donations, national economic growth, and big businesses. Instead, he advocates helping the poor earn money through their own efforts of developing low-cost tools that are effective and profitable.
Dead Aid: Why Aid is Not Working and How There Is a Better Way for Africa (2009)
by Dambisa Moyo
Moyo, a Zambia-born economist, asserts that aid is not only ineffective—it’s harmful. Her argument packs a strong punch because she was born and raised in Africa. Moyo believes aid money promotes the corruption of governments and the dependence of citizens, and advocates that an investment approach will do more to help reduce poverty than aid ever could.
Poor Economics A Radical Rethinking of the Way to Fight Global Poverty (2011)
by Abhijit Banerjee & Esther Duflo
Using the framework of randomized control trials, which allow for large-scale data collection to evaluate the effectiveness of an intervention, these two development economists assess the impact of a wide range of development programs in alleviating poverty. They have found that most programs have not been designed with a rigorous understanding of the behaviors and needs of the poor or how aid effects them, they advocate that for programs to be successful they must be designed with evidence gathered from direct interaction with those who they are meant to benefit.
Development As Freedom (2000)
by Amartya Sen
A Nobel Prize winning economist, Sen examines the essential role that elementary freedoms, social and political, have in improving the prosperity of the society at large. Although his focus on human welfare as a central aspect of economic thought is not universally accepted among economists, this approach inserts elements of ethics into a field from which it is often not emphasized. Although this is a difficult read, the concepts included are important to the dialogue about the causes and remedies to the economics of poverty.
Good to Great and the Social Sectors (2005)
by Jim Collins
Meant to accompany the seminal business book Good to Great that examined why companies succeed or fail and found nine key aspects, including: leadership, simplicity, discipline and innovation, this work focuses on applying these lessons to the nonprofit sector. While more focused on management of organizations than macro economic issues, this short and easy to read monograph suggests a roadmap of how those interested in addressing issues of poverty should pursue these efforts".
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Vote for the Best Aid Blogs of 2011
Via blogue "A view from the Cave", vote aqui para o "Best Aid Blogs of 2011", em 12 diferentes categorias.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Índia reforça presença em África
Foto: BBC
Depois do Brasil e da China, a Índia aposta agora no reforço da sua presença económica e empresarial em África. Nesta fase, as empresas indianas parecem muito interessadas no sector da agricultura e na exploração de recursos naturais, em países como a África do Sul, Etiópia, Senegal, Tanzânia ou Moçambique. Desde 2005, já foram criadas de raiz ou adquiridas por interesses indianos cerca de 79 empresas africanas. Estes factos comprovam que os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) começam, cada vez mais, a disputar entre si a presença em espaços económicos mais alargados, sinal das profundas mudanças que se estão a verificar na economia internacional.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Investir na Guiné-Bissau
Depois de um longo período de instabilidade politica e militar, a bonança parece estar a chegar à Guiné-Bissau. Pelo menos, o Banco Mundial revela algum optimismo em relação às melhorias observadas no ambiente local de negócios e nas condições existentes para a criação e desenvolvimento da actividade empresarial. Para além da relativa estabilidade governativa que o país atravessa e do interesse das autoridades em promoverem o desenvolvimento do sector privado guineense, parte da referida mudança está também relacionada com a actividade realizada pelo CFE – Centro de Formalização de Empresas, entidade que funciona como uma “one stop-shop” para o registo de empresas e que foi criada com o apoio, e beneficia da assistência técnica, do Banco Mundial, IFC, PNUD e Banco Africano de Desenvolvimento. No último relatório “Doing Business´ 2012”, elaborado pelo Banco Mundial, a Guiné-Bissau foi considerada “among the 10 most improved economies in África this year”, tendo passado da posição 181 para a posição 176 no referido ranking. Para além disso, o “Doing Business’2012” destaca também as reformas efectuadas ao nivel da legislação económica e comercial e a redução do número de procedimentos (de 17 para 9 procedimentos) e de dias para a criação de uma empresa (de 216 para 9 dias) neste país africano. São progressos significativos e imprescindíveis para o desenvolvimento do sector privado da Guiné-Bissau que não estarão a passar despercebidos em Portugal e que poderão (re) estimular o interesse das empresas nacionais por este país, como, aliás, se constata com a partida para Bissau, no inicio desta semana, de uma missão empresarial organizada pela AIP– Associação Industrial Portuguesa.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
As interdependências entre os níveis de corrupção e de desenvolvimento humano
Via blogue The Graphic Detail da revista The Economist uma análise comparativa dos últimos indicadores do Corruption Perceptions Index, da Transparency International, e o Human Development Index das Nações Unidas que revelam algumas interessantes conexões, a saber: "when the corruption index is between approximately 2.0 and 4.0 there appears to be little relationship with the human development index, but as it rises beyond 4.0 a stronger connection can be seen. Outliers include small but well-run poorer countries such as Bhutan and Cape Verde, while Greece and Italy stand out among the richer countries." Uma chamada de atenção para as atipicidades ("outliers") desta análise e sobretudo para a excepção e bom exemplo de Cabo Verde. Por outro lado, e se outros argumentos não faltassem, esta análise constitui mais uma forte justificação para a necessidade de uma maior aposta na promoção da educação e do desenvolvimento, sobretudo nos países em vias de desenvolvimento, e para a implementação de mecanismos mais rigorosos de prevenção e combate à corrupção.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Brazil´s rise in international development
Fonte: Agência Brasileira de Cooperação
O Presidente da Agência Brasileira de Cooperação, Marco Farani, esteve recentemente em Londres, a convite do “Think Tank” inglês ODI – Overseas Development Institute, para participar na Conferência “Brazil´s rise in international development: unlocking the potential”. Esta passagem de Marco Farani por Inglaterra foi especialmente notada na imprensa e nas entidades britânicas que se dedicam ao desenvolvimento e cooperação internacional, sinal da atenção e da importância que estão a dar à emergência do Brasil não só como um “player” global ao nivel politico e económico, mas também agora como um emergente doador internacional. Neste âmbito, o jornal The Guardian dedica um interessante artigo aos desafios que se colocam à cooperação brasileira, enquanto o Director do Institute of Developmente Studies (IDS), instituição de referência mundial na área dos estudos para o desenvolvimento, coloca no seu blogue um post com algumas considerações sobre estratégia brasileira de cooperação para o desenvolvimento, na sequência dos encontros que manteve com Marco Farani. Pela sua relevância, abaixo apresentamos algumas dessas considerações:
“* the terms "North" and "South" will soon become as anachronistic as the terms "East" and "West" became after the end of the Cold War.
* Brazil's approach to development cooperation is, at the moment, project based, pragmatic and underpinned by solidarity, not ideology or commerce.
* Brazil's lack of a "past" (e.g. colonial) means it comes to Africa with less baggage than most existing donors. It has opened up 17 new embassies in Africa under President Lula Da Silva and trade with Africa has quadrupled in the past 10 years. Moreover at least 50% of the population has an African heritage.
* Already Brazil is being asked to give advice about its tropical agriculture (its agricultural research system EMBRAPA is widely respected throughout the world) and on its approaches to social protection (ditto).
* The Minister thought Brazil's development cooperation programme would specialise in environment, agriculture and social protection, but not necessarily worrying about becoming a world leader in these areas--Mr Farani reminded us, after all, that Brazil is still a recipient of ODA from Germany and Japan.
* The need to manage expectations--Brazil's domestic success in development will not necessarily mean it has the answers for other countries
* Brazil will probably retain a slightly heterodox development cooperation path, going its own way, with no plans, at least in the short term, a DAC member. “
Veja também aqui um anterior post sobre este assunto.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Doação de antigo aluno permite criar o Stanford Institute for Innovation in Developing Economies
A Stanford Graduate School of Business recebeu recentemente uma das maiores doações da sua história no valor de 150 milhões de USD. Os responsáveis por esta acção foram Dorothy and Robert King (na foto), este último um antigo aluno dessa universidade (MBA em 1960) e ex-Presidente da empresa financeira R. Eliot King & Associates. Esta contribuição vai permitir à Stanford Graduate School of Business a criação do Stanford Institute for Innovation in Developing Economies que vai dedicar à promoção da inovação, do empreendorismo e ao combate à pobreza em países em vias de desenvolvimento.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Financial Times and Goldman Sachs Business Book of the Year: “Poor Economics” by Abhijit Banerjee and Esther Duflo
Na passada Sexta-feira foi anunciado o vencedor do “Financial Times and Goldman Sachs Business Book of the Year” e a escolha do júri recaiu sobre a obra “Poor Economics” de Abhijit Banerjee e Esther Duflo.
Os autores do livro são professores de economia no MIT-Massachusetts Institute of Technology, onde também dirigem o J-PAL, um dos centros de investigação do MIT dedicados ao estudo e à investigação de temas relacionados com a luta contra a pobreza e o desenvolvimento internacional.
Na “short list” estiveram as seguintes obras: Exorbitant Privilege de Barry Eichengreen; Good Strategy/Bad Strategy de Richard Rumelt; The Quest de Daniel Yergin; Triumph of the City de Edward Glaeser; e Wilful Blindess de Margaret Heffernan.
Os autores do livro são professores de economia no MIT-Massachusetts Institute of Technology, onde também dirigem o J-PAL, um dos centros de investigação do MIT dedicados ao estudo e à investigação de temas relacionados com a luta contra a pobreza e o desenvolvimento internacional.
Na “short list” estiveram as seguintes obras: Exorbitant Privilege de Barry Eichengreen; Good Strategy/Bad Strategy de Richard Rumelt; The Quest de Daniel Yergin; Triumph of the City de Edward Glaeser; e Wilful Blindess de Margaret Heffernan.
Veja também aqui a web page criada por Abhijit Banerjee e Esther Duflo para o debate e reflexão de alguns dos temas abordados no livro "Poor Economics".
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A maioria dos franceses são favoráveis à ajuda pública ao desenvolvimento
De acordo com os resultados do Barómetro "Agence Française de Développement/IFOP'2011", cerca de 63% dos franceses têm uma posição favorável à politica de ajuda pública ao desenvolvimento prosseguida pelo governo do seu país (veja aqui e aqui informações sobre este estudo). Ainda de acordo com o mesmo estudo "... 77% d’entre eux considèrent même que l’Etat français doit disposer de sa propre politique d’aide au développement au sein de l’Europe. La lutte contre la pauvreté est le premier des objectifs à atteindre, pour 36% des Français. Les secteurs prioritaires restent l’accès à l’eau potable (pour 35% des Français), l’accès à l’éducation (14%) et la santé (8%). S’ils souhaitent que les pays d’Afrique subsaharienne restent une zone d’intervention prioritaire, ils sont aussi nombreux à espérer un engagement supplémentaire de la France en faveur des pays d’Afrique du Nord. 45% des Français jugent que le résultat global de l’APD est plutôt positif et répond à leurs attentes même si 35% d’entre eux pensent que le budget de la France pour l’APD est encore insuffisant."
No actual contexto de dificuldades económicas e financeiras por que passa (também) a França, este apoio da maioria dos franceses à ajuda pública ao desenvolvimento é um dado bastante relevante e significativo. Vem dar mais força e maior responsabilidade às entidades envolvidas na definição e implementação da APD francesa.
E no caso português, quais serão as posições e as expectativas dos portugueses sobre a APD desenvolvida pelas entidades oficiais? Não deverá este assunto, a par de outros relacionados com o papel e a posição de Portugal na Europa e no Mundo, merecer uma maior atenção e discussão na opinião pública e nos media portugueses?
E no caso português, quais serão as posições e as expectativas dos portugueses sobre a APD desenvolvida pelas entidades oficiais? Não deverá este assunto, a par de outros relacionados com o papel e a posição de Portugal na Europa e no Mundo, merecer uma maior atenção e discussão na opinião pública e nos media portugueses?
domingo, 9 de outubro de 2011
Relações China/África: a posição do Banco Africano de Desenvolvimento
O Banco Africano de Desenvolvimento acaba de publicar um livro designado por "China and Africa: An Emerging Partnership for Development? que faz uma análise das relações económicas entre os países do Continente Africano e a China e avança com um conjunto de recomendações para que que esta relação seja mutuamente vantajosa e contribua, nomeadamente, para uma efectiva redução da pobreza e a para o desenvolvimento sustentado de África. Face à relevância da actual posição económica e política chinesa em África, começa a ser tempo das organizações multilaterais e bilateriais envolvidas no ajuda ao desenvolvimento deste Continente não escamotearem esta situação e terem elas próprias um discurso e uma posição sobre este assunto para bem das populações e dos governos africanos. A presença da China em África está para ficar e tendencialmente alargar-se-á a outros países e sectores da actividade, como aliás se está verificar, com algumas diferenças de actuação, em relação a outros Continentes. Por isso, chega de "assobiar para o ar".
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Leituras: "Relatório Internacionalização e Desenvolvimento", coordenado por Jorge Braga de Macedo (Actualização)
Relatório do grupo de trabalho constituído por despacho do Primeiro-Ministro, e coordenado por Jorge Braga de Macedo, com o objectivo de "apresentar um novo modelo de organização e articulação dos serviços e organismos do Estado vocacionados para a promoção e a captação de investimento estrangeiro, para a internacionalização da economia portuguesa e a cooperação para o desenvolvimento" de modo a "consagrar uma plataforma comum que fortaleça a diplomacia económica e que assegure uma adequada articulação com outras plataformas representativas do sector privado".
P.S. - Veja aqui uma versão mais alargada do Relatório (87 páginas) disponibilizada no Portal do Governo.
P.S. - Veja aqui uma versão mais alargada do Relatório (87 páginas) disponibilizada no Portal do Governo.
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Leituras: "Development studies: Key first-year reads"
Veja aqui "a shortlist of recommended books for first-year university students interested in development studies", de acordo com sugestão da secção GlobalDevelopment do jornal The Guardian.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Unido faz diagnóstico do ambiente de negócios em Cabo Verde
A UNIDO, organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, em colaboração com as autoridades cabo-verdeanas, realizaram recentemente um estudo sobre o ambiente de negócios em Cabo Verde. Com este trabalho pretendeu-se fazer um diagnóstico do actual ambiente de negócios no país e apresentar propostas que permitam aumentar a competitividades do sector privado de Cabo Verde de acordo com as sugestões e recomendações apresentadas por empresários, associações empresariais, ordens profissionais, instituições publicas e lideres de opinião locais. Entre os vários problemas identificados contam-se as debilidades existentes ao nivel dos transportes, qualificação da mão-de-obra, fornecimento de electricidade, acesso ao crédito, concorrência desleal, regulação e fiscalização e da justiça e administração pública.
Um estudo bastante pertinente e esclarecedor e de grande utilidade (também) para os potenciais investidores em Cabo Verde.
P.S. - Jorge Carlos Fonseca é o novo Presidente da República de Cabo Verde, na sequência da vitória alcançada na 2ª volta das eleições presidenciais. Uma vitória que vai obrigar a uma coabitação entre o governo, apoiado pelo PAICV, e o Presidente da República, que foi apoiado pelo MPD, e que terá certamente também consequências internas ao nivel do próprio PAICV que viu os candidatos oriundos das suas fileiras serem derrotados nestas eleições.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
IPAD faz balanço da Cooperação Portuguesa
O IPAD - Instuto Português de Apoio ao Desenvolvimento acaba de lançar uma publicação que faz um balanço sobre o que de mais significativo se realizou ao nível da Cooperação
Portuguesa nos últimos quinze anos (1996-2010). Uma leitura obrigatária para quem se interessa pelo tema. Quase na mesma altura, o IPAD fez também significativos melhoramentos na sua web page que tem agora mais informação, assuntos melhor "arrumados" e uma excelente apresentação.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Portugal co-organiza Assembleia Anual do Banco Africano de Desenvolvimento
Portugal vai co-organizar em Lisboa, nos dias 9 e 10 de Junho de 2011, a próxima Assembleia Anual do Conselho de Governadores do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento. Trata-se de um importante evento internacional que irá trazer a Lisboa os principais actores e decisores internacionais, públicos e privados, envolvidos na problemática do desenvolvimento e da cooperação com o Continente Africano. Espera-se, por isso, que Portugal saiba aproveitar esta excelente ocasião para projectar junto dos referidos decisores internacionais a imagem de um país que mantém um relacionamento económico e politico muito estreito com África e que dispõe de uma oferta de bens e serviços capaz de responder às actuais necessidades de crescimento e de desenvolvimento económico do Continente. Mais informações sobre esta iniciativa podem ser obtidas aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















