Este artigo da The Economist chama a atenção para a relação entre a modernização tecnológica na área das telecomunicações e o desenvolvimento do "business process outsourcing (BPO)" em África, e nomeadamente no Quénia. No caso particular deste país da Costa Oriental africana, os investimentos na área da fibra óptica vão permitir a amplicação da actual oferta de "call centres", a criação de cerca de 120 000 novos postos de trabalho até 2020, segundo estimativas do governo local, para além de trazerem outros efeitos indutores bastante positivos para o resto da economia. No contexto africano, merecem especial destaque os investimentos realizados nos últimos anos na área dos "call centres" em países como a África do Sul, Egipto, Ghana, Senegal, Tunisia e Marrocos - no caso destes três últimos países prestando serviços a empresas sediadas, principalmente, em França ("offshore outsourcing") - e até mesmo em Cabo Verde que é normalmente utilizado como plataforma de "outsourcing" para algumas firmas e entidades portuguesas. Veja aqui o post sobre o estudo "Global Services Location Index 2009" da AT Kearney e aqui um trabalho recente realizado pela empresa de consultadoria alemã IT Consult Gmbh para o CDE - Centre for Development of Enterprise sobre "The strategy for the offshoring of business processes (Business Process Offshoring) between European and African SMEs".
Globalização, comércio e investimento internacional. Tendências, estratégias e negócios em mercados internacionais. Desenvolvimento e cooperação internacional. E outras coisas mais.
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terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Leituras: "50 Things You Don’t Know About Africa"
"50 Things You Don’t Know About Africa:
a) The largest population in SSA is 151.3 million in Nigeria; the smallest is 0.1 million in Seychelles.
b) Cape Verde receives the highest net ODA per capita ($438.2); Nigeria receives the lowest ($9.5).
c) In Guinea-Bissau, the agriculture value-added as percentage of GDP is 51.5 percent; in Botswana it is 1.6 percent.
d) In Seychelles, 92 percent of women are literate; the figure is 13 percent for Chad and 15 percent for Niger.
e) Cape Verde has the highest gross enrolment rate in secondary education (90 percent); Niger has the lowest (11 percent).
f) Women in national parliament total seats are the highest with 56.3 percent in Rwanda and the lowest with 1.8 percent in Sao Tome and Principe. (MDG 3)."
Veja as restantes "Things You Don’t Know About Africa" no web site do World Bank.
a) The largest population in SSA is 151.3 million in Nigeria; the smallest is 0.1 million in Seychelles.
b) Cape Verde receives the highest net ODA per capita ($438.2); Nigeria receives the lowest ($9.5).
c) In Guinea-Bissau, the agriculture value-added as percentage of GDP is 51.5 percent; in Botswana it is 1.6 percent.
d) In Seychelles, 92 percent of women are literate; the figure is 13 percent for Chad and 15 percent for Niger.
e) Cape Verde has the highest gross enrolment rate in secondary education (90 percent); Niger has the lowest (11 percent).
f) Women in national parliament total seats are the highest with 56.3 percent in Rwanda and the lowest with 1.8 percent in Sao Tome and Principe. (MDG 3)."
Veja as restantes "Things You Don’t Know About Africa" no web site do World Bank.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Leituras: "Plano África 2009-2012 - Espanha"
Num artigo publicado este fim-de-semana no jornal "Expresso", e designado "O trabalho de casa de Espanha", Manuel Ennes Ferreira, colunista do referido semanário e professor no ISEG, aborda o tema da estratégia politica e económica espanhola para o Continente Africano, fazendo referência ao documento "Plano África 2009-2010", elaborado pelo Ministério das Relações Exteriores e da Cooperação de Espanha.
Pela importância deste documento, seguem os links para o mesmo nas linguas espanhola, francesa, inglesa e portuguesa e também a versão 2006-2008 do mesmo Plano África, esta ainda sem tradução para língua portuguesa. Veja também o "Plano Ásia-Pacífico 2008-2012" do governo espanhol.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Angola tem um novo governo
O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, deu hoje posse a um novo elenco governativo que tem a seguinte composição:
Vice-Presidente da República – FERNANDO DA PIEDADE DIAS DOS SANTOS
Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil – CARLOS MARIA DA SILVA FEIJÓ
Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar – MANUEL HÉLDER VIEIRA DIAS JR.
Ministro de Estado e da Coordenação Económica – MANUEL NUNES JR.
Secretário de Estado da Coordenação Económica – JOB GRAÇA
Ministro da Defesa Nacional – CÂNDIDO PEREIRA DOS SANTOS VAN-DÚNEM
Vice-Ministro para a Política de Defesa Nacional – GASPAR RUFINO DOS SANTOS
Vice-Ministro para os Recursos Materiais – SALVIANO DE JESUS SEQUEIRA
Vice-Ministro para a Administração e Finanças – AGOSTINHO FERNANDES NELUMBA
Ministro do Interior – ROBERTO LEAL RAMOS MONTEIRO
Vice-Ministro para a Ordem Interna – ÂNGELO DE BARROS VEIGA TAVARES
Vice-Ministro para a Migração – EDUARDO DE ALMEIDA FERREIRA MARTINS
Vice-Ministro para os Serviços Penitenciários – JOSÉ BAMOKINA ZAU
Vice-Ministro para a Protecção Civil e Bombeiros – EUGÉNIO CÉSAR LABORINHO
Vice-Ministra para a Administração e Finanças – MARGARIDA DE JESUS DA TRINDADE JORDÃO DE BARROS
Ministro dos Assuntos Parlamentares – NORBERTO FERNANDO DOS SANTOS
Ministro das Relações Exteriores – ASSUNÇÃO AFONSO DOS ANJOS
Secretário de Estado das Relações Exteriores - GEORGE REBELLO CHICOTY
Secretária de Estado da Cooperação - EXALGINA RENÉE VICENTE OLAVO GAMBÔA
Ministra da Justiça – GUILHERMINA CONTREIRAS DA COSTA PRATA
Vice-Ministro da Justiça - JOÃO ALVES MONTEIRO
Vice-Ministra para os Serviços Auxiliares de Justiça – ANA CARLOS CANENE MEIRELLES DE VASCONCELOS
Ministro da Administração do Território – BORNITO DE SOUSA BALTAZAR DIOGO
Vice-Ministro para os Assuntos Institucionais e Eleitorais – ADÃO FRANCISCO CORREIA DE ALMEIDA
Vice-Ministro para a Administração Local – GRACIANO FRANCISCO DOMINGOS
Ministra do Planeamento - ANA AFONSO DIAS LOURENÇO
Vice-Ministro do Planeamento - PEDRO LUÍS DA FONSECA
Ministro das Finanças – CARLOS ALBERTO LOPES
Secretária de Estado das Finanças - VALENTINA MATIAS DE SOUSA FILIPE
Secretário de Estado do Orçamento – ALCIDES SAFECA
Secretário de Estado do Tesouro – MANUEL NETO COSTA
Ministro dos Petróleos – JOSÉ MARIA BOTELHO DE VASCONCELOS
Vice-Ministro dos Petróleos - ANÍBAL OCTÁVIO TEIXEIRA DA SILVA
Vice-Ministro para a Administração - JOSÉ GUALTER DOS REMÉDIOS INOCÊNCIO
Ministra do Ambiente – MARIA DE FÁTIMA MONTEIRO JARDIM
Vice-Ministro do Ambiente - SYANGA KIVUILA SAMUEL ABÍLIO
Ministro da Geologia e Minas e da Indústria – JOAQUIM DUARTE DA COSTA DAVID
Secretário de Estado da Geologia e Minas – MANKENDA AMBROISE
Secretário de Estado da Indústria - KIALA NGONE GABRIEL
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – AFONSO PEDRO CANGA
Secretário de Estado da Agricultura - JOSÉ AMARO TATI
Secretária de Estado do Desenvolvimento Rural – MARIA FILOMENA DE FÁTIMA LOBÃO TELO DELGADO
Secretária de Estado das Pescas – VITÓRIA FRANCISCO LOPES CRISTÓVÃO DE BARROS NETO
Vice-Ministro para as Florestas – ANDRÉ DE JESUS MODA
Ministro Administração Pública, Emprego e Segurança Social - ANTÓNIO DOMINGOS PITRA DA COSTA NETO
Vice-Ministro para o Emprego e Segurança Social - SEBASTIÃO CONSTANTINO LUKINDA
Ministro da Saúde – JOSÉ VIEIRA DIAS VAN-DÚNEM
Vice-Ministra da Saúde - EVELIZE JOAQUINA DA CRUZ FRESTAS
Ministro da Educação – M’PINDA SIMÃO
Vice-Ministra para o Ensino Geral e a Acção Social - ANA PAULA INÊS LUÍS NDALA FERNANDO
Vice-Ministro para a Formação e Ensino Técnico-Profissional – NARCISO DAMÁSIO DOS SANTOS BENEDITO
Ministra da Cultura – ROSA MARIA MARTINS DA CRUZ E SILVA
Vice-Ministro da Cultura - CORNÉLIO CALEY
Ministro dos Transportes – AUGUSTO DA SILVA TOMÁS
Vice-Ministra para os Transportes Rodoviários - CARLA LEITÃO RIBEIRO DE SOUSA
Vice-Ministro para os Transportes Ferroviários - JOSÉ JOÃO KOVINGUA
Ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação – JOSÉ DE CARVALHO DA ROCHA
Vice-Ministro das Telecomunicações - ARISTIDES FREDERICO SAFECA
Vice-Ministro das Tecnologias de Informação - PEDRO SEBASTIÃO TETA
Ministra da Família e Promoção da Mulher – GENOVEVA DA CONCEIÇÃO LINO
Vice-Ministra da Família - ANA PAULA DA SILVA SACRAMENTO NETO
Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra – KUNDI PAIHAMA
Vice-Ministro dos Antigos Combatentes - CLEMENTE CONJUCA
Ministro da Juventude e dos Desportos - GONÇALVES MANUEL MUANDUMBA
Vice-Ministro da Juventude - YABA PEDRO ALBERTO
Vice-Ministro dos Desportos – ALBINO DA CONCEIÇÃO JOSÉ
Ministro do Urbanismo e Construção – JOSÉ DOS SANTOS DA SILVA FERREIRA
Secretário de Estado do Urbanismo e Habitação - JOAQUIM SILVESTRE ANTÓNIO
Secretário de Estado da Construção – JOSÉ JOANES ANDRÉ
Vice-Ministro do Ordenamento do Território – MANUEL FRANCISCO DA SILVA CLEMENTE JR.
Ministra do Comércio e do Turismo – MARIA IDALINA DE OLIVEIRA VALENTE
Secretário de Estado do Comércio – AUGUSTO ARCHER DE SOUSA MANGUEIRA
Secretário de Estado da Hotelaria e Turismo – PEDRO MUTINDE
Ministro da Assistência e Reinserção Social – JOÃO BAPTISTA KUSSUMUA
Vice-Ministra da Assistência Social – MARIA DA LUZ DO ROSÁRIO CIRILO DE SÁ MAGALHÃES
Vice-Ministro da Reinserção Social – MATEUS MIGUEL ÂNGELO
Ministra da Comunicação Social – CAROLINA CERQUEIRA
Vice-Ministro da Comunicação Social - MANUEL MIGUEL DE CARVALHO
Ministra da Energia e Águas – EMANUELA BERNARDETH AFONSO VIEIRA LOPES
Secretário de Estado da Energia - JOÃO BAPTISTA BORGES
Secretário de Estado das Águas – LUÍS FILIPE DA SILVA
Ministra do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia – MARIA DE CÂNDIDA PEREIRA TEIXEIRA
Secretário de Estado do Ensino Superior – ADÃO GASPAR FERREIRA DO NASCIMENTO
Secretário de Estado da Ciência e Tecnologia – JOÃO SEBASTIÃO TETA
Secretário de Estado para os Direitos Humanos – ANTÓNIO BENTO BEMBE
Vice-Presidente da República – FERNANDO DA PIEDADE DIAS DOS SANTOS
Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil – CARLOS MARIA DA SILVA FEIJÓ
Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar – MANUEL HÉLDER VIEIRA DIAS JR.
Ministro de Estado e da Coordenação Económica – MANUEL NUNES JR.
Secretário de Estado da Coordenação Económica – JOB GRAÇA
Ministro da Defesa Nacional – CÂNDIDO PEREIRA DOS SANTOS VAN-DÚNEM
Vice-Ministro para a Política de Defesa Nacional – GASPAR RUFINO DOS SANTOS
Vice-Ministro para os Recursos Materiais – SALVIANO DE JESUS SEQUEIRA
Vice-Ministro para a Administração e Finanças – AGOSTINHO FERNANDES NELUMBA
Ministro do Interior – ROBERTO LEAL RAMOS MONTEIRO
Vice-Ministro para a Ordem Interna – ÂNGELO DE BARROS VEIGA TAVARES
Vice-Ministro para a Migração – EDUARDO DE ALMEIDA FERREIRA MARTINS
Vice-Ministro para os Serviços Penitenciários – JOSÉ BAMOKINA ZAU
Vice-Ministro para a Protecção Civil e Bombeiros – EUGÉNIO CÉSAR LABORINHO
Vice-Ministra para a Administração e Finanças – MARGARIDA DE JESUS DA TRINDADE JORDÃO DE BARROS
Ministro dos Assuntos Parlamentares – NORBERTO FERNANDO DOS SANTOS
Ministro das Relações Exteriores – ASSUNÇÃO AFONSO DOS ANJOS
Secretário de Estado das Relações Exteriores - GEORGE REBELLO CHICOTY
Secretária de Estado da Cooperação - EXALGINA RENÉE VICENTE OLAVO GAMBÔA
Ministra da Justiça – GUILHERMINA CONTREIRAS DA COSTA PRATA
Vice-Ministro da Justiça - JOÃO ALVES MONTEIRO
Vice-Ministra para os Serviços Auxiliares de Justiça – ANA CARLOS CANENE MEIRELLES DE VASCONCELOS
Ministro da Administração do Território – BORNITO DE SOUSA BALTAZAR DIOGO
Vice-Ministro para os Assuntos Institucionais e Eleitorais – ADÃO FRANCISCO CORREIA DE ALMEIDA
Vice-Ministro para a Administração Local – GRACIANO FRANCISCO DOMINGOS
Ministra do Planeamento - ANA AFONSO DIAS LOURENÇO
Vice-Ministro do Planeamento - PEDRO LUÍS DA FONSECA
Ministro das Finanças – CARLOS ALBERTO LOPES
Secretária de Estado das Finanças - VALENTINA MATIAS DE SOUSA FILIPE
Secretário de Estado do Orçamento – ALCIDES SAFECA
Secretário de Estado do Tesouro – MANUEL NETO COSTA
Ministro dos Petróleos – JOSÉ MARIA BOTELHO DE VASCONCELOS
Vice-Ministro dos Petróleos - ANÍBAL OCTÁVIO TEIXEIRA DA SILVA
Vice-Ministro para a Administração - JOSÉ GUALTER DOS REMÉDIOS INOCÊNCIO
Ministra do Ambiente – MARIA DE FÁTIMA MONTEIRO JARDIM
Vice-Ministro do Ambiente - SYANGA KIVUILA SAMUEL ABÍLIO
Ministro da Geologia e Minas e da Indústria – JOAQUIM DUARTE DA COSTA DAVID
Secretário de Estado da Geologia e Minas – MANKENDA AMBROISE
Secretário de Estado da Indústria - KIALA NGONE GABRIEL
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – AFONSO PEDRO CANGA
Secretário de Estado da Agricultura - JOSÉ AMARO TATI
Secretária de Estado do Desenvolvimento Rural – MARIA FILOMENA DE FÁTIMA LOBÃO TELO DELGADO
Secretária de Estado das Pescas – VITÓRIA FRANCISCO LOPES CRISTÓVÃO DE BARROS NETO
Vice-Ministro para as Florestas – ANDRÉ DE JESUS MODA
Ministro Administração Pública, Emprego e Segurança Social - ANTÓNIO DOMINGOS PITRA DA COSTA NETO
Vice-Ministro para o Emprego e Segurança Social - SEBASTIÃO CONSTANTINO LUKINDA
Ministro da Saúde – JOSÉ VIEIRA DIAS VAN-DÚNEM
Vice-Ministra da Saúde - EVELIZE JOAQUINA DA CRUZ FRESTAS
Ministro da Educação – M’PINDA SIMÃO
Vice-Ministra para o Ensino Geral e a Acção Social - ANA PAULA INÊS LUÍS NDALA FERNANDO
Vice-Ministro para a Formação e Ensino Técnico-Profissional – NARCISO DAMÁSIO DOS SANTOS BENEDITO
Ministra da Cultura – ROSA MARIA MARTINS DA CRUZ E SILVA
Vice-Ministro da Cultura - CORNÉLIO CALEY
Ministro dos Transportes – AUGUSTO DA SILVA TOMÁS
Vice-Ministra para os Transportes Rodoviários - CARLA LEITÃO RIBEIRO DE SOUSA
Vice-Ministro para os Transportes Ferroviários - JOSÉ JOÃO KOVINGUA
Ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação – JOSÉ DE CARVALHO DA ROCHA
Vice-Ministro das Telecomunicações - ARISTIDES FREDERICO SAFECA
Vice-Ministro das Tecnologias de Informação - PEDRO SEBASTIÃO TETA
Ministra da Família e Promoção da Mulher – GENOVEVA DA CONCEIÇÃO LINO
Vice-Ministra da Família - ANA PAULA DA SILVA SACRAMENTO NETO
Ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos de Guerra – KUNDI PAIHAMA
Vice-Ministro dos Antigos Combatentes - CLEMENTE CONJUCA
Ministro da Juventude e dos Desportos - GONÇALVES MANUEL MUANDUMBA
Vice-Ministro da Juventude - YABA PEDRO ALBERTO
Vice-Ministro dos Desportos – ALBINO DA CONCEIÇÃO JOSÉ
Ministro do Urbanismo e Construção – JOSÉ DOS SANTOS DA SILVA FERREIRA
Secretário de Estado do Urbanismo e Habitação - JOAQUIM SILVESTRE ANTÓNIO
Secretário de Estado da Construção – JOSÉ JOANES ANDRÉ
Vice-Ministro do Ordenamento do Território – MANUEL FRANCISCO DA SILVA CLEMENTE JR.
Ministra do Comércio e do Turismo – MARIA IDALINA DE OLIVEIRA VALENTE
Secretário de Estado do Comércio – AUGUSTO ARCHER DE SOUSA MANGUEIRA
Secretário de Estado da Hotelaria e Turismo – PEDRO MUTINDE
Ministro da Assistência e Reinserção Social – JOÃO BAPTISTA KUSSUMUA
Vice-Ministra da Assistência Social – MARIA DA LUZ DO ROSÁRIO CIRILO DE SÁ MAGALHÃES
Vice-Ministro da Reinserção Social – MATEUS MIGUEL ÂNGELO
Ministra da Comunicação Social – CAROLINA CERQUEIRA
Vice-Ministro da Comunicação Social - MANUEL MIGUEL DE CARVALHO
Ministra da Energia e Águas – EMANUELA BERNARDETH AFONSO VIEIRA LOPES
Secretário de Estado da Energia - JOÃO BAPTISTA BORGES
Secretário de Estado das Águas – LUÍS FILIPE DA SILVA
Ministra do Ensino Superior e Ciência e Tecnologia – MARIA DE CÂNDIDA PEREIRA TEIXEIRA
Secretário de Estado do Ensino Superior – ADÃO GASPAR FERREIRA DO NASCIMENTO
Secretário de Estado da Ciência e Tecnologia – JOÃO SEBASTIÃO TETA
Secretário de Estado para os Direitos Humanos – ANTÓNIO BENTO BEMBE
domingo, 3 de janeiro de 2010
Portugal em África: a necessidade de uma renovada aposta económica
Vamos começar o ano com um post sobre África, e nomeadamente sobre relacionamento económico da União Europeia com este Continente, tendo por base um excelente trabalho realizado conjuntamente pelos organismos de estatísticas da União Europeia (EUROSTAT) e da União Africana que marca o inicio da cooperação entre estas duas entidades.
De acordo com o referido trabalho, a partir de 2004, verificou-se um claro crescimento do comércio externo da União Europeia (EU) com África, tendo as importações da UE um valor superior às exportações para a referida área geográfica.
Em 2008, as exportações dos países da UE27 para África atingiram um valor de 120 mil milhões de euros, enquanto as importações alcançaram 158 mil milhões de euros. Nesse ano, a Líbia foi o primeiro fornecedor e a África do Sul o primeiro cliente africano da UE, enquanto Angola foi o 8º fornecedor e cliente dos países da EU27.
Os 10 principais parceiros comerciais do Continente Africano na UE27, em 2008, foram os seguintes países:
Principais fornecedores (valores em milhões de euros)
1º França – 25 322
2º Alemanha – 19 421
3º Itália – 17 981
4º Espanha – 11 022
5º Reino Unido – 10 594
6º Holanda – 10 070
7º Bélgica – 7 576
8º Suécia – 3 691
9º Portugal – 3 626
10º Áustria – 1 571
Principais clientes (valores em milhões de euros)
1º Itália – 38 271
2º França – 26 237
3º Espanha – 26 194
4º Alemanha – 18 676
5º Reino Unido – 14 210
6º Holanda – 13 504
7º Bélgica – 7 547
8º Portugal - 4 964
9º Grécia - 2 653
10º Áustria – 1 715
Por sua vez, os países que mais investiram no Continente Africano, em 2007, foram o Reino Unido (39% do total), França (22%), Alemanha (11%) e Espanha (5%), tendo os países da UE27 investido no total cerca de 17 615 milhões de euros (3,6% do IDE realizado extra-UE27).
A posição de Portugal, enquanto parceiro comercial do Continente Africano, é relevante (9º fornecedor e 8º cliente), apesar de uma mais desagregada destes dados nos levar a constatar a grande concentração das nossas relações comerciais, e nomeadamente das exportações, num número reduzido de países, com grande destaque para Angola. Por isso, tendo presente este facto e actual conjuntura internacional caracterizada por um renovado interesse no Continente Africano por parte dos países desenvolvidos e de países emergentes como a China, Brasil, Índia e das monarquias do Golfo, importa perceber qual vai ser o papel de Portugal, e das empresas portuguesas, neste novo enquadramento geo-estratégico.
Este novo cenário vem colocar-nos um conjunto de grandes desafios e interrogações para as quais devemos ter respostas inovadoras, rápidas e eficazes. Neste sentido, deixamos aqui um conjunto de questões que poderão servir para uma reflexão sobre os caminhos e as opções que se colocam aos agentes económicos portugueses em África, a saber: Que estratégias de promoção económica e comercial deverão ser adoptadas para se tirar o melhor partido deste novo cenário macroeconómico? De que modo os projectos empresariais podem também contribuir para combater a pobreza e melhorar as condições de vida das populações africanas? Como é que poderemos reforçar as sinergias entre as nossas politicas de cooperação/ajuda ao desenvolvimento e de apoio à internacionalização? Que condições e instrumentos deverão ser melhorados e/ou criados para facilitar a intervenção dos agentes económicos portugueses neste mercados? Onde e que meios deveremos ter no terreno para apoiar os empresários nacionais? Como é que podemos tirar melhor partido dos fundos e instrumentos financeiros existentes junto das várias entidades de financiamento multilaterais? Que tipo de parcerias podem ser criadas entre os agentes económicos dos países lusófonos para intervenção em terceiros mercados do Continente Africano?
Por último, não podíamos deixar de sublinhar que nesta reflexão, e pela sua preponderância estratégica para a economia portuguesa, as relações económicas e comerciais com Angola deverão merecer uma atenção muito especial!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Brasil lança forte ofensiva económica e comercial em África e na América Latina
Depois da China, chegou a vez do Brasil reforçar a sua aposta económica e comercial em África e na América Latina.
Com o objectivo de estimular as exportações brasileiras de bens e serviços, sobretudo para novos mercados, e de criar na América do Sul uma zona de “influência económica e comercial”, o governo de Lula da Silva decidiu injectar cerca de 31, 4 mil milhões de euros no BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social de modo a que esta instituição bancária pública possa lançar um conjunto de linhas de crédito, em condições especiais, de apoio à internacionalização das empresas brasileiras. No caso dos mercados africanos, e sobretudo dos PALOP, vamos ter, com certeza, um aumento da concorrência à oferta portuguesa de bens e serviços com interesses nestes países, principalmente nas fileiras alimentar, bens de equipamento, construção civil e obras públicas e consultadoria de engenharia.
domingo, 6 de dezembro de 2009
BAI eleito banco do ano em Angola
O BAI-Banco Africano de Investimentos foi eleito "Banco do Ano" em Angola pela revista internacional "The Banker" (Grupo Financial Times), devido ao crescimento que registou em 2009. Para além disso, o BAI é o único banco de capitais angolanos a constar no Top 20 dos bancos africanos por activos líquidos da mesma publicação.
O BAI foi a primeira instituição bancária de capitais angolanos a instalar-se em Portugal, no início da década de 90, através da criação do Banco BAI Europa que possui actualmente operações em Lisboa (sede) e no Porto.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Ben Ali reconduzido como Chefe de Estado da Tunísia
O Presidente tunisino Zine El-Abidine Ben Ali foi reconduzido, sem surpresa, no passado Domingo, para um novo mandato com cerca de 90% de votos favoráveis. Ben Ali já vai no 5º mandato consecutivo como Chefe de Estado e por este andar estará mais alguns anos à frente dos destinos da Tunísia. Um sucesso da "realpolitik" e da forma ágil e astuta como as autoridades tunisinas têm gerido o seu relacionamento internacional com os EUA, União Europeia (particularmente com a França e a Itália) e parceiros árabes e que tem permitido pouca contestação à forma como internamente são interpretados e tratados alguns direitos e liberdades individuais.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
3rd EU-Africa Business Forum
O 3º EU-Africa Business Forum vai ter lugar em Nairobi (Quénia), nos próximos dias 28 e 29 de Setembro. Na última edição deste Business Forum, realizada, em 2007, em Accra (Ghana), foi elaborado um documento com um conjunto de recomendações para melhoria do ambiente de negócios em África. Ficamos a aguardar as sugestões deste ano!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Guiné-Equatorial
Não é só em Portugal que começam a surgir empresas interessadas em realizarem negócios e/ou em instalarem-se na Guiné-Equatorial. Também no Brasil se está a dar algum destaque às oportunidades de negócios existentes neste pequeno país da África Subsaariana, com o estatuto de observador da CPLP e um dos principais produtores de petróleo africanos. A acompanhar!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Angola e China: o fim da lua-de-mel?
A imprensa de hoje, e nomeadamente o Diário Económico, faz referência ao facto da Sonangol, petrolífera estatal angolana, não estar a autorizar as petrolíferas estatais chinesas CNOOC e SINOPEC a comprarem uma participação de 20% no bloco 32 à empresa norte-americana Marathon International Petroleum. Adiantam ainda, com base na opinião de alguns analistas, que este episódio pode significar o “fim da lua-de-mel” entre China e Angola. Na nossa opinião, não se trata do “fim da lua-de-mel” e da forte relação económica e politica que une estes dois países. Trata-se antes de mais, de um sinal que as autoridades angolanas pretendem dar ao Governo chinês que não estão “reféns” ou “dependentes” da sua ajuda económica e financeira e que pretendem, como até aqui, continuar a ter um grupo alargado e diversificado de parceiros económicos e comerciais, entre os quais se inclui, obviamente, a China. Esta tem sido a estratégia que inteligentemente as autoridades angolanas têm vindo a seguir, nos últimos anos, quando alguns dos seus principais parceiros económicos começam a ganhar uma “exagerada” relevância ou protagonismo na vida económica e politica angolana. Sinais como o que agora foi dado à China, já foram mostrados, em diversos momentos, a países como a antiga União Soviética, Cuba, EUA, Brasil, França e África do Sul, e até a algumas organizações internacionais - como as Nações Unidas, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e União Europeia - e são “permanentemente” enviados a Portugal. Aliás, a esta posição mais recente tomada em relação a interesses chineses, não será alheia a decisão do governo de Angola em retomar e reforçar o relacionamento com o Fundo Monetário Internacional, em relação ao qual está agora interessado em obter um financiamento de dois mil milhões de dólares para reestruturação e desenvolvimento da economia angolana.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Leituras: "Hillary em África"
O jornal Expresso publicou no passado fim-de-semana um artigo muito interessante da autoria de Luís Todo Bom, com o titulo "Hillary em África", sobre o relacionamento político e económico de Portugal com os PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
As prioridades do Banco da China nos países lusófonos
Segundo o jornal Público, o Banco da China já abriu ou vai abrir filiais em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, com o objectivo de “explorar o potencial das economias lusófonas em expansão”. Neste contexto, estranha-se que Portugal não faça parte da lista de prioridades do Banco da China. Será que as autoridades chinesas entendem que não existem oportunidades de desenvolvimento das relações bilaterais, nomeadamente ao nível das exportações e do investimento?
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Apelo do mercado angolano chega aos quadros da comunicação social portuguesa
O apelo do mercado angolano está a chegar também aos quadros das principais empresas portuguesas de comunicação social. Segundo é referido pelo Diário de Noticias dois importantes jornalistas da SIC vão sair da estação para trabalhar em Angola no canal público de televisão (TPA) e na delegação local do Semanário Sol. Já antes havia também sido noticiado que um outro jornalista português vai dirigir a revista “Exame” em Angola, na sequência de um acordo estabelecido entre o grupo empresarial angolano Medianova e os os brasileiros da editora Abril, proprietários do título, para a utilização da marca "Exame".
Ofensiva económica chinesa em África: empresas espanholas de construção perdem um dos maiores contratos de infra-estruturas para concorrente chinês
As empresas chinesas de construção civil e obras públicas continuam a sua ofensiva no Continente Africano, sobretudo em países produtores de petróleo e gás. Depois da concorrência que empresas portuguesas de construção civil e obras pública estão a enfrentar no mercado angolano por parte das suas congéneres chineses, que ano após ano consolidam as suas posições e aumentam os seus volumes de negócios, chegou agora a vez dos principais grupos de construção espanhóis se ressentirem da concorrência chinesa no mercado da Argélia. Com efeito, durante o corrente mês, os grupos espanhóis FCC e ISOLUX perderam um dos maiores contratos argelinos de modernização de infra-estruturas ferroviárias, no valor de mil milhões de euros, para a empresa chinesa CRG Limited. Segundo o jornal espanhol “Expansion”, uns dias antes, uma outra empresa chinesa, CCECC, havia ganho dois contratos de características semelhantes no valor de 1,2 mil milhões de euros. Se tivermos presente que a Argélia é, nesta altura, o 2º ou 3º mercado africano (depois de Angola e eventualmente de Marrocos) mais importante para as empresas portuguesas de construção civil, obras públicas e consultadoria de engenharia, estas não são boas noticias para os principais agentes económicos do sector e para as entidades portuguesas envolvidas na promoção das exportações e do investimento.
domingo, 23 de agosto de 2009
Os Simpsons vão mudar de cor e passar a viver em Angola

Angola está de facto na "moda", em termos económicos e como destino de emigração, não só em Portugal como, aparentemente, também nos EUA! Segundo esta noticia do Diário de Noticias, a família mais famosa dos EUA - os Simpson - vai deixar Springfield, atravessar o Atlântico e instalar-se em África, mais precisamente em Angola. Vão assim, decerto, passar a comer os saborosos pratos da comida angolana (calulu de peixe ou carne, muamba de galinha, mufete, entre outros), a beber Cuca ou Nocal e a passearem no fim-de-semana pela ilha ou pelo Mussulo.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Relações Angola-Brasil: assinado memorando para a construção de Centros de Cultura
Segundo noticia publicada no Jornal de Angola, os governos angolano e brasileiro assinaram hoje um memorando de entendimento para a construção de centros de cultura nos dois países que vão servir para a divulgação de actividades culturais relacionadas com as raízes comuns existentes entre os dois povos. Ainda segundo a mesma noticia, o projecto surge num esforço conjunto dos dois governos, do sector empresarial brasileiro e da FESA - Fundação Eduardo dos Santos. Em Angola, a Casa da Cultura do Brasil vai ser construída no centro de Luanda num espaço a ser disponibilizado pelas autoridades angolanas. Uma iniciativa que decerto irá complementa o trabalho desenvolvido pelo Centro Cultural Portugal de Luanda, localizado no mesmo edifício da Embaixada de Portugal em Angola.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
O bom exemplo de Cabo Verde (II): Hillary Clinton de visita ao arquipélago
Como já havíamos referido anteriormente, Cabo Verde é um caso particular no contexto africano. É um exemplo de boa governação, de estabilidade democrática, de respeito dos direitos e das liberdades e de também de desenvolvimento económico num país com tão poucos recursos naturais. Chegou a agora a vez da Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, constatar isso mesmo na sequência de uma visita que está a fazer a este arquipélago, integrada na sua digressão africana. Todos os cabo-verdianos, incluindo os da numerosa diáspora, deverão estar orgulhosos pelo país que estão a construir e pelo longo caminho que percorreram deste a Independência de Portugal em 1975. Mas este esforço, num contexto de grandes carências e dificuldades, deve ser premiado e deve servir de exemplo para um Continente onde ainda subsistem graves problemas políticos, económicos e sociais. Esperamos, por isso, que os EUA passem a acompanhar mais de perto a realidade cabo-verdiana, apoiando o desenvolvimento do sector privado e o lançamento de programas de cooperação económica e empresarial. Quanto a Portugal, e apesar das excelentes relações existentes com Cabo Verde, consideramos que se pode, e deve, fazer mais, muito mais, pois existem condições politicas e institucionais para que a parceria entre os dois países seja mais alargada e mutuamente vantajosa. segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Autoridades angolanas criam Zonas Económicas Especiais
O Governo angolano formalizou a criação da Zona Económica Especial (ZEE) de Luanda-Bengo , bem como a constituição da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial-E.P. como concessionária da gestão e exploração de todos os direitos patrimoniais desta ZEE que ficará sob a tutela do Ministério da Economia.Esta é a primeira das ZEE’s a serem criadas no país e vai ocupar territorialmente o espaço entre os municípios de Viana e Cacuaco (Provincia de Luanda) e Icolo, Dande, Ambriz e Nambuangongo (Província do Bengo). Em Viana, já estão a ser construídas diversas infra-estruturas para apoio e acolhimento de empresas, sobretudo industriais.
Esta constitui mais uma tentativa de promoção da diversificação da estrutura produtiva da economia angolana, ainda muito dependente das receitas da chamada “economia de enclave”, dominada pelos sectores da extracção de petróleo e diamantes. Para as empresas com negócios e/ou interessadas no mercado angolano, as ZEE’s poderão vir a constituir excelentes locais para a realização de investimentos devido, sobretudo, às condições de excepção oferecidas em termos de infra-estruturas como de enquadramento jurídico-regulamentar.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A transição politica no Gabão
Em meados da década de 90 do século passado, desloquei-me em trabalho a Libreville, capital no Gabão, com o objectivo de fazer um levantamento das oportunidades de negócios para as empresas portuguesas e de contactar as principais instituições locais ligadas às áreas económica e empresarial.
Dessa viagem, e dos contactos que realizei, houve um conjunto de factos que, na altura, me impressionaram bastante. Em primeiro lugar, a forte presença francesa a todos os níveis da sociedade gabonesa, e nomeadamente na área económica. Empresas e interesses franceses, com ligações ao mais alto nível do poder politico, controlavam a economia gabonesa, e nomeadamente as áreas dos petróleos, banca, infra-estruturas, madeiras e distribuição alimentar (numa deslocação a um supermercado tive oportunidade de ver alfaces, tomates, leite do dia e iogurtes franceses que eram enviados diariamente, e por avião, a partir de Paris. Para além disso, era bem visível todo o dispositivo militar francês no país (a França possuía uma base aérea, ao lado do aeroporto internacional de Libreville), como se destacava também a enorme quantidade de assessores franceses que trabalhavam nos vários ministérios que visitei. Em segundo lugar, recordo também o poder absoluto que dispunha o Presidente Omar Bongo neste pequeno país africano com cerca de 1,4 milhões de habitantes (nesta visita, e depois de um encontro na Delegação da Comissão Europeia com um conselheiro económico francês, tive também oportunidade de assistir, junto à magnifica e tranquila marginal de Libreville, a todo o aparato de segurança que rodeava a chegada de Omar Bongo de uma viagem ao estrangeiro ....). Omar Bongo governou de forma autocrática o Gabão durante mais de 40 anos, e foi uma peça fundamental na politica externa africana de França e na intermediação de um conjunto de conflitos regionais, nomeadamente no Congo, República Democrática do Congo e Angola. Agora, e quando se esperava, numa perspectiva minimalista, alguma mudança de protagonistas na vida politica gabonesa, depois da morte de Omar Bongo, o seu filho, Ali-Ben Bongo, prepara-se para ser o candidato do principal partido (PDG) às eleições presidenciais, previstas para o próximo mês de Agosto, e assim suceder ao seu pai. Será que há coisas que nunca mudam?
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